Blogando! - O Beijo

6 Acampamento - 2º Dia Início


Notas iniciais
Pessoas lindas!!! Tô aqui de novo... uhullll!!!! E desculpem o meu atraso para postar novo capítulo, é que a duas semanas atrás acabei pegando uma gripe de verão e pra mim essa é uma das piores! Mas mudando de assunto, tenho alguns esclarecimentos a fazer sobre este capítulo, então vamos lá: 1) Nesse acampamento não terá formiga! Resolvi cortá-las das cenas, elas iam atrapalhar muito kkkkkkk; 2) Ju é uma medrosa, tem medo de coruja!; 3) Estou vendo alguns vídeos de malhação para pegar as maneiras, o tipo de reação que os personagens tem, sabe, tentar passar o mais perto do que eles são na telinha; e 4) Como eu não sou uma autora má.... kkkkkk Bom, eu resolvi deixar umas QUESTÕES EM ABERTO NAS NOTAS FINAIS PARA VOTAÇÃO DOS LEITORES! Dentro do que tiverem as reviews, eu irei ou não deixar no próximo capitulo, ok? Então: BOA LEITURA E MUITO OBRIGADA POR QUEM VEM ACOMPANHANDO!

Naquela tarde, após Lorenzo deixar a filha mais nova no colégio, foi para casa, precisava ler a carta da sua ex-mulher, queria saber o que aquela irresponsável havia escrito. Ao mesmo tempo em que ele sentia uma raiva pela perda daquela mulher, a perda de uma mãe, ele sentia uma admiração, aquela mulher teve coragem de abandonar a própria família e “cair no mundo”, como dizem para ir em busca de um sonho. Lorenzo sabia o porquê de sua mulher ter lhe largado com as filhas, só não sabia o todo dessa história, nem ao menos gostaria de saber.

Queridas filhas e Lorenzo,

Estive durante muito tempo na Índia, me mudei para a África do Sul. Por muito tempo atendi vários pacientes que não tinham condições dignas de viver.

Nesse meio tempo tive muitas experiências, como médica. Fiz a minha parte aqui, neste continente tão castigado. Hoje, entramos em guerra civil, estão mantando muitos estrangeiros, e o meu coração realmente está machucado. Temo algo de ruim por aqui. Vocês não teriam noção de como o Brasil é um paraíso perto do que é este local.

Escrevo com saudades, assim como o faço a anos. Gostaria de ver as minhas pequenas. Os amores da minha vida. Sei que Lorenzo é um grande homem e cuida bem das minhas menininhas. Gostaria de dizer um EU TE AMO mais de perto, junto das minhas lindas filhas, por isso estarei voltando!

Com muito amor,

Raquel.

Lorenzo ao parar de ler estava com os olhos cheios de lágrimas. Sabia do amor de Raquel pelas filhas, entretanto, sabia que este amor iria machucar de alguma forma as suas preciosidades. Ela sempre as amou, mas era como um pássaro, jamais seria feliz fixando-se em algum lugar, e assim já esperava Lorenzo. O médico que há tempos guardava seus sentimentos, desta vez resolveu pôr para fora em forma de lágrima.

–Lorenzo... – Era Paulina surgindo da cozinha e vendo o filho novamente naquele estado, vindo para abraça-lo.

–Mãe! Como ela pode voltar assim? – Ele chorava. – Depois de anos sem ver as filhas. Quem cuidou delas quando estavam doentes? E, e... Quando a Lia quebrou o braço andando de skate? E, a Tatá... A Tatá, quando teve catapora?! Eu sempre estive aqui, sempre cuidei...

–Eu sei meu filho... Eu sei... – Paulina apenas abraçava o filho tentando acalmá-lo.

Enquanto isso, longe dali, no acampamento. Os garotos se dividiam, Orelha conversava com Pilha de um lado, Ju e Dinho namoravam de outro, e Lia estava lá, emburrada, alguns tentavam arrumar as barracas, logo seria noite e precisariam de um lugar para descansar.

–Ah, Lia, será que dói ver a amiga preferir a companhia de um garoto a sua? – Fatinha jogando sujo.

–Fatinha, por que você não se senta e fica apreciando a música da Lia? – Gil apareceu.

–Nossa... Você realmente faz fãs por onde passa garota... – A periguete deu um sorriso e sentou de frente para Lia, em uma pedra próxima, e Gil sentou ao lado da roqueira.

–O que você vai tocar agora? – O garoto queria aprender apenas olhando.

–Bom... Deixa ver... Que tal essa? – Lia olhou para Fatinha que estava perdida pensando em algo, quando percebeu o olhar da roqueira, sentiu um rubor no rosto.

Com o dedilhar do som, Gil acompanhava os movimentos dos dedos e o som do instrumento, já Fatinha observava com outros olhos, como se absorvesse tudo o que estava sendo passado por Lia.

Meu caminho é cada manhã

Não procure saber onde estou

Meu destino não é de ninguém

E eu não deixo os meus passos no chão

Fatinha apenas olhava, sentia o ritmo em seu corpo. Aos poucos foi se soltando e começou a cantar...

Se você não entende não vê

Se não me vê não entende

Não procure saber onde estou

Se o meu jeito te surpreende

Até mesmo Gil se empolgou, começou a cantar timidamente, enquanto Fatinha cantava com todo o coração a última estrofe: “Se o meu jeito te surpreende!”. Era algo natural, saia sem aquele seu fingimento e exposição de piriguete, estava sendo ela mesma, adorava cantar e aquilo era divertido.

–A Piriguete agora virou cantora? – Era Ju provocando a garota.

–Vai se meter com as suas amiguinhas paty! – Fatinha falou e continuou cantando.

Ju ao dar as costas ao trio, deu de cara com o namorado que foi logo a ‘pegando’ de jeito, e levando para o outro lado, talvez para namorarem um pouco.

–Gata...

Se um dia eu pudesse ver

Meu passado inteiro

E fizesse parar de chover

Nos primeiros erros

Meu corpo viraria sol

Minha mente viraria ar

Mas só chove, chove

Lia, Fatinha e Gil em coro cantavam as ultimas estrofes da musica, enquanto ali do lado, Marcela acompanhava tudo.

–Isso foi profundo, galerinha. – Cezar apareceu atrás da roqueira fazendo Fatinha levar um susto.

–Cara, que é isso professor? Tá querendo assustar?! Vira assombração! – A piriguete se levantou e foi procurar por algo, tinha acabado de levar um susto do professor de biologia.

–Sou tão feio assim que ela se assustou? – Cezar tinha um sorriso divertido no rosto.

–Liga não! – Lia ficou olhando para a garota que adentrou pelo verde da área florestal. – Ela só tá um pouco...

–Emocionada. – Gil completou a frase.

–Só vim avisar que tem uma praia perto da reserva, mas a gente tem que andar na mata. – Cezar olhou para os alunos e em seguida para a professora que ele tanto admirava.

Em outro lado os rapazes: Rafael e Fera ajudam a montar a barraca de Rita e Morgana ao mesmo tempo em que montavam a barraca que seria de Rafa e Gil.

–Então quer dizer que você é professor de uma escolinha de surf? – Morgana achava aquilo o máximo, ela era toda ligada a natureza.

–E, você trabalha lá? Como é que funciona? É que nem na tv, que as crianças carentes vem e você dá aula? – Rafa se interessou pelo trabalho beneficente.

–Na verdade, eu dou aula em 03 dias para a escolinha particular na barra e outros 03 dias eu dou aula para as crianças carentes. E tenho o domingo de folga. Gosto muito do que faço. – Fera olhava para os amigos.

–Aqui no Brasil, é tudo muito diferente. – Rita se pronunciou.

–Espero que esteja gostando. – Fera deu um sorriso sincero. – E, alguém surfa?

Eu gostaria de aprender a nadar e surfar. – A garota indie tinha um olhar brilhando, enquanto os outros negavam que sabiam surfar.

–Posso te ensinar, se você quiser, é claro... – Fera meio que se envergou, olhando para a garota sentada ao seu lado com um grande sorriso. Foi então que seu olhar se voltou para Marcela, ele era prestativo com as outras meninas, mas seu coração balançava por certa loira.

Tudo havia se ajeitado, e no final da tarde o professor Cezar aproveitou para mostrar algumas espécies de plantas nativas do Brasil e explicar os hábitos dos animais que provavelmente encontrariam por ali. Dentre elas a coruja, que era um dos temores de Ju.

Aos poucos ia anoitecendo, e galera havia se reunido para comer e fazer um luau a luz da lua, tínhamos Lia tocando e todos os demais, cansados, cantarolando, o único que não dormiria em cabanas é o Robson – o inspetor do colégio estava de carro e seria lá a sua habitação por dois dias. Ao cansar de ouvir o som do violão, Pilha resolve mandar uma de MC.

–Tchumtcharam tchatchummm... É, a nova garota que vai dançar, é a garota do rebolado que chegou... – Pilha foi interrompido pelo som de um apito.

–Todo mundo dormindo! – Robson gritou — Ordens devem ser obedecidas.

–Pô, mô estraga! – Pilha ficou aborrecido já que a musica era para a sua musa Fatinha dançar.

–Cara chato! – Lia também reclamava.

Como Robson estragou a alegria de todos, e mesmo com os professores pensando o contrário, que poderiam os alunos aproveitarem melhor o luau, ainda assim resolveram por bem pedirem que todos se retirassem para as suas respectivas barracas.

Todos já haviam se recolhido, até mesmo Robson, que foi dormir no carro – Pois é, pessoas enjoadas não sabem que quando acampam, é dentro de barraca. Cada qual em sua barraca já estava com seus olhos fechados viajando pelo mundo encantado dos sonhos, ou pelo menos, quase todos.

Uma coruja chamava por algo naquela escuridão. Ju não conseguia dormir com aquele barulho que ficava cada vez mais perto, sem dizer o medo que ela sentia por estar no meio do mato, ela se sentia desprotegida.

–Lia? Tá acordada? –Ju olhava para o alto, naquele escuro.

–Aham... – Lia não queria muita conversa com a outra garota.

–Que barulho foi esse? – A paty estava quase se enterrando no chão pelo medo que sentia.

–É só uma coruja Ju. Vai dormir. – A roqueira não estava com muito bom humor.

–Não consigo. – Ju se virou para Lia esperando por uma resposta.

–Consegue vai... – Lia queria descansar, já que não podia cantar.

Depois de algum tempo, Ju estava lembrando do beijo que Lia recebeu da piriguete da Fatinha. – Lia, você gosta da Fatinha?

–Ju, a única coisa que eu gosto dela é a verdade, ela sempre fala a verdade! – Lia estava cansada dos devaneios da ‘amiga’.

Ju ouviu o barulho mais alto, parecendo vir do seu lado, pulando então para o lado de Lia, assustando a loirinha.

–Cara! – Lia altou. – Ficou doida.

–Por favor, eu tenho medo, você sabe disso! – Ju realmente estava com medo, foi então que sentiu braços lhe acolherem naquela escuridão.

–Vem então... – Lia sabia do medo de Ju, de quanto ela detestava lugares como aquele em que ela estava.

Lia cedeu espaço para Ju ficar perto dela, a morena por sua vez abraçou a garota pela cintura e colocou seu rosto próximo ao pescoço da outra. Ju não resistiria aquele perfume amadeirado da garota, roçou seus lábios naquela pele, beijou de leve esperando por alguma reação.

–Eu não quero me arrepender depois Ju! – A roqueira deixou as claras as suas intensões com a ‘amiga’, e sua vontade falava mais alto.

–Do que você está falando? – A morena se fazia de desentendida.

–Do que... Você... Tá... – Lia nem mesmo pode terminar de falar e foi calada com um beijo. – Se tiver alguém acordado?

–Não tem... – Ju subiu em Lia, encaixou seu corpo ao da garota e ficou ali beijando, acariciando, namorando as escondidas.

–É... – A roqueira puxou mais o corpo da ‘amiga’ para si, suas mãos passeavam naquele corpo, quando resolveu adentrar com uma das mãos a camiseta de Ju, que sentiu um arrepio.

Lia e Ju depois de algum tempo namorando apenas nos beijos e carícias, acabaram por dormir, estavam abraçadas e dividiam o mesmo edredom. As duas acordam, se olham e dão um selinho.

–Bom dia Juliana! – Lia tinha um sorriso acolhedor.

–Bom dia minha roqueira! – Ju se sentia feliz, até que olha para algo que estava na pequena abertura da barraca. – Que é isso? – Ela se altera com o que vê. Era a foto das duas amigas se beijando.

–Cara, se acalma! A gente tem que ver se os outros também receberam. – Lia tentava ser tranquila naquele momento.

–O Dinho não pode ver! – Ju simplesmente gritou.

–Ai o Dinho, sempre o Dinho! – Lia se estressou aquela era a palavra que a deixava realmente brava. -Cara, que se foda o Dinho! Que se danem: você e ele!

–Lia?! – E a garota não obteve resposta.

A roqueira estava de shorts, com uma daquelas camisetas de banda totalmente rasgada, como ela gosta, pegou um tênis e saiu em direção a trilha que daria na praia, ela queria ficar sozinha. Quieta, ouvindo os sons ao seu redor.

Lia chegou a praia, em outro canto da praia alguém a observava, estava debaixo de uma árvore apenas olhando.

O que aquela garota tá fazendo aqui?

Notas finais
Quem será que deixou a foto na barraca das garotas? Será que mais alguém recebeu? Quem estava na praia quando Lia chegou? Será que esta pessoa foi quem colocou aquela foto na barraca? Será que todos receberam a mesma foto? E, será que Lia vai nadar? Adiantando que Lia não sabe nadar... *é que aqui dá pra pensar em algumas coisas* Bom, isso ajudaria a ter uma fic interativa, vocês respondem e eu fabrico um capitulo todo pra vocês! Em especial aos leitores, com a opinião e respostas as enquetes! E já adiantando, a mãe da Lia vai ter um importante papel e um segredo secreto a ser revelado, bom eu tenho duas cenas montadas. 1ª cena: a revelação do segredo de Raquel mãe de Lia e 2ª cena: a primeira vez de Lia que achei muito interessante... Só que muita água vai rolar até lá.