Big Girls Don't Cry (Hiatus)

16 Reyna - Noite Radical - Parte 01.


Notas iniciais
Oioioi! É, eu demorei. Mas se vocês souberem a minha história, vão chorar junto comigo. Eu fiquei o mês todos sem o meu notebook, e eu não pude pegar o reserva, porque minha vó resolveu que ele é dela e não me deixou nem tocar nele. Eu até tinha perdido o foco de Big Girls Don't Cry, então eu comecei a fazer esse capítulo da Reyna e me lembrei que a primeira fase da fanfic termina, possivelmente, no capítulo da Annabeth (que vai ser o próximo, resolvi trocar a ordem para dar mais certo pra mim). Esse capítulo está dividido em duas partes e depois de tanta desgraça, vai ser mais focado do humor, porque chega, sério, de tenta treta -- pelo menos momentaneamente --. Depois disso, eu tenho planejado os especiais que vão retratar a adolescência deles, e as aventuras que eles tiveram junto com nossos meninos lindos. Eu espero que vocês gostem, porque eu amei escrever esse cap. Beijos e boa leitura. (Ah, e eu vou responder os reviews assim que terminar de postar). A propósito, se quiserem uma dica de qual vai ser o primeiro especial, leiam atentamente o capítulo, deixei estampado na cara de vocês.

Já faziam dois anos. Dois longos e cansativos anos. Sempre me alertaram de que morar longe dos pais era difícil, porque existiam várias dificuldades e barreiras, não apenas sentimentais. Porém, acho que no caso das meninas e eu, foi um pouco exagerado demais. Dezoito anos é o final da adolescência, porém apenas em números. Deixar a adolescência para trás foi tão difícil, que nunca sequer pensei que pudesse respirar novamente, sem que Piper, Thalia ou Annabeth viessem me contar problemas por cima de problemas. Problemas que fomos forçadas a resolver sem que mais ninguém fizesse por nós mesmas. Com o fim da adolescência, vem a liberdade, mas também vem aquele peso, a responsabilidade.

Piper já estava curada, e bem melhor do que antes. A faculdade dela ia as mil maravilhas, inclusive, ela havia feito amigos bem mais aceitáveis que Drew, e tinha uma grande auto-estima. Precisava assumir, não apenas por nossa ajuda, Will havia se mostrado um cara mais legal do que imaginei que seria. Nunca soube direito como diabos eles haviam se tornado tão amigos. Thalia estava cada vez mais empenhada na faculdade, e quando não estava estudando, sempre a via em casa, escrevendo ou dedilhando notas na guitarra. Ela também era incrivelmente ligada a música. Annabeth estava mais do que radiante. Tinha as melhores notas da faculdade, e após o segundo semestre, havia sido contratada por uma empresa para fazer tarefas simples. Luke e eu nos tornamos bastante amigos, devido á Gwen e Dakota, eles retomaram os estudos e haviam começado alguma coisa, que sempre que começávamos a rotular como namoro, faziam ambos corarem e negarem freneticamente, com uma culpa incontestável nas palavras “somos só amigos”.

Nossos familiares ligavam de vez em quando, e sempre que podiam mandavam dinheiro para ajudar nas finanças. Isso foi o suficiente para que conseguissemos nos mudar para um apartamento bem mais espaçoso.

Quando finalmente tínhamos tempo para respirar, sempre nos sentávamos na varanda e ficávamos jogando conversa fora. Uma singela escapada da rotina que ser adulta exigia a nossas vidas. Era bom saber que estávamos todas conseguindo, mas as vezes eu sentia saudades dos tempos antigos, onde ser bom o suficiente era mais fácil.

–-- Eu não acredito que você realmente fez aquilo, Thalia Grace! --- Annabeth riu.

–-- Qual é! Eu estava bêbada! E foi graças a isso que eu me tornei ainda mais prestativa e maravilhosa! --- Thalia se engrandeceu, e eu apenas revirei os olhos.

–-- Claro! Mas isso não muda o fato de que você foi bêbada bater na porta do seu ex! --- Piper riu.

–-- Tem certeza que você quer falar de vergonhas passadas, McLean? --- Thalia arqueou a sobrancelha.

Olhei para ambas, e percebi que existia um segredo ali.

–-- Ok, pode ir contando, Piper --- Exigi, abrindo uma risada que geralmente não aparecia com facilidade.

–-- Não é nada! --- Piper enrubesceu. --- Nem se atreva a contar!

–-- Não e não! Todos os segredos são divididos entre nós quatro! Pode falar, Piper! --- Annabeth disse, e eu concordei.

–-- Que seja, já faz dois anos! --- Piper falou, defendendo-se antes de contar o que havia feito. O ato de quem obviamente, é culpado. --- Dois anos atrás, naquela festa, eu e o Will, a gente...

–-- Vocês... --- Pedi que ela continuasse,mas já tinha uma boa ideia do que era.

–-- A gente meio que....

–-- Ah, pelo amor de Deus, Piper! --- Thalia exclamou --- Ela e o Will resolveram se pegar escondidos e quando estavam nas preliminares a Piper deu um surto e soltou um discurso sobre o Jason.

Piper com certeza deve ter desejado desaparecer, porém as meninas e eu apenas começamos a rir como loucas. Eu não gargalhava tanto fazia muito tempo. Realmente, fizemos tanta porcaria no passado. Espera.... Eu disse “fizemos”?

–-- Tá bom, podem parar de rir de mim, suas traíras! --- Piper falou, mas também estava rindo.

–-- É, sabemos que isso não acontece mais hoje em dia. --- Thalia lançou um olhar bastante significativo para Piper.

–-- Se você está achando que vamos começar a falar da minha vida sexual, você está muito enganada, Thalia! --- Piper disse rapidamente, e depois olhou para Annabeth e eu --- E vocês? Nunca ficamos sabendo de nada extremamente constrangedor a respeito de vocês.

Annabeth e eu nos olhamos, e eu percebi que o motivo era o mesmo: não tinha.

–-- Ah não. Esse olhar não! --- Thalia repreendeu --- Não é possível que vocês não tenham feito nada de radical na vida! Caralho, não acredito.

–-- Ninguém disse nada! É claro que já fizemos algo radical e perigoso. Só estar naquela festa foi o bastante! --- Annabeth protestou.

–-- Vocês sabem que são certinhas demais para confusão! --- Piper exclamou. --- O máximo que já devem ter feito é correr com uma tesoura com ponta!

–-- Não zombem disso! É extremamente perigoso, sim! --- Protestei e Annabeth apoiou.

E então, eu me lembrei.

–-- Teve aquela viagem maluca que a gente fez no ensino médio!

–-- Cara, foi aquela vez em que me confundiram com uma deusa indígena e prenderam o Jason!

–-- Isso! --- Falei, e acabei voltando a rir.

–-- Tá, você venceu, Reyna. Mas aquela viagem foi, possivelmente, a única vez em que você fez algo que seja considerado insano.

–-- Não gosto de ficar arriscando a minha vida bebendo em becos escuros ou vomitando tudo que eu como. --- Disse, levemente exaltada.

–-- Isso, vai começar a jogar na cara. --- Thalia falou.

–-- Ok, chega. Vocês querem que façamos algo louco pra provar que somos tão radicais quanto vocês? --- Annabeth se levantou, e me puxou junto.

–-- Sim. --- Thalia e Piper falaram e uníssono.

–-- Amanhã é o nosso feriado, então vocês vão ver só! Reyna, vá se arrumar.

–-- O que? --- Disse, claramente confusa.

–-- Vá. Se. Arrumar. --- Ela falou, e eu apenas soltei um suspiro.

Thalia e Piper estavam tão perplexas quanto eu naquele momento. Annabeth era inteligente p suficiente para saber que não era legal aceitar provocações daquelas duas, e exatamente por isso eu confiei que ela tinha um bom plano para seja lá o que estivéssemos prestes a provar para aquelas duas.

Quando ambas já estávamos arrumadas, Annabeth me chamou no canto do quarto, e eu não poderia ter esboçado a minha melhor cara de confusão quanto aquela. Não gostava quando aquele olhar selvagem ficava esboçado no rosto de Annie. Ela presava pela própria segurança e bem estar assim como eu, porém de alguma maneira eu sabia que isso não iria terminar nada bem.

–-- O que nós vamos fazer, Annabeth Chase? --- Perguntei, séria.

–-- Eu não aguento mais tantas provocações sobre o quanto somos certinhas. Elas querem uma boa história, não querem? Vamos dar uma a elas.

–-- Você está realmente caindo nas provocações daquelas duas? --- Falei, indignada.

–-- Reyna, eu não vou te colocar numa roubada, ok? Nós só vamos... Fazer uma coisa que não fazemos com frequência.

–-- E isso seria? --- Arqueei as sobrancelhas.

–-- Vamos pisar no outro lado da linha. Aquela que divide o bom senso da falta do mesmo. --- Ela riu.

–-- Explique melhor. O que nós vamos fazer, que é, insano, completamente imbecil e que vai acabar em desastre, mas que não vai nos prejudicar? Porque eu não tenho muita certeza de que o “não vai nos prejudicar” se encaixou bem na frase.

–-- Eu nem tenho ideia. --- Confessou.

–-- É, parece que você planejou tudo. --- Falei, sarcasticamente.

A porta se abriu.

–-- Uau, eu não acredito. Vocês vão mesmo sair? --- Piper nos olhou da cabeça aos pés.

–-- Vamos! Aliás, fiquem atentas com os seus celulares, vamos mandar fotos das coisas radicais que vamos fazer.

–-- “Coisas radicais”. Tá bom. --- Piper riu. --- Então tá, vão lá.

Annabeth e eu saímos do apartamento e descemos, quando chegamos na rua, ela olhou de um lado para o outro, e depois para mim.

–-- Frio, né? --- Ela sorriu, sem humor.

–-- Annabeth, nós nem temos carro! --- Falei.

–-- E daí? Podemos...

–-- Temos vinte anos de idade e podemos ser presas! --- Falei, rapidamente.

–-- ... Pegar um ônibus. --- Ela completou, me olhando de forma severa. --- Eu já disse pra confiar em mim.

–-- Ok, então vamos começar nossa “noite radical” andando de ônibus?

–-- Exatamente. --- Annabeth falou, e começou a caminhar até o ponto de ônibus.

–-- Só por curiosidade, vamos para onde? --- Perguntei.

–-- Casa dos Stoll.

É, agora eu acredito que isso realmente promete ser bastante radical.

Notas finais
ESPERANDO OS COMENTÁRIOS LINDOS DE VOCÊS PARA ME INCENTIVAR A ESCREVER A CONTINUAÇÃO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, OK? BJOS BJOS.