Blue Hell - 3ª Temporada.

12 Explosão Marítima!


Notas iniciais
Espero que gostem ^.^

A guerra é apenas um meio de expressar o descontento consigo mesmo.

Eu me preparei para receber o ataque, mas ele nunca veio. Danielle apenas voou contra a parede e foi desarmada. Olhei para o lado e Beatriz estava parada com as mãos em posição de ataque, como se ela tivesse dado um soco.

– Demais. – Sorri.

– Obrigada – Bia disse. Ela correu e me ajudou a levantar, enquanto nós dois encarávamos Danielle que levantava segurando suas adagas. – Vamos matar essa vadia juntos?

– Parece uma boa ideia. – Saquei minha espada novamente e Beatriz pegou um machado. – Onde arrumou isso?

– Jack. – Ela sorriu.

Danielle avançou. Ela tentou desferir um golpe em minha barriga com a adaga, enquanto chutava minha irmã. Bia desviou saltando para trás, e eu consegui erguer a espada a tempo de parar a adaga. Minha irmã abaixou e deslizou a perna por trás de mim, saltei e ela foi de encontro com as pernas de Danielle, que caiu no chão. Chutei sua adaga e sorri.

– Acho que acabamos.

– Discordo. – Ela abriu a mão e soltou uma bolinha de gude. Olhei confuso até que a bolinha explodiu e eu voei contra a parede.

Uma flecha passou rasgando a fumaça e atingiu meu braço, prendendo-me à parede. Olhei para o lado direito e Beatriz tava caída, desmaiada. Tentei me soltar, mas a flecha entrava cada vez mais em meu braço esquerdo, gritei de dor.

– Não é sua hora ainda. – Danielle sorriu e surgiu entre as nuvens. Ela tirou a flecha. – Nah, não demore.

Danielle desapareceu e a fumaça foi junto com ela. Corri até Beatriz e segurei seu braço. Ela abriu os olhos e sorriu.

– Ajude o Jack – ela sussurrou. – Vou ficar bem.

Olhei para onde Jack e Nahiana lutavam. Ele tentava ataca-la com o machado, enquanto ela se defendia com uma espada em chamas. Os dois lutavam em perfeita sincronia, a garota era rápida, Jack também. Direita, esquerda, baixo, cima, esquerda... uma sequência sem fim. Até que eu corri até eles. Jack saltou para trás e olhou para mim.

– Não! – ele gritou. Parei de correr e encarei-o. – Fique fora disso!

A garota soltou a espada e sorriu.

– Já chega de joguinhos, Jack – ela disse. – Vamos lutar de verdade.

Jack sorriu e soltou o machado. Ele ergueu a mão e começou a flutuar. Aquilo era incrível! O vento girava ao redor de Jack, formando um pequeno furacão, enquanto o garoto se preparava para atacar. Nahiana saltou para trás e começou a pegar fogo novamente. Em segundos, os dois estavam cara a cara, a uns três metros de altura.

– Você melhorou – Nahiana disse.

– Não posso dizer o mesmo de você. – Jack girou ao redor de Nahiana. – Continua a mesma criança imatura de sempre.

Nahiana sorriu.

– Não sou eu quem dorme com um travesseiro do Bob Esponja.

Jack revirou os olhos e investiu contra Nahiana, que levantou voo e desviou do ataque.

– Vamos, irmão. Lute direito. – Ela sorriu.

Aquilo era alucinante!

– Que seja – Jack disse erguendo os braços.

Ele fechou os olhos e abaixou os braços com pressão. O garoto voou até o teto, e assim que sua mão o tocou, as janelas explodiram. O vidro voou para tudo quanto era lado, apenas tive tempo de correr até Bia e saltar sobre ela – o que foi desnecessário, pois os vidros nunca caíram, apenas uniram-se e começaram a girar ao redor de Jack.

– Isso não foi nada maturo, Jack. – Nahiana sorriu e voou em direção ao irmão.

Jack ergueu a mão e os cacos de vidro voaram na direção de Nahiana, que desviou com dificuldade de alguns, e queimou outros. Ela parou de voar e encarou Jack. O fogo ao seu redor havia aumentado, o que demonstrava sua fúria.

A garota em chamas ergueu a mão e uma lança flamejante surgiu em sua mão. Jack girou o dedo e o furacão ao seu redor se tornou mais forte, mas não era o suficiente. Ele sabia disso, eu também. Nahiana arremessou a lança, ela atingira o peito de Jack, a não ser que...

Olhei para a janela e notei a água parada ao redor do palácio, por que ela não entrou? Talvez precisasse de um empurrãozinho. Ergui a mão e a sacudi, concentrando-me. A lança estava demorando a passar pela barrira de Jack, o que me deu o tempo necessário.

A água invadiu o palácio bruscamente. As paredes foram parar no chão. A garota em chamas em encarou assustada, enquanto o palácio era destruído. Eu não fiz isso tudo, pelo menos não era a intenção. Olhei para o lado e a flecha tinha se apagado. Nahiana desapareceu em uma pequena explosão e Jack caiu de joelhos ao meu lado.

– Estou bem – ele murmurou. – Como fez isso?

Foi quando me lembrei de algo. Deixei Jack de lado e corri pelo palácio, a água não me atrapalhava nem um pouco. Acelerei o passo até ver os deuses, dentro de uma bolha protegida da água. Poseidon chorava, Apolo também, Afrodite nem sequer estava lá. Uma aura dourada emanava de Atena, que permanecia deitada. Cheguei aos deuses e olhei para Apolo.

– Cadê Afrodite? Por que estão chorando? E por que Atena está brilhando? – disparei.

Apolo balançou a cabeça negativamente. Olhei para Atena e meus olhos ficaram enormes. Ela estava... estava... morta?

Meu pai gritou e ouvi o barulho das ondas violentas. Segurei-o.

– Pai! Acalme-se! – gritei.

Os olhos dele estavam tempestuosos. A bolha que impedia a passagem da água se desfez e a água destruiu a única parte ainda intacta do palácio. Tudo foi levado, exceto eu, meu pai, Apolo e Atena.

Apolo segurou a mão de Poseidon e bateu em seu ombro.

– Está tudo bem – ele disse. Lágrimas desciam de seus olhos. – Vai ficar tudo bem.

– Não, não vai – Poseidon gritou. Os olhos de meu pai brilharam intensamente e o tridente apareceu em sua mão direita. – Não enquanto Mors viver.

Apolo deu de ombros.

– E o que pretende fazer?

– Vamos mata-lo – ele disse friamente.

– Como? – perguntei. – Ele é o único que pode matar um deus.

Jack apareceu ao meu lado.

– Não é exatamente verdade – ele disse.

– Como assim? – perguntou Apolo.

– Quando Mors fez o acordo com o Estige, ele adquiriu o poder de matar os deuses – contou Jack. – Porém, o Estige é imprevisível. Ele criou a arma que poderia destruir o mundo, mas também criou a que poderia destruir ele.

– E que arma é essa? – perguntou Poseidon.

– Seu sangue – Apolo deduziu.

– Exato – Jack confirmou. – O único meio de matar Mors é usando seu sangue, ou seja, seus filhos.

Notas finais
Clivinha, não me mate! #ByeByeAtena :'( Mors fdp :@ Gostaram? Comentem ^-^