Being A Happy Family
67 Cap. 66 | Califórnia, Seymour | 2012 | I Want Marry You
– Puck, pare de ficar jogando Beth para o alto! Ela vai acabar caindo – Quinn exclamou para o garoto de moicano que parou o que estava fazendo a olhou para Quinn.
–Meu Deus, você acha mesmo que vou deixar meu cupcake cair? – Perguntou enquanto esfregava suas bochechas na de Beth que riu levemente e envolveu os bracinhos no pescoço dele. A Sobrancelhas arqueada de Quinn foi a resposta dele – Deus, Quinn! Não sou tão irresponsável!
– É o que achávamos nove meses antes de Beth nascer – Charlie implicou enquanto parava ao lado dele com um sorriso divertido no rosto. Puck bufou, emburrado.
– Uti atonteceu nove meses antes de eu nascer mamãe? — Beth perguntou, curiosa, deixando a cabecinha tombar para o lado, fazendo Quinn engasgar e Puck segurar o riso.
– Humm... O papai ficou muito resfriado, mas agora ele tá melhor. — afirmou a loira mais velha.
– O que é iponsável? — perguntou a pequena, se enrolando com as palavras.
– Nada, amor, por que não brinca com a Ivy? — sugeriu Quinn, apontando para a menininha no colo de Finn que estava ao lado dos dois.
– Iby! — Beth jogou os dois bracinhos pra cima.
Quinn riu enquanto a menininha se contorceu nos braços de Puck para sair, ele a colocou no chão e ela saiu correndo ate a menininha animadamente.
– Só assim pra ela se esquecer da Santana – Charlie resmungou e Puck a olhou, sorrindo em seguida.
– Beth pode esquecer... – Ele começou a falar – Brittany não – provocou e fez um gesto com a cabeça para trás de Charlie que virou e sentiu seu estomago revirar ao ver Santana e Brittany sentadas na areia enquanto conversam bem próximas.
Charlie se mexeu desconfortavelmente, passando as mãos pelo cabelo ao pensar no que fazer, por alguns segundos, Santana desviou seus olhos de Brittany e a viu sentada, sorriu de lado para tranquilizá-la, então se virando para a dançarina novamente.
– Como está se sentindo? — os olhos azuis da garota a fitavam atentamente.
– Dolorida... — Santana soltou um sorriso nervoso, ainda preocupada com Charlie a olhando de longe.
– Sinto a sua falta. — Brittany afirmou, olhando para as mãos morenas que alisavam a barra da blusa e fazendo biquinho.
– Eu também sinto Britt-Britt, você acima de tudo é minha melhor amiga – Santana disse com um leve sorriso.
–Eu... – Brittany começou a falar se aproximou mais um pouco e segurou a mão de Santana – Você sabe que eu ainda amo você não é? – Perguntou e a latina olhou novamente para Charlie que estava olhando para um ponto qualquer da mesa onde estava e não para elas.
–Brittany...
–Eu não entendo! Eu amo você... Você claramente me ama também, Eu... Eu fiz uma bobagem e agora sei que estava muito errada, mas você tem que me perdoar – a loira pediu e Santana engoliu em seco.
–Britt... Eu estou doente, eu não posso te dar esperanças – Santana disse, tristemente.
–Mas da esperanças para Charlie, não acha que isso é ruim pra ela também? – Perguntou e a latina não soube o que responder e baixou a cabeça, Brittany suspirou e a abraçou forte.
Puck apenas olhava para as duas de longe e em seguida olhou para Charlie que olhando fixamente para a mesa.
– Por que você não esta surtando de ciúmes? – Ele perguntou, sentando ao lado de Charlie que o olhou confusa. – Sua namorada ta de agarramento com outra – disse e olhou novamente para Brittany e Santana que estavam saindo de um abraço.
–Ela não é minha namorada – Charlie respondeu e Puck a olhou, arqueando a sobrancelha – O Que? – Perguntou confusa. — O que foi? — perguntou Charlie, ao ver a expressão incrédula do amigo, enquanto furava um marshmallow com um espeto pra queimar na fogueira.
– Ela é sua namorada desde os seis anos de idade. — Puck afirmou, sarcasticamente.
– Verdade. — a loira engoliu em seco e olhou novamente na direção das duas, que tinham se afastado e apenas conversavam.
– To dizendo, cara, essa menina é louca. — Mike afirmava ao falar com Sam do outro lado do círculo. — ela destruiu meu carro com uma marreta e pedras e ainda mandou entregar na minha casa!
–wow – Sam disse chocado – Cara, o que você fez? – Perguntou enquanto controlava a vontade de rir.
–Eu não fiz nada, ela que deve ter algum problema psicológico pra simplesmente destruir o carro dos outros quando esta afim – replicou, emburrado. – Sem falar que ela escreveu, de batom, no carro “Espero que goste do presente, Mike” – completou fazendo voz fina.
– Você deve ter feito alguma coisa pra provocar, Charlie não é assim. — afirmou Sam, olhando na direção da loira, que tentava espetar uma salsicha, mas sempre rasgava e estragava.
O asiático ficou calado e ele decidiu nem perguntar, cansado de problemas, olhou para o banco na diagonal do seu e sorriu ao ver Mercedes conversando animadamente com Tina enquanto fritava sua salsicha, um sorriso brilhante no rosto.
–Então... Você e Mercedes? –Mike perguntou enquanto sorria divertidamente para o garoto que sentiu as bochechas esquentarem.
–Não... Ela tem um namorado... – Ele disse tristemente e Mike apenas deu um sorriso reconfortante. – Por que as garotas legais sempre têm um namorado? – Perguntou e Mike olhou para Charlie que jogou um marshmallow em Puck que fez careta enquanto empurrava a garota levemente pelo ombro, fazendo-a rir.
– Mistério da humanidade, meu colega, mistério da humanidade. — o moreno deu dois tapinhas nas costas do amigo e se virou para a fogueira.
– Iby! Olha mamã, a Iby! — Beth apontava entusiasticamente, olhando encantada para o bebê no colo de Finn.
– Linda, princesa. — Quinn falou, virando-se para Puck. — Rachel quer me levar para um passeio na praia, fique de olho na Bethany, ok?
–Vão dar um passeio ou se pegar num lugar afastado? – Puck provocou com um meio sorriso, Quinn corou e respirou fundo para não bater nele – Fique a vontade, Quinn, eu vou ficar de olho na Beth – ele disse rapidamente, querendo evitar que a loira lhe desse um tapa ali mesmo.
–Não acredito que ela te confiou algo como vigiar a Beth – Charlie zombou de Puck que cruzou os braços.
–Ela não confia, só pediu por que você esta aqui e seria a primeira a me castrar se algo acontecesse – Ele disse com um meio sorriso. Charlie apenas revirou os olhos e olhou para Beth que estava “conversando” com Ivy que a olhava atentamente enquanto se aconchegava nos braços de Finn.
A Loira olhou na direção de Santana e não viu mais Brittany, apenas o corpo da latina deitada na areia, imóvel, a respiração suave denunciava que tinha dormido, a loira respirou fundo para se manter irritada com a morena e não ir até lá, voltando a olhar para a fogueira.
Enquanto isso, Quinn e Rachel corriam na areia, soltando risadas e de mãos dadas, até que a loira despencou na areia e puxou a judia para sentar-se ao seu lado.
Quinn colocou a mão na bochecha de Rachel que corou levemente com o olhar da loira.
– você é linda Rachel Berry — Quinn disse sorrindo e lhe deu um beijo na bochecha, fazendo Rachel sorrir e puxar Quinn para um beijo de verdade.
– Eu quero me casar com você. — a morena sussurrou ao se separar do beijo, como se fosse um segredo, acariciando a bochecha da loira.
– C-como assim? — perguntou Quinn, arregalando os olhos.
– Eu quero me casar com você — Rachel repetiu parecendo mais animada — Quero estar com você sempre... Eu amo você, Quinn — a judia disse e Quinn sorriu.
– Eu também te amo — a loira respondeu sorrindo.
– Então... Você também quer casar comigo? — perguntou ansiosamente.
A judia tirou uma pequena caixinha do bolso do short e a abriu, dentro, havia dois anéis de ouro branco com um diamante em cima, um deles tinha duas pedrinhas verdes ao lado da pedra incolor.
– Minha avó deixou uma herança para mim quando morreu, é... Bem grande, eu quis comprar isso desde o momento que percebi que te amava, bem, eu sei que ninguém vai ficar do nosso lado se decidirmos nos casar, tão novas, mas, se você aceitasse agora, talvez a gente pudesse, fazer algo só para nós duas, assim só a gente saberia. — a judia afirmou, ela pegou o anel com as pedrinhas verdes. — esse é o meu, com as esmeraldas, pra sempre me lembrar da cor de seus olhos, procurei pedras marrons pra os meus, mas não achei...
– é perfeito de qualquer jeito — Quinn interrompeu e Rachel sorriu enquanto pegava o colocava no dedo de Quinn que sorriu abertamente e fez o mesmo com a morena que olhou para o anel em seu dedo e riu debilmente enquanto olhava para a namorada que sorria ansiosamente para ela.
– Isso quer dizer que somos, oficialmente, noivas? — Quinn perguntou e Rachel assentiu e riu em seguida quando a loira começou a lhe atacar com beijos.
A judia subiu em cima da loira começou a beijar seu pescoço enquanto desabotoava sua camisa branca que estava por cima do biquíni.
– Uuh... Rach... O que você ta fazendo? — perguntou a loira, segurando as mãos ansiosas da noiva.
– Amando a minha noiva. — respondeu a judia, colocando a mão na parte de trás do pescoço de Quinn e a puxando para mais um beijo.
– Acho que devemos deixar isso pra depois do casamento – Quinn disse bastante seria e Rachel a olhou com a sobrancelha arqueada.
–O Que? – A Judia perguntou exasperada – Você não pode simplesmente decidir isso, Quinn! – Resmungou exasperada e a loira riu.
–Calma sua boba, estou brincando! Vem cá, vem – disse e a puxou para mais um beijo.
Quinn passou as mãos pelas costas nuas de Rachel e desamarrou seu biquíni, passando a mão pelos seios da judia, acariciando os mamilos com os polegares e fazendo Rachel morder sua língua com força, fazendo a loira gemer com um misto de prazer e dor.
Rachel se separou do beijo e sentou-se mais ereta, acariciando a perna de Quinn e puxando seu short cada vez mais pra cima, revelando uma coxa nua de pele macia.
– Eu... – Rachel começou a falar e respirou fundo – Você é linda, meu amor – disse enquanto lhe beijava e deixava suas mãos deslizarem pelas coxas de Quinn, apertando uma vez ou outra, fazendo a loira suspirar e arranhar suas costas fazendo Rachel gemer contra seus lábios.
A morena começou a beijar seu pescoço e mordendo levemente, fazendo Quinn gemer audivelmente e em seguida levar sua mão até os cabelos de Rachel e puxar um pouco, afastando-a de ser pescoço e lhe beijando nos lábios, mordeu o lábio inferior da judia que gemeu e sorriu pra ela.
–Eu quero três filhos... – Rachel comentou e espalhou beijos pelo rosto de Quinn que riu levemente.
– Hummm... É mesmo? — a loira inverteu as posições e deitou em cima da judia. — então que tal a gente começar a praticar, huh? — provocou Quinn, mordendo o lábio de Rachel e apertando sua bunda.
– Com certeza. — a morena já tinha íris dilatadas, os olhos estavam de uma cor de chocolate escuro, ela puxou os shorts de Quinn para baixo de uma vez junto com sua calcinha, arrancando a blusa ao invés de tentar desabotoar os botões restantes.
As mãos ansiosas de Quinn já estavam no seio esquerdo de Rachel que mordeu o ombro da loira para abafar o gemido, suas mãos desceram pelas costas da loira que deslizou sua mão direita pelo estomago de Rachel, chegando até o meio de suas pernas, fazendo Rachel sobressaltar levemente enquanto beijava o pescoço de Quinn, suas mãos desceram até a bunda da loira e apertou firmemente, fazendo com que Quinn gemesse e um sorriso aparecesse nos lábios da judia.
Os dedos de Quinn estimulavam o clitóris de Rachel que ofegava audivelmente na orelha da loira que mordeu o lábio inferior e continuou com os movimentos circulares entre as pernas da judia.
– Oouhh... Quinnie... — a morena gemeu, movendo os quadris pra acelerar os movimentos da loira e se agarrando aos seus ombros, Quinn a penetrou com dois dedos de uma vez e Rachel gritou, rasgando a pele alva com as unhas, jogando a cabeça para trás e arqueando as costas. — humm... Mais rápido, Quinn... — gemeu, mordendo o lábio com força, a loira obedeceu e em alguns minutos a judia já estava tendo um orgasmo, agarrando-se a Quinn e a apertando contra si com força.
– Eu te amo, Rach. — loira disse, tirando seus dedos de dentro da morena e a apertando contra si. — eu amo você.
Depois de quase quinze minutos de Charlie tentando não olhar na direção de Santana, que continuava adormecida na areia, levantou-se da areia, deixando Beth com o Puck e andou até a latina, parando ao seu lado, ela estava deitada, o peito subindo e descendo ritmicamente com a respiração suave e os olhos fechados em uma expressão calma.
Em silêncio a loira sentou ao seu lado e a observou, tentou imaginar sua vida nos próximos anos, sem Santana, ela iria provavelmente namorar com alguém que iria gostar, mas não chegaria a amar, trabalharia numa loja de gibis, teria um filho no máximo e faria visitas a Quinn, Rachel e Beth em New York.
–Por quanto tempo vai encarar? – Santana perguntou baixinho enquanto um leve sorriso aparecia em seus lábios, Charlie continuou seria – O Que foi? Esta com raiva por conta... Da Brittany? – Perguntou enquanto franzia o cenho.
– Como sabe? — a loira perguntou, fazendo uma careta na sua direção, ela parecia tão pequena... E frágil, ás vezes Charlie só queria escondê-la do resto do mundo.
– Como sabe?
– Essa é sua cara de ciumenta. — a loira não quis questionar e apenas se sentou ao lado da latina, olhando o mar a metros dali. — sinto muito, Char.
– Por quê? — a loira a olhou atentamente.
– Só me desculpe... Por tudo. — a latina mordeu o lábio e pegou um punhado de areia.
– Você não tem culpa de nada – Charlie disse e olhou para o mar enquanto suspirava levemente.
–Na verdade, a culpa é toda minha... – Santana disse – Eu compliquei a sua vida desde o começo, Char... Você é incrível e não mereço alguém como você – adicionou enquanto olhava para a loira que apenas ficou em silêncio enquanto observava as ondas quebrarem.
– Vamos pro quarto? Você ta exausta. — chamou a loira, se levantando e estendendo a mão.
– Eu não tenho certeza se consigo levantar. — a morena observou, deitando a cabeça na areia. — tipo, sério.
– Vamos lá, eu te levo. — Charlie respondeu, colocando um braço em volta dos ombros de Santana e outro na parte de trás de seus joelhos, a erguendo do chão e indo na direção da casa de barcos.
– Sempre quis saber como você faz isso. — observou a latina, colocando os braços em volta do pescoço de Charlie.
– Você não é tão pesada, Sanny. — zombou a loira.
Santana ficou em silêncio enquanto Charlie a levava nos braços, ela olhou para o rosto da loira que estava seria e Santana apenas suspirou, ela sabia que Charlie estava magoada de alguma forma. Ela estava quieta demais pro seu gosto. Quando chegaram ao quarto Charlie colocou Santana na cama delicadamente, antes que ela pudesse se afastar, Santana segurou seu braço, fazendo-a sentar na cama.
–Ei, não precisa fingir que esta bem quando não está, só... Fale comigo – disse enquanto fazia carinho na mão da loira – Se for por causa da Brittany, Eu...
–Santana, eu... Não quero que você a exclua da sua vida por minha causa – Charlie interrompeu, sem olhá-la – você a ama e eu entendo isso.
–Eu também amo você – Santana respondeu e Charlie apenas assentiu, deixando óbvio que não acreditava muito. — Você não acredita em mim, Char? — a latina perguntou, puxando a loira para se deitar de frente para ela. — você acha que eu estaria aqui hoje se não te amasse, Char? — ela pegou a mão de Charlie e colocou com carinho em cima do seu peito, mostrando seu coração acelerado. — sente isso? É só porque você está perto, você é a minha pecinha, Char. Eu te amo, por favor, acredita em mim, porque eu não tenho acreditado muito nem em mim mesma ultimamente, mas se tem uma coisa que eu nunca duvidei é que eu te amo, não posso te prometer que nunca mais vou falar com a Britt porque sinceramente, eu tenho estado confusa a minha vida inteira quanto a vocês duas.
– Tudo bem – Charlie disse e lhe deu um beijo na bochecha e fez carinho em seguida – eu agi como uma idiota, me desculpa.
–Você não tem que se desculpar por isso, Char... É Completamente normal, eu... Eu fico nessa de nunca saber quem eu quero, sinto que uma hora vocês duas vão acabar desistindo de mim – Santana respondeu.
–Eu nunca... Desistiria de você, Santana... – Charlie lhe deu um beijo na testa – eu te amo demais pra desistir de você tão fácil...
– Ás vezes eu só queria te abraçar e ficar assim com você pra sempre. — Santana sussurrou, abraçando a loira e encostando a bochecha em seu peito para ouvir o coração.
– Eu também... — Charlie sussurrou, brincando com os cabelos escuros. — boa noite, San.
– Boa noite, Char. — a morena sussurrou, já quase adormecendo, e as duas dormiram assim, abraçadas, seguras nos braços uma da outra.
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