Bonfire Heart
21 Amo Você
Notas iniciais
Seria importante que vocês lessem as notas iniciais, quem não leu, porque isto não é exatamente um capítulo em sequência…
Amo Você
– Que droga foi essa? Como você fez isso?
Damon riu, puxando-a de lado no sofá e beijando sua têmpora. Ela o empurrou de brincadeira.
– Não quero mais jogar — declarou com um biquinho ao empurrar o controle de videogame para longe.
Ele se inclinou e puxou o lábio inferior de Elena entre os dentes, desmanchando sua “birra” com beijos.
– Tem uma sequência para se apertar, sabe? É o que forma um bom ataque.
– Eu ganhava de Jeremy apertando qualquer coisa.
– Os jogos evoluíram. Você tem que acompanhar o nível intelectual exigido, ou nunca vai chegar a ser tão esperta quanto eu — ergueu o queixo e as sobrancelhas em um ar superior.
– Você não é esperto, Damon. Ou saberia que não se põe a colcha embaixo do lençol ao arrumar a cama.
– Foi só uma vez! E eu estava com sono.
A morena riu.
– Admita que você ganhou o jogo por sorte.
– Foi por sorte. Eu sou o homem mais sortudo do mundo. Afinal, eu tenho você — apertou a ponta de seu nariz e ela sorriu, jogando-se sobre o seu corpo e ligando seus lábios. Se beijaram no sofá e trocaram carícias até aquilo não ser mais suficiente.
Damon rodeou seu quadril e ergueu seu peso, tirando-a de sua cintura e deitando-a com a cabeça na guarda do sofá para que ficasse sobre ela. Trilhou seus dedos em carícias por cima da blusa até chegar na bainha, infiltrando-se sob o tecido e tocando sua pele. Serpenteou a mão por sua barriga, cintura, acima do estômago, até chegar nos seios, massageando um deles por cima do sutiã rendado, que fazia cosquinhas ao roçar sua pele com cada movimento. Ela riu entre os beijos, gemendo entre risadas, até os sons serem quase o mesmo, unidos em um só. O moreno quebrou o contato de seus lábios e lambeu seu pescoço em carícias circulares. Naquele local, sua pele tinha o gosto dela misturado a uma quantidade relativamente alta de álcool, entregando o uso do perfume que borrifara pela manhã. Damon fez careta diante da substância que assaltou sua língua, mas a reação que estava provocando na morena ao fazer aquilo era satisfatória o suficiente para que não se importasse. Sua respiração era quente contra o local ao sorrir satisfeito ouvindo seu nome sair em suspiros por entre os lábios da mulher que amava.
Afastou os cabelos lisos de seu colo com a mão livre antes de descer mordidas pelo local. Em seguida tateou as costas dela em procura de um fecho, as mordiscadas ficando mais forte com a frustração de não o achar, deixando algumas marcas avermelhadas.
– Ele abre na frente — Elena informou em um fio de voz, quase afogada em prazer.
Sempre queria retribuir o que ele a fazia sentir, mas naquele momento não dava. Seus pensamentos não tinham coerência para isso. Sentiu sua blusa ser puxada para cima, mas não retirada. Então seu sutiã fora aberto mas não deslizou por seus braços. Uniu as sobrancelhas de olhos fechados. Dúvidas surgiram, especulando o que ele ia fazer. Mas sumiram assim que dedos acariciaram a base de seu seio direito e o esquerdo recebeu atenção de seus lábios.
Uma de suas mãos correu pelos cabelos negros e sedosos, segurando alguns fios entre os dedos e o incentivando a continuar ao mesmo tempo em que pedia por mais. E fora atendida. Damon intensificou a ação e a provocou algumas vezes, se afastando ou diminuindo o ritmo quando sabia que a deixaria frustrada. Satisfazia-o saber que ele a afetava tanto quanto era afetado. Especialmente quando ela já o provocara tantas vezes anteriores e deixara-o em um estado que beirava profunda irritação e desespero enquanto ela se afastava sorridente para tomar banho. Sem ele, deveria enfatizar.
Aproveitando a oportunidade em que estava por cima — figurativamente falando, embora fosse literal também — afastou-se um pouco e sorriu em direção a mulher com dificuldades para respirar.
– Por que- Como- O que- parou? — Elena sentou e sentiu-se levemente tonta; adrenalina ainda queimando em seu sangue e o coração batendo de modo frenético.
Ele riu, acariciando sua face. Então a ajudou a levantar, erguendo seu corpo do sofá, e levando-a pela mão através dos corredores. Quando passara pela porta do quarto perdeu o equilíbrio e cambaleou, as mãos de uma Elena impaciente o agarrando pelos ombros e virando-o de frente para ela. Puxou-o para frente e grudou seus lábios novamente, lambendo-os para pedir passagem. Ele cedeu, suas línguas batalhando por espaço ao mesmo tempo que se acariciavam. Puxou o corpo pequeno para dentro de seus braços e a ergueu, entrelaçando ao redor de sua cintura as pernas dela. Caminhou pelo quarto sem saber para onde estava indo, e só parou quando sentiu os pés da cama o tocarem.
Deitou-a na cama e apoiou-se sobre os braços, um de cada lado da cabeça dela; beijou seus lábios convidativos, contornou sua mandíbula, desceu seu pescoço e salpicou essa região com carícias ao segurar as laterais de seu corpo com as duas mãos.
Elena desceu as mãos pela barriga acima da sua, sentindo os músculos dele se contraírem sob suas palmas. Quando chegou aos jeans que usava, circulou o cós da calça com os dedos antes de os encurvar nos passadores, brigando com o cinto por espaço. Quando conseguiu, puxou o corpo dele para baixo e recebeu relutância como resposta. Ia reclamar, mas de repente ele cedeu, seu peso prendendo-a ainda mais contra o colchão. Involuntariamente, investiu o quadril para cima, sentindo o quão excitado ele realmente estava. Soltou o corpo contra a cama e repetiu o movimento, arrancando um gemido rouco por entre os lábios de Damon contra seus seios. Ele desistiu dos beijos e desceu as mãos para separar suas pernas e se encaixar entre as coxas da morena, apertando-as. Sentiu outra investida contra si e engoliu qualquer som que sua garganta quisesse emitir.
Investiu o quadril de volta e Elena murmurou alguma coisa que não pôde entender. O ruído de metal deslizando contra metal denunciou seu cinto sendo aberto.
As calças de ambos foram puxadas para baixo, e Damon sentiu seus cabelos serem puxados para cima. Encarou Elena por um momento antes de beijar seus lábios com uma calma que antes era inexistente. Antes, parecia que precisava beber dela como se fosse a última gota de água no planeta. Agora, notava, sentia necessidade de mostrar que ela era única em sua vida e o quanto era grato por tê-la. Tentou transparecer toda a paixão através de um singelo beijo que fora encerrado em selinhos.
– Amo você.
Elena demorou a entender o que ele havia dito sob a voz rouca, mas quando percebeu as palavras e o que significavam sorriu e o encarou de baixo. Ergueu o rosto para outro beijo, mas logo o quebrou jogando a cabeça para trás ao sentir-se sendo preenchida.
Abraçou o quadril dele com as pernas e sentiu cosquinhas com o cabelo dele roçando sua pele quando descansou a cabeça na curvatura do pescoço dela. Aos poucos começou a mover o próprio quadril, encontrando o dele em cada investida feita. Achando o ritmo um pouco devagar para o momento, ela estabeleceu um novo, intensificando o já existente.
Mordeu o lábio inferior na intenção de conter mais gemidos, não querendo que a escutassem em todo prédio, mesmo isso não sendo possível. Ainda assim, não impediu Damon de puxar seu lábio para baixo com o dedo indicador. Ele queria ouvir cada som que ela emitia. Deleitava-se em saber que ela estava aproveitando tanto quanto ele.
Grunhiu ao sentir uma mordida em seu ombro esquerdo, embora não soubesse se sentia dor, prazer ou ambos com aquilo. Elena repetiu o ato, não achando outra forma para descontar o excesso de sensações que seu corpo continha.
E logo isso não fora mais preciso, sua urgência sumiu de repente e seu corpo derreteu-se na cama. Duas investidas a mais e Damon encontrou a mesma tranquilidade, diminuindo o ritmo conforme a adrenalina esvaia de seu corpo lentamente.
Dois braços envolveram suas costas e ficaram naquela posição por algum tempo. Aproveitaram aquele momento sem pressa, um aproveitando a presença do outro, absorvendo o amor que o outro tinha a oferecer. Elena foi a primeira a se mover, desfazendo o laço que suas pernas haviam feito no quadril do moreno e que, incrivelmente, ainda estaca intacto. Ele entendeu como uma mensagem muda e saiu de dentro dela, afastando-se na cama apenas para ser puxado para perto novamente. Abraçou-a contra si e sorriu para os dois olhos avelãs que o observavam.
– Dói muito? -Ela tocou seu ombro com dois dedos e ele se encolheu, somente então sentindo a ardência no local. — Desculpe.
Ele riu, tentando olhar o resultado das mordidas sem soltá-la.
– Está muito ruim?
– Defina ruim… — Elena mordeu o lábio, analisando a marca vermelha que definitivamente ia ficar roxa, e que no momento estava funda com o formato de seus dentes. Ele arqueou as sobrancelhas. — Talvez você devesse dar uma olhada depois.
Os olhos azuis se reviraram, combinando com sua cara de tédio. Ela riu, segurando seu rosto e salpicando-o com beijos, deixando seus lábios para o fim. Fitou seus olhos e sorriu.
–Também amo você.
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