Notas iniciais
Oie gente, como vão? Eu vou bem! Voltei rápido né? Enfim, boa leitura!

Depois da escola Derek veio para minha casa, mesmo eu dizendo que ia sair depois. A gente estudou um pouco só que acabou que a gente começou a conversar e esqueceu que estava estudando.

Ele me contou tudo sobre o termino com Sabrina.

– Como assim você não ta dando atenção para ela?

– Ela disse que desde que Jennifer morreu, eu só penso em você, mas é claro né? Você é minha melhor amiga, e isso é um ciumes idiota. Sabrina também disse que eu, na verdade, nunca dei atenção suficiente para ela, mas agora piorou.

– Ela não sabe o que perdeu! — eu disse indignada.

Ele riu, ele se deitou no meu colo e ficamos um tempo sem falar nada, aí comecei a ficar com vergonha do silencio.

– Você quer comer algo?

– Hã? — ele fez uma pausa — Não, o almoço estava ótimo.

– Eu vou tomar um banho, O.K.? Ryan deve estar passando aqui logo, logo.

Ele bufou — ta, vai lá.

Tomei banho rápido e fui para o quarto me vestir. Coloquei um short e uma regata, estava calor. Não escolhi roupa a dedo, não reparei nisso, vesti a primeira coisa que vi. Passei um perfume e desodorante e sai do quarto.

Winny e Derek conversavam na sala. Ele estava deitado no chão e ela estava de cabeça para baixo no sofá.

– Eu acho que não faz sentido nenhum... — Derek estava falando e quando olhou para mim parou de falar e fechou a cara. — Isso tudo é para Ryan? Olha o tamanho desse short, Winny!

Winny riu e me lançou um olhar cúmplice.

– Ai Derek, você fica tão fofinho com ciumes — ele ficou vermelho e Winny gargalhou.

– Não é ciumes, você não acha que está curto?

– Ta normal Derek, esta calor, só isso — pronunciei-me

– O.K., você quem sabe — ele terminou de falar e um carro buzinou — o príncipe do pégasos negro chegou — Derek sorriu irônico.

– Tchau amores — mandei um beijo para Derek, que continuou serio, e outro para Winny, que mandou outro.

Sai de casa e fui em direção ao carro parado na frente, Ryan abaixou o vidro e destrancou o carro.

– Não sai dai. — ele disse e saiu do carro.

– Hã? — falei sem entender, então ele abriu a porta do carro para mim — Nossa, que cavalheiro. — ri dele.

– Claro que sou. — ele deu a volta e entrou no carro.

– Convencido. — fiz uma pausa — como foi lá?

Ele fez uma careta.

– Ah, obvio que Bruce não é idiota, ele acha que eu tenho algum interesse em só revelar a mensagem agora, e ele disse que ia checar os registros telefônicos de Jennifer. E claro, agora sou o principal suspeito. Mas ele esta quase eliminando as suspeitas que tinha em você.

– Nossa, sinto muito, mas obrigada, de verdade. — sorri para ele.

Ele ligou o carro e saímos da frente da minha casa. Liguei o radio (era uma mania minha) só que estava com um CD, e começou a tocar Bon Jovi.

– Nossa Ryan, eu nunca achei que você tinha bom gosto, achei que fosse preferir algum Rap da moda.

– Oh, obrigado, se é que isso foi um elogio.

Passamos um tempo em silencio, até que começou Have a Nice Day do Bon Jovi, comecei a cantar alto e Ryan gargalhou, quando chegou no refrão eu fiz da minha mão o microfone e apontei o ''microfone'' para Ryan, que cantou tentando imitar o Jon Bon Jovi e isso me fez gargalhar. A musica acabou, logo em seguida chegamos na casa do tal Daniel Miller, amigo de Jennifer.

– Nós cantamos muito mal, vamos tentar não fazer isso em público, por favor — ele fez uma pausa — tem algum plano? eu to meio ansioso.

– Relaxa, sei que você vai se sair bem, é só agir naturalmente.

Abri a porta do carro e desci, Ryan fez o mesmo e nós seguimos para a porta da casa. Tocamos a campainha. Passaram alguns segundos e um cara abriu.

É, eu lembro desse cara no enterro, ele estava lá, todo de preto, e triste. Mas eu não fazia ideia de quem ele era. Até que ele era bonito, aparentava ter uns 35 anos, provavelmente mais, porém era o tipo de cara que mulheres de todas as idades reparariam.

– Quem são vocês? — ele perguntou sem rodeios.

– Ah, meu nome é Katherine — eu deveria ter falado meu nome? Não sei, mas já falei mesmo. — Esse é Ryan — apontei para ele. — somos amigos de Jennifer, eu estava arrumando o antigo quarto dela e havia uma folha com um endereço e o nome "Daniel Miller'', é você?

– Oh, sim, amigos da Jennifer? Ela já me falou de vocês, principalmente de você Ryan — ele falou e olhou para Ryan — ela era uma ótima pessoa.

– O que você é dela? — Meu Deus. Porque Ryan disse aquilo logo de cara?

– Sou somente amigo dela, conheci ela num bar há quase um ano atrás. Nós eramos muito amigos. — ele fez uma pausa — estou sento mal educado né? Vocês querem entrar e comer algo?

– Oh, não precisa se incomodar — falei, mas Ryan me interrompeu.

– Queremos sim.

Daniel sorriu e abriu a porta. Ele apontou para o sofá. Ele parecia morar sozinho, mas a casa estava extremamente arrumada, o que era meio estranho para um homem que mora só.

– Jennifer era uma ótima ouvinte, eu sempre contei todos meus problemas para ela. Eu também a ouvia quando ela queria falar algo. Nós eramos ótimos amigos, com benefícios. — ele riu como se isso fosse uma piada interna. — Nossa, desculpa Ryan, sei que vocês namoraram — Ryan ficou vermelho, provavelmente de raiva.

– Tudo bem — ele disse baixo.

– Ah, fui idiota em falar isso.

– Desculpa ser intrometida, mas você tem quanto anos? — falei.

– 37. Eu sei que é pedofilia, mas quanto eu a conheci, ela estava num bar, ela só veio me dizer a pouco tempo que tinha 17 anos. — Ele pareceu pensar. — Ela havia me contado que vocês estavam brigando muito — ele se voltou para mim — Não sei como tudo aconteceu, já que eu não falava com ela por um tempo. Eu estava na casa dos meus pais para passar ferias. Deve ter sido muito difícil, eu sinto muito.

– Jennifer sempre vinha aqui? — Ryan perguntou.

– Depende, ela vinha quando eu ligava, ou quando ela queria desabafar, ou então só para fumar um pouco para deixar o estresse de lado.

– Hã? Fumar? — Quase gritei.

– Oh Deus, ela não te falou que fumava?

– Pelo visto ela escondeu muita coisa de mim — Ryan quase sussurrou.

– Talvez ela só tivesse medo de que vocês não à aceitassem do jeito que ela era. — Daniel Miller disse como se isso fosse a coisa mais simples do mundo.

– Ou talvez ela nunca tenha sido que eu imaginei que fosse...

– O que é isso, Kate? Você realmente se surpreende de ela ter mentido para você e ter escondido a vida de Hannah Montana que ela tinha? Depois de tudo eu não me surpreendo com mais nada.

– Jenn não era uma santa, sabemos disso — Daniel comentou.

Suspirei, eu precisava de um tempo para digerir tudo isso. Tive um pouco de vontade de chorar e acho que Ryan percebeu isso. Mas me controlei.

– Daniel, seria pedir demais para que você deixasse eu e Katherine a sós um pouco?

– Claro, vou tomar um banho, porque logo irei sair. Fiquem a vontade.

Ele saiu da sala e foi em direção ao quarto. Eu olhava para baixo, não queria chorar mais. Isso tudo era uma droga, porque ela fez isso comigo? Eu era amiga dela. Deve ser por tudo isso escondido que ela tinha mudado tanto. Senti uma lágrima escorrer, mesmo eu não permitindo que ela saísse, eu estava com dor de cabeça de segurar o choro. Então Ryan me abraçou. Sem dizer nada, ficamos abraçados por um tempo, não sei porquê, então comecei a chorar em seu ombro, segurando firme nele, como se tudo pudesse cair. Ele me apertou mais como se me abraçando eu fosse me acalmar ou fazer com que Jennifer volte e diga para mim que tudo isso era mentira. Soltei-me do abraço e sorri para ele. Que permaneceu firme e serio.

– Olha, você sabe que Jenn era uma pessoa complicada, nem sabemos se isso é verdade, certo?

– Acho que é verdade — falei firme, e ele se surpreendeu, talvez ele tenha achado que eu ia voltar a chorar. — eu sei que é, porque ele mentiria? E eu sei que Jennifer não era mais a mesma que eu conheci.

Nesse momento a porta do quarto de Daniel se abriu e ele saiu arrumado.

– Bom, não quero ser mal-educado, mas o que vocês querem mesmo? Se quiser apenas falar sobre ela, podem vir outro dia, aqui está meu telefone — ele me entregou um papel.

– Nós vinhemos apenas porque provavelmente você seria próximo dela, então decidimos que seria legal você estar na homenagem que acontecerá lá na escola.

Ele deu um sorriso.

– Estarei lá, obrigado.

– A gente já esta de saída — Ryan falou — foi bom conversar.

– Digo o mesmo — simpático né? Nem parece que ele me disse umas verdades sobre Jenn agora mesmo.

Saímos e entramos no carro, acenei para Daniel. Acho que não foi de muita ajuda esse encontro, ou talvez foi, não sei. Eu estava pensando sobre isso quando meu estomago roncou.

– Preciso comer — disse com urgência e Ryan riu.

Notas finais
Eu também preciso comer Kate! Comentários? Alguma suspeita? A temporada de investigação foi oficialmente aberta u.u XO XO