Being A Happy Family

14 Cap. 13 | Lima, Ohio | 2008 | Soccer Girls


Rachel Berry era a filha única de um casal gay, tinha nascido de barriga de aluguel e sempre teve tudo do bom e do melhor, era uma garota cheia de sonhos, que envolviam estrelato e Broadway, tinha toda a sua vida organizada em planos meticulosamente cronometrados para chegar aos seus objetivos, mas com certeza se apaixonar por Charlie Fabray não estava entre eles, faziam duas semanas que as aulas do WMHS haviam começado e Rachel já andava pelos corredores deslumbrada, tudo começara há cinco dias, quando a baixinha andava pelos corredores um pouco distraída para seu armário.

Se encontrava atrasada para a aula de biologia e os corredores já estavam vazios, mas no ano passado ela tinha feito um trabalho para a feira de ciências que lhe rendeu um "A+", o professor Firenzze lhe deu créditos para o próximo ano, então a Srta. Biggs lhe dava bastante tolerância para coisas como atrasos ou sonecas durante as aulas, não que isso fosse coisa que a aplicada e esforçada Rachel Berry fizesse, olhou para o lado e viu uma menina tentando abrir seu armário, ela forçava o cadeado e tinha o cenho franzido, era Charlie Fabray, todos da escola já tinham conhecimento das gêmeas F, Quinn era líder de torcida e extremamente maldosa, sempre andava por aí acompanhada com Santana Lopez e Brittany Pierce, também líderes.

Charlotte Fabray era diferente, doce e calma, andava com os "esquisitos", Kurt Hummel, um garoto de olhos azuis muito claros com muito Gay Style, Mercedes Jones, a garota negra e gordinha que tinha uma atitude de verdadeira diva é só não era repudiada porque seu irmão mais velho era Ethan Jones, o atual capitão sophomore do time de futebol, Charlie também tinha a companhia usual de Mike Chang, o novato asiático que acabara de entrar no time.

— Ei, quer ajuda? — ofereceu a judia, apertando os livros contra o peito, Charlie a olhou e ela sentiu seu coração acelerar, a cópia exata de Quinn, só que com roupas diferentes e os olhos um pouco mais claros, como se não estivessem mergulhados em poças de rancor e ódio.

— Claro, não sei qual o problema do meu cadeado, já é a terceira vez que ele nega a senha. — falou a loira, passando as unhas bem feitas pela testa em um sinal de preocupação e fazendo um biquinho, estendeu um papel azul claro amassado para a baixinha, onde estava rabiscado uma sequência de números.

— 54763? — leu em voz alta. — isso é um 3 ou um 5? — apontou no papel, se curvando sobre Charlie, ela tinha um cheiro maravilhoso, como de erva cidreira.

— Eu estava usando 3. — avisou, e Rachel sorriu, girando a trava do cadeado, ele se abriu e Charlie olhou para ela com olhos arregalados e brilhando de excitação, ela deu dois pulinhos e um gritinho com palmas. A baixinha nunca vira uma cena tão adorável, ficou toda boba com a boca aberta. — MUITO OBRIGADA! — ela disse, dando um abraço forte na judia.

— Rachel Berry. — esclareceu, percebendo que Charlie não sabia seu nome.

— Charlie Fabray. — estendeu a mão e a morena a apertou. — É um prazer conhecê-la, mas agora tenho que ir, teste de futebol... A gente se vê. — avisou, e acenou para a baixinha enquanto pegava sua mochila no armário e ia em direção ao ginásio, deixando a baixinha toda boba parada ali no corredor sem saber o que fazer.

POVCharlie

Depois de minha breve conversa com Rachel Berry, fui correndo até o ginásio, quando cheguei lá, vi uma mulher alta e morena com o cabelo amarrado, usando tênis, calça de ginástica e uma regata, era a treinadora Sparks.

— Hey, você é a Charlotte, certo? — perguntou, checando uma prancheta clara.

— Pode me chamar de Charlie. — avisei, e ela sorriu.

— Ok, Charlie, vá ao vestiário se trocar, os testes são no campo, te vejo lá em 15 minutos. — fui me trocar e segui para o campo, o teste foi bem curto, já tinha feito aqueles exercícios várias vezes, a treinadora me passou a rotina de treinos e pediu que comparecesse no outro dia, tomei um banho, peguei um taxi e segui para o centro.

Cheguei á "Between The Sheets" ás 15h, Santana marcou de me encontrar lá com Quinn, meus sapatos ecoaram no piso de madeira da loja e comecei a mexer nas prateleiras, na parte de Jazz, Nina Simone era minha favorita, Judy sempre ouvia a ela e Judy Garland e a trilha sonora de Chicago, principalmente "Roxie", que era a favorita de Frannie.

— Gosta disso? — olhei para o lado e vi uma mulher loira, ela me parecia estranhamente familiar, tinha grandes olhos azuis e longos cabelos loiros cobertos por um gorro cinza, era muito bonita, parecia ter mais ou menos a idade da minha mãe.

— Ahn? — perguntei, e a mulher gesticulou para a capa do disco. — Nina Simone? Ah, sim, sempre ouço com a minha mãe, mas hoje estou procurando uma música de jazz mais primordial, o aniversário de meu pai é depois de amanhã e eu queria dar um disco dos compositores mais antigos, os que ele gosta.

— Ah, claro... Sou Margaret Anderson. Me chame de Maggie, eu treino o clube dos Warblers, na Dalton. — afirmou, estendendo a mão para mim.

— Sou Charlie... Fabray. Charlie Fabray. — apertei a mão da mulher e ela sorriu mais abertamente, era só um pouco mais alta que eu, usava uma calça escura, uma blusa azul e uma echarpe escura.

— Então você é a garota do anúncio! — afirmou a mulher, parecendo surpresa e eu franzi o cenho. — o de babá, eu vi no jornal.

— Ah! Claro! — o entendimento passou a minha face, aquele emprego seria só uma tentativa de juntar dinheiro para comprar meu carro, mas como não recebi nenhuma ligação, até esqueci.

— Eu vi e fiquei bem interessada, eu e minha esposa Annie... Ah, desculpe, algum problema com isso? — perguntou, e eu fiquei confusa novamente.

— Com o que?

— Gays. — ela disse, simples, e eu apenas balancei a cabeça.

— Ah, não, claro que não, pode continuar. — falei e ela sorriu.

— Então, Annie é médica e tem plantões durante toda a manhã e madrugada a partir de umas 3h ás 9h, eu vou viajar por alguns dias com meu filho, Blaine e os Warblers para San Francisco para uma competição de performance de colégios de meninos, e tenho certeza que Annie acabará ficando louca por não dormir para cuidar dos mais novos, então se quiser o trabalho, eu pago 150 por dia e é uma semana, são três, mas o Liam tem quatro anos e passa o dia na escolinha, tudo o que tem que fazer é chegar lá por volta de 13h, quando sair da escola, a Annie vai ter deixado o Liam na escola, aí você cuida dos gêmeos, que têm 9 meses até umas 19h, pega o Liam na escola e mais ou menos nessa hora minha mãe chega para passar a noite com eles, a não ser na terça feira, que eu pago mais 200 para você passar a noite, tudo bem? — ela ofereceu e eu fiz os cálculos, ia dar mais ou menos 1250 dólares para passar uma semana com dois bebês por seis horas, nada mal.

— Ah, seria ótimo. — falei e ela sorriu, tirando o cartão da bolsa.

— Me ligue até amanhã. — falou. — tenho que ir agora, mas sugiro Scott Joplin, é um compositor de Jazz maravilhoso. — e saiu.

— Quem era? — tomei um susto, me virei rápido a tempo de ver Santana com um olhar adorável de desconfiança, Quinn estava atrás dela, mexendo em discos da Dionne Warwick.

— Uma mulher que queria meus trabalhos de babá. — disse, simples, dando de ombros e pegando o disco de Scott Joplin.

— E você aceitou? — ela ergueu a sobrancelha em dúvida.

— Disse que ia ligar. — falei, ela soltou o ar em um movimento rápido e ficou com o olhar preso á porta por onde Margaret havia saído enquanto eu ia pagar o presente de Russell.

Notas finais
Gostaram do capítulo? espero que sim, o que acharam de Rachel gostando da nossa querida Charlie , não tem como não amá-la, ela é irresistível (palavras de Santana! HAHA) espero que vocês comentem :c quase ninguém comenta e isso é triste :/ comentem mais! Bom, é isso! Até o próximo capítulo.