Notas iniciais
Capítulo escrito com um tom especial de JuLia!!! Eu amo as duas!!! Lindassss!!!! Enfim, boa leitura e: Desculpem a demora na postagem!

Era cedo, Orelha e Fatinha já andavam para baixo e para cima dentro do Quadrante. Tinha que se desconfiar: o que estava acontecendo ali? A piriguete agora andava com um vestido mais comprido, que lhe dava um ar inocente, seu cabelo amarrado em um coque semi bagunçado, apesar do que aparentava, ela ainda mantinha seu estilo despojado.

–Por que você fica me seguindo, hein Orelhudo? – Fatinha estava visivelmente desconfortável e irritada com a situação.

–Esqueceu o seu segredo senhorita? – Orelha era puro sarcasmo com a garota.

–Você sabe que ninguém pode... Ver nada. Nem saber! Caso contrário. Orelhudinho, a gente estará quites. – A garota falou em tom de descaso.

–Calma aí Fatinha. A gente nem começou... – Orelha devia estar pensando em algo nada perto do politicamente correto. – Você vai ter que me ajudar em algo... Mas neste momento vou deixar você ficar nesse momento casto.

Pilha pegou um ônibus mais cedo, sua tia o fez acompanha-la, e lá estava o garoto mais cedo no Colégio do que realmente gostaria. O rapaz se dirigiu até os amigos, interrompendo o assunto de seu amigo com a garota que até então não havia reconhecido.

–E aí Orelha? – Pilha chegou cumprimentando e dando um semi-abraço.

–Fala Pilha. – O nerd dava uns tapinhas nas costas do amigo.

–Minha musa, é você mesma? – Pilha analisou a garota.

–Qual é Pilhado... Não reconhece a própria?! – Fatinha abriu um sorriso, agradecia mentalmente o fanqueiro estar ali logo cedo.

–Aê, tá diferente... Continua gata... – Pilha colocou a mão no queixo, analisando a nova Maria de Fátima. – Dá uma voltinha, vai.

–Tudo pelo meu chocolate... – A piriguete abriu um sorrisão, abraçou e deu um beijinho no rosto do rapaz, ela adorava aquele garoto, era um grande amigo, e assim como ele pediu, ela deu a ‘voltinha’.

–Como você consegue, oh Marrom Bombom?! – Dinho chegou sozinho chamando a atenção dos garotos ali e tirando onda com o fanqueiro.

–Qual é? Tá sozinho hoje? Perdeu a gata? – Orelha perguntou.

–Nada. – Dinho parou de frente para os amigos, colocando a mão no bolso do bermudão. – A Ju disse que ia acordar mais tarde e que não precisa esperar por ela.

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Lia estava na cama ainda, o rosto coberto pelo lençol, sua irmã Tatá tentou tirá-la da cama, mas sem sucesso. A roqueira queria ficar ali o tempo que fosse necessário para recuperar suas energias, e principalmente: não queria ver Ju com Dinho.

O Dr. Lorenzo continuava no hospital e voltaria após o almoço. A vó Paulina tinha ido a feira e Rosa estava na cozinha limpando a louça do café da manhã. A campainha toca e Tatá sai correndo até a porta, abrindo-a.

–Oi Ju! – Tatá abraça a garota.

–Bom dia, pequena! – Ju deu um beijo na garotinha. – A sua irmã?

–Tá na cama, não quer sair de lá, mas de jeito maneira. Eu não tenho aula e queria ficar com o quarto pra mim. – A pequena fechou a porta e saiu para o sofá, se sentando. – Acho bom você tentar... Vai lá.

–Obrigada Tatá. – Ju largou a bolsa e dois livros, saiu para dentro do apartamento. Já sabia o caminho até o quarto da amiga.

Ju entrou em silencio no quarto, Lia nem notou, apenas ficou quieta na cama. A patricinha se sentou ao lado do corpo da roqueira, deu um sorriso meigo, puxou devagar o lençol que tampava o rosto da garota loirinha.

–Ah, pára! Tatá, deixa... – Lia ia se virar na cama, mas Ju se inclina sobre o corpo dela, fazendo carinho no rosto dela.

–Lia... – As duas estavam com olhos nos olhos. Ju mordia o lábio inferior demonstrando nervosismo.

–Você veio me buscar, foi? – Lia se sentava devagar quebrando o clima.

–Eu disse que iria te levar para o colégio. Lembra o primeiro dia de aula? – Ju sorriu e segurou a mão da roqueira fazendo carinho e tentando passar segurança a loirinha.

–Sim... – Lia ficou pensativa, lembrou-se do primeiro dia de aula no Quadrante e do seu beijo com Ju.

–Coloca uma roupa, levanta esse astral que eu só saio daqui com você. – Ju cruzou os braços ao mesmo tempo em que a roqueira pulou da cama.

Lia vestia um short preto com uma camiseta de banda, saiu daquela cama e foi direto pra frente do guarda-roupa. Pegou a calça jeans rasgada de um tom claro, a camiseta do colégio e a famosa blusa xadrez vermelho. Ju estava na cama parada observando Lia.

A roqueira inocentemente retirou a camiseta jogando ao lado da patricinha, que apenas olhava, dessa vez de um jeito diferente.

–Você tem um corpo bonito, Lia. – Juliana nem ao menos notara o que havia falado, apenas saiu por sua boca, num impulso.

–Mana! Mana! – Tatá toda estabanada entrou no quarto quebrando o clima.

–Fala pirralha... – A loirinha jogou a bermuda bem no rosto da irmã, enquanto terminava de se arrumar.

–Conseguiu tirar ela da cama! EBAAAA!!! Agora a casa é minha!!! Toda minha!!! Minha!!! – A pequena saiu feliz voltando para o sofá.

–Dá pra entender ela?! – Lia ria da situação enquanto terminava de se vestir.

–Ahamm... – Juliana se levantou, andou até a amiga, ficando de frente e bem próxima a loirinha. A patricinha tentou forçar um beijo, mas Lia desviou, deixando a outra sem graça.

–... – Lia Não conseguia manter uma distancia segura daquela maneira, foi quando uma de suas mãos puxou Ju pela cintura e a outra puxava o rosto da garota para um beijo. Aquele ato fez com que as duas ficassem sem ar, parando apenas por um instante.

–Lia... Só você me faz assim... – Ju com a cabeça apoiada no pescoço da roqueira, puxou a mão da outra até seu peito, fazendo-a sentir seu coração bater mais forte.

–Lia! Lia! – Tatá novamente entra no quarto. – Ops... Interrompi né?! Ai, caramba! – A pequena olhou para a irmã. – Tô ferrada!

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Gil já tinha se despedido da mãe mais cedo, ela ia encontrar a amiga Isabel antes de irem para a aula, afinal de contas a professorinha queria umas dicas de como lidar com Leandro. Ao mesmo tempo em que Gil andava em direção ao Quadrante Fera saía da padaria e viu o colega andando sozinho e foi até o garoto.

–Gil! – Fera tinha um copo de café na mão e um pacote de papel com uma possível massinha cheia de farofa.

–E aí cara?! Tudo certo? – O rapaz de blusão apenas cumprimentou e continuou andando. – Tô sabendo que hoje vou passar um tempo a mais no colégio.

–Pô Gil, não desanima não! – Frederico queria ser mais amistoso. – Olha, nem vai sair tão ruim assim, vou ficar lá com você.

–Na boa Fera, você vai ficar lá me vigiando! – O grafiteiro se escondia no boné.

–Ah, nada disso, pensa como um trabalho. E tem a Lia que vai tá lá também. – Fera abriu o pacote e pôs-se a comer a massinha.

–Sem salário? Ok...

–Voluntariado faz bem ao coração. – O surfista era uma tranquilidade que só vendo.

–Faz bem ao coração o que você deveria fazer. – Gil raciocinou e falou. – Você e a Juliana. – O rapaz se referia a mentira que os dois mantinham sobre o afogamento da roqueira.

–Cara, a Lia nem precisa saber. – O garoto paz não tinha como argumentar esse assunto, esperava que Fatinha tivesse alguma coisa para lhe contar, então deixava esse assunto em particular de lado. – Na moral, eu tenho que falar com a Fatinha antes de qualquer coisa.

–Você está protegendo a Fatinha do quê? Ela não vai ganhar uma suspensão por ter salvo uma vida. – Gil não se acostumava com a idéia de conhecer a verdade e não conta-la, havia algo de errado na situação e ele precisava entender o que era.

–Não sei Gil. – Fera pensou antes de falar. – Cara, quando você encontrar uma irmãzinha de coração, talvez você faça por ela, o que te pede e isso sem pedir algo em troca. – Frederico tinha esse sentimento de carinho fraternal por aquela espevitada loirinha fanqueira.

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Fatinha andava com o garoto zoador – Orelha – para todo canto naquele colégio. Os dois não se largavam, a todo o lugar que a fanqueira ia, o garoto problemático ia junto. A piriguete estava voltada para a entrada do colégio, viu quando Lia chegou acompanhada de Juliana. Orelha se virou assim que percebeu a careta feita pela loirinha.

–Se não é o casal GLS... – A voz da garota deixava transparecer puro desdém.

–Casal sapataria! kkkkkkkk O Dinho é um corno mesmo... – Orelha maquinava algo novo. – Você vai lá?

–Assim? Nem pensar Orelhudinho... – A piriguete não queria chamar mais atenção.

Os dois ficaram ali observando a cena. Fatinha não gostava nem um pouco do que via e Orelha se sentia atraído a armar alguma para as inseparáveis “JuLia”.

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Lia estava abraçada a Ju, até então normal para alguns alunos e outros já tinham maldades para falarem das duas. Dinho percebeu algo diferente, mas preferiu nem comentar, simplesmente se aproximou das duas que são tão amigas.

–Ooooi! – O rapaz sorriu abertamente para a namorada.

–Oi Dinho... – Ju sentiu o rapaz a abraçando, e em seguida recebeu um selinho.

–Oi... Ju, eu tô indo. Vou falar com a Morgana. – Lia olhou a procura da amiga ‘zen’.

–Lia! Você me espera no final da aula? – A patricinha gritou.

–Claro... Até... – A roqueira saiu andando e deixou uma Juliana observando o seu movimento.

–E então gata?! Vai comigo até a orla hoje? – Dinho puxou a patricinha, dando um beijo e aprofundando-o em seguida.

–Saudade de você... – Ju falava entre os beijos do rapaz. – Talvez eu vá. Vou com a Lia pra casa e depois eu te ligo.

–Então combinamos assim. – O casal ficou entre alguns amassos no portão do colégio, tendo a atenção chamada pelo inspetor Robson.

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Ao mesmo tempo no outro lado do Quadrante, Rafael se encontrava encostado em uma pilastra, sentado sobre uma mureta de proteção, observando o céu. Podia se ver algo diferente tomando conta da feição do rapaz.

–Oi Rafael! – Rita apareceu tentando ser o mais simpática possível com o rapaz e querendo um pouco da atenção dele.

–Oi Rita... Desculpa, eu... – O rapaz estava um tanto envergonhado.

–Você tá aí sozinho, pensei que talvez... Eu pudesse... Ficar aqui... Com você... –A garota estava sem jeito e acabou emendando em mais uma frase. – É, claro, que se você concordar em querer a minha...

–Claro! Você pode ficar aqui comigo... – Rafa se adiantou a falar, não queria que a moça saísse dali, mas também queria ficar um pouco sozinho, ele ofereceu um lugar para ela se sentar ao seu lado.

–A Morgana tá sempre com você, e hoje...

–Ela tá com a Lia... Ainda acho que a Morgana precisa fazer a sua magia funcionar nesse colégio... – O rapaz abriu um sorriso ao falar da amiga.

–É. E, como você está? – Rita queria puxar assunto com o garoto.

–Bem... – Rafael responde olhando a moça, ela pega em sua mão.

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Passadas as aulas os alunos estavam saindo das salas, corriam aos montes para fora do Quadrante. Em frente ao colégio um rapaz muito bem arrumado. O bom moço aguardava por alguém com um buquê de flores nas mãos na esperança de impressionar com seu jeito humilde e seu bom gosto.

No pátio Fatinha vinha andando devagar, sabia quem a esperava. Orelha passou ao lado da garota e Lia apenas observava.

–Cuidado Maria de Fátima... Dos Prazeres... – O garoto fez questão de dar ênfase ao sobrenome da garota. – Você sabe o que pode te acontecer, não é mesmo?

–Oh, garoto! Vê se para com essa mania de se intrometer na vida alheia. – Por essa ninguém esperava: Lia defendendo Fatinha.

–Ah, cansou de ser trocada pelo Dinho e resolveu partir pra cima da piriguete do Quadrante, foi? – Orelha falou mais alto.

–Cala a boca garoto! – Fatinha saiu irritada e aumentando a velocidade do seu andar, ela queria distancia de encrencas naquele momento. Ela queria fugir de Lia, a garota lhe deixava confusa, sentimentalmente falando.

–Cara, deixa a galera em paz! Pô! Você não tem vida não? – Lia iria partir pra agressão do garoto preconceituoso, mas uma mão lhe segurou pelo braço.

–Lia! – Era Juliana. – Vamos embora? Vem comigo!- A morena fez com que a roqueira lhe olhasse.

–Isso mesmo, leva a sua namoradinha junto. – O garoto provocava.

–Lia não vale a pena! – Ju saiu puxando a garota ao seu lado, ela bem sabia que se a roqueira continuasse ali iria realmente quebrar a cara do Orelha.

–Tá bom... – A roqueira cabisbaixa foi andando ao lado da patricinha para fora do colégio, as duas pararam para observar a cena, viram Fatinha tranquila e abraçada a um rapaz.

–Maria de Fátima... Vim lhe buscar hoje. – O rapaz entregou o buquê de flores. – São para você.

–Poxa Eriberto. São lindas. – A garota fingia felicidade dando um de seus melhores sorrisos.

–Vem almoçar comigo? – O rapaz era extremamente educado.

–Claro. – Fatinha saiu com o rapaz até o carro.

–É... Estranho... – Lia definiu a cena de Fatinha com Eriberto.

Juliana ignorou as palavras da loirinha sobre a piriguete, ficando de frente para Lia, fez carinho no rosto da garota. Ficou ali observando a serenidade da garota. Por mais que gostasse de Dinho, seu coração pertenceria a uma única pessoa: LIA!

–Vou ter que passar a tarde no colégio. – Lia falou.

–Por causa do grafite? – Lia apenas concordou com a cabeça fazendo Ju ficar cabisbaixa. – Posso te esperar?

–Pode. – Lia olhava para o chão. – Juliana, o Fera vai ser meu monitor e eu saio no final da tarde.

–Vou comprar um almoço pra você. – A patricinha pegou a mão da garota.

–Nem precisa. – A roqueira pouco se importava.

–Me deixa cuidar de você. – Ju beijou a mão da loirinha. – Por favor.

Notas finais
E então, aprovado o capítulo? Faltou alguma coisa?Obrigada! Beijos!E, pra quem gosta do shipper Fatinha e Lia, recomendo ler a fiction: Reconquistando o Seu Natal - também de minha autoria...