Beyond The Darkness
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Emily! – Alguém grita.
Acordo rapidamente era só um sonho, eu estou no meio do nada em cima do carro, estacionei em um lugar longe da pista para que ninguém possa me ver enquanto eu descansava de uma longa e conturbada viagem.
Emily, Emily, mas Emily o que? De onde? Como aquele cara me conhece? O que ele fez com os outros? Porque ele disse outros como eu?
Passei a noite toda pensando, me perguntando sempre as mesmas perguntas. Agora Está tão perto da cidade que apenas sei o nome, pois vi em placas quando passei na estrada, mas eu só precisava dessa noite de sono para conseguir seguir o resto do caminho.
A quem eu pediria ajuda? Tenho medo agora, às vezes sinto que estou agindo no automático, apenas tentando ir. A gasolina do carro não vai durar muito, está quase no zero.
“Sem conversas com pessoas”. Era isso que eu pensava.
Preciso de um posto de gasolina, não sei se o carro vai aguentar até lá. Eu ainda não tinha prestado atenção, mas pode ter algo no porta luvas do carro. Abro, há papeis e uma arma. Como sei se isso tem balas? . Remexo a arma de todas as formas, se eu tivesse pegado em uma antes, ou usado, eu saberia talvez, assim como sei dirigir, mas não consigo entendê-la. Abaixo a cabeça, decepcionada por não conseguir, de repente vem uma falta de algo que não consigo explicar exatamente o que é. Pergunto-me ao olhar no retrovisor se alguém me abandonaria, porque eu? Olho meu rosto, cada detalhe, meus olhos castanhos claros pequenos, cabelos castanhos, vem um ar de lembrança, porem não consigo me lembrar.
Um posto de gasolina, que ótimo, já estava escurecendo, uma ótima oportunidade para obriga-lo a me dar gasolina, usando a arma. Estaciono perto de um galão de gasolina, o frentista olha para mim desconfiado, e se aproxima enquanto encho o tanque.
– Está sozinha garota? – Ele pergunta
– Sim.
O olhar dele, não deixava passar nenhum detalhe, ele sabia que ia acontecer algo, coloquei a mangueira no local e fui direto para o carro.
– Ei, espera!
– O que? – esperei que ele me deixasse sair sem pedir nada.
– Precisa pagar pela gasolina.
– Eu não tenho dinheiro, desculpe-me.
– Então vai ter que descer do carro. Desce do carro!
Apontei a arma pra ele, tremula.
– Desculpa, mas não tenho dinheiro, preciso da gasolina, não chegue mais perto, por favor.
Ele levanta as mãos, em um momento pensei que ele reagiria, mas não o fez. Eu saio de lá acelerando. Consigo agora ver os prédios grandes da cidade, mais próxima eu estava. O que eu iria fazer ao chegar lá?
Droga, a porcaria do furgão é muito suspeita sorte que ele é apenas preto, mas tem uma placa, poderia ser identificado. Estacionei o furgão próximo a um parque cheio de arvores, no meio de prédios altos, coloquei a arma na calça de uma forma que possa escondê-la, e sai. Posso ir há um desses computadores para pesquisa meu nome, talvez nos desaparecidos, porem sem sobre nome fica difícil, mas por mais que pareça inútil, preciso fazer algo para descobrir.
Espero a noite chegar pra tentar invadir alguma lan house próxima na hora que estiver fechada. Quando a noite chega, tento andar por lugares onde ainda tem gente, pergunto um senhor que está sentando em uma cadeira de uma lanchonete onde tem uma lan house, ele me diz que é a dois quarteirões. Enquanto vou andando vejo as ruas ficando cada vez com menos pessoas, está escuro, andando sozinha, olho para os lados atenta a qualquer movimento estranho, mas sinto uma mão no meu pescoço, que me empurra com tanta força, que bato o meu queixo na parede e caio de costas a dor era indescritível, nesse momento escuto uma voz.
– Emily, há quanto tempo? O que faz no meio das pessoas, gosta de ser perseguida mesmo — Hein Emily, pensei que você tinha explodido junto com aquele velho imbecil.
Minha boca dói. Ainda tento me recuperar.
– para com isso Emily, vamos brincar um pouco. – ele tenta me tocar pelo braço
– Me deixa. – tiro a mão dele com um empurrão, enquanto vou me reerguendo
– Sem aquele velho você mal tem como se defender neh Emily- fala me rodeando. – Parece que ele não te ensinou muita coisa, sorte que ele não te levou com ele, porque ele te deixaria sozinha?
–. Não sei do que você está falando.
– Ah não sabe.
Ele me pega pela blusa, me levanta e me encosta na parede. Nessa hora vejo melhor o rosto dele, Ele tem olhos verdes e usa uma barba, aparenta ter uns 26 anos, mas não me lembro dele.
– Sabe desde quando mataram os outros, pensei que você estava também, mas agora que eles explodiram, e você está sozinha, você é meu novo brinquedinho Emily.
– Me solta. – empurro ele com as mãos, mas não adianta
Quando ele me solta caio no chão, eu não tinha forças para ficar em pé então caio deitada, mas tento um impulso com as mãos e aproveito para pegar a arma que estava em minha calça e atirar.
Ele rir.
– Atira. Vai atira.
Saquei a arma, mas não atirava, estava desativada, no desespero tento ativa-la
– Ah Emily, você é hilária.
Depois de tanto insistir consegui ativa-la, e não pensei duas vezes e atirei em direção a ele. Atirei todo o pente de olhos fechados, mas tinha certeza que ia acerta-lo. Assim que acabo o pente da arma, percebo que ele ainda está em pé. Fiquei apavorada, o que era aquilo? Ele não estava nem sangrando.
– Emily, isso não fez nem cocegas. – ele diz.
Ele olha para mim virando o rosto. Eu não consigo ter reação, nem me mexer de onde eu estava e Ele se aproxima.
– Você realmente perdeu a memoria? Isso chega até ser interessante. O que faremos com você Emily?
Eu apenas olho assustada, temendo que ele fizesse algo de ruim, que era o que parecia.
– Uma garota sozinha, que pena. – ele diz com um tom sarcástico. – acho que alguém que eu conheço vai gostar disso?
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