Between friends
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Uma semana havia passado desde que eu vi Emma pela ultima, eu tentava não pensar nela, o que era difícil porque ela me ligava insistentemente e ate mandava recados por Ruby, mas eu estava me mantendo ocupada, alias, muito bem ocupada com Robin.
– Podíamos sair pra jantar. – Ele disse deitando na cama ao meu lado. – Ou você está querendo me matar, senhora prefeita? – Ele sorriu. – Já fazem o que? – olhou um relógio imaginário. – 24h que não me deixa sair desse quarto.
– Não seja exagerado. – Disse passando a mão por sua nuca e o puxando para o beijar. – Você tem certeza que quer sair? – Dei uma mordida provocadora em seus lábios.
Ele sorriu mais uma vez. – É que... faz uma semana que estamos saindo juntos e só ficamos aqui... ate parece que não quer que ninguém saiba que estamos juntos.
– Não seja bobo. Eu não me importo, nunca me importei, com o que os outros pensam. Se você quer sair, vamos sair.
1h depois estávamos no novo restaurante da cidade, o lugar era refinado o suficiente pra mim. Eu sorri erguendo a sobrancelha. – Pensei que íamos no Grannys.
– Não pareceu estar a altura de uma rainha. – Ele tomou minha mão com a sua e me guiou ate a nossa mesa previamente reservada.
Incrivelmente Robin tinha me cativado mais do que eu esperava, ele me fazia sorrir e tudo com ele era tão simples, eu estava apreciando aquela normalidade.
Nosso jantar ia bem em meio a uma conversa agradável quando a ultima pessoa que esperava ver ali apareceu. Emma. Ela estava com Killian e ela estava deslumbrante em um vestido vermelho, ela é linda sempre, mas naquele vestido parecia mais perfeita do que nunca. Eu me perdi em pensamentos e quase não me dei conta de que eles vinham em nossa direção.
Hook cumprimentou Robin. Ah eles são amigos, isso era informação nova pra mim. Eu cumprimentei Emma com um aceno de cabeça.
– Por que não sentam com a gente? – Eu ouvi Robin dizer e tive que forçar um sorriso falso quando eles aceitaram.
Robin e Hook logo engataram uma conversa e coube a mim ficar ali tentando escapar do olhar inquisidor que Emma me dava. Era claro que ela queria saber porque eu a estava evitando e porque estava ali com Robin. Eu não poderia adiar o conflito por muito tempo, então decidi logo encarar o que estava por vir. Pedia licença para retocar minha maquiagem e fui em direção ao banheiro, não demorou nem um minuto e Emma estava atrás de mim.
– Quer fazer o favor de me dizer o que está acontecendo? – Ela disse com raiva. – Por que não me atende mais? E o que está fazendo aqui com esse idiota?
– Primeiro, se acalme. Segundo. Ele não é um idiota, ele é meu namorado.
Eu vi Emma recuar com o impacto da informação, mas logo a raiva voltou a se alastrar por ela. – Namorado? – Ela disse com nojo.
– É, querida, namorado. Se no nosso pequeno e sujo acordo tem lugar pro seu namorado porque não para o meu?
– Eu não pensei que...
– O que? Que eu podia me interessar por outra pessoa. Por que não? A afinal eu tenho que ocupar o meu tempo quando você tem que correr de volta pro seu namoradinho.
– Ocupar o tempo... você e ele... você foi pra cama com ele? – Ela praticamente gritou a pergunta.
– Claro. – Disse com desdém.
– Ah claro... – Ela se aproximou perigosamente de mim. – pra ele você deu com a maior facilidade. Mas quando é comigo fica fazendo jogo duro.
– Não posso fazer nada se as habilidades de conquista dele são melhores que as suas. – Eu a provoquei, queria que ela ficasse com raiva, assim como eu fiquei.
Eu esperei que ela desse uma resposta espertinha de volta, mas ao invés disso ela me empurrou contra a parede e me beijou com selvageria e uma paixão desenfreada. – Dê um jeito de dispensar seu namoradinho, porque hoje você vai ser minha. – Ela disse como uma ordem. E me chamem de louca, mas eu tinha adorado aquilo. Ela saiu do banheiro sem me dar tempo para dar uma resposta.
No resto do jantar ela me deu aquele olhar de desafio, como se dissesse que duvidava que eu iria desobedecê-la. O jantar chegou e nos despedimos na frente do restaurante. Robin parou o carro em frente a minha casa. Eu o encarei indecisa, então disse. – Amanhã é dia do Henry ficar comigo, você se importa se não ficar essa noite? – O dia seguinte era mesmo dia de Henry vir pra casa, mas ele só chegaria a tarde, depois da escola.
– Não, tudo bem. – Ele sorriu e me beijou. Então nos despedimos.
Eu entrei em casa apressada, aflita, nervosa, Emma me deixava como uma adolescente em um primeiro encontro. Eu me amaldiçoei por deixa que ela tivesse todo esse efeito sobre mim. E por não ter tido força suficiente para ignorar sua “ordem”.
Meia hora depois a campainha tocou. Eu estava no meu escritório e andei calmamente ate a porta. – Então, já dispensou seu namoradinho? – Ela disse entrando sem esperar um convite.
– Sim. Espero que você esteja a altura das minhas noites com ele. – Eu a desafiei. O olhar que ela me deu deixou claro que eu tinha tocado em um ponto delicado, um que a deixou com mais raiva ainda.
Emma deu um passo em minha direção e me encarou. – Antes... preciso saber se você ainda quer manter nosso acordo.
Ergui a sobrancelha, não esperava por aquilo. – Vamos ver como se sai hoje e então decidimos. – Disse com a voz fria, tentando esconder ao maximo minha excitação.
– Otimo. – Ela me puxou pela cintura e me beijou, seus lábios pressionados fortes contra os meus, o desejo latente que tínhamos uma pela outra logo se fez presente.
Nós separamos ofegantes e ela me empurrou contra a parede, abriu minha blusa sem se dar trabalho de se ater aos botões que voaram para todos os lados, ela me encarou com seu olhar selvagem e logo seus lábios estavam em meus seios, ela desceu meu sutiã pra ter acesso, então eu me vi gemendo sendo sugada por aqueles lábios vorazes.
Sua mão livre desceu o zíper da minha saia e a deslizou ao chão, eu senti sua mão deslizas por minha perna lentamente e finalmente chegar ao meu sexo me dando uma apalpada deliciosa. Eu arquei meu quadril em resposta e gemi baixinho.
Ela beijava meu pescoço quando suas mãos foram a minha bunda, me erguendo, fazendo com que eu envolvesse sua cintura com as minhas pernas. – Quarto... – Ela murmurou contra o meu ouvido. Estava claro que ela não queria perder tempo subindo as escadas, então eu nos transportei pra lá.
Ela me jogou na cama e suas mãos foram direto a minha calcinha, tirando-a do meu corpo. Eu fiquei ali deitada, completamente exposta enquanto ela ainda estava totalmente vestida.
– O que eu faço com você em? – Ela disse com um sorriso malicioso.
– Você sabe muito bem o que eu quero. – Respondi com igual malicia. Engatinhei na cama e fiquei de joelhos diante dela que ainda estava de pé a minha frente. Minha mão deslizaram dentro de sua camiseta, erguendo e exibindo seu abdômen definido. Eu não hesitei em levar meus lábios a ele, beijando, lambendo, dando leves mordidas, que ela respondia com um ronronar baixinho. Eu tirei peça por peça de seu corpo, beijando-a em cada parte que ficava ao alcance dos meus lábios.
Eu deitei na cama e ela trouxe seu corpo sobre o meu, nossa pernas se enlaçando, nossos corpos se moldando, nossos lábios se encontrando em uma mistura de saudade e luxuria. – Por que você me deixou tanto tempo longe? – Ela disse me encarando. – Eu estava morrendo de saudade de você. Você não sabe o quanto eu preciso de você, Regina...
Eu não podia explicar o porque, não podia dizer que estava com ciúmes, não podia dizer que a amava e a queria só para mim, então eu simplesmente a beijei, minha língua reclamando-a como minha em um beijo deliciosamente molhado. Logo ela pareceu esquecer a pergunta, ela forçava seu corpo contra o meu, sua perna encaixada em meu sexo se esfregando contra ele, me deixando completamente ensandecida.
Emma se afastou e ficou de joelhos diante de mim, me encarando com aquele olhar dominante novamente. – De quatro. – ela ordenou e eu nem hesitei, obedeci prontamente. Ela veio por trás de mim e logo eu senti seus lábios em meu sexo, me provocando com algumas chupadas deliciosas. Eu me contorcia e gemia forçando o corpo em direção a ela. Emma trabalhou nisso por tempo, depois eu senti suas mãos em meu quadril puxando meu corpo para ela, que esfregava freneticamente seu sexo contra minha bunda. Ela deitou um pouco eu corpo sobre o meu, apoiando uma das mãos na cama, enquanto a outra foi a meu sexo completamente encharcado. Eu senti seus dedos me invadiram e começarem a me foder lentamente.
– Em... ma... – Eu gemi em meio aquele entre e sai que estava me deixando maluca, ela encerou isso como um incentivo e passou a me estocar com mais intensidade.
– Goza pra mim vai... – Disse com a voz carregada de luxuria. Então eu não consegui me segurar mais, o orgasmo me consumiu, forte e arrebatador. Meu corpo desabou sobre a cama e eu senti os espasmos me dominarem.
Emma deitou o corpo ao lado do meu e me virou para ela. – Acho que foi mais do que a altura não?
Eu sorri. – Acho que podemos dizer isso, miss Swan.
– Que bom, porque eu estou apenas começando. – Ela sentou na cama e então afastou minhas pernas e as ergueu, deixando-as em forma de M, de modo que estava novamente completamente exposta a ela. Ela me avaliou minuciosamente. – Você tem noção do quando é gostosa, senhora prefeita? – Sorriu e veio pra cima de mim, ela estava de joelhos e abriu as pernas o suficiente para levar seu sexo de encontro ao meu.
Eu senti sua umidade contra minha, nossas posições nos deixavam em um encaixe perfeito. Emma rebolava, esfregando e ocasionalmente chocando seu sexo contra o meu. Nós duas gemíamos descontroladas, ao tempo que sincronizávamos nossos movimentos. – Isso amor... não para... – Eu gemi.
Isso pareceu dar nova energia e ela, que passou a remexer seu quadril cada vez mais rápido, mais forte, seu sexo devorava o meu. – Você é minha, Regina... – dizia em tom autoritário. – minha... – Não demorou muito para que o orgasmo nos atingisse, dessa vez mais intenso e furioso. Seu corpo desabou sobre o meu e nós duas lutamos para recuperar o fôlego.
Eu envolvi Emma em meus braços e ela descansou o rosto sobre o meu peito. Meu coração batia acelerado, descompassado, mas aos poucos foi se acalmando. Emma se ergueu e plantou um leve beijo em meus lábios.
– Nunca mais fique longe de mim. – Sussurrou com uma voz exausta.
– Nunca. – Prometi.
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