Notas iniciais
Desculpem a demora para postar, mais enfim, um novo capítulo ^.^

O vento da noite entrava pela janela, balançando furiosamente as cortinas, que iam e vinham, dançando desajeitadas ao ritmo do vento. Respirei fundo esfregando os olhos, me virei e encontrei Sam dormindo profundamente como se nada pudesse abalá-lo, o que na nossa vida, não era o caso. Tentei fechar os olhos mas no silêncio que o apartamento se encontrava pude ouvir o roncar de meu estômago, não consegui ignorá-lo estava realmente com fome. Foi até a cozinha em busca de algo para saciar minha fome. Vi Anne sentada na poltrona da sala fitando uma caneca que estava segurando á sua frente.

- Também não consegue dormir? — murmurei sentando na poltrona que ficava na frente da que ela se encontrava porém um pouco mais longe.

- Não. Só estou esperando o papai-noel. — disse ironicamente dando um sorriso de desdém. Meus punhos se cerraram, mais ela suspirou me tirando parte da raiva. — Estou com saudade do meu pai. Fiquei anos da minha infância sem vê-lo e agora...estou aqui...mais uma vez longe dele.

- Se quizer podemos ir vê-lo amanhã. — disse e ela sorriu novamente, desta vez não havia irônia tampouco sarcásmo em sua voz, apenas uma ligeira nota de animação. Anne tomou um gole do conteúdo de sua caneca e levou ás pernas para cima da poltrona se encolhendo:

- Seria muito bom. — respondeu quase em um susurro. E então postou os olhos na janela que mesmo que fechada denunciava o tempo frio que estava lá fora. — Bom...acho que vou dormir. — se levantou e veio em minha direção — Boa noite, Dean. — disse ao passar por mim.

- Boa noite Anne. — respondi e ela sorriu e logo após pude ouvir a porta do quarto se fechar. Seu cheiro ainda inundava o ambiente, não queria voltar para o quarto...lá não ía sentir as sensações que estava sentindo aqui, mesmo com a rápida presença dela.

- Dean...acorda! Acorda Dean. — Sam sacudia meu braço, e eu abri os olhos lentamente. Ainda estava na poltrona da sala, havia dormido lá. Esfreguei meus olhos, e fui para o banheiro. Lavei meu rosto para tentar me livrar do sono, sequei e voltei para o meu quarto para me trocar. Anne e Sam estavam na sala trocados e prontos, mas a cena que vi no sofá não me agradou muito. Anne estava com a cabeça na almofada que Sam tinha no colo, e ele acariciava seus cabelos castanhos acobreados, arfei e Anne se levantou vindo em minha direção:

- Dean, podemos ir agora? — ela perguntou sorrindo, e por um momento me desprovi da raiva e do ciúme e me deixei levar pela animação dela.

- Sim...vamos agora. — respondi retribuindo o sorriso que me deixava sem chão.

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- Papai... — Anne exclamou e correu para abraçar Bobby, ele estava muito feliz em vê-la denovo...mas, também...quem não estaria! Assim que ela se afastou dele, ele veio em nossa direção para um abraço emocionado, como se não nos visse a anos. Percebendo que ele estava 'doce' demais achei que havia algo de errado, por isso peguei a água benta de meu bolso e joguei-lhe um pouco no rosto, ele me olhou nervoso, mais a água benta não teve nenhuma reação por isso tivemos a certeza que era ele e não estava possuído:

- Estava esquisito demais para ser o Bobby. — eu disse rindo e ele me olhou sério.

- Eu estava preocupado com vocês! Hoje vi no jornal que um casal sumiu e depois encontraram os corpos em uma floresta da região de Danver. — disse com um sorriso meio torto que fez eu, Sam e Anne rirmos também. — Vieram ficar comigo um pouco?

- Anne estava morrendo de saudades suas por isso passamos por aqui para lhe comprimentar. — Sam disse e Bobby abraçou a filha — Mais agora, se não se importar, temos que ir á Danver.

- Danver? — eu e Anne dissemos ao mesmo tempo, e Sam arqueou a sombrancelha com tal desentendimento. Bobby sorriu e tomou um gole da cerveja que tinha na mão.

- É. Eu não sei se Bobby viu mais lá é uma das mais prósperas e felizes cidades da região! — Sam disse animado e Anne e eu começamos a gargalhar histéricamente.

- Quem sabe a gente encontre um pasto com muitos unicórnios! — eu debochei do jeito gay da voz de Sammy e nós três nos despedimos de Bobby e fomos para Danver zuando o pobre Sam o caminho todo. Anne ria gostosamente das minhas toscas piadas e eu só admirava sua beleza atrvés do retrovisor.

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Assim que chegamos na cidade paramos em um restaurante para comer alguma coisa, após pedir alguma coisa para a garçonete esperamos até que viessem nossos pedidos. Quando o silêncio imperou momentanêamente eles puderam ouvir a conversa que estava acontecendo na mesa ao lado onde um homem de aparentemente 20 anos conversava com uma moça loira da mesma idade, trataram de se concentrar na conversa após ouvirem a palavra "morreram":

- Você soube daquele casal de desapareceu por aqui? — O homem disse e a mulher suspirou. — Acharam os corpos em uma floresta..

- Aquela que tem fama de mal assombrada? — A mulher disse aparentemente amedrontada, sua voz era oscilada. — ...nunca me atreviria a ir lá.

- Bom, é aquela mesmo... mais ninguém viu ninguém lá. — O homem murmurou negando com a cabeça. — Só dizem ter uma energia ruim...Dizem que é assombrado por bruxas. Mais um casal de some, todos os anos, sem exceção de nenhum somem um casal de turistas. O que você acha que é?

- Não sei e também não quero descobrir! — A mulher disse tomando o gole do suco que estava sobre a mesa. Encerraram a conversa e eu fitei Anne e Sam que olhavam para o nada pensativos.

- E aí...algo à declarar? — Perguntei juntando as mãos sob o queixo, apoiando-o

- Bom, não sei se acredito que sejam bruxas...Acho que seja algum ritual, ou até mesmo algum sereal killer... — Disse Anne refletindo o que achava. Sam sorriu.

- Concordo com Anne...não seriam bruxas, se fossem pessoas já teriam visto ou os corpos teriam vestígios de bruxaria ou arte vudoo. — Sam disse fitando Anne que assentia em sinal de concordância e compreenção.

- Realmente... — respondi me levantando — Vocês estão certos. — Deixei algum dinheiro na mesa e saímos do restaurante. — Vamos fazer o seguinte. Eu e Anne vamos até o IML ver sobre os mortos enquanto você Sammy pesquisa sobre o que pode ter causado isso, ok?

- Ok Dean... vamos. — Sam e Anne disseram juntos entrando no carro.

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- Olá, o que gostariam? — O homem do IML disse sorrindo para mim e Anne que estavamos com maletas e óculos, em um perfeito disfarce de peritos.

- Somos, Valery Scott e Bred Stanford, peritos criminais... — Anne se apresentou mostrando o distintivo falso — Vamos ver os corpos do caso 1336.

- Oh sim... — O homem respondeu lhe entregando uma chave. — É na sala 17, e está sendo supervisionado pelo perito Scott.

- Muito obrigado. — Disse simpático e fomos para a sala 17. Esperamos um pouco até o tal 'perito Scott' sair e entramos silênciosamente na sala. Sobre uma mesa haviam dois corpos, um homem e uma mulher, estavam apenas com um lençol cobrindo a intimidade, e não tinham sinais de agressão, magia vodoo, ou queda.

- Caramba, eles comeram muito bem... — Murmurei olhando os resíduos tirados do estômago do casal — E, não tem sinal de bruxaria. — Relatei observando melhor os corpos.

- É... nem de agressão. — Anne respondeu vendo as mãos que não tinham marcas, cortes ou sinais de luta e defesa. — Mas... você reparou que nessa cidade tudo é tão...próspero.

- É... e você acha que seria algum pacto de sangue? — Perguntei enquanto Ino procurava vestígios de algo na boca das vítimas.

- É uma hipótese. — Ela respondeu pegando sua maleta. — Vamos ver se o Sam achou alguma coisa. — Saímos sorrateiramente do prédio do IML e fomos para o hotel onde Sam estava. Chegamos rápido já que não era muito longe dalí...

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- E então... descobriram alguma coisa? — Sam perguntou assim que nos viu chegar mesmo não tirando os olhos do notbook à sua frente.

- Não. — Respondi sentando-me no sofá. — Mais sabemos que não foi bruxaria...

- Pode ser algum tipo de pacto religioso, em troca de prósperidade, quem sabe. — Anne murmurou pensativa e Sam assentiu

- Tem razão Anne. — Sam respondeu concordando — Olha o que eu achei aqui... — Eu e Anne fomos até o Sam e lemos o que ele apontava com a setinha do mouse.

"Os Vanir eram deuses nórdicos da prosperidade e mantinham as colónias longe do perigo. Algumas vilas construíam bonecos dos Vanir nos campos e pomares. Outras faziam sacrifícios humanos, sempre um homem e uma mulher, pois o Vanir precisa de um sacrifício anual de um casal para que ele mantenha a cidade próspera e longe de perigos, como pragas e secas. As pessoas que habitam a cidade protegida pelo Vanir precisam alimentar os casais antes de sua morte e encaminhá-los até o próximo pomar, onde se encontra o espantalho em homenagem ao deus pagão, que no início do ciclo da colheita inconpora algum símbolo místico e mata suas vítimas."

- Ótimo Sam. Vanir é uma ótima opção! — Anne exclamou sorrindo e foi em direção à porta. — Vamos até essa floresta...

- Ok, Vamos. — Respondi pegando as chaves do Impala.

Notas finais
Espero que tenham gostado *w* Beijos e até o próximo capítulo >.< Please... deixem reviews :*