Bonequinha de Gelo
4 Jogo de Sedução - Pov Elena
Notas iniciais
Estava dormindo deliciosamente bem, a comemoração dos meus 17 anos não poderia ter sido melhor e ter me deixado mais plena, e para acabar bem o meu dia, meu sonho fora tão perfeito quanto, sonhei com uma noite fantástica, com o Damon e eu em momentos perfeitos de luxuria e sexo selvagem.
Sentia aquele sonho tão vivido e real em mim, parece que sinto cada toque preciso e firme seu, o seu cheiro, seu modo voraz ao tomar meus lábios e o gosto que possuíam nossos beijos, sua boca passeando pelo meu corpo, hora beijando, hora passando seus dentes, ainda via o reflexo maravilhado de seus olhos a me ver nua, e o seu sorriso sagaz ao ouvir meus gemidos, e como ele revirava os olhos a como me portava a cada peça de roupa sua que eu tirava, era tudo tão realista que por alguns instantes me fazia acreditar que foi real, e eu realmente queria que tudo fosse real, mas...
Espere...
Saio de aquele ressonar leve que estava e acordo mexendo-me um pouco e sinto alguém ao meu lado, não sei o motivo, sem ao menos tinha visto quem era, um sorriso bobo nasce em meus lábios e eu viro-me vagarosamente para conferir quem era.
CA-RA-LHO EU NÃO ACREDITO, SENHOR CADÊ O AR?!
Se todas as manhãs eu acordasse de um sonho como esse e ele se tornasse real e minha visão fosse a de agora estaria mais do que realizada.
Como esse moreno é lindo, seu sono tranquilo o deixava como um bebê, seus lindos e negros cabelos caiam em seu rosto e o suspirar leve de sua respiração calma me deixava arrepiada, ele não era um deus grego e sim O deus grego.
Meus dedos coçaram para não tocar-lhe queria ainda um pouco mais daquilo, vê-lo assim era ver quem ele realmente era e não o certinho senhor Salvatore, meu Damon, era assim jovial e doce, meu anjo.
Isso me faz lembrar-se de como meu fascínio por ele começou desde a primeira vez que coloquei meus olhos nele, aquele pedacinho de rio azul em seus olhos e aquela boca tentadora, eu sempre soube que ele era o homem que eu queria como o primeiro em minha cama e que ele me satisfaria a ponto de eu achar que não havia passado de um sonho.
E com isso logo me lembro de todo o esforço que fiz para descobrir quem era o homem que eu tanto queria.
*** FLASHBACK ON ***
Depois de todo aquele episódio no escritório do meu pai que eu vi aquele homem delicioso eu o queria muito para mim em minha cama, me fodendo com força, mas eu não sabia quem ele era e isso me levou a algo louco, eu sabia seu nome e queria mais informações dele, se você provavelmente está gastado sua vasta inteligência sobre como sei seu nome, é por que eu não resisti e quando ele saiu, fiz uma de criança bobona e perguntei para o papai quem era o funcionário, já que mesmo com todo esse tempo fora eu conhecia quase todos seus funcionário, menos esse e ele logo disse-me que era um novato e disse seu perfeito nome.
Entro em meu quarto e ligo meu note, enquanto isso troco de roupa e tranco a porta, não queria correr o risco de ninguém entrar e me azucrinar pelo que eu estava vendo.
Damon Salvatore...
Esse nome não saia da minha cabeça, tanto quanto seu dono, nome tão apropriado à pessoa, não sei por que mais me apeguei aquele nome Damon, me lembra de demônio, meu demônio de olhos azuis, para ter ele faria qualquer coisa, o possível e o impossível e tiraria qualquer um do meu caminho, não me importa como, eu o quero.
Abro o buscador na internet e digito seu nome, pouco me aparece, só alguns artigos falando da família Salvatore, da empresa falida de seu pai ou algo do tipo, da herança de terras com plantações de uvas para vinho na Itália, e um ou dois links falando do próprio, e isso me irritou, o que eu posso fazer para achar mais, essas pesquisinhas fáceis não irão me ajudar m nada, tenho que ser um pouco mais ousada.
Sei que o risco de ser descoberta e ter que ouvir um discurso do papai é grande, mas por ele eu farei, vou hackear o sistema da empresa e se necessário algo a mais para obter mais informação, mas qualquer problema aparecerá em sua ficha trabalhista já que meu pai gosta de tudo certíssimo.
Começo meu trabalho sujo e começo a ir me conectando com os dados da empresa, aos poucos iam surgindo novas coisas do servidor da empresa, mas quando enfim chegou sobre os funcionários aquela droga é com senha codificada.
Era o que me faltava, droga!
Hum pensa Elena, pensa... Como posso conseguir isso, sem que cause um problema no servidor e cause um alerta e isso me ferre? Pense?!
Ah acho que já sei, todo o servidor passa pelo computador do escritório residencial e se eu for bem quietinha acho que consigo essa proeza.
Abro a porta e desço, para disfarçar vou a cozinha pego uma maçã, disfarço passo pela minha mãe que por algum motivo hoje não estava trabalhando.
– Hey princesinha o que vai fazer no escritório do papai?
– Ah mãezinha minha folha de sulfite acabou e tenho que terminar um trabalho escolar, vou pegar um pouco ali e depois reponho, é isso ou ficar com zero! – ressalto o zero em falsa indignação.
– Oh meu anjinho então vá pegue a folha, mas não mexa em nada, você sabe como teu pai não gosta que mexam em suas coisas.
– Eu sei mama, só farei mesmo por ser muito necessário.
– Certo amorzinho.
Ah yeah, eu ainda me pergunto como eu posso ser tão dissimulada e falsa e todos caírem nas minhas, acho que devo ser atriz algum dia, talvez me amem por minhas grandes interpretações.
Vou até lá abro a porta mordo a maçã e a deixo em minha boca ligo o computador que estava apenas em espera e começo a mexer senhas, começo a procurar e logo me em a cabeça que pode ser algo bobíssimo, tento o nome dele e não é, o da mamãe também não, o meu e está quase certo, tento varias combinações até chegar ao meu nome e idade e era isso, uhul consegui!
Libero a troca de informações com meu note e logo retorno a senha para não ficar suspeito, retorno as configurações em espera e pego um punhado de folhas para meu álibi e sai de lá, passei por minha mãe que sorrio docemente e corri escada à cima. Agora tinha tudo que precisava.
Cheguei á meu humilde quarto e com a maior felicidade do mundo fui ao meu note e digito a codificação e dou enter e pronto, a informação de todos da empresa em minhas mãos, mas nada disso me interessa. Digito quase correndo e errando tudo e corrigindo afoita o nome dele e...
Minha preciosidade ali na frente de meus olhos. Analiso tudo calculadamente e friamente, e me sinto mais ainda necessitada dele, 22 anos, solteiro, sem passagens pela policia, formado, domiciliado (e opa esse endereço é algo importante, vou anotar na agenda), todo seu histórico de vida ali, quanta coisa ele era muito mais que só uma carinha bonita.
Damon Salvatore agora não adianta você fugir você será meu e eu sua, e mesmo sem compromisso não o dividirei com piranha nenhuma, mesmo que isso me leve a extremos.
*** FLASHBACK OFF ***
Sorrio quando me lembro do que eu fiz para saber mais da vida desse lindo homem ao meu lado e como eu decidi que na festa que teríamos da empresa eu iria seduzi-lo de qualquer forma na festa, pena que aquela musica acabou cedo e ele retomou a si, mas já foi algo.
*** FLASHBACK ON ***
Hoje seria a festa da empresa, no começo estava irritada e não queria ir, já que sou obrigada a ir em todos eventos como o “bebê” do papai, mas depois com a apresentação me animei um pouco, todavia, o que realmente me animou foi ter conhecido aquele lindo e gostoso de olhos azuis, me arrisquei demais para saber sobre ele, mas me faria de bobinha e faria sair daquela boca deliciosa o qual seu nome e o faria me desejar e quem sabe não seria nessa noite mesmo que eu o levaria para uma cama totalmente libertino em um momento só nosso.
Vesti-me pensando nele em como agrada-lo e resolvi optar por um com uma grande fenda, mas com o busto um pouco mais fechado para meu pai não implicar, me arrumei de uma maneira impecável tudo estava como eu imaginei.
Vamos para festa e até certo momento aquele papel de família feliz recepcionando os convidados já estava me irritando, mas enfim meus grandes olhos de águia encontraram o que me interessava, ele lindo em um traje á rigor e máscara, deixando seus grandiosos olhos em destaque, que delicia, esse homem vai ser meu passaporte ao paraíso.
Quando ele se aproximou dou uma escapada não queria que ele me avistasse ainda, escapo de fininho e pego algo para beber e malditamente dou de cara com Stefan que fica me bajulando, mas consigo me afastar e esbarro sem querer em Enzo.
– O que você está aprontando menina? – ele observa meu jeito e eu rio.
Mesmo ele sendo muito bonito e mais velho e eu já ter tentado umas duas vezes algo com ele hoje ele não é mais tão interessante e fora que a minha melhor amiga é caidinha por ele o que eu jamais trairia ele e ficaria com ele.
– Nada Enzo, só não aguento essa bajulação do Stefan, isso me irrita.
– Ah realmente ele é bem pé no saco, mas você está de um jeitinho muito suspeito e não é pelo Stefan, o que é? Conta-me, afinal somos “amigos”, tem algo haver com o novato Damon? – ele pergunta arqueando as sobrancelhas.
– Bom... Não, sim, talvez, quem é que sabe disso? – esquivo-me da questão.
– Ah eu sabia é por ele, mas vou logo avisando, ele é meu colega e um excelente homem, não faça nada que o coloque pra fora, esse emprego é sua vida, ou seja, mantenha-se a distancia.
– Enzo faça-me um favor cuide de sua vida que da minha cuido eu, não estou aqui pra ouvir liçãozinha de moral. – digo e saio pisando duro.
Que ousado, odeio quando falam assim comigo!
Saio andando a esmo pelo salão e me esquivando de Damon e Stefan, um por querer surpreende-lo e o outro por ser um grande chatonildo, pego mais uma taça de champanhe escondido e bebo-a quase em um único gole e pego outra que rapidamente bebo e então a professora da companhia me chama, hora de começar o magnifico espetáculo, senhoras e senhores, e Damon em especial.
Vou com ela até uma sala de descanso que tinha ali e já estavam todos os outros bailarinos, vou até meu parceiro e dali de um em um perfilados esperamos ser chamados, estava inquieta e aflita queria que tudo se passasse logo e que eu fosse ao ataque.
Quando nos anunciaram e entramos naquele palco tudo que consegui fazer foi olhar a multidão ali e encontrar aquele par de olhos azuis magníficos, e quando os achei sorri e seria dali que daria meu ponta pé inicial.
A música começa e cada passo que eu fazia era para ele, eu o queria ali, e cada vez que consegui observar ele estava com o olhar fixado em mim, sabia que com o final da apresentação teríamos que convidar pessoas da plateia para dançar, mas e se eu o chamar de cara papai vai ficar com a pulga atrás da orelha e vai me questionar, mas se chamar o Stefan ele irá aceitar, OMG o que faço agora?
Como sempre a lampadinha da ideia me iluminou e se eu chamasse papai ele não aceitaria, e me mandaria convidar outra pessoa e com isso poderia ser qualquer um, pois seria a segunda opção, haha agora sim posso fazer o que quiser sem papai encrespar com o assunto.
Quando acaba a apresentação agradecemos e logo é dito que temos que convidar alguém aleatório para ser o nosso parceiro e assim todos se dissipam, vou até papai.
– Dança comigo senhor Gilbert? – pergunto delicadamente e sorrindo amorosamente para ele.
– Oh meu bebê acho que não aceitarei não sou bom com danças, escolha outro alguém, quem sabe o Stefan? – ele diz acariciando meu rosto e sou salva Magali uma colega da companhia já o havia convidado.
– Ah, mas ele já tem par, papai vou ficar sem par agora? Dança vai, por favor? – faço charme só para ele não desconfiar.
– Hoje não minha princesa, papai não está tão disposto para dançar. – faço bico de chateada e ele segura meu rosto. – Eu te amo minha bonequinha, mas convide alguém mais novo. – ele olha em volta e sorri. – Olha tem o Damon ele é um bom rapaz e é a sua boas vindas a empresa, dance com ele, ele é novato e você é a filha do dono da empresa, é uma boa forma de dizer que ele é bem vindo. – ele diz e eu assinto sorrindo.
– Certo então papai, mas ainda queria dançar com o senhor, todavia convidarei Damon. – termino o assunto e sigo em sua direção de maneira sedutora.
Ah moleque, uhul meu plano saiu melhor do que eu esperava, papai me disse para dançar com ele, agora não vai ter nada de errado. Ele me olhava com intensidade e desejo e não tinha como negar, enfim chego nele e o olho de cima a baixo e sorrio.
– Salvatore, quanto tempo. Conceder-me-ia a honra dessa dança? – disse melando-me em seu sobrenome.
– Bom... É... Eu...Eu...N-não sei... É... Eu n-não sei dançar, acho melhor não. – ele fica nervoso e gagueja muito o que me faz rir, bobinho.
– Ah, por favor, Salvatore, eu não mordo... Muito... Eu juro! É só uma dança, nada mais. – indago estendendo a mão. – A não ser que você queira algo a mais. – digo sedutora e mordo o lábio inferior.
Ele hesita um pouco, mas logo cede e segura minha mão, seu toque me percorre uma corrente elétrica que logo me faz imaginar esse toque quente e firme em meu corpo nu e suas mãos trabalhando em me dar prazer, oh eu tenho que fazer isso, logo alcançamos os demais no meio do salão e a musica começa.
Por ele não conhecer a dança prefiro manter passos básicos, mas os básicos que me davam mais contato intimo com ele, de maneira sorrateira e sensual, sem que ele imaginasse ergo minha perna esquerda e a enrosco em seu quadril e roço minha intimidade em seu pau duro e ele logo segura minha perna firme e a apertando levemente.
– Porque sinto algo diferente seu me tocar Salvatore? – debocho e falo de maneira bem doce e carregada seu nome, sabia que aquilo o afetaria.
– Moça pare com essas provocações. – ele pede com força.
– Mas porque se você parece gostar? E afinal, Salvatore já me é completamente maravilhoso, mas qual é seu nome? – sussurro em seu ouvido me fazendo de inocente e para jogar mais com seus instintos mesmo sabendo seu nome eu perguntei com vontade seu nome de maneira sutil como se não tivesse conhecimento.
– Ah, digo-lhe meu nome, apenas se dizer o seu. – ele entra em meu joguinho e me vira de costas para ele percorrendo suas mãos em meu corpo.
– Ah você já sabe o meu, sou Elena. – sentindo seus toques nada “profissionalmente de dança” digo baixo e quase em um gemido e sinto seu pau tocar-me ainda maior e mais pulsante, qualquer um que visse saberia que aquilo de dança não tinha nada.
–Sou Damon. – ele sussurra e trilha beijos em meu pescoço e atrás da orelha me deixando arrepiada e muito excitada.
– Um bom nome para você, Damon – viro-me de frente com ele a centímetros de sua boca e o vejo se segurar para não fazer nada.
Se esse monte de pessoas não tivesse aqui provavelmente já estaríamos em uma transa louca e impulsiva como eu queria, continuo sempre o provocando e com toques e palavras mais picantes, eu o queria beijar bem voraz e gostoso, mas não podia, cada palavra de baixo calão eu sentia minha intimidade mais sedenta e mais molhada, continuo com aquele sonho erótico acordada, mas na melhor parte a musica acaba, isso me deixa com raiva, mas eu já tinha feito muito, sabia que ainda hoje ele me procuraria querendo mais.
Beijo-lhe a face – ou melhor, próximo á sua boca – e me retiro indo em direção a mesa onde minhas amigas estavam, de lá conseguia ter a visão dele, lindo e gostoso, mas logo meu sorriso morre ao ver Enzo meio tenso se aproximar dele e eles conversarem e ele olhar para todos os lados e ficar branco como papel, mas que putaria esse maldito falou algo e isso vai melar meu plano só pode.
Minha raiva por ele cresce ao ver Damon sair apenas se despedindo de meu pai e ir embora, ah Enzo isso não vai ficar assim!
Eu teria Damon não importa quanto isso vai demorar.
*** FLASHBACK OFF ***
E eu estava certa as coisas aos poucos foram acontecendo não posso negar que a demora me frustrou um pouco – um pouco não, me frustrou muito – mas valeu a pena.
Não me seguro e toco em seus cabelos e em sua face, mas seu sono estava pesado e ele não acordou, parecia um bebê grande, meu meninão safado, lindo, sedutor e muito gostoso, agora não teria nada e nem ninguém que pudesse me fazer não repetir o que tivemos essa noite, eu tive que fazer muitas coisas boas e ruins para isso, fui diversas “Elenas” diferente e agora sou a Elena mulher que tem o Salvatore em sua cama e assim ele ficaria por quantas e quantas vezes eu quisesse, de mim ele não escapa nunca mais e eu não deixarei piranha alguma o ter como eu somente o tenho.
Eu comecei a rir ao me lembrar de que Damon chegou pensar que eu era amante do meu pai, bom a situação que a gente se encontrou não era difícil de imaginar isso. Mas mesmo assim, isso me faz rir até hoje, é uma boa história para se contar. E Damon sempre fica ruborizado, quando toco nesse assunto, acho que é de vergonha.
– Posso saber o que tanto você ri? – com as minhas lembranças nem percebi que ele tinha acordado.
– De você – digo ainda rindo – Que achou que eu era amante do meu pai...
Finalmente eu olho para ele, então me lembrei do tinha acontecido na noite anterior e comecei a ficar nervosa, eu não sabia qual seria a reação dele em relação à noite anterior, céus a onde eu meti? Fecho meus olhos, de tanto medo que senti. Enquanto ele tava dormindo, eu estava bem, não havia me preocupado com isso, mas agora, olhando ele ali, acordado, me olhando, me avaliando, fico temerosa.
– Elena... – ele me chamou
– Oi? – eu disse dando um sorriso só com os lábios, mas finalmente tomo coragem para olha-lo nos olhos.
– Você gostou da nossa noite? – ele perguntou com um sorriso torto que eu tanto amava.
– Se eu gostei? – Pergunto e dou um sorriso tímido – Gostei – fechei os olhos e sorri. — E você? – Pergunto de volta, estava muito nervosa com a resposta dele, eu nem sei por que estava nervosa.
Não consegui abrir os olhos, para encara-lo, não consigo. Mas logo sinto sua presença perto do meu corpo, então sinto que ele começa a me beijar selvagem, que eu só tive tempo de pensar em retribuir.
– Isso responde sua pergunta? – ele disse dando um chupão no meu pescoço, que com certeza deixaria marca.
– Não sei... Ainda estou em duvida – eu disse rindo, enquanto abria meus olhos, e o vejo sorrindo pra mim.
Aquele tipo de sorriso, que ele me dá sempre que estamos a sós, e que ele está descontraído. Que não liga para o fato de eu ser a filha do chefe dele, que não importa nossa idade, que não importa o que pensam ou acham de nós. Mas o que eu mais gosto nesse sorriso, é que ele sempre me faz lembrar a primeira vez que nos beijamos, a primeira vez que ele se despreocupou, e que “cedeu”.
*** FLASHBACK ON ***
Eu estava entediada como sempre, em mais uma festa da empresa do meu pai. A única coisa que me animava, é que vou ver o Damon. Sim, eu tenho certeza, porque já sei que ele está aqui, falta só encontra-lo.
Damon Salvatore com certeza me fascina. Eu o desejo! Podem até me achar louca, afinal tenho 15 anos e ele 22 anos. Mas algo nele realmente mexe comigo, mexe demais. O jeito que me olha – com desejo, luxuria – o modo como foge de mim, isso sempre me faz rir e o desejar mais.
Eu não sei por que o desejo, mas é como se eu me sentisse atraída por ele. Na verdade desde que eu sai daquele maldito inferno, qualquer homem mais velho me atraia, me faz querer me sentir desejada por ele. Se eu quero atenção? Claro! Mas com ele é diferente, é como... Não sei explicar.
Ando “despreocupadamente” pela festa, a procura do Damon e claro, fugindo do adorável Stefan. Até que o vejo sentado no bar, me aproximo lentamente dele, e ponho minhas mãos em seus olhos, para tampar e me inclino para falar em seu ouvido.
– Adivinha quem é? – Sussurro bem sensual, mostrando todo meu desejo em uma simples pergunta.
Eu adorava fazer esse tipo de jogo com ele. Adoro provoca-lo nos mínimos detalhes. Quero que ele se lembre com exatidão quem sou, o meu cheiro, o meu gosto, a minha textura.
– France da recepção – Brinca, me fazendo rir.
Esse tipo de resposta, sem me faz rir. O jeito dele é tão... Ele me fascina. Nunca é a mesma coisa com ele, adoro isso.
– Acho que você não a deixaria chegar tão perto assim – Sussurro no seu ouvido, para em seguida dá uma leve mordida em seu ouvido, puxando bem de leve e de uma forma totalmente sensual. E claro, sem que ninguém de fora, perceba o que estou fazendo.
– Elena pare com isso – Sua voz sai tremula e muito afetada pelo desejo que emana de seu corpo. Eu o quero! E sei que ele me quer! É só questão de tempo, até ele ceder de vez, eu sei disso.
– Parar com que? – Pergunto divertida, ele se vira pra mim.
Ele se levanta, o que me frustra um pouco. Já que se ele ficasse sentado, eu ficaria no meio de suas pernas. Mas até entendo o porquê dele ter se levantado, pegaria mal se nos vissem assim. E não quero que ninguém fale mal, dessa minha aproximação dele. Se chega ao ouvido do meu pai, é capaz dele demitir esse Deus Grego e eu nunca mais vê-lo. E isso seria frustrante já que eu ainda não consegui o que quero!
– De provocar – Diz entredentes – Agora, se me der licença, eu vou tomar um ar.
Ele me deixa falando sozinha, o que me irrita profundamente. Eu começo ir atrás dele, para tirar satisfação quando o vejo passar pelo meus pais. Então para onde eu estava, se eu passar pelo meu pai agora, ele vai me parar e querer conversar e me apresentar, e eu não vou poder seguir. Fico observando para onde ele vai, e o vejo sair do salão. Sorrio. Agora ele não vai poder mais fugir!
Dou a volta no salão, para não esbarrar em meus pais. Chego do lado de fora e o vejo andar de um lado para o outro, com a cara fechada. Mas ele continua lindo!
– Porra! – Esbraveja.
– Você fica lindo quando está nervoso e bravo – Digo e depois rio, porque ele para ao escutar minha voz.
Cruzo meus braços, acho que vou me divertir um pouco.
– O que faz aqui Elena? – Ele se vira pra mim.
– Você me deixou falando sozinha, e isso eu não admito – Fecho a cara e falo com o tom de voz de raiva. Tenho que repreendê-lo por ter me deixado falando sozinha.
– Não estávamos conversando – Diz sério, e me faz querer revirar os olhos – Você estava me provocando!
– E você estava gostando que eu sei... – Provoco e sorrio.
– Não Elena, eu não estava gostando! Tanto que sai de perto – Diz cruzando os braços, e isso me faz rir.
– Você estava fugindo – Digo descruzando meus braços e me aproximando lentamente dele. – Admita Salvatore – Seu sobrenome sai num tom sensual, e sorrio internamente, quando o vejo abrir a guarda – Admita que me deseja... Que quer me beijar e fazer outras coisas.
Ele descruza os braços para passar a mão pelos seus cabelos. Eu tento me aproximar mais e ele dá um passo para trás, para tentar manter uma distancia entre nós.
– Eu quero – Admite, e meu coração se acelera – Mas não quer dizer que eu vá fazer.
Rio e paro, ele solta a respiração que estava prendendo, estou conseguindo penetrar no escudo que ele levantou.
– Por quê? – Inclino a cabeça pro lado e fico o olhando, quer dizer, lhe admirando.
Poucos homens, diriam isso. Ele simplesmente é perfeito!
– Porque não é certo – Diz e eu mordo o lábio inferior – Cacete Elena, pare com isso!
Ele fecha os olhos, o que me faz sorrir. Estou quase derrubando de vez o muro que ele ergueu. Me aproximo lentamente dele, e passo minhas mãos pelo seu peitoral e ele ofega. Ponto pra mim! Ele abre os olhos e me encara.
– Eu quero você Damon – Sou direta, e olho firme em seus olhos – Isso é tão difícil de aceitar?
– Não é aceitar Elena – Continua me encarando – Só é errado...
– Pra mim parece tão certo – Fecho meus olhos, e me deleito com aquela situação.
Ele negar, dizer que é errado, só me faz o querer mais. Porque ele é tão certo? Por quê? Sinto sua mão em meu rosto, em uma caricia. Que gostoso! Inclino minha cabeça para sentir melhor seu carinho.
– Você pode ter quem quiser – Sussurra me fazendo estremecer.
– Eu quero você! – Digo ainda de olhos fechados – Será que eu posso ter? – Finalmente resolvo abrir meus olhos e o encarar.
Seus olhos azuis estão brilhando, ele fica me olhando, me analisando. Ele não se mexe, o que me faz me aproximar ainda mais. Ele não se moveu nada, paro a milímetros de seu rosto, dando-lhe a oportunidade de fugir ou de fazer alguma coisa. Porém ele não faz nada. Em seus olhos vejo o desejo aumentar gradativamente, e tenho certeza que meus olhos estão transmitindo o mesmo desejo de seus olhos.
– Eu vou te beijar – Digo lentamente, o modo como falo faz seus lábios roçarem de vez em quando nos seus.
Ele não se afastou, então tomei isso como uma permissão para que eu faça. Acabo com o ultimo espaço entre nosso lábios, bem devagar, apenas para saborear o momento, e lhe dar a oportunidade de me afastar, mesmo temendo muito que ele faça isso. Mas ele não se movia, só seus lábios correspondiam aos movimentos dos meus lábios. O que pra mim já era um grande avanço. Eu me afasto e o encaro, ele me olha e sorri, um sorriso lindo, que me tira o folego de tão lindo que era. Um sorriso sincero!
E pela primeira vez, ele tomou a iniciativa, colocou seus braços em minha cintura e me puxou contra meu corpo, me prendendo a ele, enquanto sua boca devorava a minha.
*** FLASHBACK OFF ***
– O que eu preciso fazer para te convencer? – Damon diz enquanto sobe em cima do meu corpo e começa a trilhar beijos em meu pescoço.
– Humm – Mordo o lábio quando ele da um novo chupão. – Não sei – Rio.
– Tem certeza que não sabe? – Ele trilha beijos do meu pescoço até minha boca e puxa com os dentes, o lábio que eu voltei a morder.
– Continue o que está fazendo que talvez me convença – Digo sorrindo.
Ele beija minha boca, e suas mãos começam a vagar pelo meu corpo.
– Merda – Ele diz se afastando, o que me faz olha-lo confusa.
– O que foi? – Me preocupo.
Será que finalmente caiu a ficha dele? Será que agora ele vai me dar uma bronca? Falar que foi tudo um grande erro? Que o que aconteceu foi errado? E se ele não quiser nem ser mais meu amigo? Sinto as lagrimas se formando.
– Não posso me atrasar pro trabalho – Diz, e isso em faz gargalhar – O que foi?
– Nada – Digo ainda rindo e ele me encara. – Você é tão certinho. – Lhe dou um selinho.
– Mas é sério Elena, não quero que soltem piadinhas – Diz se levantando.
Então eu posso vê-lo completamente nu, só pra mim. Senhor! Ele é um Deus grego, e eu não acredito que eu transei com ele!
– Damon... – Manho.
– Banho! – Diz e eu sorrio malicioso.
– Posso ir com você? – Mordo meu lábio e ele me olha e sorri.
– Deve – Diz e me estende a mão.
Assim que levanto, ele me puxa de encontro com seu corpo, e me beija. E assim aos beijos, seguimos para o banheiro. No box, ele liga a água no quente e me puxa para debaixo da água, junto com ele. Nossos corpos estão bem colado, e ele sorri, enquanto eu faço graça.
É tão estranho, está ali com ele. Dois anos... Eu tentando ir pra cama com ele, e quando finalmente isso acontece, eu quero mais. Quero mais com esse homem! Esse jeito dele quando está comigo, é muito bom. O vejo pegando o sabonete liquido e derrubando em uma espoja.
– Vire-se – Ordena e eu obedeço.
Logo sinto sua respiração em meu pescoço. Fecho meus olhos, esperando um beijo ou um chupão, mas não vem. O que vem, é suas mãos, esfregando meu corpo com a esponja. Isso é ainda melhor, gemo baixinho com as sensações que isso me trás. Suas mãos passeiam firme em meu corpo.
– Você gosta que eu te lave? – Pergunta rouco e eu apenas faço que sim.
Ele lava cada parte do meu corpo, menos aquela área que eu mais quero que ele toque.
– Me ensaboe Elena... – Diz me virando pra ele.
Pego o sabonete liquido e derramo na esponja. Olho para ele, que está com aquele sorriso que amo no rosto. Olhando em seus olhos, eu começo a passar a esponja pelo seu corpo. O vejo morder o lábio quando chego bem perto de sua ereção – que diga de passagem, está prontinho pra mim.
Eu tento não me desconcentrar, mas é quase impossível. É como se aquela parte do corpo dele, me chamasse. Agacho para ensaboar suas pernas. Mas tenho uma ideia, ajoelho e pego seu membro. Olho para ele, e vejo que fechou os olhos. Movimento minha mão para cima e para baixo na sua extensão e escuto um gemido sôfrego.
– Elena... – Ele suspira, quando passo minha língua na cabeça de seu membro.
Abocanho, enquanto mexo minhas mãos. Sincronizo meus movimentos, e logo sinto suas mãos em meu cabelo, fazendo tipo um rabo de cavalo, mas ele não interfere nos meus movimentos. Eu nunca fiz isso, mas tento me lembrar de tudo que já li a respeito, afinal eu quis aprender para fazer com ele.
– Tente colocar ele todo na boca – Ele diz depois de puxar um pouco meu cabelo para que eu olhasse para ele, apenas faço que sim.
Retiro minhas mãos, e tento colocar o máximo que consigo na minha boca. Meus olhos enchem de lagrimas. Ele é grande e grosso, o que me faz quase engasgar. Retiro da boca e tento de novo e escuto um gemido dele. O que me incentiva a continuar.
Começo a tirar e a coloca-lo na minha boca, com mais rapidez, sinto suas mãos apertarem meu coro cabeludo. E seus gemidos começam a ficar mais alto. E isso me excita de uma certa forma. A maioria diz que o sexo oral é excitante apenas para quem recebe, mas pra mim, não é o que parece, a cada gemido que ele solta, me excita de uma forma que... Senhor.
O coloco o máximo que eu consigo na boca, e quando vou tirar, passo meus dente de leve. Em resposta Damon puxa meu cabelo.
– Cacete – Ele rosna.
Me afasto e o pego na mão. Inclino minha cabeça para olha-lo e começo a masturba-lo com a mão. Ele olha pra mim, fico o olhando e vendo seu desejo, enquanto o masturbo. Seus olhos escureceram.
– Não quero gozar assim – Diz me puxando, me fazendo ficar em pé.
Antes que eu fale alguma coisa, ele me beija. Coloca suas mãos em volta da minha cintura, me prendendo ao seu corpo. O que me faz sorrir. Esse homem não existe. Ele me empurra até que eu sinto os azulejos gelados nas minhas costas, me fazendo gemer, pelo contraste dos nossos corpos quentes com a parede gelada.
Ele desce seus beijos para meu pescoço, enquanto sua mão se aproxima da minha intimidade. Ele sobe seus beijos novamente para minha boca, e sinto seus dedos passarem pela minha intimidade, ele geme em meus lábios.
– Molhadinha – Diz ainda em meus lábios.
– Deve ser a água do chuveiro – brinco e ele ri.
– Acho que não hein – Diz mordendo meu lábio. – Coloque suas pernas em volta da minha cintura.
Faço o que ele pede, e assim que faço, ele se encaixa em mim. Eu grito de prazer e ele para.
– Te machuquei? – Pergunta preocupado e eu abro meus olhos e o fito.
– Não – Digo e o beijo.
Ele começa a estocar, minhas mãos vão para sua nuca e eu começo a puxar de leve seus cabelos, enquanto ele se move. Suas mãos estão em minha bunda, me movimentando, para ajuda-lo nas estocadas. Céus! Porque ele levou tanto tempo para ceder? Porque ele não queria? É tão bom! Tão gostoso...
– Mais rápido – Peço em meio a gemidos, quando ele desce seus beijos para meu pescoço.
– Não – Rosna – Não quero te machucar!
O faço me olhar, puxando seu cabelo com força.
– Mais rápido – Rosno e ele ri.
Ele tira minhas pernas de sua cintura e desliga a água. Não! Merda, ele não é louco de me deixar assim, cheia de tesão. Ele sai de dentro de mim.
– Dam... – Começo a falar, mas ele me cala com um beijo.
Me tira do chão e sai do banheiro comigo e me joga na cama. Sobe em cima de mim e me penetra de uma só vez, me arrancando um gemido alto. Então ele começa a estocar mais rápido. Me fazendo gemer loucamente, quando ele começa a me beijar ferozmente.
– Damon... – Gemo puxando seu cabelo. – Eu...
Ele me cala com um beijo, acelerando cada vez mais, e sinto meu orgasmo se formando, me aperto nele e começo a arranhar sua nuca. E logo libero gritando seu nome, mais algumas estocadas ele se libera e cai em cima de mim. Fecho meus olhos, tentando recuperar meu folego.
– Você está bem? – Ele pergunta distribuindo beijos em meu colo, depois de ter saído de dentro de mim.
– Aham – Digo sorrindo, mas ainda de olhos fechados.
Seus beijos chegam aos meus seios, e o sinto chupar primeiro o esquerdo depois o direito. Logo ele sobe novamente os beijos até chegar na minha boca.
– Adoraria ficar aqui com você o dia todo – Diz me dando vários selinhos – Mas preciso trabalhar...
Abro meus olhos e vejo que ele está sorrindo.
– Droga – Murmuro e ele ri.
– Vou terminar meu banho – Me dá mais um selinho e se levanta.
Rio assim que ele entra no banheiro. Não acredito que finalmente consegui o que queria. Que depois de tudo o que eu fiz, ele cedeu. E foi tudo perfeito, foi melhor do que eu imaginava. E ele está sendo tão fofo comigo. Por um momento pensei que ele surtaria, pela forma que tudo aconteceu. Mordo meu lábio ao lembrar de nós dois lá na boate.
– Você quer comer aqui ou em algum lugar? – Ele pergunta e eu levo um susto.
– Que merda Damon, não me mata de susto – Digo e ele ri.
Vejo que ele está enrolado em uma toalha e mordo meu lábio, me perdendo nas gotículas de agua que descem pelo seu corpo.
– Elena – Ele me chama.
– Oi? – Digo tentando afastar meus pensamentos inapropriados.
– Quer comer aqui ou em outro lugar? – Pergunta.
– Aqui, se não for incomodo – Digo.
– Então vá tomar banho enquanto peço algo para nós – Diz.
Me levanto e lhe dou um selinho antes deu ir para o banho. Enquanto deixo a agua cair em meu corpo, fico me lembrando de tudo o que fizemos. É impossível não me excitar com as lembranças, o que faz meu banho demorar. Quando saio vejo que nosso café já chegou. Coloco minha roupa e logo comemos juntos, rindo sobre as bobagens que Damon fala.
É tão bom, ver que pelo menos isso não mudou entre nós. Quer dizer, que nada mudou entre nós. Saímos do hotel, e Damon fez questão de pagar a estadia, mesmo que eu que tenha escolhido o hotel.
– Quer que eu te deixe onde? – Pergunta assim que entramos em seu carro.
– Se puder, me deixa na casa da Car, claro se não for te atrasar – Digo.
Ele olha no relógio e sorri.
– Faço questão de te deixar lá – Diz e isso me faz sorrir.
– Obrigada – Digo.
O caminho é tranquilo, conversamos pouco, mas o silencio que se formou não foi ruim. Eu sabia que em algum momento isso aconteceria, mas estou bem tranquila. Não é algo que está me preocupando. Assim como ele precisa pensar, eu também preciso. Logo ele estaciona o carro perto da casa da Caroline.
– Obrigada pela carona – Digo tirando meu sinto e me viro pra ele, que está me olhando.
– Não foi nada Elena – Diz e eu sorrio.
– Merda – Esbravejo e uma carranca se forma em sua testa.
– O que foi? – Pergunta preocupado.
– Eu não sei como agir – Bufo.
– Normalmente – Diz e sorri – Elena você continua sendo minha amiga, isso não mudou.
– Sério? – Pergunto incerta.
– Claro, você achou o que? Que eu iria mandar você sumir, só porque transamos? Não sou um monstro Elena, você pensar isso, até me ofende – Diz revirando os olhos.
– Não é bem isso que pensei – Digo e ele me olha.
– Só vamos deixar as coisas como estão ok? – Pergunta e eu faço que sim. – Bom, preciso ir...
– Eu sei – Digo e lhe dou um selinho.
Quando vou abrir a porta do carro, ele segura meu pulso, eu volto a olha-lo e ele me puxa para um beijo mais intenso.
– Agora pode ir – Diz sorrindo, o que me faz sorri.
– Bom trabalho Damon – Digo assim que abro a porta.
– Obrigado – Diz.
Dou um tchau, enquanto ele dá partida no carro. Espero ele sair, para seguir para a casa de Car. Toco a campainha e Julia – empregada dos Forbes – atende. Como já sou de casa, subo diretamente para o quarto da Caroline, encontrando tanto ela como Bonnie ainda dormindo. Sorrio maquiavélica. Vou até o aparelho de som do quarto da Car, aumento o volume e ligo. Fazendo as duas quase pularem da cama com o susto.
– Bom dia meninas – Digo pulando na cama de casal que elas estavam deitadas.
– Bom dia desaparecida – elas falaram juntas, o que me fez rir.
– Eu sou desaparecida? – Debocho. – Bonnie você ficou grudada no Jeremy a festa inteira e você Caroline foi só o Enzo chegar que você já sumiu – eu disse rindo e me defendendo.
– Tudo bem, todas somos desaparecidas, mais você sumiu e não voltou mais – disse a Bonnie com um sorriso safado no rosto – o que me lembra de que o Damon sumiu e também não voltou mais, não acha isso uma incrível coincidência Caroline? – ela disse, eu peguei uma almofada que estava ao meu alcance e taquei nela.
– Ele estava do meu lado – Digo com um sorriso malicioso.
– Sei bem como ele estava ao seu lado. – Car disse rindo – Eu vi como vocês estavam no jantar, e como ficaram lá na boate. – Diz e eu reviro os olhos.
– Car você não pode falar nada, Enzo mal chegou, e você já foi se agarrar com ele. – Digo e ela ri.
– O que foi? Só falei, o que eu vi, na verdade eu vi muito mais – a Car disse rindo e tacando a almofada de volta em mim .
– Então... Como foi? – Bonnie pergunta.
– Foi incrível! Não tenho palavras para descrever... foi do jeito que eu queria, valeu a pena esperar dois anos – eu disse sorrindo
– Eu não esperei dois anos e posso dizer que foi a melhor coisa que eu fiz – a Car disse mordendo os lábios
– Vocês são duas safadas – Bonnie falou revirando os olhos.
– Não somos, é você que é todo puritana, se eu fosse você se cuidava qualquer dia Jeremy vai cansar de ficar só no vai e não vai, e vai pegar outra – eu disse.
– Como você é mal – ela disse.
– E os detalhes? – Car pergunta e ri – Claro, depois da boate, porque eu sei muito bem o que rolou na boate.
– O que rolou na boate? – Bonnie pergunta curiosa.
Eu olho para Caroline e depois para Bonnie. Conto?
– Já que ela não vai falar – Car começa e ri – Bom, eu estava indo me agarrar num canto mais escuro e reservado com o Enzo e vi – Ela morde o lábio e começa a rir.
Não! Eu coro na hora.
– O que vocês estavam fazendo? – Bonnie pergunta incrédula. – Não me diga que...
– Sim, eles estavam bem colados, aposto que não estavam apenas se pegando – Car diz e eu fico ainda mais vermelha – Eu sabia! Eu disse pro Enzo que vocês estavam transando ali mesmo, ele disse que Damon nunca faria isso! – Ela diz sorrindo.
Eu fico um pimentão.
– Elena! Não acredito nisso – Bonnie estava espantada.
– Aconteceu – Falo baixinho.
– Numa boate! Cheia de gente – Bonnie grita.
– Cala a boca – Taco a almofada nela que ri.
– Sua primeira vez foi numa boate, você tá ciente disso? – Bonnie pergunta.
– Estou! E foi maravilhoso – Digo ainda vermelha.
– Ele é grande? Tem pegada? É bruto? – Car me bombardeia de pergunta, e caímos na risada.
– Ele é perfeito – Suspiro.
– Hummm – As duas fazem juntas.
Ficamos conversando por mais umas meia hora, Caroline dava cada surto quando eu contava as minhas novidades e Bonnie dizia que não queria detalhes , ela não sabe o que tá perdendo, depois de toda as conversas decidi ir pra casa, antes que meu pai começasse ligar de dez em dez minutos.
No taxi fico pensando mais uma vez no Damon. Como minha vida mudou desde aquele dia que manchei meu vestido no escritório do papai.
*** FLASHBACK ON ***
Estava esperando meu pai voltar de uma reunião na sala dele. Já estava ficando sem paciência, então resolvo ir até o bar dele e beber alguma coisa. Mas a inteligência aqui é tanta, que quando fui abrir a garrafa, eu derramei a bebida no meu lindo vestido. E ficou uma enorme mancha. Merda! Não posso ficar assim! Ligo pra Car, que está em algum lugar dessa empresa – provavelmente tentando achar sua próxima vitima – e peço que ela saia e me compre um vestido porque sujei o meu. Para eu não ficar cheirando a bebida, retiro meu vestido e vou até o pequeno armário do meu pai. Lá sempre tem uma muda de roupas, para quando ele precisa. Pego uma blusa social sua para poder esperar até Caroline chegar com meu vestido.
Estou de costa para porta, quando a escuto abrir. Nem me preocupo, porque sei que é meu pai, ninguém entra em sua sala sem ser anunciado. Escuto uma risada, que não é a do meu pai, e me viro ainda abotoando o primeiro botão da camisa do meu pai.
Meu olhar percorre um corpo másculo, ele morde os lábios enquanto me olha, subo meu olhar para seus olhos. E sorrio, são azuis, mas não qualquer azul! Um azul muito lindo, e que em contraste com sua pele clara e seus cabelos negros, é maravilhoso. Mas logo me lembro de como estou vestida, e meu sorriso some. O que me faz virar rapidamente de costas para terminar de abotoar a camisa.
– Desculpa – Sua voz é grave, e mexe com meu corpo – Carla não me falou que tinha alguém na sala.
– Tudo bem, ela não me viu entrar – Digo me virando para olha-lo. – O que deseja?
Ele está de costas. Mas mesmo assim, vejo sua beleza, através de seu porte físico. Mordo meu lábio e me aproximo dele.
– Eu vim falar com o senhor Gilbert, mas posso voltar mais tarde. – Diz e o vejo pegando na maçaneta. Não você não vai fugir, não posso deixa-lo sair sem o conhecer.
– Não, pode ficar – Digo encostando minha mão em seu ombro.
– Acho melhor eu ir embora – Diz, mas não se vira pra mim, então eu mesmo o viro pra mim.
– Por quê? Não sou uma boa companhia? – Pergunto e mordo o lábio, enquanto passo minha mão sobe seu peitoral.
Vejo que ele se estremece com meu toque. Céus! Ele é ainda mais lindo de perto, analiso todo seu rosto, para decorar cada detalhe que posso. Percebo que ele desce seu olhar para meu decote, que eu sem “querer” deixei aberto.
– Gosta do que vê? – Pergunto o provocando de uma maneira bem sexy, ele volta a olhar em meus olhos e eu sorrio.
– É... – Coça a cabeça.
– Você é muito bonito sabia... – Digo me aproximando ainda mais.
Ele se afasta e vai em direção à mesa do meu pai. Que merda você não vai fugir assim tão fácil.
– Pode dizer ao senhor Gilbert que preciso falar sobre esses documentos com ele? – Diz e vejo que respira com um pouco de dificuldade, pela forma que seus ombros se mexem. Ele está de costa pra mim.
– Não precisa fugir, gatinho – Me aproximo novamente dele, e dessa vez chego bem perto – Eu não mordo – Sussurro.
Para provoca-lo ainda mais, eu começo a passar minhas mãos pelo seu corpo, fazendo caricias. Mas ele segura firme em minhas mãos, me interrompendo. O que me frustra.
– Porque você não relaxa? Está todo tenso – Sussurro o provocando.
Ele afasta minhas mãos e se vira pra mim, o que me faz sorrir maliciosa para ele. Estou amando provoca-lo. E bem, acho que está funcionando, porque ele colocou suas mãos em minha cintura e me puxou de encontro ao seu corpo. Tão másculo, apesar do terno, eu sinto seu corpo. O que faz minha mente viajar. O que as madres diriam se pudessem ler meus pensamentos? Com certeza eu ficaria de castigo por um bom tempo. Mas esse homem é uma perdição, até mesmo pra mim que tenho apenas 15 aninhos, e pela forma que ele está me tratando, ele não faz a mínima ideia disso.
– Você está brincando com fogo – Ele se abaixa e sussurra no meu ouvido.
Sinto uma dor no meio das minhas pernas. E um desejo enorme. Sua voz no meu ouvido é o paraíso.
– Eu gosto de brincar com fogo – Beijo seu maxilar e dou uma leve mordida, e para meu delírio ele geme baixinho.
Ele dá um beijo atrás da minha orelha, meu ponto fraco, luto para não gemer, minhas mãos vão automaticamente para sua nuca, então ele começa a descer seus beijos pelo meu pescoço.
– Obrigada Carla – Escuto a voz do meu pai. Ele me afasta, então quando escuto o barulho da porta abrindo eu corro para a mesa do meu pai e sento.
Ele me olha, e eu sorrio.
– O que faz aqui? – Ele pergunta olhando para o moreno.
– É... – Ele se atrapalha.
– Ele veio trazer uns documentos – Resolvo ajuda-lo. Não quero que ele seja demitido.
– Que documentos Salvatore? – Meu pai pergunta.
Humm, gostei do sobrenome dele. Salvatore! É lindo!
– Os que me pediu para analisar senhor – Ele finalmente diz alguma coisa. – Eu ia deixar aqui na sua mesa e já estava saindo.
– Elena que roupas são essas? – Meu pai me repreende quando vê meus trajes quando me levanto.
– Derrubei suco no meu vestido e peguei uma blusa sua – Digo dando de ombros.
– E você recebeu o senhor Salvatore assim? – Pergunta cruzando os braços.
– Eu não me levantei da sua cadeira – Digo tentando parecer o mais indiferente possível.
– Bom, eu volto depois para conversarmos sobre os documentos – O moreno diz quando vê que provavelmente meu pai vai brigar comigo.
– Tudo bem – Meu pai responde.
O moreno sai, me deixando com meu pai, que está com uma cara nada boa.
– Elena isso é modo de estar na minha sala? – pergunta cruzando os braços.
– Já disse que ele não viu, ele chegou um pouco antes do senhor, disse que tinha documentos, falei que o senhor tava em reunião ele colocou os documentos aqui em cima da mesa – pego os documentos para dar veracidade aos fatos e estendo para ele – E estava indo sair quando o senhor chegou.
– Ok – Ele respira fundo.
– É funcionário novo? – Pergunto e o telefone toca.
– Gilbert falando – Meu pai atende. – A Caroline está lá fora, diz que tem um vestido pra você – Ele diz.
– Ah eu liguei pra ela pedindo para me trazer um – Digo.
– Pode deixa-la entrar – Diz.
– Elena aqui o vestido – A loira entra. – Bom dia tio John.
– Bom dia Caroline – Diz.
– Obrigada Car – digo pegando a sacola.
– Te espero lá fora ok? – Ela diz.
– Já já saio – Digo.
Ela sai me deixando sozinha com meu pai novamente. Meu pai está analisando o documento que o entreguei.
– Então, o que ele é aqui na empresa? – Pergunto enquanto vejo o que Car trouxe.
– Ele quem? – Meu pai pergunta levantando o olhar.
Ando até o banheiro.
– O rapaz que entregou o documento, o tal Salvatore – Digo entrando no banheiro.
– Ah o Damon, ele trabalha no setor de marketing – Meu pai diz.
Damon... Nome dele ainda é mais lindo do que o sobrenome. Rio, combina perfeitamente com ele.
– Está há quanto tempo aqui? – Pergunto saindo do banheiro, já vestida com o vestido que Car trouxe.
– Começou a pouco tempo – Meu pai diz. – Eu preciso trabalhar bonequinha.
– Eu sei – Vou até ele e dou um beijo na sua bochecha – Eu vim falar com o senhor, mas está ocupado, conversamos em casa então.
– Tudo bem – Diz e suspira – Cuidado.
– Sempre papai – Digo.
Saio da sala do meu pai. Graças a Deus sei onde é a sala do pessoal de marketing. Vejo a loira vindo em minha direção.
– Vamos? – Pergunta.
– Só preciso passar em um lugar, pode ir descendo que já vou. – Digo.
– Hum... Vai ver o Stefan? – Pergunta. Tenho vontade de revirar os olhos.
– É, vou dar um oi – Minto, porque não quero que ela atrapalhe.
Ela vai em direção ao elevador, enquanto eu vou para a sala de marketing. Dou um sorriso, quando o vejo sozinho sentado em sua mesa.
– Salvatore é um sobrenome muito bonito – Digo e ele me olha.
– Obrigado – Diz encabulado.
Eu ia falar alguma coisa, quando o telefone toca, merda!
– Salvatore falando – Ele atende e eu sorrio. Ele falando o sobrenome dele, é tão... Excitante. — Obrigada Carla – Diz e desliga.
Ele se levanta, então provavelmente vai sair. Se Carla ligou, meu pai provavelmente o chamou.
– Até qualquer dia senhor Salvatore – Digo o parando, quando ele chega perto de mim, que estou na porta e lhe dou um beijo no canto de sua boca.
Antes que ele fale ou faça alguma coisa eu saio. Fiz isso só para deixa-lo com um gostinho de quero mais.
*** FLASHBACK OFF ***
Assim que cheguei que pus meus pés para dentro de casa, meu pai já veio me abraçar, céus ele era tão grudento. Esperaí, o que ele está fazendo em casa a essa hora?
– Minha bonequinha, já ia te ligar, estava ficando preocupado – ele disse me apertando em seus braços, enquanto fungava meus cabelos.
Tá explicado, ele estava me esperando. Reviro os olhos mentalmente!
– Eu estou bem, papai – Digo me soltando dele e dando um beijo no rosto da minha mãe.
– Stefan, convidou você para sair – meu pai disse com um sorriso no rosto.
– Diga obrigado para o Stefan, mas eu não vou sair com ele – digo enquanto subo as escadas.
– Elena volta aqui – meu pai disse grosso, e quando ele falava nesse tom, eu sabia que ia perder na discussão.
– Papai, eu não gosto do Stefan – faço manha enquanto desço as escadas e vou até ele, talvez na manha ele me deixasse em paz.
– Não faça manha, o que custa você dar uma chance para o rapaz? – ele disse no mesmo tom firme.
– Custa muito, você sempre me joga pra cima dele e quantas vezes eu já lhe disse que não gosto dele? – Me exalto e acabo gritando.
– Você para de gritar, que não esta falando com nenhum de seus empregados e se eu digo que você vai é porque você vai e ponto! – ele disse serio – não tem escolha Elena, minha decisão sempre vai ser o que vale na sua vida.
– Esta bem, eu vou nesse maldito encontro – Cedo, não ia adiantar tentar brigar por conta desse assunto mesmo. – Espero que o Stefan não seja esse príncipe encantado que o senhor pensa – Digo enquanto subo para o meu quarto.
Porque meu pai não podia gostar do Damon como ele gostava do Stefan? E mais uma vez estava eu pensando nele, porque ele não estava saindo da minha mente? Será que é pelo que fizemos? Não... Eu gosto muito do Damon, não é só atração sexual, é a foram que ele me trata, o Stefan era só um pateta que queria a admiração do meu pai e viu a oportunidade em mim. Já Damon não, ele não me usava para conseguir se aproximar do meu pai, e também nem precisava. Papai gosta dele, só não o vê como alguém pra mim! Porque estou pensando nisso?
A cada vez que Damon me negava eu me sentia mais atraída. Ele me respeitava, não é que nem esses adolescentes da minha idade. Damon é homem! Nunca passou dos limites comigo, e olha que eu tentei e como eu tentei.
*** FLASHBACK ON ***
Assim que todos foram dormir, eu desci para o quarto que Damon estava dormindo. Estávamos na fazenda de um amigo do meu pai, e Damon foi convidado, porque era uma viagem de negócios, Stefan também está aqui – infelizmente me acompanhando. Bato na porta e espero alguns instantes e logo Damon abre. Eu praticamente babo. Ele está apenas com uma calça de moletom, seus cabelos estão bagunçados. Que visão.
– O que faz aqui Elena? – Pergunta me puxando para dentro do quarto e fechando a porta. Sorrio com isso.
– Vim te ver – Coloco minhas mãos em volta do seu pescoço – Estou com saudades dos seus lábios.
– Você ficou louca? Alguém pode acordar e ver que não está na cama – Diz preocupado.
– Damon fala sério, eu estou aqui em seus braços, e você nem ao menos pensa em me dar um beijo? – Bufo irritada.
– Você me tira do sério, ainda vai me fazer ser demitido – Diz e me beija.
Sorrio em seus lábios. Toda vez que ele me beijava, eu me sentia nas nuvens. Ele parou de tentar negar, o que era um grande avanço. Mas eu estava cansada de só ficar nos beijos com ele.
Mordo seu lábio e puxo pra mim, ele me aperta em seu corpo. Peço passagem com a língua e começo a provoca-lo. Passo minhas unhas em sua nuca, porque sei que ele gosta. Ele desce seus beijos para meu pescoço e depois sobe indo para minha orelha. Adoro quando ele beija e morde ali, porque ele sabe que é meu ponto fraco, sabe que é o que mais mexe comigo.
Suas mãos começam a descer pelo meu corpo e eu faço o mesmo com as minhas. Lentamente, para não assusta-lo e ele recuar, eu retiro sua blusa. Mordo seu maxilar, depois sua orelha. Ele caminha comigo em meio a beijos até a sua cama. Ele se senta e eu fico em seu colo. Sorrio em seus lábios, quando o sinto subir minha camisola. É hoje! Finalmente!
Ele nos afasta e passa a camisola pela minha cabeça. Ele nos deita, e eu fico por cima dele, mas logo ele nos vira, ele olha meu corpo e sorri, ao me ver apenas de calcinha. Seus olhos escurecem, e ele beija minha barriga, e sobe seus beijos até chegar ao vão dos meus seios. Mordo meu lábio para não gemer. Tateio seu corpo, até chegar em seu moletom, e passo minha mão por sua ereção e não consigo conter o gemido que sai da minha boca, ao notar que ele está totalmente duro pra mim.
Damon se afasta rapidamente e começa a balançar a cabeça negativamente.
– Vá embora Elena – Diz se virando de costa.
– Não – Digo me levantando. – Damon estava tão bom!
– Elena não podemos passar disso – Diz bravo e vou até ele e o abraço por trás.
– Não entendo, você estava gostando – Digo e ele estremece.
– Não podemos é simples – Diz se virando pra mim.
Seus olhos brilham, quando ele percorre meu corpo, mas logo se afasta novamente e pega minha camisola e joga pra mim.
– Vista e vá embora – Diz rude.
– Só me diz por quê... – Peço.
– Porque não quero que passemos disso – Diz.
Sinto as lagrimas de formarem e o nó na garganta aparecer.
– Elena – Passa a mão nos cabelos enquanto visto apressadamente minha camisola. – É errado, e não quero que se arrependa de nada.
– Errado porque Damon? Você estava querendo tanto quanto eu! Do que tem medo? – Explodo.
– Errado porque você é menor – Diz e se aproxima – É crime, se qualquer pessoa souber e me denunciar, sou preso.
– Eu não sabia disso – Digo baixinho e desvio meu olhar dele. – Vou te deixar em paz... – Sussurro.
Mesmo não querendo, eu disse isso. Espero que ele me peça para não parar.
– Eu gosto do que temos, mas não podemos passar disso – Diz e me puxa para seus braços. – Não tem que parar, só não podemos ir além.
Tento não sorrir. Ele quer! Ele me pediu para não parar!
– Ok! Não vamos ir além – Digo e ele me beija e eu sorrio em seus lábios.
*** FLASHBACK OFF ***
Eu iria a essa droga de “passeio” com Stefan porque meu pai não pararia de me azucrinar se assim não fizesse e por isso como sou uma menina muito boa e amiga acho que passarei para dar um breve olá para meus amiguinhos da empresa, e com isso posso dar um OI especial ao meu moreno selvagem, mas pra isso tenho que ir bem especial, em uma retribuição a meu adorável presente de aniversário que ele deu. Sorrio sozinha com os pensamentos pecaminosos que surgem em minha mente e resolvo escolher algo sobre o pequenino desejo que se formou em mim.
Vou ao meu closet e por estar escolhendo algo para “sair” com Stefan e meu pai não gostar que eu escolha coisas mais ousadas decido por um modelito falso inocente e decente, mas sei que tenho que saber o que vou pegar para não parecer uma franga desengonçada.
Passo olhando cada coisa que tenho, mas não queria um vestido ou algo com bermudas, um jeans mais justo é uma opção, mas ainda não é bem o que me veio a mente, e essas saias ou muito menininhas ou muito vovós, saio mexendo nos meus diversos cabides e olhem só acho algo que é realmente bom.
Uma saia de cintura um pouco alta, justa e negra pouco acima da altura de meus joelhos com uma pequena fenda atrás, isso sim me parece bom, e o que posso usar com isso para não ficar muito recatado e ficar recado se necessário?
Continuo minha busca sobre minha enorme quantia de roupas que tenho e encontro uma camisa social branca – levemente transparente – e ela era ideal posso usa-la um pouco mais aberta quando eu for ver o Damonzito e para ver o Stefan totalmente fechada, para terminar escolho um blazer e um dos meus enormes saltos negros com pedrarias no salto, mas ainda sentia falta de algo.
Peguei tudo o que precisava e coloquei sobre uma das poltronas que ficavam ali e me joguei sentada na outra. O que falta na minha escolha pense Elena, pense você sempre soube como se vestir, você nunca errou suas escolhas, porque logo agora esse bloqueio? Será que é porque eu já tenho em minha cabeça que é para Damon? Porque se for é muito estúpido, eu quero seduzi-lo, e com base nisso o que posso fazer?
Enfim uma luz brilhante surge em minha mente e eu já sei, remexo minha gaveta de lingeries e acho algo, uma meia com cinta que quando eu fizer certos movimentos ela aparecerá, ah era isso, isso que faltava.
Começo o processo de produção e quando eu termino de me vestir vou para a maquiagem, opto um blush leve, sombra marrom e o delineador preto que deixava meus olhos em total evidencia, para finalizar terminei com um batom rosa quase tom de pele e enfim levantei-me e fiquei em frente ao espelho de corpo inteiro e a imagem da mulher que refletia era totalmente contraria a menina Elena que estou acostumada, mas mesmo com essa imagem eu a adorei, pois via alguém que realmente era capaz do que quisesse.
Após algum tempo de me admirar recolho minhas coisas na bolsa e vou em direção à porta, mas como sou muito “sortuda” papai ainda estava ali.
– Meu Deus, quem é esta mulher? O que ela fez com a minha bonequinha? – papai faz graça e sorrio forçada.
– Papai acabo de completar meus 17 anos devo mudar um pouco meu estilo e abandonar aquela imagem de garotinha, logo mais terei novas responsabilidades, inclusive algumas na empresa. – sabia que se falasse algo do tipo ele ficaria encantado.
– Oh quanto orgulho da minha princesa, se mostrando tão responsável, tenho orgulho de ti, sei que a maioria das filhas dos meus amigos não tem a metade do juízo e responsabilidade que você tem, meu bebê está no caminho de uma mulher magnânima. – seus olhos não poderiam brilhar mais que agora.
– Papai passei anos naquela escola atendo diversos aprendizados e isso me faz agora ter uma visão diferente do mundo. – afirmo com a maior certeza que podia lhe passar.
– O menininha do meu coração, agora só preciso vê-la com alguém responsável, e te vendo assim tão bonita vejo que está se empenhando para começar a se relacionar com Stefan. – ele diz tão animado que eu fico enojada, jamais teria a metade do futuro com Stefan que meu pai quer, na verdade nem sei se um dia me casarei.
– Papai eu não me arrumei assim para o Stefan e sim para mim mesma, gosto de me sentir bem.
– Tem certeza, minha querida você não pode ter se arrumado tanto assim para nada, diga-me tem interesse por alguém em especial? – ele pergunta meio estranho e preocupado.
– Não papai só vesti-me assim para ficar bem, gostei dessa imagem.
– Nem um rapaz da empresa? – mas que diabos de insistência é essa?
– Não papai já disse ninguém, eu não quero relacionamentos agora sou nova tenho mais para fazer da minha do que pensar em garotos agora, por favor, vamos logo que assim eu me encontro logo com Stefan e isso acaba logo, já não queria sair, mas estou indo, então para de insistência. – digo batendo o pé impaciente e passando direto por ele.
Entro no carro antes dele vir em direção e sairmos para a empresa, odeio quando ele fica fazendo isso, será que não posso fazer nada que ele ache que seja direcionado a alguém? Meu deus isso é insuportável sua mania controladora chega a ser insustentável, mas eu realmente me vesti em especial para o Damon, todavia, isso nunca poderia passar por sua cabeça, já me basta um surto dele por achar que tenho algo com Damon, seria cômico se não tivesse me irritado tanto.
*** FLASHBACK ON ***
Hoje era sexta-feira e resolvi que depois da escola iria até a empresa “almoçar” com papa, porém o real motivo tinha olhos azuis e cabelos negro totalmente sexy, como Carol era minha confidente disse a ela isso e a doida resolveu ver o Tio John, entretanto, assim como eu tinha meu motivo ela tinha o dela.
Assim que o motorista nos pegou fiz o pedido para nos levar até lá e estávamos a poucas quadras com minha amiga totalmente extasiada com o nosso passeio, ela tagarelava tanto que já não ouvia metade do que ela falava e com isso automaticamente afirmava as coisas mesmo sem saber o que era.
– Elena diga-me porque você não fica com Stefan? Ele não é de se jogar fora, nada comparado ao Damon, mas... Dê uma chance a ele. – ela diz e por estar com o pensamento longe afirmo. – Elena você vai dar uma chance para o Stefan? – ouço enfim o que ela disse.
– Nunca, fumou maconha? Usou droga? Bebeu? Qual parte do eu quero SÓ o Damon ninguém entende? – quase grito.
– Das ultimas 120 coisas que disse e você afirmou ao menos prestou atenção. – a fitei, enquanto a vadia gargalhava.
– Amiga sorry, mas você fala muito né?! – indago rindo junto.
– Lens pensa menos no Damon... – Faz careta.
– Car pensa menos no Enzo... – Lhe dou língua.
– Hahaha não teve graça. – Revira os olhos.
– Idem. – Reviro também meus olhos.
– Certo isso não é algo para se discutir. – ela cede e acabo por continuar o caminho a conversar sobre a dupla dinâmica da empresa.
Assim que o carro para em frente ao enorme prédio de construção moderna um sorriso no mínimo diabólico surge em meu rosto, assim como todas as vezes que meu plano envolve seduzir Damon.
Desço acompanhada de Car e todos nos cumprimentam amigavelmente, posso ser como for, mas eu sempre era educada e tentava ser amiga dos funcionários, já que como sei de cor e salteado que um dia a empresa será minha, e com uma ou duas ou algumas exceções que eu queria mais que amizade acho que gostam quando venho.
Entro no elevador e aperto o 9º andar iria visitar os meus “amigos” queridos, estamos mais ou menos no 3º ou 4º andar quando para nossa alegria os mais lindos e sensuais funcionários estavam a espera do elevador – e se você é daqueles menos entendedores, trato dos mais queridos Damon e Enzo – que ao verem-nos abrem e fecham a boca acho que umas mil vezes. Eles hesitam em entrar e enfim não nos contemos.
– Vão ficar ai apenas olhando e esperando o elevador ir para embarcarem depois ou viram conosco? – falamos juntas sorrindo e cada uma com a mão na lateral da porta para não fechar.
Eles continuam como estatuas e quando tentam falar, falam embolados e juntos, oh senhor mais que homens são esses? Olho com cumplicidade e marota para minha amiga e com as mãos livres puxamos eles para dentro e soltamos a porta que se fecha rapidamente.
– Vocês são loucas e se acontecesse algo? – questiona Damon claramente irritado.
– Dam baby minha loucura é só te ter por perto e conseguir o que eu quero. – passo a mão por seu peito e ele suspira.
– Elena não faça isso! – ouso seu muxoxo por estar próxima a ele.
– Não faça o que? – digo depositando um beijo em seu pescoço.
Pelo reflexo que tinha Carol e Enzo já estavam atracados e eu não pensei menos com o fogo que a loira estava.
– Porque veio à empresa? Atormentar-me? Ou testar meu autocontrole? – a fúria em suas palavras era cômica.
– Não vim almoçar com meu paizinho e aproveitei pra visitar meus amigos. – faço-me de inocente.
– Sei, você sempre cheia de artimanhas. – ele diz sorrindo irônico e enfim segurando em minha cintura.
– Acho que agora sim... Olá Damon, tudo bem? – pergunto com um sorriso de lado.
– Sim Elena estou muito bem e vejo que você mais ainda. – ele vem em direção ao meu rosto para beijar minha face e eu sorrateiramente viro meu rosto capturando seus lábios.
É uma explosão que ele fez no espaço sideral, seus lábios são como o limite da galáxia e seu beijo é a cor da constelação caindo em seu lugar, meu dia não poderia estar melhor, pois ao invés de se afastar ele continuou o beijo, que só foi terminado pelo sinal do elevador alcançando o andar, como isso me frustrou.
Ele me solta apenas passando o braço em minha cintura assim como nossos amigos que saem primeiro, vamos caminhando em direção a sua sala e como sempre no meio do meu caminho há uma pedra, vejo papai e Stefan saindo da sala do mesmo que era em frente à de Damon, mas que porra mesmo.
– Elena o que faz aqui minha bonequinha de gelo? – eu odeio quando ele me chama assim, mas ainda forço o sorriso.
– Vim almoçar com o senhor, na verdade eu e Caroline viemos almoçar com o senhor, mas também aproveitamos para vir ver nossos amigos da empresa. – digo sorrindo e me soltando de Dam e indo até Stefan. – Oi Stef tudo bem? – beijo sua face e ele como uma garotinha ruborizou me fazendo rir.
– O-oi Elena tudo bem e você? – ele diz meio envergonhado não sei o porque.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– Tudo ótimo. – respondo-o e vou até meu pai e lhe beijo e ele me abraça.
– Mas quanta intimidade era aquela entre a senhorita minha filha e o senhor Salvatore? – ele possessivo como sempre.
– Pai somos amigos, amigos se abraçam se beijam, não há nada demais em se ter uma intimidade maior.
– Certo, já que veio pra almoçar então vamos depois se for o caso você volta a vir falar com eles. – ele fala ríspido me pegando pelo braço e minha amiga sem graça nos segue.
Esperamos o elevador sem uma palavra ser dita e papai estar com uma carranca horrorosa.
– Oi tio John tudo bem com o senhor? – ela pergunta pra quebrar o gelo.
– Tudo Caroline. – ele é rápido e curto em suas palavras.
Depois disso seguimos para sua sala em extremo silencio, sabia que quando ficássemos a sós ele iria me encher de perguntas e sermões sobre meu comportamento, toda maldita vez que ele julga eu não fazer algo certo, o almoço é um monólogo tenebroso e terrível, detesto quando acontece isso, ficamos naquele clima tenso e novamente quem tenta quebrar o gelo foi à loira.
– Vou ao toalete e escovar os dentes, com licença. – ela pede se levantando.
– Minha querida você pode ficar esperando ali fora depois sua amiga, preciso de um momento com minha filha. – papai se direciona a ela que assenti e sai.
– Certo papai o que foi dessa vez que você ACHA que fiz de errado? – já vou direto ao ponto.
– Elena venho observando a tempos que você é muito... Como posso lhe dizer... Próxima ao Damon e isso me veio a parecer muito suspeito. – ele desabafa.
– Como assim meu pai? – faço-me de desentendida.
– Elena vou ser bem claro você está interessada no Damon? Está querendo algum tipo de relacionamento com ele? – fico de queixo caído com o modo dele.
– Pai não me leve a mal, mas você só pode estar caducando.
– Elena sem brincadeiras o assunto é sério, você sabe que não quero que você se relacione com homens como o Damon, não seria bom para você e esse modo de vocês dois só me leva a concluir que ai tem algo, então me fale logo se há motivos para mim ir e corrigir alguns erros.
– Papai eu não estou com ele e nem interessada nele, ele é um amigo só, pelo amor de deus eu sei o que é bom ou não pra minha vida, não sou uma tapada.
– Olhe os modos menina, só quero seu bem e você me levou a suspeitar isso, não posso deixar algo inadmissível como esse passar.
– Inadmissível são suas suspeitas, eu nunca te dei motivos para isso, e só tento me relacionar bem com as pessoas aqui, e o Damon assim como o Enzo e o seu próprio queridinho Stefan são só meus amigos nada mais.
– Tem certeza absoluta do que me diz? É sério filha se isso for mais uma de suas peças para me despistar e eu descobrir no final será pior, tanto pra você quanto pra ele. — ele diz de maneira sombria e pela primeira vez receio por isso.
– Papai não há nada além de amizade entre nós, afinal ele é muito mais velho, e ele nunca me daria nada além de sua amizade, imagine bonito como ele é deve ter varias mulheres aos seus pés e eu sou apenas uma garotinha. – digo sorrindo.
– Certo, então não devo me preocupar? É só amizade? – ele ainda questiona.
Dou a volta em sua mesa e sento em seu colo como uma criança e ele afaga meu rosto.
– Paizinho querido eu jamais faria nada que lhe desagradasse e como disse não há nada só amizade, eu não quero nenhum relacionamento papai ainda sou muito menina pra isso, não se preocupe. – Deus perdoe-me por essa mentira, mas ela é altamente necessária.
– Ok minha bonequinha acho que isso está resolvido. – ele beija minha face.
– Papai aproveitando que estou com Carol vou ao shopping, mas notei em minhas ultimas contas que meu cartão está com limite e ele tá quase acabando. – digo manhosa.
– Como com limite? Isso não ficará assim meu anjinho ligarei para a empresa dele e vou deixá-lo sem limite, mas como isso demora pode usar o meu. – ele pega em sua carteira o cartão e me dá.
– Obrigada paizinho, você é o melhor do mundo te amo muito, muito. – digo e lhe beijo.
– Certo meu amor, agora vá às compras com sua amiga que o papai vai continuar trabalhando.
– Papai posso ir me despedir dos meus amigos?
– Pode minha bonequinha, me desculpe se a assustei, mas quero minha filhinha com um bom moço, não que Damon não seja, mas não é bom pra você.
– Certo, então até mais tarde papai, tenha um bom fim de turno. – me levanto beijo sua testa e saio.
Encontro uma loira totalmente curiosa sobre nosso assunto e como não iria fugir de suas perguntas já respondo sua pergunta não falada.
– Vamos no caminho te conto, antes vamos nos despedir dos meninos. – sorrio marota e ela junta.
Seguimos o nosso caminho e eu ainda estou um pouco nervosa com o que meu pai disse Deus essa superproteção dele me sufoca e me deixa nos nervos quase sempre.
*** FLASHBACK OFF ***
Eu quase sempre com essas manias de meu pai, me sinto uma criancinha que não sabe nada do que faz e isso que me impulsiona mais a fazer o contrario do que ele me pede, o risco dele de repente descobrir é extasiante e excitante, mas deixa tudo por debaixo dos panos que assim eu controlo tudo melhor!
Assim que chego na empresa, a primeira coisa que eu faço é ir em direção a sala do Damon. Preciso vê-lo, sentir seu cheiro, sentir o gosto de sua boca novamente. Eu me viciei, afinal de ontem para hoje, foi o tempo que eu mais o tive pra mim, e da melhor forma possível.
Chego sorridente até a sua porta, mas eu paro de supetão, quando vejo uma morena sentada em sua mesa, tampando a visão do meu moreno, mas sei que ele está com ela, pela a risada que ele dá. Ela está inclinada em sua direção. Vê essa cena me enoja. Ele continua rindo, assim como ela. Ela joga seus cabelos para trás e vejo Damon colocar as mãos em sua cintura. Fecho minhas mãos em forma de punho.
Penso seriamente em fazer um barraco! Como ele pode? Depois de tudo que passamos essa noite? Respiro fundo e saio dali. Preciso me acalmar, preciso manter o foco. Vou até a sala do Stefan.
– Cheguei – Digo e ele me olha e sorri.
– Dez minutos? – Pergunta.
– Claro, eu vou ficar na sala do meu pai ok? – Digo.
Preciso pensar em como vou me vingar e destruir Damon Salvatore. Isso não vai ficar assim! Não vou ser usada!
Saio da sala do Stefan e vejo Damon sair agarrado na morena, rindo, brincando e tocando nela. Minha raiva só aumenta. Por quê? Principalmente aqui na empresa! Eu... Eu disse a ele o que aconteceria se isso acontecesse. Corro até a sala do meu pai, vou diretamente para o bar e sirvo um pouco de whisky, eu preciso beber.
– Canalha – Rosno e bebo o liquido que desce queimando.
Não entendo! Estávamos bem! “Elena você continua sendo minha amiga, isso não mudou.” As palavras que ele me diz no carro me veem a cabeça. Amiga! Era só isso que eu era pra ele. Que idiota que eu sou! É claro que ele sai com outras. Mas não vou deixar barato! Eu avisei que em lugares que eu pudesse encontra-lo não o queria com ninguém. E ele praticamente se agarra com uma qualquer na empresa do meu pai! Onde eu venho sempre! Uma qualquer, que eu nem sei o que faz aqui, porque eu conheço todos os funcionários, e meu pai não falou de nenhum contratação. Meu sangue ferve, e é impossível não me lembrar da primeira vez que o vi com uma de suas peguetes/ficantes.
*** FLASHBACK ON ***
Deus eu realmente queria entender o porquê do meu pai fazer tantas dessas “pequenas” confraternizações da empresa, que acabam em uma mega festa para quase que o país inteiro e mais um pouco, eu até me canso de tanto ir a isso, e pelo tamanho da minha reclamação percebe-se que já estou eu novamente me arrumando para mais um evento que o grande John Gilbert está dando.
O que mais me deixa irritada é que nem convidar quem eu quero eu posso e quem vai me acompanhar é o Stefan e com isso Damon vai sozinho, coisa que eu já estou duvidando já que ele disse que convidou alguém e isso sim me deixou furiosa, nenhuma puta pode colocar as patas nele, o Damon é MEU e se ele realmente estiver com alguém eu vou fazer até coisas que o diabo duvida para separa-los, e já o deixei-o avisado.
Hoje resolvi escolher algo menos espalhafatoso, mas ainda com classe e muita beleza, era um vestido preto com o corpete em pedraria tomara que caia e amarrado nas costas deixando meus seios e cintura fina em evidencia, e a saia em camadas negra deixei meu cabelo solto com cachos nas pontas e deixando-o no meu ombro direito, com uma maquiagem que marcava bem os olhos e batom vermelho adorei como ficou simples e delicado, desço e encontro todos a minha espera – papai, mama, Stefan e Caroline (que estava indo conosco, mas acompanharia Enzo as escondidas, já que seus pais não fizeram apresso a esse relacionamento) – Stefan vem me esperar no final da escada e eu sinto muita vontade de revirar os olhos, não queria ele ali e sim o dono do pedacinho do mar em seus olhos.
As duas mulheres ali presentes estavam divinas, minha mãe em um vestido tom caqui longo de um ombro e Carol com um vestido rosa frente única que deixava suas curvas bem delineada e penteados perfeitos.
– Está divina Elena. – o bobão do Stefan fala.
– Obrigada você também não está nada mal. – sorrio pra ele que segura minha mão.
Meu pai ainda faz seus discursos de sempre antes de sairmos e quando o carro está em movimento em direção ao evento sinto meu coração palpitar, ele não poderia fazer isso comigo... Continuo absorta em pensamentos enquanto a conversa na limusine ia a mil, não queria pensar em nada que não fosse meu plano se ele estivesse acompanhado.
Estava louca fixada nesse pensamento de ser má e acabar com essas palhaçadas que me tiram do sério, não deixaria pontas sem nós.
Estava tão aérea que mal percebi a parada do veículo em frente ao grande salão, apenas quando meu pai veio até mim e estendeu sua mão avisando-me que alcançamos o nosso destino.
– Venha meu bebê, chegamos e não deixarei minha linda menina perder a festa. – ele sorri e mesmo não querendo isso, acho bonito como meu pai sempre faz comigo.
– Sim papai já estou indo, só estava perdida em alguns pensamentos que andam vagando minha mente ultimamente. – digo um pouco baixo.
– Meu anjinho o que te deixa assim tão pensativa? – ele entra e senta-se comigo.
– Ah papai são algumas coisas que me deixam chateada e às vezes até mesmo seu jeito de escolher as coisas por mim, eu gosto de controle, de viver a minha vida, mais cedo ou mais tarde minhas escolhas me levaram a quebrar a cara, mas o senhor não vai poder me proteger sempre e isso só me torna mais frágil e tenho medo de não sair bem sucedida nas minhas missões pessoais. – sou verdadeira com ele.
– Mas o porquê disso minha menina?
– Papai simples eu sei que vou continuar seu legado na empresa, mas não queria fazer publicidade agora queria fazer faculdade de Moda ou até mesmo Teatro e Interpretação, nessa festa não queria vir com Stefan e o senhor só chegou me informando que ia com ele, o senhor vive me falando o que fazer, isso meio que me sufoca, hoje eu quero fazer algo, mas não sei se consigo porque é algo que nunca fiz.
– E o que é isso meu bebê?
– Se te dissesse você iria querer se meter e não posso deixar, é algo meu, e estou com medo de fracassar.
– Mas não vai, se confiar em si mesma terá o planeta em suas mãos, você é forte querida, pode ter tudo que quer e eu tentarei não invadir tanto suas decisões.
– Certo ficarei agradecida por isso e vou dar tudo de mim pelo que quero hoje.- e não é que aquelas palavras me deram um gás para continuar?!
– Agora o que acha de entrarmos e continuar uma boa noite? – ele diz cheio de empolgação e eu vou nessa empolgação junto.
– Vamos eu ganhei motivação para estar aqui e ter o que quero.
– Isso meu raio de sol, venha. – ele sai e me dá a mão e saio com ele.
Passamos por todos e paramos como sempre para as fotos e assim que adentramos o salão varro com meus olhos aquele local em busca do meu alvo, mas não o vejo, ou ainda não chegou, ou está em algum outro lugar, mas não tem problemas, mais cedo ou mais tarde vou encontra-lo e se fez o que disse eu juro que não vou ser legal!
Como já esperava Carol estava dançando nos braços do seu Romeu e minha mãe sentada com Stefan e outras pessoas amigas da família, estava indo até eles com meu pai quando vejo meu primo Jeremy e ele provavelmente deve saber se ele estava aqui.
– Papai posso ir falar com meu primo e logo vou ao encontro de vocês?
– Oh sim meu amor, vá lá, todavia, não demore!
– Certo, juro que já encontro vocês.
Saio e vou até Jer que está próximo ao bar sem companhia.
– Oi priminho o que faz aqui solitário?
– Simples eu convidei a sua amiga Bonnie, mas ela ia sair com outro carinha e eu fiquei chupando dedo sem ninguém e deus que me livre ficar com a família e o papo de futuro profissional.
– Eu te entendo, mas não fica assim te faço companhia. – digo sorrindo.
– Como se Stefan é seu par?- ele debocha de mim.
– Não queria vir com ele e não vou ficar pendurada com ele a noite toda.
– E com quem queria vir? – olho para ele e ele balança a cabeça. — Elena desencana, por favor, ele não é cara pra você ir ao ataque, é meu amigo. – ele diz agoniado.
– Jeremy eu não sou uma psicótica louca que vai matar ele, só gosto mais da companhia dele.
– Sei, sei, só não mete ele em problemas, eu te amo prima, mas isso é algo que não vou perdoar.
– Já disse Jeremy não farei nada, mas deixa eu perguntar, você já o viu por aqui?
– Ainda não vi poucas pessoas ainda, mas acho que ele ainda não chegou.
– Certo, hey vamos lá com o pessoal um pouco depois nós saímos andando mais um pouco, não quero ficar com o Stef.
– Ah Elena o que não faço por você.
– Eu te amo Jer Jer. – ele sorri abraça minha cintura.
Saímos em direção a nossos familiares, eu sempre soube que mesmo Jeremy jurando ficar bravo comigo nunca fica, ele desde crianças me ajuda nas minhas artes, e se fosse necessário me ajudaria hoje.
Ficamos naquela mesa por muito tempo ouvindo coisas chatas e quando pedi uma dança ao Stef ele se recusou, esse é um cara novo com alma de velho, por Deus isso me dá nos nervos, então pedi uma dança a meu primo.que aceita e vamos para pista e lá eu enfim vejo o que me deixa com sangue nos olhos e com o diabo no corpo, ele estava acompanhado por uma ruiva com cara de piranha peituda e mostrada , ah eu avisei, só para não dar na cara vou dançar e depois vou seguir meus planos.
Estava tocando uma musica mais agitada e eu fiz questão de ir bem próximo a eles, dançava sensual e “sem” me importar com ninguém, mas é claro que para meu primo não passou desapercebido.
– Pare de tentar provocar eles Lena.
– Provocar quem, só estou aproveitando Jer, cala a boca e dança. – digo segurando em seus ombros dançando como uma louca.
Estava fazendo de tudo pra provocar e quando ele notou não tirou os olhos de mim e como sua atenção estava voltada toda para mim a vadia me encarou dos pés a cabeça e sorriu irônica, agora sim ela acha que sou otária, mas a otária é ela, vou tirar ele dela, a se vou.
Quando a musica acaba ele cochicha algo no ouvido dela que sorri e vai em direção ao bar e ele para o lado oposto em direção aos toaletes. E eu me afasto de Jeremy que tenta me segurar, mas solto meu braço e ele nega com um gesto de cabeça, mas não me importo não estava nem aí era o que eu queria e como papai disse posso ter o mundo em minhas mãos.
Vou até ele que já entrou no banheiro e fico a sua espera de braços cruzados, tenho tudo em mente sobre o que eu direi a ele, para ele dispensar ela. Fico ali parada e quando ele sai se assusta comigo.
– O que você quer Elena?
– Quero que mande a piranha que você trouxe embora.
– E porque raios faria isso?
– Porque estou mandando.
– Foda-se o que está mandando, eu vou continuar com ela.
– Fique com ela e terá suas consequências.
– Você acha que eu receio por uma criança mimada como você? Acha que me deixarei ser chantageado por uma mimadinha filha de papai? Engana-se.
– Ah está me desafiando?
– Não só vou te ignorar. – ele vai saindo e eu grito para ele.
– Damon, volte. – sou grossa e ele só se vira. – Se sair e voltar com ela vou até meu pai e direi que esse tempo todo você está tentando me seduzir e que até me beijou forçadamente agora por estar com Stefan. – digo e ele gargalha.
– Não tenho medo sei que não fará isso. – ele diz irônico.
– Pare de me desafiar, você não sabe com quem está se metendo, você não me conhece assim tão bem.
– Eu só acredito se você for o que duvido já que você vai se expor junto.
– Ok é o que veremos.
Vou saindo de perto dele e caminhando para a direção das mesas onde meu pai estava, chego a uns 10 passos da mesa e já aceno para meu pai e chamo sua atenção para vir até mim.
– Papai preciso ter um minuto com o senhor. – ele assenti e pede licença para se levantar quando Damon me alcança.
– Ok sua psicótica vou dispensar a Megan e passar a noite sozinho, mas não se aproxime de mim ou não sei do que sou capaz para te punir. – ele diz serio e saindo de perto.
– Isso mesmo faça como mando, você é MEU! E pode punir que eu gosto. — digo gargalhando e ele me dá o dedo, me fazendo rir mais.
– Diga meu anjo o que foi? — meu pai pergunta.
– Nada só queria agradecer, eu consegui o que queria!
– Você ainda vai controlar o mundo me deixando muito orgulhoso princesa.
– Não é pra tanto papai, mas obrigada.
– Vamos voltar para mesa?
– Quero dançar mais só tinha ido ao toalete.
– Certo, então se divirta meu bem.
Volto para a pista e a musica que toca é Arabella do Arctic Monkeys e seu ritmo de rock puxado para o indie me contagiai e eu danço bem embalada e olho para frente para onde eles estavam, Damon estava sério e ela gritava gesticulando nervosa, ele nega com a cabeça e ele lhe desfere um tapa no rosto – o que me dá vontade de ir e devolver nela – mas fico ali quieta dançando e ele pede uma bebida com o rosto em uma carranca de ódio.
Ele olha em minha direção engole todo o liquido e eu o chamo com o dedo indicador, ele vem e continuo naquele ritmo em que meus quadris serpenteavam o seduzindo, quando ele chaga me puxa com brutalidade e eu amo aquilo, selvagem.
– Eu levei um tapa por sua culpa, na próxima vez que me chantagear eu juro que você não sairá bem, e ouça bem, não haverá próxima vez. – ele cospe as palavras rispidamente.
– E o mesmo pra você, venha acompanhado novamente que eu não deixarei as coisas por menos, isso não foi nada em comparação ao que posso fazer, entendido. – digo com o nariz em pé e bem autoritária.
– Isso entre nós é tóxico, prejudicial a todos, não deveríamos chegar a 100 metros um do outro.
– Nunca me afastarei de você baby, pode ir ao Alasca que vou atrás. – digo e a musica acaba e ele me abandona.
Já tinha tudo resolvido e resolvo voltar para a mesa de meu pai, que ele tenha aprendido dessa vez e nunca mais volte a fazer isso, porque agora sei que ele faz tudo o que eu quero de um jeito ou de outro.
*** FLASHBACK OFF ***
Estava com muita raiva ele sabe o que posso fazer e ainda traz aquela magrela bancando a melhor mulher do mundo em sua sala, sabendo que eu poderia os ver juntos, como ele faz isso depois do que passamos a noite.
Tomo mais uma dose de whisky bem forte em um único gole que queima minha garganta, ódio era o que eu tinha, mas ok agora vou me vingar e dessa vez como disse não serei boazinha e só ameaçarei irei cumprir e ele vai se arrepender para todo o sempre.
Ouço a batida na porta da sala do papai e digo para entrar, era o Stef, ele já acabou e já estamos indo sair, eu vim aqui com um propósito, mas o que vi acabou com meu bom humor e o meu lado menina feliz.
Ajeito-me e levanto indo em sua direção vou seguir tudo normalmente, mas não poderia deixar a raiva me levar a fazer algo idiota que me prejudique, tenho que medir tudo e esse momento que passeio vou usar para arquitetar isso.
Caminho até Stefan e ele sorri para mim e vamos em direção a saída fazer o que quer que fosse, ele pode ser meio chato às vezes, mas é um bom moço e posso usar ele para meus novos planos, e sei que ninguém irá ao menos desconfia.
Ah Elena como você é inteligente!
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