Bonfire Heart
11 Him
Notas iniciais
Oi pessoal!!! Espero que vocês gostem!!
Neve. Era tudo em que Elena pensava. Neve, flocos de neve, bonecos de neve. Sentia frio, tanto frio. Murmurou algo sem sentido e tentou puxar algo para se aquecer, sem sucesso. Uma mão segurou a sua e subitamente sentiu-se quente por dentro. Seu corpo ainda tentava se encolher, procurando proteção do frio que o envolvia. Mas sua alma e coração sentiram-se aquecidos.
Agarrou ainda mais a mão que segurava a sua e sorriu. Era confortável, seguro.– Elena...– Hum.– Elena...Respirou fundo e ergueu a mão livre para coçar os olhos. Bocejou se espriguiçando ainda sem soltar seu pequeno pedaço do sol.– Elena... Conhecia aquela voz.– Que horas são? – Seis e meia.Sentou-se de repente. Seis e meia? Da noite? Tinha um encontro com Damon às sete.Pequenos raios de sol invadiam o quarto e sentiu-se levemente tonta. Não devia ter se sentado tão rápido. Deixou-se cair na cama de novo e fechou os olhos, pressionando a mão contra a cabeça, como se apenas isso bastasse para sentir-se melhor.– Damon?– Estou aqui. Estava? Elena abriu os olhos novamente e seguiu com os olhos a direção da voz rouca. Sim, ele estava ali. Parecia cansado e parte de sua roupa estava amarrotada.– Sente-se melhor? Sua pergunta a pegou de surpresa. Porque não estaria? Franziu o cenho, de repente notou a claridade exagerada do quarto. Olhou ao redor com atenção, captando detalhes.– Onde estou?– Eu lhe trouxe para o hospital.– Porquê? — afastou-se um pouco.– Você foi drogada.– Eu não... Não.– Deve ter tomado algo naquela...– Damon, eu não lembro disso. Por um momento, o moreno ficou em silêncio. Seus olhos viajavam por seu rosto, procurando algo sem saber o que queria achar. Por fim estendeu a mão livre e afastou alguns fios chocolates de seu rosto, acariciando-a em seguida.– Me deixou preocupado. Sua voz era tão leve que tornou as palavras mais intensas. Elena sorriu, deixando que sua cabeça fosse em direção ao carinho que recebia. O significado daquelas palavras e a intimidade do momento fizeram seu coração pular uma batida. Era perfeito.Sua outra mão ainda segurava a dela, e Damon usou as pontas dos dedos como carinhos circulares, subindo-a pelo seu pulso. Exatamente como na primeira vez, lembrou Elena. As carícias em seu pulso a perseguiam desde o Starbucks, e ela gostava. Querendo retribuir, ergue a outra mão e imita seu gesto, tocando sua face. Damon sorri, inclinando-se na sua direção. Sim, era perfeito.Não lembrava de ser assim com Matt. Não devia estar pensando nele enquanto estava com Damon, mas não podia deixar de comparar. Era melhor, muito melhor agora. Na verdade não lembrava de ter sido assim a vida toda. Agora era fácil, natural. Quando Matt a tocava parecia forçado, como se tivesse ensaiado a noite toda com desgosto.O moreno, embora já tivesse os joelhos encostados na cama, quis puxar a cadeira para mais perto, mas não ousou quebrar aquele momento parando de toca-la, então apenas se deixou inclinar.Stefan abriu a porta lentamente, concentrado em uma prancheta. O moreno afastou-se um pouco, parando os carinhos no rosto de Elena. Mas sempre sem soltar sua mão. Sem graça, ela também recolheu a mão de sua face e a repousou sobre a barriga.– Bom dia, Elena. Espero que tenha achado a cama confortável.A morena coçou os olhos e bocejou outra vez.– Sim, mas espero não dormir nela de novo.– E com razão. Aproximou-se da cama, dando a volta no irmão e parando próximo a cabeceira.– O resultado de seu segundo exame de sangue saiu limpo. Nada que não devesse estar ali — estendeu a prancheta de modo que todos pudessem ver e virou a folha. — Já o primeiro contém substância não identificada. Não sei o que ingeriu, mas mesmo que tenha saído de seu organismo não posso afirmar que não terá danos posteriores sem saber o que era.– Mas não tem como saber? Stefan balançou a cabeça, recolhendo a prancheta para si.– Sinto muito. Não tínhamos amostras suficientes para os testes. Seja o que for, não era comum.– Então pegue mais amostra. — ela ergueu o braço livre. Damon segurou seu pulso delicadamente — sempre o pulso — e abaixou-o.– Já saiu de você, Elena — o médico a lembrou com paciência. — Bebeu algo que não fosse seu?– Não tenho doze anos — rebateu ríspida, arrependendo-se em seguida. Stefan fora legal e ela não estava se esforçando nem um pouquinho para retribuir. — Desculpe — pediu. Ele apenas sorriu. Tinha um jeito tão calmo de ser que parecia ser impossível tanta paciência se não o visse. Tentou lembrar da noite anterior, mas começou a se perder. Tinham jantado antes ou depois de Domon a levar para casa? Não parecia muito possível que haja um jantar depois de ser levada para casa, mas, bem... tecnicamente ele a levou para o hospital.– Não, não lembro de beber nada que não fosse meu.– Só se a drogaram no restaurante — o moreno sugeriu.– Quem droga estranhos no restaurante? — o irmão especulou. Já ouviu casos assim, mas nunca era com mulheres acompanhadas. Sempre sozinhas, de acordo com a descrição.
– Talvez não estranho — Elena murmurou. — vê? Estão me caçando. Ambos a encararam por um curto espaço de tempo. Stefan conferiu o resultado do exame, e ao ver tudo certo conferiu seu nome.– É Elena Gilbert? — afinal, podia haver outra Elena no hospital que fora drogada, não podia?– É — murmurou rolando os olhos. — Sério, pensem bem. O incêndio no restaurante foi criminoso. Alguém o fez com algum propósito. E agora que sabe que não morri me drogou por... porquê... porque sim. Os irmãos se encararam e Elena bufou. Fazia sentido– Quem a drogaria em um restaurante?– Não sei. Deu de ombros. Mentia. Tudo bem, não tudo, mas em parte. Omitiu sua suspeita de Jeremy.Jeremy. Sim, ele ainda estava por aí, caminhando alegre pelas ruas movimentadas de NY.Damon apertou sua mão com um pouco mais de força.– Princesa... Não acho que tenha sido no restaurante.– Então quando foi? Não bebi nada naquele negócio em que me levou.– Onde a levou? Damon suspirou. Gostaria que o irmão não fosse tão curioso nas horas erradas.– Lembra daquele lugar que Alaric comentou que seria a festa de sua despedida e solteiro.– Ah — murmurou. Sem se conter, um sorriso se espalhou lentamente por seus lábios — Levou Elena lá? Eu não seria nem louco de passar por aquela rua com Lexi. – E sem Lexi? — provocou. Elena suspirou. Sentia-se cansada.– Talvez até consiga um dos dançarinos, Stef.O caçula lhe bateu com a prancheta, de repente não parecendo mais tão calmo assim. Damon revidou com um soco em seu ombro.– Receberá alta logo pela tarde. Vou pedir seu almoço. Stefan segurou sua mão como um reconforto. Sempre o fazia. Parou para pensar um momento e outro sorriso veio.– Gostou da sua companhia noturna? Soltou uma Elena confusa e saiu. A morena encarou suas mãos ainda juntas.– O que ele quis dizer? Damon respirou fundo e coçou um olho.– Passei a noite aqui.– Aqui? — perguntou surpresa.– Não saí do seu lado — confirmou. Elena sorriu. Então desviou os olhos para a poltrona reclinável no canto.– Parece desconfortável de dormir.– Não sei, não dormi.– Oh, Damon — ergueu a mão e segurou seu rosto, acariciando o local. — Devia dormir.– Já disse: me deixou preocupado. Queria ter certeza de que estava bem. Ficou o encarando em completo silêncio. Não sabia o que dizer. Talvez pudesse beija-lo, mas achou que poderia ser um momento muito estranho para isso.– E seu trabalho?– Pedi o dia de folga.– Não pode fazer isso. Damon a encarou por sob os longos cílios. A sombra que aquile ângulo lhe projetava nos olhos azuis o fez parecer um pouco sombrio.– É só uma folga, Elena.– Mas você deveria pedir porque é uma emergência ou por você mesmo.– Era uma emergência. Não ia lhe deixar num hospital e ir trabalhar sem saber como estava. E se te faz sentir melhor: é por mim. Vou dormir a tarde toda, se preferir.– Damon...– São minhas folgas, Elena. Eu devia tirar para usar colheres e bater em panelas se eu quiser.– Só não quero que bagunce sua vida por minha causa.– Querendo ou não, agora você faz parte da minha vida. Damon se levantou e saiu irritado. Porque ela teimava tanto?Duas batidas na porta anunciaram seu almoço. Elena estava sem fome, e confusa. Tinha brigado com Damon? Quando a conversa tomou esse rumo? E ele não podia dizer uma coisa daquelas e sair andando, podia? Sentiu falta do calor da sua mão, que a aquecia desde que acordara, lembrando-a de que estava ali.Embora não quisesse comer, seu estômago a chamou para a realidade. Olhou o prato deixado pela enfermeira e fez careta. Frango, massa ao molho de queijo e uma folha de alface com três rodelas de cenoura. Ia morrer de fome.A contragosto comeu a salada e deixou o resto no prato. Caroline não devia estar lembrando da dieta quando escreveu. Devia haver exceções, não? Pegou o garfo novamente e provou a massa, comendo alguns pedacinhos. Mesmo sendo massa, era pouco. Que diferença faria? Sem contar que o molho era bem feito. Com certeza feito com mais de um tipo de queijo.Ergueu a bandeja e a apoiou na cabeceira, seus olhos cruzando algo que lhe chamou atenção. Encarou um espelho no outro lado do quarto. Não podia se enxergar nele mas perguntou-se instantaneamente sobre como Damon a via. Estava mesmo gorda?Ergue-se da cama em um salto e corre ao banheiro, ajoelhando-se ao lado do sanitário. Tinha certeza do que queria fazer, mas não sabia como. Primeiro tocou a língua, hesitante. Então foi empurrando o dedo aos poucos. Tudo o que conseguiu foi se engasgar e tossir. Apoiou-se nos braços e parou. Devia fazer aquilo? Foi apenas um pouco de massa, faria diferença?Levou as mãos à barriga e a apertou algumas vezes em diversos lugares. Seus lábios formaram uma linha fina ao conseguir pegar algo entre os dedos.Mais decidida, tocou novamente a língua. Dessa vez não parou quando veio a tosse e sentiu seu almoço voltar. Pigarreou abaixando a tampa e lavou-se na pia.– Tudo bem? — a voz de Stefan a fez dar um pulo no lugar. Sentiu-se como uma criança que mexe nas coisas da mãe e é descoberta. Pior do que descoberta: pega em flagrante.– Ah, tudo. Devia ter fechado a porta. Stefan andou dois passos e, com o pé, ergueu a tampa do vaso. Então deixou que fechasse sozinho e a encarou de sobrancelhas erguidas.– O frango não me fez muito bem — explicou gesticulando. Depois apertou as mãos contra o peito. Quem mente é quem gesticula ou fica parado? Não lembrava.Stefan assentiu, não muito convencido. Elena imitou o gesto e foi em direção ao quarto. Quando se virou, Stefan encarava o prato.– Você nem tocou no frango — acusou voltando seu olhar para a observar.– Eu... Você viu o Damon? — mudou de assunto e Stefan olhou ao redor, impaciente.– Vi. A minha vida toda — cruzou os braços. — Quer explicar? Podia perguntar o que deveria querer explicar e fazer-se de desentendida, mas já havia mentido uma vez.– Não — murmurou, admitindo a culpa. — Não quero. Stefan assentiu, mais satisfeito. Era um começo. Mas não bom o bastante. Normalmente não se importava com as escolhas de seus pacientes. Era uma coisa para a família resolver. Mas dessa vez era diferente. Era Elena, a mulher que seu irmão se preocupava tanto a ponto de passar a noite sem dormir por ela. Se não fosse ajudar Elena por ela, o faria por Damon.– Elena...– Sei o que vai dizer — o cortou. — Não quero que diga.– É mesmo? Tente-me.– Vai dizer para não fazer isso comigo mesma, e aí vai dizer que estarei magoando Damon se ele souber... Não se preocupe, ele não vai.– Ah, ele vai. Porque se você não contar, eu vou. Lembrou-se da conversa com Jeremy. Sentiu-se encurralada entre a faca e a parede e perguntou-se se o irmão sentira-se assim. Talvez fora exatamente assim.– Stefan...– Damon passou por muita coisa. E, as vezes, ele ainda tem recaídas. Pensou no jogo e em como era bom naquilo. Talvez tivesse muito tempo para aprender quando adolescente.– Recaídas? — repetiu. — Disse que parou por causa da mãe. Você o convenceu.– E acha que ele lembra disso depois de alguns copos? Não precisava perguntar que copos. Mas não imaginava Damon em um bar, sentado e virando dose atrás de dose.– Então... Vai contar para ele ou quer que eu faça? Elena suspirou. Ergueu a mão e coçou os olhos.– Eu conto — resmungou.– Ótimo. Você tem alta — seu tom de voz voltou a ser profissional. — E tem também o telefone de uma psicológica e nutricionista confiáveis — estendeu o papel que Elena pegara de mal humor. — Visite uma delas, a que acha que vai lhe ajudar.– Tá — disse, mas não tinha intenção nenhuma de fazer algo com o papel que não fosse descartar na primeira lixeira.– Falo sério — segurou seu braço e s puxou para mais perto. Parecia ameaçador a ponto de assustar a morena. — Visite uma delas. Ele não se moveu depois disso. Sem saber o que fazer, Elena assentiu. Então seu braço foi solto e ele lhe sorriu simpático como da primeira vez que se viram.*-*– Oh, merda — praguejou jogando a cabeça para trás. Estava deitada de mal jeito no sofá da sala, agora com a cabeça pendendo do encosto.– Pare de ser tão preocupada. Vai criar rugas.– Preciso alcançar Damon antes que o irmão dele o faça. Caroline revirou os olhos e se jogou no outro sofá, ligando a TV.– Eles são irmãos. Aposto que acha ele antes de você.Elena ergueu a cabeça para voltar a encarar o celular e tentou de novo. Caixa postal.– Porque não deixa uma mensagem?
– Ninguém ouve essas mensagens.– Talvez ele esteja no trabalho...– Não, ele está me evitando. A loira deixou a pipoca de lado e abaixou o volume da propaganda.– Estou tentando ser positiva.– E eu realista. Ele tirou o dia de folga hoje.– Ah. Tem razão. Isso muda tudo. E se ele estiver dormindo? Vai acordar o cara? Elena suspirou. Na melhor das hipóteses ele devia mesmo ter posto o celular no silencioso e ido dormir, já que não fez isso a noite inteira.– Brigamos — disse sem pensar.– Porquê?– Ele tirou o dia de folga para ficar comigo.– Sei, e não dormiu a noite toda por sua causa. Fofo — um brilho estranho passou por seus olhos e o sorriso sumiu — Que coisa estranha essa. E se você não lembra de ter tomado essa droga?– Eu lembro e não tomei.– E se foi o Damon? — soltou de repente.– O quê?– Pense bem. Só tinha vocês dois... E você não sabe muito da vida dele.– Mas aí ele não teria me levado ao hospital.– Talvez ele e o irmão gêmeo do mal dele tenham se organizado para lhe dar o número de uma nutricionista que vai lhe recomendar um alimento com essa substância estranha e você não vai lembrar seu nome.– Não seja ridícula. E eles não são gêmeos.– Tem razão. Um deve ser mais bonito que o outro. Me apresenta o doutor?– Pare com isso — jogou a almofada mais próxima na amiga, que ria.– Tem medo de ser minha cunhada? – Car!– Aliás, porque ele lhe deu os números?Elena calou-se. Não contou a história toda. Não queria dizer que quase engoliu o próprio dedo no banheiro depois de ter comido a massa. Isso a faria fraca por ter comido e sentia vergonha de ter botado para fora.– Se preocupa comigo — disse por fim.– Uau, médico particular — balançou a cabeça — mas não acha estranho o Stefan ter sido seu médico? De novo?Elena suspirou. Não acreditava nem um pouco que isso era possível. Damon nunca faria isso. Tentou o celular mais uma vez e terminou ouvindo a mesma voz de mulher dizendo para deixar uma mensagem e que ia ser cobrada a partir do bip.Sei celular foi puxado para cima e Caroline o colocou entre as almofadas do outro sofá.– Agora ouça meu dia: Eu estava comprando uma blusa linda que vi na...– Estilistas não produzem as próprias roupas?– Como eu ia dizendo, a blusa linda da vitrine gritou meu nome. Implorou para que eu a trouxesse. Aí eu entrei na loja e fui pra fila pagar. Adivinha: quem eu vejo vindo da seção masculina? — A loira bateu palmas uma vez e sorriu — o policial Klaus Mikaelson.– Uau — murmurou. — deve ser destino.– Carma — corrige sem se abalar com a ironia. — Aí nos falamos e ele me deu o telefone dele.– Não acredito — empurrou a loira de leve.– Claro que era o cartão dele e é só pra emergências, mas...– Ah, Car! — empurrou a amiga, tentando fazer com que caísse do sofá — achei que era grande coisa. Cadê o juízo? – Não sei, e espero que não volte tão cedo. Quero ligar ainda essa semana, mas não tenho desculpa pra dar.– Talvez seja até o telefone da delegacia, daqueles que da pra pegar na internet.– Não mate minhas esperanças. E está escrito única e exclusivamente o nome dele. Acha que Caroline Forbes Mikaelson é bonitinho?– Acho que você não tem cérebro. E o Tyler?– Já disse que não sei quem é Tyler. Elena a empurrou de novo, mas dessa vez foi puxada junto e ambas caíram no tapete.*-*A morena bufou ao olhar o cardápio. Não podia comer nada que não fosse a salada Caesar. Devia ter pedido à Carol para vir buscar a janta, quem sabe ela lembrasse de algo que pudesse incluir naquilo. E sempre que comia, tinha que deixar de lado os pedacinhos de pão crocante. Ficar de dieta era horrível.Tentou o celular de novo e soltou um suspiro de alívio quando ele atendeu.– Damon, não desligue. Por favor — pediu apressada.Largou o cardápio de lado com as sobrancelhas juntas. Ele não falou nada, mas também não desligou.– Tudo bem, olha... Quero me desculpar. Não devia ter brigado com você por causa daquilo. Mas não quero que se prejudique por minha causa. Ouviu alguma coisa do outro lado da linha e parecia que fora um suspiro.– Não... — ele murmurou e desistiu. Parecia escolher palavras. Sua voz estava cansada.– Está se sentindo bem?– Estou. Só não quero que tente mandar na minha vida achando que é melhor para mim. Ninguém me obrigou a ficar com você, Elena. Eu quis. Elena assentiu, mesmo sabendo que ele não podia ver.– Certo. A conversa caiu no silêncio e ela se sentiu desconfortável.– Preciso falar com você — disse assim que lembrou de Stefan.– Ok... Mas essa não é uma frase do tipo "precisamos conversae", é?– Na verdade, é, sim. É sério.– Muito sério? O que você fez?– Porque não pode ser você que tenha feito?– Porque se não teria ficado brava comigo e não teria pedido desculpas.– Bem pensado — concordou. — Posso te ver hoje?– Parece bem sério, mas gostaria de dormir.– Espera. Não dormiu a tarde?– Não.– E o que ficou fazendo? — sua voz era carregada de curiosidade e ciúmes. Pensou em Charlotte e no quanto pareciam próximos.– Trabalhei.– Como assim? — encostou a cabeça na mão e apoiou o braço na mesa.– Eu tirei folga o dia todo. Mas mudei de ideia e cancelei a tarde. Perdi só de manhã.– Perdeu? — repetiu baixinho.– Perdi a folga — assustou-se. Não era para ele ter ouvido. — Mas não perdi a manhã. Fico feliz de saber que está bem. Um sorriso brincou em seus lábios e olhou pela janela do restaurante. A chuva começava a cair de modo lento e suave.– Vou deixar você dormir. Boa noite, Damon.– Boa noite, Elena.– Ah, espera. Quer tomar café no Starbucks amanhã?– Vai derramar café em mim de novo?– Pense pelo lado bom, ganhará outra camisa nova.– Certo. Será um prazer. Bons sonhos.Elena ficou parada por mais um tempo ali, sorrindo para a mesa. Então pegou o cardápio e se levantou. Ia fazer o pedido para viagem e ir logo para casa ouvir de Caroline que demorou. Depois iriam ver alguma série que a loira gostava no sofá enquanto ela comia pipoca e doces e Elena ficaria prestando mais atenção no que a amiga comia do que na tv. Noite perfeita. Repassou o pedido que faria mais uma vez em sua mente e acabou esbarrando em alguma coisa.– Me desc... — ergueu o olhar e congelou. — Jeremy?
Notas finais
A Bletts pediu para avisar que irá compensar a demora no próximo capítulo okay? Beijos :3
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