Between Fights And Surprises
7 Capítulo 7 ''Um passo a mais''
Notas iniciais
Between Fights And Surprises
Capítulo 7
''Um passo a mais''
~
Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Seis.
E o sétimo se junta a tantos outros. Os guardas caiam, enquanto as magias eram lançadas. Não havia necessidade de utilizarem de força física, ou do combate corpo a corpo, apesar de acharem extremamente interessante. O fato é que: Não havia ser que não caísse aos pés daqueles dois magos. Não era necessário mais, não era necessário perder tempo com pobres e frágeis guardas. Não os matavam, e isso não significava piedade, e sim resguardo. A morte estava a espera de seus inimigos, e não seria bom desperdiçar poder com pobres seres humanos como aqueles.
Ser humano... O que é ser humano? Ah sim, isso não era mais um problema para eles. Não se importavam com humanidade. Não se importavam com simples regras humanas. Eram magos. Magos atrás de sua tão esperada vingança. E teriam, ah sim, com toda a certeza teriam.
—Espere! Você também é uma fugitiva! -gritou um guarda, tremulo.
Não interessava saber seu nome, nem se aquele pobre trabalhador teria uma família, somente o sorriso que formou-se no rosto maldoso, assim que um raio negro atingiu diretamente o homem, que caiu sem vida ao chão.
—Bom, acho que não perdeu o jeito. -falou sedutora, apesar de nunca ter interesse em seduzir seu companheiro de vingança.
—Eu treinei. Treinei minha mente, e meu corpo, enquanto esperava você me tirar daquela maldita lacrima. E não. Não perdi o jeito, e estou apenas começando.
–
—Então, esse é o lugar?
Os dois magos entravam pelas portas centrais de uma gigantesca mansão. O salto fino batia contra o assoalho nobre, irritando os ouvidos sensíveis de seu companheiro, mesmo que ele não reclamasse. Ela não respondeu, apenas fitou o rosto nada atraente de seu companheiro, observando cada fio oliva que cobria seu crânio. Não sabia se tinha mais vontade de matá-lo naquele momento, ou de eliminá-lo após sua grande vingança. Apesar de ser forte, sabia que sozinha não derrotaria uma guilda inteira, apesar de desejar ter sua vingança particular.
—Está pensativa, Minerva. -comentou o homem, parando em sua frente, a encarando.
—Estou pensando em como vou matá-lo. -respondeu a morena, impassível.
Uma rude gargalhada ecoou pela mansão solitária. As mãos gigantescas do homem prenderam seus braços, acima dos cotovelos, e fizeram seu corpo chocar-se contra a parede.
—Tente, Minerva. -provocou ele.
—Não me desafie, Orga. Você pode se dar mal. -respondeu ela, pouco intimidada com a violência do esverdeado.
Ele pressionou o corpo feminino contra a parede, enquanto com uma mão invadia a fenda do vestido e com a outra segurava firmemente o queixo de Minerva.
—Me solte! -ordenou ela, enquanto encarava furiosamente o sorriso de escárnio do maior.
—Sabe, Mi-chan... Eu encontrei um modo muito eficaz de me tornar mais forte do que você, neste tempo que estive jogado as moscas. E por isso, você terá que ser muito mais gentil comigo. -explicou o esverdeado, sorrindo para a mulher.
Minerva sentia seu estomago embrulhar sempre que a respiração de Orga batia contra seu rosto. E a mão do God Slayer, que acariciava sem pudor algum a perna dela, não ajudava em nada. A cada segundo, ela sentia-se ainda mais tentada a agir de formas opostas. Beijá-lo, ou matá-lo... Duas opções tentadoras, mesmo que a primeira lhe parecesse um tanto nojenta.
—Não serei gentil com um podre como você! -exclamou ela, cuspindo as palavras no rosto do God Slayer.
O resultado foi imediato. Um forte tapa atingiu o lado esquerdo do rosto da morena, fazendo-a tontear. Seu corpo chocou-se contra o piso, para logo ser chutado violentamente por Orga. Seus sentidos interrompidos e confusos por causa do tapa não lhe davam reação alguma, nem mesmo quando ele a levantou pelos cabelos, e a prensou contra a parede novamente.
Seus seios foram ''esmagados'' contra os músculos de Orga, de forma extremamente dolorida. Suas mãos foram automaticamente para o peitoral do maior, tentando inutilmente afastar-o. Sentiu seu corpo separar-se da parede, para novamente ser pressionado contra ela com ainda mais força. Ela soltou um pequeno gemido de dor, sentindo seu corpo ser esmagado pelo gigantesco corpo de Orga. Ele puxou suas coxas com força, forçando-a a passá-las em volta do corpo do esverdeado.
—Me solte, seu idiota! -gemeu Minerva, enquanto Orga puxava seus cabelos, forçando-a a levantar a cabeça.
Ele sorriu, enquanto puxava seus cabelos com ainda mais força, deixando seu pescoço livre. Minerva sentiu o rosto de Orga enterrar-se contra seu pescoço, e gritou. O esverdeado mordeu-a com força, apertando ainda mais seus corpos.
—Seja gentil, Minerva. -falou ele, enquanto encarava sua face de dor.
Talvez pela tontura, ou pelo desespero, a morena não conseguia usar magia. Nem mesmo quando seus lábios foram invadidos pelos lábios de Orga. A violência com que a beijava, e as mãos que passeavam e marcavam seu corpo feminino, não se comparavam ao orgulho de Minerva, que era despedaçado pouco ao pouco ao admitir que estava quase gostando daquela situação. Quando finalmente o beijo foi interrompido, Minerva pode respirar aliviada por não ter retribuído. Um segundo a mais e ela teria aceitado todas aquelas carícias.
—Me solte, por favor. -pediu a maga, com a voz em um sussurro.
Ele riu, enquanto soltava-a.
—Isso mesmo, Mi-chan. -falou ele, ainda rindo. —Seja gentil, e eu farei o que quiser por sua vingança.
Ela baixou a cabeça, enquanto livrava-se das mãos do esverdeado. Subiu as escadas em silencio, procurando pela porta onde deveria entrar. Embora não soubesse o que fazer com um esverdeado pervertido dentro de sua casa, Minerva só pensava em uma coisa: Que poder que Orga descobriu para torná-lo tão confiante?
No andar de baixo, Orga permanecia no mesmo lugar de antes. Sorria, maldoso, imaginando quantas cenas de submissão completa poderia descobrir com Minerva. Sempre teve vontade de ter-a em sua cama, mas não esperava que seria tão cedo. E tão fácil. Afinal, aquele fora apenas um passo a mais para possuir Minerva, e ela que ficasse preparada para o que viria a seguir.
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