Being A Happy Family
65 Cap. 64 | Lima, Ohio | 2012 | you can have your happy ending too
– Rachel vai para NYADA – Quinn disse enquanto olhava para Charlie, as duas estavam sentadas em uma mesa do refeitório, esperando pelos outros membros do glee club – não sei o que fazer, sabe? Estou esperando minha carta de Yale – adicionou enquanto olhava para irmã. -... E Se eu não passar? – perguntou, receosa.
–É Claro que você vai passar – Charlie garantiu – E Então você e Rachel... E a Beth, vão sair de mãos dadas em direção ao horizonte com direito a arco-íris – Completou, fazendo Quinn rir levemente e amenizando o clima.
– E Você? Já pensou em alguma faculdade? – Perguntou enquanto dava uma garfada em sua salada e olhava para Charlie que pareceu um pouco insegura em falar – Char...
– Eu ainda não pensei muito nessa coisa de faculdade, sabe – a loira começou a falar e Quinn arqueou a sobrancelha. – Podemos mudar de assunto? – perguntou, receosa.
– Eu mandei sua carta de admissão para Julliard, seus desenhos são muito bons e você sabe que pode ser programadora de Video Games ou algo assim, mandei para Julliard, a Carlisle, em LA, e a NYC e Columbia, sabia que você não ia querer se inscrever pra nenhuma então mandei seus desenhos e seu currículo, incluindo aqueles prêmios de nerds que você ganhou. — Quinn falou sorrindo de lado para a irmã. — você também pode ter seu final feliz, Char.
– Você sabe que não... — Resmunga a loira, parecendo mais triste de repente enquanto remexia em sua salada.
– Santana vai ficar bem, Char... Ela é uma lutadora, nós duas sabemos disso, vocês também vão fazer uma corrida super gay cantarolante para o mundo do arco íris, ou Hogwarts, ou seja, lá onde você queira ir.
Charlie sorriu levemente para a irmã que estendeu sua mão e bagunçou seu cabelo levemente, fazendo-a rir.
– Finn foi visitar Ivy ontem – Charlie disse enquanto tomava um gole do seu suco, Quinn a olhou surpresa – Ele parecia melhor do que antes – adicionou.
–Falando no diabo – Quinn disse enquanto Finn se aproximava da mesa junto com os outros e ficava ao lado de Charlie enquanto parecia procurar algo no seu bolso, o que deixou a garota confusa.
–Eu tenho algo para a Ivy – explicou enquanto vasculhava seus bolsos, O Moreno bufou e colocou a mão dentro do seu jeans e tirava de lá um pequeno bolo de dinheiro, mas o que Charlie mais se preocupou foi ele guardar dinheiro dentro das calças – Aqui – disse estendendo para a loira que o olhou com a sobrancelha arqueada, o fazendo-o ficar confuso.
– Err... Finn... Eu não vou tocar nisso... Tipo... De jeito nenhum. — a loira falou, embaraçada, o sorriso no rosto de Finn foi substituído por uma expressão confusa.
–Mas por que não? – perguntou enquanto franzia o cenho, Quinn colocou a mão sobre a boca para abafar sua risada enquanto via Charlie evitar olhar para o dinheiro na mão de Finn, e suas bochechas ficavam cada vez mais vermelhas – achei que eu devia ajudar – completou.
– Eu... — Charlie tentou formar uma frase, mas realmente não sabia o que dizer.
– Você tirou isso das calças, Hudson! Quem diabos ia querer tocar nisso?! — Quinn perguntou, uma explosão de risos saindo de sua boca.
– Mas minha cueca esta limpa! – ele protestou. “Ai meu deus, isso tava na cueca dele!” Charlie pensou enquanto estremecia levemente.
–Cara, ate eu sei que isso é nojento – Puck disse enquanto aparecia ao lado dele – façamos o seguinte – disse enquanto deixava sua bandeja na mesa e pegava o guardanapo de Quinn que o olhou indignada ao vê-lo usar o guardanapo para pegar o dinheiro e estender para Charlie que fez uma leve careta.
– Eu também não quero tocar... Pelo guardanapo. — Charlie afirmou, enojada. — por que você não leva pra sua casa e compra coisas pra quando a Ivy for pra lá? — sugeriu, se virando para o moreno alto, ela estava realmente disposta a se ajoelhar para não tocar naquilo.
– Eu não sei tudo o que um bebê precisa – Finn disse com os olhos arregalados. Charlie suspirou e olhou para o dinheiro no guardanapo, ela fez uma careta e Puck mordeu o lábio para esconder a risada, a loira suspirou e lentamente pegou o dinheiro enquanto tinha a sensação que os germes estavam se espalhando pelo seu corpo.
– Nós podemos ir comprar... Depois – resmungou enquanto olhava para o guardanapo com dinheiro na sua mão. Quinn ria descaradamente, Puck evitava rir, Finn estava com um sorriso enorme no rosto e Charlie tinha o rosto vermelho de constrangimento.
– Cara, deixa eu te mostrar uns lances lá no campo. — Puck chamou Finn e os dois seguiram para o campo deixando as irmãs lá, Quinn ria histericamente enquanto Charlie parecia quase em choque.
– Ok... Prefiro nem perguntar. — Rachel observou enquanto se sentava com as duas acompanhadas de Kurt.
– Onde está a Santana? — o garoto perguntou, parecendo preocupado enquanto colocava o canudo na sua caixinha de suco.
–Hospital – Charlie resmungou enquanto empurrava o dinheiro para o centro da mesa com uma cara de nojo e deitava a cabeça contra a mesa enquanto resmungava algo sobre Finn ser nojento, o que fez Kurt e Rachel olharem para Quinn, em dúvida.
– É só que agora que ela tá pegando a Santana, ela achou que nunca mais ia ter que tocar ou ver um pênis de novo. — Quinn falou, dando de ombros e bebendo um gole de sua água, deixando Rachel e Kurt olhando para o dinheiro enojados e então os dois largaram seus talheres.
–Tecnicamente eu não vi nada – Charlie resmungou ainda com a cabeça contra a mesa – só não deixa de ser nojento o fato dele querer me dar dinheiro que ele tirou da cueca... Não da calça, da cueca! – exclamou enquanto levantava um pouco a cabeça e olhava para Kurt e Rachel que pareciam mais enojados que antes – isso não é... Sei lá... Um tipo de assédio sexual? – perguntou enquanto olhava diretamente para Rachel.
– Bem... Eu sei por experiência própria que ele lava lá embaixo... Cheira a sabonete de bebê. — Rachel falou, parecendo enojada e fazendo Quinn se engasgar e cuspir toda a sua água na forma de um jato na direção de Mike que tinha vindo sentar com elas. — Calma, Quinn, você cheira melhor, parece cheiro de pêssegos. — foi a vez de Charlie se engasgar com seu suco e começar a tossir incessantemente.
– Eu sabia que você tinha roubado meu sabonete! — a gêmea mais nova reclamou, tossindo. — podia pelo menos ter lavado depois! Tinha pelinhos nele quando eu peguei! — Kurt se engasgou com uma folha de sua salada e começou a tossir desesperadamente.
–Charlie, cala a boca! – Quinn resmungou irritada e olhou para Mike que estava limpando o rosto molhado com o guardanapo – ninguém precisa saber de uma coisa dessas! – exclamou exasperada — Eu não saio por ai dizendo o quão virgem você é – disse e todos olharam para Quinn com a sobrancelha arqueada. “Como ela ainda pode pensar isso? Até eu sei que ela não é” Kurt pensou e olhou para Rachel que deu de ombros.
– Quinn, eu não sou... — a loira mais nova tentou dizer.
– Ah, nem tenta, eu já disse isso pra ela dezenas de vezes. — Rachel a interrompeu.
– Peraí, a Charlie não é virgem, foi até eu que... — Mike começou a dizer, mas recebeu um olhar mortal das duas gêmeas.
–Ia dizer algo, Chang? – Quinn perguntou enquanto estreitava os olhos ameaçadoramente para ele que engoliu em seco e olhou para Charlie em busca de apoio, mas ela apenas deu atenção a sua salada.
– Eu... Er... Não, nada... — se enrolou o garoto, tentando e falhando em não gaguejar muito.
– Não... Pode falar... Tenho certeza que serei bem compreensiva. — a loira falou, agarrando o cabo de seu garfo como se fosse uma arma.
– Eu... — engoliu em seco. — ooh... Umm... Foi a Santana!
–Quinn, relaxa. Ok? – Charlie disse para a irmã que continuava olhando para Mike – Rachel, manda ela parar, por favor – disse, emburrada.
– Lucy, pára agora ou eu não vou lá embaixo em você por um mês. — a morena falou, sem nem mesmo erguer os olhos das partituras que estava analisando, Kurt engasgou na água de novo e o queixo de Quinn quase bateu na mesa.
– Mas... Rach...
– Nada de mas, está avisada. — a judia disse, com uma voz quase severa.
Quinn olhou para Charlie que tinha um sorriso no rosto enquanto fazia gestos de chicote pra ela, o que a fez ficar mais irritada ainda.
–Charlie, não provoque você também – Rachel disse sem nem mesmo olhar para ela, o que a fez arregalar os olhos, surpresa.
Enquanto isso no hospital...
Santana estava sentada na cama há quase quarenta e cinco minutos, suas costas doíam por causa da punção lombar que acabara de fazer, o que significava que não podia se deitar, ela olhou para o lado e observou Ivy dormindo calmamente em seu carrinho, desejou que ela acordasse, só para ter um motivo para se levantar da cama sem ter mais um formulário escrito "inquieta" para seu pai escrito pela enfermeira mal encarada que andava pelos corredores, senão ele iria querer ficar lá dentro para distraí-la e a morena realmente não agüentava mais ver seu pai tão desesperado e deprimido.
Ela fechou os olhos brevemente e tentou imaginar um futuro onde ela estaria viva, casada e com filhos, mesmo as chances sendo poucas, ela queria poder pensar nisso, abriu os olhos lentamente e olhou para Ivy no carrinho enquanto dormia tranquilamente. Será que ela realmente iria ver a garotinha crescer? Ou mesmo Beth? Seu coração apertou com o pensamento.
Ela tinha uma vontade quase desesperadora de arrancar aqueles fios ligados ao seu braço, tantos remédios de nomes exóticos, nenhum deles fazendo a menor diferença, colocou a mão no fio fino e transparente, fechando os olhos e quase sorrindo com o pensamento daquilo saindo de sua pele e parando de intoxicar seu sangue.
– Você não tá pensando em arrancar, né? — ouviu uma voz doce da qual se lembrava muito bem, parecia que não a havia visto em eras.
–Talvez sim... Talvez não – Santana resmungou enquanto fechava as mãos em punhos – é cansativo estar numa situação como ela, sabia! – Exclamou, irritada – Eu poderia simplesmente morrer, não teria que passar por toda essa merda!
– Que coisa feia, Sanny... — Brittany deu um passo á frente, as franjas de sua saia das Cheerios balançando, ela parecia um raio de sol, algo que Santana colocaria em um pote, não parecia certo que ela estivesse ali, quase como uma freira em um prostíbulo, ela era muito brilhante para aquele lugar.
– Estou cansada Britt-Britt – Santana respondeu enquanto respirava fundo, A Loira se aproximou dela e segurou sua mão, fazendo carinho com o polegar, o que fez a latina sorrir brevemente e olhar para ela que sorriu e se inclinou para dar um beijo na sua testa.
– Você não é tão corajosa assim. — a loira afirma, colocando uma mecha de cabelos escuros atrás de sua orelha. — Pra enfrentar a morte desse jeito, aposto que nesse minuto estava pensando em como gostaria de ver Ivy crescer.
–é meio impossível não pensar quando ela esta bem aqui – disse enquanto apontava para a garotinha, Brittany sorriu levemente.
–Sabe o que eu vejo? – Brittany perguntou – Eu vejo você feliz, com dois filhos e casada com uma loira bonitona – disse e Santana riu – caso não tenha notado... Estou falando de mim – completou e Santana sorriu abertamente.
Mas o sorriso a fez sentir mais dor nas costas e se curvar lentamente, fazendo uma cara de dor com a pontada.
– Meu deus, me desculpa. — Brittany colocou uma mão na própria boca e se aproximou quase em um pulo, a morena apenas gesticulou para que não se mexesse, mas a dançarina jogou sua bolsa das Cheerios no chão e subiu na cama rápido e habilidosamente se sentando atrás da morena.
Santana fechou os olhos fortemente enquanto sentia a dor tomar conta, ela respirou fundo sentiu as mãos de Brittany em seu ombro, a loira parecia extremamente assustada com aquilo, Santana tentou dar um sorriso tranqüilizador que saiu como uma careta o que deixou Brittany mais preocupada.
– Eu queria ter mais de dois filhos. — a morena falou, do nada, se encostando em Brittany e sorrindo de olhos fechados ao sentir seu cheiro de morango.
– Ahn? — a loira perguntou, confusa.
– Eu queria ter uma família grande, diferente da minha... — explicou, passando os dedos pelo lençol fino de hospital.
Brittany piscou algumas vezes e logo sorriu para Santana.
– Já pensou em alguns nomes? – a loira perguntou sorridente, a latina riu sem humor.
–Brittany, eu não posso fazer planos nessa situação... Eu só estaria me iludindo – Santana disse, seria enquanto respirava fundo.
– Mas isso não vai te fazer viver mais? Sonhar, sabe, eu li em algum lugar que ajuda, continuar sendo quem você sempre foi. — a loira observou, colocando o queixo no ombro de Santana e encostando sua bochecha na da morena, seus braços a envolvendo delicadamente.
– Isso é o que eu sou, Britt, essa... Essa coisa... Vem crescendo dentro de mim desde que eu nasci, cada gripe, infecção, dor de cabeça, alergia, depressão, euforia, tudo foi só esse tumor intoxicando tudo dentro de mim. — a latina falou, parecendo cansada.
–Eu te amo, San... – Brittany disse baixinho e Santana fechou os olhos enquanto respirava fundo – Eu sei que posso te perder ainda hoje ou amanhã ou a qualquer momento... Por isso só queria te dizer isso – adicionou. Santana apenas assentiu.
–Eu também te amo, Britt-Britt – Santana respondeu e virou um pouco seu rosto para olhar para a loira que lhe deu um leve sorriso. — Eu acho que meu tranqüilizante tá fazendo efeito... — a morena sussurrou, bocejando e encostando a cabeça no ombro de Brittany.
– Eles te deram tranqüilizantes? O que foi que você fez? — perguntou a loira, respirando fundo o cheiro doce dos cabelos escuros.
– Eu posso ter chamado a enfermeira de algumas palavras de baixo calão em espanhol... — murmurou à morena, sonolenta, Brittany apenas sorriu e a abraçou mais forte. – você vai estar aqui quando eu acordar de novo? – Santana perguntou enquanto sentia seu corpo ficar mole, Brittany assentiu.
–Sempre, San...
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