Blondie and Cotton Candy
19 Capítulo 18 — Tudo em seu tempo
Notas iniciais
Capítulo 18— Tudo em seu tempo
Anteriormente:
— Acho que você vai ter que me convencer, Abelha. [...] Eu quero muitas coisas. E ao que diz respeito a você, eu não quero pensando em projeções para o futuro. Só quero.
— Desembucha, Loirinha.
Heartfilia finalmente sorriu, levando o rosto de leve. Foi prontamente correspondida, e então Sting tomou-a para si em um beijo longo e necessitado.
[...]
— ... Olha, eu sinto muito pela história toda com o seu pai, mas eu não quero me envolver nos seus problemas, eu só quero recuperar o meu melhor amigo. Falou?
Lucy só fez levantar, sentindo que não conseguiria conter as lágrimas, quebrada pelo evento do dia anterior. Natsu tentou levantar e segui-la, mas percebeu que não devia atiçar Lisanna, então Levy se responsabilizou por isso.
— O que você ‘tá tentando provar?
— Vai saber. — beijou a bochecha do rapaz, que travou novamente.
[...]
— Sabe... Essas coisas recentes mexeram um pouco comigo. Talvez eu esteja perto de chegar a concluir o que meus pais mais desejavam. Sei que, se ainda estivessem vivos, eles já o teriam feito. [...] Eu tinha a Lucy para me ajudar a me manter, mas...
— Mas...?
— Não é nada. Eu só acho que preciso dos meus antigos apoios e válvulas para não pirar com a vida. Ela não é fácil como eu gostaria. E não quero ser um babaca de novo, então preciso de vocês dois. E dos meus amigos.
—___x____
“Foi um amor de verão, feito apenas de desejos, naquelas tardes quando os beijos e abraços, por mais que assustados eram seus.”
Sting pôs a mão esquerda no ombro do homem que o acompanhava, a direita segurando o cigarro que pendia de sua boca.
— Acho que você já fez o bastante, Roberts. — observou, enquanto uma mulher de cabelos bem negros se aproximava.
— Senhor... Minerva é uma mulher muito séria. E assustadora. Sei que não deve se preocupar com isso, contudo pode ser bom ter alguém do Canadá para intermediar pela sua parte.
— Não se preocupe comigo. Eu sei lidar muito bem com tigresas.
— Então conhece a alcunha dela? — Sting sorriu com a pergunta.
— Sim.
— Roberts! Não esperava que você ainda estivesse aqui. — Minerva comentou, com certo desprezo. — Sting.
— Olá, Miny. Há quanto tempo.
— Vocês se conhecem? — Roberts arregalou levemente os olhos, surpreso.
O loiro se virou para o mais velho, colocando um cigarro na boca desse e o acendendo em seguida, um sorriso paciente forçado em seu rosto. Forçado o bastante para fazer Roberts engolir em seco.
— Se bem me recordo, eu disse que você já fez o bastante, não?
— Oh, desculpe. Até mais, Srta. Orlando.
E se afastou, certamente aliviado por estar livre de duas figuras ameaçadoras em meio a tantos predadores dos negócios.
— Como vai, gatinha? — Eucliffe perguntou, passando a mão na cintura da mulher, que logo bateu nela.
— Eu tenho uma reputação a manter, garoto.
— Me perdoe, senhora.
— Cale a boca.
Ela o guiou até sua sala, andando em um rebolado ritmado e provocador, típico de mulheres poderosas. Mal a porta fechou, as persianas já fechadas, Orlando puxou o rapaz pela nuca, sentando na mesa, os corpos próximos.
— Você fez uma falta no Canadá, Tigre Luz.
— Eu sei disso, tigresa. — sussurrou ao ouvido dela.
— Negócios primeiro ou você quer matar essas saudades?
Apesar da pergunta, Minerva já o trouxera para mais perto, a boca indo em direção ao pescoço dele. Sting se afastou repentinamente, fazendo com que a velha amiga arqueasse uma sobrancelha.
— Eu estou aqui a negócios da Sabertooth, Miny. Saudades eu mato com conversa jogada fora e um café no tempo vago. — Foi direto.
— Ora, o que é isso? Logo você, sendo tão frio.
— Você me conhece.
— E aquela história de que estava ansioso para me ver quando chegasse? De que queria ver sua amiga, conversar sobre a vida e os velhos tempos, mas acima de tudo mostrar o quanto o homenzinho cresceu? — inquiriu, um dedo na boca, risonha.
— Acontece que eu encontrei alguém de quem eu gosto. Sei que é muito pouco tempo para eu dizer algo, porém... é intenso. Eu gosto disso. Não quero vacilar com ela.
— Entendo. É uma pena. Eu tinha me preparado para esse encontro. — acariciou a cinta-liga exposta. — Bem... — Logo a expressão ficou séria. — Vamos aos negócios.
[x]
— Natsu, nós temos que conversar.
A voz da abina fez com que o rapaz parasse de andar. Ele virou a face em sua direção, a expressão cansada.
— O que você quer, garota? Já não basta deixar a Lucy naquela situação ontem e-
— Desculpa. Eu não precisava ter feito aquilo. — Lisanna pediu, segurando o punho dele. — Mas de que outro jeito eu consigo sua atenção? Eu tenho que vir até você de algum jeito, não?
— Olha, você não tem coisas a fazer?
— Eu tenho uma aula para assistir. Ainda assim...
— Você quer conversar? Ok. Me diga depois que faculdade você está fazendo. O que você gosta de fazer. Teremos assunto, você fala mais e eu fico na minha. É assim que se aproxima de uma pessoa. E já que você é uma estranha pra mim agora... — O rosado soltou o braço.
— Certo...
E ele seguiu pelo corredor.
[x]
Sting beijou a nuca exposta de Lucy, que estava sentada à escrivaninha, estudando. Ela arquejou levemente as costas, arrepiada.
— Oi, Abelha.
— E aí, loirinha. Tudo tranquilo por aí? — perguntou, apoiando o queixo no ombro esquerdo dela.
— Sim, bastante. E como estava o "trabalho"?
— Tudo normal. — beijou a bochecha dela. — Quando você vai terminar aí e vir me dar atenção, hein?
— Deixa de ser carente, rapaz.
— Carente, não, necessitado. — O loiro corrigiu, rindo. — Que raro ver você de coque.
— É bom ficar sem o cabelo na cara para estudar.
Ficaram mais uns minuto em silêncio, Sting indo para a janela fumar. Passado mais um tempo, a loira fechou o material e levantou silenciosamente, indo até Sting e abraçando suas costas.
— Você até que é bem carinhosa, né?
— Pode-se dizer que sim. — Ela riu.
Eucliffe apagou o cigarro e se virou para a garota, acariciando a base da sua cabeça com um sorriso no rosto.
— Eu gosto de você, loira.
— Eu sei. — piscou. — Você também não é ruim.
Ele a beijou lentamente, carinhoso.
— Quer ver um filme?
— Por que não? – O rapaz roubou mais um beijo após respondê-la.
— Vamos chamar o Natsu?
— Claro.
Lucy subiu as escadas para chamar o amigo. Ele estava fechado no quarto. Bateu, sem resposta. Abriu a porta, se deparando com tudo escuro.
Uma garota dormia na cama, com uma blusa de Natsu. O laptop estava ligado em cima da cama, o email de Dragneel em outra guia e a página aberta com Gray e Erza no whatsapp web. Começou a ouvir a voz do rapaz, vinda do banheiro do quarto. Ele deveria estar ao telefone.
Não queria fuxicar as coisas dele, no entanto... Havia uma palavra arranhada na superfície do laptop. Passou o dedo por ela.
— Autumn...
A porta do banheiro fez barulho, indicando que seria aberta. Afastou-se, indo para perto da porta. O rapaz estranhou ao vê-la lá e arqueou a sobrancelha, ainda com o celular no ouvido.
— Vamos assistir um filme, vim te chamar.
— 'Tá. Minha tia quer falar com o Sting. Vamos descer. — Ele pegou uma blusa para vestir.
— Você vai deixar ela aí? — apontou para a garota na cama. Natsu deu de ombros.
— Ela conhece a saída.
— Você é um babaca, Natsu. — suspirou, com certa chateação.
— Só quando eu começo a quebrar.
Lucy arregalou os olhos, mas o rapaz já tinha passado pela porta. Bufou, passando a mão pelos cabelos. Estava sendo injusta, sabia disso. Lisanna estava de volta a vida do rapaz, tinha toda a situação com ela e as coisas estarem diferentes. É claro que por tudo que ela passara, também tinha o direito de ficar chateada, mas, novamente, sentia que trazia problemas para a vida do melhor amigo e ele sempre estava lá para apoiá-la.
Olhou novamente para o laptop, curiosa com aquela palavra. O que será que ela significava? Esse era mais um mistério sobre Natsu. Seu verdadeiro nome. Sua família. Sua existência. E agora essa palavra.
Pensou em mexer no laptop. Talvez tivesse respostas. Balançou a cabeça, em negação, reprovando a si mesma por esse pensamento. Observou a garota adormecida que, por sinal, era de uma de suas turmas.
— Você não deveria estar aqui... — sussurrou.
E então desceu.
A voz de Sting se fez ouvida, suave. Ele ainda falava com a tia, ao lado de Natsu. O mesmo dava play em um filme, o qual Lucy correu para descobrir qual era. Gostava muito de cinema e estava com vontade de ver algo muito bom.
— Escolheram o que?
— Lucy. — O rosado sorriu ao responder, divertindo-se com a resposta automática.
— Eu.
— Não. Lucy. – corrigiu-a.
— Quê? – A expressão confusa da garota fez os primos rirem.
O loiro ainda estava no telefone, já prestando menos atenção na tia por estar vendo o desenrolar da cena.
— Beijo, tia. Depois falaremos mais sobre isso. — Desligou. — Gatinha. — chamou a atenção da moça, que ainda não havia entendido. — O filme é Lucy.
— Aaah! — Heartfilia levou a mão à testa, rindo de sua própria lerdeza. — Duh. Só tem um problema. — Natsu revirou os olhos.
— Chegou a cinéfala, né? Você já assitiu?
— Sim...
O rosado ficara um pouco frustrado porque gostava mais de filmes de ação e suspense, quando finalmente queria ver um filme mais cabeça, a amiga já tinha assistido. Ela prosseguiu:
— Eu queria ver algo como-
— Donnie Darko. — Sting sugeriu, fazendo a loira sorrir.
— É, algo como Donnie Darko. Obrigada, Abelha.
Dragneel revirou os olhos, simulando um vômito. Isso arrancou uma risada dos amigos.
— Você nunca foi tão gay, T.
— Qual é, primo. — O loiro rebateu.
— Sem esse "qual é" p'ra cima de mim. Vocês dois aí, sorrindo todos bobos um para o outro. — Lucy corou.
— Fica quieto, Natsu. Vamos ver logo a porcaria do filme.
— Aproveitando esse clima adorável... — O dono da casa ironizou. — Vamos marcar alguma coisa com o pessoal no final de semana?
— Claro! Levy e Gajeel podem ir junto?
— Por que não? Acho que seria legal.
A jovem começou a rir, fazendo com que os dois primos se entreolhassem, confusos. O loiro encarou-a, estreitando os olhos, antes de inquirir:
— O que foi, gatinha?
— Vocês são mesmo parecidos.
Sting deu um sorriso de canto, bagunçando as madeixas róseas do parente, enquanto esse estalava a língua.
— Esse é o tipo de coisa que se finge não saber. — Natsu bufou. — Dá logo play nisso aí.
— Certo!
[x]
Erza gritou com Gajeel, que segurava o prato descartável que continha uma fatia de bolo de morango, a expressão provocadora. Levy tocou o quadril dele, com uma cara de preocupação.
— Ei, Brutos, acho que você não deveria fazer isso...
— Ora, baixinha, é só uma brin–
Ele perdeu o ar após receber um soco muito forte no estômago, encurvando o corpo para frente. O prato escorregou de sua mão, sendo segurado pelo bom reflexo da ruiva, que sorriu de forma amedrontadora.
— Fique longe dos meus bolos.
Wendy riu, acariciando a região abdominal do rapaz com a dedicação e curiosidade de uma futura médica, enquanto conversava com a outra jovem de madeixas azuladas.
Lucy e Gray riam, compadecidos, o rapaz cobrindo o próprio estômago. Com a outra mão, tinha os dedos entrelaçados com Juvia, que conversava com Natsu e Sting animadamente.
A loira observou o melhor amigo. Ele parecia feliz naquele momento. E isso era ótimo. No entanto, a moça na cama dele, a palavra inscrita no laptop, tudo que Jude fizera com que ela soubesse... Essas coisas constantemente vinham a sua cabeça e não sabia dizer se aquelas emoções do rapaz eram reais.
Queria que fosse. Natsu era seu chão. Se ela não soubesse mais onde estava pisando, tudo ia desandar de novo.
Voltou a prestar atenção nas azuladas, que logo incluíram-na em sua conversa com Gajeel.
— Mas diga, Gajeel. Qual é o interesse da Flare na Lu?
Lucy engasgou com seu suco, fazendo cara feia para Levy. O metaleiro riu, bagunçando os cabelos de McGarden.
— A Flare não pode ver um bom par de tetas, foi mal. Mas ela realmente gostou de você, te acha bem legal, mesmo.
— Eu fico lisonjeada, acho. — A loira comentou, enrubescendo. — Levy, sua bobona.
— Que foi, não gosta de menina dando em cima de você?
— Não gosto de gente dando em cima de mim. — rebateu a provocação de Gajeel.
— A propósito, Dy, você vai dormir aqui de novo, né?
— Todo final de semana por um bom tempo...
E os assuntos tiveram continuidade pelo resto do dia.
[x]
— No que você está pensando?
— Nada de importante. — Lucy respondeu, observando o cigarro preto que o parceiro tragava.
— Duvido muito.
— Shhh.
Ela ficou em silêncio mais uma vez.
E então o quebrou:
— Você não acha que estamos muito íntimos para um relacionamento tão recente, Sting?
— Acho, sim. — Ele concordou. — Mas sabe... Importa? Eu gosto de estar assim. — deu de ombros. — Vai dizer que você não? — provocou.
— Claro que não! Pff. — A loira devolveu a brincadeira, empurrando ele para o lado com o quadril.
Ficaram em silêncio por alguns momentos.
— Muita coisa aconteceu na minha vida esses tempos... — Foi a mulher quem disse. — Eu gosto dessa pequena calmaria que se estabeleceu. Quero que fique assim.
— Eu também.
E então o telefone tocou.
Lucy se afastou para atender o telefone, enquanto o rapaz dava um trago profundo, pensativo.
— Alô?
— Boa tarde. – Uma voz masculina respondeu. – É da casa de Natsu Dragneel?
— Dele mesmo, quem gostaria?
— Oh. Meu nome é Rogue e, na realidade, quero falar com o primo dele, Sting.
— Só um momento. — afastou o telefone do ouvido. — Sting! Um tal de Rogue quer falar com você!
O rapaz praticamente se materializou ao seu lado, estendendo a mão para o aparelho.
— E aí, Rogue?
— Fala, cara. Espero que você tenha aproveitado a estadia. — Seu amigo falou, lentamente.
— Eu estou aproveitando. Por quê?
— Bem... Sei que você adora ficar perto do seu primo, mas é chegada a hora. Você é necessário na Saber, meu chapa.
— É sério? — Sting franziu o cenho ao questionar, incomodado.
— Sim. Por quê? Não tem vontade de voltar?
— Tenho, mas... Tenho passado um bom tempo aqui. Quero aproveitar mais coisas, entende?
— Desculpa, Sting. Eu preciso mesmo de você. Os Dragões Gêmeos estão sendo absolutamente requisitados. Além disso, você não foi o único a contatar a Sabertooth com relação à sua última reunião. Minerva já nos deu algum trabalho por aqui e eu já te cobri muito. Te vejo amanhã, certo?
Eucliffe ficou em silêncio, ponderando, sabendo que o melhor amigo o aguardava do outro lado da linha.
— Sting?
— Está certo. Até mais, parceiro. — E desligou.
Lucy se aproximou do rapaz, que ostentava uma feição pensativa. Acariciou os trapézios, então tensos.
— O que foi, Abelha?
— Eu tenho que voltar aos Estados Unidos. Parto bem cedo.
A jovem arregalou os olhos. E mais uma vez, o mundo girou. Qualquer estabilidade na atual confusão da sua vida se esvaeceu. De novo. Ela deu as costas ao rapaz, querendo ir para o seu quarto.
— Lucy, não faça isso...
— Desculpa. Agora não, Sting.
E sumiu do seu campo de visão, deixando para trás um rapaz atônito e aflito.
[x]
Sting bateu na porta do escritório, olhando para baixo, meio receoso.
A porta se abriu, a loira do outro lado com um sorriso murcho. Sem dizer uma palavra, deu espaço para o rapaz entrar, mas ele negou com a cabeça, levando a mão até a bochecha dela, acariciando-a.
— Lucy. Esse pequeno tempo com você foi muito bom. Quero te agradecer por me deixar passar por ele. Eu aproveitei.
— Foi realmente bem legal, Sting. É uma pena que você já tenha que voltar. Mande notícias às vezes, sim? Podemos nos tornar bons amigos. — Ela sorriu.
Lucy queria mais que isso. Isso era para aprender a não se envolver tanto. Depois de Loke, buscara por romance, coisa a que dava pouca atenção antes. Não queria ser assim. Sua vida já era bastante complicada sem isso.
— Credo, parece até que você ‘tá me dando um pé na bunda. — riu. — Valeu, loirinha. Não vou esquecer de você. E se você começar a namorar outra pessoa, tem que ser alguém que o Natsu aprove, ok?
— Claro, claro. Vou ouvir o papai.
Riram e deram um breve selinho.
— Tinha tanto que eu queria perguntar ainda...
— Como por exemplo? – A loira mordeu o lábio inferior. – É sobre o Natsu, não é?
Ela assentiu.
— Eu quero a verdade, Sting. É tudo o que eu quero e ele não me dá nada. Mas todo mundo diz que há mais. E veja... Sei que isso não é assunto para se ter quando você está indo embora, mas... Eu nem ao menos sei o verdadeiro nome dele.
— Lucy. Eu acho que é ele quem tem que te falar. No entanto, acredite, é só porque ele não está pronto. Nada do que ele guarda pode te machucar de verdade, está bem? Você o conhece. Ele é bom.
— Certo... Bem, esqueça isso. — Lucy deu um sorriso sem graça, tentando tornar o clima mais leve. — Você vai embora durante a madrugada?
— Isso.
— Então nem vamos nos ver mais. Tudo bem. — Lucy deu um beijo na bochecha do rapaz. – Boa noite e boa viagem. E, ah, desculpe por mais cedo, eu precisava pensar.
O rapaz assentiu. É claro que desculpava. Afinal, entendia como tudo era difícil para ela nos últimos tempos.
— Até um dia, Abelha.
Ele sorriu, a porta se fechando lentamente, deixando a face de Wendy visível por um segundo. Ambos só pensavam em como seria a vida daqui para frente, voltando à rotina.
Natsu se aproximou do primo, dando um abraço apertado neste. Apesar de tudo, eram bons amigos. Resolveu que passaria a madrugada com ele, conversando e se divertindo até que ele fosse embora.
A pequena Fernandez já dormia quando a própria Lucy saiu do quarto e tirou uma foto com eles, com a promessa de que ela seria revelada e iria para o álbum de Natsu. Foi um resto de noite agradável, o final de um sonho de férias e da utopia da tranquilidade que beira a vida adulta.
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