Beatween Heaven And Hell
4 Marine Man Hook
Notas iniciais
Saí do banho, me troquei, e fui para meu quarto. Sam e Anne conversavam á frente do computador numa mesa, no canto do quarto. Por um momento fiquei calado, esperando que novamente eles me deixassem de lado na 'conversa' deles. Nem sinal de Ruby no apartamento. Ainda bem, finalmente ela nos deixou em paz. Depois de alguns minutos, enquanto eu estava limpando minhas armas, Sam me chamou:
- Três casos de pessoas que morreram afogadas mesmo estando longe da água. Parece bem estranho, não é? — me aproximei, e ele contou lendo a manchete no computador. — Aqui está o endereço da família. Vamos até lá?
- Claro, vamos lá. — respondi, nós pegamos os nossos casacos, e fomos para o impala. Anne entrou no banco de trás e eu chamei Sam de lado para uma conversa em particular:
- Samuel Winchester que história é essa de me chamar de pervertido mulherengo para a Anne? — perguntei em um tom de voz um pouco mais alto que o normal. Ele me olhou meio desentendido:
- Dean, mais é o que você é. — ele disse e eu fiquei em silêncio. O que mais ele pensava de mim? que eu era um canalha, sem coração, e sem sentimentos? Acho que sim. Entrei no acento do motorista e acelerei meu tesouro rumo ao endereço que Sam pegou do computador. Chegamos na casa, não muito grande mais bem confortável. Descemos do carro, e Sam tocou a campainha, depois de alguns minutos uma adolescente atendeu-nos com um sorriso. Provavelmente não era parente do morto, se não, não estaria tão contente assim.
- Pois não? — ela disse quase me comendo com os olhos. Oh meu Deus! Quem eu queria conquistar nem me dava bola, e quem eu não fazia questão babava por mim. Oh vida, oh céus, oh azar. Anne entrou na minha frente e tomou a palavra:
- Suze Boalt, James Peterson, e Henrick Jackson. Agentes do FBI. Gostariamos de falar sobre a morte do senhor Calvin Medery. — Anne murmurou e a menina acentiu fazendo um gesto para que nós entrassemos. Sam entrou na frente e Anne logo após, quando fui entrar, a adolescente barrou minha passagem.
- Gato, talvez depois a gente podia-.
- Amor, temos que entrevistar a família. — Anne disse interrompendo a menina. Será que ela estava com ciúmes? Acho que sim, porque se não, qual outro motivo ela usaria para fingir que estávamos juntos? Sorri e entrei na brincadeira. Puxei seu maravilhoso corpo e a abraçei pela cintura. Ela sorriu falsamente para a adolescente e subiu abraçada comigo até sair da visão da menina. Quando isso aconteceu ela saiu de perto de mim, e bem separados entramos na casa. Sam nos esperava sentado no sofá da grande sala de estar, onde uma mulher de cabelos negros sentada a sua frente chorava e secava suas lágrimas com um lenço branco. Nos sentamos ao lado do Sam, e ele começou as perguntas:
- A senhora é parente de Calvin? — Sam perguntou sério, participando da dor que a mulher sentia.
- Sim, sou Sara Medery. Era esposa dele. — ela disse com os olhos marejados pelas lágrimas
- Senhora, seu marido recebeu alguma ameaça ou teve alguma reação estranha antes de morrer? — Anne disse folheando alguns papeis em seu colo.
- Bom, não recebeu nenhuma ameaça, mais tinha alucinações. — ela disse lembrando-se do ocorrido. Sam e Anne me olharam e eu continuei:
- Que tipo de alucinações? — perguntei arqueando uma sombrancelha curioso.
- Ele dizia que viu um navio fantasma. Uma noite ele olhava pela janela, e começou a gritar dizendo que na rua passava um navio. Fiquei sem acreditar aí quando fui ver não vi nada.
- Oh, sim. Muito obrigada pelas informações. Irá ajudar muito. — Anne agradeceu se levantando, fizemos o mesmo. E fomos embora, de volta ao hotel. Assim que chegamos lá, Sam foi para o computador e eu e Anne ficamos procurando nos livros que Bobby havia nos emprestado. Depois de horas de procura Sam veio correndo animado, nos contar que havia achado alguma coisa.
- A lenda do marinheiro é clara. Quem vê um navio fantasma já tem sua sentença de morte assinada. Depois de 24h. após a pessoa ver esse navio, ela morre no lugar que estiver afogada pelo marinheiro vingativo que vem a buscar. — Sam explicou animado
- Tá, mas e o mais importante. Como acabamos com ele? — perguntei aflito e desesperado. Queria acabar logo com isso. Não queria que tudo acabasse em sangue e dor como as outras vezes. Ou nesse caso, água e dor.
- Temos que achar os restos mortais do marinheiro, salgar e queimar. — Sam contou e Anne se levantou do sofá, rápido, com um livro nas mãos. — mais eu não sei onde o marinheiro denominado W.S está.
- Eu sei. — Anne disse e começou a nos ler um trecho do livro — O navio 'Catarine' que embarcou em 1852, e afundou em 1859 matando todos seus passageiros e inclusive seu comandante denominado W.S foi quem levou a culpa por todas as mortes, mesmo a família alegando que ele era inocente e o motivo foi apenas um dano na estrutura do navio. Em homenagem a esse dia quando o navio afundou, todo dia 11 de fevereiro ás 8:00 da noite é comemorado no "The Roy M. Chatters Museum" em Swaton a morte de 'Catarine' o navio que ganhou fama no mundo todo. Nesse dia também é exposto a mão de W.S que é um gancho, por isso ganhou o apelido de comandante homem gancho."
- ÓTIMO ANNE! — gritei a abraçando, ela se afastou e me achou um louco. Retomei minha sanidade mental e continuei — Bem, mais se estou certo hoje é dia 11, então a festa é hoje não é? — completei e Anne e Sam acentiram correndo se arrumar, já estava quase na hora, já eram 7:00 da noite.
Demoramos mais ou menos meia hora, e eu e Sam já estávamos prontos. Nós dois colocamos uma roupa social, terno e gravata. Sentei no sofá e Sam foi comer alguma coisa na cozinha. Estava me achando muito sem graça por isso fui até o quarto e passei um perfume, depois voltei para a sala:
- Nossa Dean, realmente prescisa de tudo isso? Sabe que não vamos para nos divertir e sim para resolver um caso. — Sam disse e eu ri dando uma volta
- Eu sei, mais já que vamos á uma festa porque não fazer as duas coisas, hein maninho? — respondi e Sam riu negando com a cabeça, quando terminou de comer sentou no sofá ao meu lado. Pegou um livro e começou a ler. Resolvi ligar para Bobby, ele atendeu no terceiro toque:
- Oi Bobby. — disse sorrindo.
- Oi Dean...está cuidando bem da minha menina? — ele respondeu e eu quase falei 'Sua e minha, sogrão!' mais engolí a seco. E não disse isso.
- Ela está muito bem. Estamos cuidando muito bem de Anne. E...também queria te pedir um favor Bobby.
- Pode dizer, filho. — ele disse e eu começei a contar:
- Hoje vai ter uma festa em homenagem ao navio 'Catarine' no "The Roy M. Chatters Museum" e queriamos ver se pode nos colocar na lista de convidados. Prescisamos investigar um caso por lá.
- Oh claro. Tentarei colocar vocês na lista. — Bobby respondeu e eu fiquei muito feliz. O que fariamos sem a ajuda dele?
- Muito obrigado. Se conseguir, ligue para nós, ok? Nós já vamos sair só estamos esperando a An...An...An...An.. — gaguejei
- O que foi Dean, o que foi? — Bobby disse preocupado e eu fiquei estático sem reação.
- Nada..nada...depois ligamos. — disse e desliguei, não conseguia falar coerentemente vendo que a mulher que me deixava louco, havia conseguido ficar ainda mais perfeita. Suas curvas e sua cintura fina ficaram aparentes em um lindo vestido roxo, com os acessórios brilhantes. Seus cabelos estavam parcialmente presos e os cachos caiam-lhe sobre os ombros. Sorri feito bobo quando ela se aproximou de mim:
- Está linda Anne. — murmurei e ela sorriu, um sorriso de tirar o fôlego! Ela era incrívelmente linda. Ela se aproximou do meu pescoço, e senti meu coração acelerar. Ela me abraçou e passou os braços pelo meu pescoço e eu passei os meus pela sua cintura, e aí percebi a maciez de sua pele que estava levemente descoberta nas costas pelo vestido com um zigue zague de fitas atrás.
- Esse elogio é bem melhor do que o primeiro que você me deu. — ela disse rindo e se afastou de mim, foi a vez de abraçar Sam. Fiquei meio mal, porque pensei que o abraço fosse exclusividade para mim, mas não foi bem assim. Fiquei sério.
- Vamos, rapazes. — ela disse e acho que ela não percebeu a cara de bobo que fiz vendo-a sair pela porta do apartamento. Depois que Sam e Anne foram para o impala, fui também depois de pegar, armas, sal e todos os objetos necessários para a nossa luta contra o 'marinheiro homem gancho'.
Imagens do capítulo:
Roupa do Dean na festa do museu:
Roupa do Sam:
Roupa de Anne:
Notas finais
e Hook Man da primeira temporada de sobrenatural.
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