Notas iniciais
Demorei mais voltei, e com mais um capítulo. Espero que gostem ^.^

*POV. Dean Winchester

“Foram encontrados três corpos totalmente dilacerados ás margens do rio que corta a cidade de Laword Kansas, os investigadores não acharam pistas no local do possível suspeito, digitais e pegadas foram totalmente apagadas já que a chuva lá está sendo constante.” – li e olhei para Sam

- Não achou muito estranho Dean... — Sam me perguntou com a mão no queixo.

- Mais ou menos, o que tem de anormal em três mortos! – perguntei irônicamente dando um sorriso de canto.

- Dean Dean, sempre brincando! – Sam respondeu rindo

- Bem, mais o que vamos fazer então? – perguntei querendo saber sua opnião.

- Vamos para Laword, claro! – ele disse imitando minha voz enquanto fazia caretas cômicas.
Anne riu, e eu fiquei com um pouco de raiva: o que era aquilo! As piadinhas chatas do Sam estão fazendo mais sucesso que ás minhas? Impossível.

- Vamos sair que horas amanhã Sam? – Anne perguntou ansiosa.

- Bem cedo, ás 6:00 da manhã – respondeu só para me irritar

- Sam, sabe muito bem que eu odeio acordar cedo! – disse com raiva

- Ok, ás 7:00 está bom? – ele perguntou

- Ah fazer o que nê? – respondi me dando por vencido.

Anne que estava lendo a notícia no computador parou e perguntou a Sam:

- Sam, onde vou dormir? – ela perguntou sorrindo.

- Temos 2 quartos um com duas camas de solteiro e outro com uma só – Sam respondeu arrumando sua mala com roupas.

- E vou dormir em qual? — Anne perguntou e me fitou assustada. Sim, ela estava com medo de mim! Mais caramba, o que ela acha que eu vou fazer? Sorri malicioso pensando nisso.

- Com o Dean, nas duas camas de solteiro. Eu acordo mais cedo, além do que, preciso de um tempo para organizar minhas coisas. – ele respondeu olhando para mim.

Ela me olhou estranho e se levantou:

- Então já vou dormir tive um dia agitado e amanhã temos que acordar cedo! – ela disse indo para o quarto, do hotel que estávamos.

Despedi-me de Sam, e ele foi para o seu quarto. Estava com muita fome, e por isso fui a cozinha preparar um lanche, peguei o pão e comecei a fazer quando olhei para trás Anne estava lá bocejando:

- Anne... — disse sorrindo feito um bobo. Ela deve ter percebido, porque também começou a rir.

Ela estava tão bonita, com uma camisola de seda rosa claro, que destacava seus olhos amendoados. Ela pegou um copo d'água, me disse thau e saiu da cozinha. Depois que preparei meu sanduba fui para sala, e liguei a televisão, nada passando de interessante. Desliguei e fui para o quarto, Anne já estava dormindo, me deitei na cama e como ela estava virada para mim, passei um tempo olhando para ela e depois caí no sono.

OOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Acordei com Sam me chamando, olhei ao lado e Anne não estava mais na cama, olhei no relógio no criado-mudo e eram 6:00 horas:

- Sam, são seis horas! Você não disse que a gente ia sair daqui ás sete? — Exclamei irritado.

- Mais até nos trocarmos vai dar sete horas. – ele respondeu com um sorriso sarcástico

Levantei-me e entrei no banheiro, me troquei rápido e quando saí Anne estava colocando uma bota de couro preta sentada na cama:

- Bom dia Dean – me disse sorrindo.

- Bom dia Anne – disse e sentei ao seu lado, senti sua respiração acelerar.

Sam entrou no quarto colocando o casaco:

- Vamos, já estamos ficando atrasados. — Avisou saindo do apartamento.

Eu e Anne descemos ás escadas e fomos para o carro. Eu fui dirigindo, Anne foi ao banco de trás e Sam ao meu lado no banco do passageiro. Quando chegamos na cidade de Laword tudo estava tranqüilo e muito calmo, parecia uma cidade abandonada, já que não achamos nenhum morador nas duas horas de viagem, resolvemos então ir até a cidade vizinha para ver alguma pista do local onde foram encontrados os corpos, encontramos uma moça carregando algumas sacolas atravessando a rua, Dean a chamou e ela veio meio temerosa:

- Olá. Pois não? – ela disse educadamente se aproximando do vidro do carro, porém, mantendo uma distância segura caso o motorista seja algum psicopata.

- Oi, sou Dean winchester, queríamos saber o que aconteceu com a cidade de Laword? – perguntei sério tirando os óculos escuros que usava.

- Não sei, dês de quando me conheço por gente essa cidade é assim... sombria. Os últimos moradores foram a família Oliver, de quatro pessoas. Pai, mãe e dois filhos. Uma menina e um menino, mais foram mortos á pouco tempo, foi esse caso que passou no jornal mais que só encontraram 3 corpos, faltou a menina. — A transêunte explicou com pesar.

— Sabe onde ela pode estar? – Anne perguntou. — Tem possibilidade dela ainda estar viva?

- Não sei. Mais tem uma casa onde há rumores de que vive uma família só que por ser afastada ninguém tem coragem de ir até lá. Dizem que é uma família de psicopatas.

- Pode nos levar até lá, por favor – Sam pediu

- Claro, posso sim. – ela respondeu assentindo, entrando no carro, e se sentando ao lado de Anne.

Parecia que Sam estava interessado nela, sorria toda vez que a olhava pelo retrovisor, estava torcendo para que fosse verdade, seria muito bom que ele esquecesse Jéssica. Seu primeiro amor.

- Como é seu nome – Sam perguntou curioso.

- Victória Germanotta. – ela respondeu sorrindo. Ela era bonita. Cabelos pretos um pouco abaixo dos ombros bem lisos, e olhos esmeraldinos.

Depois de mais ou menos meia hora rodando, ela mandou parar em um sítio com uma antiga porém, bastante conservada que tinha um porão rebaixado, e que estava muito escuro. Descemos do carro e nos aproximamos do portão. Bati palmas e ninguém respondeu nada, nenhum ruído foi originado da casa:

— Vamos ter que entrar por cima, pulando o portão – Sam disse já subindo.

Fui o segundo. Puxei Anne e Sam puxou Victória. Descemos do outro lado, e peguei a arma que estava presa no cinto, fomos indo até que chegamos na casa, ouvimos uma música sertaneja vinda de lá. Sam deu a volta e não viu nada.

- AAAAAAAAAAAAHHHHHHH! — Ouvimos o grito de Sam.

Corri para os fundos da casa e Anne me seguiu, mais ele havia sumido. Não estava lá. Voltei e verifiquei a maçaneta da porta de entrada: aberta. Eu e Anne fomos andando para dentro até que a porta bateu, olhamos para trás mais não tinha nada. "Apenas o vento" — pensei mas quando olhei para frente de novo vi uma menina de uns 15 anos a me fitar com um olhar malicioso.

Anne se assustou pelo olhar desejoso e assasino da menina e me segurou mais forte. Respirei fundo:

- Quem é você? – perguntei com a arma mirada para sua cabeça e os olhos fixos nela.

- Uma menina que você não gostaria de conhecer. – respondeu calma e saiu correndo. Mesmo assim não abaixei a arma, olhamos em volta, e corremos para onde ela havia ído. Entramos em uma cozinha. Ela estava lá, os cabelos loiros compridos caídos sobre os ombros, olhos verdes, um vestido florido azul, e uma faca na mão? Sim uma faca!

A loirinha nos fitava desafiada, comecei a me preocupar. O que ela queria? Era apenas uma criança comum, ou estava possuída? Milhares de dúvidas pairavam em minha cabeça.

- O que vai fazer com isso? – perguntei apontando para a faca com o revólver.

- Eu? Nada. Mais ele sim. – disse apontando para trás

Quando fui virar para ver o que era, um menino da mesma idade que ela, me amarrava e lutava com uma força sobre-humana enquanto a menina amarrava Anne em uma cadeira. Estava muito machucado, minha boca e meu nariz sangravam, resolvi desistir e ele conseguiu me amarrar. Sem dizer uma palavra foram á cozinha e pegaram um alicate, preferia não saber o que eles fariam com aquilo!

- Dean... — Anne murmurou em um fio de voz. Estava chorando, isso era facilmente visto. Senti meu coração apertar. — Se a gente não sair vivo dessa eu queria lhe dizer que e-.

- Não! — Exclamei decidido apesar de querer saber o que ela ía dizer. — Nós vamos sair vivos! Eu prometi ao Bobby que cuidaria de você e é isso que vou fazer. — Ri para acalmá-la. — Não vai se livrar de mim tão fácil...

- E quem disse que eu quero? — Ela respondeu rindo em meio as lágrimas que ainda rolavam em seu rosto.

OOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

*POV. Sam Winchester:

Eu estava dentro de uma cela, nem me lembro como cheguei até lá, só me lembro de ter visto Dean se afastar cada vez mais e eu sendo arrastado por alguém floresta a dentro. Depois de um tempo na jaula ouvi uma voz suave me chamando ao lado, me virei curioso:

- Olá, você está bem? – uma menininha de aparentemente 5 anos de cabelos loiros perolados, e olhos verdes escuro me perguntou com um sorriso preocupado.

- Tudo sim, mais quem é você? – eu perguntei ainda com tontura.

- Ah, eu sou Samantha Oliver, morava nessa casa com meus pais e meus irmãos mais um dia meu pai foi abrir a porta e era um homem com uns olhos pretos estranhos que nos amarraram e trouxeram dois filhos, e uma esposa para morar na nossa casa. Um dia eles soltaram meus pais e meus irmãos e eles foram embora, só que como não me soltaram fiquei aqui. Meus pais devem estar por aí, e eu nem sei a onde – ela explicou e começou a chorar.

— Calma não chore! Acharemos seus pais, e sairemos daqui – eu disse sorrindo amigável – só temos nós por aqui?

- Não. Tem também aquele homem – ela disse apontando para trás.

Eu me virei e vi um homem abaixado com os cabelos castanhos e pele alva, e a cabeça sobre o joelhos:

- Oi, sou Sam winchester, quem é você?

- Olá sou Greg Sulivan. — Ele respondeu olhando para mim.

- Faz muito tempo que está aqui Greg? – perguntei curioso arqueando uma sombranchelha.

- Sim, cheguei um pouco depois da Samantha – ele respondeu se levantando já que não estava preso como nós, só seus braços estavam na coluna de madeira que segurava o telhado.

Depois que parei de conversar com Greg e Samantha ouvi passos em folhas secas, olhei para a porta de ferro do celeiro onde estávamos presos, e vi que entrou um homem de barba branca, baixo, e de camisa xadrez que começou a falar com Samantha:

- Olá queridinha, está com fome? – ele disse irônico colocando um pote com água no chão, quando viu que ela não se mexeu nem disse nada, chutou o pote em direção a ela e a molhou toda.

Greg que não gostou nada daquilo começou a gritar com o homem que não tinha uma aparência nem um pouco simpática:

- Ô você não está vendo que a molhou! Ela é só uma criança, não mexa com ela! — Greg exclamou franzindo o cenho irritado.

- Bravo! Vamos bater palmas para o nosso super herói infantil...Quer ser o “bom” então vai ser minha primeira caça...DENIS! – ele gritou e um menino de 15 anos apareceu ao lado de uma menina da mesma idade. E ele começou a dar ordem á eles:

- Denis, pegue os dois homens, mas deixe a menina... depois veremos o que faremos com ela – ele disse dando uma risada malígna.

A menina abriu a cela em que eu estava e o menino a de Greg...ela amarrou minhas mãos com uma corda que não estava muito apertada. Me puxou e saímos da cela, Denis levou Greg para fora na floresta e me deixou na parte de dentro olhando pela janela...O homem começou a falar com Greg:

- Greg não precisados de dois prisioneiros aqui por isso, vamos te soltar...- ele disse sorrindo sarcasticamente.

- Jura? – ele perguntou com os olhos brilhando.

- Sim. – o homem disse soltando ás mãos de Greg.

Ele correu pela floresta a dentro e depois de mais ou menos dois minutos o homem de camisa xadrez fez sinal e Denis, seu filho correu como o vento atrás de Greg. Ouvimos um grito agudo e Samantha se enconlheu imaginando a cena. Foi a vez da menina; o pai a chamou lá fora e eu fiquei sozinho no celeiro, a corda não era muito forte, e eu me soltei com um pouco de esforço.

Fui sorrateiramente em direção a porta dos fundos e quando girei a maçaneta, que sorte! Estava aberta. Abri e fui devagar pelos matos altos e verdes que estavam até meu joelho, andei devagar mais olhando para todos os lados para ver se não havia ninguém observando minha fuga. Meu corpo estava tremendo de medo. Andei muito, mais nada daquela família absurda. Cheguei até a casa deles pelos fundos e olhei na beirada da janela que estava entre-aberta.

Vi Dean e Anne amarrados com mordaças. Abri a janela aos poucos e como rangia um pouco, logo eles me viram lá, parecia não ter ninguém em casa. Pulei a janela sem muita dificuldade, já que era baixa. Soltei a boca de Dean, e de Christie que respiraram fortes como se estivessem ali á um bom tempo. Soltei ás mãos deles, e logo em seguida á cintura. Quando soltei Anne ela caiu em meus braços e logo Dean arfou e tomou meu lugar para segurá-la. bufei. "Como ele é ciumento" — pensei vendo ele me olhar feio. Ouvimos uma voz feminina entrando na casa, entramos no banheiro que estava com a porta aberta, molhamos o rosto de Anne e ela apesar de fraca reagiu bem:

- Quando ela passar pulamos em cima dela, ok? — Dean explicou e eu assenti.

- Sim – eu e Anne dissemos ao mesmo tempo.

Não demorou muito tempo quando a menina veio pelo corredor e quando passou pelo banheiro pulamos em cima dela. Ela era forte e foi difícil segurá-la mais como ela gritava muito, logo vieram o pai e o irmão ajudá-la. Eu e Dean lutávamos com eles com a maior força possível, enquanto Anne lutava para amarrar a menina. Anne era mais forte do que parecia, e conhecia golpes que deixavam a menina cada vez mais fraca, depois de ver que não tinha chance ela desistiu e foi amarrada. O mesmo aconteceu com nós, depois que amarrei Denis, fui ajudar Dean que estava amarrando o pai deles. Lutamos um pouco, mais como dois é mais forte que um, amarramos ele facilmente.

Dean mandou Anne sair da casa e ir para o celeiro encontrar Victória enquanto eu e Dean, salgamos e queimamos aqueles espíritos.

Notas finais
Demorei esses dias porque estava viajando. Voltei só esta semana e no dia seguinte à minha volta já tive que encarar o primeiro dia de aula >.< Sinto muito não ter avisado mais como não sabia ao certo o dia não disse aqui. Enfim, mais um capítulo bem grandinho e interessante para compensar o tempo que passei fora xD Obrigada pelas reviews e pelos leitores que acompanham ;D Beijos e abraços -.-