Between Fights And Surprises
10 Capítulo 10 = EXTRA 1 ''O tormento de Minerva''
Notas iniciais
Between Fights And Surprises
Extra 1
''O tormento de Minerva''
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Mansão Orlando.
Um dia antes do sequestro de Lucy.
Minerva obrigou-se a levantar da cama onde estava a um dia inteiro. Desde o ocorrido com Orga, ela recusava-se a sair da proteção de seu quarto. Mas não podia adiar mais, precisava planejar sua vingança ou demoraria ainda mais para eliminar Orga de sua vida de uma vez por todas.
Fez sua higiene e escolheu seu vestido preferido, tentando animar-se. Fez sua maquiagem, disfarçando as olheiras e a marca da mordida que Orga dera em seu pescoço. Calçou as luvas, assim como os saltos, e saiu do quarto. Desceu as escadas lentamente, para logo adentrar o grande cômodo que era o escritório. Suas paredes cobertas de livros eram bastante confortáveis a Minerva, afinal, era onde refugiava-se quando já não suportava as agressões de seu falecido pai. Mas não esperava encontrar certo demon slayer sentado em uma das poltronas, com sua habitual pouca roupa, lendo algo em um pequeno papel.
—Estava achando que nunca mais sairia daquele quarto. -falou Orga, sem olhar-a.
—Realmente desejava isso. Assim não precisaria olhar para a sua cara. -respondeu a morena, áspera.
—Errado. -disse ele, seguido por sua própria gargalhada. —Se demorasse mais 10 minutos, eu arrombaria a porta. E as coisas não ficariam boas pro seu lado, Minerva.
Ela estalou a língua, em reprovação. Resolveu não retrucar, temendo outro ataque. Deu-lhe as costas, caminhando até a escrivaninha, e sentando-se na cadeira atrás desta.
—Devemos planejar o ataque. -falou a morena, sem emoção alguma.
O esverdeado caminhou até ela, apoiando as mãos sobre a escrivaninha e aproximando-se de seu rosto.
—Já planejei. -disse ele, com um sorriso sínico estampado em seu rosto.
—Não confio em seus planos. Você sempre foi uma porta de tão burro. -falou a morena, ainda sem emoção, enquanto remexia em alguns papéis.
Ela sentiu a mão do demon slayer fechar-se em volta de uma mexa de seus cabelos, e puxar em direção dele. Resmungou, surpresa, mas manteve-se firme.
—Já deixei claro ontem, Minerva. Eu estou no comando. -rosnou ele.
—Me solte, agora! -ordenou-lhe, sem resposta. —Não estou interessada em seguir nenhuma ordem vinda de você. Se pensa que não vou reagir, como ontem, está enganado. Estou pronta para suas gracinhas, e se ousar não me soltar agora, vou elimina-lo sem pensar duas vezes.
Ele gargalhou, como Minerva nunca viu-o fazer, nem mesmo em meio a sua constante bebedeira na antiga guilda. A morena fechou os olhos, por alguns instantes, incomodada com o som e a atitude do mago. Quando voltou a abrir-os, o mago já não ria, mas mantinha um grande sorriso colado em sua face.
—Sinto muito, mas não vai ser possível, Mi-chan. Você não me assusta. Você não me dá ordens. -ele fez uma pequena pausa, até completar, com um sorriso malicioso. —Você cumpri minhas ordens.
Ela gargalhou, mesmo que sem vontade, mas logo direcionou-lhe o olhar mais arrogante que pode.
—Você não passa de um idiota. Eu lhe usei todo esse tempo, e se não tivesse mandado aquela carta ridícula, eu nunca teria tirado você da prisão. Não passa de uma marionete, que está se tornando cada segundo mais inútil. -sibilou ela, calmamente. —Adeus, Orga.
A maga ergueu a mão, pronto para usar sua magia. Fechou os olhos, enquanto dentro de sua mente a palavra ''desapareça'' tomava forma. Sorriu vitoriosa, aguardando apenas o vento produzido pelo desaparecimento e morte do mago. Mas este nunca veio.
Abriu os olhos, encontrando o sorriso malicioso do demon slayer.
—C-como? -sussurrou a maga, surpresa. Automaticamente, sua voz elevou-se, transformando-se em gritos: —Como isso é possível?
—Eu falei que estou mais forte, cadela.
Ela encarou o mago, apavorada. Em questão de segundos ele levantou-a da cadeira e arrastou-a pelo corredor. Subiu as escadas, forçando a maga a acompanha-lo. Logo ela foi arremessada dentro do quarto que mandara preparar para o demon slayer.
—O que? -gritou ela, descontrolada.
—Eu avisei você. Vou ensina-la a me obedecer, cadela. Você vai se arrepender amargamente por cada palavra que me disse.
O tom de voz do mago assustou-a. Ele falava friamente, seus olhos estavam rubros e raivosos, e ele jogou-se contra ela. A ex-tigresa sentiu suas costas se chocarem contra algo macio, mas logo foi prensada pelo peso do mago.
—Eu sempre quis ver-a com esse olhar, Minerva. Apavorada, desesperada, como a Grande Senhora nunca havia se sentido antes. -disse ele, rindo.
Sentiu a língua do esverdeado contra sua bochecha, deixando uma trilha de saliva em sua pele. Remexeu-se, desesperada, tentando encontrar uma brecha para escapar do mago, não obtendo sucesso. Tentou afastar-o, usando as mãos, mas ele segurou-lhe firme os pulsos, fazendo-a gritar de dor.
—Desista, não vai escapar de mim. -falou ele, tomando-lhe os lábios.
Ela resistiu ao beijo forçado, tentando inutilmente desviar do contato de seus lábios. Lágrimas formaram-se em seus olhos, mas ela lutava para não derrama-las. Quando ela, finalmente, afastou seus lábios ela gritou:
—Socorro! Gum! -chamou ela, pelo mordomo. —Por favor!
Sua face ardeu, fazendo a maga gritar, quando sentiu a enorme mão de Orga chocar-se contra sua bochecha esquerda.
—Ninguém vai ajuda-la, vadia! -rosnou-lhe o Nanager.
Logo foram ouvidas batidas na porta, e Minerva suspirou aliviada.
—Senhorita! -gritou o velho mordomo, enquanto esmurrava a porta do quarto.
—Ajude-me! -gritou ela.
O esverdeado levantou-se, e caminhou até a porta, abrindo-a. Minerva gritou quando viu o mago segurar o mordomo pelo pescoço, e logo ouviu-o falar para o mordomo ficar quieto, se quisesse viver.
A morena reagiu. Levantou-se, rapidamente e tentou usar sua magia. Sem sucesso. Olhou em volta, viu de relance o mordomo começar a correr pelo corredor, e agarrou a primeira coisa que viu. Quando Orga voltou-se a ela, foi atingido na cabeça por um abajur. Obviamente, o golpe nem mesmo fez-o cambalear. Ela tentou correr, mas não teve tempo. Seu corpo chocou-se contra a parede, e Orga veio em sua direção. O mago segurou-a pelo pescoço, erguendo-a do chão, e jogou-a contra a cama. A maga gritou quando o esverdeado transformou seu vestido em pedaços, deixando a morena semi-nua. Já sem esperanças, seu controle esfarelou-se, fazendo com que a maga começasse a soluçar de medo.
—Orga, por favor. Me desculpe, e-eu nunca mais... Me deixe ir. -implorava ela, enquanto ele ria e retirava o restante de suas roupas.
—Faz tanto tempo que eu desejo isso. Não vou deixa-la ir. -disse o mago, abocanhando um dos seios da morena.
Ela chorava, sentindo-se humilhada. A cada movimento de sucção que o esverdeado realizava contra o seio da maga, esta gritava. Ela pedia, diversas vezes, que ele parasse. Mas ele continuava com sua tarefa, e usava uma de suas mãos livres para beliscar e apertar o seu outro seio. Passou-se algum tempo, revesando as caricias sobre os seios, até que ele parasse. Quando o fez, passou a morder e chupar o pescoço da morena, deixando-lhe diversas marcas arroxeadas.
—Pare de chorar. -falou Orga, olhando-a nos olhos.
Ela respirou fundo, mas era impossível parar. Surpreendeu-se quando, ao invés de ser agredida, Orga puxou-a para ele. Sentiu o corpo do esverdeado contra o seu, fazendo-a sentir uma leve excitação. Seus lábios novamente foram tomados por os do ex-tigre, mas pela primeira vez não foi um beijo violento. Foi calmo, e silencioso, fazendo com que a morena desejasse retribuí-lo. Mas não o fez, ao contrário disso, ela mordeu os lábios do demon slayer com força, fazendo com que o gosto metálico viesse-lhe a boca.
Em retribuição, Orga acertou novamente sua face, dessa vez cortando-lhe o lábio inferior.
—Você vai sofrer. -sussurrou ele, antes de afastar-se por alguns segundos.
A visão dele, de cabelos soltos e ofegante, quase a fez ceder. Mas tremeu quando viu-o retirar suas roupas. A maga encolheu-se, usando as mãos para cobrir seus seios marcados e desviando o olhar da nudez de Orga, desconhecendo o fato de que isso só estava atiçando o mago. Ele quase descontrolou-se ao vê-la tão frágil. Com os cabelos desfeitos, a maquiagem borrada e o olhar assustado, Minerva só o excitava ainda mais.
O mago investiu contra ela, novamente, puxando seus braços com violência, forçou-a a descobrir seus seios.
—Realmente fascinante sua fragilidade. -resmungou ele, enquanto afastava as pernas da maga, revelando sua intimidade.
Ela resmungou, parte pela vergonha e parte por ter sido chamada de frágil, o que fez o mago encara-la com um sorriso. Minerva gemeu de dor quando o mago penetrou-a com dois dedos, fazendo movimentos de vai e vem. Ela tentava acostumar-se com a dor que sentia. Ela estava a ponto de gritar, humilhada e triste por logo Orga ser o primeiro homem a toca-la. Respirou aliviada quando ele retirou seus dedos de dentro dela, mas desesperou-se ao ver o mago posicionar-se no meio de suas pernas. Ela implorou que não o fizesse, mas logo seus pedidos foram interrompidos por seu próprio grito.
Ele invadiu-a brutalmente. Investia com força contra o corpo da maga, que gemia alto de dor. Ele não parou, não se importando com os pedidos de piedade dela. Chorava de dor, sentindo o membro enorme do mago machuca-la por dentro. E Orga segurava-a firmemente, marcando suas pernas e seus glúteos pela força que investia contra o corpo esguio, e passou a beija-la selvagemente. Pela primeira vez, a maga sentiu necessidade de corresponder o beijo, sem conseguir controlar-se. Sentia o gosto do sangue de ambos misturar-se em meio ao beijo, enquanto sentia as estocadas firmes de Orga dentro dela, até levar-o ao inevitável orgasmo.
Minerva fechou os olhos, exausta demais para manter-os abertos, mas sentiu a mão de Orga apertar com força seu seio, fazendo-a abrir os olhos por causa da dor.
—Você não tem a permissão para dormir. -avisou ele, e com um sorriso maldoso, completou: —Eu estou apenas começando.
—
Mansão Orlando.
Após sequestro de Lucy.
Após terminar de apavorar a loira, Minerva saiu da sala, sendo seguida de perto por Orga. Quando subiram a escadaria que levariam-os de volta para a mansão, o mago prensou-a contra a parede, fazendo a maga soltar um grito de dor.
—Não é porque temos visita que você está liberada, Minerva. Espero minha cadela no quarto, a meia noite. -sussurrou o mago, para logo roubar-lhe os lábios em um beijo violento.
Minerva sentiu ele se afastar, e deixou escapar algumas lágrimas. Estava exausta, e nem toda a sua maquiagem conseguiu disfarçar as marcas que Orga deixara em sua pele na noite anterior. Esfregou as mãos levemente sobre seus braços tentando animar-se. Seria outra longa e dolorosa noite com Orga Nanagear.
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