Beautifully Grotesque
8 Toque
Toque
Ginny estava sentada em sua cama há horas, os olhos claros estavam pousados no colchão, as mãos estendidas em cima dos seus joelhos como se ela estivesse em uma prece. Não se mexia, apenas os seios subindo e descendo indicava que ela respirava, e o som ruidoso de sua respiração cortava o silêncio do cômodo.
A apatia em que ela havia mergulhado quando fora capturada pelo exército dos Comensais da Morte e levada até as fileiras para ser comercializada havia quase voltado. A indiferença com tudo o que estava à sua volta, inclusive o desejo de continuar vivendo.
Ela olhou para as suas mãos, sentindo um arrepio estranho no corpo e uma ânsia de vômito quase incontrolável. Não queria lembrar-se do que havia acontecido na noite anterior, mas a sua mente parecia ter vida própria, e ela conseguia até mesmo sentir o toque dele em sua pele quando a puxou de encontro a ele, a temperatura quente dos lábios dele, e até mesmo a essência dele em suas mãos.
Havia uma bandeja ali perto, onde seu café da manhã estava servido, bem como a poção que Ginny teria que tomar pela parte da manhã. Mas ela não havia tocado em nada, mesmo que o elfo tivesse colocado a bandeja até mesmo na cama, como se adivinhasse a indisposição de Ginny sair dela.
Como se a criatura tivesse lido seus pensamentos, apareceu em sua frente em um estalo habitual, olhando-a com aqueles olhos enormes que ele possuía. Sorriu minimamente.
– A senhora precisa se alimentar e tomar a sua poção.
Ginny piscou algumas vezes vagarosamente.
– Não posso. Tudo o que toco se suja.
O elfo não entendeu o que ela quis dizer com aquilo, mas sabia que algo estava errado com aquela garota naquela parte da manhã. A palidez havia voltado para a pele clara, mesmo que de forma ínfima, os olhos dela pareciam embargados por algo, e ela parecia mais distante do que o habitual.
Ele se remexeu, inquieto.
– O mestre se encontra na mansão pela parte da manhã... caso a senhora não coma, ele virá pessoalmente obrigá-la a isso.
A menção de Fenrir Greyback fez com que a garota estremecesse. O elfo percebeu isso imediatamente. Mas a frase surtiu efeito, ela respirou fundo e olhou de forma relutante a comida na bandeja, pegando as torradas e passando um pouco de geleia em uma, para depois enfiá-la na boca e mastigar calmamente.
O elfo deu duas palminhas.
– Hoje você terá seu dia livre, mas o mestre solicitou a sua presença novamente no quarto dele na parte da noite.
O apetite dela se esvaiu em um segundo. Ela parou de mastigar, olhando para o elfo. Uma criatura inocente que não tinha ideia do que se passava dentro daquele quarto. Decidiu poupá-lo de detalhes e lembrou-se da biblioteca e do armário de vidro cheio de livros de licantropia.
– Vou estar na biblioteca no final do dia.
– Não irá agora?
– Não. Preciso dormir.
Disse de forma convicta. Precisava se desligar do mundo. O sono era sua fuga, onde podia pelo menos se esquecer de tudo. De tudo.
[...]
Ela não sabia como havia parado em frente à porta de Greyback, mas entrou pelo quarto como sempre fazia, fitando-o na poltrona que ele sempre estava. Ela não pensou muito no que estava fazendo, apenas pegou-se indo em direção a ele. Ele sorriu quando a viu, um sorriso malicioso, beirando ao doentio.
Ela agachou-se diante dele, sem que ele precisasse pedir. Suas mãos correram rapidamente pelas panturrilhas até chegar às coxas, uma parte que ela descobriu apreciar muito. Podia sentir cada músculo comprimido ali, cada cicatriz que ele possuía, e a temperatura elevada da pele dele.
Ele não precisou pedir para que ela subisse o toque, Ginny espalmou as mãos nas coxas e correu-as para cima, encontrando o cós do short dele com facilidade. Enfiou-as por debaixo do tecido. Ele já estava duro, e foi fácil, quase prazeroso, envolvê-lo com as mãos e iniciar os movimentos que ela sabia que Greyback apreciava.
O lobisomem rosnou, tombando a cabeça no encosto da poltrona. As mãos enormes foram em direção aos cabelos ruivos dela, tocando os fios até mesmo com cuidado enquanto ela fazia os movimentos certos. O toque dele era diferente, os olhos cinzentos pareciam gostar da cor vermelha. As orbes sempre escureciam quando ele as pousava nos fios ruivos.
Ginny começou a acelerar os movimentos. Mas algo estava errado ali. Ela não sentia asco como na noite anterior, mas um prazer enorme em tocá-lo, em proporcionar prazer a ele, em escutá-lo rosnar e sentir os músculos de suas coxas se contraindo à medida que ela o manuseava.
E quando ele chegou ao seu prazer completo, puxou-a de encontro ao corpo dele e seus lábios se tocaram vorazmente, ela sentindo um arrepio prazeroso e intenso percorrendo cada célula do seu corpo.
Ginny acordou segundos depois.
Sentou-se na cama, sentindo uma leve vertigem e uma ânsia de vômito dessa vez mais forte. Suas pernas tremiam ligeiramente, ela colocou as mãos no rosto, sentindo-o frio e úmido de suor. Suas mãos estavam quentes, assim como os seus lábios, justamente os lugares em que ela havia o tocado.
Em um sonho. Fora um maldito pesadelo.
O tecido fino da sua camisola estava grudado em sua pele. Havia transpirado muito durante o sono, mesmo que o quarto estivesse frio. Ela respirou fundo, saindo da cama e caminhando diretamente para o banheiro.
O quarto estava banhado com uma luz alaranjada, indicando que o dia já estava no fim e as características do crepúsculo tomavam conta da iluminação. Ela precisava se arrumar e jantar. Ainda tinha um tempo para si antes de subir até o quarto daquele monstro.
E ela sabia exatamente onde passaria o seu tempo livre.
[...]
Seus olhos corriam pelos títulos dos diversos livros que lotavam o armário de vidro. Todos de licantropia. Cada um abordava o assunto de uma maneira diferente. Em romances, em artigos de estudiosos, em Artes das Trevas.
Ela pegou alguns livros, espalhando-os no tapete e sentando-se em frente ao armário. Ginny não sabia o que buscava, mas ficou um pouco desapontada com o que leu. Nada daquilo era inédito para ela. Todo o conteúdo dos livros ela já havia aprendido nas aulas de Defesa Contra Artes das Trevas, em Hogwarts.
Lobisomens eram rotulados pelo Ministério da Magia com o nível máximo de perigo, que consistia em criaturas perigosas que matavam bruxos e bruxas e eram impossíveis de domesticar. Um lobisomem em sua forma de lobo não conseguia identificar nem mesmo seus melhores amigos. Ela se lembrou de uma história que Harry havia contado anos atrás, sobre Lupin ter atacado Sirius quando Harry estava no seu terceiro ano em Hogwarts.
Estremeceu. Aquela característica era muito peculiar, e perigosa. Perguntou-se novamente onde Greyback ficaria em sua época de lua cheia, mesmo que soubesse que ele tinha o costume de morder crianças e humanos até mesmo quando estava em sua forma humana.
Não queria pensar nisso. Pensar em Greyback daquela forma apenas a deixava mais ansiosa, e julgando que ela estaria com ele na parte da noite, era quase doentio ela se martirizar assim. Ia fechar o livro que estava lendo quando algo lhe chamou a atenção.
Apenas uma palavra se destacou das outras que formavam o texto. Maldição. Ginny leu avidamente aquela parte, os olhos claros correndo pelas palavras, buscando por algo que ela tinha certeza de que nunca escutara de ninguém.
“Por mais que a origem dos lobisomens seja incerta, bruxos estudiosos acreditam que a espécie originou-se no norte da Europa. Em estudos recentes, foi descoberto que mesmo que a licantropia seja passada pela forma de mordida, os primeiros lobisomens se originaram de uma maldição. Alguns bruxos mais ousados dizem que até hoje a prática é feita. Não se sabe ao certo que tipo de feitiço ou bruxaria transformaria um ser humano em um lobisomem, mas está claro que não é qualquer bruxo que pode fazê-lo. Muitos bruxos acreditam que o poder das Artes das Trevas...”.
Ginny não terminou de ler o texto. Sua mente já estava ocupada com várias perguntas sobre o que ela havia acabado de ler ali. Maldição? Lobisomens podiam ser amaldiçoados? Buscou em todas as suas lembranças de Hogwarts e em todas as conversas com Harry e Hermione sobre aquela espécie, mas não se lembrou de ninguém mencionando um possível lobisomem passando a licantropia para Greyback.
Ela pegou o restante dos livros, mas nenhum conseguiu saciar sua curiosidade. A parte da maldição era apenas uma passagem supérflua, e poderia ser considerada uma informação incerta, julgando que o texto não tinha referências.
De repente ela entendeu o motivo do armário estar destrancado. O material que estava ali dentro não era tão precioso assim.
Sentiu-se tola. Era óbvio que Greyback não deixaria livros raros sobre licantropia à mostra daquela forma. Começou a guardar os livros na estante, tomando o cuidado de ser organizada, quando escutou o estalo característico do elfo atrás de si.
– O mestre a espera.
O elfo não precisava dizer aquilo, Ginny sabia que já estava na hora. O céu escuro e as estrelas enfeitando timidamente o véu negro apenas lhe confirmavam isso. Virou-se para ele, assentindo. Respirou fundo e fechou o armário, saindo da biblioteca e puxando o seu vestido no momento em que começava a subir as escadas para o terceiro andar.
Tentava não pensar no sonho quando seus pés tocavam cada degrau.
[...]
Quando entrou no quarto, seu corpo foi embargado por uma sensação estranha. Era como se estivesse entrando ali pela segunda vez só naquele dia. Tentou ignorar tal reação do seu corpo quando sua respiração começou a ficar mais ruidosa.
Ela fechou a porta atrás de si e seus olhos buscaram a poltrona que ela sabia que ele estaria sentado. Uma massa disforme e escura que podia ser o corpo dele indicava onde ele estava, mas Ginny permitiu-se não olhá-lo nos olhos. Não conseguiria depois do ocorrido da noite anterior.
Andou calmamente até ele, sentindo os olhos cinzentos do lobisomem sobre si. O olhar parecia queimá-la, mas ela estava disposta a ignorar tudo aquilo. Queria sair daquele quarto logo. A presença dele a machucava mentalmente. Ela agachou-se em frente à poltrona e com relutância pousou as mãos nas panturrilhas dele, sentindo as cicatrizes como sempre sentira das outras vezes que fizera aquilo.
Mesmo que ele não tivesse pedido, ela subiu as mãos para as coxas dele. Os músculos estavam tensos, mas relaxavam à medida que ela o tocava. Mas o toque era tímido, quase medroso. Fenrir percebeu isso, mas não conseguiu ligar aquela reação dela com o que havia ocorrido na noite anterior.
Ginny apertou levemente as coxas dele, e de uma forma nada saudável e em um momento que ela menos queria, momentos do sonho que tivera invadiram a sua mente, deixando-a com o rosto pegando fogo. Fenrir franziu o cenho.
– O que você tem?
Ele perguntou, olhando-a atentamente, a garota estava levemente corada e parecia um pouco desorientada com algo. Ela engoliu em seco.
– Estou um pouco tonta. Preciso da minha poção.
– A terá quando você terminar seu trabalho.
Ela temeu o tipo de trabalho que ele queria, mas permaneceu ali, massageando-o e rezando mentalmente a Merlin para que ele não pedisse para ela subir as mãos e o tocar da mesma forma que pedira na noite anterior. Ele estava calado, porém, os olhos cinzentos a fitavam com uma intensidade e atenção desconcertantes.
Minutos se passaram até que ele quebrou o silêncio.
– Você nunca teria conseguido fugir...
Ginny parou momentaneamente de massageá-lo, mas sabia que ele queria apenas provocá-la. Ela não estava disposta a entrar em nenhuma provocação naquela noite. Voltou a correr as mãos pelas coxas dele. Greyback insistiu.
– Aquela floresta é um labirinto. Um labirinto feito para mim. Para as noites de lua cheia.
Dessa vez ele conseguiu a atenção dela, que o olhou e pareceu finalmente escutá-lo. Fenrir sorriu.
– Então, não fique triste. Sua tolice foi em vão, mas sua coragem será anotada.
Antes que ela pudesse se refrear, uma raiva tomou todo o seu corpo. Sem pensar duas vezes, ela fincou com todas as suas forças as unhas na pele das coxas dele, tentando por meio disso arrancar sangue, pelo menos uma gota. Uma gota seria o suficiente para que ela se sentisse satisfeita.
Mas a gota não veio. E ele nem ao menos sentiu dor. Pelo contrário, o lobisomem soltou um rosnado e sorriu maliciosamente para Ginny.
– Parece que sua tolice não tem limites.
De uma forma rápida e surpreendentemente ágil, ele se levantou da poltrona, pegando-a no colo e andando pelo quarto. Ela começou a se debater. Sabia que ele iria machucá-la. Fora ousada em tentar causar-lhe dor. Mas ele apenas a jogou na cama de qualquer maneira. E quando Ginny fitou o lobisomem retirando a própria blusa, percebeu o que ele pretendia.
– Não...
Ela saiu da cama, mas antes de começar a correr foi enlaçada pelo braço forte dele. Fenrir a jogou no colchão novamente, e ela permaneceu ali, aterrorizada.
– Sabe por que é tola, garota? Tentar me machucar não vai adiantar.
Ele apontou para o próprio braço e ela percebeu pela primeira vez que ele estava enfaixado. Lembrou-se do modo que fincara a tesoura de poda no braço dele. A tesoura havia enfiado na carne ali bem profundamente. Quase até a metade? Em uma pessoa normal, aquilo deixaria uma lesão para o resto da vida. Mas não nele. Ele não parecia nem mesmo sentir dor, ao julgar pelo modo como a pegou no colo e como a enlaçou, lançando-a na cama.
Ele subiu na cama, aproximando-se dela. O corpo de Ginny começou a tremer convulsivamente.
– Quanto mais você tenta me machucar, mais eu gosto. A raiva me excita, assim como o medo. E nesse momento, consigo farejá-lo no seu corpo.
Ela não teve tempo de gritar, os lábios de Greyback esmagaram os lábios dela, e dessa vez ele não foi delicado. Na noite passada, ela sentira apenas a temperatura dos lábios dele. O toque fora quase tímido, apenas para saciar uma leve curiosidade. Naquele momento não, ele forçou os lábios dela a se abrirem, invadindo a boca dela com a língua.
Ginny assustou-se quando ele fez isso, e assustou-se ainda mais quando o toque da língua dele enviou um arrepio forte pelo seu corpo. Ela não o repreendeu e nem mesmo tentou sair dali, apenas deixou que ele fizesse o que pretendia fazer.
O beijo não era agradável, tampouco nojento como ela pensara que seria se um dia beijasse um homem como ele. As mãos enormes de Fenrir correram pelas pernas dela, sentindo a textura delicada que a pele dela possuía. Um rosnado até mesmo agradável de ouvir saiu da garganta dele, no momento em que ele levantava o vestido dela e a desnudava do modo que ele queria desde que ela pisara os pés naquele castelo.
O cheiro dela estava o deixando louco.
As mãos rasgaram o tecido delicado do vestido com uma facilidade absurda, e quando Ginny finalmente pegou-se nua, percebeu o que estava fazendo. Ela começou a se debater tarde demais, e tal reação foi em vão. Fenrir Greyback queria possui-la, e ele não era o tipo de homem que não se importava quando algo lhe era negado.
Aquela garota o excitava da maneira mais primária e selvagem possível. O aroma dela era doce, e inebriava a pele dela, assim como os fios dos cabelos ruivos, invadindo o olfato poderoso dele e o deixando ainda mais perigoso.
Pois no mesmo momento que ele queria tomá-la, ele sentia uma necessidade forte de cravar seus dentes naquela pele de porcelana e provar a carne trêmula do corpo daquela garota.
Mas controlou-se. Controlou-se porque o que lhe interessava mais naquele momento não era matá-la ou presenteá-la com a maldição da licantropia. O que lhe interessava se encontrava entre as pernas dela, e foi com isso em mente que Fenrir a penetrou avidamente, sem deixá-la se acostumar com ele, preenchendo-a por inteira.
Ginny não era virgem, mas quando sentiu aquele homem invadi-la sem pedir permissão, achou que estava sendo dividida ao meio. Ele era bruto e violento, e não a deixou sequer pensar que estava sendo tomada para afastar o quadril e penetrá-la novamente.
Os braços dele estavam ao lado do corpo dela, fazendo com que o corpo forte dele a prensasse de uma maneira natural. Ele era pesado, e os movimentos dele eram quase primários. Mas aquilo lhe passava uma sensação estranha e prazerosa de um sexo primitivo.
Ginny não queria pensar daquela forma, queria ignorar os movimentos dele. Mas no momento em que ele a penetrou novamente, aproximou-se dela e fez com que o cheiro dele ficasse mais evidente. Cheiro de couro, misturado a algo que ela ainda não conseguia identificar. Talvez madeira? Fenrir lambeu sensualmente o pescoço dela, sentindo finalmente o gosto que ela possuía. Era doce, assim como seu aroma, e o deixou ainda mais excitado.
Ouvir o rosnado e o gemido que ele soltara quando a lambeu fez uma onda de prazer embargar o corpo dela. Onda que ela tentava ignorar desde que ele a jogara na cama, mas aquilo estava ficando cada vez mais difícil.
Uma mão de Fenrir passeou pelo quadril dela, apertando fortemente a carne trêmula da cintura delicada, no mesmo momento que sua outra mão corria em direção ao cabelo vermelho, onde ele embrenhou os dedos e puxou os fios de forma quase violenta.
E foi aí que Ginny sentiu. Começou em seu centro e foi tomando uma proporção absurda. Uma onda de prazer completo, que a deixou extasiada e ao mesmo tempo em pânico. Pois ela não queria sentir aquilo. Ela queria ser indiferente ao toque dele. Mas aquele homem, mesmo pensando apenas em si, parecia saber o que estava fazendo.
– Não...
Ela choramingou, como se com esse pedido seu corpo lhe ouvisse e recuasse diante do prazer. Fenrir Greyback sorriu maliciosamente quando percebeu o sexo úmido dela o apertar, as pernas dela travaram-se no tronco forte do corpo dele e a garota fechou os olhos, abrindo a boca em um momento de redenção.
Boca que ele tomou com os lábios com prazer, derramando-se dentro dela e consequentemente apertando a carne que suas mãos enormes conseguiam alcançar.
Ele tombou o corpo no dela, escutando a respiração ruidosa dela. O hálito dela batia no rosto dele, o corpo pequeno tremia ligeiramente debaixo do seu. Ela permanecia de olhos fechados, e ele não sabia dizer se era por causa do torpor em que ela se encontrava ou porque ela negava o que seu corpo estava sentindo, não querendo fitá-lo diretamente. O responsável por aquilo tudo.
O homem que havia deixado a vida daquela garota uma bagunça, e que naquele momento a quebrara para sempre. Ele tinha plena consciência disso, mas de forma alguma se sentia culpado ou até mesmo arrependido.
Na verdade, não podia mordê-la, que era o que mais queria naquele momento. Então se contentou em lamber o vale dos seios dela, sentindo o gosto doce que ela tinha ali. Não, não iria mordê-la, por mais que esse fosse seu desejo primário. Aquilo seria um desperdício.
Ele tinha outros planos para Ginny Weasley.
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