Being A Happy Family
66 Cap. 65 | Califórnia, Seymour | 2012 | Golden Days
– Okay, Santana se você não levar a meias amarela a Ivy ainda estará viva quando voltarmos. — resmungou Charlie, segurando o bebê em seu colo enquanto via a morena andar de um lado para outro conferindo inúmeras vezes todas as coisas do bebê.
– Mas eu só to levando cinco mamadeiras! É suficiente para um dia, mas e se ela quiser um lanchinho? — a latina perguntou, fazendo a loira franzir o cenho.
– Aí você dá ela pro Finn e deixa ele resolver, uma hora vai ter que fazer sozinho mesmo. — respondeu como se fosse a coisa mais simples do mundo.
–Que tipo de pessoa é você? – Santana perguntou enquanto fazia uma careta, o que fez Charlie revirar os olhos – Eu tenho certeza que se essa menina ficar com o Finn ela vai voltar com os maus hábitos dele – Disse.
–Tipo guardar dinheiro dentro da calça? – Charlie resmungou e Santana a olhou, confusa.
– Você quer dar DINHEIRO a um bebê recém nascido, Charlotte? Por que não a ensina a jogar e a manda pra Las Vegas? — perguntou a morena, irritada e pegando o bebê do colo de Charlie. — ela nem usa calça! Só vestidinhos bonitos, não é não, Ivy?
–Bem, se ela souber jogar bem... – Charlie começou a falar, mas parou ao ver o olhar de Santana sobre ela – Hey, eu tava brincando – disse enquanto levantava as mãos em rendição. – Não deveria ser chata assim quanto tiver nossos filhos – Disse e percebeu o que havia falado – Quer dizer... Os seus filhos... Não seja chata, com seus filhos – corrigiu rapidamente o que fez Santana morder o lábio inferior e Ivy dar uma risadinha.
– Promete não ensinar nossos filhos a jogar, Char? — perguntou a morena. — deixe que eles aprendam sozinhos, faz parte da adolescência. — a latina falou, sorrindo de lado.
– C-claro. — Charlie se sentiu pega de surpresa, então se inclinou e beijou a bochecha de Santana. — mas se nós tivermos uma filha vou logo avisando que arranco a mão de quem encostar nela.
–Credo, você esta falando como a sua irmã – Santana disse enquanto fazia uma careta, Charlie pareceu ofendida com a comparação.
–Eu só pretendo ser uma mãe cuidadosa, somente – explicou emburrada.
– Eles podem te chamar de mama? Tipo, mama Char, e me chamar de mamãe San ou Mami, como eu costumava chamar a Angélica. — a latina perguntou, seus olhos brilhando levemente.
– Claro que sim, você pode ter o primeiro e aí eu terei o segundo, um menino e uma menina, que tal? — perguntou a loira sorridente.
– Eu sempre quis ter muitos filhos, para que fosse diferente de como foi comigo, sabe? Meus filhos sempre teriam alguém, imaginou se eu tivesse um irmão mais velho ou mesmo mais novo? Talvez eu não tivesse que lidar com tudo aquilo quando era criança. — a latina falou, olhando para Ivy em seu colo.
– Tipo... Cinco criancinhas... Correndo em casa e te deixando louca? — perguntou Charlie, um sorriso bobo no rosto.
A Latina inclinou-se um pouco e deu um selinho demorado na loira que sorriu quando se afastaram, Santana gostava daquilo, daquele brilho nos olhos de Charlie, o sorriso sincero e seu jeito doce de ser.
–Quinn me falou sobre as faculdades que te inscreveu – Santana disse enquanto franzia o cenho ao ver o sorriso de Charlie desmanchar um pouco. — Você tem que ir pra faculdade, Char. — a morena falou. — é a pessoa mais inteligente que eu conheço.
– A gente não pode fazer mochilão na Europa? — a loira faz uma careta para Santana que estava colocando Ivy no carrinho. — tipo, pra sempre?
– Não se você quiser alimentar os nossos cinco pestinhas. — a morena afirmou com um sorriso que foi retribuído. — agora, está na hora de irmos ou vamos nos atrasar.
–Ok, capitã – a loira zombou enquanto batia continência, fazendo Santana revirar os olhos, mas rir de qualquer maneira – Ivy tenho tanta inveja de você – disse enquanto olhava para a garotinha aconchegada nos braços de Santana que riu levemente enquanto se preparava para sair assim como Charlie.
Ricardo decidira que todos do glee estavam tendo muito stress naquele mês e os convidou para passar a Ação de Graças na casa de Praia da família, que ficava na encosta Seymour, na Califórnia, enquanto ele ia visitar Dra. Preston em Washington para que pesquisassem mais sobre a situação de Santana, então eles teriam uma praia deserta e uma casa enorme somente para eles por quatro dias.
A casa de praia tinha pertencido ao abuelo de Santana, pai de Angelica, primeiro era bem pequena, mas após o divórcio, a mulher o deixou com Ricardo e ele a melhorou, assim hoje ela era uma verdadeira mansão.
Ninguém se atreveu a negar o convite, não era sempre que eles saíam de Lima para passar o feriado em uma casa de praia da Califórnia e todos ali realmente queriam ficar um momento relaxados sem ter que pensar em formatura, nacionais, e faculdades.
Durante a viagem, Charlie teve o desprazer de sentar com Puck que ficou horas falando sobre as garotas que já pegou e suas habilidades sexuais, ela se perguntou se ele ainda lembrava que eles eram ex-namorados, e então tinha Beth que estava fazendo birra no colo de Quinn por querer sentar perto de Santana.
E por falar na morena, ela tinha passado a viagem toda dormindo, acordando apenas quando Charlie ia lhe dar seu enorme coquetel de remédios, estava exausta e parecia abatida, o que deixou todos um pouco preocupados já que a latina era sempre tão enérgica, Charlie ficava lá, sentada, com a cabeça de Santana em seu colo, acariciando seus cabelos e ouvindo Puck falar sem parar, eles estavam na SUV do pai de Santana, os três na última fileira, que era a maior, cabia umas cinco pessoas sem problema, Quinn, Beth, Ivy e Rachel estavam na da frente, Sam estava dirigindo com Finn no passageiro, os outros vinham atrás no carro de Quinn.
– Espero pegar muitas garotas por lá – Puck dizia enquanto tinha um sorriso maroto no rosto – será que elas são mais gostosas que as garotas de Lima? – perguntou enquanto olhava para Charlie que olhou para Santana, tendo certeza de que ela estava cochilando e virou-se para olhar para Puck.
–Você tem idéia do quanto isso é estranho? – a loira perguntou – Somos ex-namorados e você esta me perguntando sobre garotas gostosas – adicionou.
Ele apenas a olhou por alguns segundos e baixou a cabeça para a morena no colo de Charlie, com os cabelos escuros bagunçados e a mão perto da boca, a forma como a loira acariciava sua bochecha e seus cabelos era rítmica e carinhosa, parecia que ela afagava um gatinho.
– A gente terminou porque eu fui um idiota, Char... Mas não foi só isso, eu não to botando a culpa em você nem nada, Deus me livre fazer isso porque eu sei que foi minha culpa, única e exclusivamente, só que... Você a ama, Char, você ama a Santana, e eu sempre soube disso, achava que fosse esquecê-la se namorássemos, só que ela é e sempre será a única pra você. — o garoto falou, e percebeu que uma lágrima descia na bochecha de Charlie.
– Eu realmente estava disposta a dar meu coração pra você e esquecer a Santana — Charlie começou a falar enquanto olhava nos olhos verdes dele, Puck sentiu um gosto amargo na boca, mas não soube explicar o que era — Mas sei que isso é algo impossível pra mim — Completou enquanto respirava fundo. Puck a olhou serio e esboçou um pequeno sorriso.
– Eu sei que fui uma porcaria de namorado, mas queria que fossemos amigos — O garoto disse e Charlie o olhou desconfiada.
– Sem tentativas de entrar nas minhas calças? — Perguntou seria. Ele riu um pouco, Mas assentiu.
– Sem tentativas. — o garoto afirmou, Santana se mexeu no sono, virando o rosto para a barriga de Charlie e bagunçando ainda mais seu cabelo, a loira passa os dedos pelas mechas escuras e quando tira mão, um tufo relativamente grande de cabelo sai junto, ela suspira. — deve ser difícil.
– Você nem imagina o quanto. — Charlie afirma, no exato momento que a casa de praia se ergue na paisagem.
Como eles imaginaram a casa de praia era enorme e todos ali pareciam admirados com tudo. Menos Puck que olhava para os lados procurando vestígios de alguma garota bonita o que fez Charlie revirar os olhos e Quinn bufar ao resmungar algo sobre mau exemplo.
– Estamos num lugar diferente, ou seja, não saia do meu lado, do da Rachel ou o irresponsável do seu pai — Quinn disse enquanto se abaixava para ficar na altura de Beth que assentiu ansiosamente.
– Eu posso ficar com a Sanny agora? — Perguntou com um enorme sorriso.
– Claro... Vai lá. — Quinn falou, desanimada, enquanto a loirinha corria até Charlie e a latina, que estava tirando Ivy da cadeirinha.
– Oowt... Beth tem uma quedinha, que fofo! — Rachel afirmou, fazendo biquinho.
– Peraí! Minha filha de três anos tem o quê?! — Puck se intrometeu.
–Uma queda, Noah, o que é perfeitamente normal pra idade dela – Rachel disse enquanto olhava para o garoto que arqueou a sobrancelha.
–Ela é um bebê. Não tem que sair gostando de ninguém.
–Argh... Você fala como a Quinn quando quer defender que Charlie é virgem – disse e o garoto olhou para Quinn.
–Sério que você acha que ela é virgem? – ele zombou – Por que tipo... Ela faz umas coisas bem legais com a boca – provocou enquanto sorria ao ver a expressão psicopata da loira.
– Desinfeta daqui, Puckerman, antes que eu corte seu amiguinho fora. — Quinn mandou, ameaçadora, Puck riu como se ela tivesse contado uma piada, até que viu sua expressão séria e praticamente correu dali protegendo suas partes íntimas.
– Hey, baby, se acalme. — Rachel pediu, colocando uma mão em cada ombro da loira. — estamos na praia, nós vamos nos divertir, nos acalmar um pouco, não há motivos para já começar a viagem mal humorada, ok? — pediu a judia, bem próxima da namorada.
–Eu não posso nem bater nele um pouquinho? – A loira pediu enquanto olhava para Puck por cima dos ombros de Rachel – Ele estava falando da minha irmãzinha... – resmungou.
–Quinn, você tem que entender que Charlie não é uma criança... Que ela faz coisas... Com outras pessoas – Disse – assim como você.
Quinn apenas bufou e olhou para Charlie que tinha Ivy nos braços enquanto parecia emburrada com Santana conversando com uma animada Beth.
– Muito bem, agora me ouçam aqui por favor! — Rachel chamou com um assobio, fazendo todos a encararem, confusos, alguns revirando os olhos ao perceber que lá vinha um ataque de diva. — eu sugiro que nos organizemos agora quanto á organização dos cômodos, pois já está quase escurecendo e eu preciso começar meu ritual noturno prematuramente devido ao ressecamento que a brisa marinha provocará na minha pele e cabelo.
– Todos a favor de Quinn e Rachel ficarem no quarto sul, BEM longe de nossos quartos levantem a mão, por favor. — Santana sugeriu e todos ergueram suas mãos.
– Que ótimo que decidimos, agora vamos Quinn, temos que acomodar Beth antes que eu me acostume com os arranjamentos do encanamento e aquecimento da água. — Rachel afirmou, começando a pegar suas malas.
– Mamãe! Eu quero ficar com a Sanny! Por favor, por favorzinho! — Beth pediu, fazendo beicinho para sua mãe.
–Beth, depois você fica com ela – Quinn respondeu enquanto segurava a mão da menina que estava emburrada.
–É isso ai, vai com a sua mãe – Charlie disse enquanto ia empurrando Beth pelo ombro enquanto Quinn e levava – era só o que me faltava, ter que competir com uma criança por você – disse enquanto olhava para Santana que riu – é sério.
– Adivinha só? — a morena perguntou enquanto o segundo carro chegava à casa. — nosso quarto é o mais especial... — a latina pegou na mão da loira e as duas correram pela lateral da casa, onde se estendia um enorme lago cristalino, as duas viram um pequeno chalé com um cais saindo na lateral. — é a casa de barcos. — elas entraram e logo o cheiro de maresia as tomou, o chão era cor de areia, tinha um tapete azul escuro no chão e uma enorme cama redonda com lençóis brancos, em um canto tinha uma espécie de berço oval com um mosquiteiro em cima, Charlie andou até lá e deitou Ivy dentro, deixando-a olhar o pequeno móbile de tartarugas marinhas. — meus pais vinham para cá comigo quando eu era bebê.
– é muito bonito – Charlie comentou enquanto brincava com Ivy que agarrou o seu dedo a fazendo sorrir bobamente, Santana caminhou até a loira e a abraçou por trás enquanto respirava fundo – Sabe o que eu pensei? Quando eu terminar o ensino médio... Vou trabalhar em uma loja de gibis – comentou.
–E a faculdade? – Santana perguntou com a testa contra as costas da loira que continuava a brincar com Ivy.
–... Tenho certeza que isso vai dar um bom dinheiro – a loira continuou a falar, sem querer responder a pergunta de Santana que colocou a mão em seu ombro fazendo-a a olhar – o que foi? – perguntou confusa.
–Por que sempre muda de assunto quando falo da faculdade? – perguntou seriamente a loira suspirou.
–Eu... Eu não quero ir pra faculdade.
– Mas... Por quê? Você é tão inteligente, Char. — a latina perguntou, colocando o queixo em seu ombro e beijando a parte de trás de sua orelha delicadamente. — não tem a filha da minha médica? Naomi? Ela faz faculdade na Carlisle, em NY, de programação de videogames, você seria perfeita pra isso, Char.
– Eu estou bem sendo só a garota de Lima, ok? – Charlie disse e cruzou os braços enquanto olhava para o chão – eu não tenho grandes sonhos.
–Você esta com medo – Fora tudo o que Santana disse – não entendo por que, mas está.
–Não estou não.
–Char... Eu te conheço desde os seis anos – Santana sorriu levemente enquanto olhava para a loira – Tudo bem ter medo sobre o que quer ser – explicou.
– Podemos só... Não falar sobre isso? Nós estamos aqui, na praia, juntas, nesse lugar lindo e eu realmente não quero falar sobre isso. — a loira pediu, se virando e colocando as mãos na cintura da morena, que enlaçou seu pescoço e se aproximou.
– Promete que vamos falar sobre isso depois? — pediu, chegando o mais próximo possível do rosto de Charlie.
– Prometo. — decidiu, os lábios das duas a um fio de cabelo de distância. — agora, só me beija, ok?
– Ok. — a morena disse de volta e a beijou pesadamente nas pontas dos pés para alcançá-la melhor, os dedos finos se prendendo nos cabelos de Charlie.
Charlie sorriu durante o beijo e colocou sua mão na nuca de Santana enquanto puxava-a para mais perto. Uma tosse as fez se afastar.
–Vocês sempre fazem isso perto da minha filha? – Finn perguntou com uma careta enquanto olhava para as duas.
–Você tem um radar para adivinhar quando eu estou sozinha com a Santana? – Charlie retrucou emburrada. Santana mordeu o lábio para não rir.
– O quê? Não, eu só vim avisar que nós vamos fazer uma fogueira na praia. — o garoto disse, olhando para Ivy que tentava alcançar uma das pequenas tartarugas de pelúcia no móbile. — Beth já ta chorando porque não sabe onde você tá.
– Mas era só o que me faltava, Beth pode sobreviver sem a Santana! – Charlie disse enquanto ia até o berço pegar Ivy e rapidamente Finn já estava ao lado dela.
–Deixa eu levar ela – o garoto pediu, ansioso. Charlie apenas estreitou os olhos e olhou para Santana que apenas assentiu levemente.
–ok – disse e o garoto sorriu abertamente quando Charlie, com cuidado, deixou a menina em seus braços – Segura ela direito! Se ela cair eu te arrebento!
Quando Charlie olhou para trás, Santana tinha entrado no banheiro para se trocar, ela então se jogou na cama e fechou os olhos, exausta da viagem, nem percebeu que tinha adormecido até sentir braços quentes á sua volta e um beijo molhado em seu pescoço.
– Char... Acorda. — a voz suave e rouca da latina fez um arrepio percorrer sua espinha, ela abriu os olhos só para perceber que a morena estava usando apenas um biquíni preto que mal a cobria.
–Estou no paraíso? – A Loira perguntou com os olhos entreabertos o que fez Santana rir levemente e lhe dar mais beijos no pescoço.
–Vamos, o pessoal esta esperando pela gente – A Latina murmurou contra o pescoço de Charlie que bufou. – Se demorarmos mais você sabe que Quinn vai vir aqui – continuou enquanto beijava atrás da orelha de Charlie.
–Se continuar me beijando assim, nem mesmo Quinn me tira dessa cama – Respondeu divertida o que fez Santana rir mais uma vez.
– Que tal assim... — Santana começou, brincando com o colar de Charlie enquanto acariciava a pele macia de seu pescoço. — a gente vai lá, canta umas duas músicas, faz umas piadas, eu invento que estou terrivelmente cansada e nós voltamos pra... — a morena morde de leve a orelha de Charlie e suga a pele de seu pescoço devagar, fazendo-a gemer baixinho. — brincar um pouquinho?
– Cara... — a loira começa, passando a mão pelas costas nuas de Santana. — eu amo o jeito que você pensa.
Santana somente riu enquanto levantava na cama e lhe puxava pela cama, arrancando risadas de Charlie que fora puxada pelo cômodo.
– Eu vou colocar um biquíni – Charlie disse enquanto dava um selinho em Santana e ia ate o banheiro se trocar enquanto a latina esperava ansiosamente.
Enquanto isso na praia...
– Êêêêêh! Paia! — Beth gritou, correndo na areia na direção do mar.
– BETH! — Puck corria atrás da menina, que desviava entre risos e acelerava.
– Oh meu deus, quem eu fui arranjar pra ser pai da minha filha? — Quinn reclamou, revirando os olhos e cruzando os braços em frente ao peito.
– Ah, vamos lá, ela tá se divertindo! — Rachel reclamou, estendendo a toalha na areia e admirando o belo pôr do sol enquanto os meninos começavam a fazer uma fogueira.
– 3, 2, 1 — no momento que Quinn terminou de contar, Beth tropeçou na areia e caiu no chão, começando a chorar.
–Awww, meu cupcake... Mas quem mandou você ficar correndo – Puck repreendeu enquanto pegava Beth nos braços e ela chorava abertamente – shiu, pronto! Papai ta aqui – disse enquanto a levava até Quinn que balançava a cabeça negativamente.
– Bethany! Ela ta viva? Ta bem?! Comeu areia?! Puck, eu vou cortar seu pescoço! — Charlie veio correndo e olhou para a sobrinha.
– Charlotte! Ela ta bem! — Quinn afirmou, pegando a filha no colo e tirando a areia dos cabelos loiros encaracolados.
– Sanny... — a menininha resmungou, fazendo beicinho e estendendo as mãos para a morena, que a pegou no colo e ficou surpresa quando a menina a abraçou com força, deixando Charlie emburrada.
– Oww... Que gracinha, tão carinhosa. — Santana sorriu acariciando as costas da menina.
– Pilantrinha. — Charlie murmurou, Santana saía na direção da fogueira, enquanto Beth erguia a cabeça do ombro da latina e piscou para Charlie, fazendo-a ficar ainda mais raivosa.
– Minha menininha tão pequena e já esta honrando os Puckerman – Puck disse com um sorriso orgulhoso, Charlie apenas olhou para ele ameaçadoramente, ele apenas ergueu as mãos em rendição.
–Ela pega isso de você – A Loira resmungou enquanto via Santana brincar alegremente com Beth, ela ate desejou ser a garotinha naquele momento. –vá tirá-la de perto da Santana, agora! – disse enquanto empurrava Puck na direção das duas, ele apenas resmungou algo sobre Charlie ser ciumenta demais.
– Eu mesmo não. — Puck reclamou, parecendo irritado e com um pouco de medo (?). — já viu a Beth quando tiramos as coisas que ela quer dela? É assustador e olha que ela só tem três anos.
– Eu não acredito que você tá com medo dela! — Charlie cruzou os braços na frente do peito e o olhou, incrédula.
– Ela é uma mini-Quinn – Puck disse pausadamente enquanto olhava para Charlie – Ela faz aquela coisa com a sobrancelha que você ta fazendo agora! – exclamou e a loira bufou – Qual é! Você acha que Santana vai te trocar pela Beth? – Charlie apenas o olhou – Viu! É disso que eu to falando, esse olhar malvado e a coisa da sobrancelha.
–Escuta, ou você vai lá! Ou você não vai ser pai... Nunca mais! — ameaçou – Se eu me lembro você disse que faria tudo por mim! – reclamou.
–Isso foi antes de você me mostrar sua habilidade com a boca.
–Do que vocês estão falando? – Santana perguntou enquanto aparecia atrás de Charlie, ela estava com Beth no colo e a garotinha tinha os braços em volta de seu pescoço como se fosse seu novo brinquedo, aquilo fez com que Charlie quisesse amarrar a sobrinha no primeiro poste que encontrasse.
–Nada demais – Puck começou a falar com um sorriso amarelo, mas Santana continuou seria – Então... Beth! Vamos com o papai! – Disse enquanto estendia as mãos para a garotinha que abraçou Santana com mais força.
–NÃO! Eu quero ficar com a Sanny!
– Beth, amorzinho, vamos ali na fogueira comer marshmallows com o papai, vamos. — pediu o homem, estendendo os braços para a menina.
– Eu. Não. Quelo! — exclamou ameaçadoramente, fazendo a coisa com as sobrancelhas que o fez dar um passo para trás.
– Eu posso levá-la, se quiser. — Santana ofereceu, olhando para ele com os olhos semicerrados.
– Claro. — o moreno afirmou, então vendo a cara furiosa de Charlie e jogando as mãos para cima em desistência. — eu desisto de Fabrays! — falou, saindo dali.
Charlie bateu a palma da mão contra a própria testa e suspirou irritada. Santana olhou para ela como se pedisse uma explicação, mas ela apenas deu de ombros e olhou para Beth.
–Beth... Você não quer brincar com a Ivy nem um pouquinho? – A Loira ofereceu enquanto olhava para a sobrinha que pareceu considerar.
– Ta, eu quelo, mas só se a Sanny tabem for. — a menina balbuciou, fazendo os punhos de Charlie se fecharem.
– Claro que eu vou, princesa. — Santana respondeu, indo com a garotinha no colo até onde Finn estava com a filha no colo.
–Claro que eu vou, princesa – Charlie resmungou enquanto as seguia com uma expressão emburrada, Santana a olhou por cima dos ombros e riu levemente para a expressão da loira que bufou mais uma vez enquanto Beth se aconchegava nos braços de Santana.
–Finalmente vieram! – Sam disse enquanto terminava de fazer a fogueira – O que fazemos agora? – perguntou confusamente. – não é todo dia que vou para Califórnia descansar numa praia – explicou.
–Vamos contar histórias de terror! – Puck disse animadamente. Quinn lhe deu um tapa atrás da cabeça e indicou Beth que parecia assustada com a idéia.
–Seu imbecil, esqueceu que temos uma criança aqui? – Quinn resmungou irritada.
– Não bliguem! — Beth reclamou, cruzando os bracinhos e fazendo Ivy começar a chorar do nada no colo de Finn.
– Não chora, Ivy, ei, ei... Calma. — o garoto a balançou desajeitadamente, tentando fazê-la parar.
– Não sola, Iby. — Beth pediu, estendendo a mão e tocando na mãozinha do bebê, que a olhou com os grandes olhos castanhos e parou de chorar na hora.
Finn ficou boquiaberto com a cena e Rachel sorriu abertamente com a fofura de Beth que brincava calmamente com a mãozinha de Ivy que riu levemente fazendo com que todos derretessem com a cena, menos Puck, que estava derretendo por dentro.
–Beth... Por que não fica aqui do meu lado – Finn começou a falar – E não fica brincando com a Ivy... Para sempre – murmurou a última parte um pouco assombrado com a afinidade entre as meninas.
– Sanny... Cansei, quero ir pro nosso quarto. — Charlie fez biquinho pra Santana, pegando no seu braço.
– Mas Char, a gente acabou de chegar. — a morena falou, sorrindo para Beth e Ivy.
– É, tia Sar, a zente acabou de cegar. — Beth repetiu, zombando da tia e lhe dando língua. Charlie estreitou os olhos para ela e lhe deu língua também.
– Muito maduro, Charlotte – Puck zombou e ela o olhou, ainda com raiva pelo acontecido de antes, ele apenas levantou as mãos – Lopez, controle-a, por favor – disse.
–Ei, Baby, Vamos ficar por aqui só mais um pouco, ok? – Santana disse para Charlie que cruzou os braços.
–Ta – resmungou, emburrada. – Mas você me garante que não vou precisar disputar sua atenção com a Beth?
– Com certeza não. — a morena falou com um sorrisinho, se aproximando e dando um beijo em Charlie de tirar o fôlego, segurando em seu queixo com cuidado. — você sabe que eu só consigo pensar na minha super nerd loira.
– Sanny! — Beth chamou, emburrada, agarrando-se no pescoço da latina.
– Beth vai brincar com a sua amiguinha — Charlie retrucou enquanto tentava tirar a menina dos braços de Santana.
–NÃO! SAI – a menininha exclamou enquanto se agarrava na latina.
– Char... Deixa ela... Só quinze minutos e eu sou toda sua. — Santana sussurrou para a loira, então se virando para as duas crianças, Ivy já semi-adormecida no colo de Finn.
– Toda... Tipo, toda? — a loira perguntou, com um sorrisinho malicioso no rosto.
– Toda, toda, de lingerie na cama. — a morena garantiu.
– Cara, eu dava tudo pra assistir isso. — afirmou Puck, com os olhos vidrados.
Charlie o olhou enojada.
–Você é nojento, Puckerman – Santana resmungou enquanto o olhava, ele só deu de ombros como se não fosse nada. – Você é um péssimo exemplo pra Beth – continuou.
–E eu sou o único – apontou para Quinn que estava prestes a engolir o rosto de Rachel.
–Por que Quinn pode dar uns amassos e eu não? – Charlie resmungou e olhou para Santana com um beicinho.
– Quinn! Para de engolir a Hobbit! Tem crianças aqui! — Santana repreendeu, fazendo as duas se afastarem e a olharem, irritadas.
– Santana ta fazendo cu doce pra você de novo, Char? — Quinn zombou, recebendo um tapa forte da judia na parte de trás da cabeça.
–Quinn! Você ta dando um mau exemplo pra Beth falando coisas desse tipo! Depois não fique reclamando do Noah, por que você também influência bastante e...
–Já entendemos, Hobbit – Santana interrompeu enquanto bufava – não precisa fazer uma apresentação em Power Point – Implicou. Charlie riu.
– Agh... Quer dizer... Que coisa feia, Santana, não fale assim com a Rachel. — a loira se corrigiu ao receber um olhar de "vou rasgar seus Harry Potter enquanto você dorme" de Quinn.
– Eu falo com quem eu quiser do jeito que eu quiser. — a morena sussurrou no ouvido de Charlie, acariciando seu pescoço. — quer que eu te mostre?
Charlie sorriu debilmente para Santana que tinha um sorriso malicioso no rosto, ambas ignoraram Quinn dizer algo sobre aquilo ser nojento. A Loira mordeu o lábio e inclinou-se para beijá-la.
–Pelo amor de Deus, aqui não! – Quinn resmungou enquanto jogava areia em Charlie que a olhou com raiva o que fez Quinn arquear a sobrancelha em desafio.
– Cala a boca, Quinn! Você tava com a língua na garganta da Rachel há dois segundos! — a gêmea mais nova reclamou, mas as sobrancelhas de Quinn apenas se arquearam mais em desafio enquanto Charlie se inclinava e beijava Santana com força.
Santana sorriu no beijo e envolveu seu pescoço a puxando para mais perto enquanto retribuía o beijo com intensidade. Quinn fez uma careta de nojo para as duas e Rachel olhava para a namorada controlando o riso.
–Ok, chega vocês duas! – a loira disse, mas elas lhe ignoraram e continuaram com o beijo – Santana, não se atreva a descer suas mãos da cintura da minha irmã! – Quinn ameaçou.
Santana já estava pensando em provocar mais um pouquinho quando ouviu mais pessoas se aproximando e quebrou o beijo ao perceber que Brittany tinha se sentado com Sam e Mike do outro lado do círculo, olhando para a morena com uma carinha de cachorro chutado, Charlie logo percebeu a troca de olhares e abraçou a latina pela cintura, acariciando a pele entre os shorts e a blusa branca e esperando lhe dar mais apoio.
– Olha só o que trouxemos! Marshmallows, chocolate e salsichas! — Mercedes vinha com Tina e Kurt com uma espécie de Tupperware cheia de coisas para eles assarem na fogueira que já trepidava no meio do círculo.
Rachel, Santana e as gêmeas logo foram até o circulo assim como os outros que assavam seus Marshmallows e Salsichas, Charlie conversa com Finn e Puck sobre futebol de uma forma estranhamente animada, Finn tinha Beth ao seu lado que brincava com Ivy que estava prestes a dormir, Rachel e Quinn estava engolindo rosto uma da outra, Tina conversa com Brittany e Mercedes e Mike conversava com Sam, Kurt e Blaine estavam engolindo o rosto um do outro assim como Rachel e Quinn, Já Santana apenas observava cada um deles ali, querendo guardar cada momento para ela e aproveitar enquanto podia, por que ela podia não sobreviver muito tempo, mas aqueles eram os seus anos dourados.
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