Blue Hell - 3ª Temporada.
11 Tocha-Humana!
Notas iniciais
E a morte se aproxima, o coração bate mais devagar até que para.
Acordei em minha cama, com Afrodite segurando minha mão. As lágrimas escorriam, mas assim que ela me viu abrir os olhos sorriu, e Bia apareceu ao lado dela.
– Não, ainda não morri. – Sorri.
Afrodite me abraçou e saiu do quarto, me deixando sozinho com Bia.
– Ela é bem dramática – minha irmã disse. Beatriz sentou no espaço vazio da cama. – Caio, sobre aquilo com o Jack...
Beijei a testa de Bia e sorri.
– Eu não sou seu pai, Bia – falei. Minha irmã me encarava quase confusa. – Se o Jack faz bem para você, não sou eu quem vai impedir que fiquem juntos.
– Não foi bem assim que você reagiu ontem.
– Imagina você entrar no quarto e encontrar Afrodite deitada na minha cama sem roupas – eu disse. Bia me encarou incrédula. Sorri. – Acho que você já entendeu.
– Okay, agora podemos pular esse assunto? Vai ser difícil tirar a imagem de Afrodite e você... – Bia balançou a cabeça e eu ri. – Obrigada.
– De nada. – Sorri.
Minha irmã saiu do quarto e Atena entrou. Seu olhar misturava preocupação com alívio. Ela me examinou e, por fim, sorriu.
– Você é mesmo forte – disse.
– Duvidou disso? – Levantei e abracei Atena. – Carol está bem?
– Sim, Apolo cuidou dela – Atena respondeu. Seus olhos ainda pareciam preocupados, mas só então notei um pouco de tristeza.
– O que aconteceu? – perguntei olhando-a.
– Estou viva há muitos séculos, Caio. – Atena deu de ombros tentando disfarçar algo. – Muitas coisas aconteceram.
– Poucas coisas fazem a deusa da sabedoria chorar. – Sequei o rosto de Atena. – Meu pai sabe disso?
– Não. – Atena segurou minha mão. – E não saberá. Por favor.
– Isso depende – disse. Atena me olhou curiosa. – Me conte o que te deixou triste, e talvez, eu não conte para Poseidon.
Atena tentou forçar um sorriso, mas foi inútil.
– A morte de Mirella... – Ela secou os olhos novamente. – Ela era minha filha, Caio.
– Entendo. – Levei Atena até a cama e ela sentou. Ajoelhei-me em sua frente. – Mas, Mirella está em um ótimo lugar agora. Longe dessa guerra, longe da destruição. Ela está em um campo florido, e feliz.
– Eu sou a deusa da sabedoria, e mesmo assim, a única coisa que eu não sei, é como encarar a perda – Atena disse entre lágrimas.
– Tem certeza que não quer que eu chame Poseidon? – perguntei.
– Não... – Atena limpou os olhos. – Eu estou bem.
– Você não parece bem – eu disse. Atena deu um passo para trás e seus olhos começaram a fechar. Ela caiu, segurei-a antes de chocar-se contra o chão e gritei. – Poseidon!
Afrodite foi a primeira a entrar, logo depois Poseidon e por último Apolo. Meu pai pegou Atena para a cama e Afrodite ficou ao lado dela, olhando para a deusa. Apolo sentou ao lado dela e começou a examiná-la.
– Apolo? – Poseidon chamou. Apolo o olhou com uma expressão triste. – O que? O que aconteceu?!
Apolo se levantou e vi uma lágrima escorrer por seu rosto.
– Ela... – Apolo engoliu em seco. – Atena foi envenenada. Eu não sei se posso salvá-la, mas... se eu for muito rápido.
– Faça! – gritou Poseidon. – Faça o que for preciso!
Quando Apolo começou a examinar Atena novamente, as janelas do palácio espatifaram e uma flecha negra foi em direção à parede. Saquei minha espada e me preparei. Só não esperava o que vinha a seguir.
Danielle passou pela janela e apontou uma flecha para mim.
– Olá. – Ela sorriu friamente. Olhou para Atena com desprezo. – Ela não devia ter se metido no meu caminho.
– Você? – Levantei minha espada irritado. – Por quê?!
Danielle sorriu e levantou a manga do casaco escuro. Uma lua dentro de uma caveira, não fazia a menor ideia do significado, até que ele veio na minha cabeça como se alguém fizesse um download: O símbolo de Mors.
A garota disparou a flecha enquanto eu olhava para o braço. Quase fui atingido, mas um machado impediu a passagem da flecha. Olhei para o lado e Jack sorriu para mim. Assenti com a cabeça e voltei a olhar para Dani, que disparava outra flecha. Desviei com a espada e corri em sua direção.
Uma parede de fogo se ergueu na minha frente e eu quase não parei a tempo. Jack parou na min Uma parede de fogo se ergueu na minha frente e eu quase não parei a tempo. Jack me puxou para trás. Uma mão saiu do meio do fogo, tentando me atingir. Segundos depois, a barreira se apagou, deixando apenas uma pequena parte: uma pessoa. Uma pessoa pegando fogo. O Tocha-humana de cabelo grande e seios grandes. Acho que era uma garota.
– Você? – Jack cerrou os dentes e se preparou para atacar. Seus olhos viraram pequenas esferas de chamas. Literalmente. – Era para você está morta!
A garota de fogo sorriu e andou, não, ela não andou, ela flutuou, na direção de Jack. Aos poucos, o fogo ia saindo de seu corpo, até ela estar completamente humana. E, devo dizer, nua. Não entendi o motivo exatamente, talvez o fogo tenha queimado as roupas, ou ela sentia calor demais.
Não tinha como notar, a garota era linda! Os cabelos negros e lisos desciam até a altura da cintura, com as pontas um pouco enroladas. A pele parecia ser macia e delicada, como seda, clara, mas com um bronzeado leve que realçava a beleza de seus olhos violetas. Sim, violetas.
Balancei a cabeça para sair da hipnose causada pela garota em chamas. Quase ri com esse último pensamento.
– Okay – eu disse. A garota me olhou. – O que aconteceu com suas roupas, Katniss?
– Ela queimou, não é óbvio? – A garota sorriu.
– Ah, deuses! – murmurou Danielle. – Nahiana, cuide do Jack. Eu acabo com o Caio.
A garota em chamas, que pelo jeito se chamava Nahiana, sorriu e assentiu com a cabeça. Ela avançou contra Jack, saltando e tentando atingi-lo com socos, o garoto desvia com dificuldade, até conseguir uma brecha para tentar o ataque com o machado. Nahiana desviou facilmente do ataque e segurou a mão de Jack, apertando-a até o machado cair no chão.
Eu fui obrigado a prestar atenção em Danielle quando uma flecha se aproximou de mim, desviei-a com a espada, e corri na direção da garota. Tentei golpeá-la, mas ela desviou o ataque com o arco. Ela era muito habilidosa, conseguia defender meus ataques com facilidade, até levantar o arco, junto com minha espada. Chutou minha barriga e eu dei alguns passos para trás. Tempo o suficiente para ela largar o arco e pegar duas adagas.
– Isso é novo – eu disse. Ela sorriu. – Okay.
Danielle atacou. Defendi. Direita, esquerda, cima, baixo, direita, baixo, cima... uma sequência inacabável de golpes defendidos e rebatidos, até ela finalmente me enganar. Abaixou tão rápido que quase não notei, logo em seguida, sua perna passou pela minha, derrubando-me. Colocou o pé sobre mim e posicionou uma flecha no arco, apontada para minha garganta.
– Diga adeus para o mundo dos vivos, Caio. – Danielle sorriu e puxou a corda.
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