Notas iniciais
Essa é a introdução. Para que entendêssemos a história teríamos que ter primeiramente o acontecido, o fato que levou ao desenvolvimento. O primeiro capítulo gira em torno de... Se você leu até aqui, ah! Que tal ler mais um pouquinho? Aproveita o embalo e lê o capitulo. Aê... Valeu!

A garota de cabelos castanhos, olhos escuros, corpo escultural deixava qualquer garoto babando, porém, seu pensamento era habitado por certo alguém new wave demais. Seu olhar estava fixo havia horas, justamente no porta-retratos. O celular toca, no visor podia ver que era Dinho e não queria falar com ele e sim com aquela garota de cabelos louros, a rebelde da escola.

Voltemos a quatro dias atrás.

Lá estava ela, sempre esperando a Srta. Beleza a se arrumar. Não que, realmente não se importasse, mas esperar por quase duas horas a moçoila se preparar para ir a um simples barzinho, ou para passear a beira-mar era um tanto estressante. Nada poderia ser mais prático que jeans, camiseta e tênis, pelo menos é o que pensa Lia. De tanto esperar deitou-se na cama da amiga, sabia que o banho de Ju era longo, mas não tanto. Assim que a castanha saiu do banheiro se deparou com uma loira dorminhoca em sua cama, resolveu se trocar, retirou a toalha e pôs a se vestir.

–Não acredito que conseguiu dormir... – Ju falou, enquanto sua amiga se espreguiçava na cama.

–Demorou! Dormi! – Lia perdera qualquer noção que tinha, olhou a amiga de calça e sem camiseta, na parte de cima tinha apenas o sutiã. Olhou envergonhada e resolveu tampar os olhos com a toca que usava.

–Tá com vergonha de me ver Lia? – Ju notou.

–Tentando me acostumar com a claridade. – Tentou
argumentar algo.

Depois de escapar de uma sessão de perguntas por parte de Ju, a criatura loira resolveu propor:

–Que tal se a gente fosse dar um passeio na praia e curtir um pouco essa tarde? – Com olhos de esperança.

–Ah Lia! Queria sair pra algum outro programa. – Ju falava, queria era estar junto de Dinho.

–Prometo que a gente faz um lanche em algum lugar e eu deixo o skate! – Lia levantou-se da cama.

–Tudo bem. Só a sua companhia me basta. – Ju foi puxada pelas mãos de sua amiga, que ao sentir o toque, sentiu-se arrepiar por inteiro.

As garotas andavam pelo calçadão da beira-mar. Conversavam sobre assuntos banais, coisas corriqueiras. Ju tinha o braço entrelaçado com o de sua amiga. Ao longe alguém as observava curioso.

–O que elas fazem por aqui? Será que eu consigo alguma notícia, algo para o blog. Vou seguir as duas. – O garoto andava devagar, tirava fotos. Prestava atenção para leitura labial. Tinha que conseguir notícias frescas. Nem que tivesse de aprontar dessa vez.

–Saudade de andar com você... Assim... Perto do mar... – Ju olhava sempre radiante, estava longe.

–É... Sempre andamos por aqui, lembra quando a gente não passava de duas pirralhas? Era muito divertido Ju!!! – Lia parou e ficou de frente a Ju. – Quer um sorvete?

–Tá frio! Ficou doida foi? Kkkkkk... – Ju ria da amiga e da situação.

–Isso é tão... É... Pô Ju! Ajuda também! – Lia procurava a palavra.

–Vem... – Ju puxou Lia pela mão direita, sentando em um canto mais solitário da praia, sentou-se ali no chão mesmo. Não tinha a mínima importância sujar ou não sua roupa, já que a companhia valia muito a pena.

–Você não sentou nessa areia? – Lia se divertia com a situação, sentou ao lado de Ju que apoiou a cabeça em seu ombro. Lia colocou seu braço por trás do corpo da amiga, dando apoio e demonstrando seu carinho.

–Então você também não! – Ju sorriu para a amiga e de leve roubou um selinho. Lia ficou sem reação no momento, olhou para uma castanha assustada, foi então que puxou as mãos da garota para o seu colo e ficou fazendo carinho, não queria que Ju fugisse.

–Eu consegui! Mas foi tão rápido que... Poxa! Só um beijinho! – O rapaz de skate continua a observar.

–Ju... Tipo, depois que... Você sabe... – Lia tentava falar algo.

–Tudo bem se você quiser... Deixar por assim, e continuar... Sendo minha amiga... – A garota ficou olhando para Lia que estava abraçada a ela.

–E o Dinho? Se sabe?! — Lia estava confusa.

–Esquece ele... — Ju queria aproveitar o momento.

–Vou te falar uma coisa, mas antes... – Lia se afastou um pouco e puxou o rosto de Ju a beijando em seguida. – Então, eu gosto de você de verdade.

–Cara!!! Agora sim!!! Consegui!!! Valeu! Viva!!! Eu sabia que elas tinham alguma coisa!!!

Voltando aos dias atuais...

Lia estava do lado de fora da porta do apartamento onde moram Ju e seu irmão. Não sabia se batia a porta, se entrava por aquela porta, ou se simplesmente ligava para a garota. Prestou atenção aos sons que ouvia. Queria entrar, mas não sabia se seria bem recebida. Ficou parada ali por algum tempo. Tomou coragem e bateu na porta.

–Ju! Sou eu, Lia! Quero falar contigo! Por favor! – Ela falava encostada na porta, mas não obteve resposta, sentou-se ao lado da porta. – Ah, mas eu não saio daqui.

Vamos dar um salto a casa de Lia, vejamos a sua irmã Tatá e a avó Paulina, numa tarde. Onde Lia deveria estar em casa, em razão do seu castigo. Ela realmente estava de castigo.

–Tatá, cadê a sua irmã? – A avó Paulina perguntava a pequena que fazia deveres na sala de estar.

–Eu acho... Que ela foi atrás da Ju. E, porque todo mundo acha que eu sei onde ela foi? Ela nunca me conta as coisas. – E a menina continuou concentrada em seus afazeres.

Estava anoitecendo e Lia permaneceu sentada ao lado da porta, havia dormido e Bruno estaria chegando em casa. A garota loira dormia sentada ao chão, foi quando o garoto chegou no corredor e notou a presença da mesma.

–Lia? Cadê a minha irmã? – Bruno se preocupou.

–Cara, eu não sei, tô querendo conversar com ela. Pô, ela nem abriu a porta! – Lia estava triste e continuava sentada ao chão.

–Deve ter acontecido alguma coisa. – Bruno correu pra dentro e ao chegar no quarto da irmã a viu em frente ao computador. – Você sabe que tem alguém querendo te ver, não sabe? – Bruno perdeu a paciência. – Entra Lia! – Ele fez sinal para a garota entrar.

–Ju... – Lia esperou resposta.

–Que você tá fazendo aqui? – A morena estava irritada.

–Queria... Falar... — A loirinha abaixou a cabeça e saiu sem esperar resposta.

Lia pegou seu skate do lado de fora da porta da casa de Ju e saiu pela rua. Sua vontade era mesmo de nem ter saído de casa, de não ido a escola, de nem ter saído daquela cama. Seu corpo latejava, sua cabeça nem estava mais raciocinando, estava exausta e dolorida. Tomaria um belo de um banho e caíra na sua companheira de noites bem relaxantes, a sua cama.

–Oh, Lia, não vai falar comigo? Você sabe que o papai viajou. — A pequena aprendiz de coisas não muito corretas estava atrás da irmã.

–Fala aí pequena! – Lia virou-se para a irmã e a encarou.

–Ih, já vi que a coisa não tá boa, acertei? – Como era engraçada a garota, nem precisava a irmã contar e já fazia idéia do que tinha acontecido. Viu olhos vermelhos daquela que sempre leva peteleco.

–Acertou. Vai querer o que em troca? – Lia vez e outra sabia ser engraçada.

–Sei lá. Você não tá bem, e tá parecendo que precisa de um abraço. – Insistência boa é pouca.

–... – Lia nem sequer questionou o que deixou a garotinha cada vez mais abismada.

–É a Ju? – A mais nova perguntou e fitou a figura da irmã que parou bruscamente no corredor.

–É... – Lia estava de costas para a irmã que a respondeu na lata!

–Você gosta dela e tá na cara, e fica se enganando dizendo que gosta do fulano, ah, o tal do sicrano. Quero ver você assumir que gosta dela, mas isso não faz né mana? – A garota respondeu com tudo.

–Entra aí! – A loira mandou a irmã entrar no seu quarto.

Lia resolveu contar tudo para a irmã mais nova, Tatá. Estaria mentindo para a própria irmã se negasse o que lhe fora perguntado. Bem, e como sabemos, todo irmão mais novo é super dotado de poderes que você mesmo gostaria de tê-los.

–Eu desconfiava Lia, mas você nem ia dizer, né? – A pequena ficou olhando séria para a irmã, afim de realmente terem uma conversa esclarecedora.

–Cara, vê se para de ser adulta, valeu? – Lia ficava intimidada com a irmã.

–Tudo bem. Só tem uma coisa que eu não entendi... – A pequena prodígio olhava para a irmã com dúvida.

–Manda aí! – Lia jogou-se no travesseiro.

–Se vocês duas deram um beijão, porque tão brigadas? – Tatá concluiu por si.

–Como é que é? – Lia levantou-se ligeiro. – Não te contei essa parte.

–Conclui-se que a foto do blog do tal “Orelha” é verdadeira. – Tatá passou o note para a irmã.

–MERDA! – A mais velha deu um grito.

–Boca suja! Tem sabão em casa, sabia? – A mais nova falou.

Enquanto isso...

Orelha o nerd nada nerd estava em frente ao seu ultrabook fazendo algumas análises. Tinha de ser preciso em suas armações, principalmente na vingança que teria de ser maligna. Ok, Orelha só é um garoto nerd com um blog, onde ele mantem atualizado com as principais fofocas do colégio. Ele havia postado uma noticia bombástica e estava rindo feito louco.

–Tá armando o que dessa vez Orelha? – Um cara logo atrás dele falou.

–Calma aí Gil. Dessa vez vai ser com aquela trombadinha da Lia. Apesar de ela ser bem gatinha, mas acho que o Dinho não vai gostar dessa e bom... Eu posso até ganhar a Ju nessa fofoca. – O garoto estava se achando o máximo.

–Para aí! Moleque! As duas... Bicho! Tá explicado muita coisa nessa foto! – Gil olhava boquiaberto para o ultrabook.

Notas finais
Então?! Gostaram?! Mereço aplausos?! ;D *brincadeirinha* Enfim, gostaria de saber o que esperam no próximo capítulo.