Notas iniciais
Novo capítulo em menos de uma semana? Isso mesmo!! Não se assustem. Não é pegadinha. Enfim: peço que leiam com atenção, tá? Ou o final pode ser confuso caso vocês não prestem atenção no que o Damon fala. Sem querer assustar nem nada, tá? (Agora imaginem aqui uma carinha sorrindo, porque aparentemente não pode mais usar carinhas) Boa leitura!!

Damon empurrou a porta do galpão mal iluminado, o vento gelado da noite bagunçando seus cabelos. Não sabia que horas eram, mas poderia apostar que não era mais cedo que duas da madrugada. O céu parecia ocultar o brilho das estrelas — tamanha era sua escuridão — e nem a lua era suficiente para iluminar o local. Os únicos sons eram o do farfalhar das folhas de árvores e os seus próprios batimento cardíacos, que pareciam encobrir até o ranger da porta, agora aberta.

Não havia sinal de ter gente ali dentro — nem agora, nem há cinco minutos atrás, nem há dois anos. Caixas de madeira estavam empilhadas e espalhadas pelo local, acumulando uma grossa camada de pó, colônias de cupins e milhares de aranhas, no mínimo. O cheiro também não era dos melhores. Talvez mofo, e naftalina — uma tentativa falha de acabar com as baratas, talvez… e um terceiro cheiro forte, porém não identificável ao se misturar com os demais. Algo que parecia lhe queimar as narinas. Algo familiar, e no entanto desconhecido. Damon não conseguia mais raciocinar. Achava incrível que ainda se lembrasse de como respirar.

Seu coração, que antes parecia querer bater mais alto que qualquer outra coisa no mundo, agora sofria solavancos, como pequenas paradas cardíacas. Perdia algumas batidas ao ver Elena amarrada em uma cadeira, mas tentava ao mesmo tempo fazer a adrenalina circular em suas veias para que corresse. E foi o que fez. Ajoelhou-se ao seu lado, o peito apertado em uma angústia sem medidas, unida ao desespero e remorso. Devi ter subido com ela. E ele nunca mais iria ficar na recepção outra vez.

Elena olhava-o com os olhos arregalados de medo, mas ele não entendia. Medo do que, exatamente? Seus lábios estavam repuxados, e entre eles se encontrava um lenço que fora amarrado na parte de trás de sua cabeça. Sua maçã do rosto abrigava um hematoma e sua têmpora continha um pequeno corte com sangue seco ao redor. Seus pulsos estavam vermelhos e levemente arranhados, mas isso não diminuía a gravidade do resto. Imaginou que a raiva pudesse borbulhar em suas veias e ele de repente se sentiu ficando quente. A respiração se tornara um arfar baixinho, mas ainda assim demonstrava todo o seu horror e fúria daquele momento. Quem fez isso ia pagar. Mas depois, quando tivesse tempo. No momento, Elena precisava dele. Respirou fundo e tentou lembrar de todo o treinamento que fizera para se tornar profissional: ignorar sentimentos, agir com sangue frio. Era a melhor maneira de conseguir raciocinar direito e conseguir melhores resultados.

E foi o que ele fez, ou tentou. Era impossível não sentir compaixão pela mulher que se ama. Elena não merecia nada disso.

Olhou ao redor, procurando alguma ameaça ou, mais especificamente, a dona da voz da ligação. Devia ter feito isso logo ao entrar, mas estava meio cego por ansiedade de ver se a morena estava bem. Quando percebeu que não havia ninguém ali além dos dois, tentou relaxar. Em vão. So porque não a via não quer dizer que não estivesse por perto. Era óbvio que aquilo era uma emboscada. A mulher estaria esperando no lado de fora pelo momento em que saíssem?

– Está tudo bem, Lena. Eu vou lhe tirar daqui — assegurou baixinho à mulher alheia ao seu monólogo interno. Estendeu a mão para soltar o nó do lenço e percebeu que o maxilar de Elena se movia. Ela estava tentando lhe dizer alguma coisa. Há quanto tempo aqueles olhos castanhos estavam lhe implorando atenção? Céus, ele era o pior namorado do mundo.

Damon separou as pontas do pano, que flutuou até o chão.

– Damon, cuidado!

Elena nem havia terminado a frase quando o moreno sentiu dor na parte de trás de sua cabeça. Não lembrava de ter caído no chão, mas quando abriu os olhos percebeu que estava deitado de barriga para baixo no piso de madeira. Grunhiu e virou-se, encostando as costas no chão. Esfregou o local da batida e olhou para cima, vislumbrando dois homens e cada um com um bastão de basebol apoiado no ombro. Não, concluiu que era um só quando sua visão voltara ao normal. Devia ter batido a cabeça com força… a dor em seu maxilar só comprovava que não tinha usado às mãos para reduzir o impacto.

– Damon Salvatore… — uniu as sobrancelhas, procurando a dona da voz. — É um prazer finalmente conhecê-lo.

Uma loira bem vestida em preto estava escorada em uma das muitas pilhas de caixas. Ela ergueu um celular e Damon notou ser o de Elena. O que ela usou para conseguir seu número e fazer ameaças sem fundamento. Uma risada seca irrompeu de sua garganta.

– Vadia.

Caroline se fingiu de ofendida antes de sorrir cruel. — Você vai engolir suas palavras.

O moreno tentou levantar, os lábio torcidos em raiva. Algo o acertou novamente, desta vez em um lugar menos frágil com o objetivo de, apenas, mantê-lo no chão. Havia se esquecido do idiota que estava de pé ao seu lado como se fosse sua babá supervisionando se a criança não fará algo errado.

– Care — a voz de Elena era de súplica e o coração de Damon se partira ao meio. — Deixe-o ir. Esse assunto é entre você e eu.

–Não, Elena. Não é — a encarou de forma sombria e a morena estremeceu. — Virou pessoal. Não sabe quantas vezes seu namorado estúpido arruinou meus planos.

– Que planos? — Damon lentamente se sentou, tentando não dar a ideia de que iria fugir. Se tentasse agora seria uma tentativa falha; só mais uma desculpa para que lhe bastassem de novo.

Caroline não se deu ao trabalho de repetir tudo o que havia dito para Elena. Apenas ficou ali, escorada, observando com atenção o casal e se deleitando com o momento. Cada centavo que pagara à Kol valera a pena. Sentia-se finalmente como se nada mais estivesse lhe faltando ao ver lágrimas escorrerem do rosto da morena. Estava tudo pago afinal.

– Mas o que eu fiz? — Elena questionou aflita, ainda sem entender o motivo de tudo aquilo. Como na vez anterior, Caroline perdeu a compostura.

– Você ainda tem coragem de me perguntar isso? — jogou os braços para o alto, exaltada. Deu dois passos para frente e, ao lado de Damon, apontou o dedo indicador no rosto da morena. — Você vai me pagar por tudo o que fez, sua vagabunda.

Kol se jogou na direção da loira e a restringiu pelos braços, tentando fazer com que relaxasse — algo que ele vinha fazendo com muita frequência. Ela ainda se debatia, mas sem ela mesma saber por que. Estava furiosa e amargurada, e aquele sentimento parecia nunca ir embora. Perdera a conta de quantas noites tentara fazer um desenho e desistia por não conseguir ver através das lágrimas. Quantas noites em claro, abraçada ao seu próprio corpo, ela passou em silêncio e olhando para o nada, planejando aquele momento? Agora aqui estava, mas ainda assim era difícil largar velhos hábitos. A angústia lhe consumia, e a loira não conseguia se livrar dela.

Ouviu a voz de Kol sussurrar algo que diminuiu um pouco sua raiva, embora ela ainda tremesse. Damon aproveitou o momento de distração para agarrar as pernas de ambos e os puxar ao chão. A loira arfou em surpresa e Kol praguejou algo que nem parecia uma palavra. Seus corpos caíram no chão de madeira com baques surdos e, desequilibrados, ele e Caroline não conseguiram se levantar tão rápido quanto o moreno, que já estava de pé segurando o bastão de basebol. A ameaça era muda, mas todos pareceram entender que o jogo havia virado. Era praticamente dois contra um, mas eles estavam no chão e desarmados… não havia muito que poderiam fazer. Os olhos de Caroline vasculham ao redor, mas não encontraram nada de útil que pudesse usar.

Damon não se ajoelhou ao lado da cadeira de Elena por não querer arriscar a chance de ser um alvo fácil — com esse mesmo objetivo: não largou o bastão. Lutou para soltar os pulsos de Elena com uma mão só e chegou a conclusão de que era muito mais difícil na prática do que na teoria, mas não era impossível. Já com uma das mãos livres, a morena tentou ajudá-lo a soltar seu outro pulso. Ficaram tão envolvidos na tarefa e em como fazer isso de forma rápida que não perceberam a movimentação atrás deles.

O barulho soou antes que qualquer um visse o que acontecera e Damon grunhiu antes de cair de joelhos, soltando tudo o que tinha nas mãos para segurar a própria perna. Elena gritou em desespero, observando a calça jeans dele ser tingida de vermelho mais rápido do que parecia realmente possível. A dor lhe parecia tão familiar, embora nunca houvesse sido ferido por uma arma de fogo antes. Mas o ardor que se espalhava por baixo de sua pele e dava a impressão de chegar aos ossos, esse ele já havia sentido. Uma vez, quando criança. Há quanto tempo não se lembrava disso? Toda vez que voltava à noite do acidente, tudo de que se lembrava era as luzes dos carros de bombeiro, o fogo e o pano branco cobrindo sua mãe no chão. Nunca se lembrou das próprias dores físicas ou os hematomas deixados. Mas agora ele lembrava. E doeu pra caralho nas duas vezes.

Sua visão desfocava e tinha os cantos preenchidos por pontilhados pretos que se mexiam muito. A dor já era insuportável quando ele jurou ter escutado a voz de Elena dizer alguma coisa em voz muito mais alta do que deveria, mas era difícil identificar o que era. Por um momento feliz, ele jurava ter sido o "eu te amo" seguido do sorriso que ele adorava. Ela sempre fazia isso antes de dormirem. Então ele acolheu a conhecida inconsciência do sono.

Elena lutou contra o restante das cordas, não tendo sucesso em libertar seus pés. Ergueu os olhos para Caroline, que mantinha um sorriso na face enquanto se inclinava sobre a morena e apoiava a mão no encosto da cadeira atrás dela.

– Eu sempre ganho, Elena… Não importa quantas vezes tenho que tentar, no fim eu sou a vencedora.

Imagens de repente surgiram em sua mente: ela erguendo os braços e empurrando a loira, batendo em sua mão para que largasse a arma, desferindo alguns socos e tapas aleatórios já que suas mãos estava livres… mas seu corpo parecia incapaz de fazer qualquer coisa dessas. Tudo o que fez foi olhar novamente para o moreno no chão antes de ter sua cadeira empurrada para frente. Quase não dera tempo de ter esticado as mãos, já que seu corpo parecia se recusar a responder.

Mesmo antes de cair, já estava atordoada. Quando percebeu Caroline erguer o braço para mirar de perto, Elena desviou os olhos para Damon. Vislumbrou mais uma vez seu rosto sereno e ficou feliz de saber que aquela seria a última coisa que veria. Era egoísmo de sua parte, uma vez que ele não precisava estar ali e nem morrer com ela já que tantas outras vezes ele quase morrera por ela também — e o pior é que essa última era para valer. Mas no momento ela não se importou. Apenas lamentou que seus olhos estavam fechados, escondendo as íris azuis que tanto amava. Mas tudo bem. Foram ótimos momentos juntos. E ela se apegou a todos eles enquanto fechava os olhos. Aceitou seu fim, Caroline vencera. Vencera o quê? Não sabia. Mas ao menos alguém ia sair feliz. Certo?

Não, tinha alto errado. Abriu os olhos e não viu a loira. Nem Kol. Sentiu alívio por um momento e encarou Damon mais uma vez. Não era o fim? Ou já estava morta?

Seu desespero voltou quando ouviu o ranger da porta de madeira.

– Tudo termina onde tudo começou — escutou o cantarolar antes da porta se fechar por completo.

O que ela quis dizer?

Apressou-se em ir até Damon e tentar acordá-lo, vendo o sangue escorrer para o chão. Mas havia muito mais que somente sangue ali. Ergueu a palma da mão que estava molhada e a examinou contra a baixa luminosidade, ficando horrorizada ao reconhecer o cheiro forte de antes. Gasolina.

No momento seguinte, as paredes do galpão se acenderam como uma fogueira, as labaredas de fogo lambendo cada pedaço de madeira que encontravam pela frente. O incêndio no restaurante: Caroline não conseguira o resultado esperado antes, então estava tentando de novo.

Uma gota de suor escorreu de sua testa e ela percebeu o quão quente estava ali. Precisava sair, mas não via por onde. E Damon desacordado não facilitava em nada.

Bateu em seu rosto algumas vezes, tentando conseguir alguma reação.

– Damon, por favor — fungou, começando a chorar.

Sacudiu seu corpo com uma força que crescia a cada segundo, mas ele continuou sem se mexer. Algo caiu do teto sobre uma pilha de caixas, instantaneamente as incendiando junto. O grito da morena foi abafado pelo crepitar do fogo e interrompido pelo que parecia ser um ataque de tosse.

Estava tão desesperada que não conseguia sentir raiva de Caroline. Nem raciocinar parecia possível. Tudo aconteceu muito rápido e ela tinha que sair dali de algum jeito.

Impulsionou o corpo para o lado de modo que a cadeira fosse junto, deixando-a quase pendurada de lado com um dos braços apoiado no chão. Puxou as cordas em seus tornozelos tentando desatá-las: tarefa que ia ficando mais e mais difícil conforme seu suor aumentava e encharcava suas mãos. Ao conseguir soltá-las, suas pernas bateram no chão no mesmo segundo em que algo atrás de si desabara.

Forçou-se a ficar de pé e passou os braços por baixo dos de Damon, meio que em um abraço, arrastando-o com dificuldades em direção a porta conforme cambaleava. Em sua cabeça, as palavras 'por favor, esteja aberta' se repetiam sem pausa. Tinha uma certa esperança de que Caroline achasse que deixar a porta aberta não era problema. Iam conseguir passar mesmo com o fogo lambendo um dos lados dela.

Tudo o que via agora era a cor laranja, alterada em tons mais claros e escuros. Seu coração batia rápido e ela não sabia como ainda estava respirando oxigênio. A fumaça acima dela estava ficando cada vez mais baixa e densa; e ter que desviar de pedaços de madeira em chamas não ajudava muito na sua corrida contra o tempo. Algo se mexeu abaixo de si e ela suspirou de alívio.

– Elena…?

Soltou os braços e se ajoelhou, acariciando seus cabelos.

– Estou aqui — ia adicionar na frase a sua necessidade de ele recuperar a consciência e se levantar; mas ele já tinha feito isso sozinho, seu corpo reagindo naturalmente à situação enquanto se ajoelhava também. Embora estivesse meio tonto e desorientado, seus instintos o diziam que deveria agir rápido. E ele o fez.

– Onde estava indo?

– Até a porta...

Damon negou veemente com a cabeça, segurando sua mão e a puxando para que corresse-agachada por entre as caixas. Não ia perder tempo tentando explicar que, mesmo que estivesse destrancada, abrir a porta poderia ser fatal. O fogo que estava preso no lado de dentro estaria ávido para consumir o oxigênio do outro lado da porta. Assim que a abrissem, ele passaria com os dois tentando "sair" também, passando ao mesmo tempo pela porta, e os queimaria vivos.

Passaram por debaixo de uma tábua escorada às caixas e Elena queimou uma parte do braço, arfando com a dor. Damon não tinha tempo para se preocupar com isso agora. Usou o pé para apoiar-se na lateral de uma caixa quase reduzida completamente às cinzas e impulsionou a pouca madeira que restava para longe. Não precisava daquele objeto servindo de conexão entre o fogo e as caixas inteiras. Ou pelo menos no melhor estado que conseguissem encontrar.

Ambos tossiam enquanto Damon empilhava caixa acima de caixa, e Elena ajudava do melhor jeito que podia em baixo enquanto a parte de cima do corpo dele às vezes sumia no meio da fumaça com a caixa em mãos.

– O que está fazendo? — perguntou quando ele descera até a segunda caixa para puxá-lá para seus braços — Não devíamos estar no chão?

– Há uma janela lá em cima. Podemos passar por ela e cair no lado de fora. Não respire lá em cima.

Elena inspirou o pouco ar que tinha ali embaixo e segurou uma tosse, sentindo algo parecido com um arranhar em sua garganta. Ignorou a sensação enquanto Damon a puxava cada vez mais para cima na escuridão. Ela já havia perdido a conta de quantas caixas haviam ali em cima, onde mal conseguia enxergá-lo. Mal via sua própria mão, mas sentiu quando ele a fez tocar a madeira quente da parede. Mais um pouco para o lado era possível perceber uma falha aberta. Eles iam conseguir.

A fumaça que saía por ali dava à eles uma margem de pouco espaço para respirar na base da janela, e foi para aquele lugar que Damon a puxou. Ela se atreveu a respirar.

– Gostaria que houvesse outro jeito, mas não tem. Pule.

Antes de a empurrar pela janelinha, Damon uniu seus lábios. Era um gesto sôfrego, triste, desesperado. E deixou a morena confusa.

Tão rápido quanto o beijo começara, ele terminara; e Elena sentiu a mão dele em suas costas antes do chão sair de baixo de seus pés. Caíra poucos metros, mas quanto atingira o chão parecia que havia caído por milhas. Seus tornozelos doíam, e seu braço esquerdo parecia queimar por dentro. Ela deitara depois da queda ou já havia caído de costas? Não, suas costas não doíam tanto. Caíra de pé. Ou tentara.

Seu coração batia rápido e seus pulmões ardiam — não era de se admirar. E isso só piorou quando começou a hiperventilar e — achava ela: — ter mini ataques cardíacos. Onde estava Damon? A única coisa que via sair da janela era fumaça. Um som alto chamou sua atenção e Elena gritou quando o telhado rangeu, estalou algumas vezes, e então cedeu.

Ignorou as dores e correu até a porta, forçando os puxadores e vendo que estavam trancados.

– Não, não, não, não…

Forçou o apoio do puxador para baixo e o largou imediatamente. Era metal e estava tão quente que queimava suas mãos. Tentou empurrar com o cotovelo e conseguiu o quebrar em dois, puxando os pedaços e jogando-os no chão, conseguindo destrancar a porta. Ignorou a nova dor aguda em seu cotovelo ao estender os braços e agarrar a lateral da porta com ambas as mãos. Já estava queimada nas beiradas e se desfazia em farelos escuros contra seus dedos. Ainda assim, tentou puxar a porta jogando seu corpo para trás. A madeira cedeu e a porta quebrou na metade, abrindo-se parcialmente. Pela falha fornada na estrutura saíram labaredas de fogo que acharam Elena no meio de sua procura por oxigênio, e ela pensou que nunca havia sentido tanto calor na vida. E então não sentiu mais nada.

Notas finais
Entenderam? Hum? Gente, não foi invenção: se abrir a porta, o fogo que estava preso escapa em busca de oxigênio. Então, não me matem. Amo vocês, juro. :3 Quem tiver algum pedido, critica ou sugestão pode adicionar à sua reclamação, combinado? Obrigada pelos comentários anteriores e pelos que ainda vão mandar -carinha piscando. Obrigada também àqueles que não nos abandonaram e nem vão fazer isso por causa do final -dupla carinha piscando? Apesar de tentar ser sutil, não superei as espectativas: alguém desconfiava, sim, da Caroline. Só não vou por o nome porque me arrependi de não responder a cada um dos comentários maravilhosos e não tenho como por todo mundo aqui, então... Desculpa. Mas agradeço a fidelidade de todos em acompanhar. Vocês fazem o meu dia. -coraçãozinho. Há, mas eu duvido que vocês acertem o motivo. Tanto que estou disposta a negociar um prêmio... Viu? Vocês nem perceberam que estou enrolando nas notas finais que é pra ver se a raiva se dissipa :) Obrigada novamente por tudo :3 Kisses Ps: A música Burn que inspirou -uma ova, ela foi copiada- o título revelador é de The Pretty Reckless - que só liberaram o preview da música e nunca a disponibilizaram inteira. Valeu! -, não da Elli. Porque... a letra da Ellie não tem nada a ver com o capítulo. ; p