Notas iniciais
Como demorei mais para atualizar a fic, postei um capítulo bem grandinho para compensar ^.^ Boa leitura!

O lugar era realmente terrível, as árvores farfalhavam devagar e as folhas caídas ao chão com o vento brincavam entre nossas pernas. O barulho que era ouvido era apenas o de nossas pegadas, e nada era visto com vida, nem mesmo as folhas das árvores que já estavam amareladas, fazendo parecer que a primavera ainda não havia chegado lá. A lua não iluminava diretamente nosso caminho, nos obrigando a tomar cuidado em cada passo, na minha opinião, daria um ótimo cenário para um filme de terror.

- Nada de suspeito até agora... — Disse e paramos para observar em volta.

- E o que acham daquilo. — Sam disse apontando para frente. Olhamos para onde sua mão apontava e vimos um espantalho de uma expressão terrível. Roupas novas e limpas porém com um olhar assustadoramente demoníaco.

- Credo! Que espantalho mais fúnebre! — Anne exclamou se 'escondendo' atrás das minhas costas, Sam riu olhando em volta:

- Já repararam como aqui é diferente da cidade em geral? ...Tudo aqui é morto. — Dissemeu irmão pegando uma folha que caía de uma árvore.

- É... — Anne assentiu se aproximando de Sam. — Não acha que as roupas desse espantalho estão muito novas e chiques para um boneco feito para espantar corvos? O mais natural seria encontrarmos roupas velhas e empueiradas...

- Uma coisa é certa... — Respondi olhando intensamente para os olhos do espantalho à minha frente que eram apenas dois buracos negros. — Tem alguém cuidando muito bem desse nosso amiguinho aqui...

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- Senhor...tem certeza que não viu nada por aqui? — Sam disse escorando-se na porta da antiga casa que ficava perto da floresta em que estavamos.

- Já disse que não. — O homem idoso de cabelos brancos e tradicionais óculos redondos e uma barba de papai noel disse irritadiço. — E... está muito tarde para a polícia fazer interrogatórios! Já são 11:20 da noite! — conferiu o relógio de pulso.

- Desculpe senhor, só mais algumas perguntas. — Anne suplicou com a voz tão meiga que não tinha como o senhor recusar, após ver o homem assentir ela continuou. — Reparamos que alí à um espantalho em ótimas condições... sabe se alguém cuida dele?

Derrepente a expressão do homem se tornou séria e amarga, olhou para nós com um olhar nervoso. — Já chega! Não quero mais falar sobre isso... não vê que meu neto já está traumatizado com esses assuntos sem sentido! — Olhamos para baixo e vimos um menino de aparentemente 5 anos, de cabelos pretos e com um olhar triste e baixo.

- Olá... — Anne disse sorrindo e se abaixando à altura do menino. Ele não respondeu apenas olhou para baixo com um semblante pensativo. O velho senhor puxou o menino para suas costas, nos olhando com um olhar como de quem avisa que a conversa está encerrada:

- Vamos Nicky...já está tarde, sabe que dormimos cedo, vamos entrar. — O senhor puxou o menino para dentro e fechou a porta na nossa cara sem o menor ressentimento. Suspirei e quando íamos nos afastando da casa, ouvimos um "Shiuuu..." baixo. Olhamos para trás e demos de cara com Nicky...o menino que estava na porta da casa, fechou a porta e veio em nossa direção:

- Olá. — Ele disse envergonhado, sorrindo para Anne. — Vi a conversa de vocês com meu avó, e não tenho certeza mais ele e minha vó saem à noite nessa floresta...

- Sabe o que eles fazem aqui Nicky? — Sam perguntou amigável para o menino que olhava para os lados com um olhar assustado.

- Não sei, mais ele levam roupas novas... e eles não saem sozinhos. — O menino murmurou olhando para a casa para ter certeza que não estava sendo observado.

- Com quem saem? — Perguntei interessado me abaixando ao lado de Anne, que olhava o menino pensativa.

- Todos os anos vêem um casal diferente de turistas para cá, ficam uma semana, e vão embora à noite. Sempre no mesmo dia. — Nicky explicou suspirando.

- Hummm...e sabe que dia é esse? — Anne murmurou e o menino assentiu.

- Não sei exatamente mais meu vô sempre diz que logo vai começar o 'início do ciclo da colheita' e que prescisam de turistas... — Nicky disse e eu e Sam nos entre-olhamos, nossas suspeitas estavam certas, eram realmente Vanir's.

- Depois que os turistas saem com seus avós vocês o vêem denovo? — Anne perguntou enquanto mechia as mãos.

- Não... — o menino respondeu fitando o chão. — Mais agora tenho que ir antes que deêm por minha falta. — Nicky correu de volta para casa e abriu a porta em silêncio, antes de entrar acenou para nós e fechou a porta.

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Subimos para o apartamento da pousada em que estávamos e sentamos no sofá para juntar idéias e pensar nas possibilidades.

- Com certeza o homem agiu de forma tão grosseira pois escondia um assunto que segundo ele não era de nosso interesse. — Anne murmurou vendo Sam ler um livro ao seu lado.

- Realmente... — Completei sorrindo e poscionando as mãos sob o queixo. — Mais o que o espantalho tem a ver com aos casais que são mortos nesse sacrifício?

Sam se levantou e apontou para o livro que tinha em suas mãos. — Os vanir assumem a forma de algum objeto pecúliar e trivial...que nesse caso, pode muito bem ser o espantalho, não acham?

- Claro, é obvio que é o espantalho, mais para acabarmos com os vanir é necessário acabar com esse espantalho então? — Disse apoiando uma perna sobre a outra.

Sam leu novamente algo no livro e continuou. — Não. — explicou acompanhando a leitura com o dedo indicador. — É presciso queimar o que guarda o espírito dele.

- Hummm... e onde é isso? — Anne disse fitando Sam que sentou fechando o livro.

- Boa pergunta. — Meu irmão disse rindo.

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*POV — Narrador:

- Vamos nos separar para procurar melhor. — Anne sugeriu e Sam concordou porém Dean olhou-a perplexo. Como ele ía deixar ela e Sam andando pela floresta amaldiçoada sozinha? Nunca! Se algo acontessese ele nunca se perdoaria.

- Claro que não! — Dean reclamou balançando o dedo indicador em negativa — Vamos nós três juntos, assim ficamos mais protegidos.

Ino e Sam bufaram, eles odiavam quando Dean os tratava como bebês, só porque era mais velho que eles. — Ok Dean, vamos procurar juntos. — Sam disse revirando os olhos e saíram do carro caminhando lentamente em meio a floresta densa e amaldiçoada. Olhavam atentamente a cada passo que davam, observando cada centímetro e ouvindo cada mínimo ruído. Se aproximaram da casa que ontem aquele velho senhor os atendera e ficaram a observá-la, pois a luz da casa estava acessa com somente um cômodo apagado. Esconderam-se atrás de uma moita assim que viram a porta ser aberta. O idoso dono da casa saiu com uma mulher também idosa ao seu lado.

- Será que eles estão bons o suficiente para ele? — A idosa perguntou para o homem e ele apenas sorriu assentindo com a cabeça. Olharam para os lados, para cetificar-se que não estavam sendo vigiados, e felizmente não viu os Winchester e a Singer atrás do arbusto. Abriram um tipo de alçapão e desceram uma escada até chegar ao porão lá em baixo. Os idosos puxaram um jovem casal de mais ou menos 20 anos para subirem a escada de volta.

- Large-nos! — A mulher jovem de cabelos castanhos curtos exclamou tentando se soltar do braço da velha que a segurava com força. Os idosos puxaram o casal para dentro de casa fechando a porta ao passar com eles. Dean fitou Sam e o mais novo assentiu como quem diz que era hora da ação. Foram até a janela da casa e observavam pela janela de um quarto onde as 'camas' (que mais pareciam macas) eram de metal e tinham amarras onde após deitarem o casal prenderam seus braços e pernas. Sem poder se mecher apenas gritavam e imploravam para que nada de mal acontecesse.

- Por favor, Não! — O homem de 20 anos gritava enquanto via o velho de cabelo e barba brancos pegarem uma faca e virem em sua direção.

- Humm...Não eram para estarem fazendo tricô? — Dean disse irônico ainda segurando o punho do velho que agarrava a faca com força prestes a depositá-la truculentamente no peito do jovem. Sam segurou a velha, enquanto Anne soltava o casal.

- Corram, e saiam daqui o mais rápido que puderem. — Anne murmurou soltando a ultima amarra que prendia o homem.

- Obrigada. — O casal disse em uníssono e correram como ela havia mandado para bem longe da casa.

- Oh, não deviam ter feito isso! Ele vai se voltar contra nós. — A mulher gritou apavorada enquanto Sam a prendia na maca onde antes estava o casal, e Dean fazia a mesma coisa com o velho. Anne apertou as amarras e quando ouviram barulhos estranhos de algo se aproximando, correram para fora da casa para acabar com o objeto que guardava o espítito do vanir. Enquanto corriam para longe da casa puderam ouvir os gritos agudos dos velhos.

- Ele só os matou porque eles não conseguiram o sacrifício, mais o Vanir ainda prescisa de um casal de jovens. — Dean murmurou empunhando a arma em direção a porta da casa.

- É. Vamos nos fazer de iscas, ele fica mais vunerável enquanto pega suas vítimas. — Anne disse e Sam e Dean assentiram.

- Anne, você e Dean vão atrás dele enquanto eu acabo com algo que guarda seu espírito. — O Winchester mais novo disse e correu para dentro da floresta enquanto Dean e Anne foram em direção à casa. Não demorou muito para que o espítito do espantalho começasse a correr atrás de Dean e Anne em busca de sangue novo. Enquanto isso, Sam observava atentamente os arredores da floresta até que em meio à floresta morta e seca viu uma grande árvore, com folhas de verde vivo e uma madeira intacta sem cortes, marcas, nada. Simplesmente perfeita!

- "Só pode ser isso" — Sam pensou e molhou toda a raiz da árvore com gasolina jogando um fósforo acesso logo em seguida. A árvore ardeu em chamas, assim como o espírito do Vanir que perseguia Dean e Anne. A cada estalo das labaredas os sons que ecoavam semelhavam-se facilmente à gritos de terror e júbilo de todas as vítimas dos sacrifícios que agora estavam libertas da vida de pesar que era ter a alma presa em uma amaldiçoada árvore. O Winchester e a Singer suspiraram aliviados. Sam havia conseguido.

Notas finais
Beijos e até o próximo capítulo -.-