Notas iniciais
Introdução de um dos personagens, policial, pai, marido e amigo.

3 de Março de 2021

— E aí, vai querer sair para Jantar? Não, muito... Que droga. Oi amor! Que tal nós... Não, não... Faço reserva então?
A porta do carro se abre, entra um homem no banco do passageiro.
— Sanduíche de atum e uma água, já que você não almoçou. O que você estava fazendo? Parecia estar falando sozinho.
— Aniversário de casamento hoje, estou planejando chamar a minha esposa para sair, jantar em algum restaurante.
— Parabéns! Quantos anos de casado? Já pensou em algum restaurante bom?
— 12 anos, estou pensando em comida italiana, é mais tradicional.
— Você não tem um filho? Já pensou com quem deixá-lo?
— Estou falando com ele nesse exato momento.
— Eu? Bom, sorte a sua que eu vou conseguir — Nenhum de nós falou nada, apenas observamos os carros enquanto eu comia meu sanduíche, até que ele disse — Aí Yuri, não tem achado a cidade meio parada recentemente? Não que eu esteja reclamando, mas não é normal.
— Não presto muita atenção nisso, mas recentemente tem estado mais quieto, ou não querem mais chamar a gente depois do que você fez.
— Não me lembre, por favor...
— Não lembrar? Por mim tinha que sair no jornal! "Diego Santana, do Departamento de Polícia da Cidade de Sphynx, atira no próprio pé após treinamento", você ficou de licença por causa disso, foi ridículo!
Diego e eu somos parceiros faz alguns anos, ele pode parecer idiota, mas é mais esperto do que parece, mesmo ninguém acreditando nisso. Meu nome é Yuri White, policial da DPCS, casado, com um filho, e sou experiente em campo. O tráfico e a máfia são coisas que a cidade considera normal, não deveria se assim, não mesmo.
— (Rádio) Bravo 3, na escuta? — Terminei meu sanduíche e respondi.
— Aqui é Bravo 3 na escuta câmbio.
— (Rádio) Homicídio relatado na Rua 7, encaminhem-se até o local, mais viaturas estarão lá, câmbio
— Entendido estamos a caminho, câmbio desligo.
— Acha que é ele?
— Não sei, vamos descobrir.
A Rua 7 não era longe, chegamos em 10 minutos, 2 outras viaturas já estavam lá, já haviam feito a maior parte do trabalho. Não faz parte do meu trabalho mas apenas por curiosidade perguntei o que aconteceu, me disseram que os moradores escutaram alguns disparos e ligaram para a polícia, quando os disparos pararam dois moradores foram olhar e viram tanto pessoas desmaiadas quanto corpos. Essa regiao da cidade é conhecida por um índice de crimes ser um pouco mais alto do que o normal, mas parecia diminuir aos poucos, ou estão escondendo muito bem tudo o que é feito. Diego veio falar comigo assim que falou com todos na cena.
— Encontraram uma testemunha, mais ou menos, um dos que estavam desmaiados acabou de acordar, estão levando ele para interrogar, mas parece muito ser coisa dele.
— Talvez seja. Hey, que horas são?
— São 18:46, você não tem que fazer reserva?
— Cacete, tenho! E estou atrasado, já acabamos aqui? Tenho que ir para casa!
— Acabamos, te deixo lá, faz a reserva enquanto dirijo.
— Te devo essa.
— Relaxa.
Diego me deixou lá em 15 minutos, tempo o suficiente para eu fazer a reserva, pedi pra ele parar eu um lugar para comprar flores no caminho, comprei rápido, e fui para casa. Ao chegar em casa pedi para ele entrar para ele pegar o meu filho Jonathan e cumprimentar minha esposa Karen. Meu filho veio correndo.
— Papai! Tio Didi! — Diego sempre foi bom com crianças, adoravam ele, ele era divertido, bem interativo, obviamente ele foi falar com Jonathan.
— Jonny! Como vai o garotão aqui? Cresceu é?
— Cresci esse tanto aqui ó! — Jonny, como chamamos ele, separou as mãos uma da outra tentando mostrar o quanto havia crescido.
— Nossa! Cresceu bastante! Desse jeito vai me passar rapidinho! — Jonny havia crescido um centímetro desde a última visita do Diego, mas para ele era muito — Quantos anos vocês está?
— 8!
— Quase um homem! Daqui a pouco vai está comigo e com o seu pai na viatura! — Diego sempre foi uma ótima influência para o Jonny, sempre soube lidar bem com crianças, e Jonny o adora. Karen veio desceu as escadas e cumprimentou Diego, ela já estava arrumada, ela sempre sabe quando eu vou fazer algo e já se arruma de forma antecipada. — O Yuri me pediu para ficar com o Jonny, algum problema? — Perguntou a Karen com o Jonny no colo.
— Problema nenhum, muito obrigada por ficar com ele. Então amor, onde vamos jantar?
— Um restaurante de comida Italiana no centro.
— Não se esqueceu de fazer as reservas dessa vez não é?
— Claro que não. — Olhei para o Diego com um olhar de alívio.
— Nem olha pra mim — Ele soube o que eu quis dizer.
— Bom, vamos então? — Ficar com a farda é orgulho pra mim, para a Karen também, ela tem orgulho de eu ser o que sou. Assim que entramos no carro fomos para o centro, tudo deu certo, quando chegamos, começamos a conversar. — Como soube que eu iria esquecer?
— Você sempre esquece, te conheço muito bem.
— Eu te odeio e te amo por isso.
— Pegaram ele?
— Nenhuma pista, ele é um criminoso, não podemos parar.
— Vocês estão se metendo em algo grande, sabe disso não sabe?
— Sei, não se preocupe, vou ficar bem
— Não se meta em coisas grandes assim... Me prometa.
— Eu prometo.

Notas finais
Comecemos uma nova história, uma original, estou voltando!