Being A Happy Family
58 Cap. 57 | Lima, Ohio | She's strong
No outro dia, Santana chegou à escola morrendo de dor de cabeça, ela tinha tentado considerar faltar por mais um dia até que se sentisse melhor, mas sabia que Sue a mataria com certeza se ela faltasse mais um treino, estava se sentindo um pouco estranha desde o dia anterior, seu pai a pedira para ir vê-lo no hospital depois da aula e pediria alguns exames de sangue para investigar aquelas enxaquecas tão repentinas, então a garota apenas tentava se segurar para não desistir e correr para casa, quando viu Brittany se aproximar e sorriu de leve.
– Oi amor. — Santana a saudou com um beijo suave na boca que foi menos correspondido do que era comum.
– Hey Sanny, onde você estava ontem? — a loira perguntou, parecendo um pouco desconfiada.
– Na cama o dia todo, to desde ontem com uma dor de cabeça que não tem mais tamanho. — a latina se explicou, fechando o armário com cuidado para não fazer maior barulho.
– Hm... Eu passei na sua casa ontem e te chamei – Brittany começou a falar calmamente enquanto olhava para a latina – ver se você já estava bem já que não atendia nenhuma das ligações ou respondia minhas mensagens – adicionou enquanto olhava para Santana que deu de ombros calmamente.
–Eu apaguei assim que deitei na cama, me desculpe. – a latina respondeu e Brittany apenas assentiu enquanto olhava sobre os ombros de Santana e vira Charlie dando em cima de uma cheerio. Ela voltou seu olhar para Santana que tossiu um pouco – me sinto melhor agora do que antes – adicionou sorrindo um pouco.
– Ah... Claro. — a loira comentou, desconfiada, olhando novamente para Charlie, que agora estava sozinha encostada no seu armário e piscou para a outra loira atrevidamente.
– Será que você pode me cobrir no Glee de novo? Eu vou... Cuidar da Beth com a Charlie hoje. — a latina falou, despreocupadamente, mexendo nos livros de seu armário.
– Ouvi meu nome? — Charlie apareceu ao lado da morena, sorrindo de um jeito extremamente cafajeste enquanto Brittany percebia Santana parar de fazer seja lá o que estava fazendo e ficar imediatamente mais nervosa.
– Err... Só estava falando para a Britt que vou ajudar você com a Beth hoje mais tarde. — a morena falou, entre dentes, ela realmente não queria dizer que seu pai estava preocupado que ela tivesse algo grave e por isso marcara um médico para ela, porque tinha medo de preocupar Brittany por nada.
– Vai? — Charlie perguntou, arqueando a sobrancelha, confusa enquanto Santana lhe mandava um olhar inquisitório que não passou despercebido por Brittany. — Ah, é mesmo, você vai!
Brittany olhou para Charlie de forma seria, a loira olhava para Santana, mas sentiu que Brittany estava a olhando, e a olhou de volta, arqueando a sobrancelha para o olhar desconfiado da garota. Santana apenas olhou de uma loira para a outra sem entender aquele jogo de encarar levemente assustador.
– Bem... – Santana começou a falar, chamando a atenção das duas – eu vou pra minha aula agora – disse e deu um beijo em Brittany e olhou para Charlie, sem saber como se despedir – Tchau – acenou levemente e virou-se, quando a mesma já estava longe, Brittany olhou para Charlie.
–Fique longe da minha namorada, Charlotte – Brittany disse e Charlie sorriu de forma atrevida e cruzou os braços.
–Wow, achei não fosse falar nunca, Britney – disse e a loira mais alta estreitou os olhos – Não sei se percebeu, mas eu não preciso ficar perto da sua namorada pra ela gostar de mim, é algo natural – deu de ombros divertidamente.
– Fica longe dela, eu to avisando... — Brittany colocou o dedo ameaçadoramente perto do peito de Charlie, que sorriu divertidamente e a olhou.
– Ou o que? Você sabe muito bem que só está com ela porque eu a amo demais para fazê-la escolher. — a loira afirmou, dando uma risadinha de escárnio. — você sabe muito bem que não há nada que possa fazer contra isso.
– Você pode amá-la quanto quiser – Brittany começou a falar – não quer dizer que ela ame você também – adicionou irritada.
–Essa é a enorme diferença entre nós duas, Brittany – Charlie respondeu ainda sorrindo o que fez Brittany fechar as mãos em punhos ao lembrar-se da antiga Charlie que era mais fácil de irritar – Eu conheço a Santana mais do que você– disse seria e lhe deu uma batidinha no ombro – agora se me da licença, eu tenho umas garotas me esperando no vestiário – completou enquanto se afastava com um sorriso arrogante no rosto.
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Enquanto isso a latina tentava ao seu máximo conseguir se concentrar na aula de matemática, mas sua cabeça doía muito e ela podia sentir uma dor fraca na área do fígado, sua garganta estava seca e ela tentou se mexer da posição em que estava — deitada sobre a mesa com a bochecha encostada na madeira fria — e não conseguiu, durante alguns segundos ela deixou que seus olhos fechassem e logo tinha apagado completamente.
A morena acordou com mãos suaves a chacoalhando e chamando seu nome, olhou para cima e viu um par de olhos azuis a encarando.
– Hey Santana, você apagou aqui e eu quis vir ver se estava tudo bem. — Katy observou, mordendo o lábio e parecendo um pouco apreensiva. — quer ligar para seu pai?
Ela gemeu e fechou os olhos com força quando abriu novamente percebeu que não havia ninguém na sala e então reparou o olhar de preocupação da outra garota. Pra falar a verdade, Ela não se lembrava da última vez que falou com Katy, mas ainda sim ela estava ali lhe ajudando.
–Não... Não precisa eu só estou com uma dor de cabeça – Santana respondeu enquanto tentava sorrir, mas somente conseguiu fazer uma careta de dor o que fez a outra garota parecer mais alarmada.
–Santana, você precisa ir para a enfermaria... E Ligar pro seu pai, agora. – A Latina apenas piscou nervosamente para o tom levemente mandão da outra menina. Suspirou e assentiu, não estava em condições de protestar com ninguém. — Okay, deixa que eu levo suas coisas – ofereceu enquanto pegava a mochila de Santana e a acompanhava até a enfermaria.
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– É Simplesmente irritante como um bando de garotas simplesmente resolveu perseguir a minha irmã – Quinn resmungou enquanto olhava para Rachel – Charlie não é uma garota qualquer que fica com qualquer um, ela não é o Puck.
–err... Quinn – Rachel começou a falar – você sabe que... Charlie não é virgem, certo? – Perguntou calmamente, mas se arrependeu ao ver o olhar da namorada que parecia estar absorvendo aquela nova informação.
– Como assim?! O que você quer dizer com isso!? — perguntou a loira parecendo um pouco assustada.
– Eu não quero ser indiscreta... — a judia começou, colocando a mão na porta do armário e olhando nos olhos de Quinn enquanto mordia o lábio. — tinha uma menina no meu clube de audiovisual falando sobre como os dedos da Charlie Fabray são incríveis... — Rachel falou, fazendo uma careta apreensiva, Quinn arregalou os olhos e sua boca formou um "O" perfeito.
– Oh meu Deus! – Quinn finalmente exclamou – Você acha que ela... Antes de mim!? – Disse mais para si mesma do que para a namorada – Por que ela não me disse? – Resmungou.
–Quinn, amor, calma – Rachel disse enquanto olhava para a loira que apontou para ela.
–Não me mande ficar calma! Isso nunca funciona. Isso é culpa da Santana, ela é uma péssima influencia pra Charlie que com certeza nunca faria coisas desse tipo – “Sua irmã não é uma santa” Rachel pensou enquanto olhava para a namorada.
– Santana! — a loira gritou ao ver a latina saindo de sua sala de aula ao lado de Katherine. — dá pra você me explicar o porquê da Charlotte não ser mais virgem? E nem vem com papinho, eu sei que tem dedo seu nessa história! — a loira afirmou, alheia ao estado abatido da latina, que começava a sentir aquela forte dor no fígado novamente.
– Ahn? — perguntou a garota confusa, sentindo uma fisgada no fígado ao falar e se curvando com a mão na barriga.
– Quinn, acho que não é uma boa hora... — Katy tentou, olhando para a morena com preocupação evidente em seu semblante.
– Que Mané boa hora! Era uma boa hora quando ela influenciou minha irmãzinha caçula a perder sua pureza? — Quinn perguntou, parecendo com raiva.
– Quinn... — Rachel tentou chamá-la, mas a mais alta apenas levantou a mão, pedindo-a para esperar.
– Graças a você! Minha irmãzinha sai por ai ficando com garotas como se fosse o Puck numa versão sóbria! – Quinn exclamou emburrada e Santana fechou os olhos enquanto sentia sua cabeça latejar.
–Quinn... O Que você esta fazendo? – Ela olhou para trás e vira Charlie que a olhou com o cenho franzido e um olhar confuso no rosto. “Droga” Rachel pensou. Charlie tinha as mãos nos bolsos e olhava toda aquela situação tentando entender. Quinn andou até a irmã que se afastou um pouco, pela cara de Quinn, Charlie teve medo de ser espancada.
–Por que não me disse que não era mais virgem? – Quinn perguntou com um olhar fixo na gêmea que arregalou os olhos e automaticamente olhou para Rachel que levantou as mãos em rendição.
–Eu... Err... Quer dizer... Santana, você ta se sentindo mal? – Disse enquanto andava até a latina rapidamente.
– Char... Eu... Eu não... — e com isso ela caiu violentamente nos braços da loira que se curvou e juntou toda a força dos braços para mantê-la longe do chão. — o que aconteceu?! — ela olhou para Katy que apenas a olhou, completamente confusa.
– Ela tava... Parecendo mal na aula de matemática e depois apagou na mesa e eu a chamei para a enfermaria e ia levá-la para lá, mas a Quinn chegou brigando e... — a morena tentou falar, mas Charlie já tinha passado os braços pelos joelhos da latina e a erguido no colo, andando pelo corredor com a garota no colo.
– Char... O... Caderno da Britt... Ta na minha bolsa... É importante. — a garota balbuciou, apontando de leve na direção de sua bolsa na mão de Katy.
– Quer que eu deixe la? — perguntou a loira, nervosa enquanto olhava nos olhos da morena que estava grogue com a respiração fraca e aquilo a assustou bastante.
Ela apertou Santana em seus braços e lhe deu um beijo na testa o que fez sorrir fracamente, aquilo foi um rápido vestígio de que a antiga Charlie ainda estava ali, mesmo que escondida dentro daquela outra garota que ela não reconhecia no momento. Quinn agora estava preocupada assim como Rachel e Katy.
–Katherine! A bolsa dela... Me da! – Exclamou enquanto olhava para a garota morena que apenas lhe estendeu a bolsa.
Katy entregou a bolsa enquanto Charlie colocava Santana no chão e a segurava pela cintura para que não caísse enquanto mexia na bolsa.
– Charlotte! Deixa isso pra depois! Ela precisa ir pra enfermaria agora! — Quinn reclamou, enquanto a irmã mais nova tirava o caderno de unicórnio que pertencia a Brittany e fechava a bolsa.
– Ela ta doente! O que significa que ela ganha o que ela quer! — Charlotte respondeu, com uma expressão irritada enquanto segurava mais forte na morena para que elas pudessem virar o corredor para o armário da namorada da latina.
Charlie andava rapidamente enquanto mantinha Santana perto de si, ela sentiu como se o armário de Brittany fosse do outro lado do mundo naquele momento, seu estomago embrulhou ao ver a garota flertando com um jogador, ela se aproximou rapidamente e Brittany arregalou os olhos ao ver Santana sendo arrastada.
– O que aconteceu? – A Garota perguntou surpresa e Charlie apenas rosnou e jogou o caderno contra seu peito e em seguida a empurrou contra o armário, ela não deu a mínima para o jogador que saiu dali rapidamente.
–Vou te dizer o que aconteceu. Sua namorada passou mal e você esta aqui, flertando com um maldito jogador de futebol – disse ameaçadoramente, seus olhos ficando mais escuros o que fez Brittany engolir em seco – não sei qual é o seu problema hoje, mas é melhor resolver por que você tem uma garota que precisa de você!
–E-eu a levo pra enfermaria – Brittany disse enquanto Charlie se afastava e voltou colocar Santana em seus braços que preferiu não olhar para a namorada, ela estava magoada demais e aquilo só fez com que Brittany se sentisse mais culpada. — quer dizer que eu não posso e você pode? Eu sei sobre quando você mentiu sobre estar doente, eu vi a mensagem no celular da Charlie! Vocês de conversinha hoje de manhã, "cuidar da Beth", sei... Você não me engana.
– O-o que você ta falando? Britt, eu nunca trairia você... — a morena se afastou um pouco de Charlie que apenas concentrou-se nos movimentos da mais baixa para caso ela desmaiasse novamente, mas apenas lágrimas começaram a escapar dos olhos da garota. — eu tava doente... Pode perguntar a Papi se quiser... Estava apagada em uma cama, com dor... Sem querer te incomodar, e hoje de manhã, eu menti sobre cuidar da Beth sim, mas foi só porque não queria que você soubesse sobre minha consulta no médico e se importasse porque pode não ser nada, o simples fato de você pensar que eu seria capaz... Já me machuca o suficiente, eu... Eu acho que nós precisamos... De um tempo, até que eu esteja melhor. — a morena balbuciou, a voz fraca enquanto se escondia novamente no abraço de Charlie.
– Mas, San... — a dançarina tentou, estendendo a mão, mas Rachel, Katy e Quinn a olharam ameaçadoramente e ela recuou.
Charlie a olhou friamente o que a fez estremecer.
–Fica longe dela, Eu to avisando... – Brittany arregalou os olhos levemente para as palavras da garota, lembrando vagamente do que havia dito para Charlie mais cedo, a garota apertou Santana em seus braços e acompanhada de Quinn, Katy e Rachel, ela seguiu rapidamente para a enfermaria.
– Rachel... Liga para o Ricardo. — Quinn passou o telefone para a judia que pegou e começou a procurar o nome na agenda, porém nesse momento, Santana apertou a camisa de Charlie com força em suas mãos e agarrou-se a ela com toda a força enquanto soluços escapavam de seus lábios e as lágrimas molhavam o ombro da garota, que abriu a boca e a fechou várias vezes sem conseguir fazer com que nenhuma palavra coerente saísse.
– Char... — a latina balbuciou, olhando por sobre o ombro da loira e vendo Brittany a olhando de longe parada no fim do corredor, o que a fez chorar ainda mais e esconder o rosto no ombro de Charlie. — dói... Muito.
– Eu sei... Mas nós vamos te levar para a enfermaria e vai parar de doer eu prometo. — Charlie afirmou, passando as mãos pelas costas da morena e beijando sua cabeça e mantendo-a perto de si.
– N-não... Eu só, eu só quero ir para casa, me leva pra casa, por favor. — a morena pediu, sua voz morrendo entre as lágrimas que ainda desciam.
– Tudo bem, meu amor, você quer ir pra casa? Ok!
–Charlie! – Quinn exclamou – Ela tem que ficar na enfermaria, você não é medica pra cuidar dela, você nem sabe o que ela tem, pare de ser irresponsável – Completou e Charlie virou-se, com Santana em seus braços, e olhou para a irmã.
–Hãm? Você disse alguma coisa, Quinn? – Perguntou o que fez Quinn a olhar incrédula – Não interessa agora, vou levar Santana pra casa, se é isso o que ela quer! – Disse e Santana apertou sua camisa enquanto chorava – Ei, vai ficar tudo bem, prometo – Sussurrou para Santana. – Alguma de vocês me empresta o carro, eu não vim no meu – disse enquanto olhava para as três, Quinn apenas cruzou os braços.
–Você pode ir no meu – Katy disse rapidamente e Charlie assentiu enquanto a seguia para o estacionamento junto de Rachel e Quinn que ainda achava que era uma má ideia, Ela passou por Brittany que apenas preferiu ficar longe, e parou em frente ao carro da garota que abriu a porta rapidamente.
–Obrigada, Katy. – Charlie disse enquanto sentava no bando traseiro do carro com Santana deitada em seu colo e olhava para a morena que apenas sorriu para ela do banco do motorista.
–Tudo bem. Eu sei que você faria o mesmo por mim.
Quando elas chegaram à casa dos Lopez, Charlie chamou Katy para dentro enquanto levava Santana para sua cama e a cobria até o pescoço, ela tinha apagado há alguns minutos no carro e agora parecia dormir como um anjo e aquilo fez com que a loira acariciasse seus cabelos escuros e beijasse sua testa com carinho, feliz que ela pudesse dormir um pouco, então se virando para Kate e puxando-a para fora do quarto até a cozinha onde pegou o telefone para chamar Ricardo, falou com ele rapidamente e então desligou, percebendo que Katy parecia apreensiva.
– Ta tudo bem, Katy? — perguntou a loira, olhando a garota que estava sentada em um banquinho da cozinha e brincava com as mãos em seu colo.
– Tem uma coisa que preciso te contar... — a garota começou, olhando nos olhos verdes da amiga. — é meio que importante.
– Ah meu Deus, não vai dizer que gosta da minha irmã? Ou de mim? – Charlie perguntou nervosamente e Katy a olhou surpresa – Pelo seu olhar, isso é um não.
–Err... Você sabe que eu e Finn estamos namorando não é? – Perguntou e Charlie assentiu dando de ombros.
–Noticia bombástica, Ainda acho que você esta sob o efeito de alguma mandinga que ele fez – Charlie alfinetou o que fez Katy sorrir.
–Ele é um bom garoto – Ela respondeu sorrindo fracamente, alguns segundos se passaram até que ela finalmente disse – Eu estou grávida.
– VOCÊ TA O QUE?! — a loira gritou, então colocando a mão na boca para abafar o som enquanto seu coração acelerava.
– Charlotte! — a morena olhou na direção da escada para ter certeza que Santana ainda estava dormindo antes de se virar novamente para a amiga. — eu sei que é estranho a gente só... Fez... "Aquilo" uma vez, e... Eu comecei a ficar enjoada e decidi fazer o teste porque não tinha menstruado nesse mês então... Deu positivo, que sorte a minha não? — a morena colocou a mão na boca, seus olhos azuis se enchendo de lágrimas.
– Ei... Ta tudo bem. — Charlie a abraçou. — pode ser um amiguinho ou amiguinha pra Beth, vai ficar tudo bem...
– Eu não quero um filho agora, Ok? Eu... Eu vou... Sei lá... Tirar essa criança ou da-la para a adoção! – Katy exclamou e Charlie a afastou rapidamente.
–Hey! É o seu bebê e não um brinquedo quebrado! – Charlie retrucou, irritada.
–Charlie, o que você faria se estivesse grávida hoje?
–Santana não pode...
–Charlie! – Katy a interrompeu e Charlie bufou e cruzou os braços emburrada – Escuta, eu ainda tenho que falar com Finn sobre isso, adoção é o meio mais viável – Disse calmamente e olhou para a loira que continuava emburrada.
– Mas... Você não pode fazer isso... — Charlie tentou, o nariz enrugando levemente ao pensar em Katherine entregando o bebê.
– Por que não? A criança é minha, a vida é minha, eu não posso criar um bebê agora... — a menina balbuciou, a voz ficando mais fraca com as lágrimas.
– Isso mesmo! A criança é sua mesmo, por isso você não pode fazer isso! — gritou a loira, mais alterada sem se importar com a morena que dormia em seu quarto.
– O Que vai fazer? Me obrigar a cuidar de um bebê que eu não quero? – Katy exclamou e Charlie cruzou os braços.
–Se for necessário... – Katy ia protestar, mas a outra garota a impediu – Katy, essa criança faz parte de você e precisa de você. Eu sei que você é jovem e Finn tem a capacidade de uma criança de seis anos, mas vocês são uma família agora. Você, o pateta do Finn e essa criança – disse enquanto olhava fixamente para a morena.
–Eu... Eu vou pra casa – Fora tudo o que ela disse enquanto levantava.
– Char... O que aconteceu? — Santana descia as escadas vagarosamente esfregando a mão nos olhos com os cabelos emaranhados.
– Ah, nada, eu e a Katy estávamos conversando e a gente se exaltou um pouco... — nesse momento a porta bateu com um pouco de força demais enquanto Katherine saia. — ... Bastante... — a loira mordeu o lábio, se sentindo mal por ter falado daquele jeito com sua amiga, ela devia tê-la deixado saber que estava ao seu lado, e não pressioná-la. — desculpa por ter acordado você. — falou mais baixo, andando até a latina e pegando sua mão, olhando em seus olhos e colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, se espantando como mesmo com os cabelos emaranhados, rosto com marca de travesseiro e um uniforme das Cheerios bagunçado ela continuava linda, Santana era e sempre foi a criatura mais linda já criada por deus.
– Vocês não me acordaram. — a morena admitiu, fechando os olhos por alguns segundos ao sentir o toque da loira em sua pele. — Brittany não para de me mandar mensagens...
– Garota idiota – Charlie resmungou e olhou para Santana – Como ela pode insinuar que você iria a trair, você nunca faria uma coisa dessas!
–Eu costumava ser uma vadia...
–Isso não importa – Charlie a interrompeu – Você disse que estava doente e ela não ligou – adicionou ainda emburrada. Santana apenas sorriu levemente para a loira e lhe acariciou a bochecha o que deixou Charlie sem ação. “Qual é, você pegou todas as cheerios, jogadoras, nadadoras e outras garotas! Não fique envergonhada na frente dela” Charlie pensou enquanto engolia em seco.
– Você sabe que eu te amo, não é? — a latina deu mais um passo a frente, colando seu corpo ao de Charlie de uma forma que fez a loira perder o fôlego e tentar seu máximo para continuar olhando nos olhos castanhos da garota.
– É... Acho que sim. — a morena passou os dedos pela pele da bochecha da mais alta e se inclinou para aplicar um beijo ali.
– Se eu fosse embora, Char, você se esqueceria de mim? — Santana perguntou, desviando o olhar para sua mão que apertava a de Charlie.
– Eu não me lembraria de mais nada... — a loira puxou a morena para si ao perceber que a menina parecia com medo, e aquilo a fez sentir um arrepio e querer abraçá-la e escondê-la do mundo. — você vai ficar bem...
–Eu estou com medo, Char... – Santana disse com o rosto escondido no pescoço de Charlie que lhe afastou um pouco – E Se eu estiver doente de algo serio dessa vez?- Perguntou preocupada.
–San, eu sou capaz de virar médica pra te curar de qualquer coisa. – Charlie disse muito seria o que fez a latina sorrir – Eu tenho certeza que é só uma pneumonia muito forte... Muito forte mesmo – garantiu enquanto olhava para Santana. Charlie levou Santana até a sala e a deixou deitada em seu colo enquanto assistiam TV, O clima estava leve naquele momento e nenhuma das garotas percebeu aquilo.
– Por que esta fazendo isso? – Santana finalmente perguntou enquanto olhava para Charlie que baixou a cabeça para olhar nos olhos de Santana e então franziu o cenho.
–Fazendo o que? – Perguntou confusa enquanto tentava se lembrar de todas as coisas que fez nos últimos minutos, mas nada de errado lhe vinha na mente.
–Dormir com garotas aleatórias – Santana esclareceu, seria enquanto esperava a resposta da outra.
Charlie olhou no fundo dos olhos castanhos e abriu a boca algumas vezes logo a fechando de novo ao perceber que não sabia direito o que responder, aquilo a fez se sentir enojada, não havia exatamente um motivo pra ela estar fazendo aquilo e isso a fez se sentir mal.
– Meninas?! Santana! Você está bem?! — nesse momento Ricardo entrou na sala e puxou a filha para um abraço logo passando os olhos pelo corpo da garota para ter certeza que tudo estava no lugar. — uma colega minha, Dra. Brianson, aceitou te consultar agora, então temos que ir no hospital nesse momento.
– A Charlie pode ir também? — perguntou a latina, pegando a mão da loira. — ela me ajudou muito hoje.
– Claro, pode sim. — o homem sorriu para a amiga de sua filha e então levou as duas para o carro, onde elas foram no banco de trás e Santana deitou-se com a cabeça no colo da loira que passava os dedos pelos cabelos escuros da garota continuamente.
O Percurso até o consultório da Dra. Brianson foi rápido. Assim como fazer todos os exames. Ricardo percebia o nervosismo de Charlie e mesmo que a garota tivesse passado todo o percurso de carro até ali, sendo positiva para Santana, ele sabia que ela assim como ele estava preocupado.
–Ela vai ficar bem não é? – Charlie perguntou para o homem – É Só uma... Pneumonia grave não é? – Ricardo suspirou e deu de ombros levemente.
–Nem eu sei dizer, Charlie. Me desculpe – disse para a garota que apenas assentiu.
– Vai ficar tudo bem. — Charlie dizia mais para si mesma do que para o homem enquanto via Santana sentar na máquina de ressonância magnética do outro lado do vidro. — ela é forte. Sempre foi.
Nesse momento, as imagens do corpo da latina começaram a aparecer nos monitores e os dois se viraram para ver, Charlie tentava entender o que aparecia ali, se virou para o homem ao seu lado e sentiu seus joelhos virarem água ao ver que ele estava tão pálido quanto sua pele permitia.
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