Biblioteca do Medo

4 Maldito relógio


Notas iniciais
Bom, aqui vai mais um pequeno capítulo para nossa biblioteca. Não darei spoilers sobre esse capítulo, notas finais eu faço uma pergunta. Avisos: Nenhum.

Outra vez acordei no abandono de meu dormitório. Levantei-me. Minha roupa permanecia no chão, peguei e a joguei-a no sexto de roupas, fui ate o banheiro, lavei meu rosto, notei no meu relógio de pulso... 12:23, já era tarde, extrapolei a hora.

Troquei-me rapidamente, sem ligar muito para a roupa que iria vestir hoje, e sai de casa, tranquei a porta que jazia em minhas costas e desci as escadas que se encontrava logo a frente.

Do lado de fora de casa eu pude ver um homem se apresentava a outro com o ato de tirar o chapéu, o outro rapaz fez o mesmo. Não muito longe dali havia uma criança que andando de bicicleta com sua mãe, as duas expressavam felicidade em seus rostos. Elas passavam perto de um morador de rua, repartia algo com seu fiel escudeiro, um cão de rua, ambos conviviam felizes.

Andei mais um pouco e virei à rua, passei com um pouco de pressa perto de um beco onde um cidadão era assaltado por dois marginais, um deles empunhava uma faca enquanto o outro rendia a vitima com medo. A vitima chorava enquanto os opressores continuava a busca por bens materiais, mesmo eu tendo passado rápido, pude ouvir um grito... pelo que parece o homem foi assassinado.

Um pouco mais a frente, os dois ladrões passaram por mim, não fiz nada e mesmo assim eles me encararam, só fingi não ter visto aquilo de antes. Eles atravessaram a rua e do outro lado da rua se via uma loja de doces abrindo, uma criança rapidamente entrava lá e comprava muitos doces para satisfazer seus desejos e os desejos de seus amiguinhos por doces.

Ao lado, um grupo de jovens conversava sobre coisas variadas, contavam piadas e faziam brincadeiras, todos se divertiam bastante com as palhaçadas lá feita. Me lembrava bastante minha infância.

Foi nesse momento de paz de espírito que eu caí, não sei ao certo o que aconteceu, simplesmente meu coração começou a doer, minhas pernas perderam a força e eu fui direto ao chão, já se passava das 12:30. Não consegui ver mais nada depois disso.

Novamente eu acordei no meu quarto. Sai da cama. Minha roupa continuava no chão, então a peguei e coloquei no sexto de roupas, fui até o banheiro lavar meu rosto, vi no relógio em cima da porta, estava tarde, me atrasei de novo, 12:23, outro dia eu passei do horário.

Me vesti bem rápido, não importava muito com a roupa que eu iria permanecer o dia todo, fechei a porta atrás de mim e desci as escadas na minha frente.

Assim que passei do portão para fora, eu vi um homem se apresentando para outro que retribuiu o gesto com um aperto de mãos. Passando perto dali uma mulher andava alegremente de bicicleta com sua filha. Não muito longe dali se via um mendigo que compartilhava algo que encontrara no chão com seu cachorro vira-lata.

Ao virar a rua, andei perto de um beco, mesmo rápido eu vi um cidadão sendo assaltado por duas pessoas, um deles vasculhava a carteira da vitima enquanto o outro empunhava a faca e apontava para ele. O homem chorava de medo enquanto os marginais procurava mais dinheiro, depois de alguns segundo, o beco passou por mim e eu ouvi um grito de dor... os infelizes passaram por mim me olhando com cara feia e a faca na mão deles estava suja de sangue, parece que o homem do beco foi assassinado.

Quando os dois ladrões atravessaram a rua, me olhando e encarando, uma loja de doces abriu neste exato momento. Então uma criança foi até a loja e comprou muitos doces para dividir com seus amigos, ambos mostravam felicidade ao consumir a pancada de doces.

Um pouco mais a frente, um grupo de adolescentes debatiam sobre brincadeiras, contavam piadas e faziam palhaçadas para que todos riam. Isso me lembrou muito o tempo em que eu era criança.

Um barulho se ouviu ao longe, senti um empurrão em minhas costas, olhei para o relógio, 12:30. Eu caí no chão e não conseguia ver mais nada.

Novamente acordo em meu quarto, me levanto, minha roupa continua no chão. Vou ao banheiro lavar meu rosto e depois vejo o relógio... parece que fui amaldiçoado pelo tempo.

Notas finais
Aqui estamos... Como seria se você ficasse preso em 7 minutos? Já parou pra pensar? Pense nisso... se for pra fazer algo para sempre e que dure 7 minutos... faça algo que nunca perca a graça. Matar pessoas é uma dessas coisas. Ass: Unlucky