Being A Happy Family

63 Cap. 62 | Lima, Ohio | 2012 | New Friendships


Dois meses passaram. De tratamentos, noites no hospital e visitas no seu quarto, Santana estava tentando enfrentar aquilo da forma mais esperançosa possível, mas as vezes ela só acordava querendo que aquilo acabasse, mesmo que acabasse machucando as outras pessoas, Charlie a visitava uma vez ou outra, Brittany fazia o mesmo e Santana sabia que as garotas estava tentando não se machucar e respeitava isso, ela queria que ambas fossem felizes caso algo acontecesse.

E Tinha Finn e Kurt, os garotos a visitavam sempre, Kurt era um ótimo amigo e sempre tornava as coisas mais fáceis, ou pelo menos tentava, Já Finn, mesmo sempre falando alguma idiotice, tentava animá-la, passavam a tarde pensando em nomes para seu futuro bebê.

–Hazel Grace! – Finn disse enquanto olhava para Santana que estava deitada, Ela revirou os olhos.

–Finn, não coloque o nome da sua filha baseada em um livro – a latina replicou e ele suspirou enquanto assentia e riscou o nome da lista de nomes no seu caderno, havia outros nomes, uns comuns e outros inusitados. – Como se sente? – Santana perguntou enquanto o olhava, Finn franziu o cenho – Sabe, sendo pai... – Explicou.

– É complicado... — nesse momento, uma enfermeira se aproximou e ajeitou suas bolsas de medicamento, fazendo-a sobressaltar e gemer de dor quando a mulher colocou outra agulha em seu pulso.

– Me desculpe, Dra. Flinch disse que você ia precisar desse também, acho que conversou com seu pai sobre isso. — a mulher falou, penalizada ao olhar para uma garota tão jovem sentada naquela cadeira com tantos remédios na veia, realmente odiava quando via crianças na ala de quimioterapia. — ele avisou que uma... — checou em sua prancheta. — Charlotte Fabray vinha lhe buscar em 45 minutos, quando essa bolsa acabar.

– Charlie?! — perguntou, um pouco assustada, a loira não tinha ido visitá-la muito naqueles meses e ela até agradecia silenciosamente a isso, pois mesmo que seu pai não falasse, ela sabia que a quimioterapia não vinha dando muito resultado e eles estavam apenas testando novos remédios, um após o outro.

Santana olhou para Finn mais uma vez, ele estava lendo, e tinha mais dois livros no colo, o que a fez rir um pouco ao vê-lo tão concentrado, ela fechou os olhos brevemente e tentou dormir um pouco até que Charlie chegasse ali, abriu os olhos um pouco e olhou para Finn e franziu o cenho quando vira seus olhos enchendo de lágrimas.

–Ei – a latina chamou, ficando preocupada, não era todo dia que se via um garoto grandão chorando com um livro de romance em mãos – Finn... – chamou sua atenção e o garoto a olhou.

– Ele... Ele acendeu como uma árvore de natal – disse com o lábio inferior tremendo – não quero que isso aconteça com você! – completou.

– Finnocence, eu não sou uma árvore de natal, agora se recomponha. — mandou, respirando fundo e jogando um lenço na direção do moreno, ele enxugou as lágrimas e os dois passaram alguns segundos em silêncio, a latina de olhos fechados e com a mão na testa. — que tal Ivy?

– Hãn? — perguntou, confuso.

– O nome do bebê, Ivy. — esclareceu, e Finn sorriu de lado.

– Gostei. — falou, pensativo, no exato momento que Charlie entrou na sala de quimioterapia e olhou em volta entre as outras pessoas até que viu Santana e sorriu para ela.

– Hey, San. — falou a loira, dando um beijo na testa da latina. — Wow, isso são muitos remédios. — observou, olhando para as quase 5 bolsas de remédios no poste.

– Nem me fale – Santana resmungou e olhou para Finn que ainda fungava com o lenço no rosto – me sinto uma peneira – resmungou emburrada. Charlie passou o polegar pela sua bochecha.

–Você vai ficar bem – a loira respondeu, com um meio sorriso. Santana olhou bem para Charlie e sentia algo diferente, ela não sabia o que, mas sentia uma diferença. – Não é Finn? – disse enquanto olhava para o garoto e franziu o cenho ao vê-lo enxugar algumas lágrimas e olhar para ela.

–Sim, claro! Ela não é uma árvore de natal! – Exclamou determinado e Charlie olhou para Santana como se pedisse uma explicação e a latina apenas deu de ombros.

–Não queira saber.

– Então, San, vamos...? — a loira perguntou, sorrindo e acariciando as costas da latina. — ainda não terminamos a sua excursão.

– Oh, claro, só temos que esperar essa bolsa acabar... — e sorriu para Charlie e elas ficaram se encarando com um sorriso no rosto, Finn percebeu que estava sobrando e se levantou ruidosamente.

– Err... Eu acho... Que eu vou ali ver a Katy e... É, tchau, Santana, tchau, Charlie. — murmurou antes de se virar e sair.

Charlie deu de ombros e vinte minutos depois elas estavam no Impala da loira, dirigindo para fora de Lima, Charlie usava um óculos escuros e cantava uma música antiga de Buddy Holly, a janela aberta e seus cabelos dourados ao vento, Santana sorria e a olhava, a pele pálida sob o sol, ás vezes elas trocavam sorrisos, até que chegaram a um grande parque com centenas e centenas de balões a gás amarrados por cabos de aço.

– Wow. — Santana contemplou, olhando todos aqueles balões no céu, aquilo era lindo. — você me trouxe para andar de balão?

– Não, eu te trouxe para fazermos um piquenique em um balão. — Charlie tirou uma cesta de piquenique no porta-malas, cobriu os ombros da latina com sua jaqueta do time de futebol e lhe estendeu a mão para que fossem até o campo. — todo ano tem essa exposição, pouca gente sabe, mas eu adoro vir aqui e só ficar lá em cima, vendo a cidade e tirando fotos.

Santana sorriu abertamente para Charlie que retribuiu e mais uma vez consertou a jaqueta sobre os ombros de Santana que apenas a olhava com um leve sorriso no rosto, a garota pegou sua mão e elas saíram caminhando até um dos balões.

– Isso é incrível, Char... – Santana disse enquanto olhava para a loira que a olhou com um sorriso torto e lhe deu um beijo na bochecha a fazendo sentir suas bochechas esquentarem.

– Charlotte! — um homem com um forte sotaque irlandês pegou a mão da loira que antes segurava a de Santana e a beijou levemente, seu balão era todo azul e parecia se camuflar no céu claro. — achei que não fosse vir para sua reserva esse ano!

– Você sabe que eu venho todo ano, Joe. — Charlie sorriu para o senhor e capturou a mão de Santana.

– E quem é essa bela garota? — o senhor perguntou, beijando a mão livre da latina.

– Essa é Santana, San, esse é Joe, todo ano eu venho no último dia e fico duas horas no balão como última visita antes de mudarem de cidade. — Charlie afirmou, sorrindo de lado.

– É um prazer. — Santana falou, mas ao ajeitar a manga da jaqueta o homem conseguiu ver de relance uma espécie de pulseira de hospital e sentiu um pouco de pena da garota, a morena percebeu e se encolheu levemente, ela detestava aquele olhar de "coitadinha".

– Bem, podem embarcar. — o homem disse, abrindo a portinha para a "cabine" do balão, as duas entraram e ele começou a subir o veículo.

Charlie olhou em volta com um meio sorriso e em seguida olhou para Santana que olhava para baixo parecendo encantada o que a fez rir, chamando atenção de Santana que a olhou ainda sorrindo.

–Isso é incrível! – A Latina exclamou e vira Charlie se agachar e abrir a cesta de piquenique calmamente – Qualquer pessoa teria sorte de namorar você... Você planeja os melhores encontros – disse e Charlie perdeu o sorriso e ficou seria, mas continuou tirando as coisas da cesta.

–Eu não estou pensando em namorar – foi tudo o que Charlie disse e Santana se aproximou dela.

– Também não. — a morena sussurrou, se sentando ao lado da loira no chão do compartimento de ferro, que tinha uma parte de vidro que as duas observavam, ela pegou um sanduíche e começou a tirar a casca. — senti sua falta. — a latina disse, pegando uma mecha de cabelo dourado e colocando atrás de sua orelha. — dos seus abraços e do seu sorriso, e de seus olhos, e de sua voz. — ela fechou os olhos por alguns segundos, se sentindo um pouco tonta sob os olhos verdes penetrantes de Charlie, seu corpo começou a agir sob sua própria direção e ela se inclinou na direção da loira, deitando a cabeça na curva de seu pescoço e inalando seu cheiro doce e embriagante.

– Me desculpe... Eu só tenho estado bastante ocupada com a Kate e tudo mais. — Charlie afirmou, apertando o corpo pequeno da morena contra o seu. — prometo que vou tentar ir te ver mais.

– Finn e eu estávamos discutindo nomes para a menina – Santana disse enquanto levantava um pouco, Charlie sorriu e lhe deu um beijo na testa – O Escolhido foi Ivy – Disse e escondeu seu rosto na curva do pescoço da loira.

– que nome esquisito! – Charlie disse e Santana bateu na sua barriga – wow! Desculpe! Esse nome é lindo! – disse rapidamente enquanto levantava as mãos em rendição, fazendo Santana rir – meus filhos com certeza vão ter um nome comuns tipo... Gwen Stacy! – Charlie disse e Santana sorriu pra ela.

– Bem... Eu gosto de nomes mais fofos... Tipo Kathelyn. — a morena falou, olhando nos olhos verdes enquanto Charlie pensava e então um sorriso surgiu no rosto da loira.

– Ta aí, gostei de Kathelyn. — comentou, acariciando de leve a bochecha da latina, que mordeu seu sanduíche e o mastigava lentamente. — gosto de Ryder.

– Eu também. — a morena sorriu de volta e se inclinou um pouco mais perto da loira, selando seus lábios em um beijo casto e duradouro, um pequeno toque que deixou o corpo das duas pegando fogo.

Depois do beijo trocado, as duas se separaram e continuaram a comer conversando sobre coisas bobas até que Joe começou a puxar o balão de volta, elas saíram do parque e Charlie levou Santana para uma feira de flores, onde elas andavam e olhavam as flores, sorrindo uma para a outra e comendo algodão-doce, sem nem mesmo perceber que estavam de mãos dadas o tempo todo, quando começava a escurecer, entraram de novo no carro, Charlie passou em uma loja de conveniência e comprou algumas coisas que a latina não podia ver então elas foram até a casa dos Lopez, desceram do carro em silêncio e andaram de mãos dadas até o quintal.

– Comprei algumas coisas que a gente comia quando éramos pequenas, talvez a gente pudesse ir até sua casa da árvore e comer um pouco, se lembrar de quando éramos pequenas. — a loira disse, e então a latina ficou na ponta dos pés e a beijou profundamente, a lua brilhando mais forte sobre as duas, tudo naquele dia parecia tão bonito e tão... Certo.

Charlie dirigia até a casa dos Lopez enquanto Santana a olhava com um pequeno sorriso no rosto, havia algo de diferente nela naquele dia e ela soube exatamente pelos beijos, eles estavam diferentes, enquanto caminhavam até a casa da arvore, Charlie fez um gesto para a escada.

–Primeiro as damas latinas – Disse sorrindo e Santana riu enquanto subia, mas parou na metade e olhou para Charlie.

–Isso não é uma desculpa pra olhar pra minha bunda, não é Charlie? – Santana perguntou com a sobrancelha arqueada e Charlie riu e a olhou com um sorriso torto.

–Se eu quisesse olhar para a sua bunda eu iria te despir – Charlie respondeu e Santana novamente sentiu suas bochechas esquentarem, ela realmente não estava esperando uma resposta daquelas vindo da sua doce e adorável Charlie.

As duas subiram na casinha, não se importando em ligar a luz, já que o reflexo pálido da lua era suficiente para iluminá-las, Santana quase saltou de alegria, cruzando as pernas na madeira pálida enquanto abria a sacola e jogava seu conteúdo no chão, picolés de ursinhos, gummy bears, jujubas, chocolates com recheio de cereja e morango, tudo o que elas costumavam comer quando eram crianças.

– Isso é tão legal! — a morena gritou alegre, abrindo um picolé de morango e lambendo devagar, fazendo Charlie focar nos movimentos de seus lábios por alguns segundos até que balançou a cabeça para afastar os pensamentos meio sujinhos, se levantando e caminhando pela casa da árvore para expulsar a vontade que tinha de deitar aquela latina no chão e fazer umas coisas com ela...

– Você apagou nossos desenhos? — a loira perguntou, tocando o lugar onde antes estavam vários desenhos com tinta que elas gostavam de fazer, Santana se levantou e parou de frente para Charlie.

– Menos aquele. — observou, apontando para duas impressões de mãos bem pequenas que elas fizeram aos quatorze anos.

– Ah! Eu me lembro desse! – Charlie disse com um leve sorriso – você ficou reclamando “Ah, polly pocket minhas mãos são enormes” – disse enquanto fazia voz de criança e riu quando Santana lhe deu tapas no braço o que a fez rir e andar para longe de Santana que acabou rindo.

–Vou sentir saudades disso – A Latina disse seria.

–Eu também – Charlie respondeu e Santana a olhou.

–Mas você vai poder vir aqui sempre que quiser – a morena disse e Charlie apenas assentiu e andou até onde estavam todas aqueles doces e pegou umas jujubas e começou a comer em silêncio. Santana sentou na sua frente e Charlie a olhou, dando um sorriso fraco e a latina curvou-se e lhe beijou enquanto sentia o gosto doce da jujuba, ou eram só os lábios da loira.

Santana ficou na ponta dos pés e inclinou a cabeça para aprofundar o beijo, passando as mãos pelos cabelos dourados de Charlie, que sorriu entre o beijo e segurou na cintura da morena, a puxando para si e descendo as mãos para a base de suas costas, só então dando um aperto experimental na bunda da latina e sorrindo ao ouvir um gemido de satisfação deixar seus lábios.

– Vem aqui, eu quero que você veja extensão. — Santana se afastou e pegou Charlie pela gola de sua blusa, puxando-a para a parte de trás da casinha, onde ela não percebera que tinha uma cortina cor de púrpura.

– Extensão? — perguntou, confusa, seguindo a morena até a cortina, que ela puxou, revelando uma porta de vidro que dava para um largo corredor de madeira com corrimão sobre um galho grosso e então levava até uma espécie de varanda em forma de sexágono, com corrimão de madeira grosso coberto por luzes de natal e uma espécie de cama laranja escura e cheia de almofadas, um dossel com cortinas de seda pendendo sobre a cama e lanternas orientais penduradas nas tábuas.

– Papai construiu para que eu pudesse descansar quando quisesse, quando... Descobriram meu diagnóstico. — a latina falou, puxando Charlie até a cama e fazendo-a se deixar sobre o colchão, deitando ao seu lado e puxando seu rosto para beijá-la. — é lindo, não é? — perguntou, quando o ar foi necessário.

– Não mais do que você.

Charlie a beijou novamente e ficou sobre ela, Santana puxava seu cabelo uma vez ou outra enquanto Charlie deixava chupões pelo seu pescoço enquanto Santana gemia alto descia suas mãos até a calça de Charlie e tentava abrir os botões e o zíper sem parar o beijo. Charlie segurou na barra da camisa de Santana e a puxou bruscamente e voltou a beijá-la;

–Char... Tira essa porcaria de blusa – Santana resmungou entre os beijos enquanto tentava tirar a camisa da loira.

– Ei! É minha camisa do capitão América, não é “porcaria”! – Charlie retrucou enquanto se afastava para olhar para Santana que tinha um olhar nada agradável – Okay, vou tirar – a loira respondeu rápido enquanto descartava a camisa e Santana a secava descaradamente.

– Gosta do que vê? — a loira pergunta, sugando levemente no ponto de pulso da morena e fazendo-a gemer e puxar os cabelos dourados levemente antes de inverter suas posições e ficar por cima da loira, desabotoando seus jeans e puxando-os para longe, Charlie os chutou quando estavam em seus calcanhares e arfou quando a latina subiu sobre ela, descartando seus shorts, a pele cor de caramelo quente como fogo, a acalentando e a aquecendo e deixando-a tão excitada que sua respiração saía entrecortada.

– Você não tem idéia... — a latina sussurrou em seu ouvido, apertando seu peito direito por cima do sutiã turquesa da Grifinória, desceu os beijos pelo seu pescoço, colo e então para sua barriga, onde deixou um leve chupão enquanto desabotoava seu sutiã e o jogava longe, seu fôlego sumindo ao ver o dorso nu de Charlie, as costas arqueadas sobre o colchão, os olhos fechados, a boca entreaberta. — eu te amo. — sussurrou, tomando um mamilo ereto em sua boca e sugando levemente, apreciando os sons que saíam da boca da loira.

Ela fez movimentos circulares no mamilo de Charlie enquanto estimulava o outro com a ponta dos dedos, A Loira gemia alto e tinha suas mãos nos cabelos de Santana que às vezes gemia com os puxões de Charlie que puxou seu rosto para perto e a beijou enquanto suas mãos desciam pelas costas de Santana e em seguida paravam na bunda da latina que gemeu e mordeu o queixo da loira que gemeu enquanto levantava sua perna direita para causar atrito entre as pernas de Santana que gemeu audivelmente enquanto segurava seus ombros e ofegava.

Santana se afastou e sentou ao lado da loira, delicadamente tirando sua calcinha, passando as mãos pelas pernas longas de Charlie e acariciando a pele clara, a loira arfou e acompanhou com os olhos cada movimento da latina, que percorreu todo o corpo da loira com seus próprios olhos castanhos até que encontrou os orbes verdes escuras cheias de desejo de Charlie a encarando.

A morena se inclinou, acariciando a bochecha rosada de Charlie e beijando seus lábios delicadamente, descendo a mão pelo seu abdômen, massageando um pouco ali antes de chegar até onde a loira ansiava para ser tocada.

A Loira fechou os olhos enquanto sentia a mão de Santana chegar ate seu clitóris e fazer movimentos circulares o que a fez balançar seus quadris querendo mais atrito enquanto Santana espalhava beijos pelo seu pescoço, Charlie desceu suas mãos pelas costas de Santana e deu um aperto na bunda da latina que sobressaltou um pouco e começou a morder a orelha de Charlie que tentou abafar os gemidos, o que se tornou mais difícil quando Santana começou a descer seus beijos pelo seu estomago.

Agora a língua de Santana estava em seu centro, sugando devagar em uma velocidade agonizante que fez as costas de Charlie se arquearem violentamente enquanto ela puxava levemente o cabelo da latina, seus lábios grossos fazendo com que a loira sentisse o prazer atacar seu corpo como ondas na baía, em uma velocidade quase violenta, até que sentiu a língua da morena a penetrar de uma hora para outra e ela ficou muda, não conseguia fazer nada sair de seus lábios, a boca seca, os olhos fechados, as mãos acariciando levemente os cabelos escuros de Santana, até que ela pressionou seu clitóris com o dedo e Charlie sentiu seu corpo agir pelos seus próprios instintos, puxando os cabelos de Santana e arqueando as costas.

– Puta que pariu! — a loira gritou, seu corpo convulsionando sob as sensações que a língua de Santana a faziam sentir. — caralho, Santanaaaa! — a latina sorriu contra o sexo de Charlie, pressionando seu clitóris com ainda mais força. – Merda! – exclamou enquanto fechava os olhos com força, segurou na cama com uma mão e os cabelos de Santana com a outra, Santana desceu um pouco seus dedos e finalmente penetrou a loira que gritou enquanto arqueava as costas e fazia à latina sorrir enquanto fazia coisas pecaminosas com a língua – Oh meu deus, Santana! – Exclamou quando uma das mãos de Santana voltou para o seu seio e apertou, estimulando o mamilo com o polegar.

A morena subiu seu corpo e deitou ao lado da loira, continuando com o ritmo lento e enlouquecedor de seus dedos, usando a outra mão para a acariciar os cabelos dourados de Charlie, relaxando-a para que sentisse melhor seus toques, a loira podia sentir o orgasmo bem próximo e agarrou na bunda da latina, fechando os olhos com ainda mais força.

E então aconteceu, o orgasmo chegou e Charlie abriu seus olhos verdes no exato momento, encontrando-os com os orbes castanhas de Santana, as duas com a respiração ofegante, o gemido morreu na garganta enquanto as ondas de prazer atingiam seu corpo, ela apenas abriu a boca e nem mesmo conseguiu emitir algum som de tanto que era seu clímax, Santana sentiu seus dedos se molharem e os retirou delicadamente de dentro da loira, levando-os á boca para provar de seus líquidos, sugando com força e fazendo a respiração de Charlie falhar com a cena.

– Puta que pariu... Oh... Oh meu deus... San... — aquela cena fez com que outro orgasmo a atingisse e Santana apenas sorriu e a abraçou com força até que os tremores parassem.

– Eu te amo. — Santana sussurrou contra o pescoço da loira.

– Wow... San... — Charlie estava ofegante, a cabeça de Santana em seu ombro e um braço em volta da cintura da latina. — eu nunca... Nunca foi desse jeito tão... Intenso...

– Mesmo? Mais dois minutos e eu posso fazer bem desse jeito de novo. — zombou a morena, sorrindo para Charlie, que apenas se inclinou e a beijou com força, descendo a mão de seus ombros para seu abdômen bem definido.

– Eu também te amo.

Santana sorriu e escondeu seu rosto na curva do pescoço de Charlie e respirou fundo enquanto a loira fazia carinho no seu cabelo, o celular de Charlie começou a tocar e a loira bufou irritada enquanto levantava irritada e Santana prendeu o riso enquanto a ia se curvar para pegar sua calça que estava no chão e atender ao celular.

–O Que é? – Perguntou mal-humorada depois de ver o nome de Finn na tela do celular. Ele tinha um péssimo timming.

– KATY VAI TER A MINHA IVY AGORA CHARLIE! EU VOU SER PAI! – Finn gritou ao telefone e Charlie arregalou os olhos e olhou para Santana que sentou rapidamente, ficando preocupada sem saber o que estava acontecendo.

As duas dirigiram até o hospital em silêncio, Charlie no volante e Santana tentando mandar mensagens de texto para todo mundo ao mesmo tempo avisando sobre a pequena Hudson que estava prestes a vir ao mundo, quando chegaram ao hospital, foram levadas até uma sala de espera e instruídas a esperar, a latina ainda tentou fazer com que uma enfermeira que tinha uma queda por seu pai a desse mais informação, mas não havia nada que a mulher pudesse fazer, Quinn chegou com Beth e Rachel, a loira praticamente tinha batom pela cara toda, o que fez com que Charlie risse discretamente, então Puck, Mike, Tina e o resto do Glee chegaram, todos estavam bastante nervosos, esperando para que algo acontecesse, até que Finn saiu com uma cara irritada de dentro da sala e ia passar direto, mas Charlie levantou e o segurou.

– E então, cadê o bebê? — perguntou, estudando sua expressão, não parecia a de alguém que acabara de virar pai.

– Aquele maldito bebê matou a minha Katie. — cuspiu, irritado, se soltando da loira e saindo do hospital, Charlie fez menção de segui-lo, mas Puck se levantou e foi antes, ela estava em choque, Kate estava morta? Finn não queria mais o bebê?

– Char... – Santana chamou enquanto olhava para a loira que parecia ter criado raízes onde estava, seu olhar estava desfocado – Ei – tocou no ombro da loira que piscou um pouco.

–Eu... Vou ao banheiro... Preciso ficar sozinha – disse enquanto saia dali e deixava todos ali num silêncio desconfortável. A loira obviamente fora atrás de Finn, lhe dar uns tapas de preferência e o encontrou discutindo aos gritos com Puck no estacionamento do hospital.

– Você é retardado? – A Loira perguntou, fazendo os dois a olharem – Não responda, eu já sei! – disse enquanto se aproximava de Finn rapidamente, Puck engoliu em seco, ele conhecia aquele olhar furioso o que o fez recuar automaticamente – Aquele é o seu bebê! É só uma criança e não tem culpa de nada do aconteceu, seu babaca! – disse e empurrou o garoto alto que se mexeu minimamente.

–A CULPA É DAQUELE BEBÊ! ELA ME TIROU A GAROTA QUE EU AMO! – Finn exclamou irritado e Charlie fechou as mãos em punho – nenhum de vocês sabe o que é isso! Eu nunca mais vou poder ficar com ela... Ela não vai voltar! – disse transtornado enquanto olhava em volta querendo algo para chutar, mas simplesmente saiu dali, Charlie tentou ir atrás dele, mas Puck segurou seu braço.

– Deixa ele sozinho, ele vai voltar, você vai ver. — Puck disse. — vamos entrar, a filha da Kate está lá dentro sozinha e precisa de você, ela sempre dizia que você seria a madrinha do bebê, pois bem, você pode agir como uma madrinha agora e cuidar dela enquanto o pai não está bem.

–Tudo bem – disse e Puck sorriu – Mas isso não muda nada entre nós, eu ainda te detesto – adicionou rapidamente e Puck levantou as mãos em rendição, ele merecia aquilo e sabia disso. – Você é um grande babaca.

–Eu sei – ele respondeu enquanto os dois andavam de volta para o hospital Os dois voltaram para dentro e Santana estava falando com uma enfermeira ruiva.

– Kate queria que o bebê fosse entregue para a Charlie? — a latina perguntava, com o cenho franzido.

– Para MIM? — Charlie interrompeu, chocada.

– Era seu segundo plano, o primeiro era o pai, mas pelo que vi ele não estará apto a receber a criança por agora, ela não deixou outra decisão... Então se nenhum dos dois poderá receber o bebê, teremos que encaminhá-lo para a adoção. — a mulher falou, uma expressão triste e cansada no rosto.

– Eu... Eu não posso levar um bebê lá pra casa... Não outro! — a loira falou. — minha mãe está viajando e eu e a Quinn estamos nos desdobrando para cuidar da Beth.

– Ela pode ficar comigo. — Santana falou, com cuidado. — o Finn vai voltar, ele não é tão Mané assim, e eu ainda não estou tendo aulas em tempo integral por causa do tratamento, posso ficar com ela.

– Tem certeza? — Charlie perguntou, nervosa.

– Tenho sim, vamos lá ver essa menininha. — a latina falou, com um sorriso no rosto.

– Posso ir também, tia Sarlie? — Beth perguntou, puxando a camisa da tia e a olhando com olhos verdes brilhantes.

– Claro. — falou a loira mais velha, pegando a sobrinha no colo e seguindo Santana e a enfermeira até um quarto vazio com apenas um pequeno berço no meio, a mulher pegou o bebê no colo e entregou para Santana.

– Essa, pequena Bethany, é sua nova amiguinha, Ivy.

Notas finais
Olá vadias! :3 Como eu disse antes, um personagem iria morrer u.u *desviandodaspedrasdosbrittanashippers* o que acharam da primeira vez Chartana? da atitude do Finn? Charlie e Puck nunca se entendendo... normal. e do final perfeito que só quem leu Teorias de Santana vai pirar loucamente xD Bom, é isso! não esqueçam de comentar, tentaremos postar amanhã também! bjs!