Notas iniciais
Boa noite, lindinhas!

Os pés das duas já começavam a doer. Estavam à três horas andando, não sabiam para onde iam, o que deveriam fazer, nem mesmo o que seria delas daqui à alguns minutos.

– Podemos parar um pouco? – Santana perguntou.

– Temos que continuar andando, antes de escurecer.

– Mas Quinn...

– Só mais um pouco, está bem? Já vai começar a escurecer, nós procuramos um lugar para passar a noite e continuamos amanhã.

Santana bufou e continuou andando, mas logo parou.

– Quinn... tem um ali.

Quinn parou de andar e olhou para onde Santana apontava. Havia um morto se arrastando em uma calçada, e isso assustou as duas.

– O que faremos, Quinn?

A loira olhou em volta e viu um pequeno beco sujo, ela correu até ele e pegou a barra de ferro da sua altura, que estava no chão, logo voltando.

– Fique longe, Santana.

– O que você vai fazer?

– Matar ele.

– Ele já está morto, Quinn.

Quinn revirou os olhos, se aproximou lentamente do morto e o viu vomitar sangue.

– Nojo... – ela murmurou.

O morto se virou de frente para ela, Quinn se posicionou, como se fosse jogar Baseball, mas o morto nada fez, apenas pareceu rosnar.

– Quinn, vamos sair daqui. – Santana pediu, olhando em volta. – Isso me dá medo.

Quinn suspirou e olhou em volta, achando um tipo de casa pequena, que parecia trancada.

– Podemos passar a noite ali.

As duas se aproximaram da casa, Santana pegou uma presilha de cabelo e abriu a porta, deixando Quinn surpresa.

– Vantagens de ter primos homens.

– Santana Lopez sempre com uma carta escondida na manga.

Elas entraram na casa, Quinn inspecionou o local e sorriu, ao ver uma grande cama no único quarto. Santana fechou a porta para ninguém entrar, colocou sua mochila no chão e tirou seu casaco, indo atrás de Quinn, a vendo jogada em uma cama.

– Parece boa. – Santana comentou.

– Sim. – ela se sentou e tirou seu casaco. – Passaremos a noite aqui, amanhã iremos embora.

– Para onde vamos, afinal?

– Eu não sei. Podemos... ir até Ohio e procurar minha avó.

– Acha que a encontrará?

– Espero que sim.

Santana se jogou na cama, as duas ficaram caladas por alguns minutos, até Quinn se virar de frente para Santana.

– Eu queria que isso fosse apenas um pesadelo.

– É... eu também.

Sem mais nenhuma palavra dita, as duas pegaram no sono.

***

Santana terminou de escovar os cabelos, colocou seu casaco preferido e sorriu, ao perceber que estava pronta. Era sexta, seus pais e ela iriam viajar para Manhattan, visitar seus parentes, que ela tanto odiava, mas estava feliz por passar o fim de semana fora. Um som alto veio do andar de baixo, Santana estranhou, mas logo pensou que seu pai havia deixado o abajur da sala cair no chão novamente.

– O que é isso? – sua mãe gritou.

Ela correu até as escadas e parou ao ver algo atacando seu pai, que gritava o tempo inteiro, sua mãe se encolhia ao lado do sofá, chorando constantemente. Santana correu para baixo, sua mãe lhe viu e a mandou se esconder, então Santana foi para debaixo da mesa. Os próximos minutos foram os piores de sua vida. Algo matou seus pais, ela tentou ligar para a polícia, mas não atendiam.

– Uma tragédia começou durante essa noite. – a repórter começou a dizer na televisão. – Vários mortos andando pelas ruas, matando pessoas. Não exatamente matando, pois esses que morrem passam a andar atrás de outras pessoas. Não há nada à se fazer à não ser trancar todas as portas e janelas, e se manterem vivos o máximo que puderem.

Santana amaldiçoou aquela repórter e todos os produtores por terem dado a notícia atrasado. Ela não tinha mais seus pais, e corria o risco de morrer à qualquer momento.

– Santana! – Quinn gritou, chacoalhando-a.

– Porra... O que foi? – ela murmurou, empurrando Quinn.

– Temos que ir agora, antes que um desses... estranhos, nos ache.

– Está bem.

Ela pensou em tomar um longo banho, mas Quinn disse que não daria tempo, então elas apenas comeram um pouco. Quinn segurou a barra de ferro, se preparando para atacar qualquer um, Santana revirou os olhos e abriu a porta, deixando Quinn ir na frente.

– Viu? Não precisa ter medo...

– Quinn! – Santana gritou.

Um dos mortos se jogou em Quinn, a fazendo cair no chão. Santana arregalou os olhos e sentiu seu corpo gelar. Sua melhor amiga estava prestes à morrer.

– Santana! – Quinn gritou, tentando se proteger. – Santana, me ajuda!

A morena pegou a barra de ferro rapidamente do chão, a segurou com força e se posicionou para atacar. Com uma força que ela mesma nunca soube que tinha, acertou a cabeça do morto, que espirrou sangue para todos os lados e caiu em cima da Quinn. Rapidamente ela jogou o ferro no chão, Quinn empurrou o corpo para o lado e se sentou, passando a mão no rosto sujo de sangue.

– Bela pontaria.

Quinn a olhou sorrindo, mas esse logo sumiu, assim que viu Santana começar a chorar, enquanto se ajoelhava no chão. Ela se levantou rapidamente e abraçou Santana, afagando suas costas.

– Está tudo bem, Sant. – Quinn murmurou. – Pense assim, eu estava em perigo e você apenas me salvou.

– Eu o matei, Quinn...

– Ele já estava morto, lembra?

As duas sorriram, Santana apertou Quinn e suspirou, se afastando.

– Obrigada.

– Eu que devia agradecer, afinal, você salvou minha vida. Agora vamos embora.

Elas se ajeitaram novamente, Quinn limpou seu rosto com a manga do casaco e pegou o ferro, se preparando para atacar. Depois de algumas horas andando, e de Quinn atacando vento, dizendo que estava preparada para qualquer coisa, Santana parou em uma das calçadas e pegou um pacote de biscoito da sua mochila.

– Santana, nós não podemos parar.

– Eu estou com fome.

– Está bem, come andando.

– Isso faz mal.

– Estamos prestes à morrer e você se preocupa em comer andando?

Um som de motor veio de trás, Quinn se posicionou para atacar e viu uma picape velha da cor azul, que passou por elas. Santana relaxou um pouco, mas logo se escondeu atrás da Quinn, ao ver que o carro voltava, dando à ré.

– Hey! – uma garota disse animada.

Seus cabelos eram loiros, seus olhos azuis e tinha um lindo sorriso, no conceito da Santana. Seus cabelos estavam presos em uma trança jogada para trás, usava uma camiseta verde clara, um short jeans curto, uma jaqueta de couro branca e botas de couro marrom.

– Vocês estão perdidas? – ela perguntou, ainda sorrindo.

– Não. – Quinn respondeu, com o ferro à sua frente. – Nós sabemos para onde vamos.

– E onde seria?

– Ohio. – Santana respondeu, recebendo um olhar matador da Quinn.

– Não acham que deviam ir de carro? Porque não conseguirão chegar lá rapidamente andando.

– Nós não sabemos dirigir. – Santana novamente respondeu.

– Deixe que eu respondo, está bem? – Quinn sussurrou para ela. – Nós podemos nos cuidar, não somos mais bebês.

– Não querem uma carona?

– Quinn, ela está oferecendo uma carona. É melhor aceitar.

– Não, obrigada.

– Quinn!

– Olhe, não conhecemos ela. – Quinn sussurrou, se virando de frente para Santana. – E se ela nos matar?

– Eu pareço uma pessoa que queira matar alguém? – a garota perguntou.

– Não. – Santana respondeu.

– Hey! Santana, nós não podemos confiar nela.

– Eu não pedi para confiarem em mim.

– Cale a boca, estou falando com a minha amiga.

– Parece que você é a líder aqui.

Quinn revirou os olhos, Santana olhou para as duas e suspirou.

– Quinn, vamos tentar. Se não pegarmos essa carona, só chegaremos em Ohio no Natal, e se chegarmos.

– Santana...

– Por favor...

Ela bufou e afirmou com a cabeça, fazendo Santana sorrir.

– Que bom que se decidiram. Meu nome é Brittany, mas podem me chamar de Britt.

– Sou Santana e essa é Quinn.

As duas colocaram suas mochilas na parte de trás da picape, junto com as coisas da Quinn, entraram no carro e, Santana e Quinn tiveram que se apertar em apenas um banco de couro.

Notas finais
Não reclamem se tiver pouca ação, mas ainda estamos na fase de "acabou de começar uma tragédia", não dá pra matar zumbis agora, pelo menos não tantos. Beijinhos!!