Bem Me Quer.

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Me inspirei numa outra fanfic para escrever esse capítulo e como sou fiel à créditos, aí vai: http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-ginnifer-goodwin-this-is-real-2740026/capitulo5#Pagina1-ComentarioId18783658

O carro foi estacionado no meio-fio, um carro de marca e preto. Lacey foi a primeira a sair do carro, usava um vestido azul marinho super curto com as costas abertas, deixando o sutiã preto a mostra. O que era um pecado para os olhos de Regina.

Graham saiu do carro e antes que a morena saísse, ele alcançou o outro lado do carro e abriu a porta para ela. "Que cavalheiro!" — disse Lacey, que ia em direção a Gold e encaixava seus braços nos dele.

Regina desceu, olhou para Graham que ainda segurava a porta e lhe deu um sorriso cheio de carinho.

Minutos após, eles começaram a andar em direção ao festival. O xerife olhou para o evento de forma geral, "Regina o que você fez?" Pensou. Havia brilho em seus olhos, ele estava terrivelmente orgulhoso. "Um puta de um mulherão!" — pensou, novamente.

Os olhos dele estavam marejados, ele não conseguiria tomar o dom da palavra, estava impressionado demais para falar o que quer que fosse com Regina, ou qualquer outra pessoa. Do lugar onde se localizavam, a visão era encantadora. Haviam três barracas do lado direito deles, logo mais atrás haviam várias cadeiras para refeição, outras seis barracas do lado esquerdo mas ainda longe de onde estavam. Lá no fundo, a roda gigante! Esta que ficava perto de uma barraca de tiro ao alvo, onde tinham várias armas de brinquedo no balcão. Caso alguém acertasse o alvo tinha direito a algum brinde, dependendo do tanto de pontuação que fizesse. Também havia mais brinquedos como carrinho bate-bate, escorregador de tapete, tenda de pipoca, algodão doce e afins.

"Porra." — finalmente Graham pôde se expressar, estava realmente impressionado. Cada dia Regina Mills se superava mais.

A prefeita riu, abaixou a cabeça e assim uma mecha de cabelo lhe tampou o rosto. Ele a olhava.

"Regina.." — disse o xerife, tirando a mecha de cabelo de frente do rosto da mulher e colocando-a atrás de sua orelha. — "Olhe para mim." — nisso, Graham colocou o dedo embaixo do queijo da morena e virou o rosto dela para si, fazendo-a olhá-lo nos olhos.

Regina estava concentrada no olhar apaixonado de Graham, quando ele a puxou para um selinho demorado, segurando o rosto dela com as duas mãos, firmes.

"Eu te amo." Era a primeira vez que Graham tinha dito aquilo, com todas as palavras e diretamente. Regina retribuiu o beijo, no calor e emoção do momento.

"Os dois apaixonados que me desculpem mas eu realmente quero beber." — disse Lacey, os interrompendo e apressando-os para ir até a barraca de bebibas.

Regina revirou os olhos e riu. Lacey a puxou pelo braço, e deu as mãos para a morena. Correndo, puxando Regina e rindo sobre aqueles saltos.

As duas damas iam na frente, deixando Gold e Humbert para trás, conversando e andando devagar. Elas andavam e ficavam de conversa mole, ambas rindo muito. A gargalhada infantil de Regina era contagiosa, Lacey curvou-se e colocou a mão na barriga. Seja lá o que as duas estivessem conversando.. Estava realmente engraçado.

Regina virou o rosto para a direita, numa checada rápida nas barracas e de repente o vê. O sorriso de Regina se desmancha e o riso cessa, ela o observa atentamente e ele olhava para ela. Foram minutos ali. Ambos se olhando, Robin e Regina.

Lacey não pode deixar de reparar. "Você o conhece?"

Regina virou-se para ela, os rostos das duas estavam bem próximos e a morena sussurrou contra a boca da colega — que estava bem próxima da sua — "Conheço."

"Ele é bem intimidador." diz Lacey, o observando e quase o comendo com os olhos. "Gosto assim."

"É casado." — Regina faz a observação, achando pouca vergonha da parte da colega.

A moça pende a cabeça para trás, numa gargalhada exagerada. Regina não entendia o porquê de Lacey estar rindo, mas apenas ignorava. "Você nunca aprende nada, não é mesmo Rê?"

Rê? Sério isso?

Regina respirou fundo, revirou os olhos — o que já estava virando costume diante da companhia — e decidiu permanecer ignorando, voltando o olhar para Robin que continuava a olhando desde aquela hora. Meu Deus, como ele está bonito! Regina sorriu para ele, logo depois viu Roland correndo em direção ao pai. O menino pulava de frente para o pai, pedindo algo para ele, todo empolgado. Robin virou o olhar para o menino e o escutou. Assim, Regina voltou a andar, puxando Lacey que ainda estava de mãos dadas com ela.

*

Sentaram de frente para o balcão, Lacey e Mills.

Lacey cruzou as pernas, ato que levantou um pouco mais seu vestido que já estava curtíssimo, vulgar.

"Doses?" — Perguntou virando-se para Regina.

"Claro, por que não?"

Ela estendeu a mão para chamar o garçom que veio e a atendeu com um sorriso de orelha a orelha.

"Duas, vamos de Jack." disse Lacey. Regina a olhou, apreensiva. "Ela só podia estar de brincadeira com a minha cara!" — pensou. "Uísque? Jack Daniel's?" pensou novamente. Uísque era o mal da prefeita, bastavam algumas doses e ela já ficava tonta. Continuou pensando aflita e no momento olhou para trás na intenção de encontrar Graham. "Por que ele está demorando? Preciso de ajuda aqui." — refletia.

Lacey começou a beber desparadamente, assim como Regina, a fraca que já estava ficando tonta. O papo ia para cá e para lá e nada de Graham nem Gold. Elas continuavam rindo e conversando até que Regina viu Robin passando pela barraca, dessa vez com Marian. "Ah, ela veio." — disse.

"Ela quem, Rê?"

Sua única resposta foi "Uma vaca aí." Coisa que Regina jamais falaria se estivesse em perfeitas condições de sanidade.

Regina observava o casal, eles pareciam normais. Nada de romance, sem exageros.

"Lacey.." — Regina havia reparado que Robin e Marian entravam numa barraca ao lado da de alimentação de Granny. Granny era dona de um restaurante, o mais famoso da cidade e também o mais simples. Todo ano e em todos os festivais ela alugava uma barraca mas desta vez, devido ao lugar inovador em que o festival estava sendo realizado, ela alugou uma 'lojinha' que se encontrava no parque. Sim, uma casinha, uma construção. Dava para ver tudo o que acontecia lá dentro pois era cheia de janelas e vitrais. Dessa forma, Regina não pode deixar de reparar que a loja de Granny estava quase vazia. — "Vamos ali." — apontou.

"No Granny's?" — perguntou Lacey, debochando.

"Não é o Granny's, sua idiota. É só um lugar que a Granny alugou, não é como se fosse o mesmo lugar."

"Tudo bem, Regina. Mas aposto que não vendem bebidas lá.."

"Sem importância, levaremos as daqui." — virou-se para o garçom e comprou algumas garrafas de vinho e algumas de uísque, como era de preferência de sua querida amiga Lacey. — "Aqui está muito cheio, lá ficaremos mais a vontade."

E ficariam mesmo, literalmente.

Lacey riu, mas não do que a mulher disse e sim pois percebera que Regina estava totalmente tonta. Ela zonzeava a cada frase.

Graham e Gold logo chegaram e elas explicaram para onde iriam. Graham riu vendo a situação da Regina. "Deixa que te ajudo, meu bem."

*

Regina se apoiava com Graham, o abraçando pela nuca e andando ao seu lado. Gold andava calmamente, segurando sua bengala chique, bastão de madeira e cabo revestido a ouro. O chão mais a frente era cheio de pedrinhas.. Regina e Graham olharam imediatamente para os pés da moça. Os saltos. Ele fez sinal para que ela subisse em cima dele, de cavalinho.

Regina aceitou.

E assim continuaram atravessando todo o festival, até irem para a Granny. Regina ria com os pulinhos que Graham dava, a fazendo pular involuntariamente nas costas dele, ele era muito atencioso e brincalhão, ela amava isso nele e não podia conter suas gargalhadas. Passaram na frente da mesa aonde estava De Locksley e Marian. Regina reparou que Robin a olhara e depois lançava olhares desafiadores para Graham, seu semblante era de tristeza. Pontos para Regina. Era essa sua intenção: ciúmes.

Robin ouvia a gargalhada de Regina, parecia a de uma criança. Ele sorriu mas depois lembrou-se para quem ela dirigia tal risada, xerife Humbert. Ah, que ótimo! Engoliu em seco.

*

"Posso ajudar?" — veio Granny, os atendendo.

"Não." — Gold respondeu, na educação de sempre.

Lacey riu, segurando os braços dele e tombando o rosto para trás numa gargalhada. "Falsa." — pensou Regina.

"Na verdade… pode sim!" — gritou ela, toda animada. "Tive uma idéia, Rê.. junte-se a mim." A prefeita a olhava sem entender, que porra seria aquilo? Lacey andou em direção a um Jukebox retrô que se encontrava lá e colocou uma música.

As batitas eram sensuais e logo no começo Regina reconheceu a música. Beautiful Liar! Era uma música featuring de Shakira e Beyoncé. Regina imaginou que ela queria escutar só mas percebeu que estava enganada ao ver Lacey levantar os joelhos e apoiar apenas uma perna sobre a mesa. Ela virou-se para Granny e perguntou:

"Posso?"

Granny lançou seu olhar para a prefeita, como que pedindo permissão. A cidade era dela, quem dirá a loja..

Antes que Regina pudesse se pronunciar, Lacey subiu em cima da mesa, com seus saltos fazendo pressão sobre ela.

He said, I'm worth it, his one desire

A música continuava tocando, Lacey estendeu suas mãos para Regina, a convidando. A morena virou-se para Graham, com o semblante assustado e ele riu, assentindo com a cabeça numa espécie de "se divirta!".

Ela subiu, seus saltos também fazendo pressão sobre a mesa. Lacey começou a se esfregar na morena, que no início estava com vergonha mas depois foi se soltando.

Os movimentos eram todos sensuais, Lacey já era uma profissional mas por mais que espante, Regina foi muito melhor atuando sobre aquela mesa. Seus movimentos eram os mais excitantes possíveis. Ela rebolava ao som das vozes femininas, em combinação com cada batida. Ah, Beautiful Liar, como amava essa música.

Regina agachava, encostando seu traseiro no tornozelo e subindo novamente, sempre rebolando. Até que se virou, ficando de costas e encostada a Lacey. Sua bunda rebolando nos quadris da companheira. We'll never know, when the pain and heartbreak's over.

Os cabelos de Regina iam de um lado para o outro, caindo sobre seu rosto. Ela mordia os lábios com frequência. Descia até chegar em contato com o suporte da mesa e depois subia com elegância e sensualidade. De longe, vários homens assistiam aquela cena. Incluindo Aurora que estava acompanhada de um cara, um tal de Felipe, estavam tendo um encontro. E adivinhem mais quem as assistia: Robin, um Robin boquiaberto, babão (que não desgrudava os olhos de uma pessoa em específico) e.. Marian.

Regina gritava cantando a música, sua voz era afinada mas cada grito estava imitando gemidos de orgasmos. Ela tombou a cabeça para trás, num gemido, rebolando. Puxou a blusa, deixando os ombros descobertos. Mas apenas isso.

A prefeita avistou todos a observando, alguns pervertidos estavam encostados no vidro do recinto, a admirando. Tão hipnotizados com a cena que até esmagavam a bochecha no vidro.

Regina desceu, quicando. Bateu a bunda no tornozelo uma, duas, três vezes. Na quarta, ela ficou ali mesmo, sem subir. Abria o fecho do salto, para tirá-lo.. Nesta hora, Graham se levantou da cadeira aonde estava mas antes que se levantasse por completo, Gold estendeu a mão, o barrando.

"Jajá ela tira a roupa toda!" — exclamou Graham. Aquele ciumento.

Ciúmes em Graham, ciúmes em Robin. Dois pontos para Regina.

"Deixe que as bonecas se divertam." — Gold estava sentado, passando um ar de superioridade em sua posição, em uma de suas mãos estava sua bengala, na qual ele se apoiava mesmo que sentado. Na outra mão ele tinha um cigarro, fumava, tragando este e depois soltando a fumaça na direção onde as damas dançavam.

Oh, we can live without him. Just a beautiful liar.

De longe Robin continuava observando a prefeita, minuciosamente. A via descendo e subindo sobre aquela mesa e não podia deixar de desejá-la ainda mais. Ele não entendia o que acontecia com ele, mas sabia que estava se apaixonando e aos poucos nem se importava mais com sua esposa, sabia disso pois já havia chegado ao ponto de transar com ela pensando em Regina. Regina Mills, única e exclusivamente em Regina Mills.

A música cessava e agora começava outra. A prefeita já estava descalça e Lacey desceu da mesa e foi em direção a Gold, sentando em seu colo. Regina fez o mesmo em Graham mas antes que sentasse em seu colo, prestou atenção na música que acabava de começar: Something's got a hold on me, de Christina Aguilera.

Regina amava a cantora e sua voz e assim gritou. "Oh fuck. Minha música!"

No início ela apenas fez movimentos sensuais no colo de Graham, e Robin assistia a cena, inquieto.

Três pontos, Regina.

A mulher correu para cima da mesa denovo, descalça. A cada grito da cantora, Regina tombava sua cabeça para trás, dublando a música. Esticava os braços para o céus, deixando com a blusa cropped mostrasse ainda mais sua barriga chapada. Que tortura, os homens já estavam se contorcendo lá fora. A música estava na mesma altura que a anterior, altura esta que permitia que todos os de fora escutassem. Seus gemidos também.

Lacey colocou uma cadeira em cima da mesa junto de Regina e voltou para o colo de Gold. Mills começava a dançar enlouquecidamente em cima desta, da cadeira, da mesa. Totalmente levada pela bebida. Robin não podia deixar de reparar que a morena estava a cada movimento mais linda e também não pode deixar de reparar que ela estava dançando exatamente igual Christina Aguilera no clipe, ele estava impressionado com tamanha a fidelidade que a prefeita trabalhava com os passos da dança. Que tortura.. mas que pecado!

Imediatamente ele se levantou, confiante e decidido a ir em direção de Regina.

Da Regina Mills que o pertencia, nos sonhos e em suas fantasias.

De sua Regina. De sua Mills.