Notas iniciais
Oi pessoal, vocês devem ta furiosos comigo por ter demorado tanto para postar. Bem, eu finalmente consegui terminar essa droga de capitulo. E já comecei o próximo.
Mas tem um problema. Eu acabei de fazer uma cirurgia e bem, tenho que ficar de repouso absoluto, ou seja, sem PC. Infelizmente, vai demorar para postar outros capitulos. Sinto muito.
Mas espero que gostem desse. Bjos.

...:Amu POV:...

Eu estou morta! Essas três últimas semanas foram tão cansativas! Entre o show e o drama, quase não tive tempo para ver o Ikuto. É meio triste... Será que ele está com raiva? Talvez eu devesse me desculpar.

- Amu! Vamos logo. – Rima me chama, sorrindo.

- Ah, esperem! – corro atrás delas, rindo.

- Então? Você andou trabalhando muito essas semanas não foi? – Utau sorri.

- É... Utau, você acha que o Ikuto está bravo?

- Bom, eu não sei. Quase não o vi também. Ele ta super ocupado com os assuntos de gangue dele.

- Eh?

- O Kukkai me disse que tem várias gangues de fora entrando na cidade e ocupando os territórios. E que eles estão envolvidos com Akira-kun e a droga.

- Quem é Akira-kun? – Rima pergunta.

- É o líder dos Dragões do Sul. – Utau explica – Ei, Amu, vai poder sair com a gente hoje?

- Não, desculpem. Nós vamos gravar as últimas cenas para o primeiro episódio do drama.

- Como é trabalhar com o Kazuma? – Utau pergunta – Ele é super bonito, não é?

- Se você acha... Bom, ele tem sido muito legal comigo e me ensina várias coisas. Sinto como se fossemos melhores amigos já. E até já saímos para comer juntos. Ele é tão engraçado! – rio, lembrando das palhaçadas dele. Sabe, sempre pensei que gente famosa era chata e cheia de si, mas Kazuma-kun parece ser diferente.

- Amu~ — escuto uma voz melosa na minha orelha, ao mesmo tempo em que braços fortes arrodeiam minha cintura.

- Uwaa! Ikuto!

- O próprio. Sentiu minha falta? – ele pergunta, esfregando o nariz no meu pescoço. Uwaaa, calafrios!

- N-n-n-não...

- Mentindo para mim, Amu? – posso sentir que ele está sorrindo! Ai que raiva! – Parece que vou ter de arrancar a verdade do seu corpo. – ele começa a beijar meu pescoço, descendo.

- Senti! Senti!! Senti muito a sua falta!!! – digo, esperneando, tentando me libertar dos braços deles. Tão embaraçoso!

- Tch, foi difícil? – Ikuto me liberta, apenas para me virar e fazer meu rosto ficar frente a frente com seu peito, num abraço apertado.

- I-i-ikuto! E-e-está t-t-todo m-mundo vendo!

- E daí?

- E daí...

- Solta ela, Ikuto. – Rima diz, revirando os olhos – Você virou um namorado chiclete agora?

- Cala a boca, tampinha. Sei que está de rolo com o Nagihiko. – O QUE?!

- Você está namorando ele, Rima?! – Utau pergunta, chocada. Meu deus! A Rima está corada!

- Que fofa! – digo, rindo, enquanto ela fica mais vermelha ainda.

- Você é fofa. – Ikuto sussurra no meu ouvido, fazendo-me ficar mais vermelha do que a Rima.

- I-i-idiota! – ele ri.

- Kyaaa!!! É ele!! É ele!! – as garotas começam a correr, gritando.

- Eh? O que está acontecendo? – pergunto.

- Não sei.

- Estranho.

- Kyaaa!! Vamos ver!! Ele é tão bonito!! Você viu os olhos dele?! São prateados!

- Pois é!! E as roupas! Ele é realmente incrível! Você soube do novo drama que ele vai fazer? – algumas garotas passam correndo, comentando e gritando o quão bonito ele é.

- Tem alguém famoso aqui? – ergo uma sobrancelha.

- É o que parece. – Rima nos olha – Querem olhar?

- Sim!!! — Utau diz imediatamente.

- Não. – Ikuto e eu dizemos, sem interesse.

- Eh? Por que Amu? É alguém famoso! Talvez você consiga um autografo?

- Eu não quero isso. É só o nome de alguém no papel. – digo – Hey, Ikuto, onde estão os outros?

- Foram na frente para o clube.

- Hum... Você vai também?

- Você quer que eu fique? – ele sorri maliciosamente.

- Eu não disse isso! – digo, vermelha.

- Kyaaa!!! Ele está vindo para cá! – que chato! Essas garotas não vão parar de gritar? O que tem demais se ele é famoso? Continua sendo uma pessoa como todas as outras.

- Ah, Amu-chan! Eu finalmente te achei! – Eh? Então eu reconheço a pessoa famosa.

- Kazuma-kun! – sorrio e quando tento me libertar dos braços do Ikuto, ele me aperta mais forte. Eh? Ele está bravo?

- O que está fazendo aqui, Kazuma? – Ikuto olha para ele, sem expressão.

- Tsukiyomi! – Eh? EH?!

- Vocês se conhecem? – pergunto, pasma.

- Yeah. Quando éramos crianças nos encontramos muitos em audições. – Kazuma-kun explica.

- Eh... Espere, isso significa que o Ikuto já foi famoso? – olho para ele, surpresa.

- Sim. Quando eu era criança fiz parte de vários dramas e shows e até mesmo apresentações musicais.

- Owo! – por que eu não sabia disso? Agora que eu paro para pensar, eu realmente quase não sei nada sobre o Ikuto...

- Toco também.

- Incrível! – sorrio, apesar de ainda estar meio decepcionada comigo. Eu deveria ter perguntado mais sobre o Ikuto.

- Amu-chan, eu vim te pegar.

- Por que? – Ikuto pergunta, sem me soltar por um segundo.

- Porque temos que trabalhar, Tsukiyomi.

- Ohh, então está se aproveitando que não estou mais no ramo e tentando ganhar a fama?

- Eu não quero fama. Faço porque gosto.

- Bem, parece que gostar não era o suficiente antes. – Ikuto sorri maldosamente.

- Aquilo foi o passado. Eu não vou perder mais para você. – é só impressão minha, ou eles se odeiam?

- Por que está aqui, Kazuma-kun? – pergunto, tentando quebrar o clima de tensão entre eles e ignorar os gritinhos das garotas ao nosso redor.

- Vim te pegar, Amu-chan para irmos para o estúdio.

- Eh? Mas eu ia de metro. Você não precisava vir até aqui.

- Eu estava no caminho.

- Okay. – sorrio, e dessa vez forço meu caminho para fora dos braços do Ikuto – Eu tenho que ir pessoal. Vejo vocês no próximo domingo?

- Sim. Vamos finalmente conhecer a namorada do Tadase! – Utau sorri maliciosamente e Rima também. Logo eu estava sorrindo também.

- Temos que ir, Amu-chan. – Kazuma segura minha mão, puxando-me.

- Amu. – Ikuto me puxa de repente, me beijando intensamente. Quando ele se afasta, estou meio tonta. Uow, que beijo!

- Obrigado por vir pegar minha namorada, Kazuma. – hum? É só impressão ou ele enfatizou ‘namorada’? Acho que ainda estou tonta.

- Eu vou cuidar dela, Tsukiyomi. – então Kazuma me puxa.

- Até domingo! – sorrio, acenando. Eh? Por que está com essa expressão, Ikuto?

...:Kazuma POV:...

Eu não acredito nisso. Por que aquele cara tinha que aparecer agora? Por que ele tinha que ser o namorado da Amu-chan? Por que ele sempre atrapalha minha vida?!

- Kazuma-kun, está tudo bem? – ela me pergunta, sorrindo gentilmente.

- Sim, desculpe por preocupar você, Amu-chan. – sorrio. Engraçado como ela consegue me ler como um livro aberto. Ninguém nunca conseguiu fazer isso, nem mesmo meus pais.

- Como você conheceu o Ikuto? São amigos?

- Não, Amu-chan. – tento sorrir – nós somos algo que você pode chamar de inimigos.

- Eh, por que?

- Quando éramos crianças, costumávamos nos encontrar sempre em audições e sempre o Tsukiyomi ganhava. Sem perceber, acabamos virando inimigos.

- Que pena. – ela olha para baixo – Seria muito legal se fossem amigos.

- Desculpe.

- E agora? Não podem ser amigos?

- Não.

- Por que? – ela olha para mim com aqueles grandes olhos dourados e brilhantes. É incrível.

- Apenas... esqueça, ok? Nós simplesmente somos como cão e gato.

- Você é o cão.

- Por que diz isso? – ela ri. Tão fofa!

- Nenhuma razão. – ela continua rindo para si mesma.

Parece que ela realmente está apaixonada por ele. Me pergunto como eles se conheceram. Será que ele gosta mesmo dela? Ele não pareceu do tipo de cara que valoriza a namorada. É verdade que faz tempo que não vejo ele, tipo 10 ou 11 anos, mas mesmo assim. Antes ele já era calado e quieto, mas chamava a atenção. Agora, o cara poderia ser o que quisesse. Se ele voltasse ao show bussiness, com certeza se sairia bem. Odeio admitir, mas ele tem muito talento.

- KAZUMA-KUN! – escuto a Amu-chan gritar de repente.

- Eh?

- No que estava pensando? Faz o maior tempão que estou lhe perguntando algo.

- Desculpe.

- Ohoho, estava pensando na sua namorada, não era? – ela sorri maliciosamente e eu sorrio.

- Não, Amu-chan.

- Tem certeza? – ela cutuca meu braço – Vai, me conta. Conta, Kazuma-kun, somos amigos, não é?

- Sério, Amu-chan, não tenho namorada.

- Mas você gosta de alguém, não é? Ah! Você ficou vermelho! Eu sabia! – eu fiquei vermelho? Sério? M-mas... eu não gosto de ninguém. Todas as garotas são superficiais e só ligam para meu dinheiro e fama. Apenas a Amu-chan... NÂO! Não pode ser!

- Kyaa!!! Kazuma-kun!! – ah droga! Eu freei sem querer – Se quer morrer, não me leve junto!

- D-desculpe. – sorrio sem graça e ela me olha desconfiada, então um sorriso vai nascendo no rosto dela, e logo estávamos rindo. É raro eu relaxar, mas quando estou com a Amu-chan sou eu mesmo, e não o que os outros querem que eu seja.

~Dias depois~

...:Ikuto POV:...

- Hey, ela vai vir ou não? – pergunto, já impaciente.

- Sim, Ikuto-nii-san, por favor espere mais um pouco. – Tadase diz, sorrindo.

- Onde ela mora? – Kukkai pergunta, como sempre, comendo.

- Mais para o sul da cidade.

- Então... – Utau sorri maliciosamente – Ela é bonita?

- S-sim.

- E ela é mais velha? – Rima pergunta.

- S-sim.

- Como a conheceu?

- N-no parque. Ela estava andando enquanto lia um livro e nos batemos, ai... Fomos nos conhecendo.

- Que lindo! – Utau sorri e Rima ergue uma sobrancelha.

- Então ela é do tipo nerd?

- Não, ela apenas gosta de ler. Eu também.

- O par perfeito!

- Por que está vermelho? É para estar orgulhoso que conquistou uma garota assim, Tadase. – digo, bagunçando os cabelos dele.

- Ikuto-nii-san... Por favor, não assustem ela.

- Hey! Não somos assustadores! – Kukkai retruca, ofendido.

- Por favor, apenas sejam gentis. Ela está muito nervosa e vocês sendo de uma gangue não ajuda em nada.

- Como se você não fosse também. – Nagihiko diz sarcasticamente. Realmente, não há porque ficar nervosa. Não é como se fossemos matar ela. Talvez apenas um susto. Sorrio. Eu sou mesmo muito mal.

- Ikuto-nii-san, não sorria desse jeito!

- O que? Quer controlar o jeito que eu sorrio também? – olho para ele.

- Não, mas quando você sorrir assim, nada de bom acontece.

- Tadase, está querendo ganhar um olho roxo para encontrar a namorada?

- Não, por favor! – Tadase me olha, implorando.

- Relaxa, Tadase! – Kukkai se deita no sofá – O Ikuto só ta te zoando.

- Você acha mesmo, hã? – dou um sorriso torto.

- Cara, você é muito mal. Se a Hinamori soubesse que você bateu no Tadase, o que acha que ela faria? – Urgh, quero nem pensar. Droga, por que ela tem que ser meu ponto fraco? Por que eu tinha que me apaixonar por ela? Tsc, se bem que eu simplesmente adoro ver o rostinho vermelho dela. Agora que eu paro para pensar, não sei muita coisa sobre ela. Hum... E ela nunca disse que me amava. Talvez ela não sinta o mesmo por mim. Náh, ela só deve ter vergonha. Um dia vou fazê-la dizer por conta própria. Ah, é. E antes, vou levar ela para cama. Droga, de novo esses pensamentos. Se bem que... eu vou amar ser o primeiro cara a vê-la nua, a fazer todo aquele tipo de coisa com ela, ser o primeiro a fazê-la gemer de prazer, ser quem vai tirar a virgindade dela e o primeiro e único a ter sexo com ela. Ah é, você escutou, eu vou ser o único a deitar com a Amu.

- Ikuto!

- O que?! – pergunto, irritado. Que droga, estava tendo umas fantasias legais aqui com a Amu e esse povo vem e grita.

- Ela chegou, Ikuto-nii-san. – Tadase diz, nervoso. Finalmente!

- Espera, cadê a Amu? Ela disse que estaria aqui.

- Ela deve estar vindo. Calma. – Rima diz, sem expressão.

- C-com licença... – uma voz fina vem da escada e todos nós olhamos. Boa, Tadase! Ela é bem bonitinha, apesar de perder feio para a Amu.

- Lulu-chan! – Tadase sorri, indo até a garota e dando um rápido beijo em sua bochecha. Ele pega a mão dela e a traz para perto de nós. É, o cara sabe escolher. Cabelos claros, olhos claros, pele branca, vestido claro. Parece ser normal.

- Oi! Meu nome é Hoshina Utau. – minha irmã sorri.

- Rima, prazer. – a baixinha diz, dando um pequeno sorriso.

- E ai? Meu nome é Souma Kukkai. Eu que ensinei tudo o que ele sabe! – Kukkai bagunça o cabelo de Tadase.

- Você quer dizer o Ikuto, não? – Nagihiko puxa Kukkai pelos cabelos, impedindo ele de embaraçar o Tadase ainda mais – Oi, meu nome é Fujisaki Nagihiko, estou feliz por finalmente podermos nos encontrar.

- Sim, o prazer é todo meu. – a garota, Lala ou Lolo acho, sorri. É, acho que o Tadase finalmente encontrou uma garota para ele.

- Esse é Tsukiyomi Ikuto, Lulu. Ele é o chefe. – Tadase sorri, olhando para mim. Oh, é Lulu. A garota olha para mim, sorrindo.

- Sim, é um prazer. Tadase-kun falou muito sobre você, Ikuto-san. – estranho, não está assustada. Hum...

- É melhor você ser boa para ele, ouviu? Ou vou ter que dar um jeito em você. – digo, sério.

- Ikuto-nii-san!

- Você é exatamente como ele descreveu. – ela sorri – E sim, vou tentar meu melhor.

- Ótimo. – Ikuto volta a sentar, jogando os pés em cima da mesa, então sorrindo maliciosamente – Então? Quer saber todos os segredos embaraçosos dele?

- Não!! – Tadase grita imediatamente.

- Sim, sim!! Sim! – a garota ri, sentando ao lado de Utau, com Tadase no lado oposto.

- Ikuto-nii-san, por favor!

- Cala a boca, Tadase. Estou apenas realizando um desejo da sua namorada. Não foi você quem disse para eu ser gentil com ela? Bem, estou sendo. – rio da expressão dele. Eu sou mesmo muito, muito mal!

- Cara, ele é mesmo muito malvado. Nunca vou apresentar minha namorada para ele. – escuto o Kukkai sussurrando para o Nagihiko.

- Eu ouvi isso. – digo, lançando um olhar que o fez tremer.

- Kyaa!!! Não!! Me solta!! Por favor!! – de repente escutamos gritos vindos da escada. Amu.

- Para de se mexer se não vai cair! – escuto uma risada. Kei. O que ele está fazendo com minha namorada?

- Não!! Por favor!! Uwaaa!! Kyaa! Você bateu na minha bunda!

- Garotas malvadas merecem castigo. – eu vou matar ele! Como ele ousa tocar na bunda da minha Amu?! Só eu posso fazer isso!

- E ai, Ikuto-kun? – Kei aparece, sorrindo, com a Amu no seu ombro, esperneando.

- Não! Não! Ikuto, me ajuda!!

- Solta ela, Kei. – digo, me levantando, pronto para ir até lá e acabar com a raça dele. Então o Kei para na metade do caminho, olhando fixamente para alguém.

- V-v-você... – por que ele está olhando assim para a Lulu?

- Kei-kun! – Lulu se levanta, surpresa.

- O que?! O que? Quem está ai? – Amu usa os braços para se apoiar nas costas dele e se levantar parcialmente no ombro dele, virando a cabeça e olhando para nós. Então ela congela também.

- L-lulu... – então o Kei a solta de repente, mas Amu cai normalmente, sem tirar os olhos da garota.

- Vocês se conhecem, Amu-chan? – Tadase pergunta, curioso.

- L-lulu, p-por f-favor, n-n-não g-

- Kyaaaaaaaaaa!!! – a garota grita de repente, aterrorizada. Cacete!

- ...grite. – Amu completa a frase interrompida.

- N-n-não! Não pode ser!! Eu-eu-eu estou vendo coisas!! V-v-você n-não pode e-e-estar aqui! – ela diz, tipo em estado de negação. Cara, o que diabos está acontecendo?

- Lulu, se acalme. – Kei diz, sério.

- não, não! Não pode ser verdade!

- Lulu-chan? O que foi? Por que está assim? – Tadase pergunta preocupado, mas a garota ignora as perguntas dele.

- Não pode ser! Não pode! V-v-você está morta!!

- O que?! – olho para ela, chocado.

- Você está morta! Eu vi!! O médico... você!! Não é verdade!! Você morreu! Morreu! – Lulu diz, chorando e olhando para a Amu.

- Lulu, por favor, para de gritar. Se acalme. – ela diz, sorrindo.

- N-n-não se aproxime! Você morreu! Como pode estar na minha frente?! V-v-você está morta!

- Não, Lulu. Ela está viva. – Kei se aproxima, sorrindo – A Amu está viva.

- M-mas... ela... acidente...

- Que acidente? – Nagihiko pergunta.

- E por que ela ta dizendo que a Hinamori está morta? – é o que eu quero saber!

- Lulu, por favor. Se acalme, eu posso explicar.

- V-você está mesmo viva? Amu... Como...? – a garota cai no sofá, ainda tremendo.

- Está calma? – Kei pergunta.

- Não! – Lulu grita – Como eu posso estar calma quando tem uma pessoa que eu pensei estar morta há um ano aqui na minha frente?!!

- Owo, explodiu, hã? – Kei ri, sentando no outro sofá.

- Meu deus, meu deus! Como é possível... ela morreu... o acidente...

- Por favor, me deixe explicar, Lulu. – Amu diz, agora na frente da garota, sorrindo – Eu posso explicar tudo.

- É bom mesmo! Oh meu deus, o que o Kyou diria disso?

- Nada, porque ele está morto. – Kei responde secamente e Amu morde o lábio. O que diabos esse Kyou tem de tão importante? Por que ele sempre ta no meio das doideras? E por que a Lulu está dizendo que a Amu está morta?!

- Amu, acho melhor você explicar agora o que está acontecendo. Por que ela está dizendo que você está morta? E que acidente é esse? E o que esse Kyou tem haver com isso?

- Ok, uma pergunta de cada vez.

- Por que não começa desde o começo? – Kei pede.

...:Amu POV:...

- Espera, você não sabe a história? – Rima pergunta, surpresa.

- Na verdade não. – é claro que não. Eu não contei para ninguém. Apenas para Kyou. E agora que ele m...mor...morreu, ninguém mais sabe. E estou planejando manter assim por um tempo.

- Ok. Façam as perguntas e vou responder o que der. – digo, sentando.

- Por que ela disse que você estava morta?

- Por que quando eu sofri um acidente um ano atrás, eu falsifiquei minha morte e assim eu poderia sumir do mapa.

- Por que fez isso?

- Próxima.

- Espere ai, você não respondeu!

- Por que eu não posso responder isso agora. Próxima.

- Mas você disse para o Kei! Por que não me disse? – Lulu me pergunta, com lágrimas nos olhos – Você sabe o quanto eu chorei por sua causa?

- Eu realmente sinto muito Lulu. – digo, segurando as minhas lágrimas – Eu não contei para ninguém. Esse intrometido, junto do Kakeru, chantagearam o médico e descobriram meu plano.

- Espera, como conseguiu fazer o médico falsificar sua morte?

- Nós nos conhecíamos e ele devia favores aos meus pais.

- E esse acidente?

- Acidente de moto.

- É por isso que não gosta de dirigir na chuva? – Ikuto me olha.

- Sim. Desculpe, Ikuto, não poder contar mais do que isso... – olho para baixo. Droga, por que a vida tem que ser tão complicada?! Por que eu não posso simplesmente falar tudo? Eu odeio guardar segredos dos meus amigos e principalmente do Ikuto.

- Tudo bem, Amu. – sinto ele me abraçar e lógico, eu tenho que ficar vermelha! Mas que droga! Por que meu coração bate tão rápido quando eu to com ele?! — Mas você tem que ir num encontro comigo.

- Espere, vocês estão saindo? – Lulu olha para mim e para o Ikuto, chocada.

- Yeah. – Ikuto responde sem interesse, colocando o rosto no meu pescoço e distribuindo pequenos beijos ao longo dele.

- Oh, Amu, você tem sorte do Kyou não estar aqui, porque se não, seu namorado já era.

- Pois é. Eu adoraria ver a cena. – Kei diz, sorrindo.

- Mas Tadase-kun? Você não tinha dito que o Ikuto-san era um playboy? Oh meu deus! Você está usando ela só para poder ir para a cama! – Lulu olha aterrorizada para Ikuto – Oh não, amu, acorde, não o deixe fazer isso com você!

- Hey! Eu não estou usando ninguém! – Ikuto diz bravo e eu sorrio.

- Se ele me usar, Kei vai ficar feliz em me ajudar a se vingar não vai? – sorrio para ele, que dá um sorriso malicioso de volta.

- E como.

- Mas Lulu, isso... você me perdoa por ter escondido e enganado você por todo esse tempo? – pergunto, olhando para ela, com medo da resposta. Ela já fora minha melhor amiga, ainda é. Não quero perder ela também.

- Ta de brincadeira?! – ela ri – Minha melhor amiga ta viva! É o segundo melhor dia da minha vida.

- Ah! Obrigada, Lulu! – levanto, abraçando ela, rindo.

- Espera ai. Segundo? – Kei olha para ela – Qual foi o primeiro?

- Kei, não é óbvio? – sorrio, então olho para Tadase-kun – Quando ela conheceu Tadase-kun!

- Ohooo. – todos nós rimos da expressão embaraçada dos dois.

- Ah é! Vocês vão para o show da Midnight Girl? – Utau pergunta de repente.

- Ouvi dizer que todos os ingressos esgotaram em menos de duas semanas. – Rima comenta – Não dá mais para ir.

- Errado~ — digo, sorrindo maliciosamente.

- O que? Você vai, Amu? Não sabia que gostava dela. – Rima diz.

- Eu não vou. Nós vamos. – sorrio.

- EH?! Você conseguiu os ingressos?! Como? Ouvi dizer que teve gente que ficou na fila por três dias!

- Você ficou numa fila por três dias? – Ikuto olha para mim.

- Não, não estou doida ainda, obrigada. – digo, pegando minha bolsa e procurando algo dentro.

- O que está procurando, Amu?

- Isso! – mostro 9 ingressos, como se estivesse jogando baralho – No camarote!

- Oh meu deus! – Utau pula em cima de mim – Como você conseguiu isso?

- Segredo. – sorrio. – Era para ser 10, mas uma coisa deu errado…

- Por que estão desse jeito? É apenas um show de alguém. – Ikuto diz sem interesse.

- Você pirou? Sabe quanto custa um ingresso desse?!

- V-você não quer ir, Ikuto? – pergunto com lágrimas nos olhos.

- E-eh? P-por que está chorando?

- Cara, você fez ela chorar! – Kei me abraça – Está tudo bem, Amu-chan. Eu vou com você. Não precisa se preocupar com esse idiota. Depois nós podemos ir para a sua casa e então eu vou-

- EI! Eu não disse que não ia! E o que diabos você pensa que está fazendo?! – Ikuto pega meu braço, me puxando para longe do Kei e para perto dele. – Se alguém vai para a casa dela de noite, esse alguém sou eu.

- E-então você vai para o show? – pergunto, olhando para cima.

- Sim.

- Yey! – abraço ele, sorrindo. – Obrigada, Ikuto! Vocês vão ter a maior surpresa lá, por isso, todo mundo tem que ir!

- Epa, não posso. – Lulu diz – Meus avós vem na cidade nesse dia. Desculpa, Amu.

- Tudo bem, não é culpa sua.

- Nem eu, Amu-chan. Nem o Kakeru. Desculpe. – Kei sorri para mim.

- Por que?

- Família. Desculpe. – ele passa a mão no meu cabelo.

- Hum... Tudo bem. Mas vocês vão, não é? – olho para o resto.

- Já estou lá! – Utau diz, rindo, enquanto os outros concordam.

- Mas que surpresa é essa que você falou, Amu? – Ikuto pergunta.

- oh, é surpresa! Espero que gostem! AH não! Meu deus! – estou super atrasada! – Desculpe, tenho que ir! Vejo vocês amanhã na escola. – dou o primeiro passo, mas o Ikuto segura meu braço.

- Para onde está indo?

- Eu combinei de ensaiar com o Kazuma-kun. Tenho que ir, Ikuto. Solta. – tento me libertar, mas ele só me segura com mais força.

- Você parece estar muito amiga do Kazuma. – ele diz, me olhando irritado. Por que ele está tão irritado? Eu nem fiz nada. E além disso, Kazuma-kun nunca me olharia assim.

- Solta Ikuto. Somos só amigos.

- Não é o que ele pensa.

- Ihh, começou. – escuto o Nagihiko sussurrar para o Kukkai, que sorri.

- Como você pode saber? – olho para ele – Kazuma-kun é meu amigo e está me ajudando muito.

- E o que eu sou nessa história?

- Huh? O que você quer dizer?

- Responda Amu. Onde eu estou nessa história? O que eu sou para você? – droga, ele tinha que perguntar isso na frente de todo mundo. Não quero dizer.

- Nada hã? – ele me solta, virando o rosto. Ei, por que fez isso? Eu nem respondi. Ikuto...

Então eu olho para ele e fico de pontas de pé, dando um rápido beijo na bochecha dele, o que foi o suficiente para ele se virar. Justamente o que eu queria. Não acredito que vou fazer isso na frente de todo mundo!

Então eu o beijo. Na boca. Droga, tenho certeza de que meu rosto agora deve estar queimando. Isso é tão embaraçoso!

- V-v-você é m-meu n-n-namorado. A p-pessoa que e-e-eu m-mais g-g-gosto em t-todo o m-mundo. – digo, tentando meu máximo para não desviar o olhar dele. – Tenho que ir! – então eu corro.

...:Nagihiko POV:...

- Mas que lindo, não é, Ikuto? – pergunto, rindo, enquanto tiro uma foto dele. Cara, é a primeira vez que ele fica vermelho. Isso precisa ser relembrado para sempre.

- O q-que? – ele olha para mim, parecendo não saber nem onde está. O beijo teve um efeito dos céus, hã?

- Oh, Amu, o que eu sou para você? – Kukkai diz, imitando o Ikuto e me olhando.

- I-ikuto, você é meu namorado! É a pessoa que eu mais gosto em todo o mundo! – digo, imitando a voz da Amu-chan, então nós nos abraçamos e fingimos estar nos beijando.

- Oh, Amu, eu te amo! – Kukkai diz.

- oh, ikuto! Eu também!

- Vamos fugir e nos casar! E vamos ter dois filhos!

- Calem a boca! – Ikuto joga a almofada na gente, irritado.

- Isso foi divertido. – Utau e Rima se olham, rindo.

- Eu disse para se calarem. – Ikuto lança um olhar maligno para nós.

- Kei-kun, por que não fez nada? – Lulu pergunta – Você, Kyou e Kakeru só faltavam matar qualquer garoto que se aproximava da Amu-chan.

- Por que ela está feliz agora. Depois de dois anos, ela está feliz. Realmente feliz.

- Como assim? A Amu está sempre feliz. – Utau diz, sem entender.

- Pois é. Não é, Ikuto?

- Não. Algumas vezes, quando eu dormi na casa dela, ela chorava de noite. Ficava chamando pela família ou então pelo Kyou.

- Quer saber a história? – Kei me olha – Quer?

- Eu quero que ela me conte.

- Ela talvez nunca conte a você. Vai arriscar?

- Vou.

- Ok, mas vou contar assim mesmo. – ele sorri – Não me olhe assim. Não vou contar nada demais. Apenas deixar você saber como foi a vida dela desde os 9 anos dela.

- Legal! Eu quero saber! – Utau sorri – A Amu deve ter sido muito fofa quando criança.

- Por onde eu começo...

...:Normal POV:...

- Há oito anos atrás, quando eu tinha apenas 12 anos, o Kyou me ligou de repente, me pedindo para trazer roupas para uma garotinha em volta dos 9 anos. Na época, o Kyou só tinha 15, mas já morava sozinho. Ele não era o que se pode chamar de criança normal. Aos 15 anos, já tinha sido aceito em uma faculdade aqui do Japão. O cara era um gênio.

- Gênio? – Tadase olha para Kei como se não acreditasse.

- Ele era. – Lulu diz – Principalmente em Química. Sabia tudo, algumas vezes até mais do que seus professores. A família dele era rica, então ele estudava em casa mesmo.

- Isso. – Kei continua – Eu estranhei o pedido dele, mas arrumei as roupas e levei para a casa dele.

- Você quer dizer que roubou as minhas roupas, não? – Lulu olha para Kei, irritado.

- Qual é irmãzinha, são só roupas. – Kei sorri.

- Irmãzinha?! – Tadase olha para os dois, chocado – Vocês são irmãos?

- Por ai. Meu pai se casou com a mãe dela, mas não deu certo. Na época ainda morávamos juntos. – Kei explica.

- Foi assim que conheceu a Amu, Lulu-chan? – Utau pergunta.

- Foi, mas isso só foi um ano depois.

- Vocês querem que eu continue ou não?

- Pode ir.

- Ok. Então, quando eu cheguei na casa do Kyou, ele estava sentado na sala, com uma garotinha de cabelos rosas deitada na sua frente. Só aquilo já foi estranho, imagine ai quando eu vi que ela estava coberta de sangue.

- Sangue? – Rima olha para Kei, assustada – Ela estava machucada?

- Não. Eu perguntei para ele o que tinha acontecido e ele me disse que quando estava voltando do trabalho de meio-período, tinha encontrado a garota desmaiada na frente da sua casa. Eu fiquei muito irritado. Como é que ele podia pegar uma garota da rua e simplesmente trazer ela para dentro de casa?

- Você deixaria ela lá?! – Lulu pergunta, chocada.

- Hoje não, mas se eu tivesse achado ela, provavelmente. Então, nós demos um banho nela e-

- Vocês a viram nua?! – Ikuto grita, irritado.

- Qual é, tínhamos que limpar ela daquele sangue. Mas se você quer saber, na época, ela já tinha um corpinho lindo.

- Eu vou matar você! – Ikuto se levanta, furioso indo para cima de Kei, mas sendo impedido por Kukkai e Nagihiko.

- Se acalma, cara. Eles salvaram a Amu-chan, Se não fosse por eles, você nunca a encontraria. – Nagihiko diz e Ikuto se acalma. Um pouco.

- Então, depois de dar um banho nela – Kei sorri maliciosamente para Ikuto, que o olha furioso – nós trocamos as roupas dela. Kyou ficava simplesmente olhando para ela como se fosse a coisa mais interessante do mundo. De repente, ela começou a se mexer, inquieta, então começou a gritar.

- Ela estava tendo um pesadelo?

- Acho que sim. Eu tentei segurar ela, mas ela se mexia demais. Então o Kyou simplesmente segurou a mão dela e deitou do lado dela, começando a cantar uma música de ninar.

- Isso a acalmou?

- Sim. Ela parou de se mexer e gritar. Eu fui arranjar alguma coisa para comer e depois dormi lá mesmo. Ela só foi acordar três dias depois que a encontramos.

- Três? E vocês nem sequer chamaram um médico?

- Bem, isso realmente não passou pela nossa cabeça. Só ficamos discutindo o que fazer com ela quando ela acordasse. Eu dizia para encontrarmos os pais delas e se ela não tivesse mandar ela para o orfanato.

- Malvado! – Rima diz.

- Eu tinha 12 anos e o Kyou tinha 15. Não acha mesmo que duas crianças iriam cuidar de outra, certo?

- Mas e os seus pais? Podiam pedir para adotá-la.

- Kyou pensou nisso. Mas isso é só mais tarde. Pois bem, eu estava jogando videogame quando de repente eu vejo só a garota se levantar igual um raio e correr para longe da gente. Kyou correu atrás dela, mas ela tinha pegado uma faca na cozinha e ficou nos ameaçando com ela, sem dizer nada. Quando tentávamos nos aproximar, ela usava a faca.

- Cara, encurralados por uma garota de 9 anos. Que triste. – Kukkai diz, balançando a cabeça.

- Dizer que ela estava assustada é pouco. Parecia que nós éramos os shinigamis vindo pegar a alma dela. Então o estomago dela roncou.

- Eh?

- O estomago dela roncou. Alto. Muito alto. O Kyou começou a rir como se fosse a coisa mais engraçada do mundo, e como se não tivesse uma garota de 9 anos nos ameaçando com uma faca.

- Eu queria ver a cena. – Rima diz, rindo.

- Então o Kyou pegou um pacote de biscoitos e ofereceu a ela, mas ela só ficou lá, encolhida no canto da cozinha, nos olhando e segurando a faca. Então eu explodi.

- Você explodiu?

- É, eu comecei a gritar. Eu estava muito puto com o Kyou e com a garota. Qual é? Tínhamos salvado a vida dela e ela estava nos ameaçando com uma faca. E o Kyou, imbecil, devia ter colocado ela para fora da casa. A garota era uma desconhecida, sabe-se lá se tinha família. E se ela fizesse parte de um plano da máfia?

- Máfia? Não está viajando demais não? – Kukkai pergunta, sorrindo.

- Ei, eu só tinha 12. Minha mente era muito criativa. – Kei se defende.

- Você suspeitou mesmo de uma garota de 9 anos? Sem coração.

- Pois é. Enquanto eu gritava com o Kyou e ele gritava comigo, a garota se levantou e pegou o biscoito e começou a comer. Mas nós continuamos a brigar e brigar. Então nós escutamos um arroto e olhamos para ela. Ela tinha devorado o biscoito todinho.

- A Amu-chan arrotou? – Nagihiko pergunta, sorrindo.

- Sim. Foi muito engraçado. Acho que foi ai que comecei a me importar um pouquinho com ela. Durante um mês tentamos fazer ela falar com a gente, mas ela simplesmente ficava quieta no lugar dela, olhando fixamente para um lugar. Eu já estava ficando de saco cheio e estava ficando cada vez mais difícil de esconder ela dos pais do Kyou. Então um dia, estava chovendo muito, com trovões e relâmpagos. Eu entrei na cada do Kyou, encharcado, e não vi ninguém. Procurei por eles, mas não estavam. Então eu escutei um choro vindo da mesa.

- Da mesa?

- É. Ela estava debaixo da mesa, chorando e tremendo, apavorada. Ela olhou para mim com os olhos arregalados de terror e ficou me olhando, chorando silenciosamente.

- Você não fez nada?! – Utau pergunta, irritada – Ela estava assustada!

- Calma, senhorita. Eu fiz algo sim. Tirei ela de debaixo da mesa e levei ela para o quarto do Kyou. Então eu deitei com ela e-

- Você deitou com ela?! – Ikuto olha furioso para Kei.

- Cara, relaxa. Pois é, deitei com ela e comecei a contar todo tipo de contos de fada que vinham na minha cabeça. Ela não dormia de jeito nenhum e só ficava agarrada na minha blusa, me olhando com aqueles olhos dourados. Eu acabei dormindo.

- Oh meu deus! Você dormiu! Como pôde fazer isso?

- Ei, eu estava em fase de crescimento. Além disso, se eu não tivesse dormido, ela também não teria. Resultado: acordei com o Kyou tirando uma foto da gente e rindo. Ele fez piada de mim por semanas por causa daquilo, mas valeu a pena. Ela finalmente falou depois de um mês. E sabe o que ela falou?

- o que?

- ‘Obrigada, Kei’. Foi tão fofo! – Kei sorri – Acho que foi quando eu descobri que amava ela.

- HEY! A Amu é minha! – Ikuto se levanta novamente, furioso.

- Isso não me impede de amar ela, sabe? Eu sou o irmão dela, é lógico que a amo. – Kei sorri maliciosamente e Ikuto o encara irritado.

- Não pense nem por um segundo que pode tê-la.

- Eu só quero vê-la feliz. É o suficiente.

- Ei, ei, dá para vocês pararem com isso? – Kukkai pede.

- Pois é, eu quero ouvir o resto da história.

- Continue, Kei-kun.

- Onde eu estava? Ah é, ela falou pela primeira vez. Depois disso, ela ainda não agiu normalmente. Não falava nada, apenas respondia com a cabeça quando perguntávamos algo a ela. Aos pouco o Kyou foi conseguindo fazer ela falar. Ela começou a sorrir, mas só quando estava perto dele. Quando ele chegava em casa, ela corria para ele e dizia ‘bem-vindo de volta’. Sem que eu percebesse, eles tinham criado um laço inquebrável e quase nunca se separavam. Descobrimos o nome dela, mas ela nunca falou sobre a família. Kyou a ensinou em casa e para você ver, ela já sabia mais do que eu que já estava nos últimos anos do ensino fundamental. Ela era uma pequena geniazinha igual o Kyou.

- Gênia?

- Isso ai. A garota sabe tudo. Os anos foram passando e lógico, ela foi ficando cada vez mais linda e mais esperta. Nós ensinamos tudo sobre luta a ela.

- Nós?

- A galera.

- Que galera?

- Eu, Kyou, Kakeru, Shinitani, Kuu, Shinbashi, Kouta, Sui, Naomi, Yuu, Shou, Ren-

- Espera ai. Por que diabos só tem homens nessa lista?

- Por que a galera era a galera de caras. Amu-chan cresceu ao redor de homens, como uma irmãzinha. Quando alguém fazia mal a ela, tinha que enfrentar mais de 10 caras. Quando alguém fazia mal a nós, tinha que enfrentar ela. Era uma grande família. Ela também era a única que conseguia nos fazer parar de brigar.

- Então a Amu viveu com vocês por todo esse tempo?

- Sim. Então, de um dia para o outro, ela e o Kyou começaram a ter segredinhos entre si. Eles sempre tiveram uma relação diferenciada do resto, mas ficou mais claro para a gente. O Kyou ficou mais possessivo em relação a ela, eles andavam mais juntos do que nunca, tinham um quarto em que só eles podiam entrar.

- Um quarto?

- É. Até hoje não sei o que faziam lá dentro. Nós não nos importamos muito, já que sempre soubemos que a Amu-chan e o Kyou tinham algo especial entre si. Eu não sei explicar bem o que era, mas era como se eles se entendessem sem nem mesmo falar nada. Só um olhar e eles já diziam tudo um para o outro.

- Você ta dizendo que eles se amavam?

- Sim. Eles se amavam.

- Como mulher e homem?

- Ah, não. Ia além disso. Muito além. A vida do Kyou antes da Amu-chan era como uma prisão. Ele era controlado totalmente pelos pais. Quando eles descobriram sobre a Amu, ficaram furiosos e até mesmo tentaram comprar ela com dinheiro para ela ir embora. Mas o Kyou descobriu e renunciou a própria família pela Amu.

- Ele o que?

- Pois é. Nós todos arranjamos empregos, inclusive a Amu, que todos os dias saia de manhãzinha cedo e ia distribuir leite sem nem mesmo a gente saber, e juntamos dinheiro. Compramos um tipo de pensão velha, e aquele se tornou nosso lugar.

- Quem cozinhava? Quem limpava a casa?

- A Amu e nós. Ela cozinhava e nós ajudávamos na casa.

- O quarto dos dois era nessa casa?

- Ah, não. Tinha uma espécie de casa dentro da pensão. Era a casa dos dois. Você entrava na pensão, então em uma porta dentro dela e chegava a um corredor. Andando um pouco, chegaria à outra porta que levaria a uma sala. Dela, poderia ir para três quartos. O da Amu-chan, o do Kyou e o secreto.

- E ninguém nunca entrou lá?

- Não, só eles dois.

- Então? O que aconteceu depois?

- Bom, continuamos vivendo. Todo dia era diversão. A Amu-chan já cantava muito bem na época e frequentemente nos reunimos e fazíamos festas. Era assim a nossa vida.

- Bons tempos... – Lulu suspira, sorrindo.

- Pois é. Mas aos poucos o grupo foi se desfazendo, cada um tomando seu rumo. Mas sempre conseguíamos tempo para nos encontrar. Pelo menos até o Kyou morrer.

- Faz quanto tempo que ele morreu?

- Um ano e uns meses. Num acidente de moto. Ele e a Amu-chan tinham um lugar especial na cidade e sempre iam lá. Nesse dia, eles foram lá para comemorar alguma coisa.

- O que?

- Eu não sei. Então, eu recebi uma ligação dizendo que os dois tinham sofrido um acidente. Quando eu cheguei no hospital, a Amu-chan ainda estava inconsciente e ficaria assim por algumas semanas. O Kyou... bem, estava morto.

- Então ele morreu num acidente?

- Errado. – uma voz interrompe e todos se viram, encontrando Amu parada, com as mãos no bolso.

- Amu... – Ikuto olha para ela, hesitante.

- Não foi acidente. É verdade, naquele dia estávamos indo comemorar algo. Mas no meio do caminho, vimos um carro nos perseguindo. O Kyou tentou despistar ele, mas ele se jogou em cima da gente. Quando eu dei por mim, eu estava deitada na pista e o Kyou estava na minha frente, olhando fixamente para mim, aterrorizado. Foi a primeira vez que o vi ficar tão assustado de alguma coisa. Então eu percebi dois homens vindo à nossa direção, mas eu não conseguia me mexer. Doía muito. Um dos homens enfiou algo na boca dele e então eu desmaiei.

- Espera ai, Amu-chan! – Kei se levanta – Você está dizendo que ele não morreu por causa do acidente, mas por que alguém o matou asfixiado?!

- Sim. – Amu diz, levando as mãos ao rosto e limpando algumas lágrimas que ousaram cair.

- Por que não disse nada? Por que não denunciou a policia?!

- E do que iria adiantar?! – Amu grita – Ele estava morto! Eu não tinha provas!

- Você estava lá! Você viu!

- Ah é! Vou chegar lá dizendo que vi alguém matando alguém quando eu estava à beira da morte. Super. – Amu diz ironicamente – Sabe o que eles vão dizer? ‘Você teve alucinações, é normal. Está em negação pela morte de alguém querido. ’

- Meu deus... – Utau murmura – Você o viu morrer...

- Pois é. Vi muita gente morrer, mas não muda o fato de que eu não posso fazer nada para impedir. Absolutamente nada. Não sabem o quanto dói ver a mesma cena todos os dias na sua cabeça, o quanto dói pensar ‘e se eu tivesse...’, o quanto eu desejei poder ter sido eu no lugar dele, o quanto eu desejei poder voltar atrás e nunca ter encontrado o Kyou.

- Amu, vem aqui. – Ikuto estende a mão, sorrindo – Vamos. – Amu olha para Ikuto, que acaba se levantando e indo até ela, pegando sua mão e trazendo-a para o sofá, sentando-se e colocando-a em seu colo.

- Agora, pare de chorar. – ele limpa as lágrimas – Olhe para mim – ele levanta o queixo dela – E sorria. – ele sorri. Mas ela não. – Amu, eu já te contei sobre minha mãe, não é?

- Eh? – Utau olha chocada para Ikuto. O irmão nunca falava sobre isso. Era assunto taboo.

- Você lembra de como eu disse que ela morreu quando eu era bem pequenino e deixou eu e a Utau? De como meu pai foi um imbecil arrogante que não visitou ela?

- Ele não é assim... – Amu murmura, desviando o olhar.

- Você disse alguma coisa?

- Hum... – Amu olha para baixo e Ikuto levanta o rosto dela novamente.

- Sabe, quando ela morreu, eu estava dentro do quarto. Ela disse que era para eu ser forte e proteger a Utau. Não podia chorar e tinha que ser muito feliz por mim e por ela.

- Hum...

- Então ela morreu.

- D-desculpe. – Amu olha para ele, com novas lágrimas nos olhos, as quais são expulsas por Ikuto.

- Quando ela morreu, eu e a Utau ficamos muito tristes. Mas você não acha que minha mãe ficaria muito mais triste se eu continuasse depressivo?

- Sim...

- O que você acha que o Kyou pensa?

- E-e-ele está triste porque eu estou triste.

- Sim. Então?

- Então... eu tenho que ficar feliz? – Amu inclina a cabeça, olhando para Ikuto igual uma criancinha. Ikuto não consegue evitar e ri. – O q-que?

- Nada, nada. Apenas... Sim, você tem que ser feliz.

- Isso ai! Estamos aqui por você, Amu. – Utau diz, sorrindo e encorajando a garota.

- Sempre. – Kei diz, sorrindo.

- Sorria né, Amu-chan? – Nagihiko sorri.

- E sabe o que faria você feliz, Amu? – Ikuto pergunta e a garota olha para ele, curiosa. Ikuto sorri maliciosamente – Me beijar. – ela fica vermelha no mesmo instante.

- Ah cara, você tinha que estragar o momento. – Kukkai diz, suspirando.

- Idiota. – Kei suspira, sorrindo.

- Você vai ficar feliz se eu te beijar? – Amu pergunta, olhando para ele.

- Muito. – Ikuto responde imediatamente, sorrindo maliciosamente.

- Okay... – Amu se inclina e dá um demorado selinho em Ikuto. Quando se afasta, suas bochechas estavam vermelhas – Está feliz?

- Você está feliz? – Ikuto responde com uma pergunta.

- Você vai ficar comigo?

- Sim.

- Para sempre?

- Sim.

- Então eu estou feliz. – Amu sorri, abraçando Ikuto.

- Ohh, não é a cena mais fofa? – Kukkai ri, enquanto Nagihiko sorri.

- Está com inveja porque não pode fazer isso. – Tadase diz, sorrindo e recebendo um olhar mortal de Kukkai.

- Eu já sei do que você precisa, Amu-chan! – Lulu diz, sorrindo.

- O que? – Rima olha para a garota, curiosa.

- Uma noite das garotas. – Lulu sorri maliciosamente.

- Estou dentro, estou dentro! Estou super hiper mega dentro! – Amu diz, sorrindo, animada.

- Uma noite...?

- ...Das garotas?

- Isso ai. Uma noite das garotas. – Lulu sorri – Nós costumávamos fazer antes quando o Kyou... hã quando queríamos. Eu, a Amu, a Yumiko e as outras garotas. Se bem que elas estavam sempre mudando, então o grupo básico era nós três.

- Por que estavam sempre mudando?

- Porque os garotos ficavam mudando de namoradas. – Amu sorri – Era tão engraçado fazer eles ficarem embaraçados na frente das novatas. – ela ri.

- O Kyou também fazia isso?

- Oh, não. O Kyou nunca teve uma namorada. – Amu sorri.

- O QUE?! – Ikuto, Tadase, Nagihiko e Kukkai gritam.

- Pois é. O Kyou era todinho da Amu-chan. – Kei sorri – Não é lindo o amor?

- Amor? Espera, você disse que eles não estavam ligados desse jeito.

- Não estavam. Mas acredite, se ele não tivesse morrido, você não teria a menor chance, garanhão. – Kei sorri maliciosamente.

- É lógico que eu teria, não é Amu? – Ikuto olha para Amu.

- Eh?

- Eu. Teria. Chance. Não. É. Amu? – Ikuto pergunta, forçando um sorriso. Amu dá um pequeno sorriso de culpa.

- Talvez?

- Talvez?!

- Então, quem quer falar da noite das garotas? – Amu vira o rosto, sorrindo.

- Não mude de assunto! – Ikuto diz, irritado.

- Apenas se conforme. Kyou foi e ainda é o homem mais importante na vida da Amu-chan. – Kei sorri.

- Não é verdade! – Amu diz imediatamente – O Ikuto é muito importante também.

- Ohh, eu sou? – Ikuto sorri maliciosamente.

- Assim como o Kukkai, o Kei, o Kakeru, Tadase-kun e Nagi.

- Nagi? – Rima levanta uma sobrancelha.

- Apelido que ela inventou. – Nagihiko diz, sorrindo.

- E você deixa?

- Acho carinhoso. – Nagihiko sorri.

- Ok, Nagi. – Kukkai sorri maliciosamente.

- Então, alguém se importa de me explicar o que essa ‘noite das garotas’? – Utau pede.

- Ah, é simplesmente a noite mais divertida do ano. Para as garotas lógico. – Lulu diz, rindo.

- E o que vocês fazem?

- Bem, varia muito. Nós primeiro íamos para bar e shows e ficávamos lá até amanhecer, dançando, flertando com garotos, bebendo.

- Bebendo? Não é ilegal?

- Existem coisas além de cerveja, sabe?

- Hum...

- Pois é. Mas ai nós fomos mudando ao longo do tempo. Algumas vezes nós aprontávamos com os garotos, escondendo as roupas deles, ou então fazendo eles acordarem pelados no terraço da casa.

- Nem me lembre. – Kei diz, suspirando.

- O que? O que? – Rima pergunta, sorrindo.

- Na nossa primeira noite de pegadinhas escolhemos o Kei como vitima. – Amu ri – Foi tão engraçado.

- Fale por você.

- o que fizeram? – Ikuto pergunta, curioso.

- Nós entramos no quarto dele de noite, tiramos as roupas dele, mas deixamos a cueca lógico; pichamos corpo dele com vários desenhos de garotas-

- Tipo?

- Coraçõeszinhos, flores, borboletas, esse tipo de coisa. – Lulu diz.

- Pois é. Quando ele acordou, estava no terraço, rodeado de bonecas, semi-nu e pichado. O grito que ele deu foi hilário. E quando ele desceu correndo, fulo da vida, a cara do pessoal... Meu deus, nunca vou esquecer. – Amu ri.

- Você lembra? O Kyou tirou fotos! – Lulu sorri – E mandou como mensagem para o celular de todo mundo!

- Pois é! – as duas riem.

- Espere, como levaram ele para o terraço sem ele perceber?

- Colocamos um pequeno sonífero na bebida dele antes dele dormir. – Lulu sorri – idéia minha.

- Minha própria irmã... – Kei suspira.

- E teve uma vez quando todos os garotos acordaram usando roupas de garotas! – Amu lembra, rindo mais ainda.

- Vocês fizeram isso? – Ikuto pergunta, já começando a temer por si mesmo.

- Essa idéia foi minha. – Amu sorri.

- Okay, vamos fazer essa ‘noite das garotas’! – Utau diz, animada.

- Yeah! – Amu, Lulu e Rima dizem, sorrindo. Então Amu olha para Ikuto, séria, e logo um sorriso malicioso vai se formando em seu rosto lentamente.

- Amu-chan! Nem pense nisso! – Kei diz, já se levantado – Olha, eu odeio ele e tudo, mas ninguém merece uma maldade dessas.

- Mas você nem sabe o que eu vou fazer. – Amu diz, parecendo ofendida.

- Você vai fazer uma travessura comigo, Amu? – Ikuto pergunta.

- Talvez sim, talvez não. – Amu sorri esguiamente.

- Sabe o que vai acontecer depois, certo?

- Eu vou rir.

- E depois?

- Hã... tirar uma foto?

- E depois? O que eu vou fazer?

- Hum... – Amu olha para ele, pensativa e então a resposta vem como uma bomba e Amu sente suas bochechas aquecendo rapidamente. – Você não faria!

- Hum, o que? Alguém está tendo pensamentos pervertidos aqui. – Ikuto sorri maliciosamente – não é nada saudável, Amu.

- I-i-ikuto! – Amu tenta se levantar do colo dele, mas ele abraça sua cintura, impedindo-a.

- Desistiu? Por que, Amu? – Ikuto fala melosamente ao ouvido dela.

- M-me solta! P-pervertido!

- Ah é mesmo! – Utau diz de repente – Por que voltou tão rápido, Amu?

- Oh, o Kazuma-kun me ligou, dizendo que não poderia mais me encontrar, então eu voltei. O Kei também disse que tinha algo para me mostrar. – todos olham para ele.

- Sim. São alguns DVD’s.

- DVD’s?

- Yeah, nossas festas e tudo mais. Lembra? – Kei sorri e Amu sorri.

- Eu posso ver? Quero mostrar para todo mundo.

- Claro. – Kei pega dois cd’s no bolso de sua jaqueta. – Onde é a Tv mesmo?

- Ali. – Tadase responde, e todos se levantam seguindo Kei, sentando em frente da Tv.

- Tem tudo ai dentro? – Amu pergunta.

- Tem. – ele dá play.

- Amu-chan, olha para cá! – Kyou diz, sorrindo e filmando a garota que tinha acabado de acordar.

- Hum... Kyou, eu quero dormir... – Amu volta a se deitar.

- Não pode, Amu-chan. – ele coloca a câmera em cima do móvel e vai até a cama.

- Esse é o Kyou? – Rima pergunta, olhando para o garoto alto de cabelos castanhos e olhos castanhos.

- Sim.

- Gato. – Utau diz.

- Pois é! – Amu ri.

- Qual a sua idade ai?

- 10.

- Cara, você já era bonita. – Kukkai diz, sorrindo.

- O-obrigada.

- Amu-chan~ — Kyou sobe na cama, ficando por cima dela – Eu vou beijar você se não acordar.

- Beije... – Amu murmura, se virando.

- Eh... Então quer um beijo do seu príncipe? – Kyou pergunta, sorrindo.

- Ei cara, o que você ta fazendo? – a voz de alguém interrompe os dois.

- Estou acordando a bela adormecida.

- Ah ta. – outra voz surge – Ta mais para assediando uma garota de 10 anos. Isso é crime sabia? – os dois riem.

- Quem são?

- Acho que o Kuu e o Sui. – Amu sorri – Nossa, sinto falta deles.

- Kyou... – Amu se senta, abraçando a cintura do garoto.

- Opa, a bela adormecida acordou. – Kuu ri, entrando em cena. Ele tinha os cabelos pretos e olhos da mesma cor.

- Sabe Amu-chan, você estava prestes a ser assediada pelo homem a quem você diz ser seu príncipe.

- Eu nunca disse isso! – Amu diz, vermelha.

- Claro, claro. – Kuu e Sui riem, saindo dali.

- E o beijo de bom-dia! – Kyou diz, se abaixando e beijando a testa da garota.

- Bom dia. – Amu sorri, beijando ele também.

- Espere ai! – Ikuto diz – você fica na boa beijando ele, mas não eu?!

- Ei, aquilo foi na bochecha, sabe? E eu tinha 10. Nem pensava nessas coisas ainda. – Amu retruca, vermelha. Então ela percebe um novo vídeo na tela.

- Uwaaa, pare de filmar, Kei! – Amu grita, tentando se cobrir.

- Não querooo~ — Kei sorri, filmando a garota que estava de biquíni.

- Amu-chan, vamos jogar! – alguém grita de longe e Amu se vira.

- Kyou! O Kei ta me gravando! Diz para ele parar! – Amu grita, vermelha.

- Continue assim! – Kyou diz, rindo.

- Kyou!! – Amu corre até ele, abraçando-o e usando como escudo.

- Ei, ei, princesinha, deixa para lá. Se divirta.

- Mas é embaraçoso. – Amu diz, mergulhando o rosto no peito nu dele.

- Mas você é bonita. Mostre para todos como é bonita. – Kyou levanta o rosto dela, beijando a ponta de seu nariz.

- Eu sou bonita?

- É lógico! – outro garoto aparece, tomando Amu dos braços de Kyou – é minha namorada!

- Shinitani-kun! – Amu fica vermelha, olhando para o garoto de cabelos loiros que iam até os ombros em forma de cachos e olhos pretos.

- Hey, ela é minha namorada! – outro garoto diz, pegando ela.

- Não, é minha! – outro a pega.

- Hey, hey, todos sabemos que ela é minha esposa. – outro a pega no colo – Não se preocupe querida, vou te proteger. – ele sorri, beijando-a na bochecha.

- Hey, hey, ela é minha. – Kei grita, ainda segurando a câmera.

- Cala a boca e filma, ô da câmera. – alguém diz e os outros riem.

- Se vocês me querem vão ter que me pegar! – Amu diz, rindo e correndo para longe do grupo de garotos.

- Ei, atrás dela! – todos gritam, e logo mais de 10 garotos começam a perseguir Amu, que ria.

- Ei, ei! – Kei corria atrás, gravando tudo. Então de repente fica preto.

- Owo, bem disputada né? – Utau olha para Amu, sorrindo maliciosamente.

- Melhor se cuidar Ikuto. – Nagihiko diz, rindo.

Então fotos começam a aparecer. Algumas apenas garotos, rindo, brigando; outras Amu e Kyou, se abraçando, se beijando(bochecha), rindo, estudando; Amu e Kei, Amu e vários garotos, Amu sozinha... As fotos mostravam toda a infância dela, desde os 9 até os 15.

- Você era bem fofinha. – Ikuto diz, sorrindo.

- I-ikuto! – ela fica vermelha com o elogio.

Então uma foto apareceu e Kei pausou.

- Toda a galera. – ele sorri.

- Nossa, eu sinto falta deles. – Amu diz, sorrindo gentilmente.

- Eles morreram também?

- Não.

- Então por que não fala com eles?

- Porque eles acham que eu estou morta. – ela responde.

- Ah... Mas se você quer fingir que está morta, por que está trabalhando como modelo? Vai ficar famosa e eles vão descobrir.

- Não tem importância. Não preciso mais me esconder por muito tempo. – Amu diz – Passa, Kei.

- Ok. – então um novo vídeo aparece. Nesse eram apenas Kei, Kyou e Amu.

- Okay, agora estamos apresentando a estrela mundial da música, Hinamori Amu! – Kei diz, sorrindo.

- Está exagerando, Kei. – Amu sorri. Eles estavam sentados no meio de uma sala. Kei com um violão e Kyou com outro.

- Não está. Um dia você vai ser. – Kyou sorri, acariciando a bochecha dela. Os olhos de Amu brilham e ela os fecha, apreciando o carinho.

- Ei, casalzinho apaixonado, vamos começar logo isso. – Kei diz.

- Está com ciúmes? – Kyou pergunta, abraçando Amu.

- É claro que estou. Ela é para ser minha namorada e você fica com ela toda para você. – Kei diz.

- Desculpe, mas ela – Kyou aperta Amu contra si – Eu não divido com ninguém.

- Egoísta.

- Prefiro chamar de possessivo. – Kyou sorri.

- Okay, agora eu que to ficando nervosa. – Amu diz – Podemos ir logo com isso? Na verdade, podemos desistir? Nem sei porque estamos fazendo isso.

- Porque você é linda, sua voz é bela e você é o amor da minha vida. – Kei diz, sorrindo.

- Tirou as palavras da minha boca. – Kyou sorri.

- Apenas... comecem logo. – Amu diz, vermelha.

- Okay. 1, 2, 3... – então os dois começam a introdução.

When I was younger I saw

My daddy cry and curse at the wind

He broke his own heart and

I watched as he tried to re-assemble it

And my mamma swore she would

Never let herself forget

And that was the day that I promised

I'd never sing of love if it does not exist

But darling...

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

Amu abraça Ikuto, escondendo o rosto em seu peito. Ele sorri, abraçando a garota e acariciando seus cabelos, enquanto ouvia atentamente a voz dela.

Maybe I know somewhere deep in my soul

That love never lasts

And we've got to find other ways

To make it alone or keep a straight face

And I've always lived like this

Keeping a comfortable distance

And up until now I swored to myself

That I'm content with loneliness,

Because none of it was ever worth the risk

But you are the only exception

But you are the only exception

But you are the only exception

But you are the only exception

- Cara, você tinha só 12, mas já arrasava. – Kei diz, sorrindo.

- Nossa, Amu, você poderia ser cantora. Sério. – Utau diz, admirada.

I've got a tight grip on reality,

But I can't let go of what's front of me here

I know you're leaving in the morning, when you wake up,

Leave me with some kind of proof it's not a dream

Whooa...

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

And I'm on my way to believing

Oh and I'm on my way to believing...

- E aqui nosso show acaba. Sem aplausos, sem aplausos. – Kei diz, sorrindo.

- Você foi ótima Amu-chan. – Kyou sorri.

- Mesmo?

- Sim. Eu nunca minto, não é?

- Não. – Amu sorri, abraçando o garoto. – Kyou?

- Hum?

- Eu te amo.

- Eu também te amo. – ele sorri, beijando o topo da cabeça dela.

- Ei, e eu?! – Kei pergunta, olhando para Amu.

- Você também, Kei. – Amu diz, sorrindo e dando um leve beijo na bochecha dele.

- Ouviu essa? Ela me ama. – Kei joga na cara de Kyou.

- Yeah, mas ela dorme comigo. – Kyou diz, sorrindo e fazendo o sorriso do amigo sumir.

- Cara, algumas vezes eu tenho vontade de te bater. – Kei balança a cabeça, enquanto Amu ria.

- Ah, ah! Não, passa essa! – Amu diz, ao ver um novo vídeo começando;

- Por que? – Kukkai pergunta.

- Opa, passando! – Kei muda imediatamente.

- Ei, nós estávamos vendo.

- Não! – Amu e Kei dizem ao mesmo tempo, por motivos diferentes.

- Me dá isso aqui. – Lulu toma o controle, voltando o vídeo.

- Ei, Lulu! – Kei tenta tomar o controle de volta.

Kei soca Amu, que dá dois passos para trás, desviando. Os dois suavam e ofegavam. Kei em posição de ataque e Amu em defesa.

- Vamos lá Amu-chan – ele sorri – Quem perder vai fazer o almoço.

- Você quem disse. Não se arrependa depois. – Amu sorri, avançando.

- Então você luta mesmo, hã? – Ikuto diz, observando os golpes, admirado.

- Yeah, mas faz muito tempo que eu não luto. – Amu diz.

- Você era boa.

- Obrigada. – Amu sorri – Talvez eu possa te ensinar depois.

- Duvido. – Ikuto diz, orgulhosos demais.

- Ok, Sr. Lutador Profissional.

- Ahá, parece que eu vou ganhar. – Kei sorri, olhando para Amu, que estava encurralada.

- Ah, Kyou! – Amu olha para o lado e Kei olha também. A garota sai de perto da parede, rindo.

- Você me enganou, hã? – Kei se vira, sorrindo.

- Quem é o bobão agora? – Amu sorri.

- Vamos ver o quanto mais pode agüentar, princesa. – Kei avança novamente, desferindo socos e chutes consecutivos. Então um pega no rosto dela, mandando seu pescoço para trás. Kei fica paralisado.

- Amu-chan? – ele continua na posição, mas Amu não responde. Então ele escuta pequenos soluços – Você está bem? Está chorando? — Então ela puxa o pulso de Kei de repente, pegando o outro braço dele e colocando um pé no meio fazendo-o cair com um baque surdo ao seu lado. Ela sobe em cima dele, prendendo braços e pernas.

- Bo-bão! – Amu ri – Vai fazer o almoço.

- Uhuuu!!! Amu-chan!! – várias pessoas gritam.

- Pensei que tinha acertado você. – Kei diz, ainda preso.

- Não. Eu me curvei para trás bem a tempo. – Amu explica, saindo de cima dele, ao mesmo tempo em que vários garotos vinham para cima dela, abraçando-a.

Ikuto encara a Tv sem expressão. Kukkai estava de boca aberta. Nagihiko sorria. Tadase estava incrédulo. Utau e Rima estavam com os olhos arregalados. E Kei, bem...

- Você perdeu para ela! – Ikuto diz, começando a rir.

- Perdeu para uma garota!! – Kukkai se junta.

- O líder das Águias do Leste perdeu! – Ikuto diz, entre risadas.

- Meu deus, Amu, você ganhou dele. – Utau murmura, chocada.

- E você só tinha 12. – Rima acrescenta – Imagine o que você podia fazer agora...

- Nada. Parei de lutar. – Amu diz, se levantado – Está tarde. Tenho que ir. – ela sorri.

- Hum... Vou deixar você em casa. – Kei se levanta, sorrindo – Tchau para vocês.

- Tchau. Tente não ser derrotado pela Amu de novo no caminho para casa. – Ikuto diz, sorrindo maldosamente.

- Fala o playboy que está completamente apaixonado por ela. – Kei dá um sorriso torto.

- Melhor que perder uma luta.

- Você vão parar? – Amu pergunta – Além disso, você já perdeu também, Ikuto.

- Eu nunca perdi uma luta.

- Perdeu pro BW. – Amu sorri e Ikuto se cala.

- Ohoo, ficou todo caladinho. – Kukkai ri.

- Você também. – Utau diz e ele se cala.

- Todos perderam. Todos são perdedores. Viva vocês. – Amu sorri.

- Vejo você amanhã, Amu. – Ikuto diz, abraçando-a por trás e beijando seu pescoço.

- Uwaaa!! H-hentai! – Amu dá um pulo, assustada.

- Hum? Você quer na boca? – ikuto sorri maliciosamente, virando ela e beijando-a rapidamente na boca – Satisfeita, pervertida?

- E-eu não sou pervertida! – Amu grita, correndo para fora do clube.

Todos ficam em silêncio por alguns segundos, então se olham.

- Conseguimos. – eles sorriem.

Notas finais
Mereço reviews?