Being A Happy Family
59 Cap. 58 | Lima, Ohio | 2012 | she's gonna die?
– O Que isso significa? – Charlie perguntou para Ricardo que apenas passou a mão pelo cabelo nervosamente o que fez a garota entrar em pânico – Sr. Lopez, por favor, o que isso quer dizer? – Perguntou enquanto sentia como se todo o ar ao redor tivesse sumido. Ela estava entrando em desespero com a expressão do homem a sua frente.
– Isso... Karen, tem certeza? Esse exame ta certo? — o homem parecia nem conseguir respirar direito, ofegava enquanto tentava olhar nos olhos da médica.
– Temo que sim, Ricardo... Isso e aquela marca estranha que achei no ombro dela indicam... — a mulher começou, demonstrando compaixão pelo companheiro de trabalho que parecia prestes a entrar em pânico.
– Melanoma... Estágio IV. E com metástases... — o homem se afastou da mesa e passou as mãos pelo rosto desesperadamente, as lágrimas saindo de seus olhos.
– Mas... O que isso quer dizer? É grave? Sr. Lopez! Ela vai morrer?! — Charlie perguntou desesperada, cuspindo as palavras ao ver a máquina começar a voltar e um enfermeiro ajudar a latina a sair da mesma, aquilo era desesperador demais, assustador demais.
A Garota fechou as mãos em punhos enquanto via os dois adultos falarem e falarem sem lhe darem qualquer explicação e aquilo a estava irritando, ela não sabia o que fazer, não sabia o que aconteceria com Santana, só tinha aquela sensação de que poderia perdê-la a qualquer momento e isso era ruim.
–ALGUÉM ME DIZ ALGO!- Exclamou, finalmente chamando a atenção de Ricardo que olhou com compaixão para a loira que tinha os olhos marejados – Sr. Lopez... Ela vai ficar bem... Não é? – Perguntou nervosamente enquanto sentia um nó na garganta ao ver a expressão triste de homem.
– Charlotte... Esse tipo de câncer é uma doença muito rara... Principalmente para nós que temos a pele mais escura... E no estágio que a Santana está, ele vem se desenvolvendo dês de que ela era bebê... E já tem metástase no fígado e no cérebro, isso a deixava com a imunidade baixa, por isso as infecções constantes e todos os resfriados e dores de cabeça... — o homem começava a explicar com a voz falha, brincando com uma caneta entre os dedos. — isso significa... Que ela tem... 5% de chances de sobrevivência. — terminou o homem com um pigarro, fazendo Charlie sobressaltar, ela tinha parado de ouvir na palavra "câncer", mas conseguira ouvir o final da frase e aquilo fez seu coração parar subitamente e sua respiração tornar-se entrecortada com as mãos suando.
– Ci-cin-cinco por cento? — todo o sangue fugiu do rosto da loira, ela sentiu sua visão criando pontinhos pretos e seu coração disparar mais do que ela achava que fosse humanamente possível. — ela tem... Cinco... Como assim? Ela vai morrer? Sr. Lopez, fala comigo!
– É Muito provável que sim – Ricardo disse e respirou fundo – Eu... – Ele não conseguia falar e Charlie apenas engoliu em seco. Santana iria morrer? Era isso? Charlie não conseguia aceitar aquilo, lhe parecia injusto demais, ela passou a mão pelo cabelo e ignorou completamente o que Ricardo falava com a Dra. Brianson, ela só não parava de imaginar um cenário com Santana morta e aquilo estava lhe dando nos nervos.
–E Então? – A Loira levantou a cabeça rapidamente ao escutar a voz de Santana que parecia tão... Viva. Imaginá-la de outra forma que não fosse daquele jeito que estava era assustador.
– Sanny... Nós, precisamos falar com você. — Ricardo pegou a dianteira, chegando perto da menina e acariciando seu rosto.
– Ai meu deus... É algo sério, não é? — perguntou a latina, olhando de seu pai para Charlie, a loira parecia assustada e aquilo a fez se sentir assustada também, Ricardo a tomou em seus braços e a abraçou forte, beijando seus cabelos repetidas vezes.
– Você é minha garotinha... Minha única filha... Eu nunca vou deixar nada acontecer com você, entendeu? — o homem falou, acariciando as costas da filha. — você tem câncer... É um tipo muito raro e... Eu sinto muito, mas a gente vai vencer isso, ok?
Santana estava em choque, sua cabeça estava girando e a palavra "Câncer" não saia da sua cabeça, ela olhou para Charlie e sentiu seu estomago embrulhar com o olhar de pena da garota, ela não queria que Charlie a olhasse daquele jeito.
– Então... É isso? — Perguntou Santana enquanto olhava para seu pai atentamente — Eu vou morrer, não é?
– não vai não! -Charlie retrucou, seu olhar de pena havia sumido e virado tristeza.
– Quantas chances eu tenho? -Santana perguntou, estranhamente calma, para Ricardo que engoliu em seco.
– C-Cinco por cento... — Respondeu e Santana apenas assentiu.
– San... — Charlie deu um passo a frente e estendeu a mão para tocar na morena, que apenas se afastou e olhou-a direto nos olhos, que estavam frios.
– Não. Char... Pode ir pra casa, por favor? Eu quero ficar sozinha. — pediu a latina, desviando o olhar para o chão.
– Mas...
– Por favor, Char... Eu preciso de um tempo. — pediu novamente, se afastando mais um passo. — E... Não fale sobre isso pra ninguém, ta?
– Ok, pode deixar... — a loira se sentia esgotada, se sentia como se tivesse feito um enorme castelo de cartas durante seis meses e de repente ele tivesse desmoronado, era puro cansaço e mesmo que não quisesse deixar Santana, ela simplesmente não tinha forças para discutir.
Ela se afastou e ao chegar à porta da sala, olhou para Santana novamente que estava de costas pra ela, o que fez a loira suspirar e sair dali rapidamente.
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– Ela me ensinou tudo... Sobre a vida, esperança, e a longa jornada adiante. Sempre terei saudade dela. Mas o nosso amor, é como o vento, não posso ver, mas posso sentir – Finn andava distraidamente pelos corredores enquanto lia o livro em mãos que havia achado nas coisas da sua mãe na semana passada, ele estava praticamente devorando as páginas, Ele estava andando em zig zag sem nem mesmo perceber, até que sentiu alguém colocar as mãos sobre seus olhos – AH MEU DEUS! EU NÃO TENHO NADA, EU JURO! SÓ O RESTO DO MEU LANCHE! – Disse desesperadamente e franziu o cenho ao escutar uma risada, olhou para trás e vira Katherine o olhando com um sorriso.
–Oi – A Garota disse e Finn riu nervosamente e coçou a própria nuca.
–Ah, Hey! Eu... Eu só estava fingindo... Eu sabia que era você – O Garoto disse nervosamente o que fez Katy rir e o abraçar forte, deixando-o surpreso – Aconteceu alguma coisa? – perguntou com o cenho franzido enquanto olhava para a menina em seus braços.
– A-acho que s-sim. — gaguejou a menina, olhando-o nos olhos por alguns segundos, ela se sentia péssima por ter que dar uma notícia como aquela para um garoto tão confiante... Tão inocente, tão fofo e carinhoso... Ele seria um pai maravilhoso no futuro, isso ela tinha certeza, ele ficaria feliz em levar sua filha para o parque e conversaria com ela sobre namorados quando fosse a hora, ou levaria seu filho para jogar futebol americano no quintal e lhe ensinaria a respeitar as meninas, pensar naquilo a fez colocar a mão na barriga involuntariamente, tentou imaginar Finn com aquele bebê nos braços, um sorriso bobo no rosto, oferecendo seu dedo para a criança apertar, aquilo aquecia seu coração... Ela adorava a imagem. — E-eu... Estou grávida, Finn... Do seu bebê.
Finn arregalou os olhos comicamente enquanto olhava para Katherine, ele piscou algumas vezes, mas nada disse, só continuou ali parado, a garota mordeu o lábio inferior nervosamente enquanto olhava, esperando por sua reação.
–Meu bebê? – Perguntou finalmente e Katy assentiu – Você não transou com Puck também... Não é? Por isso seria muito errado da parte dele fazer isso comigo de novo – resmungou a ultima parte e Katy suspirou aliviada, ela realmente não o culpava por pensar nisso, ela havia escutado o que havia acontecido entre Finn, Quinn e Puck antes.
A Garota apenas assentiu levemente e Finn suspirou e em seguida a abraçou a tirando do chão por alguns segundos, Katherine ficou surpresa, Mas o abraçou de volta enquanto respirava fundo.
–O Que vamos fazer? – Perguntou enquanto apoiava sua testa contra o peito de Finn que pareceu pensar, ele também parecia estar perdido com aquela nova informação, fora pior do que quando Quinn lhe disse que estava grávida, por que dela vez ele realmente lembrava que havia feito sexo com a garota em seus braços, o que tornava tudo pior. Céus! Ele precisava de um emprego que pagasse bem, Ele tinha que cuidar do bebê e de Katy.
–Você quer ficar com o bebê? – Finn perguntou apreensivo enquanto a apertava levemente em seus braços, Katy suspirou e afastou-se dele.
–Não podemos cuidar de um bebê, Finn. Você sabe disso – Respondeu e mordeu o lábio enquanto via a expressão de cachorrinho chutado do moreno que apenas deu de ombros. – Mas... Nós podemos escolher nomes... Se você quiser – adicionou e o rapaz sorriu para ela e assentiu ansiosamente. Fazendo-a rir.
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Quinn estava na sala lendo uma revista quando Charlie chegou, ela vira a irmã andar em direção as escadas sem nem mesmo olhá-la, o que a fez estranhar e levantar-se rapidamente, seguindo-a pelo corredor.
–Char – chamou e a garota a olhou – O que aconteceu? Santana esta bem? – perguntou simplesmente enquanto olhava para gêmea.
– Acabou... Acabou tudo, Q... — a gêmea mais nova gemeu, uma lágrima descendo pela sua bochecha enquanto ela corria escada acima, Quinn olhou para Beth que estava brincando com seus bloquinhos de montar e olhava para a mãe.
– Uti tem a Sanny, mamãe? — perguntou a menina arregalando seus pequenos olhinhos verde-azulados.
– Sanny? O que aconteceu com TIA Sanny? — perguntou a loira mais velha, curiosa enquanto fitava a filha.
– Ela é muito bonita pra ser tia. — observou a menina, dando de ombros e voltando a brincar, deixando a mãe boquiaberta.
– Mas era só o que me faltava... — falou Quinn, olhando da filha para as escadas onde Charlie tinha subido. — Mãe! Cuida da Beth um minutinho pra mim? — perguntou a garota recebendo uma confirmação de sua mãe enquanto subia as escadas.
Ela parou em frente ao quarto de Charlie e respirou fundo “Tudo bem... É Só uma conversa de irmãs. Normal” Pensou antes de bater na porta, mas parou. “Santana sempre foi melhor em conversar com ela” Quinn pensou enquanto simplesmente abria a porta um pouco e colocava sua cabeça para dentro do cômodo e franziu o cenho ao ver Charlie deitada na cama de bruços, o rosto pressionado contra o travesseiro e o cobertor até o pescoço.
–Garota você esta tentando se matar! – Quinn perguntou enquanto entrava no quarto e puxava o cobertor, Charlie continuou parada onde estava e não deu atenção a irmã que bufou irritada, sentou-se na cama e esperou que Charlie pelo menos a olhasse, Mas ela continuou lá e Quinn se perguntava como ela estava respirando com o rosto contra o travesseiro. De repente sentiu um frio na espinha “Ela esta respirando, não está?”. Pensou preocupada enquanto puxava Charlie pelo ombro a virando na cama.
– O que você quer?! — perguntou a loira "mais nova", exasperada, seu rosto estava vermelho e parecia que ela tinha chorado por uma vida. — pode me deixar em paz?! Eu só quero ficar sozinha, ok?! Posso deixar suicídio pra depois.
– Char... O que aconteceu? — perguntou, preocupada, tocando as costas da irmã.
– Só me deixa em paz, ok? Eu quero ficar sozinha. — pediu a menina, a voz tão fraca que era quase um sussurro enquanto voltava a esconder o rosto no travesseiro, Quinn levantou da cama ainda preocupada e olhou para trás ao chegar à soleira da porta, então descendo as escadas para pegar Beth.
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O outro dia com certeza tinha sido uma surpresa para Charlotte ao chegar à escola e ver Santana andando elegantemente pelos corredores como já estava acostumada, mandando nas Cheerios e acabando com alguns nerds, aquilo era estranho... A menina tinha acabado de descobrir que tinha tanta chance de sobreviver aos próximos seis meses quanto de ganhar na mega-sena e estava no outro dia na escola, normalmente, andando e conversando normalmente, a própria Charlie estava um caco, não tinha pregado o olho á noite e passara boa parte da mesma olhando repetidas vezes às fotos que as duas tinham e assistindo os vídeos, principalmente o do "Oops".
Ela caminhou em direção as arquibancadas e ficou apenas sentada lá observando o campo vazio, estava ensolarado e ela realmente queria ficar sozinha naquele momento. “Ela vai morrer”
–Hey Charlie! – A Garota suspirou e revirou os olhos, será que ela deveria andar com uma plaquinha que dissesse “me deixem sozinha”. Ela ficou surpresa ao ver o rapaz alto, moreno e com os mesmos olhos escuros de antes.
–Jimmy? – Perguntou surpresa enquanto o via sentar ao seu lado, ele havia finalmente saído do McKinley como sempre desejou, Charlie nunca mais o viu desde o momento que deixou a maconha de lado, Bem... Somente a maconha, mas não era como se ela fosse uma alcoólatra como seu pai. – Achei que tinha dito que nunca mais colocaria os pés aqui depois que se formasse – adicionou enquanto cruzava os braços, ele olhou para seu cabelo curto e rosa e sorriu.
–Parece que você deixou de ser um bebezinho da mamãe – ele provocou e o rosto de Charlie esquentou de raiva, a última coisa que ela queria naquele momento era ouvir piadinhas de um garoto como Jimmy.
– Vim te ver, little me. — o garoto afirmou, seus olhos castanhos brilhando para a garota.
– Eu só quero ficar sozinha, ok? Esse dia ta sendo o mais confuso da minha vida. — a garota pediu, colocando o rosto nas mãos.
– Pelo visto aquela latina terminou de foder com você, não? — o garoto riu sarcasticamente e piscou para a menina.
– Talvez... Um pouco, mas não é culpa dela. — a loira admitiu, abraçando os próprios ombros e se encolhendo no banco.
– Sempre é culpa dela. — Jimmy suspirou, sentando ao lado da garota e acendendo um cigarro. — aqui, trouxe um presente pra você, pra quando estiver realmente precisando. — com isso tirou de dentro da mochila uma pequena bolsinha de pano com um pó branco dentro.
Charlie arregalou os olhos ao perceber o que era e olhou para Jimmy que tinha um sorriso idiota no rosto o que a fez olhar para os lados, tentando ver se ninguém estava olhando pra eles, por sorte o lugar estava vazio.
–Mas que porcaria é essa? – A Loira exclamou enquanto olhava para o rapaz que deu de ombros.
–É só cocaína, fica fria – Disse enquanto tragava o cigarro – Não é como se fosse não tivesse usado drogas antes – adicionou tranquilamente.
–Maconha não conta.
–Pode até não contar, mas você sabe que você adorava – replicou e Charlie engoliu em seco – Escuta, isso aqui – indicou o a bolsinha de pano – vai te fazer esquecer tudo o que vem te atormentando. Faz mais efeito que várias garrafas de vodka – Disse enquanto tirava o cigarro da boca e apagava contra os degraus das arquibancadas.
–Eu não posso... Prometi pra Quinn que nunca mais faria isso – Charlie suspirou enquanto olhava para a bolsinha de pano em suas mãos, ela estava seriamente tentada a usar. Ela escutou a risada de Jimmy e o olhou confusa.
–Cara, mesmo com essas roupas rasgadas, o cabelo rosa e essa atitude, você continua sendo a garotinha medrosa apaixonada por HQs – Ele zombou e Charlie estreitou os olhos.
– Me deixa em paz, ok? — pediu a loira, sentindo seus olhos enchendo de lágrimas ao pensar na ultima vez que ouvira aquilo, sua mente a levou para Santana balançando a saia nos treinos das Cheerios que ela assistira de baixo das arquibancadas, de seu sorriso, de como ela nunca parecia suar, a não ser o suficiente para deixá-la insanamente sexy, o fato de que aquela garota jovem, cheia de vida, linda... Ia morrer fazia com que seu coração se quebrasse em um milhão de pedaços.
– Se você quer... Meu número ainda é o mesmo. — avisou o jovem, levantando e saindo, Charlie olhou o pequeno saquinho nas mãos, passando os dedos pelo pano, então pegou-o e jogou-o longe de si, as lágrimas descendo pelas suas bochechas e o ar de repente evaporando de seus pulmões, ela colocou a mão na frente dos lábios para impedir que os soluços saíssem, então ouviu passos ao seu lado e fechou os olhos com força para impedir que Julie escapasse. — ME DEIXA EM PAZ! — gritou, sem nem mesmo ver quem era.
– Mas... Eu acabei de chegar. — a garota se virou e lá estava a latina, parada olhando-a com um sorriso de lado no rosto. — você está bem?
Charlie limpou suas lágrimas rapidamente e fungou, colocando um sorriso no rosto enquanto olhava para Santana que agora parecia desconfiada enquanto sentava ao seu lado.
–Sim... Por que não estaria? – A Garota perguntou sorrindo forçadamente e a latina apenas arqueou a sobrancelha e suspirou em seguida.
–Charlie... Sobre o fato de que daqui a algum tempo eu vou morrer – Santana começou a falar e Charlie sentiu dificuldade em respirar – Eu quero que você me esqueça – Disse seria, antes que Charlie pudesse protestar, ela continuou – Quero que você seja livre e que encontre alguém que realmente te ame e que vai poder ficar com você sem ter a droga de um limite de vida! Eu espero que você possa entender por que eu quero que você faça isso – Santana disse, olhando para os próprios pés, ela tinha medo de olhar pra Charlie, tinha medo de vê-la triste.
–Eu recuso – Fora tudo o que a loira disse e Santana a olhou, surpresa – Santana... Eu... Eu amo você e não posso fazer o que você esta me pedindo, eu não posso simplesmente esquecer você – Charlie disse – Eu estou assustada, muito, mas... Eu tenho que cuidar de você por que é o que me faz bem... Te ver feliz.
Santana a olhou, ela sentia uma sensação aconchegante dentro de si, Ela sorriu para a garota e se aproximou, deixando seu corpo próximo a dela, sentindo o calor que emanava de Charlie que colocou seu braço sobre os ombros da latina e beijou sua cabeça.
–Obrigada – Santana murmurou e respirou fundo. Charlie apenas assentiu e a afastou um pouco.
–Você sabe que tem que falar com a Brittany não é? – Charlie perguntou para Santana que franziu o cenho.
– Sua tapada! O Que você esta fazendo? Aproveite sua chance e pegue ela – Charlie olhou para trás de Santana e estreitou os olhos para Julie que tinha os braços cruzados e parecia irritada.
– Eu só não sei o que fazer... — Santana admitiu, agarrando-se fortemente a loira, como se ela fosse sua vida. — eu estou tentando... Agir como se nada tivesse acontecido... Eu vou lutar pelos meus 5%, Char... Mesmo que não houvesse chance alguma, eu ainda assim lutaria porque não estou pronta pra ir embora agora, com unhas e dentes, Charlie, se depender de mim, eu ainda estarei aqui por muito tempo, por você e pela Britt... Só que eu só quero me despedir agora, sabe? Quero fazer o que tive tanto medo durante todos esses anos, eu quero que as pessoas me vejam como uma garota que vivia ao máximo e que lutou pela vida, se não conseguir resistir... — sussurrou a morena, escondendo o rosto no pescoço de Charlie e fungando fortemente para conseguir o máximo do cheiro da garota que pudesse. — mesmo que a Britt tenha resolvido dormir com o time de futebol inteiro...
Charlie a olhou enquanto engolia em seco, ela estava aliviada em escutar que Santana iria lutar, mesmo que não sobrevivesse, Santana olhou para Charlie e lhe deu um beijo na bochecha, um beijo demorado e Charlie sorriu levemente, sentindo o peso no seu coração sumir.
–Oops! – a Latina disse sorrindo e Charlie apenas a abraçou forte, pegando-a de surpresa, mas Santana apenas retribuiu o abraço.
–Finalmente tomou uma atitude – Julie resmungou enquanto olhava para Charlie que a ignorou completamente e apenas aproveitou o abraço enquanto murmurava um simples “Oops”.
– Meu pai está na escola, ele vai pedir dispensa para mim pela próxima semana, quer que a gente vá para Washington para falar com um amigo dele que vai dar uma olhada no meu caso, ele falou com sua mãe e eu vim perguntar se você quer que ele te dispense também para vir comigo... Eu vou precisar de alguém lá e pedi que dissessem que era uma coisa das capitãs dos clubes já que você é do time de futebol e eu sou das Cheerios, assim só nós e sua mãe saberemos sobre essa doença... Eu não quero ninguém com pena de mim nem nada assim. — admitiu a garota, Charlie apertou-a ainda mais perto enquanto pensava em seu pedido, ela se sentia... Grata, com aquilo, muito grata mesmo por poder estar perto da latina e poder acompanhá-la.
– Eu ficaria lisonjeada. — Charlie murmurou, beijando a testa de Santana por mais minutos do que era realmente necessário, absorvendo seu cheiro e apreciando a sensação de sua pele macia.
– Ótimo... Então... Que tal irmos para o glee? Eu tenho uma surpresa. — afirmou, mostrando um fraco sorriso enquanto estendia a mão para a loira.
–Espero que seja uma boa surpresa – Charlie riu levemente enquanto descia a arquibancada junto de Santana que riu um pouco enquanto andava na frente, Charlie olhou para o chão e perdeu o sorriso ao ver a bosinha que havia jogado, ela olhou para Santana que estava de costas pra ela, e suspirou, agachando e pegando, ela olhou para a bolsa em suas mãos e suspirou.
–Charlie! – A Loira arregalou os olhos e escondeu a bolsinha atrás de si e olhou para Santana que a olhava confusa – Vamos! – Disse e sorriu, fazendo Charlie sorrir também.
–Claro, Claro! – Disse enquanto andava até a latina, colocando a bolsa de pano em seu bolso rapidamente.
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– Ás vezes me pergunto por que as pessoas boas se vão cedo demais, deve ser porque Deus as quer por mais tempo ao seu lado.
– Pelo amor de Deus, Finn! Leia pra você mesmo! – Quinn resmungou enquanto olhava para o garoto que a olhou envergonhado. “É uma surpresa ele saber ler” Ela pensou. – Aliás, desde quando você lê?
– Desde os três anos.
–Não, garoto idiota, Estou falando desde quando você se interessou por livros – resmungou a loira, arrependendo-se de ter chegado cedo na sala do glee club,Finn estava lá com os olhos fixos no livro enquanto balbuciava algumas palavras, era meio assustador de se observar.
–Sei lá! – Ele respondeu com um sorriso idiota e Quinn estreitou os olhos “Por que eu namorei com ele? Ah é... Popularidade e eu estava no armário” Ela suspirou com um pensamento e sorriu ao ver Rachel e os outros entrarem na sala e estreitou os olhos quando vira Charlie e Santana entrarem conversando animadamente, seu modo de irmã protetora estava ligado.
–Hey! – Rachel disse enquanto sentava ao seu lado, Quinn sorriu bobamente para a namorada que riu levemente para seu sorriso idiota.
– Então, pessoal, a Srta. Lopez preparou algo para nós, pode vir, Santana. — Will chamou do centro da sala, fazendo a líder de torcida levantar-se, parar no mesmo local que o professor estivera e gesticular para a banda começar a tocar.
Take a breath, take it deep
"Calm yourself," he says to me
If you play, you play for keeps
Take the gun, and count to three
I'm sweating now, moving slow
No time to think, my turn to go
Começou a garota, colocando a mão no coração, ela fechou os olhos por alguns segundos, apertando os punhos e olhando para os rostos de todos na sala, parando nos olhos azuis de Brittany e então nos olhos verdes de Charlie, ela imaginou se sentiria falta delas para onde estava indo, e a mínima ideia de ir já era suficiente para fazer seu coração doer insuportavelmente no peito.
And you can see my heart beating
You can see it through my chest
Said I'm terrified, but I'm not leaving
I know that I must pass this test
Ela cantou o refrão com um só fôlego, os olhos fechados com força e as mãos na barriga para manter-se estável, ela sabia que não estaria saudável por muito tempo, seu tempo estava acabando, ela sentia isso.
So just pull the trigger
Say a prayer to yourself
He says: "close your eyes
Sometimes it helps"
And then I get a scary thought
That he's here means he's never lost
Pensou em todas as pessoas que já haviam morrido de câncer, aquilo a assustou pra caralho, no que ela era melhor que qualquer uma daquelas pessoas? Por que ela seria especial o suficiente para sobreviver aquilo? Então ela olhou novamente para Charlie e Santana antes de tomar mais um fôlego para o próximo verso, "elas me fazem especial", pensou, sorrindo para si mesma. "O amor delas me faz especial, por elas eu vou lutar, não por mim."
And you can see my heart beating
You can see it through my chest
Said I'm terrified, but I'm not leaving
I know that I must pass this test
So just pull the trigger
As my life flashes before my eyes
I'm wondering will I ever see another sunrise?
So many won't get the chance to say goodbye
But it's too late too think of the value of my life
And you can see my heart beating
You can see it through my chest
Said I'm terrified, but I'm not leaving
I know that I must pass this test
So just pull the trigger
And you can see my heart beating
You can see it through my chest
Said I'm terrified, but I'm not leaving
I know that I must pass this test
So Just pull the trigger
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