Notas iniciais
Eu resolvi que daqui em diante, todos os capítulos serão com títulos de línguas diferentes kk' Esse é inglês, o próximo alemão, e assim por diante. (Não faltam muitos, mas assim por diante) Espero que gostem! ^.^

Quando a guerra começa, tudo o que resta é a esperança de paz.

Nos preparamos rápido para a guerra. Meu pai e eu passávamos horas pensando em estratégias, Annabeth chegou ao palácio para nos ajudar. Pensamos em um plano A, um plano B, e até um C. Estávamos prontos para a guerra, ou pelo menos, eu esperava que estivéssemos.

– Então, é isso? – perguntou Percy. Annabeth apontava a marcação no mapa e explicava sua participação no plano.

– Percy, eu sei que pode parecer estúpido, mas é crucial para que o resto do plano funcione – garantiu Annie. Ela olhava para Percy intensamente. – Você não pode errar.

Meu irmão inclinou-se para a frente e beijou Annabeth.

– Nada que venha de você é estúpido – ele disse. Sorriu e voltou-se para o mapa. – Caio, você acha que conseguimos? Não podemos errar.

Sorri confiante.

– Se Mors acha que pode enfrentar os filhos de Poseidon, está muito enganado – disse eu. Levantei da cadeira e olhei para o mapa. – Vamos acabar com eles.

Percy retribuiu meu sorriso.

– Cadê o papai? – perguntou.

– No quarto – respondi sem tirar os olhos do mapa. – Ele fica muito lá desde que... bem, você sabe.

– Eu vou falar com ele. – Percy começou a andar, mas Tritão segurou o braço dele.

– Não – ele disse. – Poseidon precisa ficar sozinho.

– Solte o Percy. – Marcie apareceu ao lado de Tritão. Sua voz era gentil e suave. Tritão soltou Percy e olhou para ela. – Annie, o que você previu estava certo. O exército de Mors está sendo preparado para a guerra no Japão.

– Ótimo, então podemos atacar – disse Percy. – Sabe, eles ainda estão se preparando.

Annabeth balançou a cabeça negativamente.

– Seria burrice ataca-los no Japão – disse Annie. – É onde Mors é mais forte.

– Ele é um deus oriental – comentei. Percy me encarou confuso. – Existem dois tipos de deuses: os ocidentais, ou seja, os que conhecemos e lidamos. E os orientais, bem, o oriental. Existiam outros, mas eles foram derrotados e mandados para o Tártaro...

Annabeth me interrompeu.

– Aprisionados no Everest – ela corrigiu. – Deuses e monstros orientais não são enviados para o Tártaro, e sim aprisionados em uma espécie de dimensão mágica dentro do Everest.

– Como eu dizia, Mors foi o único que restou – finalizei. – Portanto, lutar contra ele no oriente seria estupidez.

Percy me olhou e assentiu com a cabeça.

– Então... o que faremos? – ele perguntou.

– Atraímos eles – disse Annie. Ela puxou o mapa e começou a desenhar. Depois mostrou para gente e eu não entendi nada. – É simples, Mors é imaturo, podemos atraí-lo com joguinhos. Afrodite cuidará disso. Quando ele e o exército chegarem, estaremos prontos para atacar. Não precisamos ter medo de destruir tudo, afinal, ele mesmo já cuidou disso.

Annabeth terminou de explicar o plano e nos preparamos. Eu estava em meu quarto, descansando um pouco antes da guerra. Olhei para Jack na cama ao lado e Percy que estava na parte de cima do novo beliche onde eu dormia desde que cheguei do castelo de Mors.

– Nervosos? – perguntou Percy. – Vocês acabaram de chegar no meio disso tudo e já temos que lutar em uma guerra.

– Eu treino desde criança, Jackson – suspirou Jack. – Não acabei de chegar.

– Bem, eu sim, mas já tive algumas experiências divertidas – murmurei. Percy saltou da parte de cima do beliche e sentou ao meu lado. Jack sentou do outro lado e todos estávamos sentados no beliche alto o suficiente para não precisarmos abaixar a cabeça. – Então, querem que eu conte?

– Não. Sentamos aqui porque as outras camas não são tão confortáveis – Jack ironizou. – Histórias de guerras, cara! Compartilhe.

Dei de ombros.

– No primeiro ano, eu estava indo na rua brigar com um idiota – contei. Os dois se olharam e deram de ombros, claro, é algo muito comum. Principalmente para semideuses. – Então, do nada, o tempo para e Afrodite aparece na minha frente e diz que a biblioteca estará muito bonita no primeiro dia...

– Até ai, nada muito estranho – Jack interrompeu. Percy sorriu.

– Então, o tempo passa e vem o primeiro dia de aula. Tive aula com Poseidon e Afrodite, durante o intervalo, eu esbarrei em Atena, fui até a biblioteca e salvei uma garota de cair com a cabeça na quina de uma estante. Detalhe importante, eu devo ter usado alguma técnica ninja pra escalar uma parede e pular na direção dela, mas isso é apenas um detalhe.

– Protetores de Atena... – Jack revirou os olhos e Percy riu. Acompanhei Percy na risada.

– Depois disso foram coisas muito comuns: socos em Poseidon, descobri que minha mãe, na verdade, era filha da minha madrasta. Os deuses ficaram sem memória, o mundo virou um caos, e Atena e Afrodite resolveram se abrigar na minha casa. A Medusa a invadiu e tentou matar as duas, eu e minha meia-irmã semideusa eternamente jovem lutamos contra ela e, no final, minha mãe acabou se sacrificando por mim, e minha irmã, que eu achava ser uma mortal, arrumou uma espada e cortou a cabeça da Górgona.

Parei para respirar.

– Uau – Jack disse.

– Ainda não acabei. – Continuei. – Estudei com os deuses enquanto o mundo era destruído por fenômenos naturais. Até que o Olimpo foi invadido e eles finalmente recuperaram a memória. Nós lutamos muito e conseguimos derrotar todos os monstros. Então o ex-namorado da minha outra meia-irmã semideusa apareceu e tentou matar a gente, mas o chefe dele, o Mors, resolveu conversar com a gente. Descobri que esse tal de Mors era meu irmão, e ex-namorado da minha irmã. – Parei de falar e analisei o quão estranho isso era quando pronunciado. Parecia mais comum na minha mente. – Minha irmã se casou com um bebê gigante, obrigada, é claro. Eu namorei Afrodite, que era a mãe do tal bebê gigante. O bebê gigante foi morto por Mors. Minha irmã foi revelada como traidora, mas na verdade descobrimos que era a esposa chifruda do deus dos mares orientais, Mors!

– Ele me ganhou – murmurou Jack.

– Okay, eu tenho uma pergunta – disse Percy. – O que todos vocês estavam fazendo durante o fim do mundo?

– Hum... dormindo – respondeu Jack. – Percy?

– Jogando videogame – ele disse. – Caio?

– Lutando... no Olimpo – respondi.

– Ganhei! – Jack riu.

– O que ele ganhou? – Bia entrou no quarto e sorriu. – Oi.

Jack levantou e beijou minha irmã.

– Isso deve ser estranho para você – Percy sussurrou.

Assenti com a cabeça.

– Já vi coisas mais constrangedoras...

Percy me encarou confuso. Depois de alguns segundos ele arregalou os olhos e engoliu em seco.

– Foi mais ou menos a minha reação – murmurei.

– Vocês são muito chatos – Bia disse. Segurou minha mão e me puxou. – Vamos, Mors está vindo.

Olhei para Percy.

– A guerra vai começar.

Notas finais
"A Guerra vai Começar"