Notas iniciais
Hey amores, e cá estamos nós de volta com Bonequinha de Gelo enfim, bom sem muita falação demoramos pelos de sempre motivos pessoais e etc, vamos tentar controlar esses atrasos pra acelerar a historia e tudo mais. Por enquanto esperamos que gostem desse capítulo!

Era mais um dia tranquilo e rotineiro depois que sai da empresa, ficaria aqui em casa, pediria uma boa comida italiana com um bom vinho e até mesmo quem sabe não arrumasse uma companhia para mudar um pouco as coisas, mas antes que isso se realiza-se e que as coisas fossem como o planejado alguém bate a porta.

– Elena? O que faz aqui? – por mais que eu quisesse executar todo meu plano, não poderia deixar de me surpreender com ela aqui a uma hora dessas e sem avisar nada.

– Vim passar a noite com você. – ela vai empurrando meu corpo para dentro e com um olhar devorador, cruzes.

Ela não deu o menor tempo para que eu falar uma palavra sequer e foi me atacando com um beijo cheio de língua e cheio de mãos e cheio de uma mulher cheia de amor pra dar, e aquele monte de coisa já estava me deixando enojado, aquilo já estava me dando algo que não sei explicar, mas aquele roça-roça dela não estava me deixando nenhum pouco confortável. Extremamente cheia de si ela ia empurrando o meu corpinho lindo até cair sob o sofá e ela abusar ainda mais do meu corpo com aquele beijo “quente” dela, caramba que menina safada.

– Elena... Calma. – tentava conter seu ataque beijoqueiro, todavia nada a parava, e cada empurrãozinho – Vamos com calma.

– Eu quero você Stefan, quero muito. – ela olha no fundo dos meus olhos e aquela safadeza toda sombria em seu olhar me deu mais um calafrio, não estou gostando disso.

Ela está louca, parece que tomada por um espirito satânico da luxuria, sei que ela não é nenhuma santa, já vi bem como ela pode ser uma cadela safada, mas não a esse ponto de rebolar em meu corpo tentando me excitar – logico se fosse outro cara já tinha a jogado no chão e fodido com força, por mais insano que pareça agora entendo um pouco do Salvatore – não conseguia corresponder aos seus beijos afoitos e notava como aquilo a deixava mais louca e provocadora ainda, sendo que seu próximo passo me deixou aterrorizado, se ela notasse que eu não estou como ela imagina com tesão por ela era extremamente fácil deduzir o porque e ainda mais quando se é Elena Gilbert um ás da inteligência, quando suas mãos vão descendo pelo meu corpo e daqui a pouco chegam no meu membro ela se assusta e retesa o movimento.

– Stefan... – sua voz sai falha e seu olhar assustado me diz o que temia.

Ela sai em um pulo do meu colo e não tenho outra reação se não por as mãos escondendo o rosto pela raiva de mim mesmo de tê-la deixado descobrir meu segredo, estou fodido.

– Vo-vo-você é. – ela gagueja e dá uma longa pausa me fitando atônita. – É gay? – só de ouvir aquilo dela sabia bem que aquilo seria o fim dos meus planos e ainda minha demissão da empresa.

– Sim. – sussurrei desejando que ela não ouvisse aquilo e que não estivesse realmente acontecendo.

– Meu Deus. – como se tudo não fosse ruim o bastante ela grita pondo a mão na boca dramaticamente. – Mas... Por quê? – sua confusão era notória. – Porque mostra pro meu pai que quer namorar comigo? Que gosta de mim? – aquilo foi ainda mais estranho, parecia magoada ou algo semelhante e pior do que “Oh Stefan é gay” é “Oh a garota que ‘ama’ o Salvatore está magoada porque o outro não a ama”.

Essa eu não poderia deixar de responder e meu cérebro funciona lentamente para responde-la, não poderia simplesmente dizer que era gay, mas que queria casar com ela para ter sua herança e quem sabe eu mudasse minha escolha sexual e a amasse um dia ou eu a trairia com homens e o que a levaria a ter casos com outros e nossa família fosse um não modelo social, quando enfim tive uma ideia do que responder a ela um barulho alto e forte nos surpreende e ao olhar a minha porta belíssima arruinado, porque o infeliz do Salvatore a arrombou e entrou como um boi bravo, estava indignadíssimo com sua brutalidade, ele arruinou a madeira egípcia da minha porta que encomendei, que absurdo, aquele brutamontes cretino, ele tinha a maior facilidade em arruinar tudo a minha volta, seu toque era como o de Midas, todavia no lugar de transformar as coisas em ouro ele transformava em podridão, maldito!

– Elena que pouca vergonha é essa? – falou o cara da alta moral de ficar com uma menor de idade quase comendo ela na cara do chefe e vulgo pai da mesma.

– O que você faz aqui Damon, isso sim?

– Seu troglodita você estragou minha porta de folha de madeira egípcia. – ele revira aqueles lindos olhos azuis e isso me irrita ainda mais, porque mesmo sem querer e odiando ele, não poderia deixar de encantar-me com sua beleza única e maravilhosa.

– Eu vim aqui, pois não posso te deixar a mercê dessa libélula saltitante que você chama de namorado. – ele me ignorou e ainda soltou aquela monte de babaquice.

– Como? – sabe aquele momento que você acha que está em um filme, pois você e outra pessoa dizem a mesma coisa ao mesmo tempo, foi isso que senti ao Elena falar a mesma coisa que eu ao mesmo segundo.

– Damon vá embora que não te quero aqui.

– Temos que conversar pequena, todo o ocorrido não passou de um mal entendido. – esse apelido se fosse eu no lugar dela fazia ele comer terra porque ta na cara que chama todas as vadiazinhas dele de pequena.

– Ah sim eu entendi errado que você comeu aquela vadia que você chama de melhor amiga/atual namorada? – What? Ele e a Kitkat de namoro, pare o mundo senhor meu deus.

– Eu não quero escândalos na minha casa, dá pra você sair Salvatore. – tento conter aquele show circense que estava se tornando.

– Cale a boca Stefan que o papo não chegou em você. – tosto, ogro, malcriado e gostoso.

– Ah você está na minha casa querido. – digo com meu indicar apontado para ele e balanço a cabeça com meu tique convencional nesses momentos de raiva.

– Eu não saio daqui sem falar com você Elena. – meu deus essa mulher tem mel?

– Ah mais sai sim, não sou nada sua para te obedecer. – mimada e birrenta tem que tornar o show ainda mais dramático.

– Então ótimo vou continuar aqui com vocês, o ambiente está magnifico para uma conversa.

– Não te quero aqui no meu apart seu idiota. – repito o tique e ele fica me encarando estranho, panaca.

– Olha aqui parceiro eu só quero falar com ela de boa, porque eu nem sei por que namoram, então ou eu saio com ela junto ou eu fico.

– Elena vá embora com esse idiota. – tento ser amigável com essa criatura de bom cristo, mas só piora.

– Já disse não vou e ninguém me tira daqui. – infeliz criança.

– Caralho Elena para de ser infantil porra, vamos conversar como adultos.

– AH SIM, VAMOS CONVERSAR COMO ADULTOS PORRA, EU SOU MUITO FODA, FICO COM TODAS MULHERES QUE POSSO E TRANSO COM A FILHA DO MEU CHEFE. – tudo bem essa cena foi patética e de tão foi engraçada, poderia ter gravado isso para rir para sempre, ele como bom otário gargalhou, e isso o deixou mais bonito. – Pare de rir seu cavalo você acha que sou o que? Um bumerangue na sua mão? Engana-se acabou.

– As coisas acabam quando eu disser acabou, senhorita eu posso tudo, sou a dona da verdade.

– Dá pra vocês pararem com a lavagem de roupas sujas no meu apartamento? – tá chega disso que já tá feio e muito feio, e com os gritos não duvido nada alguém aparecer com a policia.

– Eu juro não te entendo Damon você é sim e não, é em cima e em baixo, é lá e é cá, se resolva que não sou um brinquedinho e já cansei agora some daqui.

– Damon escuta a Elena e vai, por favor. – juro eu odeio ele, mas não custava nada tentar ser bonzinho e apartar aquilo, quero esse escândalo fora da minha casa quero apenas minha paz e talvez arrumar uma companhia boa de verdade.

– Eu já disse só vou se você for. – ele como bom ogro puxa-a pelo braço e a menina reluta, mas que casalzinho uó viu.

– Eu não vou.

– Chega ela não vai com você seu imbecil, cai fora daqui agora. – cansei agora cansei, grito empurrando-o tomando aquele gás de coragem.

Sabia que essa onda de virilidade seria furada, pois a cena a seguir foi digna de um ringue de MMA ele furioso atacou-me em um soco forte no canto da boca que além de ter me dado um ódio descomunal, me deu um belo machucado, e se antes eu já queria arruinar o Salvatore e fazer daquela vadiazinha mimada a fonte de meu poder isso agora duplicou.

– Agora já deu não é Damon, saia já daqui olhe o que você fez seu animal.

– Já disse só vou se você for.

– CALEM A BOCA OS DOIS, EU CANSEI DESSA PUTARIA MERDA, VÃO OS DOIS EMBORA JÁ, OU EU JURO QUE EM UM SEGUNDO O SENHOR GILBERT JÁ DESCOBRE SOBRE A POUCA VERGONHA, ONDE SUA FILHINHA PERFEITA TEM UMA RELAÇÃO AMORASA COM O SEU NOVO FUNCIONÁRIO QUERIDINHO, CHEGA CANSEI DISSO, E NÃO VOU FICAR NO MEIO DA PALHAÇADA DE VOCÊS COM O RISCO DE SER DESPEDIDO PORQUE EU SABIA QUE VOCÊS TRASAM EMBAIXO DO NARIZ DELE. – sabia que essa ameaça os tiraria do meu caminho facilmente e assim ela fica como um papel de tão branca e ele finalmente calado.

– Stef, por favor, não faz isso eu imploro, por favor, vamos conversar dois minutos, mas não conte a meu pai ou ele me manda pro Alasca e despede o Damon, por favor. – ela implora por piedade por eles e se fossem outras pessoas acharia lindo esse romantismo.

– Certo Elena como eu gosto muito de você e você descobriu algo muito importante sobre mim, eu aceito conversar, mas longe desse ogro.

– Aham conversemos em seu quarto então... – ela levanta ajudando-me e puxando-me em direção ao quarto, mas como bom babaca que não aprende ele nos segue.

– Não se ele vier atrás nada de conversa e cumpro minha promessa.

– Damon, por favor. – ela pede a ele, entretanto ele é um grande filho da puta que a segue e a deixa irritada. – Caralho, Stefan vá indo que já vou falar com você. –assenti e segui ainda a tempo de ouvi-los. – Damon nós vamos conversar sim, mas me deixe resolver coisas com o Stefan, ou antes, que você imagine estará desempregado e do jeito que meu pai é nunca mais ninguém te contrata no mundo e você vai morar embaixo da ponte. – ela realmente ama o desgraçado e meus planos serão mais complicados que pensei.

Entrei em meu quarto e passam-se poucos segundos ou minutos, não sei ao certo, mas enfim ela entra me encarando séria e vejo como tudo vai ser caótico, não posso tremer perto dessa infeliz criança ou mesmo fazendo ela se foder com seu sapo encantado eu fodo-me tanto quanto, seu olhar é um tanto desafiador e isso me deixa mais irritado ainda, quem ela pensa que é para me olhar assim, claro ela é Elena Gilbert a herdeira princesinha do papai, mas depois de toda sua cena de filme romântico na minha frente fez sua situação 1/3 complicada.

– Então Stefan voltando de onde paramos quero minhas respostas agora, ou juro que se desconfiar de estar me usando para sustentar sua farsa a fim de ser o melhor aos olhos do meu pai juro que saio daqui e conto tudo a ele e você já era, porque é impossível você ter se descoberto gay ontem. – sua ironia e crista alta são prepotentes e odiosas.

– Bom primeiramente querida você não tem muitas condições de impor porra nenhuma aqui, afinal de contas sei também que a princesinha do chefe tá transando loucamente com o Salvatore escondidos do papai e ainda tem toda uma trama dramática digna de Hollywood e o bobão tá lá de quatro pro novo excelente funcionário e sua garotinha linda e pura, hum hum hum, pobre coitado morrerá de desgosto com isso e além de arruinar o príncipe, mandará a princesa para a torre mais alta e mais distante nas montanhas mais altas de deus sabe onde, que trágico. – ponho a mão na boca como se aquilo me deixasse aterrorizado.

– Sínico, agora até gostei de o Dam ter te dado aquele soco, mas é serio minhas respostas.

– Elena sinceramente eu achei que poderia gostar de você sabe, você parecia ser diferente e você é, mas a questão é que não consigo me atrair por mulheres, nem sentir desejo em espécies como você, e tenho medo de revelar que sou gay, pelo meu pai, pelo seu, pela sociedade e pelo meu emprego. – digo meias verdades convincentes.

– Isso é sério? Porra se descobrir que está mentindo conto tudo pro seu chefe.

– Faça isso que antes de qualquer coisa faço o mesmo.

– Acho melhor entrarmos em um acordo Stefan, porque afinal também gosto de você, ninguém conta nada ao meu pai e depois com calma teremos uma conversa séria de adultos e se quiser algo resolveremos, mas acho que a farsa do namoro será impossível eu termino com você. – mesmo com raiva rio tentando parecer convincente que aceito isso.

– Certo Elena, depois teremos nosso papo, mas agora vá antes que o Shereck arrombe e arruíne mais uma porta minha. – ela sorri com carinho, blah tão otária quanto seu sapo.

– Okay Stef até logo. – ela passa e beija minha bochecha e parte com aquele brucutu que ama.

Minha raiva por aqueles dois está dobrada eles destruíram os planos brilhantes que tinha arquitetado há meses e tudo por uma foda gostosa que se tornou em um amor barato, desprezível isso e ainda mais eles e ele por ser tão infeliz de ter caído de paraqtuedas nos meus planos.

Hoje era o meu primeiro dia de trabalho na empresa de um amigo do meu pai, eu não queria trabalhar na empresa dos Gilbert’s, eu queria chegar ao topo sem depender do meu pai, então estava decidido a entrar na Gilbert´s e conquistar meu chefe.

O tempo foi passando e eu consegui admiração do senhor Gilbert, até aquele imprestável do Salvatore chegar, admito que no começo tinha uma queda por ele, mas meu interesse passou, assim que percebi que ele despertava atenção na pequena Gilbert . Eu não queria nada de verdade com ela, só queria usar ela para chegar ao topo, afinal eu preferia muito mais ser sua amiga a seu namorado, mas o não adiantava a Gilbert queria o Salvatore.

Estava puto de raiva por conta daquele infeliz do Salvatore, desde que ele entrou na droga da empresa todos meus planos começaram a escoar pelo ralo, Elena ficou encantada pelos maravilhosos olhos azuis – e isso não poderia negar, ele era um homem muito atraente – e passou a viver parra conquista-lo e eu não poderia acusa-lo de nada a meu chefe uma vez que não tinha a menor prova sequer, pois a vez que tentei fui quase “apedrejado” pelo amor que o senhor Gilbert criou por aquele bastardo.

Elena estava ensandecida pelo novato Salvatore, não era por menos, ele era o sonho de consumo de qualquer uma, alto, cabelos negros e aqueles olhos azuis marcantes, ele poderia bem ser meu tipo favorito, mas eu Stefan jamais me aproximaria daquele bastardo uma vez que por ele meus planos estavam ruindo, Elena ficava fogosa e louca ao lado dele e isso só o bobão papai protetor dela não via.

E pra tentar reverter isso tentei juntar uma prova contra eles, àquela menina provocadora que amava batons vermelho sangue, um dia que ela veio fiquei atocaiado e a vi entrar na sala dele, como sempre ela tentava agarra-lo e ele sempre se esquivava, até cheguei a achar que assim como eu ele não curtia mulheres, entretanto as escorregadas que ele dava na mão dela era claro que ele era muito hetero.

Saquei a câmera fotográfica que estava em meu bolso e tirei algumas fotos – tudo bem que ela estava de costas e não dava para vê-la. Assim que ela saiu voltei me esconder e fiquei ali, ele trocara de camiseta e saiu logo em seguida, como sabia aquele burro deixava sua porta aberta e entrei pegando sua camisa branca.

Esperei alguns dias e aqui estou eu indo até meu chefe arreganhar a verdade sobre sua bonequinha e seu novo favorito, acho que ter aquela camisa marcada com o batom rubro que aquela menina usa e aquelas fotos diriam muito, bato três vezes e ele permite a entrada.

– Desculpa o incomodo senhor Gilbert eu preciso de alguns singelos minutos de conversa com o senhor.

– Esqueci-me de algo relacionado à sua área? – ele já se mostra o profissional serio e responsável que é.

– Oh não senhor é outro assunto nada a ver com o trabalho tem. – digo e aproximo-me de sua mesa. – Gostaria de mostrar-lhe isso. – estendo a sacola com as provas.

– É algum tipo de presentinho de suborno? Já adianto que se for aceitarei, todavia não irei lhe promover. – ele zomba e tento rir, porém volto a ficar serio.

– Não senhor é algo que talvez o senhor não se agrade muito.

– Está preocupando-me meu filho.

– Bom o senhor sabe o apresso que tenho por sua filha e isso relaciona-se a ela e o novato Salvatore.

– Não estou entendendo.

– Bom senhor, é o seguinte, pegue as fotos dentro do envelope. – ele faz o que indiquei e analisa as fotografias. – Reconhece?

– O senhor Salvatore e uma moça morena, mas ainda não entendi o que tenho a ver e minha princesinha também.

– E sua princesinha por um acaso não é morena?

– Sim, mas ela no horário dessas fotos estava com sua mãe na casa de uma amiga que estava doente. – maldita tinha inventado um álibi. – Isso também não parece à sala de escritório de meu funcionário. – mas que porra há de errado.

– Como não? Eu vi eram eles, e olhe a camisa. – ele pega-a e avalia a mancha de batom. – Quem tem essa tonalidade rubra de batom? E quem tem uma camisa dessas? São eles dois. – agito-me com minha falha tentativa.

– Olhe Stefan tenho um carinho grande por você, entretanto isso está ridículo, nunca vi minha filha com um batom desses e a camisa até pode ser dele, mas pouco importa a minha pessoa e saiba que achei de extremo mau gosto essa historinha que montou para acusa-los de algo impossível, peço-lhe que se retire agora mesmo daqui e pense bem que se houver uma próxima vez como essa estará demitido. – ele usa seu tom mais autoritário e aquilo deixa-me enfurecido.

– Desculpe-me senhor pelo incomodo, mas apenas queria alertar você desse probleminha. – ele ao menos me fita e aponta a saída.

Maldito velho cego. Aqueles ratos brincam sob seu nariz e o boboca ao menos nota.

Controlo minha fúria até meu escritório onde dou um grito mudo e atiro um vaso na parede e o outro no chão.

Era incrível como Damon Salvatore sempre atrapalhou meus planos e sempre se safava de todos os problemas com aquela pirralha, mas isso não ficará assim, prometo que logo, logo eu os derrubo e ainda fico com ela e a fortuna ou apenas com a fortuna dos Gilberts, não importa o meio que eu tenha que usar, preciso chegar aos fins do meu plano e nada impediria esse momento.

Nem sempre meu plano foi ficar com a Gilbert e fingir ser uma pessoa que não era. Eu esperava poder assumir minha sexualidade um dia, mas o que eu podia fazer quando o meu chefe era uma pessoa tradicional e com velhos costumes, imagina o dia que souber o que a filha faz quando o papai não esta perto. O senhor Gilbert não suportava homossexualidade, já tinha demitido um funcionário, pois soube que ele era gay, eu tive sorte de Angus não ter admitido que eu fosse também para o senhor Gilbert, pois essa hora eu estaria no olho da rua e sem casa, por que meu pai nunca ia aceitar o seu único filho, aquele para quem pagou as escolas mais caras dos pais, os melhores cursos, ser gay.

Angus esperava que eu assumisse para o senhor Gilbert que eu também era gay, para podermos ficar juntos, mas acontece que eu não queria aquele pouco que ele tinha pra me dar, eu queria o topo se pra isso eu precisaria desistir de Angus e destruir o Salvatore e ter que aguentar a mimada da Gilbert, eu faria, porque no final das contas eu seria motivo de orgulho do meu pai, nesse momento viver um romancezinho cheio de riscos – por mais gostoso e prazeroso que fosse – não valeria a pena e não faria isso jamais, para o senhor Gilbert sou Stefan possível genro.

Estava na sala sentado olhando os estragos que aqueles filhos da puta fizeram, alcanço meu celular para ligar para alguém recolocar a porta e uma diarista que pudesse vir imediatamente limpar minha casa, quando me deparo com umas dez mensagens daquela garota oriental grudenta chamada Katherine, já ia ignora-las para ligar e resolver meus problemas, quando magicamente algo me vem à cabeça...

***********

Estava em uma cafeteria a umas quatro quadras do meu edifico esperando minha “amiga”, bebericava o suco que pedi enquanto a esperava já pensando em todos os detalhes do meu novo plano contra o casalzinho apaixonado já sabia que tinha uma arma poderosa contra eles e que dessa vez trabalhando com alguém meu plano poderia muito bem dar certo e vingar, sou uma boa d’uma bicha má e egoísta que só pensa em si mesma, mas pouco me estou fodendo com isso quero cada centavo e cada porcentagem daquela empresa e de cada bem daquela família, queria a riqueza que nunca tive orgulhar meus parentes e mostrar minha inteligência e meu poder.

Estava tão compenetrado que mal notei quando Álvaro, um “colega” da época de escola veio até minha mesa com aquele sorriso sedutor de tirar o folego, desde sempre o achei muito gato, mas agora se Jesus é bondoso com ele não era apenas bondoso era incrivelmente e imensuravelmente maravilhoso, pois sua beleza estava duplicada e toda aquela montanha de músculos bem definidos e sensualidade que exalava a metros de distancia, aquele era um homem que eu desejaria na minha cama em uma festinha particular, aquele morenão de olhos azuis médios é um delírio.

– Olá, você é Stefan Pierce não é?

– Sou quem você quiser, mas no momento esse nome é meu, você estudou comigo não é?

– Triste isso você não se lembra de mim. – ele faz uma careta de triste e eu mordo o lábio inferior. – Sou Álvaro Lewis, agora lembra? Fizemos muitas coisas juntos naquela época. – seu sorriso malicioso aumentou duas vezes.

– Oh sim agora me lembro de você Álvaro. – olho para fora para ver se a tagarela da Katherine não vem.

– Esperando alguém Stef?

– Uma colega de serviço que precisa me ajudar.

– Oh não quero atrapalhar isso.

– Faz assim como não posso te convidar para sentarmos e tomarmos um suco que tal eu passar meu numero e marcamos isso pra outro dia? – dou um sorriso de lado e uma piscadela pegando em sua mão. – Quem sabe não revivemos um pouco do passado por diversão?

– Pode ser. – apesar de conhecê-lo de tempos fico de pernas bambas, mas tenho que tomar cuidado. – Anote o seu e me dê que aqui está meu cartão. – ele passa o cartão vermelho rubro e eu o papel com meu numero e endereço.

– Se não ligar vou ligar para comermos uma pizza na minha casa.

– Pode fazer. – depois disso me levanto e além do aperto de mãos damos um abraço que consigo sentir o quão bom ele ficou.

Depois de um tempo que ele foi ergo meu olhar e vejo-a já virando a esquina, aplico em meu rosto meu melhor e mais falso sorriso receptivo e amigo, ninguém poderia desconfiar, mesmo ela só saberia o básico de minha nova ideia apenas eu saberia de cada mínimo detalhe para não por tudo a perder, quando ela me vislumbra ainda fora do ambiente em que estava acena para mim e retribuo, bobinha mal sabe que será usada, Katherine, Katherine, Katherine desde que a conheci percebi que seria-me útil e que poderia usar-lhe tanto como fraqueza do meu inimigo como usar ele como sua fraqueza.

Flashback

Hoje conheci a melhor amiga do Salvatore, bonitinha porem deslumbrada por ele e o patinho certo a atacar para algum momento extremo, ela era carente e se mostrou grudenta e que se agarrava a qualquer um que lhe desse mais que de cinco minutos de atenção e não notava aqueles dois quase se comendo ali na frente de todos.

Cruzes!

Fiquei ali pensando em como poderia usar aquela oriental bobinha em como envolver ela com um amigo maravilhoso que sou, usar aquela cabecinha leve a jogar com o otário do seu “blue” e vamos lá que apelido maldito até parece o nome de personagem de desenho infantil de ararinhas azuis no Brasil que cretino isso.

Começo a rir com esse pensamento malvado que tive, isso mostra a vulnerabilidade dessa garota.

Ah KitKath vou usar você fácil, fácil...

– Oi Teff me chamou e aqui estou eu... – sua empolgação era patética.

– Oi Kath delicia deu saudades de toda sua animação. – sorri e puxei a cadeira para ela sentar.

– Obrigadinha. Bom você queria falar algo em especifico?

– Porque acha isso meu doce?

– Porque o modo como você me ligou e falou parecia isso. – hum então não é tão burra assim.

– É pode-se dizer que quero mesmo algo mais especifico com esse encontro.

– E seria?

– Não quer pedir algo primeiro?

– Não quero saber logo o que quer.

– Okay apressadinha, sua sorte é que dessa vez o ditadinho “apressado como cru” não irá se aplicar.

– Fale logo Teff to curiosa.

– Bom você quer o Damon para você certo? – ela assenti. – E como sabe eu quero a Elena. – ela assentiu novamente. – E como eles se você não sabe estão juntos eu queria propor algo.

– E o que eles têm com sua proposta?

– Simples coração, seja minha “namorada” e vamos separá-los.

– E como eu ser sua namorada fará eles separarem?

– Ai meu deus Katherine, iremos ser “amigos” deles e vamos infiltrar varias coisas que trará essa separação e depois que terminarem você fica com ele e eu com ela.

– Ah sim.

– Claro teremos planos bem estruturados e vários meios que iremos discutir com o tempo, agora só preciso saber se você aceita.

– Claro que aceito, acabar com aquele amorzinho deles? Não há algo que eu mais queira.

Isso garota é assim mesmo, agora é só começar os meios de como irei usar ela e tudo o que tenho contra eles e ver meu fim glorioso nisso tudo.

Notas finais
E então o que acharam? Comentem! Beijinhios