Bonfire Heart
16 Fight, alcohol and love
Notas iniciais
Elena olhou-o, sem mover-se, e disse, incerta:
– Acho que não, por que? — Damon pressionou mais as mãos contra o volante e respirou fundo. Mordeu o lábio inferior e perguntou, com as mãos ainda pressionando o volante.
– Por que não me contou que estava com bulimia? — A voz saiu como um suspiro. Elena arregalou os olhos e olhou. Tinha certeza de que Stefan não contaria, mas pelo visto estava enganada.
Quem mandou ser burra, agora paga o pato! Sua consciência esbravejou. Suspirou e mordeu o lábio inferior enquanto encarava suas unhas bem feitas.
Não quis responder. Não achava que tinha um problema. Olhou para a janela e ficou em silêncio por alguns segundos, e disse, finalmente:
– Não achei que fosse necessário — disse, a voz saiu murmurada. Não tinha mais tanta certeza. Tudo o que sabia era que aquilo podia lhe custar o relacionamento com Damon.
– Não achou que fosse necessário? — Ele riu ironicamente. Fechou os olhos e trincou os dentes nervosamente. Parou o carro de repente e olhou-a, em seu olhar, Elena notou uma raiva quase inumana.
Mordeu o lábio e preparou-se para ouvir berros da parte de Damon.
– Você está doente, Elena! Tem noção disso?! — Ele gritou olhando-a. Elena encolheu-se no banco do carona e mordeu o lábio inferior, respirando fundo. As palavras foram como um forte tapa em sua cara.
Elena não tinha o que responder. Ficou calada o encarando e Damon se virou no banco. Seus olhos queimavam em fúria, contidas sob a respiração forçada a ser controlada. A morena se encolheu, com medo. Não sabia o que dizer. Stefan avisou que ia contar caso ela não o fizesse primeiro e ela o subestimou; agora tendo que lidar com algo que poderia custar-lhe muito. Sentiu sua garganta se fechar, a respiração sair falhada. Ergueu a mão e abafou um soluço. Era tudo sua culpa. E talvez ela merecesse aquilo.
Damon bateu a mão em alguma coisa e Elena se encolheu mais. Nunca havia visto uma reação assim e teve medo de que pudesse piorar. Medo de que ele perdesse a calma e se tornasse violento. Embora ele nunca houvesse erguido-lhe a mão ou feito algo que ela não quisesse, seu comportamento a assustava até a alma. Não sabia mais o que devia esperar.
Rastros quentes se formaram em seu rosto conforme as lágrimas escorriam. Seus olhos ardiam e não suportaram segurá-las por muito tempo. Tinha a vista embaçada, não conseguia mais distinguir a silhueta dele da escuridão, tarefa que já era difícil antes.
– Quando pretendia me contar, Elena? Ou você não pretendia?
Ela mordeu os lábios os obrigando a parar de tremer e engoliu em seco, tentando parar de chorar.
– Eu queria contar...
– O que a impediu?
– Eu não queria parar — confessou em um suspiro.
Damon piscou confuso, não esperando essa resposta.
– Porquê?
Elena aproveitou que a voz dele havia oscilado em dúvidas para se virar no banco e encarar o que ela imaginava ser seu rosto.
– Porque eu engordei, Damon. Tive medo de que fosse me largar quando visse como sou de verdade. Então eu comecei uma dieta da Victoria's Secret.
– Porra, Elena!
Damon bateu de novo em alguma coisa. Agarrou a morena pelos ombros e a sacudiu um pouco.
– Quer se matar?
Um gemido saiu de sua garganta, o modo como ele a segurava doía. Seus dedos a apertavam de um jeito que com certeza deixariam algumas marcas.
– Nem aquelas mulheres são daquele jeito. E se eu quisesse uma modelo da Victoria's não estaria com você.
Elena não sabia como interpretar isso. A frase, ao mesmo tempo que era rude e agressiva, também continha um certo carinho por trás das palavras. Fez careta quando ele a soltou, os ombros latejando onde suas mãos apertaram. Então seus pulsos foram segurados e fora puxada para frente.
– O que a fez pensar que não podia confiar em mim?
Ele estava mais irritado que antes. Elena podia notar em sua voz.
– Você ia me fazer parar...
– Claro que ia.
– Exato. E eu precisava perder peso.
– Você não precisava, você queria...
Damon a sacudiu de novo, o aperto se estreitando em seus pulsos.
– Foi por isso que ficava passando mal, não foi?
Elena fungou, seu corpo entrando em desespero. Nunca o vira tão fora de controle.
– Eu parei, Damon. Eu parei! Faz um tempo. Eu ia te contar...
– Tem certeza que ia?
– Não confia em mim?
– Deveria? Você escondeu essa dieta estúpida de mim. E mentiu sobre o psicólogo — gritou.
Sem argumentos, ela abaixou a cabeça.
– Sinto muito... — pediu em um sussurro.
Não sabia se estava chorando por toda a situação ou se pela dor física que sentia. Ou talvez o que lhe doía era a dor emocional, tão intensa que chegava a ser física. Um soluço irrompeu de seus lábios e somente então Damon notou que ela chorava, tremendo involuntariamente.
– Está machucando — reclamou pela primeira vez.
Ele a soltou, sem realmente se mexer. Apenas abriu os dedos e deixou que ela deslizasse os próprios pulsos para longe. Elena massageou a pele, sentindo a circulação voltar a funcionar aos poucos. Damon a encarou, perdido. As emoções fluiam dentro de si entrelaçadas e ele não sabia como distinguir uma da outra para saber o que realmente sentia. Finalmente se moveu para trás, decidido a deixar as emoções de lado e agir com a razão, mas descobriu que era difícil. A quentura em seu peito apertou seu coração, sua garganta se fechando até mal poder respirar. A angústia de não saber o que fazer em seguida crescia, anestesiando seus sentidos. Isso era ridículo. Quantos anos ele tinha? Quinze? Isso não devia o afetar tanto.
Cruzou os dedos da mão em um punho e desferiu outro soco no painel do carro, sentindo-se um pouco melhor. A ação fez com que Elena se escolhesse mais. A encarou novamente. Parecia frágil e perdida, encolhida no canto do carro, quase atravessando a porta de tanto se encolher contra a mesma. A respiração entrecortada produzia ruídos estranhos em conjunto com os soluços de seu choro. Era um som irritante, e Damon sentiu-se atormentado.
– Pare de chorar! — praticamente ordenou, novamente a segurando pelos ombros. Seu maxilar estava travado e a voz saira estranha por entre seus dentes.
Elena forçou seus lábios juntos, tentando conter os soluços. Agora estava realmente assustada, com medo. Estava no meio de lugar nenhum, sozinha com um Damon descontrolado. Devia ter contado quando teve a chance.
Damon procurou seus olhos na escuridão. Até então ele a via sem realmente a ver. Agora podia ver o quanto estava assustada. Soltou seus ombros e segurou as mãos juntas, perto de seu corpo. Não queria agir por impulso no momento e se arrepender depois. Se Elena estava errada em não ter-lhe contado, ele estava mais errado ainda por cobrar-lhe. Sua mãe vivia dizendo que não se cobra confiança, mas se conquista. Talvez ele próprio não fosse digno disso, e ela nada lhe devia. Até porque não eram nada um do outro oficialmente. E esse fato doía-lhe até a alma.
Por fim suspirou, girando a chave na ignição do carro. Sua voz era um sussurro triste:
– Vou te levar para casa.
*-*
Damon demorou para dormir durante a noite. Não havia uma posição correta na cama que fosse confortável, e a cada vez que se mexia lembrava dela. Elena deveria ter contado. Se o tivesse feito, ele estaria lá para ela, sempre. Apoiando e cuidando daquela que lhe roubava a atenção ao habitar seus sonhos durante a noite e os pensamentos durante o dia.
Porém talvez fosse culpa sua. Saíram tantas vezes que deveria a conhecer o suficiente para ter notado o porque de ter agido tão estranha. E ela mesma podia estar perdida diante da situação, sem saber como agir e o que fazer. Ele devia estar lá para ela. Mas estava magoado de certa forma. Ela simplesmente não confiava nele? Em momento algum passou-lhe pela mente que podia contar com sua ajuda?
Um som frustrado saiu de sua garganta e Damon sentou-se na cama, apenas para jogar-se contra o travesseiro novamente. Sua mão encontrou o celular entre as cobertas, de novo. Não era para o aparelho estar ali, mas seus dedos quase doíam para o pegar e ligar para ela, frequentemente o segurando entre as mãos antes de desistir de perguntar se ela estava bem ou precisava de alguma coisa.
Quando a largou em casa ela chorava, mas não tinha muito o que podia fazer naquela hora. A raiva era tanta que temia bater nela em um momento de descontrole. Então deixou que ela saísse chorando sem pensar duas vezes, sem lhe dar um beijo de boa noite; sem a abraçar apertado e dizer que tudo ia ficar bem. Até porque não ia. Ao chegar em casa, parte de sua decoração foi ao chão e o espelho quase fora quebrado após um soco. Ainda sentia os ossos da mão doloridos, mas era confortante. A dor física o distraía da emocional e da confusão que insistia em se agarrar à sua mente sem o deixar dormir. Precisava de algo que o distraísse, ou que o fizesse esquecer. Sim, tudo o que precisava era de um anestésico.
Levantou da cama e andou às cegas pela casa, o relógio digital na sala não marcando muito mais que três da manhã. Ligou uma luz no canto do espaço e puxou a porta de um armário. Sua mão tateou os objetos até puxar uma garrafa para fora. Sem ler o rótulo, Damon a abriu e bebeu alguns goles, dispensando um copo. Ela podia ter contado...
*-*
Elena estacionou o carro e o desligou, mas sem sair de dentro . Deixou o corpo cair contra o banco e fechou os olhos. Devia ter sido honesta. Devia ter contado. Mas não o fez. Subestimou Stefan e deixou que as coisas fluissem. Entretanto, estava tentando contar há alguns dias, nunca tendo oportunidade. Era para que contasse na última noite, mas então Jer ligou e ela teve que mudar seus planos.
Mas não estava disposta a deixar que isso a fizesse perder Damon. Ela era sincera, queria ser; só precisava de mais tempo. Se soubesse que não tinha o relógio a seu favor, teria se forçado a contar antes. E se era isso que precisava fazer para o ter e volta, então era isso que faria. Damon fora de longe o melhor homem em sua vida. E deixaria que ele decidisse como ia ser entre eles daqui para frente. Só precisava explicar antes.
E fora para isso que viera ao seu apartamento depois de acordar, sem nem tomar café. Iriam conversar sobre aquilo e, então, se ele não quisesse mais vê-la, ela iria embora.
Respirou fundo mais uma vez e saiu do carro, andando até o prédio de Damon; seus olhos grudados no elevador conforme andava pelo saguão. Teve que pensar um pouco para lembrar o andar. Na primeira vez que veio já estava tonta por não ter comido nada por um dia inteiro, então não lembrava direito. Agora, pensava que era ridículo o que fez. Sua mente desviou para a lembrança do que veio antes de seu mal estar. Sua respiração mudou só pela lembrança dos lábios dele em seu pescoço. Quase bateu em si mesma e forçou-se a distrair-se, não era hora para aquilo. Repassou discurso de desculpas mais uma vez em sua mente e nem percebeu quando saira do elevador e andara até a porta de Damon. Seu coração alterou o ritmo de seus batimentos enquanto batia na porta. Sem resposta por um tempo, resolveu bater de novo. Unindo as sobrancelhas, inclinou-se até seu ouvido encostar na madeira. Chegou a achar que não havia ninguém em casa até ouvir uma voz arrastada praguejar, seguida de passos lentos. Afastou-se da porta e, agora, sem muita demora ela logo fora aberta, revelando olhos azuis com olheiras. Sua cara era de quem não havia dormido direito e seu cabelo quase gritava que ele estava dormindo há pouco; e ela o acordara. As marcas do travesseiro em sua bochecha confirmavam isso. O que quebrou seu coração foi o jeito com que ele a encarava, como se não a reconhecesse.
– Damon?
– Elena...
A morena hesitou. Tudo o que planejava lhe dizer sumiu de sua mente.
– Eu posso entrar?
Damon a encarou por um tempo, como se não tivesse escutado sua pergunta. Mas então assentiu e moveu-se para o lado, deixando o caminho da porta livre. O apartamento não era como lembrava. Não que tivesse olhado muito ao redor enquanto estavam trocando beijos, mas estava encarando uma completa bagunça. Havia vidro espalhado pelo chão e o tapete continha alguns livros que aparentavam terem sido jogados. Um pequeno vaso de flores estava caído no sofá, uma mancha de água se espalhara pelo local. As almofadas estavam em locais aleatórios do apartamento e havia uma garrafa de algo alcoólico ao lado do sofá, vazia. Andou até o espelho e seguiu com o dedo o trincado no meio da peça. Parecia que alguém havia desferido um soco ali.
Virou-se para Damon que estava parado ao lado da porta sem se mexer, apenas a observando.
– Você fez isso? — ele parecia com vergonha ao assentir uma vez. — Porquê?
– Não lembro se foi antes ou depois de beber — disse sincero. — se foi antes, foi por raiva. Se foi depois, não faço ideia...
– Você bebeu? Quanto?
Ele não respondeu, erguendo um ombro. Elena andou até estarem um na frente do outro.
– Oh, Damon...
Ergueu uma mão para acariciar-lhe o rosto, mas ele se afastou, movendo a cabeça para o lado. Ela insistiu, tocando sua face de um jeito tão suave que Damon até duvidou se estava mesmo sendo tocado. Quando ele permitiu, a morena se aproximou mais.
– Eu sinto muito, Damon. Sinto tanto...
– Pelo que? — aquilo parecia errado; estavam tão perto. Não parecia saudável que respirassem o mesmo ar; sentia como se não pudesse raciocinar. Mas era bom, de certo modo.
– Por ser estúpida. Pela dieta, pela mentira, pela demora a lhe contar... eu quero você de volta. Sei que fui uma idiota e que você merece alguém melhor, mas... eu não posso viver sem você. E isso é tão egoísta, mas não condigo deixar de pensar que esses foram os melhores dias da minha vida e que como minha vida seria vazia sem você.
Damon uniu as sobrancelhas. O álcool ainda estava correndo em seu corpo, retardando seus pensamentos. Não devia ter bebido tanto. Tudo o que queria fazer era jogar-se na cama e não levantar até que a ressaca tenha ido embora. O problema, era que esses planos incluíam a mulher a sua frente. Não conseguia lembrar porque isso era má ideia; porque parecia errado e não podia fazer isso.
Um som frustrado saiu de sua garganta e Elena o interpretou como uma resposta negativa.
– Sinto muito ter tomado o seu tempo. Mas eu tinha que tentar. Adeus, Damon. E obrigada...
Ela virou-se para sair e ele agarrou seu braço, descendo os dedos até encontrarem o pulso e a puxar de volta. Não entendia, mas não podia deixar que ela fosse. Embora parecesse errado que a deixasse ficar, parecia ainda pior que a deixasse ir.
Entrelaçou seus dedos e os encarou por um instante antes de erguer o olhar para a face confusa e hesitante o fitando. Não havia feito menção de se mexer, mas seu corpo inclinou-se para frente sem pedir permissão, ansiando o toque já conhecido de seus lábios. Parou de se mover quando restava apenas um centímetro de distância entre eles. Elena não se afastou ou fez alguma objeção; então ele deixou que seus lábios encontrassem o resto do caminho. Era melhor ainda do que lembrava.
Trouxe o corpo pequeno para mais perto e a abraçou pela cintura. As mãos delicadas se infiltraram nas mechas negras, puxando-as para si. Damon interpretou o gesto como consentimento. Então deixou-se ir mais longe. Mordeu-lhe o lábio inferior e o lambeu, pedindo permissão para ir além. Elena entreabriu os lábios e deixou que a língua dele encontrasse a sua própria. Desceu uma mão de seus cabelos para sua nuca e o puxou para mais perto. Ele hesitou, sem saber o que fazer. Tinha receio de que ela não gostasse de algo que ele fizesse. Detestaria fazer algo que ela não fosse querer.
Damon não sabia quais eram os limites e até onde podia ir, mas sabia que se ela o afastasse ele a deixaria ir; mesmo que cada célula em seu corpo fosse contra. Então decidiu que iria até onde ela deixasse, parando apenas quando ela pedisse.
Massageou a língua dela com a sua própria antes de descer os beijos para seu pescoço, intercalando lambidas e pequenas mordidas. Escutou um gemido baixo e se afastou.
– Te machuquei? — perguntou preocupado. Elena sorri, rindo de leve.
– Não, Dam... — suspirou o encarando. Nunca achou que um bêbado pudesse ser fofo, mas Damon era Damon... uma ruga formou-se entre suas sobrancelhas. — Você não estaria fazendo isso se estivesse sóbrio, estaria?
– Eu não sei... — respondeu sincero, a abraçando ainda mais apertado, sentindo dor só pela ideia de afastá-la. Elena suspirou.
– Eu volto outro dia. Conversamos quando estiver se sentindo melhor.
– Estou me sentindo ótimo — retrucou, seu lábio inferior projetando-se para frente.
– Quando estiver pensando melhor, então...
Elena tentou se afastar, sem sucesso. Encarou-o confusa.
– Vai me deixar? — sua voz triste quase cortou seu coração. Ele parecia prestes a chorar.
– Damon...
– Eu te deixei quando estava drogada aquela vez? — a afastou um pouco para que pudesse enxergar melhor seus olhos. — Não me deixe, Elena. Se foi algo que eu fiz: por favor, me perdoe.
Damon a puxou de volta e afundou a cabeça na curvatura de seu pescoço. Ele achava que a culpa era dele?
– Damon? — ele não se mexeu. — Damon.
O moreno ergueu a cabeça e colou seus lábios novamente. Precisava daquilo. O álcool havia levado a raiva de ontem a noite embora, mas agora restava um pequeno vazio em si que precisava preencher. E Elena normalmente o fazia sentir-se tão vivo...
Suas mãos seguiram o caminho para a blusa que ela usava, puxando-a para cima e tocando a pele abaixo. O contato fez Elena sentir um arrepio atravessar seu corpo. Damon afastou-se um pouco. Agora sentia-se melhor para conversar com ela sobre o que ela queria. Mas Elena não disse nada. Ao invés disso, segurou-o pela gola da camiseta e o puxou junto com ela para trás, empurrando-o para o sofá no fim.
Subiu junto no sofá, com uma perna de cada lado de seu corpo. Deixou que seu corpo comandasse o que sua mente não conseguia mais pensar.
Elena o empurrou até que batesse as costas no sofá. Subiu as mãos por seu corpo, reconhecendo cada centímetro. Damon a puxou para mais perto, querendo acabar com uma distância inexistente; não importa o quanto estavam próximos, não parecia o suficiente.
Ao sentir falta de ar, a morena se separou um pouco, mas antes que pudesse recuperar parte do oxigênio necessário fora puxada de novo. O beijo era faminto e necessitado, mas ao mesmo tempo parecia doce por conta dos toques que conseguiam ser suaves. Sentiu a mão dele subir por sua perna, passando pelo joelho e se arrastando na coxa até chegar à sua cintura. Arfou em seus lábios quando os dedos desceram e escorregaram para dentro de sua calça jeans.
Brincaram um pouco com o cós antes de descerem e acariciarem-lhe a parte interna da coxa com movimentos circulares, vez ou outra roçando em seu centro. A respiração desregulada dos dois era notável e podia ser ouvida por todo o apartamento.
Ergueu o rosto para respirar e os beijos desceram por seu pescoço, onde recebeu uma mordida.
– Droga, Damon. Se deixar marcas, mato você.
Ele riu, subindo a outra mão por dentro de sua blusa.
– Mal consegue respirar e quer me matar? Duvido muito — zombou.
Frustrada, ela se debateu em seus braços, onde Damon a segurava de modo firme.
– Me deixe ir — pediu irritada.
– Você não quer ir..
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