Between Fights And Surprises
8 Capítulo 8 ''Um pouco de diversão... Ou não''
Notas iniciais
Between Fights And Surprises
Capítulo 8
''Um pouco de diversão... Ou não''
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Lucy estava deitada na, agora, cama de casal de seu quarto, no antigo apartamento. Rogue havia lhe dito que chegaria cedo, e que até que o mesmo chegasse, Elfman e Lisanna estariam em frente a sua casa, vigiando. A vontade da loira era simplesmente pedir para que horologium ajudasse-a a dar o fora dali. A exagerada proteção de Rogue estava a irritando profundamente, a ponto da maga querer fugir do dragon slayer.
Uma folha de papel, já meio amassada, girava entre seus dedos, enquanto a loira tentava pensar em algo além de suas frustrações para escrever ali. A verdade é que desde que casara com Rogue, não tivera tempo de escrever. Afinal, se já era irritante seu antigo companheiro de time em sua volta enquanto ela escrevia, imagina um moreno oferecendo-lhe comida e repreendendo-a por não alimentar seu ''filhote'' a todo o instante...
É, realmente as coisas não iam bem para Lucy. Mesmo que ela estivesse animada com sua gravidez, essa coisa de Minerva fugir e Rogue estérico já estava lhe dando nos nervos. Ah, ela já sabia se virar sozinha, oras. E tinha bastante poder, apesar de tudo. Isso! Iria sair daquela prisão, nem que tivesse que deixar os irmãos Strauss desmaiados em frente ao prédio.
Quando estava prestes a levantar-se, para por seu plano em ação, ouviu o barulho da porta abrindo-se.
—Estou de volta. -falou a voz cansada de certo dragon slayer das sombras.
—Que bom. -respondeu arrastadamente a loira, desanimada.
Ouviu os passos do moreno aproximando-se, até o corpo do mesmo aparecer em seu campo de visão. Os olhos preocupados dele a miraram, para logo ele aproximar-se mais.
—Ei! Você está bem? -perguntou ele, sentando ao lado da loira.
Os olhos de Lucy encheram-se de lágrimas, fazendo com que ela escondesse o rosto entre as mãos, para evitar que Rogue a visse chorar.
—Ei! -chamou ele, aflito. —Você está chorando! O que aconteceu? Está com dor? Com fome? Com febre? Dor de barriga?
Ela sorriu francamente, com o desespero do dragon slayer.
—Não. -respondeu-lhe fracamente.
—Então... O que está acontecendo, Lucy? Tenho sentido o cheiro de suas lágrimas frequentemente. Por favor, me fale.
Lucy olhou-o nos olhos, para logo desviar o olhar. Encolheu-se sobre a cama, abraçando os joelhos, para logo começar a falar.
—Eu estou triste. -respondeu em um sussurro.
Ela sentiu seu corpo ser puxado pelos braços do moreno, e logo a mão de Rogue forçou-a a olhar-o nos olhos.
—Isso eu percebi. -disse ele, com um sorriso compreensivo. —Quero saber o motivo.
—Eu me sinto presa aqui. E vocês todos são meus carcerários. -falou ela.
Ele sorriu abertamente, e Lucy quase caiu dura com tamanha luz; Ou não... Mas fazia tempo que ela não o via sorrir daquela maneira.
—Entendi. -falou ele, ainda sorrindo. —Então, vai trocar de roupa, que nós vamos sair.
Ela pulou, abrindo um largo sorriso.
—Verdade? -gritou ela, animada.
—Sim sim. Agora vá logo! Vou pedir pro loiro cuidar do Frosch e venho te buscar.
Ela riu, balançando a cabeça de forma afirmativa, e correndo para dentro do banheiro.
–Minutos depois-
Lucy caminhava de mãos dados com Rogue, e cantarolava uma canção qualquer. Vestia um short claro, com uma blusa rosa delicada, e botas. Enquanto o dragon slayer ao seu lado vestia-se com suas roupas totalmente negras, como de costume. A loira não fazia ideia de onde estava sendo levada, mas sabia que era algum lugar divertido. E que eles nunca haviam ido juntos.
Não estava nem perto de se cansar quando chegaram. Lucy quase não acreditou quando viu que Rogue havia levado-lhe a um parque de diversões. A ultima vez que esteve em um desses, Natsu tinha armado uma grande confusão e tiveram que correr para não pagarem os prejuízos causados pelo dragon slayer do fogo.
Lucy simplesmente adorou o local. Era simples, mas colorido e empolgante. Jogaram para ganhar prêmios, e certamente Rogue ganhou todas as competições de alvos. Também brincaram nos carros, apesar de Rogue quase ter tido um chilique quando uma pessoa qualquer bateu seu carro com força contra o da maga. Lucy demorou no mínimo 1 hora para acalmar o dragon slayer preocupado com o filho.
Rogue não deixou ela entrar em nenhum brinquedo que tinha algo a ver com altura, por mais que a loira tenha insistido com ele. Tiraram fotos, brincaram com os balões em forma de animais, e correram entre as pessoas, apostando quem chegaria mais rápido na banca de ingressos.
Foram também na Casa dos Horrores, e Lucy teve que sair de lá mais cedo que todos, pois quase morreu do coração quando viu um fantasma. Rogue riu muito dela, e levou uma surra da mesma.
E finalmente, quando o dia estava no fim, resolveram sentar-se em um banco. Lucy estava imensamente cansada, e seus pés latejavam. Rogue ria das constantes reclamações da loira, que a cada instante que passava com o moreno, matava sua saudade dos dias felizes e animados que tiveram sem a Minerva e qualquer um de seus capangas.
—Lucy! Esse é teu terceiro algodão doce! Não vai fazer bem para o bebê. -gritou Rogue, quando ela entregou o dinheiro para o vendedor localizado ao seu lado.
Ela riu, tirando um enorme pedaço do algodão e colando-o no nariz do dragon slayer. O casal brincou por mais alguns instantes, sujando um ao outro de algodão doce, até que Lucy quase chorou brigando que Rogue tinha desperdiçado todo o seu doce.
—Vou buscar um água pra você, senhora algodão doce. -disse Rogue, rindo da loira, que atacava os restos de seu algodão doce com vontade.
—Uhum. -resmungou ela, com a boca cheia.
O moreno afastou-se, tentando descolar parte do algodão que estava colado em seu rosto. Lucy viu-o afastar-se, e sorriu. Fazia tempo que não se divertia tanto com Rogue. Tocou no lixo os restos de seu algodão doce, e passou a limpar seu rosto.
A loira observava todos a sua volta. Os velhinhos que passeavam por ali, os pássaros e as crianças, que brincavam alegres. Ela custava a acreditar que dali algum tempo seria ela aquelas mães que, desesperadas, tentavam fazem com que seus filhos não corressem tão rápido para que não se machucassem.
Ao longe, avistou Rogue e sorriu para ele. Mas alguns passos mais próximos dela, viu Rogue largar os copos que trazia, fazendo-os molharem o chão, e logo tudo ficou escuro. Perdera a consciência.
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