Being A Happy Family

64 Cap. 63 | Lima, Ohio | 2012 | I Want my little girl back


Santana nunca entendeu porque bebês gostavam tanto dela, filha única de uma família destruída antes mesmo de começar, ela nunca tivera real acesso a crianças mais novas, a não ser os primos de Charlie ou Bethany, por isso no momento que entrou na sua casa com a pequena Ivy nos braços, estava preparada pra o pior, era de tarde e a bebê estava embrulhada em uma manta branca que tinha sido de Beth, ela era uma gracinha, com grandes olhos castanhos e cabelos pretos encaracolados, lembrava a latina de Katherine, de uma forma bem estranha, porém, Ivy se mostrou ser um amor de bebê, ela dormia calmamente no colo da morena, que estava encantada com a criança, era uma gracinha e fazia Santana se sentir melhor, como se toda aquela angústia de estar morrendo na qual vinha se afogando pelos últimos dois meses não fosse nada, porque ali estava uma pequena vida, uma criança indefesa, em seus braços, Ivy a fazia sentir como se, pela primeira vez, ela fosse capaz de vencer a doença.

– Você é uma gracinha, sabia? — sussurrou, como se confidenciasse um segredo para a menininha, que a olhou com seus enormes olhos castanhos de cachorrinho e sorriu para ela um sorriso sem dentes. — me lembra sua mãe, ela era uma pessoa muito boa, me ajudou quando eu estava passando mal, e eu nunca devolvi o favor, quer dizer, devo estar devolvendo agora, com você... Mas... Ela foi boa e eu... Bem, eu nunca fui boa com muita gente, na verdade, só fui verdadeiramente boa com três pessoas a minha vida toda, acho que quatro, ou cinco... — Ivy deu uma risadinha e Santana sorriu para ela. — viu? Adorável.

Durante a tarde, ela escutou a campainha e levantou com Ivy nos braços enquanto ia atender a porta a porta e era atacada pela garotinha loira que havia lhe abraçado forte e agora tentava ver a garotinha em seus braços.

–Me deixa ver ela de novo Sanny! – Beth pediu enquanto ficava na ponta dos pés e tentava olhar pra a garotinha, Santana apenas riu da animação da menina.

–Beth! Pelo amor de deus, não saia correndo desse jeito – Quinn exclamou enquanto aparecia na porta e Charlie vinha logo atrás – Hey San!

–Hey Fabray 01, Char-Bear...

–Beth estava nos irritando para ver a pequena Ivy – Charlie disse enquanto ria ao ver a menininha tentando espiar o bebê nos braços de Santana que riu novamente e olhou para Beth.

A latina se abaixou na altura da loirinha e mostrou o bebê devagar, Beth a olhou e sorriu devagar, estendendo a mão para pegar em seu cabelo escuro, a menor sorriu e estendeu a mãozinha gorducha para o braço de Beth.

– Ela é sua filha, Sanny? — perguntou a loira, olhando para Santana.

– Não, ela é filha do tio Finn, eu só to ajudando ele. — a morena explicou.

– Ah, ok, é porque ela é muito bonita, que nem você. — Beth falou, fazendo o queixo de Charlie ir quase até o chão, incrédula.

– Ow... Que gracinha, você também é muito bonita, Bethany. — a latina falou.

– Quinn, sua filha ta flertando com a Santana! — Charlie sussurrou para a irmã.

– Não seja idiota, Charlie. Crianças não flertam! – Quinn replicou e Charlie zombou.

– Ela não é só uma criança, é filha do Puck! – Resmungou e Quinn apenas revirou os olhos e acompanhou Santana que ia até a sala junto de Beth enquanto Charlie resmungava enquanto fechava a porta e as seguia, Santana sentou no sofá e quando Charlie fora sentar ao seu lado, Beth sentou na sua frente, o que a fez ficar incrédula e olhar para Quinn que apenas deu de ombros.

Depois de alguns minutos, Santana estava andando de um lado para outro na sala tentando fazer Ivy dormir, mas a menininha não parava de se mexer e estava bem inquieta, Quinn pegou seu celular que tinha começado a vibrar avisando uma mensagem e sorriu ao ver que era de Rachel.

"Hey, baby, pai e papai querem ver a Beth, pode vir aqui quando terminar com a Santana? Te amo — Rachel B. "

– Beth, baby... — chamou, mas a menina estava quase vidrada olhando para a latina que balançava o bebê enquanto Charlie estava no sofá de braços cruzados e fazendo birra. — Beth! — chamou mais alto até que os olhos verdes da filha a fitaram. — Rach nos chamou para ver o tio Lee e o tio Hiram, vamos?

–Não! Eu quero ficar com a Sanny e o bebê! – a garotinha fez birra enquanto cruzava os braços e Quinn suspirou e olhou para a irmã que estava sentada com os braços cruzados e um beicinho emburrado no rosto.

– Obedeça a sua mãe, Bethany – Charlie resmungou ainda com os braços cruzados.

– Você não manda em mim! – a garotinha replicou.

–Beth! – Quinn a repreendeu.

–Viu? – Charlie disse – Só podia ser filha do Puckerman! – Resmungou emburrada. Santana apenas assistia a tudo com um sorriso no rosto.

– Meu amor, a Ivy não vai dormir com tanta gente em volta, por quê você não vem comigo e a gente volta mais tarde? — Quinn sugeriu, esperançosa que não tivesse que arrastar sua filha de dois anos dali, ela realmente detestava ter que brigar com Beth, para ela, a loirinha era sua pequena coisa perfeita, fazê-la chorar a chateava muito, mas ela sabia que era necessário.

– Mas mamãe... — a menina choramingou.

– Bethany Louise Puckerman... — o semblante de Quinn ficou irritado.

– Tá bom! — a pequena desceu do sofá. — mas só se a Sanny me der um beijo.

– O QUE? — Charlie praticamente gritou, olhando para a sobrinha, incrédula.

– Oww, que gracinha. — Santana sorriu e se abaixou para dar o beijo na menina, que estava fazendo biquinho para receber na boca, mas a morena desviou o rosto e plantou o beijo na bochecha da pequena.

Charlie estava com as orelhas vermelhas e uma expressão emburrada no rosto enquanto apenas observava o sorriso de Beth crescer e em seguida correr até Quinn, segurando sua mão e se despedindo da latina.

– você percebe que ela estava flertando com você não é? -Charlie perguntou logo após Quinn e Beth saírem. Santana a olhou, confusa — A Beth -ela esclareceu ainda emburrada.

– Charlie! Beth é só uma criança e crianças...

– não flertam! Eu sei, eu já entendi — a loira respondeu, fazendo birra.

– Ow... Você ta com ciúme de um bebê, Charlie? — Santana sorriu delicadamente, colocando Ivy no carrinho e indo até a loira sentada no sofá, jogando uma perna por cada lado de suas pernas e acariciando sua bochecha.

– Talvez... — Charlie fez um beicinho que a latina fez questão de beijar até que sumisse e fosse substituído por um sorriso brilhante. — eu flertava com você, pelo menos acho que sim, sempre sentia essa necessidade de te elogiar, de te dizer que você estava bonita porque era a única coisa que eu podia fazer para te deixar feliz...

– você estar comigo já me deixa feliz — Santana respondeu — Sou o Fred do seu George, lembra? — disse e sorriu enquanto inclinava-se para beijar Charlie que a parou. — o que foi?

– Ivy ainda esta aqui Santana. Não podemos dar mau exemplo — Charlie disse enquanto olhava para a garotinha no carrinho.

– Ah... Mas isso é uma pena. — a latina fez beicinho, se esfregando devagar na perna exposta de Charlie e fazendo sua respiração falhar. — você não tem nem idéia de quanto eu queria te mostrar como se faz aquilo lá da casa da árvore. — Santana passou a mão pelo próprio pescoço e abriu dois botões de sua camisa, revelando o sutiã de renda branca que contrastava perfeitamente com sua pele morena. — te ensinar a acariciar minha pele... — foi tirando os botões e passando os dedos pelo próprio abdômen bem definido. — nos meus gêmeos... Eles estão pedindo por você desde ontem, Char... Pela sua pele... Pela sua boca... — sussurrou no ouvido da loira, que não confiava mais na própria voz e tentava a todo custo se manter sã.

– Sanny... – Charlie disse baixinho enquanto suas mãos estavam na base das suas costas enquanto sua respiração estava levemente ofegante — Eu... – Abriu e fechou a boca algumas vezes, sem pensar em algo para falar, Santana sorriu e sem pensar duas vezes a beijou enquanto se mexia contra a perna de Charlie que fechou as mãos em punhos contra a camisa de Santana, tentando não fazer nada de traumatizante que acordasse o bebê dormindo no seu carrinho. – Somos péssimas babás – Charlie resmungou enquanto Santana apenas resmungava um “aham” e beijava seu pescoço enquanto a loira mordia o lábio inferior para abafar seus gemidos.

No momento que as mãos de Santana começaram a subir por baixo da blusa de Charlie, Ivy começou a gritar estridentemente, jogando as mãozinhas pra cima.

– Só podia ser filha do Finn! — a loira gritou, irritada, enquanto a latina apenas ria e saía de seu colo.

– Por quê você não coloca a pequena Ivy pra dormir enquanto eu... Te espero no chuveiro? — a morena sussurrou em seu ouvido com um sorriso de lado.

Enquanto isso, na casa dos Berry...

– e ai a mamãe não me deixou ficar brincando com a Ivy e com a Sanny! – Beth resmungava para Rachel que sorriu enquanto a escutava atentamente – Por que só a tia Charlie podia ficar lá? – perguntou, emburrada. Rachel riu da carinha de Beth, ela era exatamente igual a de Quinn. – Não é justo...

–Pare de ficar reclamando, moçinha – Quinn disse enquanto entrava na sala acompanhada de Leroy e dava um beijo na bochecha de Rachel que sorriu.

– Oi mocinha, meu nome é Leroy. — o homem se apresentou para a menininha que agora estava no colo de Quinn e a pequena estendeu a mãozinha para apertar a sua.

– Você é o pai da namorada da minha mãe... Isso quer dizer que você é meu avô? — perguntou a pequena, com os olhinhos verde azulados arregalados para o homem. — eu não tenho um vovô, porque meu vovô não gosta de mim, nem da mamãe mais, então eu só tenho minha vovó Judy, mamãe, a Rach, a tia Sarlie e a Sanny! Ia ser legal ter um vovô.

Leroy olhou para as adolescentes que pareciam tão surpresas quanto ele, Beth era simplesmente... Adorável. A Garotinha ainda o olhava em expectativa, o homem olhou para Rachel que apenas deu de ombros enquanto sorria e segurava na mão de Quinn que a olhou com um sorriso enorme no rosto.

– Podemos dizer que sim – Leroy disse para a menininha que sorriu enquanto seus olhos brilhavam e ela tentava sair do colo de Quinn que a colocou no chão e sentiu seu coração aquecer ao ver a garotinha abraçar o homem que riu baixinho.

–Se você é meu vovô agora – Beth começou a falar e fora até Rachel – Rach é minha mamãe também? – perguntou curiosamente enquanto olhava para Rachel que abriu e fechou a boca, sem palavras.

Rachel olhou para Quinn, receosa, apenas para encontrar olhos verdes a encarando quase com a mesma expectativa que os de Beth, ela fungou devagar e continuou a olhá-la, a judia se virou para a loirinha novamente e sorriu.

– Só se você quiser, baby B. — afirmou, a pequena então correu até ela e a abraçou com força.

– Eu quero! — gritou, então um barulho de choro foi ouvido e todos se viraram para Leroy, que estava em lágrimas.

– O que foi, pai? — perguntou a morena.

– Eu sou vovô. — afirmou, secando as lágrimas. — eu e Hiram somos vovôs, Oh, minha Barbra, isso é muito pro meu coração.

Tanto Rachel quanto Quinn riram da cena e Beth apenas continuou abraçada a Rachel que lhe deu um beijo na testa enquanto Hiram voltava para a sala e era motivo de risos quando Beth também se referiu a ele como avô e o mesmo ficou confuso e emocionado em seguida.

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Depois de quase 20 minutos tentando fazer Ivy dormir, Charlie tentou ao máximo não sair correndo até Santana e tentou parecer o mais civilizada possível, consertou o cabelo e respirou fundo enquanto olhava para o bebê no berço.

–Por favor, Little Ivy. Tia Sanny e Tia Sarlie precisam ter um... Tempo de adultos, então, eu iria gostar que você não chorasse – a loira disse baixinho enquanto a menininha apenas colocava o dedo na boca, fazendo-a sorrir.

– Ok, vou contar uma historinha, pode ser? E aí você dorme. — avisou, pegando um livro de dentro de sua bolsa e abrindo na primeira página. — O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, nº 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem. O Sr. Dursley era Diretor de uma firma chamada Grunnings, fazia perfurações. Era um homem alto e corpulento quase sem pescoço, embora tivesse enormes bigodes. A Sra. Dursley era loura e tinha um pescoço quase duas vezes mais comprido que o normal o que era muito útil porque ela passava grande parte do tempo espichando-o por cima da cerca do jardim para espiar os vizinhos. Os Dursley tinham um filhinho chamado Dudley, o Duda, e em sua opinião não havia garoto melhor em nenhum lugar do mundo. Os Dursley tinham tudo que queriam, mas tinham também um segredo, e seu maior receio era que alguém o descobrisse. Achavam que não iriam aguentar se alguém descobrisse a existência dos Potter. — sentou-se perto do carrinho e começou a contar para a menininha que ainda chupava o dedo e a olhava com olhinhos castanhos arregalados, um capítulo de Harry Potter depois, e Ivy estava apagada.

Charlie sorriu e se levantou, entrando no quarto de Santana, a ouviu cantarolar "She Will Be Loved", a loira tirou sua própria camisa e então seus shorts, depois a lingerie, chutando os tênis e arrancando as meias, espiou pela fresta da porta e sua respiração falhou com a visão, Santana em sua banheira, o sabão a rodeando em espuma, suas costas morenas nuas viradas para Charlie, cabelos escuros em um coque mal feito, a loira entrou no cômodo devagar e andou até a banheira, se juntando á morena e sentando atrás dela.

– Amo essa música. — sussurrou no ouvido de Santana, colocando as mãos em sua cintura e beijando a parte de trás de seu pescoço.

Santana virou para Charlie e a beijou com vontade enquanto Charlie descia suas mãos pelas costas de Santana e parava na bunda da latina e dava um aperto experimental, a fazendo gemer alto e arquear um pouco as costas enquanto a loira sorria contra seus lábios e em seguida distribuía seus beijos pelo pescoço de Santana que gemeu e se afastou enquanto olhava para Charlie que pareceu confusa, mas não protestou.

A Latina subiu no colo na loira e Charlie automaticamente levou uma de suas mãos para o seio de Santana que arqueou as costas novamente quando a loira começou a estimular seu mamilo com a ponta dos dedos enquanto distribuía beijos pelo seu pescoço. Mais um gemido alto escapou.

–San! Você não pode fazer barulho, pode acordar a Ivy – Charlie disse, séria.

– Nossa, Char... Desse jeito eu nunca vou querer ter filhos! — reclamou a latina, olhando em olhos verdes, parecendo irritada. — se você for ficar sendo chata o tempo todo, parece que eles são só... Mini empata fodas! — Charlie não aguentou e começou a rir, sendo seguida pela latina, elas ficaram entre risos na banheira até que a morena olhou para o próprio braço de relance e viu as pequenas marcas de agulhas, de repente ficando quieta, Charlie olhou também e franziu o cenho, realização caindo sobre as duas, Santana muito provavelmente não estaria ali para ter filhos.

– Vem cá, vem. — sussurrou a loira, abrindo os braços onde Santana se refugiou, uma lágrima discreta descendo pela sua bochecha. — Shh... Não chora, eu te amo. — Charlie beijou seu pescoço, e então seus ombros, a apertando forte contra si enquanto suas mãos subiam e desciam em suas costas, lágrimas agora fluindo livremente pela pele da morena.

A loira passou a mão pela sua barriga até alcançar seu sexo, ela sabia que a latina precisava se sentir amada, sabia que na maioria das vezes ela só precisava disso, e aquela era a única forma de amá-la que veio na cabeça de Charlie naquele momento.

Santana ofegou quando sentiu os dedos de Charlie entre suas pernas, fazendo movimentos circulares em seu clitóris, fazendo apoiar a cabeça no ombro da loira que continuou estimulando com a ponta dos dedos e mordeu o lábio inferior quando sentiu Santana rebolar, procurando por mais atrito e aquilo lhe deu mais coragem para deslizar seus dedos para penetrá-la, o que fez Santana saltar minimamente em seu colo.

–Tudo bem? – a loira perguntou baixinho e Santana apenas assentiu enquanto movimentava seus quadris num pedido mudo para que Charlie movesse seus dedos e assim ela fez, fazendo movimentos constantes de vai e vem enquanto a latina escondia seu rosto na curva do pescoço de Charlie que beijou de seu ombro até um pouco abaixo da orelha, deixando alguns chupões. – Olha pra mim Sanny – Charlie pediu enquanto continuava a movimentar seus dedos o que fez Santana arquear as costas e ofegar audivelmente. – Sanny... – Chamou mais uma vez e Santana a olhou, sua testa apoiada contra a de Charlie, seus olhos abertos com certa dificuldade.

Santana então escorregou a mão para entre as pernas de Charlie e a penetrou de uma só vez, a fazendo soltar um grito abafado e quase saltar para fora da água enquanto a latina tentava acompanhar seu ritmo.

– Ow... Sanny... — sussurrou, fechando os olhos com força antes de abri-los novamente e procurar pelos da morena. — eu quero... Oohh... Oh meu deus... Puta que pariu... Sanny, eu quero que você olhe para mim, eu quero te ver chegar lá... — sussurrou, sua voz falha e muito rouca, os olhos castanhos de Santana se fixaram nos seus enquanto ela abria a boca, mas nenhum som saía, apenas respirações entrecortadas e ofegantes até que um gemido torturado e forte saiu de seus lábios cheios e seus olhos se enevoaram, um sorriso se abriu em seus lábios enquanto ela procurava pela mão livre de Charlie e entrelaçava seus dedos, os gemidos ainda escapando de seus lábios enquanto suas estocadas em Charlie se tornavam mais precisas e fortes, isso combinado com a visão de Santana tão próxima a fez gemer algo enquanto chegava ao seu orgasmo e, como efeito dominó, foi seguida por Santana, as duas mantiveram seus olhares conectados, as duas duvidando muito que tivessem em algum momento de suas vidas visto algo mais lindo do que o brilho nos olhos da outra ao gozar. Charlie soltou um último gemido antes de esmagar seus lábios juntos com um pouco de dificuldade por causa de suas mãos ocupadas e lhe beijar com toda a força que conseguiu.

Ao se separarem do beijo, as duas se olharam e sorriram uma para a outra ficaram abraçada em silêncio por algum tempo até que escutaram a campainha tocar, o que as fez bufar frustradas por sempre ter alguém para interromper o momento.

– Não podemos simplesmente ignorar e voltarmos a transar? – Charlie resmungou enquanto olhava para Santana que riu baixinho. A Campainha tocou mais uma vez e ambas suspiraram.

–Acho que não – a latina respondeu enquanto saia da banheira acompanhada da loira que apenas observava o corpo de Santana que pareceu alheia a isso. – Eu vou ver se Ivy não acordou, certo, Baby? – Disse enquanto dava um selinho em Charlie e colocava um roupão ao redor do seu corpo e Charlie permaneceu ali com um sorriso idiota no rosto enquanto permanecia parada, sacudiu a cabeça rapidamente e se enxugou, colocando suas roupas rapidamente e indo até a sala para ver quem era a pessoa tão insistente que ainda parecia estar esperando que alguém aparecesse.

“Essa pessoa deve ter um timming horrível!” Charlie pensou enquanto descia as escadas rapidamente e ia até a porta com uma expressão falsamente amigável. A loira abriu a porta e arregalou os olhos ao ver Finn parado ali, com uma cara de ressaca enorme.

–O Que você quer? – “Falando de pessoas com timming ruim...” Pensou enquanto olhava para o rapaz que parecia acabado – você esta horrível – constatou.

– É Tudo o que eu queria ouvir – Finn retrucou e entrou sem esperar por ser convidado, olhou em volta e em seguida para Charlie.

–... E Então? – Perguntou enquanto cruzava os braços. O Garoto suspirou.

– Eu vim pegar minha menininha de volta – respondeu, determinado.

– E eu vou te deixar levar um bebê recém nascido a essa hora do dia com essa cara de ressaca horrorosa pra uma casa que não tem nada pra ela por quê mesmo? — ela apertou mais os braços em volta do próprio corpo quando viu Finn baixar a cabeça, se sentiu mal por tê-lo atacado. — olha, ela tá com a Santana lá em cima e...

– A SANTANA? — perguntou incrédulo, olhando para a escada e tentando passar, mas Charlie se meteu no meio para não deixá-lo passar. — você deixou minha filha recém nascida com aquela maluca?

– Escuta aqui... — a voz da loira tomou um tom baixo assustador. — você lava a sua boca MUITO bem antes de falar da Santana, ela tem cuidado da Ivy com todo o carinho do mundo os últimos cinco dias, enquanto você, você fugiu e deixou sua filha recém nascida em uma maternidade, órfã de mãe e sozinha, você tem idéia de que a enfermeira já ia ligar pra família que a Kate tinha arranjado? E aí? Como ia ser? Ela é sua filha, então se você a ama, deveria ser muito grata pela Santana estar cuidando dela quando você agiu como um verdadeiro idiota.

– A Kate tinha acabado de morrer, ok? Eu estava fora de mim! Achava que ela tinha matado a Katherine, você não sabe o que é isso. — o garoto parecia abalado, mas Charlie não tinha mais pena.

– E a Santana tá morrendo, e se ela morresse amanhã, eu daria tudo para que ela pudesse ter uma filha nossa pra deixar pra trás. — cuspiu a loira, verdadeiramente com raiva, como ele pudera dizer que ela não sabia? Ela sabia demais! Esse era o problema, sua melhor amiga tinha morrido e o amor da sua vida estava seguindo o mesmo caminho, como podia aquele menino dizer que ela não sabia?! — escuta aqui, por enquanto a custódia da Ivy tá com o Ricardo e parcialmente com a Santana, eu não quero te tirar ela nem nada disso, só me prove que você realmente tá pronto pra isso, ok?

– Eu estou pronto, Char... – Finn disse enquanto segurava nos braços da loira, seus olhos estavam brilhando e por um momento ela pensou que ele fosse ter uma crise choro ali.

–e é assim que quer me provar alguma coisa, você esta horrível, Finn. – A Loira disse seria e afastou as mãos dele dos seus braços e o encarou, os olhos dele avermelhados e tão tristes como a de um cachorrinho que caiu do caminhão de mudança – Ela é um bebê lindo – Constatou e se sentiu melhor quando a expressão triste de Finn deu lugar a um mínimo sorriso.

–Eu... E-eu posso vê-la? – Ele perguntou, hesitante.

– Claro... Eu vou chamar a Santana. — a loira se virou e subiu as escadas rapidamente, voltando alguns minutos depois com a morena, que segurava um pequeno embrulho de cobertores azuis.

– Aqui, ajeita os braços pra pegar ela. — a latina pediu, antes de encaixá-la no ninho desajeitado que Finn tentou fazer com os braços, por alguns segundos, ele a olhou, sua carinha perfeita, olhinhos castanhos arregalados, até que ela tossiu e começou a chorar, o garoto olhou para as duas quase em pânico e Santana sorriu de lado. — ajeita a cabeça dela. — ensinou, puxando seu cotovelo para cima. — tudo bem, é a primeira vez, você pega o jeito. — instruiu a latina, mas Ivy só continuava a chorar, fazendo Finn quase entrar em pânico.

– Será que ela tá com fome? — sugeriu, tentando a todo custo fazê-la se sentir melhor.

– Eu a alimentei e troquei a fralda há cinco minutos. — a morena avisou. — me dá ela aqui. — o garoto puxou a filha para mais perto de si em um movimento arredio, fazendo com que Santana e Charlie a olhassem ameaçadoramente, então respirou fundo e entregou o bebê para a morena, que a ajeitou nos braços e balançou levemente, até que a menininha colocou o dedinho na boca, parou de chorar e começou a olhar em volta.

– Ela gosta de você. — o moreno observou, olhos lacrimejando levemente.

– Nada. — Santana sorriu de lado para o garoto. — só sou boa com bebês.

–Ela parece com você – Charlie constatou enquanto olhava para Ivy que agora estava em silêncio nos braços de Santana que a olhava com adoração e Finn fazia o mesmo, mas olhou para a loira que deu de ombros – Ela tem seus olhos de cachorro – explicou.

–Minha filha não tem olhos de cachorro, Charlotte! – Finn disse, emburrado, levantando a voz um pouco e fazendo a garotinha choramingar e ele olhar para ela rapidamente.

– Ivy não gosta de barulho. — a latina sorriu, balançando a menininha levemente para que não voltasse a chorar, a pequena começou a fazer sonzinhos fofos com a mão gordinha na boca. — mas tem uns pulmões... Que meu deus, acho que puxou da Katy, ela tinha um fôlego bom.

– É, ela tinha. — o moreno falou tristemente. — ás vezes não parece que ela morreu. — observou, vendo a menininha que olhava de Santana para o pai mastigando a própria mão.

– As pessoas que nós amamos nunca morrem de verdade. — Charlie falou do nada, encarando um ponto qualquer no chão de linóleo. — você tem a Ivy, nós vamos cuidar dela até que dê um jeito na sua vida e então poderá levá-la, acredito que é o que Katy ia querer.

Finn assentiu, percebendo que elas estavam certas, ele tinha que acertar sua vida naquele momento, ele estava acabado, extremamente abalado, mas vendo aquele pequeno bebê nos braços de Santana o fez se sentir diferente, ele achou que poderia ficar ali para sempre, olhando para Ivy.

– Obrigado por cuidarem dela – Finn disse e andou até Charlie a pegando de surpresa com um abraço, ela olhou para Santana por cima dos ombros de Finn e vira a latina sorrindo levemente, o que a fez sorrir também e retribuir o abraço dele.

– Não é nada. — a latina falou, colocando um cacho escuro atrás da orelha do bebê. — Ivy é um amorzinho.

– Estou um pouco preocupado com a mãe da Katherine. — as duas se viraram para fitá-lo, confusas. — ela não tinha aceitado muito bem... A... Gravidez, e colocou a Kate pra fora, ela tava na minha casa nos últimos dois meses, mas agora que ela morreu, acho que ela pode... Tentar ter a guarda da Ivy.

– Bem, a guarda dela tá com meu pai, ele com certeza tem perfil de adoção, quer dizer, ele tem emprego fixo, uma casa boa, é divorciado e cria uma filha sozinho há quase dez anos, além de ser médico, aposto que ele consegue manter a guarda da Ivy com a gente se deixarmos do jeito que está até que essa ameaça passe. — Santana o tranquilizou, acariciando a bochecha da menininha. — sendo que ela colocou a filha grávida pra fora de casa e não estava lá quando Kate deu á luz.

Finn sorriu, estava mais tranqüilo agora, não queria perder sua garotinha, não naquele momento que havia acabado de conhecê-la.

–Aliás, faça a barba – Charlie disse para o rapaz que a olhou confusa – parece que um bicho morreu na sua cara – adicionou enquanto fazia uma careta, Finn corou, mas assentiu e olhou novamente para Ivy que o olhava atentamente nos braços de Santana.

–E-eu... Vou voltar depois – disse enquanto ia ate a menininha e lhe dava um beijo na testa, fazendo tanto Charlie e Santana sorriram com a risadinha de Ivy que estendeu a mão para o rapaz que sorriu bobamente.

Notas finais
Olá Bitches u.u Gostaram do capítulo? Espero que sim :3 Vovô Leroy e vovô Hiram ♥ ai Beth... sua criatura adorável xD Finn voltou ♥ Ivy sendo linda ♥ Não esqueçam de comentar ou não postaremos u.u