Being A Happy Family

15 Cap. 14 | Lima, Ohio | 2008 | Lex Luthor


Notas iniciais
Oioi, meus Cupcakes!! Mais um cap pra vcs!! Espero que gostem e comentem!
Boa Leitura!

Assim que cheguei pela primeira vez na casa dos Anderson, percebi porque Margaret tinha tanto medo de deixar as crianças sozinhas com Annie, tão logo cheguei, a vi brevemente antes que ela desse um selinho na esposa e saísse, era uma mulher bonita, alta, com pele clara, longos cabelos ruivos e olhos extremamente verdes, Margaret ia me mostrar a casa e as rotinas das crianças antes de viajar no outro dia.

- Então, Charlie, como disse antes, você cuidará dos gêmeos, eles estão dormindo agora, então, vou apresentá-los mais tarde, venha comigo. — estávamos na cozinha, chegamos na sala e tinha um menino moreno no sofá, ele tinha a pele branca como porcelana, curtos cabelos escuros meio encaracolados e olhos castanhos esverdeados, era bem bonito, usava uma blusa azul escura, uma calça preta e meias brancas. — esse é o Blaine, ele tem 14 anos, mas estará em San Francisco comigo, diga oi, Blaine.

- Ah, olá. — ele acenou levemente e eu acenei de volta. — Boa sorte com os monstrinhos.

- Pode deixar. — falei, no momento que um menininho loiro veio correndo e gritando pelo corredor.

- Mãe Maddie! — ele gritava, Margaret o pegou do chão.

- Hey, Super Man. — o menino usava uma capa vermelha de super herói, ele tinha cabelos loiros e lisos e grandes olhos verdes, um sorrisinho fofo. — Esse é o Liam, ele tem quatro anos, Ly, essa é a Charlie.

- Oi, Sarlie. — o menino mostrou um sorrisinho com buracos dos dentes de leite, ele era a coisa mais fofa.

- Oi Liam, eu vou cuidar de você e dos seus irmãozinhos quando sua mãe Maggie estiver viajando. — falei, e ele piscou, parecendo confuso.

- Mãe Maddie vai pá San Fancisco! E eu vou matar o Culinga! — ele disse, rindo.

- Ahn... Não, pequeno, se você é o Super Man, vai lutar contra o Lex Luthor. — falei, sorrindo para ele.

- Culinga!

- Lex Luthor.

- O Liam vai ficar na escolinha quando você estiver aqui, só vai ter que buscá-lo 18h e lhe dar o jantar. — Maggie se intrometeu, colocando o garotinho no chão, ele correu até a sala e pulou em cima do irmão mais velho.

- Baine! — gritou, e o mais velho riu e bagunçou seus cachos.

- Suba aqui comigo, vou te mostrar a casa. — a segui escada acima, a casa dos Anderson era bonita, bem decorada e só um pouco bagunçada, o que era compreensível, afinal elas têm três crianças com menos de cinco anos para tomar de conta. — Aqui é o quarto do Cooper, nosso filho mais velho, só que ele está em LA, quer ser ator e tem 25 anos, esse é o quarto do Blaine, agradeceria muito se não deixasse os gêmeos ou Liam o bagunçarem enquanto ele estiver fora. — ouvimos um choro alto do fim do corredor, a segui até lá, era um quarto de bebê, ela pegou de dentro de um berço de lençóis brancos um garotinho loiro com um pijama azul claro cheio de desenhos de patinhos.

- Que fofo. — falei, sorrindo para os olhos verdes sonolentos do garotinho.

- Esse é o John, mas pode chamá-lo de Johnny. — a mulher falou, percebi que outro bebê dormia em um berço igual ao outro, uma menina, de cabelos loiros lisinhos e um pijama rosa com desenhos de princesas, Margaret seguiu meu olhar. — e essa é a June.

- Eles são lindos. — falei, sentindo o celular vibrar no meu bolso, ergui a mão pedindo um minuto e peguei o aparelho, o nome "Quinnie" brilhou na tela, apertei ler. "Ameaça nível máximo. Casa. Agora!"

POVSantana

Quando fui para a WMHS, não tive nenhuma ajuda, como Fabray 1 e Charlie, que tiveram a ajuda da Double F ou Brittany, que teve uma conversa bem longa com sua prima Mimi, que acabava de se formar na escola, não tive nada disso, com Angélica longe (graças a díos) e meu pai viajando a trabalho, mas todos sabem sobre o que é o High School: Poder. Eu já era uma líder de torcida o que seria como um escudo, mas eu sabia que popularidade não parava por aí, tinha que me tornar um clichê ambulante, tinha que namorar um garoto do time de futebol, e foi aí que entrou Thomas Patterson.

Tom tinha 1,80 de altura, olhos verdes, um sorrisinho cafajeste que fazia as garotas caírem para trás, cabelos castanhos lisos, era corpulento e novo flyer do time de futebol, ele era um cavalheiro, me acompanhava para as aulas e não me forçava a fazer nada, era um bom garoto, como meu pai diria, tirava notas boas e era o novo queridinho entre as líderes, isso não fazia com que minhas amigas confiassem nele, Quinn torcia o nariz e o chamava de cafajeste, mesmo que não tivesse essa fama, já tinha avisado várias vezes que ele ia me meter em encrenca e que não era para correr para ela ou para Charlie quando acontecesse, Charlie também torcia o nariz para meu adorável possível namorado, mas ficava quieta em seu canto e sondava a situação com um olhar indecifrável, Brittany inventava histórias enormes sobre como ele era traiçoeiro e concordava com basicamente tudo que Fabray 1 dizia.

Aquela manhã de sexta feira eu fui buscar as gêmeas já com Brittany no carro, Charlie usava seus fones de ouvido, tirou uma revista sobre futebol da mochila e começou a ler, tinha entrado no time um dia antes e já começava a se empenhar, até pediu para seu tio Peter fazer uma trilha de pneus para treinar seus dribles, não consegui não ter arrepios ao pensar em como ficaria o corpo dela, que já era bem definido sem nenhum esporte. Quinn entrou logo depois retocando a maquiagem, quando chegamos na escola, Tom acenou e corri até lá.

- Hey, minha princesa latina! — envolveu minha cintura com um braço e me deu um meijo molhado na bochecha, Charlie estava atrás, na hora que me virei, seu olhar estava indecifrável, desviei meus olhos dos seus antes que acabasse ficando balançada, doía muito saber que ela ainda estava esperando por um momento que provavelmente não chegaria, pelo menos Brittany agia como se nosso beijo não tivesse acontecido, Charlie era muito doce para agir assim. — e aí, você vai na festa hoje? Na minha casa?

- Ah, claro, que horas? — perguntei, e ouvi os passos pesados de Charlie se afastando, até pensei em me virar, mas Tommy me apertou mais forte e eu me virei para ele.

- Te busco ás 14h. — afirmou, e eu sorri fracamente, enquanto ele me beijava e ia embora com seus amigos barulhentos, Quinn e Brittany ainda estavam ali.

- Isso não é uma boa ideia. — Quinn torceu o nariz, passando a unha do dedo médio pela palma da mão, como fazia quando estava nervosa e Britt estava cabisbaixa e passava os dedos pelas franjas da saia do uniforme.

- Por que não seria? — perguntei, cruzando os braços na minha melhor pose bitch.

- Eu... Eu não sei, ok? — realmente vi algo passando pelos olhos de Fabray, não consegui decifrar o que era, mas logo ela cruzou os braços e ficou em posição defensiva. — Não confio nele, e não acho que você deveria confiar. — naquele momento, ela me olhou e seus olhos estavam de um verde azulado impressionante, foi como se Charlie estivesse ali na minha frente, claro, elas eram gêmeas e muitas pessoas teimavam em confundir, mas desde que as conheci, eu sempre percebia coisas diferentes, o timbre da voz, o ângulo das sobrancelhas, brilho dos olhos, jeito do sorriso, entre outros, naquele momento, olhei para Quinn e não achei nenhuma diferença, foi como se Charlie estivesse ali, e aquilo era assustador.

- Não é da sua conta, ok? Eu sei me cuidar. — falei, e saí de perto delas, ainda fui até os campos a tempo de ver Charlie em seu uniforme, que era um short de ginástica preto curtíssimo e uma blusa com uma estampa igual ao uniforme das cheerios, ela estava linda, mesmo que já um pouco suada pelos alongamentos, vê-la ali, com uma ruguinha sexy de concentração entre os olhos me acalmou meu coração após o acontecimento bizarro no estacionamento, segui para o treino das líderes um pouco mais calma.

Passei as aulas dispersa, mesmo quando Brittany tentou puxar assunto por bilhetes durante a aula de história, respondia monossilabicamente e fingia prestar atenção, ainda pensando que talvez Quinn tivesse razão, talvez eu não devesse confiar em Thomas tão rápido, já tinha me decidido a perder minha virgindade logo, pode parecer um pensamento idiota, mas seria um peso a menos na minha vida e uma hora ia ter que acontecer, só que, será que estava pronta para isso? Provavelmente não.

Fui para casa e troquei de roupa, ficando á espera de Tom, papai estava em Columbus para uma convenção de novas próteses de artérias, então fiquei na varanda acariciando o pelo escuro de Drizzle e lendo algum livro deprimente que abuela cismava em me dar. Quando Thomas estacionou seu carro na frente da minha casa, pulei ao seu lado sendo saudada por um beijo. O caminho até a casa dos Patterson foi silencioso, eu me mantive calada e ele tinha um sorriso sacana no rosto, comecei a ficar com medo, estava com um enjoo estranho, quis ligar para Charlie, ela com certeza viria me buscar se eu pedisse, estacionamos na frente da casa e alguns amigos dele já estavam lá, embriagados pelas cervejas caras, mas Thomas me puxou escada acima e o enjoo aumentou em um nível que não consegui mais falar.

Na porta do quarto ele me beijou, não como normalmente, era um beijo faminto, quase desesperado, e eu tentei corresponder, mesmo ainda estando enjoada, senti meu corpo cair em uma cama e de repente o pânico chegou a um nível quase insuportável quando ele baixou o zíper da calça, fechei os olhos com força e o ouvi abrindo a camisinha e falando algo inaudível, puxou minha calcinha com violência, abri os olhos e o quarto estava escuro, uma lágrima desceu em meus olhos quando senti a cabeça de seu pênis na minha vagina, agarrei o lençol, queria pedi-lo para parar, mas não conseguia, estava com medo, eu temia o que ele podia fazer comigo se o pedisse para parar, então ele penetrou e eu gritei em agonia, foi como se tudo dentro de mim se rasgasse violentamente, a cada estocada, meu corpo ardia mais e eu comecei a chorar, ainda sem coragem para pedi-lo por um fim.

- Gostosa... Eu vou te comer... Você nunca vai esquecer dessa foda. — reprimi um grito de dor quando ele penetrou mais fundo e caiu por cima de mim, tirando o pênis apressadamente, senti como se tivesse acabado de me torturar, me aproximei da cabeceira da cama e me encolhi ali enquanto ele se masturbava na minha frente, aquilo era repugnante, ele era repugnante, ouvia seus urros de prazer e xingamentos, comecei a sentir nojo de mim mesma, ajeitei meu vestido, peguei minha bolsa que tinha ficado jogada na cama e corri para fora do quarto, esbarrei em várias pessoas antes de chegar á rua, corri pela calçada sentindo as lágrimas escaparem pelos meus olhos, peguei meu celular e liguei para a única pessoa que eu tinha certeza que me ajudaria.

- Alô? — a voz da minha amiga figurou do outro lado da linha.

- Quinn... Eu sei que você me disse que não iria me ajudar... — minha voz se esmorecia em lágrimas e eu fazia muito esforço para falar, me joguei na calçada. — Mas... Eu preciso de ajuda. — vi sangue caindo por entre as minhas pernas e meu choro piorou.

- Onde está?! — ela perguntou, eu passei o endereço e desliguei, alguns minutos depois as gêmeas estavam ali, Charlie pulou de dentro do carro e eu me aconcheguei em seus braços assim que os senti á minha volta, seu cheiro me acalmando rapidamente, deixei que mais lágrimas caíssem enquanto a loira tinha os olhos presos na poça de sangue ao pé da calçada, nunca senti tanto nojo de mim mesma como naquele momento.