Blue Hell - 3ª Temporada.
3 Mary.
Notas iniciais
Uma guerra não é uma guerra sem perdas. Um herói não é um herói sem ganhos.
– Há alguns séculos, Mors era apaixonado por essa garota, Mary Totch, ela era uma linda garota que morava em Nova York – Poseidon contou. – Quando Eros viu a garota pela primeira vez se encantou, ele e Mors entraram em uma disputa ridícula por Mary, que escolheu Mors. Até então, nenhum dos dois havia usado seus poderes com a garota, sabiam que isto deixaria Zeus irritado, mas Eros resolveu jogar sujo, mesmo que isso causasse a morte de Mary. Ele usou sua magia para fazer com que Mary se apaixonasse por ele, isso deixou Mors irritado, ao ponto de lutar contra Eros e cortar uma de suas asas. Quando Zeus descobriu o que tinha acontecido, ele ficou furioso, ordenou que Mary fosse morta imediatamente, na frente de Mors e de Eros, para que eles soubessem as consequências de seus atos.
Engoli em seco.
– Zeus matou Mary?
– Ele tentou – disse Poseidon. –, mas Mors não permitiu. Ele pediu minha ajuda, disse que queria minha ajuda para escondê-la, e eu o ajudei. Mors tornou-a imortal, logo depois eu a escondi em Atlântida, seu disfarce mudava de século em século, para que ninguém a reconhecesse, exceto eu e Mors.
– Mas não funcionou, certo?
– Errado – Poseidon sorriu. – Mary está viva. Mesmo assim, a fúria de Mors era maior do que isso, ele queria destruir os deuses, todos eles exceto um: o único que ergueu a mão para ajuda-lo.
– Você.
– Exatamente – Poseidon assentiu.
– E onde ela está? – perguntei. – Mary.
– Por ai – ele deu de ombros. Poseidon levantou e abriu a porta. – Vamos dar uma volta.
Assenti e saí do quarto. Ele veio logo em seguida.
– Poseidon – Atena disse parando na frente de meu pai. Olhei-a.
– Atena?
– Eu estive pensando sobre o nosso beijo...
– Sabe Atena – Poseidon interrompeu. –, esse é o seu problema. Você pensa demais, às vezes, precisa apenas... agir.
Poseidon segurou a cintura de Atena e beijou-a. Sorri imediatamente.
– Posena é tão...
Zeus interrompeu-me.
– Errado – ele disse.
Poseidon e Atena encararam Zeus assustados.
– Pai eu...
– Eu achei que depois daquela cena patética, vocês iriam parar – ele murmurou. Ouvi um estrondo, como se um raio tivesse caído do lado de fora do palácio. Zeus olhou para Poseidon. – Eu achei que você teria consciência de seus atos.
– Você tem que parar de achar que pode mandar em todos, Zeus – Poseidon argumentou. Ele encarou Zeus furioso. – Eu não sou seu filho. E Atena é crescida o suficiente para saber o que quer.
– Atena é pura e inocente!
– Atena é uma mulher, não uma criança! – A voz de Poseidon fez o palácio inteiro tremer.
– Eu mantive todos nós vivos, se você está aqui, Poseidon, é por mim! – A voz de Zeus nem se comparou a de meu pai, eu quase gargalhei.
– Reconheço isso, irmão, mas também reconheço que se não fosse sua péssima ideia de matar Mary, a Terra não estaria destruída – disse Poseidon.
– Não me importo com aqueles mortais inúteis! – gritou Zeus.
– Sua sede por poder cegou seus olhos, irmão – Poseidon disse calmo. – Nós nada somos sem mortais.
– Você nada é sem mortais – vociferou Zeus.
– Com ou sem mortais, eu sou o rei dos mares. – Poseidon ergueu a mão e seu tridente apareceu. – E não permito que fale desta forma comigo em minha casa.
– Não seja irracional, Poseidon. – Zeus abriu a mão e o raio-mestre apareceu. – Ou eu serei obrigado a derrotá-lo em sua própria casa.
– Veremos quem perderá, irmão.
Zeus avançou e arremessou um raio da ponta de sua arma, que bateu inofensivo no peito de Poseidon. Meu pai gargalhou e bateu o tridente no chão, o palácio inteiro tremeu e Zeus, apenas Zeus, caiu no chão. Poseidon gargalhou.
– Esse é o seu poder?
– Você vai ver o meu poder!
Zeus tentou atingir Poseidon com um soco, mas meu pai segurou a mão do irmão e girou o braço, fazendo com que ele ficasse completamente indefeso. Zeus atacou com o raio, mas Poseidon defendeu-se com o tridente e removeu o raio das mãos de meu tio.
– Patético.
Poseidon chutou a parte traseira do joelho de Zeus e ele caiu de joelhos, inofensivo. Fraco.
– O rei do Olimpo curva-se perante seu irmão – Poseidon sorriu. – Essa é uma história que contarei aos meus netos.
– Pena você não ter nenhum – Zeus sorriu.
– Infelizmente. Sendo assim, eu e Atena lhe daremos muitos netos para que conte muitas histórias. – Poseidon cravou o tridente no pescoço de Zeus e logo depois o removeu. O deus liberou um pouco do seu sangue dourado e logo depois levantou.
Eu não tive como conter. Sorri para meu pai e ele piscou para mim.
– Isso não ficará assim, Poseidon. – Zeus sacou o raio mestre novamente. Poseidon ergueu o tridente, esperando o ataque, mas ele não aconteceu. Ao em vez disso, eu vi o raio-mestre de Zeus vir em minha direção.
Fechei os olhos e esperei o ataque, mas ele não aconteceu. Abri os olhos e Atena estava parada com o escudo defendendo-me. Sorri.
– Nenhum deus machucará meus guerreiros – disse Atena. Zeus encarou-a confuso. – Nem mesmo você.
– Não pensem que acabou. – Zeus desapareceu em uma nuvem branca.
Atena virou-se para mim.
– Você está bem? – ela perguntou.
– Estou ótimo – assenti. – Obrigado.
– Um guerreiro serve para proteger sua deusa, e ama deusa vive para ajudar seus guerreiros – Atena sorriu. – Eu seria uma péssima deusa se não o ajudasse.
– Eu não tenho mais um juramento – eu disse.
Atena deu de ombros.
– Eu nunca fiz provas que declarassem minha inteligência, isso não me torna menos inteligente – eu sorri. – Não são as palavras que definem quem somos, não são palavras que farão com que você me proteja. Você já passou por todas as provas, com ou sem juramento, eu vivo para ajuda-lo.
– E eu vivo para protegê-la.
– Que meigo – disse Mirella sorrindo.
– Mirella? – abracei-a. – Você acordou.
– Sim – ela assentiu. – Lord Poseidon me contou que você já sabe tudo sobre Mary.
– Sim, eu sei – assenti. – Você a conhece?
Mirella sorriu para Atena.
– Melhor do que ninguém. – Ela esticou a mão. – Prazer, Mary.
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