Biblioteca do Medo

3 Saga de um Maníaco: O Violador


Notas iniciais
Antes de ler o capítulo, há poucas palavras de baixo calouro, pode mexer com sua cabeça e talvez te dar medo caso você sonhe com algo parecido. Boa leitura... ou quase. Avisos: Pode deixá-los com medo, recomendo que pessoas com forte estômago a leia.

Depois de um dia cansativo, cheguei em casa e fui direto a meu quarto. Chegando lá, jogo minha mochila em cima da cama e fecho a porta, olho pra cima dela e percebo que minha cruz – que ganhei já faz um tempo – estava de cabeça para baixo, arrumei ela como se aquilo não tivesse acontecido.

Me deitei, estava realmente muito cansado, antes de pegar no sono eu senti uma sensação muito estranha e desconfortável que logo passou.

No meu sonho eu estava em meu quarto, era de noite. Será que realmente fui dormir? Me perguntei, sai de meu quarto e fui ao quarto de meus pais...

“Aqui na minha cidade havia uma lenda de que se você sonhasse com você na sua própria realidade e não consegui sair, algo de ruim vai acontecer quando acordar!”

Eu abri a porta e lá estavam ambos na cama amarrados – presos – na cama e meu pai estava com a boca amarrada por um pano, então rapidamente fui ao encontro deles para tentar desamarrá-los, mas eu não conseguia, era um nó muito difícil. Vi minha mãe com uma cara muito triste.

De repente comecei a ouvir passos de alguém subindo as escadas e também havia respingos, como se água estivesse correndo do alto de alguma coisa. Toda hora jorrava grande quantidade de um liquido que não conseguia decifrar apenas pelo barulho, os passos eram lentos...

Então me apressei para soltá-los, minha mãe segurou minha mão e disse:

— Vai, se esconde no armário!

— Não mãe, eu tenho que soltar vocês!

— Não... vai logo! — ela estava quase chorando.

Fui correndo me esconder no armário, havia uns pequenos espaços que eu conseguia visualizar todo o quarto.

Aos poucos a sombra na parede do corredor transparecia, depois entrou uma criatura com um rosto indescritível... ele andava com lentidão e, não consegui acreditar, aquela criatura vomitava e defecava por onde passava, o cheiro dela era perturbador, meus olhos ardiam e eu só olhava com dificuldade.

Aquela criatura foi ao encontro da minha mãe... eu não conseguia acreditar, ele estava estuprando minha mãe, na minha frente e na frente de meu pai. Ele se contorcia tentando se soltar, mas era em vão. Eu não podia ficar olhando aquilo, eu ia sair de dentro do armário, forcei a porta, mas estava emperrada, minha mãe percebeu isso e gritou:

— NÃO!!!

Por fim minha mãe estava sangrando... estava morrendo.

A criatura fez algum barulho que se insinuava como uma risada prazerosa, depois olhos para meu pai com frieza. Ele jogou algo em cima de meu pai e depois ateou fogo, eu vi meu pai morrendo na minha frente. A criatura ficou fitando-o enquanto o fogo não acabava, depois de carbonizar meu pai vivo, a criatura decide ir embora, novamente, ao andar, ela defecava e vomitava por onde passava.

Ao chegar a porta a criatura fita o armário onde eu estava, um olhar frio e sedento... um calafrio me veio pelo corpo todo e depois a criatura voltou a andar, mas o cheiro dela ficou no ar, dava náuseas. Fiquei tonto e logo desmaiei, assim que acordei me vi em meu quarto, saí e fui correndo para o quarto de meus pais...

Lá estavam, mas havia algo de errado, minha mãe estava sangrando, ela teve um sangramento interno durante a noite e morreu antes de acordar.

Meu pai entrou em depressão depois da morte da minha mãe, começou a beber e a fumar, três dias depois ele foi dirigir bêbado... bateu o carro e morreu carbonizado.

Nunca se soube a ligação dessa criatura com a morte de meus pais, me fizeram vários testes mentais. Hoje estou com camisa de força, mas minha hora já chegou... acabei de acordar, daqui a pouco “O Violador” vai vim me dar uma visitinha.

E cá entre nós, quem ele visita, nunca mais esquece... ou sobrevive!

Notas finais
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