Notas iniciais
Oi galera. Posso ter sumido, mas ainda estou viva, ok? ^^
Faz quanto tempo que não posto? 1 mês? Desculpa mesmo, mas é que eu to super ocupada. Cheia, lotada, super hiper ocupada com trabalhos escolares. E provas e aulas, e tarefas...
Dá até dor de cabeça só de pensar.
Bem, eu finalmente pude trazer outro capitulo para vocês. Espero que não me odeiem pela demora. >.<
Bjos e deixem muitas reviews, kay?
;DD

...:Amu POV:...

- Ikuto! Ikuto! Ikuto! Ikuto!!! – entro correndo no clube da gangue dele e vejo alguém em pé, de costas. – Ikuto! – ele se vira bem a tempo de me pegar no ar. – Adivinha!

- Hã... Desculpe, mas não sou o seu ~Ikuto~. – escuto uma voz grossa, mas diferente da do Ikuto. Eh? Olho pra cima e encontro um par de olhos verdes.

- Amu! O que diabos você ta fazendo?! – Ikuto me puxa pra longe do cara que abracei e olho melhor pra ele. Cabelos pretos e olhos verdes.

- K-kakeru?!

- Amu-chan? – ele olha pra mim surpreso e depois olha pra trás, ai eu vejo que ta todo mundo ali. Kei, Kukkai, Nagihiko, Kakeru e o Ikuto. Oooooppsssssssssss.

- Hã... to interrompendo alguma coisa?

- Não, já acabamos. Por enquanto. – Kei diz, sorrindo pra mim.

- Kakeru! – me solto do Ikuto e abraço ele – faz tanto tempo! Como você está?

- Amu-chan! Nossa, você cresceu muito! Ta tão bonita! – ele me abraça e esfrega o nariz no meu, num tipo de beijo de esquimó. Eu rio, mas o Ikuto me puxa pra trás, me separando do Kakeru.

- Ikuto?

- Como você o conhece?

- Ele é amigo do Kyou e do Kei. Nós sempre saiamos juntos.

- Ta, e o que foi aquele troço com o nariz?

- Ah, é só um beijo de esquimó.

- Beijo? – sinto a aura assassina dele e mudo de assunto.

- Ué? Cadê o Tadase-kun?

- Ele não vem.

- Por que?

- O Ikuto-kun e seus amigos aqui acham que ele é o BW.

- Há?! Tadase-kun? – olho no rosto de cada um e caio no chão rindo.

- Viu? Até ela acha graça! – Kakeru diz e senta do lado do Kei.

- Qual é a graça Amu-chan?

- O Tadase-kun? O BW? O Rei da gangues? O todo poderoso que derrotou o Ikuto? Que derrotou todas as gangues? Ser o Tadase-kun? – rio mais ainda e fico séria – Não é ele.

- Como você pode saber?

- Ele é o garoto mais gentil e fofo que conheço. Ele parece tão... tão...

- O que?

- Frágil. – eles me olham e se entreolham, então começam a rir.

- Viu? Não é ele.

- Mas mesmo assim a possibilidade existe. – Kakeru diz. – Se tivéssemos uma prova...

- Que tal uma luta? Se ele perder é porque não é ele.

- Mas se for contra a gente ele vai desconfiar e pode fingir e perder de propósito. – enquanto eles tão falando, eu lembro o motivo de estar aqui.

- Ta, deixa isso pra lá! Adivinha!

- O que? – Ikuto sorri pela minha animação.

- Liga a Tv! Agora! Já ta na hora. Vem gente! – sento na frente da televisão e eles se sentam do meu lado. Eu peço para ele colocar no canal 36.

- O que a gente ta esperando? – Kukkai pergunta.

- Xiii! Vai começar já já. – então começa. Depois de um minuto eu desligo a Tv. – Então? Hã? Hã? O que acharam?

Todos eles estavam de olhos arregalados e boca aberta.

- Era...você? Minha Amu-chan estava na Tv! – Kei me abraça rindo.

- Kei! O que achou? Tava legal?

- Amu-chan, parabéns! Você estava muito linda. – todos eles me parabenizam, me abraçando ou então bagunçando meus cabelos. Olho pro Ikuto que não tinha dito nada.

- Ikuto? Você ta bravo? – hesito.

- Amu, vem cá. – vou engatinhando até ele e de repente ele me abraça e me beija.

- O-o que v-v-você ta f-f-fazendo?!

- Parabéns, Amu. Você estava linda. – ele sorri pra mim. Isso! Eu consegui!

- Ikuto! Obrigada! – abraço ele de volta.

- Hã, tem alguma coisa rolando e eu não sei? – Kakeru pergunta.

- Eles tão namorando.

- Hã? Isso é impossível. O Kei morre de ciúmes dela. E o Kyou nunca aprovaria, e o Kei usaria isso como desculpa.

- Bom, eles tão.

- Kei? Lavagem cerebral? – Kakeru pergunta.

- Olha pra ela. Veja como ela está feliz. – Kei diz, olhando pra mim.

- Hum?

- É... Bom, parabéns.

- Obrigada, Kakeru. – tento ir até ele, mas Ikuto não deixa.

- Pra onde pensa que ta indo?

- P-p-pro Kakeru.

- Sem fugas, Amu. Onde está meu beijo?

- V-você já roubou!

- Amu. Meu. Beijo. Se não, coisas ruins vão acontecer. – tremo pelas palavras.

- F-fecha os olhos. – então eu dou um beijinho nele. – T-ta ai.

- Só isso?

- N-n-não reclame!

- Bom, acho melhor eu ir indo. Minha namorada me mata se eu não chegar na hora. – Kakeru diz.

- Namorada? É a Yumiko-chan? – pergunto

- Sim. Nós devíamos sair um dia desses Amu-chan. Ela deve sentir sua falta.

- Claro! – então eu lembro de uma coisa. – Hã, acho melhor não.

- Eh? Por que?

- Kakeru. – Kei olha para ele, sério e ele capta a mensagem.

- Ah, aquilo. Amu-chan, até quando-

- Kakeru, por favor. – olho para ele com olhos suplicantes. Só falar sobre isso dói.

- Desculpe. – ele olha para mim, triste.

- Tudo bem.

- Do que estão falando? – Ikuto pergunta.

- Nada não. Ah, hã... Kei? Você... ainda tem aquela droga ai com você?

- Por que?

- Espera, ela sabe?! – Kakeru pergunta.

- Ela que contou tudo aquilo pra gente.

- E como você sabe disso, Amu-chan?

- Eu...só sei. Então, você tem?

- Tenho, mas pra que?

- Queria mostrar uma coisa pra vocês.

- Ok. – ele me entrega um pacotinho.

- Vira pra lá.

- Mas você não ia mostrar? Como vamos ver se virarmos?

- Acredite, vocês vão ver. Agora vira. – todos viram – Você também Ikuto.

- Ehh~ Amu~

- Vira.Agora. – ele faz um biquinho e se vira.

Ok, agora é só pegar isso e mais isso, fazer isso e misturar, escorrer, então jogar fora isso e pronto!

- Ta, pode virar agora.

- O que você fez Amu-chan?

- Vão para aquele lado ali. – eles se juntam do outro lado que eu estou, bem longe. – eu posso usar isso?

- Vá em frente.

- Obrigada. – pego a lata de lixo e coloco o mais longe possível deles. Então eu vou até eles, ainda com o saquinho na mão e com o maior cuidado para não derrubá-lo. Se eu deixasse cair, é adeus mundo cruel.

- Torçam pra eu acertar.

- Hã? – então eu jogo e acerto dentro da lata de lixo que ao mesmo tempo explode. Eles ficam olhando com o queixo caído e os olhos arregalados.

- Você explodiu o lixo! Explodiu! – Kukkai diz chocado.

- O que você fez, Amu-chan?

- Como você explodiu a lata?

- O que... Como... Ai caramba.

- Por isso eu disse que era perigoso. – respondo, indo até a lata, que ainda estava derretendo vagarosamente. – isso não é só uma droga, é uma arma também.

- E como você sabe disso?! – Ikuto pergunta.

- Isso é problema meu.

- Amu! Como você sabe disso? Disso tudo? Como você fez a lata explodir?!

- Eu disse que isso é problema meu! – falo com uma voz mais alta – Desculpa, ta? Mas eu não quero falar sobre isso. Só mostrei porque não quero que nenhum de vocês se machuque. Ninguém além de mim sabe sobre isso. Mas logo eles vão descobrir e a coisa vai piorar.

- T-tudo bem, Amu-chan. Não vamos falar nada.

- Ótimo.

- Mas você não pode dizer pra gente como sabe sobre tudo isso? Até meu pai que está comandando o caso sabe menos do que você.

- Não diga pra ele! Não fale pro seu pai! Se não ele vai...vai... ficar em perigo. Por favor, Kei. – lembro da minha família.

- Hã, tudo bem. Eu acho.

- Eu...hum...vou embora agora. Tchau. – saio do clube sem olhar pra trás e quando chego lá fora sinto os flocos de neve se misturarem com minhas lágrimas. Por que eles tinham que se envolver nisso? Já não bastou levar o Kyou e minha família de mim? Por que? Eu sou tão odiada assim?

- Amu, eu te lev... – olho para trás e vejo o Ikuto parado, olhando pra mim.

- Ikuto... – ele percebe que estou chorando e corre até mim, me envolvendo em um abraço quente.

- Por que está chorando? Sabe que não suporto te ver assim. – ele sussurra pra mim, apertando a força do abraço.

- Desculpa. É só... Desculpa, Ikuto.

- Tudo vai ficar bem, Amu. Eu estou aqui. – ele se afasta e enxuga minhas lágrimas – pra casa?

- Sim.

~Dias depois~

- Eh? Uma audição? Para um papel em um drama?

- Sim. Você vai fazê-lo agora. – Aruto-san diz.

- Mas eu nunca atuei. Só numa peça pro colégio.

- Então atuou. Relaxe. Se você não conseguir tudo bem.

- Tem certeza?

- Tenho. Ah, e quando você acabar, tenho uma noticia maravilhosa pra você.

- O que?

- Só digo quando sua audição terminar.

- Hum...Ok. – to curiosa. Mas sei que ele não vai me dizer.

- Hum, Aruto-san? Seu filho está melhor?

- Sim, ainda bem. Apesar de eu não ter feito nenhum progresso com ele.

- Sinto muito.

- Obrigado. – ele sorri – Oh, chegamos.

- Estou nervosa. – digo seguindo ele pelo corredor.

- Não se preocupe muito. Apenas faça seu melhor. – ele sorri e eu relaxo um pouco.

Após alguns minutos, entro numa sala com todas as outras garotas que fariam o teste. Elas são tão bonitas. Nossa, me sinto meio para baixo. Será que eu tenho alguma chance? Talvez eu devesse só desistir. Não! Não, Amu! Você pode! Kyou sempre disse: Nunca desista, mesmo que tenha um alien destruindo o planeta! Isso! Eu posso! Sei que posso!

- Nº 82! Nº 82! – Ah, sou eu!

- Aqui! – me levanto e percebo todos os olhares sob mim. Medo.

- Por aqui, por favor. – a mulher sorri e eu a sigo para dentro de uma sala. Quando entro, vejo uma mesa e quatro cadeiras ocupadas. Duas delas tinham homens de terno, que sorriam e outra foi ocupada pela mulher. O que eu to estranhando é a última cadeira. Por que tem um garoto ali? Será que ele é presidente de alguma empresa? Mas ele parece tão jovem. E bonito! Amu! Você tem namorado! Ah, qual é! Ele é bonito mesmo, e pronto! Tem cabelos loiros e olhos cinzento-claros.

- Seu nome é Hinamori Amu, certo?

- Sim. – digo, em pé no meio da sala.

- Eu sou o presidente da empresa que está promovendo esse drama. – um dos homens sorri – E esse é o diretor do filme.

- Muito prazer, Amu-chan. Meu nome é Takai. – ele sorri e cena.

- Ah, muito prazer! – me curvo, sorrindo.

- Esta é a assistente de diretor, Rika. – ele olha para a mulher, que sorri. – E este, você já deve conhecer. – ele aponta para o garoto.

- Não. Quem é? – olhou para ele curiosa e ele me olha meio pasmo.

- Você não sabe quem ele é?

- Não, desculpe.

- Eu sou Shiroi Kazuma, ator e protagonista desse drama. – ele se levanta, sorrindo e andando até mim, me analisando – Que estranho. Como você não sabe quem sou?

- Hã... – que garoto estranho. Sou obrigada a conhecê-lo?

- Você nunca ouviu falar de mim?

- Shiroi Kazuma... Shiroi...Shiroi... – coloco a mão no queixo, pensando. Me parece familiar. Mas quem será? Hum.... AH!

- Você é aquele ator que ta ficando super famoso por ai e ta participando de vários filmes e dramas! E que só tem 18 anos! – a Utau tinha me falado sobre ele.

- Isso! – ele sorri – Deve ter me reconhecido por causa dos programas na Tv, certo?

- Não. Eu não tenho Tv em casa.

- Eh? – ele me olha chocado. Desculpe, ta?! Sou pobre!

- Kazuma-kun, sente-se. Vamos começar o teste. – o presidente diz e o garoto senta.

- Bem, Amu-chan, você sabe do que se trata o drama?

- Sim. É sobre dois melhores amigos que se amam desde crianças, mas acabam se separando por causa de suas famílias que se odeiam. Então eles se encontram de novo na escola, mas não se reconhecem e se odeiam. Mas ao longo da história se apaixonam um pelo outro de novo enquanto enfrentam suas famílias.

- Isso. – Takai-san sorri – Você interpretaria a garota, no caso.

- Entendo.

- Você já atuou alguma vez?

- Quando eu era pequena para uma peça da escola.

- E por que está aqui?

- Se for pela fama e dinheiro, pode dar o fora agora. – Kazuma diz, sério.

- Eu não preciso disso. – respondo, sorrindo – Só pensei que talvez fosse divertido.

- Divertido?

- Sim. Fingir ser outra pessoa. Você nunca imaginou como era viver a vida de outra pessoa? – pergunto para eles, que se entreolham e sorriem.

- Não muito. Bem, vamos fazer um teste para analisar suas habilidades de atuação, ok?

- Sim.

- Bem, vamos começar com uma confissão de amor. Pode fazê-lo?

- Claro!

~alguns minutos depois~

- Hã... Me desculpe, foi ruim? – por que eles estão me olhando assim?

- Foi... Brilhante! – o diretor se levanta – Maravilhoso! Era exatamente o que eu estava procurando!

- Mesmo? – sorrio, animada. Será que eu vou passar para a outra fase?

- Você é nossa estrela! Parabéns!

- EH?! – olho para ele incrédula. – Mas e as outras garotas?

- Não preciso mais pensar. É você! Você é a minha protagonista! O que acha Kazuma?

- Ela é boa. – Kazuma-kun sorri gentilmente e eu sorrio, mas ele devia o olhar. Hã?

- O papel é seu!

- Eh? Mas não é injusto com as outras? Ela nem fizeram o teste. – percebo Kazuma-kun me olhando, então ele se levanta e anda até mim.

- Eu quero trabalhar com você.

- Eh?

~Dias depois~

...:Ikuto POV:...

- Então ele fugiu de novo? – olho para os cinco na minha frente.

- Foi. Assim que ele percebe qualquer pessoa de gangue, ele foge. – Kukkai diz, irritado.

- Você está me dizendo que o BW fugiu? Não lutou? Nem uma vez? – não acredito! Esse cara ta tirando uma comigo?!

- Ikuto-kun, isso talvez dê mais problemas do que pensamos. – Kei diz, suspirando.

- Tadase, onde você estava?

- Eu estava ocupado. – ele diz, desviando o olhar.

- Você anda muito ocupado ultimamente. – olho para ele desconfiado.

- Desculpe. – ele olha para baixo.

- Ikuto-kun, temos que pensar em meios de impedir o avanço das gangues de fora. Elas estão invadindo nossa cidade. – Kakeru fala de repente.

- Onde?

- Elas estão vindo pelo sul, na área do Akira-kun. – ele, hã?

- Acho melhor observamos isso mais de perto. – Nagihiko diz, sério.

- É. Vou mandar alguns caras para lá. – me encosto no sofá, bebendo minha lata de refrigerante.

- E Ikuto-kun, as drogas também estão evoluindo.

- Eu sei. Alguns dos meus foram expulsos há poucos dias. – digo. Quantos mais serão que estão nesse rolo? E por que o BW não luta? Se for o Tadase...

- Não mesmo! Você é tão sortuda Amu! – Amu? Nós nos viramos e vemos a Utau, a Rima e a Amu entrando no clube, rindo.

- Sério? Eu sei que ele é bonito e tal, mas não gostei muito dele. Ele foi meio egocêntrico. – Amu diz, então repara que estávamos olhando para elas – Oi. – ela sorri.

- O que estão fazendo aqui? – pergunto.

- Nossa! Me desculpe! Não sabia que era proibido vir aqui. – Rima diz, sarcasticamente.

- Íamos chamar vocês para um lanche, mas esquece. Estão muito ocupados. – Utau se vira, pegando no braço da Amu – Vamos. Nós podemos ir dar em cima de uns caras bonitinhos lá no shopping. – epa, epa! Nada de levar minha Amu para dar em cima de outros caras.

- Utau, pare ai. – me levanto, indo até ela.

- O que? – ela sorri. Eu pego a Amu e abraço-a.

- Pode ir agora. – faço um “xô, xô” para ela e a Rima.

- Ikuto! – Amu bate no meu braço – Não expulse sua irmã!

- Amu-chan, vem aqui me dá meu abraço. – Kei chama, sorrindo.

- O meu também! – Kakeru sorri.

- Kei! Kakeru! Vocês estão aqui também! – Amu se solta, correndo e sentando entre eles, recebendo um beijo na bochecha de cada um.

- Como você está?

- Bem. E vocês?

- Um pouco mal. Estamos com alguns problemas de gangue.

- Ah. – ela olha para baixo e então olha para o Tadase.

- Amu-chan, você não está pensando nisso, não é? – Kei olha para ela.

- O que tem? – Amu olha para ele.

- Você vai se machucar.

- O que você quer fazer, Amu? – pergunto, sentando de frente para ela.

- Nada.

- Nada? Ah ta. – Kakeru revira os olhos – Amu-chan, isso é uma gangue. Não é uma luta no tatame. O jeito de lutar é diferente.

- Mas eu quero ajudar! – ela diz, olhando para os dois esperançosamente – Por favor!

- Não acho que seja uma boa idéia.

- Ei, ei, do que estão falando? – Utau e Rima se sentam do meu lado.

- Tadase-kun, eu posso lhe pedir um favor? – Amu olha para ele, sorrindo.

- Claro, Amu-chan.

- Você pode lutar comigo um pouquinho só? – EH?!

- L-lutar?

- Não. – digo imediatamente – Sem a menos chance disso acontecer. – cruzo os braços.

- Mas Ikuto! – ela olha para mim, com olhinhos de cachorrinho abandonado. Maldição! Ela sabe que não resisto a esse olhar! – Por favor.

- Não, Amu. É perigoso.

- Mas eu quero ajudar! Por favor! – ela se levanta e anda até o meu lado livre do sofá, sentando e pegando meu braço – Por favor! Por favor! Por favor!

- Talvez seja uma boa ideia, Ikuto. – Nagihiko diz, sorrindo.

- Você quer morrer?! – olho para ele furioso – Não vou deixar a Amu lutar contra o Tadase. Ela vai se machucar.

- Como você pode saber?! – ela olha para mim, irritada – Ainda nem aconteceu.

- Mas vai. Então é um não.

- Mas Ikuto!

- Por que você quer lutar, Amu-chan?

- É só para um trabalho que eu, a Utau e a Rima temos que fazer. É sobre artes marciais. – ela mente bem mesmo, hein?

- Trabalho? – Utau olha para ela, sem entender.

- Xxiii! – ela lança um olhar para minha irmã, que se cala. – Então? Você poderia me fazer esse favor?

- Por que não pede para o Ikuto-nii-san? Ele luta melhor do que eu.

- Mas ele é muito grande e forte. – sorrio com o elogio e o Kei revira os olhos.

- Amu-chan, faz tempo que você não pratica.

- Mas eu ainda sei!

- Mas você-

- Kei! Por favor, eu prometo que não vou me machucar! Por favor!

- Okay – ele diz, derrotado.

- Kakeru?

- Só não se machuque. – ele sorri.

- Ikuto? – ela olha para mim, segurando minha blusa com força – Por favor?

- Amu, por favor, eu não quero que se machuque. – olho para ela, preocupado.

- Não vou, okay?

- Se você se machucar, eu vou dormir na sua casa, okay? – agora ela vai desistir. Tenho certeza.

- Okay! – ela sorri animada. Isso não era o que eu esperava. Bem, me dei bem de qualquer jeito.

- Tem um tatame ali. – Kukkai aponta – Vai proteger melhor você das quedas, Hinamori.

- Obrigada, Kukkai. – ela se levanta, sorrindo. – Vamos Tadase-kun?

- Hum... Ok. – ele se levanta, ainda preocupado. Nós nos agrupamos em volta do tatame.

...:Amu POV:...

- Okay, Tadase-kun. Apenas lute do jeito que sabe. Não se preocupe comigo. – sorrio para ele.

- Meio difícil, Amu-chan. – ele olha para Ikuto, que o olhava malignamente.

- Não se preocupe com ele. – sorrio – Nós vamos fazer isso até eu ver que você está lutando a sério.

- Mas-

- Quem derrubar o outro primeiro ganha.

- Que tal uma aposta? – vejo o Kei e o Kakeru trocando olhares.

- 100 no Tadase. – Kukkai e Nagihiko dizem.

- Estamos fora. – Utau e Rima dizem.

- 100 no Tadase. – Ikuto diz, sorrindo e tirando o dinheiro.

- 100 na Amu-chan. – Kei e Kakeru sorriem.

- Ótimo, dinheiro de graça. – Ikuto sorri, convencido.

- Que tal tornamos isso mais interessante? – Kei sugere, sorrindo.

- Fale.

- 10000 yen.

- To dentro. – Ikuto sorri, entregando o dinheiro.

- Temos que lutar a sério, ok, Tadase-kun? Se não a aposta vai ser injusta.

- Mas Amu-chan, e se eu lhe machucar?

- Pode vir com tudo, ok? – sorrio.

- Se você diz. – ele joga a jaqueta no chão e entra em posição de luta. Eu fico apenas parada, observando ele.

- Okay. Quem derrubar o outro primeiro ganha. – Kei diz – Preparados? Vai!

Tadase-kun avança para mim e eu espero.

- Amu! – escuto o Ikuto gritar, mas não me mexo. Então vejo o braço dele se movendo e desvio o rosto.

- Você errou, Tadase-kun. – sorrio e vejo ele me olhar espantado.

Ele tanta de novo e novamente eu desvio.

- De novo.

- O...que...diabos... – ele falava cada palavra depois de um soco, mas eu me desviava e ia andando para trás, dando voltas no tatame, enquanto os outros observavam surpresos.

- Oi, Kei. Desde quando a Amu luta? – escuto o Ikuto perguntar e sorrio.

- Tadase-kun, se você não lutar a sério, o Ikuto vai ficar com raiva. – sorrio, dando um leve empurrão nele, que anda três passos para trás, em choque. Cara, isso é divertido!

- Vamos Tadase! Derruba ela! Eu apostei minha grana em você! – Kukkai grita.

- E eu em você, Amu-chan! – Kakeru grita, rindo da cara do Tadase-kun.

- Você vai me dar uma parte? – pergunto, rindo e desviando do Tadase-kun, que já estava suando de tanto tentar me bater ou chutar.

- Se você ganhar agora-

BLAM!

- Yey! Ganhei! – sorrio, em cima do Tadase-kun, que estava totalmente imobilizado, com as duas pernas presas e um braço sendo segurado por mim.

- O que aconteceu?! – Kukkai grita, olhando para mim incrédulo.

- Uow. – Nagihiko encara Tadase-kun, que estava meio em choque.

- Você está bem, Tadase-kun? – saio de cima dele, preocupada.

- E-e-estou. – ele se senta.

- Nossa, Amu! Você não disse para a gente que sabia lutar! – Utau sorri.

- Pode passar para cá, Ikuto-kun. – Kei estende a mão para um Ikuto pasmo.

- O que... Como... Amu, como você fez isso? – ele olha para mim.

- Só...fiz. – sorrio – Viu? Eu disse que não ia me machucar.

- Você acabou com o Tadase. – ele olha para mim, surpreso, então sorri – Essa é a minha garota. – fico vermelha e desvio o olhar.

- Minha parte, Kakeru. – estendo a mão, sorrindo e ele suspira, me dando uma parte do dinheiro.

- Então? Alguma dúvida quanto ao Tadase-kun ser o BW?

- Eh? BW? Eu? – ele me olha, surpreso.

- Eles estavam achando que você era o BW. – explico – Bobões. – sorrio para ele.

- Ikuto-nii-san?

- Foi mal Tadase. Só que você nunca estava quando o BW aparecia, e vimos uma moto igual a sua. Começamos a suspeitar.

- Entendo. Desculpe por isso. Acho melhor contar o motivo pelo qual estava sumindo, não é?

- Seria bom. – Kukkai sorri.

- Bem, eu estava com um pouco de medo que não fossem aceitar já que são playboys, mas eu tenho uma namorada. – ele admite, vermelho.

- Você o que?! – Kukkai grita, chocado – Por que ele tem uma namorada?! Por que EU não tenho uma?!

- Porque você é um idiota. – Nagihiko sorri.

- Ah ta! E você não é? – Kukkai olha para ele irritado e Nagihiko ri.

- Acho que sim.

- Então você tem uma namorada? – Kei sorri – Por isso estava sempre sumindo.

- Sim. Ela estuda muito e quase não temos tempo de nos ver. Então sempre que ela está livre eu vou vê-la, mesmo que eu tenha aula ou outra coisa.

- Que lindo! – Amu sorri – Você é tão gentil, Tadase-kun!

- Quem me dera ter um namorado assim... – Utau suspira e Rima concorda.

- Pois é. — suspiro também.

- Ei, eu sou gentil. – Ikuto diz, irritado.

- Claro que é. – Kei revira os olhos.

- Mas putz. – Kukkai diz de repente – Tadase foi derrotado igual uma garotinha pela Hinamori.

- Pois é. Não quer se juntar a nós, Amu-chan? – Nagihiko me pergunta, sorrindo.

- NÃO!!! – Ikuto, Kei e Kakeru gritam ao mesmo tempo.

- Nossa, não sabia que minha presença era tão detestável. – me encolho numa bolinha, triste.

- Amu-chan, por favor. Sabe que estamos apenas preocupados. – Kakeru me abraça por trás.

- Eu sei. – Sorrio, empurrando ele para trás, fazendo ele cair de costas no chão comigo por cima – Ganhei de você também, Kakeru. – sorrio mais ainda.

- Muito espertinha você, não? – ele passa os braços pela minha cintura, apertando e me prendendo ali.

- Ei, quem ensinou você a lutar, Amu? – Rima pergunta.

- Papai, Kyou, Kei, Kakeru, Shinitani, Kuu, Shinbashi-

- Quem são? – Utau pergunta – E por que só tem homens?

- Bem, depois que meus pais morreram e eu morei com o Kyou, era como se eu praticamente vivesse com homens. Olhava para um lado e tinha alguém só de cueca, olhava pro outro e tinha alguém sem blusa, olhava pro outro e tinha alguém brigando.

- Bons tempos... – Kei sorri.

- Sim. – digo, meio triste. Queria que não tivessem acabado.

- Eles que te ensinaram a lutar, Hinamori?

- Foi. Quer lutar comigo? – sorrio, animada.

- Não, acho que eu posso acabar com você. – Kukkai sorri, orgulhoso.

- Vamos lutar, Amu. – Ikuto diz de repente, sorrindo maliciosamente. Boa coisa é que não é.

- Com você não. – Kei interfere – Você é o chefe. A Amu-chan não tem chance contra você.

- Eu já ganhei de você, chefão. – me levanto, com um sorriso de criança travessa.

- Só por que você fingiu estar chorando.

- E você caiu. – Kakeru ri – Lembro da cara do Kyou ao ver a Amu-chan chorando. Ele só faltou te matar, Kei.

- Quero ver você rir com um cara segurando o seu pescoço. – ele resmunga.

- Ah é, eu achei mesmo que ele fosse te matar. – riu, lembrando de todos os outros momentos em que em diverti com o Kyou.

- Então? Vamos ou não? – Ikuto pergunta, sem blusa e esticando os braços para cima.

- P-p-p-por que v-v-você ta s-sem b-blusa?! – meu deus! Que vergonha! Por que ele tirou a blusa?!

- Vermelha já? – ele ri – Só para não molhar ela. Por que não tira a sua também? – ele sorri maliciosamente e eu fico mais vermelha.

- E-e-e-eu n-não- — meu celular me interrompe de gaguejar feito uma idiota. Ufa. Meu deus, o Ikuto vai me deixar louca assim!

- Alô?

- Amu-chan!!

- Eh? – reconheço a voz do Aruto-san. – Sim?

- Tenho noticias incríveis!

- O que? O que? – sorrio, animada, enquanto os outros me encaram curiosamente.

- Você vai fazer um show! – Ai Meu DEUS! Bate na minha cara e diz que eu to sonhando!

- Sério? Sério mesmo?!

- Sim! Você está feliz?

- Com certeza!! Obrigada! Obrigada! Mil vezes obrigada!!! Se eu fosse mais velha, teria me apaixonado por você agora!

- Nossa. Obrigado. Mas acho que vou permanecer fiel a minha esposa.

- Okay! – então noto o olhar do Ikuto sob mim. Ah não. Ele não vai deixar isso passar assim...

- Amu-chan, essas 3 próximas semanas você vai se dedicar exclusivamente a esse show. Então é melhor se preparar para trabalhar muito.

- Sim! Obrigada!

- Ah, e pense num jeito legal de revelar a sua identidade como cantora.

- Ah é... – nossa, foi tanta emoção que tinha até esquecido que ninguém sabe que eu sou a Midnight Girl.

- Bem, hoje é sua folga, mas a partir de amanhã, você vai ter que dar duro.

- Sim. Vou dar meu melhor. Muito obrigada mesmo!

- Até amanhã, Amu-chan.

- Mais uma vez, obrigada! – sorrio, desligando o telefone.

- E o que foi isso? – Rima pergunta, com uma sobrancelha levantada.

- Se-gre-do! – sorrio. To super hiper mega feliz!!! Vou fazer um show!! Ai que legal!

- Tadase-kun, traga sua namorada um dia desses. Quero conhecê-la. – digo, sorrindo e indo em direção ao Ikuto – Vejo você amanhã! – dou um rápido beijo na bochecha dele e aceno para os outros – Tenho que ir!

Notas finais
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