Notas iniciais
Finalmente terminei o capítulo *-* E aqui está ele pra vocês ♥ Muito obrigada pelos reviews, gente! É muito bom saber que estão dando sua opinião e eu espero que continuem gostando e acompanhando!

* Três semanas depois *

Brittany desligou o celular, ela não podia acreditar no que sua mãe acabara de lhe dizer: para tudo continuar dando certo, a garota teria que subir suas notas pelo menos dois pontos em cada matéria, e com as provas chegando, teria que aprender tudo muito rápido. Brittany deitou de bruços na cama e enterrou a cabeça no travesseiro. Ela sentiu alguém tocar suavemente em seus ombros suavemente e teve certeza de que aquelas mãos só poderiam ser de uma pessoa.

“S!” Brittany se virou, pegando as mãos de Santana nas suas e se levantando para abraçar a garota.

“Por que você está triste Britt Britt?” A latina perguntou pondo suas mãos envolta da cintura da loira.

“Não estou, Santie. Como foi seu dia?” Brittany por sua vez, pôs seus braços ao redor do pescoço de Santana, chegando mais perto da morena e sorrindo.

“Okay. Tudo bem comigo, mas estou bem melhor agora.” Santana chegou mais perto de Brittany e encostou seus lábios nos dela, o que sempre lhe dava uma sensação deliciosa.

A latina ainda não acreditava que isso tudo estava acontecendo. Logo depois que ela e Brittany se beijaram na noite da festa, as garotas decidiram que queriam ficar juntas, e Santana não poderia pensar em como tudo poderia ficar melhor. Mas infelizmente, tudo que é bom custa caro, e Santana fez Brittany prometer que não contariasobre elas a ninguém, a não ser que confiasse demais na pessoa. Santana ainda não estava pronta para assumir que estava com uma garota, mesmo que esta a fizesse a pessoa mais feliz do mundo.

Brittany parou o beijo e avisou que precisava ir para a biblioteca. Assim que a loira saiu, Santana sentou em uma cadeira. Ela precisava falar com alguém. Não aguentava mais guardar isso pra si mesma. Pegou seu telefone e discou os números conhecidos.

“Diga, mí amiga.” Santana sorriu ao ouvir a voz do outro lado da linha.

“Como vai, Puckzilla? Pode falar?”

“Tudo bem por aqui, apenas seduzindo todas como sempre... Tempo pra falar com você? Siempre. Mas como vai minha latina favorita?” Noah a fez revirar os olhos, mas não perder o sorriso.

“Todas? Sério cara, duvido demais disso.” Santana riu, zoando o amigo. A latina ficou em silêncio por um instante, ela queria muito lhe contar tudo, mas tinha medo. E se ele a julgasse? E se dissesse a todos? Ou pior, e se não quisesse mais saber de ser seu amigo? ‘Não, não, não. Santana, Puck é o cara. Ele te ama. Nunca vai te fazer nada de mal.’

“Santana? Ainda tá aí?”

“Sim, sim.” Santana suspirou e se decidiu “Puck, você pode vir aqui?”

***

Rachel entrou no quarto e jogou sua bolsa na cama, estava exausta, e ainda tinha que estudar para diversas provas. Suas aulas de teatro estavam tomando uma grande parte do seu tempo, e para sua surpresa, Quinn Fabray estava matriculada no mesmo curso, o que deveria ser algo bom, mas as duas mal se falavam desde o dia da festa; e Rachel só resolveu tentar falar com a garota uma semana antes, quando Quinn disse que a pequena provavelmente poderia ter alucinado porque estava bêbada demais, mas Rachel não conseguira acreditar, sua memória quase nunca falhava, e não seria dessa vez. Ela sabia que Quinn Fabray estivera muito próxima de beijá-la.

Rachel abriu o livro de Cálculo e pegou um lápis, já se preparando para o terrível esforço mental que seguiria, quando ouviu algum barulho baixinho vindo do closet, ela levantou-se rapidamente e abriu a porta. Quinn estava sentada no chão, os livros abertos ao seu redor e usando fones de ouvido. Rachel agaichou-se perto da garota, tocando seu braço quase pedindo atenção.

Quinn sorriu ao ver a morena lá. Desde a festa, e do que a seguira Quinn não conseguia tirar aquela pessoinha da cabeça, e por mais que tentásse evitá-la, Rachel sempre parecia estar por perto. No quarto, nas salas de aula, nos corredores, conversando com seus amigos, nas aulas de teatro... Bem, era meio difícil escapar dela. E quando Rachel perguntou o que tinha acontecido no fim da festa, dizendo que se lembrava de algumas coisas, Quinn mentiu dizendo que não era nada demais, e que ela poderia ter alucinado, mesmo sabendo que não seria convincente.

“Oi, Rach.” Quinn disse tirando os fones do ouvido.

“Quinn.” Rachel respondeu com um aceno de cabeça e se sentou ao seu lado. “Estudando o quê?”

“Inglês. Gosto mais de estudar aqui, o tapete é macio. Quer estudar comigo?” Quinn sorriu, apontando o tapete ‘peludo’ com a cabeça e Rachel concordou.

“Claro.” Rachel disse se levantando para pegar seus livros e voltando em um minuto.

Depois de uma hora e alguma coisa estudando sem parar, as garotas decidiram que deviam parar e saíram do quarto para dar uma volta pelo campus. Elas pararam na cantina do dormitório, cada uma pegou alguma coisa para beber, e continuaram conversando animadamente enquanto andavam até o “parque” da escola.

Chegando lá, Quinn parou para observar o lago, percebendo que o verão definitivamente tinha acabado, quando uma brisa fria a arrepiou. A garota olhou para Rachel, vendo a morena olhando para o lago e se perguntando como ela conseguia ser tão... assim, do jeito que ela era, autêntica. Sim, essa era a palavra para definir Rachel Berry, autêntica.

Rachel virou-se para olhar Quinn, e percebeu que a garota já a encarava de um jeito estranho, mas fofo. As duas começaram a rir, finalmente tinham voltado a se falar normalmente, e ambas não podiam negar que gostavam disso.

“Rach, você está gostando da escola?”

“Bastante. É bem melhor que todas em que eu já estive.” Rachel disse sorrindo satisfatóriamente.

“Por quê?” Quinn perguntou interessada.

“Bem, primeiro porque ficar longe dos pais nem sempre é tão ruim quanto parece.” Rachel riu e a amiga fez o mesmo “Depois porque as pessoas daqui são ótimas.” Rachel corou.

“A maioria das pessoas.” Corrigiu Quinn, sorrindo ao ver a garota corar.

“Claro. Ainda tenho um pouco de medo da Santana.”

“Sério?” Quinn disse rindo “Santana é inofensiva... pelo menos se você for minha amiga, Rach. Ela só tem pose de durona, mas é uma ótima pessoa.” Quinn sorriu a baixinha, chamá-la de amiga definitivamente era algo bom, ‘Se bem que eu prefiro... não! Não posso preferir nada, Rachel nunca ia me dar bola, olha pra essa garota cem por cento hétero.’ Quinn se perdeu em seus pensamentos e foi tirada deles por Rachel a cutucando.

“O que você acha daqui, Quinn?” Rachel indagou, arqueando as sobrancelhas.

“É legal.” Quinn deu com os ombros.

Rachel riu “Super convincente.”

“Era pra ser?” Quinn perguntou e depois respirou fundo “Eu amo estudar aqui.” Ela disse de um jeito tão forçado que não convenceria uma criança de quatro anos.

“Bem melhor.” Rachel riu com a garota loira. Ela não conseguia acreditar que conseguiram ficar tanto tempo mal se falando. “Senti sua falta, Quinn.”

Quinn corou violentamente, mas como o sol já estava se pondo, mal dava para perceber “Eu também, Rach.” Ela passou o braço em volta do pescoço da pequena enquanto as duas voltavam pro quarto. ‘Talvez ela não seja cem por cento hétero... quem sabe não sobram uns trinta por cento de chance pra mim?’. Quinn pensava enquanto admirava o sorriso da morena, dando as costas ao lindo pôr do sol.

***

“Cem por cento gay.” Santana afirmou mais uma vez para seu amigo – só que em estatísticas – e viu que ele ainda a encarava ainda sorrindo. “Noah Puckerman, você não ouviu nada do que eu te disse?”

“Lógico que ouvi.”

“Então por que diabos você continua sorrindo?” Santana perguntou abismada.

“Por que estou feliz por você. Não é todo dia que se acham boas namoradas...” Noah deu com os ombros e continuou sorrindo “Pelo jeito que você fala dela, parece a pessoa mais sortuda do mundo.”

“Claro, mas não é todo dia em que uma garota chega para o mundo e diz que ama uma menina!” Santana enterrou o rosto nas mãos e sentiu os braços fortes do amigo envoltos em seu corpo, ela se deixou ser abraçada e pousou a cabeça em seu peito, deixando as lágrimas rolarem silenciosamente por seu rosto. Santana Lopez prometeu que nunca iria chorar, mas às vezes exeções são feitas.

“S, você deve confiar muito em mim mesmo.” Puck murmurou.

“Você tem dúvidas?” Ela perguntou se afastando e secando as lágrimas nas costas das mãos.

“O que você acha?” Noah a abraçou mais uma vez “Se um dia você disser que fui tão legal com você é uma garota morta, viu?”

“O mesmo vale pra você se revelar qualquer palavra dessa conversa.”

“Não se esqueça de que nunca chorou.” Puck acrescentou, apertando a amiga um pouco mais.

“Como esquecer o que nunca aconteceu, Noah?” Santana sorriu e se afastou do amigo “Agora dá o fora antes que a minha garota chegue.”

Notas finais
Foi um capítulo meio parado, mas necessário pra explicar algumas coisas... Críticas, sugestões, dúvidas? :3