Being A Happy Family
47 Cap. 46 | Lima, Ohio | 2011 | Stop Flirting, Hudson!
Notas iniciais
Katherine deu mais um passo em direção ao centro da sala enquanto olhava para todos os membros ali, seu olhar parou em um garoto branco com cabelos castanho escuro e expressão abobada, ela engoliu em seco enquanto sentia seu coração bater mais rápido.
–Huh, fique a vontade! Pretende entrar? – Will perguntou animadamente e a garota assentiu nervosamente. Santana inclinou-se para o lado de Charlie.
–Por que alguém faria algo assim? Entrar para o Glee – a latina murmurou para a loira que ainda olhava para Katherine.
– Algumas pessoas gostam de cantar, Santana – Charlie retrucou baixinho e a latina apenas cruzou os braços e olhou para a garota morena que estava com um sorriso tímido enquanto olhava para todos.
– Meu nome é Katherine Valerie Matthews, eu tenho 18 anos e fui transferida de Menphis, Tennessee, no começo desse ano e vou cantar, "Pawn Shop Blues" da Lana Del Rey. — avisou a menina, sua voz doce se sobressaindo, seus olhos azuis se encontraram com os de Finn e ela deu um sorriso tímido, encarando as próprias mãos, detalhe despercebido por Rachel, mas bem percebido por Quinn, que lançou ao moreno uma cara nada satisfeita.
Well
I didn't know it would come to this but
That's what happens when you're on your own
And you're alright
With letting nice things go
Well I pawned the earrings that you gave me
Gold and made of flowers dangling
And I almost Cried as I sold them
A menina começou a cantar e todos se entreolharam, sua voz era linda, profunda, porém doce, ela fechou os olhos para sentir as notas e todos estavam impressionados, Katherine definitivamente brilhava em um palco.
And I don't mind Living on bread and oranges
No no
But I gotta get to and from
Where I come
And it's gonna take money to go
Oh no
Oh oh
Oh oh
In the name of higher consciousness
I let the best man
I knew go Cuz it's nice to love and be loved
But it's better to know all you can know
I said It's nice to love and be loved
But I'd rather Know what God knows
Oh no Oh no Oh no
I can do this
Once more No man can keep me together
Been broken since I was born
Well I didn't know it would come to this but
That's what happens when you're on your own
And you're alright
With letting nice things go
Os últimos acordes da musica ecoaram pela sala do coral e todos bateram palmas, a menina sorriu timidamente para Finn, que continuava encarando-a feito um idiota e ainda vítima dos olhares mortais de Quinn, aos quais continuava alheio.
–Wow, você foi incrível Katherine – Schuester disse com um sorriso animado – Pessoal, deem boas vindas para a mais nova integrante do clube – disse sorridente enquanto Katherine passava os olhos sobre cada um dali, franziu um pouco o cenho ao ver as gêmeas, havia também um garoto moreno de olhos azuis ao lado de uma garota negra e gordinha, e claro, o rapaz alto de cabelo castanho que tinha um sorriso bobo no rosto. Haviam muitos rostos novos ali, talvez ela fizesse bem mais amigos naquele ano.
O professor os dispensou e enquanto eles saíam, Finn e Katherine ainda trocaram alguns olhares enquanto Rachel permaneceu na sala enquanto falava com Mr. Schue sobre seu solo nas regionais, já do lado de fora Finn sentiu seu corpo ser puxado pela camisa e estava muito confuso só então viu que era Quinn, que o puxou violentamente para dentro do armário do zelador, foi para sua frente e cruzou os braços, lançando seu melhor olhar assustador que o fez se encolher um pouco.
– Mas... O que diabos é isso? — o garoto perguntou, confuso.
–Você tem uma namorada. Pare. De. Flertar – A Loira disse ameaçadoramente enquanto batia no peito do garoto com o dedo.
–O Que eu fiz?
– Eu não sei o que se passa nessa sua mente de criança disléxica, mas eu espero que você não seja estúpido a ponto de não perceber o que você estava fazendo! – A Loira exclamou com o rosto vermelho de irritação. – Isso é apenas um aviso, Hudson.
Quinn empurrou o garoto para o lado e saiu rapidamente dali deixando um confuso Finn Hudson, sua mente estava tentando processar os acontecimentos e somente chegou em uma conclusão. Quinn ainda gostava dele?
No Breadstix mais tarde, Charlie chegava com seus jeans escuros, camiseta de anime, uma echarpe vermelha e botinhas de couro, olhou em volta e viu Puck sentado nos fundos do restaurante, sorriu e acenou devagar, então andando para a parte de trás do estabelecimento e parando perto da mesa, o garoto tinha aquele típico olhar de cachorrinho que sempre fazia quando se sentia culpado o que fez um pequeno arrepio percorrer a coluna da loira, ela sabia que ele tinha feito algo, algo bem errado.
– Hey Char. — o garoto sorriu de lado, meio sentado meio deitado no banco de estofado vermelho, evitando fitar os olhos perfeitamente verdes da garota, que se sentou de frente para ele e o fitou intensamente, tentando descobrir pistas do que acontecera nas suas feições.
– Hey... — cumprimentou fracamente, com o cenho franzido.
–Huh, Então... Como foi o seu dia? – O Rapaz perguntou com um meio sorriso enquanto a loira arqueava a sobrancelha.
–Tivemos aulas juntos o dia todo, Puckerman. Você deveria saber – A Garota respondeu e cruzou os braços – agora me fala o que você fez de errado? – perguntou e o rapaz levantou as mãos em rendição.
–Por que eu tenho que ter feito algo errado?
–Por que sempre faz algo de errado.
Ele queria mesmo contestar, queria mesmo, mas se sentia péssimo, Charlotte era uma boa menina, ela era doce, e era uma pessoa maravilhosa, ele nunca devia ter se metido com ela.
– Char... Eu... Sinto muito. — falou, olhando suas próprias mãos sobre a mesa, mas nesse momento a garçonete veio e colocou dois copos de água e uma cesta de breadsticks sobre a mesa que fez Charlie se lembrar de Santana.
– O que você fez? — repetiu sua pergunta, arqueando a sobrancelha para o judeu.
– E-eu... Eu dormi com a Tina – disse e finalmente olhou para a garota que piscou algumas vezes, ela riu um pouco.
–Ok, boa piada! Tina esta com o Mike – Charlie disse percebeu que Puck continuava com sua expressão culpada – Você realmente... – Ela levantou rapidamente.
–Char... Por favor – Puck disse enquanto levantava e tentava segurar sua mão, mas ela somente se afastou.
–Esta acabado – Charlie disse – Fique longe de mim, fui idiota em achar que poderia ter alguém – adicionou enquanto saia de lá rapidamente sob os olhares curiosos dos outros clientes.
Na saída do restaurante as lágrimas saíam dos olhos da loira, ela sentiu seu corpo bater com o de alguém mais alto e quando olhou para cima encontrou com aquele cabelo loiro, olhos azuis e a boca enorme inconfundível.
– S-Sam? — sua voz estava fraca e trêmula, fazendo o garoto ficar instantaneamente preocupado.
– Char? Ta tudo bem? O que foi? — perguntou, pegando nos ombros da garota, os olhos azuis em um tom quase cristalino.
– Puckerman. – Fora a única coisa que ela disse antes de começar a chorar nos braços do loiro que a aconchegou em seus braços.
–Ah meu Deus, vai me dizer que também esta grávida dele? – Perguntou aterrorizado e suspirou levemente quando sentiu a garota negar com a cabeça enquanto fungava. – Vem comigo, vou te levar pra casa – disse enquanto leva a garota consigo até seu carro, ele abrira a porta para ela e fora até o outro lado enquanto sentava a olhava, ela ainda estava soluçando um pouco.
Ele ligara o carro e dirigiu até a mansão dos fabray, o caminho foi silencioso e ele acompanhou as lagrimas de Charlie se transformar em um silêncio estranhamente calmo. Ao estacionar, ele olhara para ela.
–Ei, sou seu amigo – começou a falar – Estou aqui se precisar desabafar – completou e a garota o olhou e sorriu levemente.
–Obrigada, Sammy. – Disse o rapaz riu levemente – Que? – perguntou, confusa.
–Você nunca mais me chamou assim. – Constatou e Charlie se aproximou, o abraçando fortemente.
– Quer que eu peça para Quinn trazer seu carro? — perguntou o loiro já que o carro da menina tinha ficado no estacionamento do Breadstix.
– Por Favor. — ela limpou as lágrimas com as pontas dos dedos e então fitou a fachada de sua casa pelo para-brisa. — sabe o que é engraçado?
– O que? — perguntou o menino ainda muito preocupado enquanto segurava na cintura da loira e a mantinha perto de si, quase involuntariamente.
– Só agora percebi... — um soluço escapou dos lábios de Charlie e Sam apertou mais seu corpo. — que a Tina traiu o Mike.
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