Blondie and Cotton Candy
5 Capítulo 4 — Um Encontro Complicado
Notas iniciais

Capítulo 4 — Um Encontro Complicado
Anteriormente:
– Ele trai a confiança de todos que se aproximam, a única que ele nunca magoou é a Erza, porque essa mulher é de ferro. Ele só pensa nele mesmo. Ele era apaixonado por Lisanna no passado, eram grandes amigos, mas ela passou a gostar de outro garoto e se entregou de coração a ele, então Natsu ficou com inveja e agrediu ela, porque queria que ela ficasse com ele e ela negou. Então eu a acolhi um tempo e desde então ele me odeia e diz que a perdeu para mim, acha que eu fiz com que eles se afastassem. Mas Lisanna fez o melhor, não podia continuar perto de alguém como ele. Não sei como os amigos aguentam.
Heartfilia estava boquiaberta. Seria mesmo? Como aquele garoto...?! Estava perdida.
[...]
Salamander: Então tá, já que você é tão superior a mim vamos fazer um jogo de adivinhação. Que tal? [...] quando EU ganhar vou querer sair em um encontro com você, garota mais desejada de Magnólia.
[...]
Heartstar: Loke acolheu Lisanna depois que você a agrediu por ela gostar de outro garoto e você ficou com raiva.
Salamander: Foi ele quem te falou isso? [...] Aquele mentiroso...
Salamander: Bem, não importa o que ele falou ou deixou de falar. Está errada. Nosso encontro vai ser amanhã, vou estar te esperando na praça da cidade perto do lago às 15h. Esteja lá.
Salamander: Com amanhã eu quis dizer hoje.
[…]
Sim, ele devia apenas estar brincando com seus sentimentos, nada mais que isso. Além do quê, por que Lucy — namorando firmemente com um cara perfeito — perderia seu tempo pensando naquele rosado e no que ele poderia ou não estar fazendo com seus sentimentos?
Era isso. Curiosidade. Ele era misterioso demais e esse mistério rondava ela e a vida que conhecia. Era apenas isso. Amava Loke. Era ele quem lhe importava. Fariam aniversário de namoro logo. Eram perfeitos um para o outro.
E ele ainda não disse que a amava.
____x____
Com a claridade invadindo seu quarto, Lucy não demorou muito a acordar. Por mais que tentasse apertar a face contra o travesseiro e esvaziar, a tarefa mostrou-se infrutífera. O sono se fora. Ela bufou – essa era uma mania sua, muito comumente usada –, irritada. Seu olhar seguiu até o relógio, quando soltou uma interjeição de desgosto. 9h11. Sendo assim, dormira menos de cinco horas. Extremamente errado para alguém de sua idade, que deveria dormir no mínio nove horas por noite.
– Tão irritante...– suspirou. – Por que eu nunca acordo tarde?
Escovou seus dentes e logo voltou para a cama, observando o céu pela janela. Haviam pássaros assobiando, e por um momento permaneceu de olhos fechados, deleitando-se com a música. Pensou em pegar seu laptop para escrever, no entanto, assim que seus dedos tocaram o objeto, o encontro com Dragneel veio a sua cabeça. Repuxou os lábios para baixo, desgostosa, e até mesmo perdeu a vontade de dedilhar sobre o teclado.
– Princesa, está de pé? — ouviu a voz abafada de Virgo através da porta. Quis não responder.
E por meio minuto, permaneceu verdadeiramente em silêncio.
– Lu?
– Sim, Virgo, eu estou acordada. — murmurou, mas a governanta pôde ouvir. Assim como pôde notar o tom cabisbaixo na voz da garota tão querida.
– Se apresse a tomar seu café
, por favor. O sr Jude quer falar com você.
– Certo! — respondeu, com certa irritação e extremo desconforto.
Seu pai querendo falar consigo em particular não trazia as melhores expectativas para a jovem. Tinha medo do que poderia ser, e vindo dele tudo podia deixá-la assustada. Resolveu que tomaria banho depois, o importante agora era se alimentar e ouvir seu velho.
Vestiu qualquer roupa de ficar em casa e desceu as escadas de sua mansão, se locomovendo em direção à sala de jantar. Passando pela mesa, esta ainda cheia para que tomasse um café da manhã, sentiu o estômago roncar. Pegou um pedaço de bolo – era uma amante de doces, por mais que gostasse mais de tortas – e seguiu para o escritório de Jude, comendo o mais rápido que podia. Chegando ao mesmo, deu três suaves batidas na porta.
Lembranças de uma infância recheada de três batidas desesperadas a atingiram. Balançou a cabeça, não era momento para isso.
– Entre. — A loira obedeceu ao comando e fechou a porta, escorando-se na mesma.
Encarou o pai de maneira firme, coisa que demorou a conseguir fazer durante sua adolescência.
– O que o senhor deseja, papai?
– Lucy, minha filha...
Ah, a falsa gentileza... Lucy conhecia bem esse tom ameno, o falso olhar complacente, a tentativa de sorriso gentil e aparentemente genuíno. Ele queria algo.
– Os pais de Loke não moram aqui, como você bem sabe–
– Sim, papai, obviamente sei que meu namorado faz intercâmbio. — O homem retorceu a boca pelo tom com que ela se dirigira a ele, mas nada fez e continuou a sustentar a atuação.
– Pois bem. Os pais dele são muito influentes na França e surgiu a oportunidade de um negócio muito lucrativo com eles. Adoráveis pessoas. E estão pedindo para ir a um lanche da tarde com você hoje.
– O quê?! — Lucy indagou, surpresa.
Que Jude não gostava tanto de Loke sabia bem, mas que tinha contato com os pais dele, isso sim era uma novidade e tanto. Incentivar uma coisa dessas significava que esse dito negócio deveria ser muito promissor.
– Eles são pessoas muito ocupadas, não há tempo para surpresas. Lucy, o único tempo que têm é esse, às 16h. Vou lhe passar o ende–
– Não irei!
Controlou o impulso de levar uma mão a boca. Por que estava dizendo uma coisa dessas? Queria ir a um encontro com o rosado? Dias atrás teria respondido sim sem pestanejar, conhecer os pais do namorado seria uma honra! E ainda era. Mas a hora... Jude franziu o cenho.
– Como assim... “não irá”? É lógico que você comparecerá! Eu já confirmei sua presença.
– Não pode fazer isso, papai! Não responda as coisas por mim.
– Por que diabos você não iria querer sair com eles? — inquiriu, impaciente.
– Eu tenho um compromisso!
– Que seria...? — questionou mais uma vez, já em cólera.
– Eu não irei, papai!
– NÃO DIGA NÃO PARA MIM! VOCÊ VAI! — rugiu. A menina Heartfilia arregalou os olhos, encolhendo-se automaticamente com o tom que indicava perigo. — Agora saia!
A loira engoliu em seco. Seus olhos estavam lacrimejando, mas não se importava, apenas não choraria na frente dele. Não daria a seu pai esse prazer. O odiava. Como o odiava! Desde que sua mãe morrera aquele grotesco...!
Arfou, como se tivesse recebido um soco no estômago. A mera lembrança daquilo a deixara abalada. Talvez estivesse de TPM. Tinha quase certeza. Virou-se e saiu, batendo com força a porta do escritório.
“Mamãe, por quê?!”, perguntou, já deixando as lágrimas escorrerem.
Correu para seu quarto e se despiu, logo soltando o cabelo, sem parar de chorar em silêncio. Se dirigiu ao banheiro e observou seu corpo. Qualquer um diria que era invejável. Seios firmes e grandes, barriga levemente definida, quadril largo, coxas torneadas e uma bunda relativamente grande, graças a anos de atividades físicas. Contudo, em sua visão equivocada, seus seios eram desproporcionais, a barriga com gordura localizada, as pernas tortas e a face... Ah, a face. Tinha uma face superficial, como uma Barbie, sem nenhum traço exótico ou verdadeiramente bonito.
Adentrou no box e abriu a água morna, abraçando o próprio corpo e permitindo-se chorar descontroladamente. Odiava sua vida.
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– QUAL O SEU PROBLEMA, IDIOTA?!
– Hm? Tirando você, nenhum. Por quê? — Gray questionou, com um sorrisinho de canto.
O copo vazio permanecia em sua mão, já o antigo conteúdo – a água gelada – estava sobre o corpo do outro garoto e em sua cama, agora fria. Não que Natsu sentisse frio agora. Apenas o momento de choque onde seu calor gostoso do lençol e de seu corpo foram cortados pela água tão fria o assustara, assim como o líquido entrando em seu nariz e fazendo com que espirrasse repetidas vezes.
– Eu sei que eu ‘tava com calor, mas isso também é demais! Atrapalhou meu descanso!
O moreno suspirou, sem mais se divertir com a reação do rosado. Teria esperado mais um pouco antes de acordar o melhor amigo, mas não aguentava vê-lo naquele estado.
– Por isso mesmo te acordei, cabeça quente.
– Han?
– Você estava gritando o nome da Lisanna. E depois chamou a tal Heartfilia. – Fullbuster respondeu, baixo.
– ...
O silêncio já estava incomodando Fullbuster, quando Natsu se levantou e pegou uma muda de roupas no armário. Temeroso que ele fosse fugir, segurou seu ombro.
– Natsu, precisamos conversar.
– Eu sei. — sussurrou. — E eu preciso de um banho... Prometo que vou te contar, cara. Por mais irritante e gay que isso possa parecer, você é meu melhor amigo. — O rosado deu um sorrisinho desanimado antes de entrar no banheiro.
Agora Gray se perguntava o que ocorrera para deixar o amigo tão para baixo. Lisanna possivelmente estava com Loke novamente, supôs pelo dia da boate. Mas e a loira? Aquela jovem se dizia namorada de Loke, por mais que não tenha os visto trocar nem ao menos um mísero beijo. O que aquele garoto estava fazendo, afinal? Traindo a namorada... Não reconhecia mais o ruivo, que era seu amigo de infância. Ele tinha mudado e não foi para melhor.
Perdeu-se em pensamento relacionados à sua infância e nem percebeu o tempo passar. Depois de mais alguns – muitos – minutos, Natsu saiu do banheiro, com apenas uma bermuda. As gotas d'água pingavam de seu cabelo e escorriam lentamente por seu tórax definido, pintando um belo quadro. Natsu era realmente um rapaz muito bonito e sabia disso. Não que Gray tivesse parado para avaliar isso. Continuava distraído.
– Então...? — chamou baixo – o que não era de seu feito – e o moreno pareceu despertar.
Natsu se dirigiu para a cozinha para preparar seu café. Gray se lembrava bem quando essa era a única coisa que Natsu sabia fazer bem na cozinha e ele precisava dar um jeito de fazer sanduíches, do contrário o rosado passaria fome e roubaria algo na casa de Erza, o que teria como consequência a morte de ambos. Curioso como ele se tornou excepcional na cozinha depois. Possivelmente o tédio trouxe um novo hobby ao rapaz. Tirou da geladeira um pote de sorvete de café. Às vezes se perguntava se o excesso de café não era prejudicial para Dragneel.
– Demorou no banho, baixinho. — riu.
Dupla mentira: não fazia ideia de quanto tempo ele demorara; além disso, Natsu não era mais que poucos centímetros mais baixo que ele.
– Desculpa... Eu precisava relaxar.
Certo, aquele não era o Dragneel que conhecia. Natsu provavelmente daria o dedo do meio para ele ou puxaria uma briga, ou até mesmo o ignoraria com sua frieza “recente”, mas pedir desculpas... Algo não estava nada bem.
– O que está acontecendo, Natsu?
Natsu suspirou. Pôs sorvete em um pote e sorveu um pouco da bebida quente antes de dar uma colherada. Olhou para o amigo, percebendo que este aguardava uma resposta e não desistiria facilmente.
– É que... desde o dia que reencontrei o Loke e conheci a Heartfilia meus problemas voltaram com tudo. Eu não quero isso.
– O quê? O que você não quer? Voltar a ser amigo de todos? Parar de ser frio? — acusou, arqueando uma sobrancelha.
– Você não está ajudando com esse tom acusador, capitão cueca. Eu não quero confiar e sofrer de novo, Gray. Mas... quando eu ‘tô com ela eu me sinto bem de novo. Não que eu fique rindo ou qualquer coisa assim, mas algo me instiga de um jeito bom, sabe? Fico com vontade de falar mais com ela, mesmo só pra encher o saco dela. É como se eu tivesse uma motivação parecida com a que faz eu nunca me afastar demais de vocês. — O garoto fez uma careta por estar se abrindo. — E ao mesmo tempo, grande parte dos meus pensamentos é apenas voltada para o desejo de comer ela e fazê-la gemer meu nome!
– Wow.
– É. E pra melhorar, eu vou sair com ela mais tarde. — comentou com displicência, fazendo o moreno engasgar com uma grande colher de sorvete. — Ei, cara, você 'tá legal?!
Gray tossiu:
– A... aham. Me dá seu café, rápido. — Ele pediu, vermelho. Precisava de algum líquido urgentemente.
– Aqui.
Agarrou a xícara com certo desespero e levou à boca. No entanto, assim que o líquido amargo tocou sua boca, o rapaz cuspiu tudo. Natsu começou a rir, não conseguindo parar. Gray fez uma careta e bebeu parte do conteúdo, o rosto deixando o vermelho lentamente.
– Cala a boca, idiota. Você não põe açúcar na merda do café?! E quantos caralhos de pó você põe aqui? Isso está muito forte.
– Claro que não, assim é melhor. Açúcar estraga o café. — falou, ainda rindo um pouco. — Como você engasgou assim?
– Você vai sair com a namorada do Loke, cara! Quer arranjar confusão? Está se apaixonando por ela?
– Esse é exatamente o ponto, Gray. Arranjar confusão com aquele desgraçado, fazer com que ele sofra como eu sofri! E eu não vou me apaixonar pela Heartfilia, ela é quem vai se apaixonar por mim, assim ele vai perdê-la completamente.
O tom frio usado pelo jovem surpreendeu Fullbuster. Queria muito que aquele ódio no coração de Natsu, que o sufocava, deixasse de existir. Entendia, o pai o abandonou, a amada praticamente o traiu. Mesmo assim, todos tinham problemas. Por que ele agia tão motivado por dor e ódio?
– E por que você quer fazer isso com ela, se gosta tanto assim dessa garota?
– Eu não gosto dela. — Ele grunhiu. — Apenas simpatizo, traz uma sensação boa. Sacrifícios são necessários, e ela não é a única garota divertida de irritar na cidade. Eu vou acabar despedaçando o coração dela no final.
– Por quê?
– Porque não posso ficar com ela. Não tenho sentimentos por ela. Sabe por quê? – Gray meneou a cabeça. — Porque meu coração ainda pertence à Lisanna. — declarou, o susto estampado na face do jovem.
[x]
Queria muito fazer isso pelo namorado, mas promessa era promessa. Ela perdeu o jogo, então precisava ir. Era isso que dizia a si própria, ao menos. Sabia que não precisava. Porém tinha alguma motivação que dizia que devia ir. Conhecer melhor o rapaz misterioso. Entendê-lo. Era curiosa e ele era um bom exemplo de algo capaz de atiçar sua curiosidade.
Arquitetou um plano rapidamente, enquanto estava no banho. Pouco tempo depois de sair do mesmo, Lucy amarrou uma toalha no corpo e pegou seu celular, enquanto trancava a porta. Chamou algumas vezes, até uma voz meiga soltar:
– Alô?
– Levy! — exclamou.
Estava na hora de recorrer à sua melhor amiga. Situações desesperadas pedem medidas desesperadas, afinal. Mesmo que quisesse manter segredo estava tudo bem. Confiava a Levy sua vida.
– O que foi, Lu? - perguntou, preocupada com o tom de voz da loira.
– Preciso da sua ajuda. E de Jellal.
– O quê?! – Uma baita surpresa.
Jellal era o melhor amigo de ambas quando crianças, mas agora ele estava muito distante delas, graças a ciumenta e manipuladora namorada. Se tinha alguém que podia ajudá-la nesse momento era ele.
– Eu tenho dois encontros. — admitiu, suspirando. Talvez não tenha soado bem.
– Como assim, Lucy Heartfilia?! – inquiriu, estendendo bastante o primeiro “o” de como.
– Um com os pais de Loke, às quatro da tarde. — esclareceu, ouvindo o suspiro aliviado da menina. — E o outro com um pervertido estúpido que odeia meu namorado, às três da tarde.
– Por tudo que é santo, Lucy! Você virou rebelde agora?! – pôde ouvir a risada de Levy.
Assim como Lucy, sua melhor amiga baixinha também não tolerava traição. Por isso não desconfiava muito da loira. E mesmo que Lucy estivesse apaixonada por outra pessoa, Levy iria ajudá-la, mas sempre aconselhando a terminar o namoro antes de tudo. O que não é o caso, disse para si mesma.
– Tudo bem, do que precisa?
Lucy pôs-se a explicar seu mirabolante plano, então:
– Jellal irá aparecer enquanto eu estiver me arrumando para o encontro com os pais de Loke. Meu pai, por mais que não goste mais tanto dele, já foi muito encantado por Jellal e queria que noivássemos, como você sabe, Ley.
– Sim, eu me lembro bem.
Como um flash, a lembrança de que a amiga tinha uma paixão platônica pelo amigo voltou. Parabéns, pensou com ironia, você é uma ótima amiga, Lucy.
– Desculpe. — pediu, envergonhada, antes de prosseguir: — Ele puxará conversa e proporá que eu tente ver os pais de Loke outra hora porque eu, ele e você precisamos ir a uma palestra para escritores que irá com a presença da ilustre escritora Agnes Bell, — ouviu a amiga sussurrar um “Agnes Bell?” cheio de dúvidas — que por sinal não existe. Ela estará mostrando à Columbia Britânica os possíveis mais talentosos escritores do futuro.
– Mas seu pai não aprova que você siga essa profissão, Lu!
– Jellal pode usar seu charme. E não importa o que, juntos sempre damos um jeito. — garantiu, em um apelo desesperado.
– Ai, o que eu não faço pela minha melhor amiga loira?
– Obrigada, Ley! Eu te amo. Discutiremos mais detalhes do “plano” por mensagem.
– Sim, eu sei. E com razão.– Levy falou com um tom esnobe, logo desatando a rir junto a amiga. — Mas me explique isso direito, Lucy Heartfilia, com quem é esse encontro?
– Natsu Dragneel, meu pedobear rosa.
Heartfilia esperava risadas ou mesmo um comentário malicioso vindo da baixinha, mas o que ouviu lhe surpreendeu. Foi o grito mais histérico que Levy McGarden dera em toda a sua vida – coisa rara.
– Como assim, você vai a um encontro com o garoto mais gostoso de Magnólia?!
Lucy arregalou os olhos, estupefata. Então aquele algodão doce não mentira sobre ser o mais desejado da cidade?! E desde quando Levy achava alguém mais gostoso que o garoto que ela estava afim desde sempre?
– Levy McGarden, achei que você achava o Gajeel o mais gostoso!
– Ele que me perdoe, mas ninguém bate o Dragneel. — Ela riu, marota. – Porque ele nem ao menos sabe que eu existo, mesmo. — murmurou, ácida.
– Ô, Levy... E ei! Claro que há alguém!
– Jura? Quem é o gostoso?
– Como você é pervertida, pelamor. — Lucy exclamou, corada.
– Aposto que você está vermelha.– riu.
– E daí?! E é lógico que é o Loke!
Ouviu a gargalhada de Levy do outro lado, o que fez com que sentisse raiva. Já tinha um palpite.
– Que foi que a senhorita está rindo?!
– Lu, o Loke é tudo de bom, charmoso e lindo, mas Dragneel há mais de um ano tem sua fama, ele tem boa pegada, é frio e sacana e, pelamor, aquilo não é um pedaço de mal caminho, é o mal caminho inteiro! Agora eu entendo porque você quer tanto ir a esse encontro!
– Eu não quero ir, eu apenas perdi uma aposta! — gritou, em meio a vergonha e raiva. Levy cantarolou:
–Você está em negaçã-ão ♪! Bem, agora só falta falar com o Jellal. Vai ser difícil, hein. Desde que ele começou a namorar a metida da Ultear nem olha na nossa cara!
Lucy sabia que Levy só pegou um pouco mais pesado porque sentia falta do melhor amigo. Depois se arrependeria por ter falado uma coisa boba como chamar a mulher de metida.
– Ele precisa nos ajudar, haja o que houver. Ele faria isso pelas melhores amigas, não faria...?
– Não sei, do jeito que aparentemente estamos deixando de ser as melhores amigas deles e como a Ultear não gosta da gente...– A garota deixou a frase no ar, deixando Lucy apreensiva.
– Temos que ao menos tentar. Aiai, sinto tantas saudades do Jellal...
– Somos duas... E é óbvio que você está louca para ir ao encontro! — Antes que Lucy respondesse, prosseguiu.– Bem, amiga, tenho que desligar, vai passar na TV a adaptação do meu livro favorito!
– Chata! O Caçador de Pipas, é?
– Sim! Vamos prosseguir com o plano, ligue para o Jellal, hein.
– Ok. Bom filme, Levy.
– Obrigada, Lu. Tchau! - E desligou.
A loira pegou uma muda de roupas e tirou a toalha. Ligaria para o garoto após isso. Só torcia para que tudo desse certo.
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– A campainha está tocando, Virgo, atenda, por favor! — Uma das funcionárias gritou, em meio aos afazeres.
Virgo soltou um som de irritação. Gostava de seu trabalho, verdadeiramente, mas estava difícil almoçar. Isso porque já eram duas e meia da tarde.
– Estou a caminho! — A mulher gritou, se aproximando da porta. Quando a abriu, uma expressão surpresa tomou sua face. — Jellal, há quanto tempo. — O rapaz de cabelos azuis sorriu.
– Digo o mesmo, Vio. — chamou-a pelo apelido de infância. — Senti sua falta.
– E eu a sua, rapazinho. Vejo que pintou o cabelo, não é? Tentando mudar quem você era? É até difícil te visualizar de cabelo castanho agora.
– Digamos que tem a ver com isso. Aprendi com uma moça de cabelos róseos que isso era bom. E realmente funciona. Pelo visto agora é lilás. — observou, vendo a mulher segurar uma mecha de cabelo e retorcê-la entre os dedos.
– Entendo. O que lhe traz aqui, “senhorito”? — brincou.
– Vim rever minha amiga e tratar de alguns assuntos com o seu Jude. E, logicamente, tem o bônus de te ver, dona Virgo.
– Avisarei a Princesa que está aqui.
– “Princesa”. — fez aspas com a mão. Virgo se permitiu dar um pequeno sorriso.
– Lucy.
– Muito bem. – Jellal piscou para ela. — Não será necessário. Por favor, avise ao seu Jude, eu mesmo irei até Lucy.
– Certo. — Ela fez uma reverência e fechou a porta – após o rapaz passar por ela. Então seguiu seu caminho, assim como Jellal.
Ele subiu as escadas em direção ao quarto da garota e, chegando lá, bateu na porta. Ouviu um “entre” abafado e adentrou no cômodo, olhando fixamente a mesma. Caramba. Às vezes ainda se sentia embasbacado com a beleza da loira. E olha que não gostava muito de loiras.
– Está linda, Lucy.
– Obrigada, Jel. — agradeceu com um sorriso. — Fico contente que tenha vindo.
– Lógico que fica, estou salvando sua pele.
Lucy deu um soquinho em seu ombro.
– Besta!
– Digo, — forçou uma tossida. — por nada. Sabe como é, Ultear está viajando, ótimo momento para te fazer um favor. — A loira deu a língua para ele, risonha.
– Olha lá, hein. Mesmo com ela aqui eu ainda quero ser tratada com todo esse carinho.
A expressão de Jellal se fechou. E então ela percebeu que ele não abriria a boca se ela não mudasse o assunto.
– Então, eu estou indo para o meu encontro.
– Você fala como se estivesse ansiosa para isso, Srta. Heartfilia. — O azulado falou, maroto, já tornando a sorrir. Ela enrubesceu.
– E-eu não estou, idiota!
– Sei, sei. Bem, falarei com o Jude.
– Boa sorte. E obrigada.
– Agradeço. Bom encontro. — trocaram olhares cúmplices, daqueles que só pessoas que se amam profundamente são capazes de trocar.
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– Que horas essa loira idiota vai chegar?
– Perguntou o idiota. — Natsu ouviu uma voz sarcástica soar próxima ao seu ouvido e abriu um pequeno sorriso, sem ao menos se virar.
– Demorou, Heartfilia.
– Mas valeu a pena a demora, não acha? — questionou, fazendo com que o rosado se virasse para olhá-la. E ele realmente ficou com a boca seca com tamanha beleza.
A loira estava com um vestido rodado verde-água, mas um cinto apertado fazia com que parte do tecido caísse sobre o mesmo. Possui um decote no centro das pontas trançadas bem destacado, e seus seios se sobressaíam no tecido. Os cabelos estavam presos em uma trança embutida e nos pés um salto verde. Delicados brincos de pérolas estavam em sua orelha e uma leve maquiagem a deixava ainda mais bela.
– Wow, loirinha, não está nada mal. Nada mal mesmo. — Ela deu um sorriso de canto.
– Você também dá para o gasto.
O rosado usava uma camiseta de alças grossas e preta, deixando a mostra seus fortes braços e suas coxas torneadas eram visíveis pela calça skinny preta. Em seus pés estavam tênis brancos, que combinavam com seu largo cinto de mesma cor. Natsu estava tremendamente lindo.
– Por favor, eu sei que você está babando e com uma tremenda vontade de me chamar de gostoso.
– Você é um idiota, mesmo! Como alguém consegue ser tão metido sem nem ser tudo isso?! — Lucy grunhiu. Como ele conseguia estressá-la tão facilmente?
– Eu só digo o que sei.
– Cala a boca e vamos sair logo, Dragneel.
– À vontade, madame.
– Aonde vamos? — inquiriu, tentando manter a calma.
– Que tal ao cinema? Está passando aquele filme de terror, Renascida do Inferno.
– Se está pensando que eu vou dar gritinho e me agarrar em você está muito enganado. Vamos ver a porcaria do filme.
Dragneel gargalhou ao vê-la com raiva, era tão fácil e delicioso provocá-la. Puxou a mão da mesma e seguiu para o cinema, deixando a garota corada e indignada com seu gesto intrusivo.
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– Desculpe, Jellal, porém é mais uma vez não! Os pais de Loke já vão chegar a qualquer momento e ser escritor é um futuro ridículo para um Heartfilia!
– Isso é muito importante para sua filha, senhor! Sr Jude, não queria que chegasse a isso, mesmo assim já devo lhe informar que passam das 15h e Lucy já desmarcou o compromisso com os pais do namorado, eles compreenderam a importância da situação e mais que o senhor. E, agora mesmo, Lucy já se encontra no local, estão apenas me esperando. — Jellal persistiu.
– O QUÊ?!
Jude discou o número de Levy, irritado. Logo a garota atendeu, percebendo a fúria do homem com pouquíssimas palavras:
– Levy, onde você está?
– Presumo que Jellal tenha lhe contado. — suspirou. — Já estamos no local da palestra, e Bell já está aqui. O senhor não sabe o quanto a Lucy está feliz, por favor, deixe ela aproveitar...
– Tsc, aquela pirralha estúpida. Certo, Levy. Ela terá o devido castigo, deixe que aproveite. — Jude sabia que seu tom de voz fizera a garota estremecer e, com isso, abriu um pequeno sorriso. Desligou o celular e fez um sinal para que Jellal se retirasse. — Você também quer ir, certo? Ande.
– Obrigado, Sr Jude. Quanto a Lucy, por favor nã–
– Acho que você já fez demais por ela, não acha, rapaz? — O tom estava carregado de rancor.
– Desculpe, senhor.
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Lucy bocejou olhando uma cena do filme, o que fez Natsu revirar os olhos. Ele até que estava gostando do filme, que menina crítica.
– Qual o seu problema, hein loira?
– Me deixa, seu algodão doce estúpido. Você me arrastou até aqui, isso já não é um problema? Eu já vi filmes mais assustadores e mais bem escritos. — resmungou, sentindo os dedos tocarem o fundo do pacote de pipoca.
Mas já comera tudo? Que irritante, pensou. Por fim a garota tomou o último gole de seu refrigerante e se aconchegou na poltrona, fechando os olhos.
– Hey, o que você pensa que está fazendo?!
– Dormindo, não dá para perceber não, idiota? — A loira retorquiu.
– Não se dorme em um encontro!
– Em um que se vem obrigada, sim. — teimou.
– Dá pra você parar? Eu não te puxei pelos cabelos. Você veio porque quis.
Bem. Ele jogara a verdade em sua cara. E Lucy se sentiu profundamente humilhada. Apertou as unhas contra a carne, sem querer demonstrar que ficou abalada.
– Me deixe em paz, Dragneel. Eu não quero estar aqui, está chato. Eu estou com sono, então vou dormir.
– Ah, é? Então vou arranjar algo para te deixar bem acordada. — O garoto disse com malícia.
Lucy ignorou-o, esperando que ele tornasse a assistir o filme, até sentir uma mão grande subir por sua coxa em um carinho gostoso e erótico. Ia reclamar, contudo o que saiu de sua boca foi um gemido abafado quando ele apertou sua perna com possessividade e desejo.
– O que diabos você...?
Parou de falar quando o rosado a puxou pela cintura e logo selou seus lábios em um beijo voluptuoso. Suas línguas se encontraram e se moveram em total sintonia, fazendo os corpos se unirem mais, chegando ao ponto de Lucy sentar no colo do garoto. A jovem arranhou o pescoço dele, enquanto o mesmo passava a mão por todo seu corpo com urgência, chupando sua língua com sensualidade. O ar perdido era recuperado em segundos antes que suas bocas voltassem a se encontrar com um profundo desejo.
O calor se espalhava por seus corpos, enquanto Dragneel se separou dela apenas para pôr os lábios no pescoço alvo, local onde ele lambeu e mordiscou antes de dar o mais faminto chupão que já dera. O gemido da garota foi tão prazeroso que logo ela sentiu um volume onde estava sentada e roçando em sua coxa.
– Dragneel... – gemeu seu nome, o qual ele respondeu com voz arrastada, entre beijos pelo corpo da jovem:
– Caralho, loira, você é muito gostosa!
Chupou o lábio inferior da jovem e o mordiscou, a mão faminta passeando pela bunda e dando um apertão nela.
– Eu quero foder você.
Lucy definitivamente não estava em seu estado mais lúcido, porque isso apenas arrancou um sorriso dela e ela lambeu o lóbulo de sua orelha, fazendo com que ele arfasse.
– Porra. Eu quero muito comer você. Aqui, agora. — A língua de Heartfilia seguiu para a mandíbula, prestes a entrar na boca masculina. — Como o Loke consegue fazer tanta merda com uma garota como você?!
O nome de Loke fez a loira despertar de seu estado inebriado e sair do colo do rapaz rapidamente. Ela arregalou os olhos, a respiração acelerada e entrecortada. Pôs as mãos onde recebera o chupão e sentiu os olhos lacrimejarem. Suas mãos tremiam.
– Merda, Dragneel! Isso é traição! Merda!
– Não é como se ele– — Ela o impediu de continuar.
– Eu estou saindo! — Ela bufou, saindo do cinema e agarrando sua bolsa com força. Estava prestes a chorar e ele não poderia ver isso.
– Ei, loira, aonde você pensa que vai?!
– Para longe de você! Você me fez fazer... isso... — Seu lábio tremeu. — Aposto que sua intenção em me pegar é deixar o meu namorado com raiva!
– Não é só isso! — Natsu gritou, puxando a garota pelo pulso.
O coração de Lucy acelerou. Pararam no meio do corredor escuro e ele a agarrou por trás. Mordeu o lóbulo da orelha da mesma, sentindo-a estremecer. Deu um risinho e soprou o ouvido dela, antes de dizer:
– Eu também quero te comer porque você é gostosa.
Heartfilia se soltou e desferiu um forte tapa no rosto do garoto, de forma que a mandíbula do mesmo estalou. Quantas garotas ele levara para a cama com aquela simples frase? Não importava, Lucy era diferente. Não por não se interessar nele. Ela se interessava, ele sabia. E sim por resistir a isso, por amar alguém tanto que sentia completo nojo de si por ceder aos desejos. Ele a queria. E muito. Natsu virou-se para ela em uma fúria já calma, mas a garota foi mais rápida.
– Não me enche. — cuspiu tais palavras nele e se virou para seguir seu caminho.
O rapaz ficou parado por alguns minutos, tentando digerir o que acontecera. Quando saiu do cinema, sem a esperança de encontrar a loira lá, a viu tomando sorvete e conversando com alguém no telefone. Se aproximou sorrateiramente, ouvindo parte da conversa e percebendo o rosto vermelho marcado por... aquilo era uma lágrima?
– Sim, Levy, eu não me importo que ele seja o cara mais gostoso que eu já vi na minha vida, eu não suporto essa criança! Eu me senti tão desejada, e foi bom, mas foi tão errado e tão horrível. Eu não deveria ter achado bom. Como vou olhar para o Loke agora? ... Eu... Sim. Eu sei, vou tentar me acalmar. Eu vou é embora, antes que ele apareça, eu não sou o último pedaço de carne para ficar no meio da rixa entre os dois, muito menos para ser comida. Isso é horrível.
– Errado. Você é para ser comida. — Natsu disse, pegando o celular da loira e desligando a chamada.
A loira o olhou com ódio. Levantou-se, mas ele jogou-a no banco novamente, encarando-a sério. E então lambeu o sorvete dela, para logo depois chupá-lo. Metade do sorvete desapareceu.
– Seu pedobear rosa estúpido! Meu sorvete!
– Nosso sorvete.
– Nada disso, você vai comprar outro para mim! — Ela rugiu, socando o peitoral dele, que apenas olhava para baixo rindo.
Não acreditava que com tão pouco já tinha machucado tanto a garota. E que ela já estava agindo com ele como se apenas o odiasse e nada disso tivesse acontecido. Afinal, ela era uma garota fraca ou forte?
– Isso não dói, sua tampinha fraca.
– Vai se ferrar! Quero meu sorvete! — exclamou, chutando a canela dele, que gritou de dor.
– Porra, Heartfilia!
– Fraca é a sua mãe. — resmungou, sem perceber a feição do garoto se fechar.
– Pedobear rosa é o seu pai.
– Meu pai pode ser tudo de ruim, no entanto ele não é um pervertido e nem tem cabelos ridiculamente róseos.
– Hey, não tem nada de ridículo no meu cabelo sensual!
A garota gargalhou. Tanto, mas tanto que foi ao ponto de lágrimas escorrerem por sua face. O rosado fingiu raiva e deu um empurrão nela, que ainda ria. Era bom ver lágrimas de alegria nela.
– 'Tá rindo de que, loira burra?! — Ela ofegou, tentando recuperar o fôlego.
– Sensu... — riu — ais! — E riu novamente. — Maior cabelo de bicha!
– Aí, não ofende, garota!
– E, só para constar, sou loira, mas sou mais esperta que você, seu rosado gay! — constatou.
– E qual o seu problema com homossexuais? — Ele a desafiou. Podia ser um babaca, entretanto não gostava de preconceito e admirava pessoas homossexuais, por mais que não tivesse atração por homens.
– Nenhum, eu inclusive tenho amigos assim, mas há uma diferença entre homossexual e bicha, porque bicha louca afetada como você...!
– Eu peguei mais da metade dessa cidade, minha cara. — Se defendeu, irritado por ela pôr sua masculinidade, ou melhor, sua palavra em dúvida.
– Hétero bicha! — riu de novo, enquanto ele fazia uma banana para ela e ia comprar seu sorvete. — Vou querer pedaço do seu sorvete também!
E parecia que a briga nem havia acontecido.
Porém havia.
[x]
– Loke, por algum acaso você viu sua mãe? Eu gostaria de organizar as finanças com ela. — Um homem charmoso e de cabelos de um loiro pálido perguntou.
– Minha mãe resolveu dar uma volta pela cidade, pai.
– Ah, essa mulher. — suspirou. — Eu estava pensando, filho... Lucy sempre foi muito sonhadora, pelo que me disse. E as fotos realmente aparentam isso. — O ruivo deu uma risada suave.
– Vocês viram tantas fotos que era impossível não notar. Então sim, é isso mesmo.
– Então, você já disse que a ama?
O garoto suspirou, incomodado. Odiava entrar naquele assunto, realmente era um assunto complicado para ele. Ainda mais com o turbilhão que sentia por Lisanna.
– Pai, Lucy é incrível! E eu gosto muito dela, mas não posso dizer que a amo.
– Entendo... eu só pensei que uma hora ela iria desistir de ouvir um "eu te amo" de seu príncipe do cavalo branco.
– Minha mãe não desistiu. — rebateu, subitamente chateado com o pai.
– Mas eu não demorei tanto assim. Só não perca seu bem mais precioso, certo?
Loke olhou para uma foto sobre a mesa, onde ambos estavam juntos e com enormes sorrisos. Talvez seu velho estivesse certo. Lucy era seu bem mais precioso, sua Lucy.
[x]
– Ande, me dê logo esse pedaço, algodão doce!
– Calma, loirinha. — Ele riu, mas ela roubou o sorvete dele e saiu correndo, comendo o doce. — Volta aqui, sua ladra!
– Nunca! Quero dizer, depois que eu comer o tanto que você comeu do meu!
Lucy ria bastante, até o momento em que se viu prensada contra uma parede. A respiração de ambos era ofegante e tanto ele quanto ela traziam bobos sorrisos na face. A loira lambeu o sorvete mais uma vez, sem quebrar contato visual, e ficou encarando o rosado.
Ambos estavam em outro mundo, onde existiam apenas os dois. Algo muito estranho acontecia entre eles, e ambos queriam entender o quê. Ainda estariam, se uma exclamação surpresa de uma mulher não tivesse lhes chamado a atenção.
– Mas, oh, não é a menina Heartfilia?
Lucy olhou para a mulher e então sentiu seu sangue gelar. Lógico que a reconhecera pelas fotos. Aquela que os encarava era a mãe de seu namorado.
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