Notas iniciais
Sob o poder de desconhecidos coisas estranhas começam a acontecer.

Está escuro, onde estou?

Tentando recuperar minha lucidez, estou me sentindo muito fraca, há um pano sobre mim, não estou com minhas roupas, mas tipo um vestido que me faz sentir com se não tivesse vestindo nada, tento me mover, mas Minhas mãos e pernas estão amarradas, tento puxar meus braços, mas sem sucesso, o desespero de me soltar me faz gritar pedindo ajuda, mas ninguém escuta, me apavoro mais com o escuro, eu grito novamente, mas sem resposta de ninguém, aí veio lembrança do que aconteceu, aquele cara, aquele policial ele disse algo, não entendi no momento porque ele agiu daquela forma, até vir outro, senti eletricidade passando por todo meu corpo depois ficou escuro e agora estou aqui, ele sabe quem eu sou e me tratou daquela forma, por quê? Meu coração acelera dando impulso ao meu corpo, tentando me soltar em vão.

Escuto passos, estão cada vez mais próximos penso que se me amarraram provavelmente vão fazer algo de ruim comigo. A luz é acesa, é tão forte que meus olhos não conseguem enxergar bem, está sobre mim, eu luto novamente com meus braços e pernas na esperança de me soltar, mas é inútil. Alguém, com voz de homem de 40 anos fala:

– Olá Emily, quanto tempo; eu te disse que ainda pegaria você, ainda temos mais uma viagem para fazer, enquanto isso vou coletar amostras da sua pele para um novo exame.

Meus olhos ainda estão se adaptando a luz, mas a imagem desse homem ainda está cada vez mais clara, percebo que tem quatro homens na porta vestidos de branco totalmente cobertos como se tivessem se protegendo, e ele continua:

– Sabe quanto tempo pesquisei sobre sua vida, dois anos, foi difícil te achar garota. Consegui descobrir o suficiente – ele fala preparando algo, até que olha para mim e continua– Não tente lutar, coloquei algo em seu sangue em que segura uma aberração como você. – ele fala preparando algo.

Tento falar, ainda com a voz fraca e ofegante:

– Quem é você? O que estou fazendo aqui? Porque está fazendo isso comigo?

Ele rir e diz:

– Acha mesmo que acredito nisso. Que perdeu a memoria? (risos) Não me subestime Emily.

– O que vai fazer comigo? – digo olhando para ele atenta aos movimentos dele

– O que fizemos com os outros iguais a você. – ele fala com tom de sarcasmo, e um sorriso.

O desespero me faz chorar, porem não luto mais com a cama, e digo:

– Por favor, não faça nada comigo, por favor, eu não sei o que fiz, me lembre, não me machuque. – minha voz estava aflita.

– Só tenho duas coisas pra dizer para você, primeira isso aqui vai doer, e segunda você é meu projeto principal. – Aquele sorriso de novo, me dava uma raiva, por ver e estar impotente.

Na blusa dele tinha um crachá, Dr. Huston, não consigo me lembrar dele, mas ele se lembra de mim. Ele pega uma faca com um liquido na ponta e tenta tirar um pedaço da minha pele, assim que a ponta entra na minha carne, dou um grito estremecedor, a dor chega me apagar por alguns segundos, sinto algo subir até minha cabeça, de um modo consigo soltar o braço direito e seguro a mão dele tentando impedir que ele continue, sinto esmagar a mão dele aos poucos, os outros que estavam na porta tentam me impedir, tentando tirar minha mão do braço dele, mas inutilmente, minha mão tinha grudado, eu apenas olhava firmemente nos olhos do doutor que gritava de dor, eu não conseguia parar, eles tentam puxar meu braço, um deles apunhala meu braço com uma faca, a faca fica cravada o sangue escorre e eu não sinto dor, nem solto o braço do Dr. Huston. Gritei tão forte que as luzes se apagaram com um impulso forte que apareceu com o grito. Tudo inesperadamente ficou quieto e escuro, só consigo ouvir minha respiração e sentir braço do Dr. Em minha mão, eu estava fora de mim, levou cinco minutos para que eu voltasse ao normal, minha respiração está se acalmando, aquele clima apavorante estava entrando em mim.

O que houve? Lágrimas escorrem dos meus olhos tentando entender meu corpo está tremulo, solto imediatamente o braço já um pouco mais fino em minhas mãos. O que eu fiz? Quando percebi meu corpo todo já estava livre, tentei andar, mas ainda fraca cai no chão, encostei-me sem querer ao corpo do Doutor que estava debruçado no chão, Será que ele está morto?

Tiro a faca do meu braço devagar, seguro o ferimento com a mão, vou rastejando na sala, há uma janela refletindo a luz da lua, que me faz ter um pouco de noção das coisas que estão na frente, não sei o que aconteceu com os outros, provavelmente o mesmo que aconteceu com o doutor nem olho para os lados para procurar apenas sigo, ninguém está tentando me impedir, pego na maçaneta da porta, me apoio nela e abro, há um corredor com janelas ainda com a luz da lua, eu tento andar me apoiando nas paredes enquanto meu corpo vai recuperando as forças, e nada de luz com eletricidade no local, há uma porta no fim do corredor, quando abro, vejo que estou em um lugar deserto com cercas rodeando, apenas com dois furgões na frente, parece que está tudo calmo, tento chegar até os carros e avisto cinco homens caídos no chão vestidos com uma farda aparentemente da policia, preta com um gorro na cabeça. A imagem de vê-los me assusta, engulo seco, coloco minha mão na boca enquanto me apoio na frente de um dos carros assustada.

Preciso sair daqui, entro no furgão e procuro, mas a chave não está aqui. Provavelmente está com um dos corpos no chão, eu desço do carro e vou até um deles, a chave está no bolso dele um pouco para fora, vou aos poucos, tenho uma impressão que ele pode acordar a qualquer momento se não estiver morto, coloco minha mão cuidadosamente na chave, quando a toco, um sinal forte soa no local, uma sirene, me assusto e me impulsiono pra trás com a chave, rapidamente entro no furgão, ligo, eu tenho uma noção de como dirigir um carro, mas não lembro como aprendi, viro o furgão em direção a saída que está fechada com uma grade, avanço com o carro por cima e saio.

Depois de alguns metros dirigindo encontrei a pista, não sei pra onde vai, nem sei onde estou, mas eu precisava ir, apesar de apavorada, eu não ia parar até encontrar um lugar seguro.