Between Fights And Surprises
11 Capítulo 11 "Desolado Dragão"
Notas iniciais
Lucy estava morrendo de medo do que estaria por acontecer. Estando nas mãos de Minerva, poderia imaginar qualquer coisa ruim...
Between Fights and Surprises
Capítulo 11
“Desolado Dragão”
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Nada doía mais em Rogue do quê o fato de Lucy ter sido levada. Estava destruído por dentro e por fora, e não conseguia manter-se calmo o bastante para raciocinar. Sting gritava em sua volta, podia ver as botas baterem no assoalho num vai e volta constante, mas sua voz parecia tão distante. Era como se só ouvisse ecos, mesmo que todos gritassem. Choros, gritos, coisas batendo. Estava tudo um caos. Caos gerado por ele. Se não tivesse tido a genial ideia de levar Lucy para um local publico, mas pouco seguro, tudo estaria bem.
Sua cabeça latejava como se tivesse sido atingido por uma enorme quantidade de magia de uma vez só. Tudo girava, estavam todos fora de foco. Seus pés estavam molhados e suas costas doíam interruptamente. Mas dentro de tudo, além de todas as dores, gritos e desconfortos, o que mais lhe doía era o peito. Sua mente gritava o nome de sua esposa, seu corpo implorava pelo abraço dela e seu coração doía por não saber o que fazer.
E acima de tudo, dele, da guilda e de Lucy, estava ainda o pequeno individuo que crescia no ventre da maga que amava. Seu coração estava cheio de medo. Lembrava do desmaio de Lucy, e do seu quando se aproximou. Tinha certeza de se tratar de alguma nova forma de sugar a magia do corpo, completamente. O grande questionamento era até onde que isso poderia afetar seu filho.
—Ok, precisamos nos concentrar em encontrar a Lucy. Não vai adiantar nada se desesperar pelas consequências desse novo poder da Minerva. -falou Erza, tomando a iniciativa. —Além de que essa criança é uma fada! Ela não vai ser afetada por uma criatura tão baixa quanto a Minerva.
—Orga estava com ela. -disse Rogue.
Aquelas eram as primeiras palavras que dizia em cerca de 2 horas. Desde que chegara na guilda, arrastando-se pelo caminho, as únicas palavras que dissera foram: Minerva sequestrou Lucy.
Desde essa pequena frase, todo o resto dito foram especulações e todas as informações reunidas em semanas de buscas por Minerva. Por isso o Dragon Slayer obrigou-se a falar:
—Minerva não estava sozinha, Orga estava com ela. Não tenho certeza sobre o seu poder, só posso contar o que senti...
Rogue foi interrompido por Sting, que o agarrou pela roupa e gritou em seu rosto. —Fale logo, seu bastardo! Precisamos ir logo.
—Minha magia foi drenada e voltou rápido demais quando voltei a consciência. Foi como se um bloqueio sugasse toda a magia e assim que cancelado, ela voltasse inteiramente de forma bruta.
—Humm. -resmungou o Mestre. —Poderia ser algum tipo de lacrima ou objeto?
—Acredito que não. Tudo aconteceu rápido, mas não me lembro de nada além de Orga com a mão erguida em direção de Lucy e depois em minha direção.
Um burburinho formou-se, silenciando Rogue temporariamente. Erza gritou, como sempre, para acalma-los.
—Lucy estava caída, e eu perdi a consciência. Não sei para que lado foram, nem se alguém viu. –completou Rogue.
Um caminho abriu-se entre a multidão de magos que o cercava. Não tinha ouvido os gritos de certo mago, nas duas ultimas horas, e isso não tinha lhe preocupado. Até o momento.
—Você é, realmente, um completo idiota! –gritou Natsu, enquanto atingia o Dragon Slayer no rosto. —Como pode? Nós armamos tudo! Cuidamos de Lucy, de sua segurança. E você resolve fazer o que? Botar em perigo a vida da nossa nakama! Do seu filho. Se algo acontecer com Lucy ou com o filho dela, eu vou... eu vou...
—Calado!!! –gritou Makarov, sua voz ecoando nas paredes da guilda. —Não se atreva a acusar seu nakama, pirralho. Lucy é uma fada, Rogue é uma fada e todos nós protegemos nossos nakamas, você esqueceu? Rogue vai lutar ao nosso lado para ajudar Lucy a voltar para casa em segurança.
Todos ficaram calados, inclusive Natsu. Após longos minutos, o Dragon Slayer do fogo estendeu a mão para Rogue, ajudando-o a levantar-se.
—Precisamos de um plano. –avisou Makarov, enquanto apoiava as minúsculas mãos em seu queixo. —Happy, Lily, Charlie, Frosch e Lector, sobrevoem Magnólia e seus arredores. Quero que avisem se identificarem qualquer sinal de Minerva ou atividade suspeita!
—Aye! –gritou Happy, enquanto voava pela saída da guilda, seguido dos outros exceeds.
—Jellal e Laxus, preciso que entrem em contato com os maus elementos que conhecem e procurem por qualquer informação relevante.
—É um prazer ajudar. –respondeu Jellal.
—Levy, Fred e Lisanna, preciso que investiguem qualquer livro ou arquivo que envolva Minerva e Orga. Não esqueçam de suas famílias e amigos. Contatem a Blue Pegasus, se for preciso, e peçam a ajuda de Hibiki e sua magia de arquivo.
—Farei para honrar o Laxus-sama!
—Sting, Rufus e Bickslow são a primeira equipe de buscas. –disse Makarov. —Natsu, Gray e Erza serão a segunda. Cana, Juvia e Gajeel serão a terceira equipe. Podem se retirar.
Os magos das equipes de busca se despediram e partiram, assim como os que já tinham suas tarefas. No salão ficaram, entre muitos magos, Romeo, Bisca, Alzack, Evergreen, Elfman, Mirajane, Wendy, Yukino e Rogue.
—Romeo, Bisca e Alzack. A tarefa de vocês é perguntar. Sei que vocês são populares entre os habitantes de Magnolia. Então saiam e tentem descobrir mais sobre os dois visitantes estranhos.
—Estamos indo, velhote! –respondeu Romeo.
—Evergreen e Elfman vão visitar algumas guildas. –Makarov entregou uma lista de guildas das trevas para que a dupla visita-se e tenta-se encontrar mais informações.
—Mira, você vai ficar e vai me ajudar a comandar tudo. Pra ajudar você, Yukino e Wendy. Quero que se recupere e fique bem para ajudar quando a hora chegar. O resto está dispensado.
As meninas concordaram e foram para a enfermaria, de onde Mira tinha corrido assim que ouvira a confusão.
Restou no salão apenas Makarov e Rogue, inconformado.
—E eu? Para onde irei? –perguntou o Dragon Slayer.
—Você vai ficar aqui, filho. Esperando pelo contato de Minerva. Você sabe que é o alvo, não é mesmo?
Rogue não respondeu mas duas palavras ecoavam em sua mente.
Eu sei...
Eu sei...
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