Beatween Heaven And Hell
5 It had finished
Notas iniciais
Demoramos um pouco para chegar no museu, eu já imaginava que iria ser meio longe, mais acabou sendo mais longe do que eu imaginei. O silêncio imperava dentro do carro, até meu telefone tocar. Atendi rápido sem tirar os olhos da estrada:
- Dean Winchester. — disse sério, ao atender.
- Oi Dean. — era Bobby — Vim avisar que já consegui colocar o nome de vocês na lista. São os verdadeiros porque nessa festa não há contato com a polícia. Só os seguranças contratados pelo gerente. — ele disse e pareceu-me que estava bebendo alguma coisa.
- Ah muito obrigado Bobby. Já estamos chegando lá. — Respondi olhando pelo retrovisor a expressão curiosa de Anne. — Thau, qualquer coisa te ligamos.
- Thau Dean. — ele murmurou e a linha ficou muda. Guardei o celular no bolso do terno. Demoramos um tempo não sei dizer quanto mais finalmente chegamos ao museu. Estacionei o impala no estacionamento do museu e desci do carro, Anne e Sam sairam logo após. Me assustei pelo tamanho do museu, já havia ído lá, mais já fazia tanto tempo que nem tinha como lembrar a imensidão que era, luzes iluminavam toda a arquitetura antiga e detalhada do local. Um grande triângulo de vidro estava no meio, como uma ilha. Onde havia o baile. Entramos lá, e bem no portão de entrada havia um segurança, nos aproximamos para falar com ele:
- Boa noite. — Sam o comprimentou, mais ele permaneceu com uma expressão séria atrás dos grandes óculos escuros pretos — Sou Sam Winchester, esse é Dean Winchester e ela é Anne Singer, estamos na lista. — Quando Sam disse o nome de Anne o segurança tirou os óculos e a olhou de cima á baixo, entrei na frente dela, com uma expressão de raiva.
- Perdeu alguma coisa aqui? — disse quase em um grito, Sam tocou em meu ombro, e me puxou para trás.
- Dean, temos que entrar. Não arrume briga com ele agora. — ele susurrou e eu suspirei. O segurança voltou a colocar os óculos, e fez um sinal para que entrassemos. Passei Anne pelo outro lado, bem longe do segurança, e ela me olhou perplexa:
- Dean eu sei me cuidar! — ela exclamou enquanto íamos para o salão do baile. Olhei para ela calmo e segurei-a pelo braço enquanto fitava seus olhos.
- Prometi ao seu pai que cuidarei de você e é isso que vou fazer não importa o que aconteça. — disse sério e ela se soltou e correu em direção ao Sam que estava um pouco mais á frente. Eles me esperaram na porta de entrada para o salão. Assim que me aproximei deles, Anne entrelaçou sua mão a minha e eu olhei para o Sam confuso:
- Disse a Anne que é melhor vocês fingirem que são um casal, assim despertamos menos suspeitas. — ele me disse e quando Anne não estava olhando ele piscou para mim. Sorri para ele. Fiquei impresionado com o luxo da festa, todos estavam em seus vestidos e ternos de gala. Quando já estávamos no canto da pista de dança, Sam começou a explicar o que deveriamos fazer:
- Dean, você e Anne procurem lá — Sam disse apontando para uma porta que levava para outra área do museu, mais que estava sendo vigiada por dois seguranças com a mesma expressão do primeiro safado — Eu vou andar por aqui e depois vou tentar descer no subsolo, onde ficam os corpos embalçamados.
- Ok, Sam. — respondi fazendo um sinal de positivo com a mão. Anne e eu nos aproximamos da porta e começamos á dançar para dar um tempo e pensar em como iríamos entrar na porta. Dançar com Anne foi mais que perfeito. Sentir o calor de seu corpo colado ao meu, fazia meu coração acelerar e minha respiração ficar ofegante. Sensações que eu nunca havia sentido com ninguém.
- Dean, tem algum plano? — ela susurrou em meu ouvido, e seu hálito me fez cócegas em meu pescoço.
- Não. — respondi aproveitando o momento enquanto dançavamos — Mas, e você?
- Também não pensei em nada, mais quem sabe me venha alguma idéia depois. — ela disse e continuamos a dançar abraçados, a batida de seu coração junto ao meu me fazia muito bem. As batidas soavam no mesmo rítimo...o rítimo que para mim, parecia amor... que até pouco tempo nem fazia idéia do que era, nem que existia de verdade.
- Dean, vou pegar uma taça de champagne. — ela disse se afastando de mim e eu acenti sorrindo.
- Quer que eu pegue para você? — ofereci querendo ser gentil. Ela se aprocimou do meu pescoço e susurrou em meu ouvido:
- Tenho um plano. — Ela foi até uma mesa onde estavam os copos com as bebidas e quando ía pegar um, fingiu um desmaio. Corri até ela, me abaixei e começei a abaná-la, os seguranças logo vieram ver o que estava aconteçendo, e eu fiz expressão de desesperado.
- Ela deve ter bebido demais. Vocês tem algum lugar tranquilo que ela possa ficar?
- Sim, pode ficar alí. Está tudo em silêncio lá. — o segurança mais alto disse e apontou para a sala que queriamos entrar. Comemorei com um sorriso, o plano havia dado certo. — Michel aconpanhe ele. — completou, e o mais baixo acentiu e se aproximou de mim.
- Quer que eu a carregue? — ele perguntou e eu peguei Anne no colo.
- Não, de jeito nenhum. — disse num tom não muito amigável, percebi que isso só ía piorar as coisas e retomei o jeito normal — quer dizer...não se incomode, eu a levo. Ela é minha noiva. — ele acentiu e abriu a porta para eu passar. Passamos por um corredor, e entramos em uma sala que parecia ser um escritório. Fechei a porta com o pé, e coloquei Anne no chão:
- Nossa, da próxima vez prefiro que me conte o plano antes, para eu me preparar nê? — disse arrumando a gola do paletó. Ela disse e deu um sorriso sexy:
- Claro, da próxima vez eu te conto o plano um ano antes. — ela disse e eu ri. — E que história é essa de sua noiva? Hein Dean? — ela completou e eu engolí a seco.
- Ah, lembra o que Sam disse? Tinhamos que fingir que éramos um casal. — disse e ela sorriu
- É. Mais nem pense em fazer nenhuma gracinha. — ela disse agora em um tom sério, sorri e ela levantou a barra do vestido, e eu engolí a seco. Ela fazia questão de me deixar excitado. Ela tinha uma faca devidamente posta para não ficar perceptível em baixo do vestido. Nesse momento eu queria agarra-la e tirar o resto da roupa que cobria seu belo corpo mais apenas observei o que ela ía fazer.
- Vamos. — ela disse tirou a faca que estava presa em sua perna e saiu da sala onde estávamos. Eu a segui, pelo corredor até chegarmos em um lugar onde haviam vários quadros, esculturas e outras coisas. Procuramos em toda a sala, e não encontramos nada. Derrepente meu telefone tocou:
- Oi Dean. — era Sam
- Oi, algum problema? — perguntei e Anne continuou procurando alguma pista.
- Na verdade, eu achei uma pista. Aqui no jardim atrás do museu, há uma parte atrás de umas árvores de terra revirada, um ótimo lugar para enterrar um corpo não acha? — Sam contou e eu fiquei confuso
- Mais, se esse é o capitão que estamos procurando, porque estaria enterrado aí, no jardim, largado? — quiz saber e Sam suspirou.
- Ele foi enterrado como indigente. Aqui eles acham que o culpado por 'Catarine' afundar foi ele, por isso honras não são o que ele ganhou. — ele disse e eu sorri. ótimo, estavamos indo bem. — Sam, eu e Anne vamos descer.
- Não. Vocês não vão conseguir descer por aqui. Seguranças estão em todas as entradas e não estão deixando ninguém passar, vocês terão que arrumar outro jeito.
- Ok, thau. — disse e Sam desligou, fiz o mesmo. Olhei em volta e não havia mesmo nenhuma passagem sem seguranças. Exeto uma varanda que ía exatamente para o jardim que Sam estava. Olhei para Anne ela estava pegando impulso, ela correu e pulou varanda a baixo. Lá em baixo Sam a ajudou a chegar ao chão. Eles ficaram me chamando. E eu olhava pra baixo com receio, era alto.
- VEM DEAN, A GENTE TE SEGURA! — Anne gritava e Sam e ela caiam na gargalhada. Aí eu me enfezei nenhuma garota e meu irmão iriam rir de mim assim! Peguei impulso no outro canto da sala e pulei varanda á baixo. Cheguei bem [e vivo] ao chão. Apenas com alguns arranhões no joelho.
- Venham. — Sam chamou e o seguimos até o canto do jardim atrás de grandes árvores. Havia mesmo um canto com terra revirada, olhamos para o lado e vimos pás, serrotes, e tesouras de podar que provavelmente seriam do jardineiro. Sam pegou uma pá, peguei outra e Anne ficou com a lanterna iluminando o local. Cavamos por muito tempo, meu rosto já estava suado por tanto trabalho.
- Olhe. — Anne murmurou e iluminou um canto do buraco onde começou a aparecer ossos do cadáver que estavamos procuramos, tiramos mais um pouco de terra, e vimos que lá havia mesmo alguém enterrado. Sam tirou um pote com sal do bolso do terno e jogou no corpo, joguei alcool e joguei um fósforo aceso, em segundos, os ossos se desmanchavam em meio ás chamas. Tudo parecia terminado, mais derrepente o espírito do capitão W.S apareceu atrás de Sam, ele era horrível, o rosto todo molhado, os cabelos compridos, com um chapéu de capitão, que fazia juízo as roupas cheia de algas que ele usava:
- SAM CUIDADO! ATRÁS DE VOCÊ! — Anne gritou antes de mim, e eu em um movimento rápido movimento atirei com uma bala banhada com sal e água benta no fantasma, e no mesmo instante o espírito desapereceu por alguns minutos.
- Mas, como ele apareceu não queimamos o corpo? — Sam disse perplexo, eu neguei com a cabeça suspirando.
- É. Acho que alguma 'parte' dele, ou até algum pertence deve ter ficado. — expliquei e Anne assentiu
- Oh cabeção. — Anne disse se referindo á mim — Quando estávamos lá em cima, vi um gancho, não dei muita importancia, até reparar agora que o espírito que apareceu estava sem a mão. Talvéz a mão dele seja aquela, e prescisamos queimá-la também.
- Ótimo, e como vamos subir? — disse emburrado cruzando os braços — Agora que eu quase encomendei meu caixão para descer que nem uma tartaruga ninja, vocês querem que eu pule denovo para subir?
- Subir pulando não, subir pela aquela árvore. Hehe. — Sam disse debochando de mim. Sorri ironicamente para ele, e Anne não estava mais lá. Olhei em volta a procurando, e nada dela, Sam novamente quiz tirar uma da minha cara, que merda ele tinha tirado o dia pra me infernizar:
- Procurando sua amada Deanzinho? — ele murmurou e eu franzi o cenho
- Cala boca cabeludo! — respondi sério e ele riu
- Ela não é medrosa que nem você, ela já está lá em cima. — ele disse apontando para cima, sorri ao vê-la acenando para nós apoiada no cercado da varanda do segundo andar. Sam subiu pela árvore que seus galhos estavam bem perto da varanda, e chegou onde Anne estava, eu ainda esperava lá em baixo. Sam disse alguma coisa no ouvido de Anne, que a fez rir. A proximidade dos dois desse jeito fazia meu sangue ferver. Raiva, irritação, ou...ciúmes? Não, claro que não!
- Vem Dean. — Sam chamou.
- Annepunzel jogue suas tranças! — fiz graça e ela riu, como ela ficava linda sorrindo!
- Oh! Deancícpe não tenho tranças suba pela árvore mesmo. — ela entrou na brincadeira e eu subi pela árvore mesmo. Em dois minutos já estava no segundo andar com Anne e Sam. Ela entrou correndo com Sam e eu, e logo mostrou para a gente uma cúpula de vidro que havia a mão de gancho que ela havia falado. Mas para complicar ainda mais nossa vida, havia uma linha de infra-vermelho que cercava toda a cúpula. Anne também percebeu e apontou para o canto das paredes onde havia caixas de som que dariam o alerta de roubo. Anne se abaixou e olhou para a pilastra que segurava a mão, era oca. Sam a ajudou e ela tirou um dos lados do retângulo da pilastra.
- Dean, pelo que estou vendo esse tipo de alarme é disparado quando o peso que está sobre ele é retirado, ou seja, diminuído. Para conseguirmos continuar com o mesmo peso, prescisamos de algo que seja do mesmo tamanho da mão, para podermos colocar no lugar. — Anne explicou e eu e Sam começamos a procurar algum objeto de tamanho igual ao que queríamos pegar. Depois de alguns minutos, Sam gritou:
- Gente, acho que isso serve. — Nos aproximamos de onde ele estava e percebemos que ele estava apontando para uma réplica exatamente igual á mão de gancho da cúpula. Imaginamos que uma réplica de tamanha perfeição teria o mesmo peso. Arrebentamos o vidro que estava a réplica, porque não havia alarme, e eu levei a réplica até a cúpula para compararmos. E para nossa sorte era exatamente igual, Anne sorriu e começou a explicar:
- Dean, eu e Sam retiraremos a mão por baixo já que a pilastra é oca e assim que tirarmos a mão você coloca a réplica, certo?
- Certo. — respondemos eu e Sam em uníssono. Ela e Sam colocaram a mão em baixo, e puxaram a mão sem vida, eu rapidamente coloquei a réplica, e ficamos em silêncio com receio que algum alarme tocava, mais não. Respiramos fundo aliviados. Sam salgou a mão de gancho e eu coloquei fogo, em minutos, ela se resumia a cinzas. Finalmente nosso trabalho havia terminado.
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