Blondie and Cotton Candy
18 Capítulo 17 — Depois da tempestade...
Notas iniciais

Capítulo 17— Depois da tempestade...
Anteriormente:
— Eu não sou mais uma Heartfilia a partir de hoje. [...] Eu não sou tua filha! Já tentei negociar com você por muitos anos e, principalmente nesse momento decisivo, vejo que você só vai estragar toda a minha vida. Esse é um adeus ao prestígio de ser uma Heartfilia. Assim que conseguir estabilidade financeira, vou pedir emancipação.
[...]
Sting sorriu amargurado, recostado à porta do banheiro. Parecia que nenhum deles era feliz e nunca poderia ser. A vida parecia horrível e sem esperanças.
Bem. Não totalmente sem esperanças. Queria a melhor amiga de seu primo. E a teria, trazendo alegria tanto ao seu espírito quanto ao dela.
[...]
— ... Olha, eu sinto muito pela história toda com o seu pai, mas eu não quero me envolver nos seus problemas, eu só quero recuperar o meu melhor amigo. Falou?
Lucy só fez levantar, sentindo que não conseguiria conter as lágrimas, quebrada pelo evento do dia anterior. Natsu tentou levantar e segui-la, mas percebeu que não devia atiçar Lisanna, então Levy se responsabilizou por isso.
— O que você ‘tá tentando provar?
— Vai saber. — beijou a bochecha do rapaz, que travou novamente.
[...]
—___x____
“A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.”
Lucy sorriu, ouvindo Flare comentar sobre o quanto a professora de Anatomia aplicada à Psicologia era bonita e o quanto as aulas justamente de anatomia seriam interessantes. A ruiva riu.
— Não se preocupe, Loirinha, ainda prefiro você.
Heartfilia só fez corar e rir, sem graça. Seguiram andando juntas até a saída do prédio. Lá, Flare enganchou o braço com o de Rufus, que já a aguardava, e se despediu da colega com uma piscadela.
— Nos vemos amanhã, Loirinha.
— Até! Tchau, Rufus.
— Milady. — Ele fez uma vênia.
O casal de amigos se afastou, deixando para trás a loira. Brincando com os pés, em uma caminhada leve e ritmada, ela seguiu caminho para um ponto de ônibus, logo enviando uma mensagem para o amigo. Nela, informava que estava “indo dar uma checada em Wendy”. Era a primeira vez que pegava aquele transporte em específico, então decidiu prestar atenção no trajeto.
Ao entrar no ônibus, pagou sua passagem e sentou, fones nos ouvidos e olhos atentos. Por mais que o amigo morasse um pouco longe da cidade, a faculdade também não era tão perto, portanto a distância entre esses dois locais era relativamente pequena. Não tardou muito a reconhecer as ruas arborizadas do bairro que tanto gostava. Já era hora de descer e a loira subitamente se sentiu mal, as mãos com suor frio. Não sabia como encarar a pequena Fernandez depois dos últimos acontecimentos.
Buscou fôlego antes de bater com força, embora sem firmeza, no portão de madeira, não deixando também de assoviar. Seu celular vibrou; duas novas mensagens. Natsu e Levy. A do rapaz era direta, pedindo que ela ligasse se precisasse. Já a da amiga era mais... intensa.
“De: Levy
Às 17h37
Lucy Heartfilia! Eu não disse que iria nos Fernandez com você?! Posso saber por que a srta não me esperou? Você é terrível, garota. Nos vemos amanhã. Me ligue mais tarde, sim? Xoxo.”
Absorta em sua leitura, Lucy só percebeu que a porta se abria quando pôde ver Wendy, esta com um olhar extremamente cansado. A garota esboçou um sorriso e cumprimentou-a:
— Lucy, olá.
— Oi, Dy. — sorriu, ainda nervosa.
— Entre, entre.
Foram até a casa em silêncio, por mais que Heartfilia andasse rente ao riacho, como sempre. Ambas tinham os olhos perdidos na grama ou nas pedras. Um livro estava aberto no sofá e uma xícara de chá jazia sobre a mesa.
— Ah, você está lendo algo.
— Romeu e Julieta. — respondeu, num tom um pouco mais vívido.
— É uma boa leitura. E então, como foi a aula?
— Como sempre, acho. Conversei com meus amigos, fiz exercícios... Coisa de rotina. — comentou timidamente.
— Se não me engano, seus amigos são Romeu e Chelia, certo?
— Isso. Mas Chelia é mais velha e... Bem, você aceita um chá?
— Por favor. É chá preto que você está bebendo? — inquiriu, observando a xícara.
— Sim, é só o que tem. Estou com as folhas aí. Com leite?
— Por favor. Mas por enquanto só esquenta a água, vamos conversar.
Lucy finalmente se sentou, enquanto a mais nova se dirigia para a cozinha. Ela esfregou as mãos na calça, tentando secar o suor. Depois cruzou-as, olhando para o chão. Alguns minutos devem ter se passado, e Wendy já estava de volta.
— E você está se alimentando? Seu pai cozinhou algo ou você quem está fazendo?
— Ah, Lucy, você conhece meu pai. Eu cozinho para nós dois. Hoje meu almoço foram os restos do jantar de ontem. Que eu fiz, sabe?
— Entendo... O Sr. Fernandez é fogo. Quer que eu faça o jantar com você hoje? — A loira ofereceu.
— Eu adoraria.
Ficaram em silêncio, os pensamentos corroendo-as. Vez ou outra tinham um impulso de falar algo, porém logo desistiam. Lucy, enfim, expirou. Virou para a amiga e segurou a mão dela com delicadeza.
— Wendy. Precisamos falar sobre o que aconteceu no outro dia. Sobre o Porla.
— A-ah... Eu acho que a água já ferveu!
A pequena correu para a cozinha, tremendo. A loira pôs a mão na testa, também trêmula. Passados mais minutos, a jovem despertou, uma nova xícara sendo depositada na mesa, a sua frente. Marvell sentou ao seu lado, engolindo em seco. Tocou a marca avermelhada em seu pescoço, similar a um comprido arranhão.
— Foi aqui que a faca...
— Eu sei. — a resposta veio em um fio de voz.
— Olha, Lucy... Eu não te culpo por isso. Eu sei que seu pai–
— Ele não é meu pai. Não mais.
— Oh... Certo. — assentiu, murmurando. — Entendo. De toda forma, o Sr. Heartfilia é um monstro. Aquilo foi errado. Horrível, assustador e desumano. Eu tive pesadelos com isso. Chorei. Senti dor. Mas lembre-se. Não. É. Sua. Culpa. — enfatizou, lentamente.
— Será? E mesmo que não seja, Dy. Ainda me responsabilizo por isso. E quero teu bem. Quero poder cuidar de você e impedir que qualquer mal te aconteça. Eu quero orgulhar o Jellal, porque eu amo vocês dois.
— Obrigada, Lucy. — abraçou-a.
E então as duas se puseram a chorar. Por muito e muito tempo. Secando as lágrimas, a mais velha bebericou seu chá, sendo acompanhada pela companheira.
— E então... O que acha de fazermos Bubble and Squeak?
— Eu adoraria. — Wendy sorriu.
[x]
— A Lucy ainda não chegou? — A voz de Natsu chegou até o escritório, no andar de baixo.
Sting estalou a língua, desviando o olhar de seu netbook e logo mudando a feição dura para uma mais juvenil, ainda que irritadiça. Sua voz se propagou pela casa, potente:
— Não, ela não chegou, ainda deve estar com a pirralha. Ao invés de se preocupar com isso, você deveria estar estudando sua matéria nova, ‘cous*!
— ‘Tá, cala a boca! Eu ‘tô estudando.
— Claro, claro. — rebateu, cético.
— Vai trabalhar, vai.
— Alguém aqui faz o dever de casa, né?
O loiro riu ao ouvir o primo xingar. Uma notificação do seu Web Whatsapp piscou. Mensagens do seu melhor amigo, Rogue, com mais trabalho a ser feito. Ele trocou de tela, voltando ao email com um suspiro.
Enquanto isso, Natsu esfregava a cabeça, seu novo material formal de Biomedicina aberto a sua frente. Happy miou em seu colo quando o rapaz se moveu para abrir o novo email de sua caixa de entrada.
— Avanços no material... fonte anônima confiável... governo cubano, hm? — leu trechos em voz alta. — Não sei se Cuba...
Parou de falar ao ouvir a porta de entrada bater. A voz da loira, pronunciando palavras como “Ley” e “dando certo” deixavam claro que a amiga estava ao telefone, mas ainda assim ele desceu a escada, prestes a recebê-la com grande preocupação.
— Lu–
Ela levantou a mão, pedindo silêncio. A expressão de Dragneel murchou. Sting, que assistia a cena pelo escritório de porta aberta, gargalhou.
— Eu sei que você não gosta de estudar, Natsu, mas não tem mais desculpa.
— Vai à merda, Abelha. — E subiu.
O gato havia descido e foi até a cozinha comer sua ração nova. Pouco depois, Lucy encerrou a ligação e pegou o felino azul no colo, sentando na rede do escritório, atrás de Eucliffe.
— Ei. Quer ver algo legal?
— Por que não? — A loira respondeu o rapaz, continuando a acariciar Happy.
Sting clicou em uma foto que o amigo lhe enviara recentemente, de seus dois gatos, Lector e Frosh.
— Aww!
— O castanho é o meu, Lector, ele é bem agitado. Já o cinza claro de roupinha de sapo rosa é o Fro, digo, Frosh. Ele é do Rogue, bem manhoso e quieto, vive seguindo o Lector. — sorriu, mostrando-os para a jovem maravilhada.
— São uma graça. Você deve estar sentindo falta deles.
— Até que estou, bastante. — Sting deu um sorriso amarelo.
— E você está fazendo o que agora, Sting?
— Trabalhando.
— Atrapalho? — questionou, o olhar na expressão satisfeita do gatinho.
— Nunca, loirinha. Só que você precisa estudar, não?
— Verdade. No entanto, sem preocupação, relaxa. — Lucy deu de ombros.
— Senta no pudim.
A resposta do garoto fez Lucy rir.
— Loirinha...
— Oi?
— Como você está? Porque cara... a parada foi séria. Se quiser conversar, eu estou aqui, certo? — Ele pôs a mão na cabeça dela, de forma carinhosa.
— Eu prefiro guardar isso para mim agora, mas obrigada. Está sendo bom ter você por aqui. Eu falo por mim, porém tenho certeza que para o Natsu também.
— Eu sei. Eu e esse puto nos amamos.
Sting também sentou na rede, a mão esquerda tocando a bochecha da jovem com delicadeza, o polegar acariciando-a. Os olhos fitavam-se, quase em transe.
— Você deixa eu te tocar agora?
— É o que parece. — murmurou.
Silêncio. Happy se remexeu, pedindo renovada atenção, prontamente atendida pelas mãos femininas.
— Você é linda, sabia?
— Sting, isso é terreno perigoso. — Lucy alertou. Ele sorriu.
— O quê?
— Você sabe o que está fazendo?
— O que eu ‘tô fazendo? — O sorriso se alargou.
— Sting...
A expressão de reprovação foi totalmente quebrada pela aproximação, hálitos misturados. Um roçar de lábios foi o bastate para um frio gostoso tomar sua barriga e um choque percorrer a base de sua coluna.
É verdade que o beijo estava para ser aprofundado, as mãos másculas já puxando o corpo feminino para si, porém...
— Lu... — O rosado começou o chamado, aparecendo à porta. — ...cy? — Happy pulou, surpreso.
Os loiros se afastaram, a garota com a face rubra, e Natsu saiu de perto da porta. Lucy ofegou, em um ímpeto levantando e indo atrás dele. Sting, por outro lado, mal se movera. Logo um sorriso se formou em sua face, satisfeito e contente.
Heartfilia se sentia confusa. Aprendera a sufocar os sentimentos por Loke, certo. Mas os que sentia por Natsu eram difíceis de serem calados, normalmente debaixo da camada de tremendo amor fraternal. E então, vinham essas sensações elétricas que Sting trazia. Desde cedo desistira do romance, raramente tinha algo intenso e, como que de repente, essa bolo de neve de crescentes emoções rolava por sua vida. Isso era difícil, ainda mais em momentos complicados e de tanta vulnerabilidade.
— Natsu, eu–
— Por que você quer me explicar alguma coisa, loirinha? — bufou.
— Não devo?
— Não. Só toma cuidado com o Sting. Gosto da ideia de vocês juntos, mas ele é um cara perigoso.
—... Certo. Então ‘tá. — Ela resmungou e foi para o banheiro.
A caminho do banho, tocou os lábios. Queria mais. E Sting certamente sabia disso. Ah, se sabia.
[x]
Lucy voltara cedo da casa de Wendy, dessa vez tendo a companhia de Levy. As duas se separaram no ponto de ônibus e agora a loira folheava sua apostila de História da Psicologia.
Recebeu uma mensagem de Virgo, atraindo sua atenção. Sorriu e logo respondeu, contente por falar com a velha amiga.
Chegou em seu ponto, próximo a casa de Natsu, e guardou o material, descendo e seguindo o caminho a pé. Abriu a porta e não viu ninguém. Sting deveria estar trabalhando. Depositou o material no escritório e seguiu para o quarto de Natsu.
Prontamente se arrependeu, de dentro vinham gemidos femininos parcamente contidos e o som do móvel arrastando furiosamente. Inspirou fundo, prestes a se afastar, no entanto a voz de Dragneel se fez ouvida.
— Você gosta de ser fodida com força?
Um calor queimou por todo o seu corpo.
— S... Sim. Por favor... não pare. — A voz feminina respondeu.
— Eu só paro quando eu quiser, garotinha. — Ela provavelmente murmurara algo, quando ele prosseguiu. — Shh, só quero você pedindo por mais quando eu acabar de te comer gostoso, Angel.
Lucy se afastou bruscamente, a face em chamas. Precisava de uma ducha fria, e então iria estudar. É claro que sentia ciúmes de Natsu com outra garota, era uma mulher ciumenta, contudo não pôde deixar de imaginar que isso era consigo.
A caminho do banheiro no primeiro andar, não teve tempo para pensar, pois o loiro chegara. Ele sorriu para a garota, arqueando uma sobrancelha ao percebê-la ofegante e enrubescida. Ao se aproximar, os sons do quarto de cima chegaram-lhe aos ouvidos, e Sting gargalhou.
— Você gosta disso, sua pequena vouyer?
— Não! — exclamou, tentando não gaguejar.
— Sei, claro. — Ele riu. — Não acha mais divertido fazer, ao invés de olhar? — se aproximou perigosamente.
— Eu não tenho que achar nada, fica na tua aí.
— Ah, mas você acha... Não é?
— Para, olha a situação em que você está nos colocando...
Lucy manteve o tom firme e não saiu do lugar, por mais que o garoto estivesse praticamente grudado a ela, intimidador. A garota pôs as mãos no peitoral dele, indicando distância.
— O que você está esperando que aconteça, hein?
— Então o primo não estava mentindo quando deixou escapar que você era difícil. Você é bem durona, mesmo. Hein, Loirinha? — Sting deixou um riso rouco escapar. — Eu espero que você me dê uma chance, só isso.
— Acho que você vai ter que me convencer, Abelha.
— Talvez se você me disser o que quer...
— Eu quero muitas coisas. — Lucy revirou os olhos, enchendo o peito. — E ao que diz respeito a você, eu não quero pensando em projeções para o futuro. Só quero.
— Desembucha, Loirinha.
Heartfilia finalmente sorriu, levando o rosto de leve. Foi prontamente correspondida, e então Sting tomou-a para si em um beijo longo e necessitado.
A escada fez um barulho com o passo dado. Ambos se separaram e desviaram o olhar em direção ao som, encarando a jovem de cabelos platinados que descia para o primeiro andar. Ela estava com uma regata de Natsu, tão larga em si que mal cobria seus seios e, ainda assim, por pouco cobria sua bunda. Ao ter olhares para si, ela sorriu de canto, empinando o queixo.
— Com licença...? — Lucy pediu, incomodada.
— Que foi? Nunca viu uma mulher de verdade não, loira?
— Como é?
— Deixa para lá, é só uma mina do Natsu. — Sting bufou, abraçando a cintura da loira.
— Hmm... Até que você têm uns seios bonitos. — Angel analisou. — Mas não é tão gostosa quanto eu. Nem gostosa o bastante para roubar esse homem de mim.
— Não é como se eu quisesse, também. Mas cala a boca, Angel. Eu não sou seu homem. A gente transou três vezes, credo.
Era Natsu quem descia a escada, revirando os olhos. A amiga o olhou, firme, no entanto ele claramente evitava olhá-la. Foi para a cozinha, beber água, sendo seguido pela visitante. Ela também pegou um copo.
— Sobe, eu já te encontro lá em cima.
— Não demore. — Ela pediu.
Lucy se aproximou de Dragneel, enquanto ele apenas trocava olhares com o primo, que zombava dele com um sorriso matreiro.
— O algodão doce voltou à ativa, han? — Heartfilia comentou, com certo rancor.
— Luce...
— Sobe logo, a garota está esperando.
— Eu atrapalhei alguma coisa aqui, também? — Ele perguntou, tentando entender porque estava tão chateado com isso.
— Nem, rela–
— Sim. — A loira cortou Sting, direta. — Agora deixa. Eu vou tomar um banho.
Natsu passou a mão pelos cabelos, frustrado. Antes que a garota se afastasse, porém, ele a viu se aproximar de Sting e sussurrar algumas palavras ao pé de seu ouvido, o que aumentou seu desconforto. E então se afastou.
— O que ela te disse?
— Que gosta muito de mim. — Sting sorriu, verdadeiramente contente com isso.
— Vocês são um casal legal.
— Tem certeza que ‘tá tudo bem com isso? Eu sei que vocês são muito próximos e tal, talvez isso te deixe mal.
— Não, eu ‘tô bem. Tranquilo. — A resposta veio rápido, até demais.
Silêncio se instalou por eles por alguns curtos minutos, e então o rosado andou até a gaveta mais próxima. Dela, tirou um maço de cigarros Black. Com um suspiro, retirou um da caixa e a guardou novamente.
— Tem fogo?
— Achei que você não fumasse, ‘cous.
— Eu não fumo. Normalmente. — disse, displicentemente.
O primo estendeu o isqueiro em sua direção, acendendo enquanto Natsu puxava com a boca. Acendeu.
— Você está bem?
— Sabe... Essas coisas recentes mexeram um pouco comigo. Talvez eu esteja perto de chegar a concluir o que meus pais mais desejavam. Sei que, se ainda estivessem vivos, eles já o teriam feito.
— Você está dando seu melhor, Natsu. Sabe que admiro muito você. — O outro Dragneel pôs a mão no ombro do rosado. — E eles certamente estariam orgulhosos de tudo o que você fez e faz.
— Não. Não tudo. Nem metade disso. Eu tinha a Lucy para me ajudar a me manter, mas...
— Mas...?
— Não é nada. Eu só acho que preciso dos meus antigos apoios e válvulas para não pirar com a vida. Ela não é fácil como eu gostaria. E não quero ser um babaca de novo, então preciso de vocês dois. E dos meus amigos. — Se abriu.
— Eu sei, cara. Estamos aqui.
— Vou parar a ladainha emocional e tomar um café. Obrigada, T. Boa noite.
E com isso, Natsu se afastou, cansado. Sting o observou ir até a cozinha e então foi para o escritório, a mente ativa. O primo sempre foi um figura muito curiosa para si, uma energia tão forte, tão capaz de mover os outros por empatia, e ainda assim nem sempre para coisas boas ou que o deixassem bem.
Natsu Dragneel se tornou um alma solitária em meio a toda a aura de alegria que o circundara.
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