Being A Happy Family
61 Cap. 60 | Washington | 2012 | "Oops" "I Love You"
Notas iniciais
– Falta muito? – Santana perguntou enquanto olhava para Ricardo que suspirou um pouco e negou com a cabeça, eles estavam indo em direção ao hospital, a garota olhou pelo canto dos olhos Charlie lutar contra o seu sono o que a fez sorrir fracamente, mas ficar seria em seguida ao lembrar da garota loira que havia deixado para trás.
“Eu odeio amar as duas” pensou irritada enquanto brincava com os próprios dedos “Por que eu não posso ficar com as duas?” Parou de brincar com os próprios dedos e balançou a cabeça negativamente, expulsando seu último pensamento.
– Tudo bem, San? — em uma fração de segundo, olhos verdes a fitavam atentamente, tocando em sua bochecha para fazê-la olhá-la de volta.
– Sim. Só... Cansada. — a morena suspirou, se inclinando sobre a mão de Charlie e deixando que a outra garota acariciasse sua bochecha delicadamente.
– Somos duas. — a loira sussurrou, bocejando levemente e esfregando os olhos com a mão que restava, tentando sorrir, mas sendo impedida pelas marcas de tristeza e cansaço, Santana estendeu a mão e passou os dedos delicadamente pela adorável ruga que havia se formado entre as sobrancelhas da loira antes de encaixá-la na bochecha da mesma, passando o polegar pela pele macia e sorrindo com o toque.
– Chegamos. — Ricardo afirmou, tomando um último gole de seu café tamanho grande e fingindo não ter visto nada enquanto as duas se afastavam abruptamente.
Charlie colocou as mãos nos bolsos da calça e respirou fundo, tentando esconder seu constrangimento, Olhou para Santana que também não a olhava e apenas seguia Ricardo que tentava ignorar a tensão entre as duas meninas.
– Espero que tudo dê certo – Charlie disse para Santana que apenas deu de ombros, a loira mordeu o lábio inferior e segurou a mão de Santana que a olhou. – Não pare de lutar – disse, seria e a latina sorriu.
– Nunca. — ela ficou nas pontas dos pés e beijou uma bochecha da loira e logo depois a outra, sorrindo fracamente contra a pele macia, os três entraram no hospital e Santana logo sentiu seu corpo tremer, como filha de um médico, ela costumava passar boa parte de sua infância em hospitais, quando não havia ninguém com quem deixá-la então ela apenas brincava na sala de jogos e coloria velhas fichas de pacientes, de alguma forma, havia se acostumado com a pressa, e os choros, e o cheiro de soro, e remédios e desespero, ela até gostava, mas naquele momento, o mero fato de que provavelmente teria que passar todo seu fim do último ano de escola em um hospital fez um arrepio percorrer sua coluna e a fazer simplesmente querer virar as costas e correr, até que sentiu uma mão quente apertando a sua, olhou nos olhos verdes de Charlie e sorriu de leve em um agradecimento mudo. Ricardo falava com a recepcionista para saber onde encontrar seu colega que eles haviam vindo de Ohio para ver.
– Dra. Preston está no 3° andar, sala 567, ele está com paciente, mas irei avisar de sua chegada, podem esperar no corredor que uma enfermeira irá chamá-los quando puderem ser consultados. — a mulher ruiva de olhos pequenos por detrás dos óculos sorriu simpaticamente para os três e logo Ricardo começou a conduzi-las pelos corredores enquanto Charlie passava o braço pela cintura de Santana e a puxava para mais perto de si a cada vez que ela tremia.
– Hey, vai ficar tudo bem – a loira disse para a morena que apenas suspirou e assentiu, seu coração estava batendo tão forte que ela pensou que fosse ter um infarto ali mesmo, Charlie a apertou contra si mais uma vez, querendo que ela relaxa-se pelo menos um pouco.
– Gaby? — Ricardo colocou a cabeça para dentro do consultório e sorriu para a mulher de brilhantes olhos azuis e pele clara, os cabelos loiros presos em um coque e os óculos quase caindo do nariz.
– Ricardo! Meu deus! Há quanto tempo! — a médica levantou de sua mera e abraçou o homem. — Essa é a sua filha?! — perguntou se virando para Santana, que sorriu de lado e apertou a mão na camisa de Charlie com força.
– Sim, essa é a Santana, e essa é a melhor amiga dela, Charlotte... Como andam Luke e Naomi? — perguntou o homem, fitando Gaby com um sorriso no rosto.
– Luke na faculdade, Naomi me dando trabalho, como deve ser. — afirmou, olhando do pai para a filha algumas vezes. — então? Querem sentar para falar sobre o que os trouxe a Washington.
– Santana – Ricardo disse enquanto o clima de repente ficava pesado, a mulher franziu o cenho e olhou brevemente para adolescente que ainda estava agarrando a garota loira ao seu lado – Descobrimos que ela tem... Câncer – disse e Gaby arregalou os olhos, surpresa. Santana respirou fundo e sentiu Charlie subir e descer a mão em suas costas.
A conversa a seguir foi uma das mais difíceis da vida dos três, Gaby falava sobre as chances e sobre tratamentos, e problemas que eles poderiam causar e sobre como aquela doença era rara e relativamente nova, Ricardo ouvia atentamente, ás vezes fazendo comentários enquanto Santana se encolhia no sofá ao lado de Charlie e tentava ao seu máximo para parecer forte, tentando fazer perguntas ás vezes para que ninguém percebesse quão assustada ela estava.
– Bem, tecnicamente, a maior chance é a quimioterapia com Pendrometazol e radioterapia nos níveis que irei passar, acredito que ela poderá começar o tratamento em Lima no começo da próxima semana se as avaliações dos nossos profissionais baterem com os de Ohio. — afirmou a mulher, analisando os exames que Ricardo lhe dera para que ela avaliasse melhor o caso. — acho que todos devem estar muito cansados agora, e eu já terminei meu expediente há uns 7 minutos, então que tal levar vocês para almoçar em uma cantina italiana maravilhosa daqui e depois deixá-los no hotel para descansar?
–Seria ótimo. – Ricardo respondeu com um sorriso cansado Gaby deu um sorriso simpático para ele enquanto os acompanhavam pelos corredores do hospital, Charlie e Santana andavam logo atrás enquanto observavam os dois conversarem tranquilamente, sorrindo uma vez ou outra.
–É Impressão minha – Santana começou a sussurrar para Charlie que a olhou atentamente – ou eles estão flertando? – perguntou e a loira finalmente os olhos e franziu o cenho.
– Que gracinha... — observou a loira, fazendo Santana rir e ficar na ponta dos pés para dar um beijo em sua bochecha antes de se aconchegar á mais alta, passando os dois braços pela sua cintura e deixando que ela a puxasse para si com um braço nos seus ombros, fora do hospital estava frio e ela apertou ainda mais a cintura de Charlie, que a puxou para deitar a cabeça em seu ombro.
– Tem algo rolando entre elas? — Gaby perguntou para Ricardo, olhando de relance para as duas adolescentes atrás de si enquanto eles andavam até o estacionamento.
–É Complicado dizer – Ricardo disse – mas eu sei que Charlie gosta bastante da minha filha, eu vejo isso nos olhos dela – comentou enquanto olhava para um pouco para trás e observava as duas caminhando abraçadas.
–Acho que Santana também gosta dela. – A Mulher disse calmamente. Ricardo sorriu.
–Ela gosta. – afirmou enquanto olhava mais uma vez para as duas e sorria mais abertamente ao vê-las conversando distraidamente.
– Washington é tão legal – Charlie começou a falar e Santana riu levemente – Eu sei que a única coisa que vi até agora foi o hospital, mas eu conheço Forks!
–Não você não conhece você só ouviu falar disso quando Quinn te obrigou a assistir crepúsculo com ela! – Santana zombou divertidamente. Charlie deu de ombros, ela estava gostando daquilo, dos abraços, caminhar ao lado de Santana e de vê-la sorrindo, ela sentia-se como se estivesse fazendo tudo certo.
– Você sabe que vai ter que contar para as pessoas, né? — Charlie apertou a morena para mais perto de si, passando as mãos para cima e para baixo em seus braços tentando mantê-la aquecida. — quer dizer... Quando voltar para Lima e começar o tratamento, você vai ter que falar...
– Eu sei... — Santana falou, sua voz em um fio, de repente ela se sentiu fria e apertou-se ainda mais ao corpo da loira.
Eles entraram no carro e Gaby dirigiu até a cantina italiana, que estava lotada, sentaram-se e fizeram o pedido, a médica logo puxou conversa.
– Me fale mais de você? Casou novamente? – Perguntou casualmente e Charlie e Santana se entreolharam enquanto observavam atentamente a interação entre os dois.
–Não me envolvi com ninguém desde minha separação- Respondeu com um pequeno sorriso, Santana olhou para Charlie que assentiu levemente como se confirmasse algo.
O almoço correu bem, cheio de flertes entre os dois adultos e olhadas cúmplices entre as duas adolescentes, logo Gaby os deixou no hotel e cada um foi para seu quarto, Charlie tomou um banho quente e demorado e depois se jogou na cama, estava prestes a dormir quando ouviu a porta do quarto se abrir devagar e levantou o rosto para perceber uma latina em seus pijamas e usando seus óculos secretos andar na ponta dos pés até sua cama e se enfiar por debaixo das cobertas.
– Não consegui dormir... — resmungou a morena, se aconchegando ao corpo de Charlie, que a abraçou e puxou para si.
– Aí você resolveu me fazer uma visita? — perguntou docemente, beijando a testa da latina de leve.
– Você é quente – Santana murmurou e Charlie arqueou a sobrancelha – Quer dizer, seu corpo é quente – a loira continuou com a mesma expressão – Meu Deus! Eu to falando da temperatura! – resmungou e Charlie riu e lhe deu um beijo na bochecha.
– Você é adorável – Charlie disse para a latina que revirou os olhos e escondeu o rosto na curva do pescoço da loira.
–Não, eu não sou adorável! Isso não existe no meu vocabulário – resmungou, o que fez Charlie rir mais uma vez e colocar uma mão em seu quadril e em seguida começar a lhe fazer cócegas.
– Pára! Oh meu deus! Charlie! Para! — a latina pedia, com a respiração ofegante enquanto tentava se desvencilhar da loira, que estava com um joelho de cada lado da cintura e fazia cócegas em sua barriga, até que a morena conseguiu segurar suas mãos e inverter suas posições, fazendo Charlie cair na cama abaixo da latina, elas se olharam nos olhos por alguns minutos, as duas com um sorriso no rosto e respiração ofegante. — eu quero que você me mostre. — Santana disse, de repente.
– Como assim? — a loira perguntou, sorrindo ainda ofegante.
– Como é ser a pessoa mais incrível do mundo. — A latina acariciou de leve a bochecha da loira e chegou mais perto, deixando-a ainda mais ofegante. — eu quero ver como é a vida pelos seus olhos para se algo acontecer...
– A vida pelos olhos de uma nerd? — Charlie zombou. — empolgante.
– Você não é só isso... É linda, e inteligente, e a melhor pessoa do mundo aos meus olhos. — Santana sorriu de lado e beijou a ponta do nariz de Charlie, então encontrando seus olhos com os olhos verdes de Charlie e percebendo quão próximas elas estavam.
A Loira sentou-se na cama rapidamente o que fez Santana saltar um pouco em seu colo e envolver seu pescoço, a loira envolveu sua cintura com um braço e acariciou seu rosto com outro, ela se preparou para dizer algo, mas fora interrompida quando Santana simplesmente a beijou o que a fez gemer baixo enquanto sentia as mãos da latina em seu cabelo, puxando levemente. “É Bem provável que eu morra, então... essa pode ser minha última chance” Santana pensou enquanto sentia as mãos de Charlie inquietas em seu quadril, provavelmente sem saber onde colocar as mãos, o que a fez rir levemente e empurrar a garota para deitar na cama.
Charlie respirou fundo quando Santana deitou sobre ela e começou a beijar seu pescoço, ela mordeu o lábio inferior e tentou abafar um gemido, ela segurou nas pernas de Santana e virou, ficando por cima enquanto olhava nos olhos de Santana estava ofegante.
– Começaremos o Tour “O Mundo pelos olhos de Charlie Fabray” amanhã – a loira disse baixinho e saiu de cima da morena que ficou completamente confusa quando viu a garota simplesmente deitar na cama pronta para dormir, Santana sentou-se na cama e olhou para Charlie.
– Como é que é? Você vai simplesmente dormir? Serio? – Perguntou, incrédula.
– Eu estava planejando dormir de conchinha, na verdade. — Charlie falou, com um sorriso no rosto e abrindo os braços para a latina, que sorriu de volta e aconchegou-se perto da loira, com suas costas para o corpo da garota que envolveu seu corpo e colocou o nariz em seu pescoço, respirando o cheiro doce de pêssego que parecia sair naturalmente da pele da morena.
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– Ótimo, agora temos duas a menos no time para as seccionais. — Tina reclamou quando Mr. Schue anunciou que Charlie e Santana estariam viajando até o fim da semana.
– Elas tinham coisas para resolver com o time. — o professor mentiu, parecendo um pouco constrangido, fazendo Quinn olhá-lo, franzindo o cenho, tinha algo de muito podre naquela história, de repente a loira viu Kurt se mexendo desconfortavelmente em sua cadeira. "Ele sabe de algo" pensou na mesma hora, decidindo abordá-lo assim que saíssem da sala.
Os próximos minutos foram os mais lentos na vida da loira, ela tira seu olhar fixo em Kurt que se mexeu ao sentir que estava sento observado e sentiu um frio na espinha ao ver o olhar fixo de Quinn nele, ele tinha a leve impressão de que ela parecia brava, muito brava, mesmo com Rachel ao seu lado ela não parecia nem um pouco mais controlada.
O sinal tocou e todos começaram a sair, Kurt se levantou e virou para pegar sua bolsa, mas quando se virava para a porta, ouviu a voz da loira o chamar.
– Nem PENSE em sair dessa sala, Hummel. — a garota avisou, intimidadora.
– O-o que foi? — perguntou o garoto, olhando da loira para Blaine, que o esperava na porta ao lado de Rachel, os dois parecendo nervosos.
– Podem ir. Eu tenho coisas para resolver com Kurt. — a loira afirmou, com os braços cruzados em frente ao corpo e nem mesmo olhando na direção dos dois adolescentes, que saíram e fecharam a porta levemente. — agora escuta aqui, Hummel, Charlie é minha irmã gêmea, nós dividimos uma barriga e uma placenta por nove meses, isso significa que eu me preocupo com ela, e também significa que sei quando algo está errado, e também sei que você sabe o que é então pode escolher começar a falar ou eu vou ter que tomar algumas providências bem severas.
– Não sei do que você esta falando – Kurt disse, tentando parecer calmo, mas ele estava pirando por dentro. Quinn era assustadora!
–Não se faça de idiota! – a loira disse enquanto o puxava pelo colarinho o que o fez estremecer de medo ao ver a expressão furiosa da loira.
–Ok, Ok! Eu falo! – disse enquanto levantava as mãos em rendição e suspirava aliviado quando Quinn o soltou. — Eu ouvi o Mr. Lopez falando com o diretor Figgins, ok?! — soltou de uma vez, aliviado pela garota tê-lo largado.
– Continue. — pediu, interessada.
– Algo sobre a Santana estar com uma doença grave, eles a levaram para Washington para fazer exames. — explicou. — Charlie sabia porque estava com ela no hospital, e não queria deixar Santana ir sozinha. — falou, deixando Quinn completamente atordoada. — olha, se isso for tudo, eu realmente tenho que ir, ok?
– Claro... Claro, pode ir. — balbuciou, encarando um ponto cego no chão da sala. — Obrigada. — ela nem mesmo ouviu a resposta do garoto, no próximo minuto, já estava mergulhada em lembranças com a morena.
• Flashback •
– Acorda! Barbie! — Santana pulava na cama de sua melhor amiga animadamente, as meias cor de rosa de unicórnios que havia ganhado de aniversário por seus nove anos combinando com o pijama estavam bem próximas da cara da loira, que se sentou, esfregando os olhos. — Charlie volta hoje e nós vamos acampar! — a pequena morena tinha um sorriso no rosto enquanto fitava os olhos cor de avelã da amiga.
– Ah... Claro, tinha me esquecido. — Quinn falou, ainda esfregando os olhos que estavam embaçados de sono.
– Como pode esquecer?! Você ama acampar! — a morena afirmou, animada, mais uma vez ficando de joelhos na cama.
– Uuh... Não amo não... Me confundiu com a Charlie. — observou a garota, Charlie tinha ido passar o final de semana com Brittany e Frannie na casa da avó e voltaria naquele dia.
– Pare de ser tão chata e levanta logo daí! – Santana reclamou enquanto saia da cama e puxava a loira pelo braço, mas Quinn continuou onde estava – vamos logo Fabray 1!
– Santana, eu quero dormir – resmungou enquanto voltava a se jogar na cama e se aconchegava aos cobertores, a latina a olhou incrédula. – Por que eu tenho que acampar com vocês? Só você e Charlie se divertem- reclamou.
–Ficaria sem graça sem você e seu mau humor lá – Santana subiu na cama- qual é, Quinn! – chamou mais uma vez enquanto a loira cobria a cabeça com o travesseiro.
– Vem LOGO! — gritou, puxando o travesseiro da cabeça da amiga e a acertando com outro.
– Ah! Isso não vai ficar barato! — avisou, pegando uma almofada e jogando na morena, que a acertou novamente, as duas riam enquanto se acertavam com os travesseiros até que caíram no colchão uma do lado da outra, exaustas.
– Você é como minha irmã mais velha, Q... — a latina quebrou o silêncio olhando para o rosto da amiga. — eu sou filha única e ás vezes isso é chato porque na maioria das vezes estou sozinha, mas acho que você é o mais perto que eu tenho se uma irmã mais velha.
– Você pode ser minha irmãzinha também, então, Sanny. — Quinn falou, sorrindo e se virando para abraçar a menina, que sorriu e a olhou nos olhos, as duas não eram muito acostumadas a terem esse tipo de conversas e a fazia se sentir bem.
– Eu te amo, Quinnie. — declarou, abraçando a loira.
– Eu também te amo, S. — afirmou, beijando os cabelos escuros.
Flashback•
– Quinn? – a garota finalmente saiu de seus pensamentos ao escutar a voz de Rachel – você esta chorando? – perguntou preocupada e a loira fungou, finalmente sentindo seu rosto molhado e sua visão embaçada – meu amor, o que aconteceu? – perguntou enquanto ia ate a loira e a abraçava forte.
– Eu a amo, Rach... Eu amo as duas... E elas não sabem disso. — Quinn chorava quase histericamente, as lágrimas escorrendo de seus olhos enquanto soluços escapavam de seus lábios e ela apertava a judia o mais forte possível contra si.
– Elas sabem, baby, elas sabem. — Rachel sussurrou, beijando a testa da namorada. — vamos para casa, ok?
Quinn apenas assentiu e deixou que Rachel segurasse sua mão e a levasse para casa.
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– Victorie! – Finn disse do nada enquanto aparecia ao lado de Katy que ficou confusa com o que o garoto disse – o bebê, caso seja uma menina – explicou, ainda sorrindo. Katy sorriu.
–Eu não a imagino como uma Victorie – respondeu- e se for um menino? – perguntou enquanto olhava para o namorado que lhe oferecia o braço. – Tenho certeza que vai ser parecido com você – disse sorrindo.
–Christopher é um nome legal – ele disse com um pequeno sorriso e Katy lhe deu um sorriso simpático por Finn querer dar o nome de seu pai ao bebê.
–Sinto muito – ela disse calmamente e o garoto pareceu confuso – Por quebrar ter que quebrar seu coração dando nosso bebê pra adoção – adicionou enquanto suspirava. Finn sorriu fracamente.
– Seria uma honra ter meu coração partido por você, Hazel Grace – Finn disse com um sorriso torto e a garota franziu o cenho – e do livro que estou lendo – explicou, ainda sorrindo, Katy riu levemente e continuou andando com o garoto até chegar ao seu carro.
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– O Que será que tem pra fazer por aqui? – Santana perguntava enquanto andava pelas ruas segurando na mão de Charlie que estava vermelha. “Andando de mãos dadas... até parece que somos namoradas” Pensou a loira, envergonhada enquanto se deixava ser puxada – Ei, era você quem devia estar guiando – a latina reclamou enquanto olhava para a loira e estranhou seu rosto vermelho – o que foi?
– N-nada... Eu só estou nos levando para o lugar mais legal do planeta! — a loira disse animada, enquanto as duas atravessavam a rua e Santana sorria abertamente para o entusiasmo da garota.
– Leve-me então. — a latina disse, recebendo um sorriso em resposta enquanto elas entravam em um enorme prédio que parecia um hotel e na mesma hora a morena percebeu vários tipos estranhos, de nerds magrelos com óculos grossos e alguns até mesmo com fantasias de monstros e macacos, ela sorriu de lado, mesmo que não fosse o que estava esperando fazer com a loira aquela tarde, tentou ver pelos olhos de Charlie e só conseguiu ver beleza, como sempre imaginava que devia ser o mundo pelos olhos da menina ao seu lado.
– Essa é a Comic-con anual de games de Washington, a terceira maior do país! — avisou a loira, com seus olhos verdes brilhando enquanto elas entravam em um salão diferente e pagavam o ingresso para um enorme salão com banquinhas cheias de quadrinhos e artigos de super-heróis, os nerds as encaravam, assustados, provavelmente devia fazer um bom tempo que haviam visto mulheres nesses eventos, mais Santana do que Charlie, já que a loira praticamente gritava "NERD", com uma blusa do lanterna verde e um colar do super-homem combinando com os brincos.
Santana olhou em volta, para todos que estavam com suas camisas de super heróis e cosplayers, ela sorriu levemente quando vira um cosplay de Harley Quinn, olhou para Charlie e arqueou a sobrancelha ao vê-la quase que comer com os olhos uma garota que estava de mulher maravilha. Mas nem mesmo Santana podia negar que era um cosplay bem... Interessante.
–Charlie, não temos outros lugares pra ver? – Perguntou e a loira demorou alguns segundos para lembrar que a latina estava a seu lado. – Você já pode parar de babar, se quiser – alfinetou.
– Aah... Ok. — balbuciou, logo depois se perguntando porquê se sentia culpada por encarar a cosplay, elas não eram namoradas nem nada assim. — uuh! Olha! Um pomo! Eu tenho que ter um! — a loira quase pulou de animação, fazendo Santana sorrir, encantada com o sorriso doce e alegre da menina.
– Compre um então, baby. — a latina falou, sorrindo e a loira pegou o dinheiro na bolsa já com o artigo na mão, elas continuaram passeando, ainda era cedo então a maioria das atrações não estava aberta, elas apenas passeavam entre as bancas e viam os produtos, em algum momento, Santana estava em uma banca olhando entre os quadrinhos, ela gostava dos desenhos, muitos deles eram bem interessantes e tinham um design legal, enquanto Charlie estava na barraca da frente, vasculhando entre os animes em uma velocidade quase obsessiva quando um cara meio magrelo, com óculos de armação escura, grossa e cabelo ensebado veio na sua direção parecendo muito confiante.
– Então... Eu e meu amigo — ele gesticulou para um cara gordo com camisa suja de molho atrás de si. — estávamos analisando você e a moreninha ali e nos perguntando se não gostariam de por acaso saírem essa noite com a gente.
– Não vai dar. — Charlie afirmou, fazendo uma cara de raiva controlada, ela não gostava de ninguém "analisando" sua garota.
– Por que? — o menino perguntou, passando a mão pelos cabelos nojentos como se fosse a oitava maravilha do mundo.
– Porque a moreninha ali é a minha namorada. — mentiu, na verdade ela dava graças a deus que o garoto tinha ido falar com ela ao invés de Santana porque senão a morena com certeza teria ido All Lima Heights nos dois e não teria sido nada agradável.
– É mesmo? — o garoto semicerrou os olhos desafiadoramente. — você tá dizendo que a latina com peitos melhores que de qualquer uma das angels da Victoria's Secret bem ali é sua namorada?
– Isso mesmo que você ouviu. — a loira cruzou os braços em frente ao peito e ficou na ponta dos pés para parecer mais "ameaçadora".
– Vamos tornar isso mais interessante, você prova que namora a beldade e eu te dou minha edição 123 do Flash, 10 anos com crônica especial do criador. — o garoto imitou sua posição. — e se você não provar, me dá o seu pomo. Temos um acordo? — a loira apenas assentiu.
“Ok, eu não tinha planejado isso” Charlie pensou enquanto andava até Santana que parecia bastante atenta aos quadrinhos, ela fechou e abriu as mãos algumas vezes e olhou para os garotos que a olhavam fixamente o que a fez querer dar uns chutes em ambos.
–Sanny – a loira chamou calmamente, parando atrás da garota que se virou para olha-lá, Charlie colocou uma mão em sua cintura e a outra em seu rosto e perceber que a morena parecendo nervosa sem saber o que ela pretendia fazer – depois eu explico – disse baixo e em seguida a beijou, não só um beijo, foi O beijo. Seus joelhos tremeram e ela rapidamente envolveu o pescoço da loira com seus braços, fazendo círculos na sua nuca com os dedos, o que fez Charlie estremecer levemente.
A língua de Santana passou pelo seu lábio inferior e ela abriu a boca, aprofundando o beijo e apertando o corpo da morena ainda mais próximo de si, de repente, não havia nada, não havia ninguém, não havia teto, não havia chão, não havia nem mesmo ar, só uma a outra, Santana sentiu todo o seu mundo derreter, tudo de ruim sumiu e ela apenas se agarrou a loira com a sua vida, quando elas se separaram e olharam em volta, basicamente todo o salão as encarava, muitos escondendo suas partes íntimas atrás de bancos ou cadeiras, Santana passou os braços pelo pescoço de Charlie, escondendo o rosto ali e sorrindo de leve quando a loira envolveu seu corpo com um abraço. De repente, todos começaram a bater palmas, o que deixou as duas muito vermelhas mesmo.
– Esse beijo foi... Legal – Charlie disse envergonhada e Santana apenas assentiu, não confiando muito na sua voz naquele momento – Foi o Superman dos beijos- adicionou e Santana apenas assentiu enquanto se afastava envergonhada com as pessoas a olhando.
– Foi o melhor de todos. — Santana sorriu e lhe deu um beijo na bochecha um pouco mais demorado do que o normal, então se voltando novamente para os quadrinhos enquanto a loira ia buscar seu prêmio que foi entregue de muito mau gosto pelo nerd.
O dia continuou e dentro de vinte minutos, as atrações foram abertas.
– Eles têm um Vortex! — Santana afirmou animada, puxando a mão de Charlie. — Nós temos que andar! Por favor! Por favoooor! — a latina pediu, fazendo a loira sorrir para o quão adorável a latina era e se inclinar para lhe dar um selinho de leve.
– O que você quiser, princesa. — afirmou. — mas depois tem um lugar que eu quero que a gente vá.
–Onde? – a latina perguntou curiosamente enquanto Charlie sorria e entrelaçando seus dedos, saiu puxando a garota por entre as pessoas, a loira tinha um pequeno sorriso no rosto enquanto Santana apenas olhava em volta enquanto tentava ter uma idéia de para onde estava sendo arrastada.
Elas chegaram em uma esquina e Charlie tirou uma venda de dentro da bolsa.
– Sério? — perguntou com uma sobrancelha arqueada.
– Vamos lá, Ms. Lopez, seu tour está prestes a começar. — a morena se virou e foi vendada pela outra garota que começou a levá-la para algum lugar, ela podia ouvir algumas vozes e barulhos de portas, mas de repente, uma porta fechou e tudo ficou silencioso. — Preparada? — a latina apenas assentiu e Charlie tirou a venda, ela sentiu lágrimas brotando em seus olhos ao olhar em volta, elas estavam em uma espécie de aquário, a sala era escura iluminada apenas pelo candelabro no centro da mesa de duas cadeiras que tinha no meio do cômodo e pela luz azul escura suave do aquário, onde vários peixes, tubarões e tartarugas nadavam pacificamente.
– Char... Isso é lindo. — sussurrou a morena, olhando em volta e sorrindo de admiração.
– Eu sei – A Loira respondeu com um leve sorriso e olhou para Santana que estava ao seu lado, a latina fez o mesmo, elas sorriram uma para a outra – Oops – Charlie disse.
–Eu te amo – a Latina respondeu parecendo mais segura que das outras vezes e aquilo surpreendeu a loira que fora ate à latina e a abraçou fortemente, lhe tirando do chão por alguns segundos.
– Eu também te amo. — Charlie sussurrou no ouvido da morena, colocando-a no chão e beijando seus cabelos escuros. — eu aluguei essa sala com a ajuda de seu pai, queria te levar em um lugar que me lembrasse meu sótão, lá tem papéis de parede de peixes até no teto, ás vezes eu deitava no chão e ficava olhando os peixes e imaginando que eles se mexiam e era meio divertido.
– Achava que tinha parado com a maconha, Char. — a latina sussurrou fazendo cara de riso e envolvendo a cintura da loira com seus braços, os olhos fixos nos lábios rosados da mais alta.
– Idiota – Charlie resmungou fazendo Santana rir baixinho e lhe deu um beijo no queixo, o que lhe fez sorrir – Sua beleza é ofensiva – Charlie disse baixinho. Santana sorriu e lhe deu um beijo no nariz e em seguida nas bochechas, ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo na testa – Ok, só me beije. Beleza? – A Loira disse e Santana riu enquanto envolvia seu pescoço e a beijava, intensamente e Charlie sorriu durante o beijo e retribuiu rapidamente, envolvendo sua cintura e a puxando contra si.
Santana foi empurrando a loira lentamente até que as duas caíram entre risos em uma espécie de futon coberto de almofadas que tinha por ali, Charlie acariciou a bochecha da latina e colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, fechando os olhos com força para desfrutar dos lábios da mais baixa, que sorria entre o beijo, com um joelho de cada lado do corpo da garota, seu corpo balançando levemente, ela virou a cabeça para aprofundar o beijo e gemeu ao sentir a língua de Charlie no céu de sua boca, o que fez a loira perder todo o ar de seus pulmões e se afastar.
– Oh meu deus, San... Você treina isso em casa? — a morena apenas riu, balançando a cabeça e beijando-a profundamente de novo.
Santana ficou sobre a loira e começou a beijar seu pescoço enquanto sentia as mãos de Charlie nas suas costas por baixo de sua blusa, suas mãos passaram pelos ombros de Charlie em seguida ela sentou-se ainda sobre Charlie que engoliu em seco quando ela tirou a camisa e deitou novamente, a loira passou as mãos brevemente pelo estomago da latina e em seguida parou em seus seios, apertando brevemente e mordeu o lábio quando sentiu o gemido de Santana contra a sua orelha.
– Eu amo você – Santana murmurou enquanto beijava o pescoço da loira – Eu amo você – repetiu e Charlie fechou os olhos com força enquanto começava a morder levemente o pescoço da latina.
Charlie deixou beijos de boca aberta por toda a extensão do pescoço da morena, até sua orelha, onde depositou uma leve mordida, fazendo-a gemer levemente e agarrar na barra da blusa da loira com força.
Santana tirou a camiseta de Charlie rapidamente e quase riu para o sutiã com pequenos símbolos do Batman, Santana inclinou-se um pouco e começou a beijar o abdômen de Charlie que ofegou e fechou os olhos com força, ela sentiu a garota deslizando sua calça e respirou fundo enquanto tentava não acabar surtando.
–Huh, Charlie – a garota levantou a cabeça engoliu em seco ao ver Santana com a maldita bolsinha de pano que ela havia esquecido-se de se livrar – o que é isso? – perguntou seria e Charlie engoliu em seco, sem sabe o que responder. “Por que diabos eu ainda ando com esse troço?” Charlie pensou e sentou-se rapidamente enquanto olhava para Santana.
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